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Caminho da aprendizagem: em busca de uma escola significativa

Caminho da aprendizagem: em busca de uma escola significativa

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Caminho da aprendizagem: em busca de uma escola significativa

Duração:
137 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
1 de out. de 2019
ISBN:
9788530012038
Formato:
Livro

Descrição

O livro Caminho da aprendizagem: em busca de uma escola significativa, tem como diferencial ter nascido no "chão da escola", de experiências educativas reais. O autor, que se envolveu no processo educativo naquele ano, além de narrar o percurso escolar no ano de 2018 de uma escola pública municipal de Educação Infantil e primeiro ano do Ensino Fundamental que atende crianças de 4 a 6 anos de idade, apresenta também suas ideias e críticas a respeito de educação e do processo ensino e aprendizagem.
Seu objetivo principal é o de compartilhar as experiências, alegrias e descobertas feitas naquele ano, desejando que as mesmas possam ser replicadas e melhoradas em outros espaços e com outras faixas etárias. Numa linguagem simples, compreensível, porém rica de aprendizagens, as atividades e os projetos são colocados à disposição dos leitores, sendo desejo do autor que os mesmos ajudem outros profissionais do ensino a experimentarem as alegrias de ver crianças se vislumbrando com a aprendizagem.
Editora:
Lançados:
1 de out. de 2019
ISBN:
9788530012038
Formato:
Livro


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Amostra do livro

Caminho da aprendizagem - Edivaldo Fco. V. Oliveira

www.eviseu.com

Dedicatória

Este livro é dedicado a todos os colegas profissionais da educação da EMEIF Castanheiras. Pessoas compromissadas em desenvolver cada vez mais uma educação melhor escolarizada, transformadora, com compromisso social.

Nazaré Ferreira (diretora da escola até o ano de 2017).

Marja Carolina (atual diretora da escola).

Edmar Marcelo (coordenador pedagógico no ano de 2018).

Rosângela Souza (coordenadora pedagógica turno manhã).

Professoras e professor da Educação Infantil: Sunamita Lopes; Mª Lurdes Diniz; Janeide Dias; Roseane Souza; Vania Rabelo; Silvia Marina; Carlos Alessandre.

Professoras do CI 1º Ano: Denize Santos; Rosana Romão; Josilene Silva; Denize Roberta.

Professoras e professores de Multimeios: Léa Agria (prof. ª de Leitura); Denílson Dias (Educação Física); Luciano Lira (Artes), Jamili (Capoeira).

Secretaria: Lucidete Alcântara (secretária em 2018) e Suelena Melo (Aux. Administrativo).

Pessoal de Apoio Operacional: Daniel Teixeira; Augusto Barreirinhas; Mª Benedita; Jacirene Figueiredo; Sirlane Gama; Ronilda Magalhães; Ailton Trindade; Vera Reis; Hellen Cristina, Luciléa Moraes e nossa grande amiga (In Memoriam) Suely Lopes.

A todos os pais e amigos da escola.

Por que escrever este livro?

Porque acredito que uma sociedade melhor é possível.

Porque acredito na força da educação.

Porque penso que conhecimento tem que ser compartilhado.

Porque desejo contribuir para um país melhor.

Por minhas netas: Eliza e Laura.

Revisão gramatical

Denize Del-Teto Especialista em Educação – Seduc.

Professora do Ensino Fundamental – Semec.

Apresentação

Colocamos em tuas mãos, caro leitor, o resultado de um ano todo de trabalho pedagógico e educativo realizado na Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Castanheiras. Esta escola atende crianças de quatro a seis anos de idade, oferecendo escolarização do Jardim I ao 1º ano do Ensino Fundamental.

A Escola Castanheiras iniciou como escolinha de um Centro Comunitário no bairro do Paracuri, região polo do artesanato Marajoara. Posteriormente, no ano de 1998, tornou-se anexo do Liceu Escola Mestre Raimundo Cardoso com o nome de Unidade Pedagógica Castanheiras. O Liceu é uma das cinco escolas do Projeto Sistema de Educação para um Desenvolvimento Sustentável da Rede de Ensino do Município de Belém do Pará.

A partir do ano de 2016, a escola ganhou sua independência pedagógico-administrativa e passou a ser denominada de Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Castanheiras. Desde então vem criando sua própria identidade, na qual busca fazer a diferença no modo como desenvolve a escolarização das crianças, assentando suas bases educativas em uma pedagogia de projetos, dentro de uma linha metodológica socioconstrutivista com uma abordagem crítico-dialética, procurando desenvolver uma proposta educativa diferente das já tradicionais maneiras de se trabalhar os conteúdos com teor fortemente teorizado, como ainda se percebe em grande parte das escolas no Brasil.

Com esse desafio em mente, no ano de 2018, a coordenação pedagógica, juntamente ao corpo docente e administrativo da escola, propôs iniciar a realização de atividades diferenciadas, tendo como escopo principal a formação de sujeitos mais autônomos, que aprendessem a indagar e descobrir, que não somente transformassem o conhecimento, mas que o produzissem também. Para isso, entendeu-se ser importante a realização de uma forma de trabalho docente que utilizasse a pesquisa de campo e a horta escolar pareceu ser o espaço ideal para isso.

Era necessário ainda aproveitar todos os momentos para a educação, por isso foi fortalecido o projeto Acolhida Pedagógica, que recebe as crianças com vídeos e músicas educativos, e além de educar, ajuda a criar um espaço de convivência mais agradável.

Entendemos ainda que tudo que está à nossa volta pode ser utilizado como instrumento educativo, por isso, a reciclagem, o reaproveitamento e até mesmo a improvisação de instrumentos pode servir de utensílio educativo, basta não economizar na imaginação. O resultado disso é um processo educativo mais rico e prazeroso, trabalhoso, mas compensador.

Por fim, o projeto educativo da EMEIF Castanheiras de 2018 ainda não terminou, mas tem a proposta de ser continuado, aperfeiçoado e compartilhado a cada ano. Sinta-se convidado a sonhar o sonho que já sonhamos e a viver a experiência que temos experimentado. Boa aventura!

O autor.

Introdução

Quando se pensa em organizar um Projeto Anual para servir de norte para o ano letivo de uma escola, deve-se ter como primeira preocupação indagar ao grupo de profissionais que ali atuam: que tipo de sujeito queremos formar? (APPLE, 1982). A depender da resposta obtida é que vai se pensar nas metodologias e nas atividades que serão desenvolvidas durante o ano.

No caso da Escola Castanheiras, é intuito do corpo educativo a formação de alunos que consigam vincular os saberes trabalhados e produzidos na escola com as situações de seu cotidiano, levando-os a terem a percepção de que os conhecimentos da escola têm significados práticos em seu dia a dia. Para isso, entende-se ser necessário que a escola primeiramente compreenda as realidades que o aluno vive. Dizemos realidades porque cada sujeito vive uma teia de relações que lhes são únicas, desenvolvendo especificidades distintas, que o tornarão um indivíduo singular.

Por realidades queremos também dizer que cada ser humano convive várias dimensões que interferem na formação de sua identidade, entre elas podemos destacar a dimensão psicológica, a social, a afetiva, a física, a cognitiva, a financeira, a escolar, a familiar, entre outras, que são enfrentadas e percebidas de maneira diferente por cada indivíduo.

Essas peculiaridades tornam o ato educativo um processo inteiramente individual, por isso é importante que a escola crie estratégias diversas para alcançar os diferentes sujeitos que se assentam em seus bancos todos os dias. Isso parece tornar o ato educativo um processo de tentativas e erros ou um atirar no escuro. Não seria isso, o que entendemos é que a escolarização não pode costurar um uniforme do mesmo tamanho para vestir todos os alunos, era isso o que a educação tradicional fazia ou que alguns professores desejam continuar fazendo.

É importante também que a escola procure vincular o que entende ser importante e que o aluno aprenda com o que ele já sabe, seus conhecimentos empíricos adquiridos com sua convivência cultural. A isso chamamos, com base nas propostas de Ausubel (2000), de conhecimentos significativos. De acordo com o pesquisador, para que o novo conhecimento seja efetivado na mente do aluno, é importante que este esteja vinculado a conhecimentos prévios, que ele denomina de conhecimento âncora.

Estes pressupostos a respeito de como se deve pensar a educação estão intimamente conectados a pensamentos pedagógicos denominados de pedagogia ativa, que se materializam nas correntes pedagógicas denominadas de Educação Libertadora e Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, que entendem que deve haver relação entre educação e sociedade, que buscam dar importância aos conteúdos socialmente relevantes às discussões do grupo.

Estas ideias resultaram neste livro que, por sua vez, é resultante de vários trabalhos realizados na Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Castanheiras ao longo do ano de 2018, mas cujas ideias já vinham sendo experienciadas em anos anteriores. Entendendo que a escola, mais do que um lugar de transmissão de conhecimentos, é um espaço onde estes são produzidos, transformados e estão constantemente se ressignificando. Entendemos ainda que o conhecimento é

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