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Noites de Travessia: Lenda de Amor

Noites de Travessia: Lenda de Amor

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Noites de Travessia: Lenda de Amor

Duração:
187 páginas
4 horas
Lançados:
Oct 15, 2019
ISBN:
9781393485247
Formato:
Livro

Descrição

Agora que Moira descobriu que ela deveria ajudar Hayko a fazer a passagem, ela não tem certeza se quer se despedir dele. Mas não há nada mais que possa ser feito... ele não é dela para permanecer ali.

Ou é?

Junto com os irmãos e a melhor amiga, Moira tenta chegar à raiz do problema investigando as origens do espírito do mal que mantém Hayko preso em sua paisagem de sonhos. E então, ela descobre de onde Hayko é realmente, e que nem tudo pode estar perdido.

Ela e Hayko estão conectados, e apenas o anjo superior da hierarquia poderá determinar se essa conexão é temporária... ou destinada a durar para sempre. 

Lançados:
Oct 15, 2019
ISBN:
9781393485247
Formato:
Livro

Sobre o autor

Jen Minkman (1978) was born in the Netherlands and lived in Austria, Belgium and the UK during her studies. She learned how to read at the age of three and has never stopped reading since. Her favourite books to read are (YA) paranormal/fantasy, sci-fi, dystopian and romance, and this is reflected in the stories she writes. In her home country, she is a trade-published author of paranormal romance and chicklit. Across the border, she is a self-published author of poetry, paranormal romance and dystopian fiction. So far, her books are available in English, Dutch, Chinese, German, French, Spanish, Italian, Portuguese and Afrikaans. She currently resides in The Hague where she works and lives with her husband and two noisy zebra finches.


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Noites de Travessia - Jen Minkman

Venha, entre em meu devaneio

vindo de uma terra distante, forasteiro

leve-me pela mão

olhe para mim e conheça minha dor

deixe minha vida criar raízes em sua queda

enfraqueça-me, porém deixe-me firme...

e veja com os olhos de um sonhador

Sejamos um.

Londres

O tempo não existe.

Ou melhor, tudo existe ao mesmo tempo. Ta’us Melek, nosso deus, nosso arcanjo superior, criou o mundo, mas continua sendo atemporal. Parece mágica, mas não é. Eu senti... na noite passada, durante a sessão de meditação no templo. Terminei tarde e precisava de um tempo para mim depois de um longo dia na Facul. Quando o kochak me deixou na sala de meditação, eu não conseguia tirar da cabeça as imagens das pinturas em que estava trabalhando antes. Mas, depois que consegui, acabei chegando naquele nível de consciência em que parece que estou em todos os lugares ao mesmo tempo. Segundo os mestres e anciãos da Ordem, isso é algo que apenas uma minoria seleta consegue durante toda a vida. E aconteceu comigo!

Uma fila de anjos apareceu diante de mim... Nurâel, Šemnâel, e Azrâel com mantos vermelhos. Mikâel, Israfel e Dardâel vestidos de ouro. E acima de todos eles, Azazel... Ta’us Melek... com asas angelicais de penas de pavão e pele azul tão escuro como o céu da noite no verão.

E, naquele momento, senti que todos aqueles anjos eram apenas manifestações do Único Deus, assim como todos os nossos reis e profetas da antiguidade eram encarnações daqueles anjos, e também como todos eram um e existiam ao mesmo tempo.

O tempo é uma ilusão.

Eu sei... parece que entrei em uma estranha viagem de LSD para a Zona do Crepúsculo. Após sair do templo, propositadamente coloquei meus fones de ouvido e coloquei System of a Down no iPod com o volume alto para os berros deles me tirarem daquele espantoso estado de transe. Mas o sentimento de acordar de repente e ver a realidade como ela é de fato não sairia de mim. Quem sabe, talvez eu possa fazer uma pintura da minha visão para tentar transmitir a sensação que tomou conta de mim... ver todos os sete anjos ao meu redor daquele jeito me deu a certeza de que tudo está conectado.

10.

Suor na testa.

Com um gemido abafado, Moira abriu um olho quando ouviu seu despertador tocar, em algum lugar longe dali. Ah sim... ela se lembrou. Ele estava longe. Ela havia deixado o celular na bolsa. Isso significava que teria que se levantar e se arrastar pelo quarto e parar aquele terrível toque de samba animado pré-programado de seu despertador.

Havia algo em sua mão direita.

Sobressaltada, Moira sentou-se quando viu que era um papel de seu pequeno bloco de anotações, empelotado. A caneta que aparentemente ela havia usado para escrever estava no travesseiro.

– Lá vamos nós outra vez. – Murmurou, prendendo a respiração enquanto desamassava o papel para ler o que havia nele.

MORRA

Ela gelou da cabeça aos pés. O espírito do mal estava furioso, pois ela e Hayko finalmente tinham conseguido atraí-la e torná-la visível no sonho. A mulher não estava mais oculta aos olhos de Hayko, e isso foi graças ao desenho que Moira havia feito. A presença constante da entidade maliciosa era outra coisa que ele havia esquecido e que agora estava começando a relembrar. Cada vez mais coisas voltavam à mente dele.

Não demoraria muito e ele estaria pronto para fazer a passagem. Se teria ou não a ajuda da mulher assustadora, ela ainda não sabia.

Qual seria a tarefa do próximo anjo? Ela não lembrava quem seria o próximo a aparecer.

Só então, a porta do quarto abriu, batendo na parede quando Tabby entrou apressada com o cabelo mais bagunçado do País de Gales.

– Você está tentando abrir um clube de dança em seu quarto? – Perguntou mal-humorada, espreitando o canto do quarto onde o telefone na bolsa de Moira ainda estava tilintando e vibrando com toques de samba como se fosse carnaval no Rio. – Ou você estava tentando acordar a casa toda com seu despertador?

Moira mordeu o lábio.

– Desculpe, Tabs. É que recebi outra daquelas mensagens desagradáveis no meu sonho. Estava distraída.

Tabby desligou o despertador de Moira e foi em direção a ela, arregalando os olhos.

– Acho que você a aborreceu de verdade dessa vez. –Comentou quando viu a ameaça perversa dissilábica. – Hayko a reconheceu, não é?

Moira se mexeu desconfortável na cama. Na verdade, ela meio que esperava que Tabby e Dai não conseguissem lembrar-se do sonho desta vez. Foi ficando tudo muito particular, e ela não queria mais bisbilhoteiros intrometidos por perto.

– É tão triste ele saber que está morto, agora. – Tabby continuou, erguendo a cabeça para olhar Moira com curiosidade. – E que ele goste de você, mas não possa tê-la de verdade. – Acrescentou com mais serenidade.

– Ele não gosta de mim. – Moira rebateu mal-humorada. – Ele simplesmente não tem mais ninguém em quem se concentrar. – Repentinamente, ela se levantou e começou a juntar algumas roupas que poderia usar hoje.

– Bom, e você? – Tabitha insistiu, agarrando o pulso de Moira para que ela parasse de correr como uma barata tonta. – Você tem sim mais alguém.

Moira se soltou da irmã, irritada.

– O que você quer que eu diga, caramba? – Explodiu furiosa. – Que me sinta culpada? Que estou traindo Patrick? Que desejo alguém que nem existe mais?

– Não faz assim. – Tabby recuou, com um olhar ofendido. – Deu tudo errado. Me perdoe. Eu não queria te acusar de nada. Só queria saber como você se sente.

Moira soltou um suspiro frustrado e despencou em sua namoradeira.

– Se ao menos eu soubesse. – Disse desolada, olhando para o par de meias que estava colocando com uma mão. Uma delas tinha um tom de azul mais escuro que a outra. Resmungando, ela jogou as meias no canto mais afastado do quarto.

– Eu sou tão... tão diferente.

– De Hayko? – Tabby perguntou cautelosamente.

– Não. – Moira beliscava a calça do pijama. – De Patrick. Mas isso nunca teve importância. Mas agora tem.

Tabby caminhou em direção à irmã, sentando-se no braço do sofá antes de colocar o braço nos ombros dela.

– Você deveria ficar com Patrick alguns dias se quiser se concentrar nas questões importantes. Pelo menos você não estará sonhando. Isso te dará tempo para trabalhar em seu relacionamento e talvez falar para ele o que você tem em mente.

– Mas e Hayko? – Moira hesitou.

– Ele não vai a lugar nenhum. Uma terra fora do tempo, lembra? O tempo não existe na outra vida. Não é como se Hayko tivesse que se sentar miseravelmente e esperar por você por dois dias só porque você não estará sonhando o final de semana inteiro. Você tem sua própria vida, e está na hora de acertar as coisas nela.

Moira lançou um olhar de gratidão para Tabby.

Diolch pelo conselho sábio. – Agradeceu.

Tabby apertou sua mão, tranquilizando-a.

– Está tudo bem. Agora, vai para o banheiro, porque quero tomar banho depois de você e estou com pressa.



As palestras que Moira teve que assistir pela manhã passaram como uma névoa. Como ela esperava, estava cansada de sonhar com a terra fora do tempo, o novo nome que ela tinha inventado para descrever o mundo dos sonhos. Durante o intervalo do almoço, ela se encontrou com Dai e Holly, convidando Tamsyn também para ficar na mesa e discutir a dissertação que estavam fazendo juntas. Quando ela finalmente estava no trem para casa com sua pasta de artes no colo... onde estavam os esboços que finalmente havia mostrado para o senhor Davies entusiasta... ela sentia como se tivesse participado de uma competição de triatlo. Infelizmente, ela tinha que trabalhar até as nove hoje, então a corrida não estava nem perto do fim. Pat teria que ir ao hotel se quisesse jantar com ela.

vem jantar no the gl@dstone..? – Escreveu uma mensagem de texto para ele. Teria um intervalo por volta das seis, o que significava que ela poderia comer de graça no hotel. Embora não se esperasse que ela convidasse mais pessoas para jantar na faixa, o chefe normalmente não fazia rebuliço se Pat se juntasse a ela na sala dos funcionários.

com certeza! t vejo a noite! – As palavras piscaram na tela assim que ela abriu a porta da frente. Moira jogou o celular na bolsa e subiu as escadas esbaforida, para colocar o uniforme.

Seu rosto no espelho parecia pálido, as sombras embaixo dos olhos destacavam a palidez da pele. Ela vasculhou sua bolsa de maquiagens e passou um pouco de corretivo embaixo dos olhos. Pelo menos agora ela parecia mais apresentável.

Além disso... apesar das marcas de cansaço no rosto, ela não parecia deprimida ou triste. Uma luz quase imperceptível dançava em seus olhos. Sua mão apertou o relógio da avó quando ela deu um passo para se aproximar do espelho e se olhar nos olhos.

– Hayko gosta de mim. – Sussurrou para si mesma. Seus olhos verdes se iluminaram um pouco mais, junto com o rubor suave e rosado que enfeitava as bochechas.

Sem dizer mais nada, ela olhou ao redor e apanhou a bolsa.

Assobiando baixinho, para si mesma, ela saiu de casa, atalhando até o Vauxhall que a esperava solitário no caminho. O carro do pai já era... ele o havia pegado para ir ao escritório. Ela não veria o pai essa noite, mas eles iriam assistir a uma peça no teatro de Bangor com toda a família na noite seguinte. Eles normalmente saiam no final de semana sempre que o pai estava em casa.

– Moira! – Cerys exclamou quando ela entrou na portaria. Ela olhou em pânico, agarrando um bloco de notas que estava em uma das mãos e o celular na outra. – Você é um colírio para os olhos.

– Sou? – Moira colocou a bolsa no chão e tirou o casaco.

– Sim. Rhys e Jenny acabaram de ligar dizendo que estão doentes. Não tenho nenhum recepcionista.

Moira fez careta.

– Você sabe como me ferro trabalhando no sistema de reservas, não sabe? – Tentou se livrar, sem entusiasmo.

Cerys concordou.

– Sei, mas sem ninguém para cuidar do sistema de reservas é indiscutivelmente pior. – Respondeu decidida. – Então, é com você. Me desculpe.

Cerys saiu correndo, deixando Moira para trás na recepção. Mal-humorada, Moira pegou a bolsa e espreitou o balcão da recepção.

– Você poderia me dar o curso intensivo? – Perguntou para Victor, que logo terminaria seu expediente e a deixaria sozinha. – Não me deixe assim, Vic.

Victor riu.

– Não vou. Hoje o dia está calmo, você vai conseguir. Um grupo de viajantes está saindo hoje à tarde, e há cerca de vinte pessoas chegando para o jantar. Não estamos lotados.

– Formidável. Agora vamos torcer para não ter nenhuma entrada.

Enquanto Victor explicava o sistema rapidamente para Moira, ela fazia algumas anotações no bloco que deixou perto do telefone.

– Anote o número do meu celular. –Victor ofereceu por fim. – Se você se enrolar muito, pode me ligar.

– Obrigada! – Moira sorriu.

– Mas só se você não conseguir mesmo sobreviver sem mim, certo. – Victor apontou um dedo de aviso para ela. – Esta é minha primeira tarde livre em décadas, e pretendo aproveitá-la.

– Eu juro. – Moira sorriu para o colega. Victor estava trabalhando no The Gladstone há tanto tempo que já fazia parte da mobília. Quando ela fez a entrevista de emprego com o Garça, Victor estava lá também. Ela ficou um pouco menos nervosa graças a isso porque Victor era um velho amigo de seu pai. Ele se desdobrou para treiná-la no serviço e era o braço direito de John Pritchard, para o que der e vier.

Victor deu o número a ela antes de sair do hotel e deixar Moira à própria sorte. Com uma cara azeda, ela apanhou a bolsa e fisgou o celular para avisar Patrick de sua tarefa na recepção. Nada de jantar na cozinha para os dois essa noite... ela não teria tempo.

tranquilo. Vou arranjar uma quentinha para nós! Bj – Ele respondeu rapidamente.

Ela não conteve o riso. Patrick era uma peça rara. Mesmo sendo um tanto preguiçoso, ele estava sempre lá, sempre que ela precisasse.

Moira engoliu um nó inesperado na garganta, abaixando o telefone para olhar disfarçadamente para a entrada. Patrick cuidava dela e não queria nada além de ajudá-la e protegê-la. Então, por que ultimamente ela tinha todas aquelas dúvidas sobre seu relacionamento se ele era um cara tão bacana?

– Porque você pode fazer isso com suas próprias forças. – Suspirou silenciosamente. Com certeza, Patrick queria dar uma mão organizando sua vida, mas seria por que ele queria vê-la feliz ou por que isso tornava a vida mais fácil para ele, também?

Com uma cara de brava, ela encostou-se à parede. Quantas coisas ela havia desistido de

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