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Simplesmente Perfeita

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Simplesmente Perfeita

avaliações:
5/5 (1 avaliação)
Comprimento:
258 páginas
4 horas
Editora:
Lançado em:
Jun 17, 2020
ISBN:
9781071521076
Formato:
Livro

Descrição

Michael Collins era o queridinho das mídias. Este famoso ator chegou ao cinema e rapidamente se transformou no sonho úmido de toda mulher. Atrativo, sexy, milionário e com um brilho misterioso. Todas o desejavam. Algumas até conseguiam entretê-lo por algumas horas. Mas nem tudo em Michael era perfeição. O ator também era cínico, arrogante e totalmente perigoso para a mente feminina. 

Flávia D'Ângelo não é daquelas mulheres que se deixam enganar facilmente. Depois de sua última apresentação com a Companhia Nacional de Dança, volta à Bari (Itália) para cuidar de sua mãe e administrar o negócio familiar. A rotina da cidadezinha do interior começava a entediá-la até que recebeu a ligação de seu tio Vinnie pedindo um "favor especial".

Depois da estreia de seu mais recente filme, um fantasma do passado de Michael volta para sabotar seu sucesso. Se todos descobrissem, os jornais e revistas de fofoca, transformariam o "Garoto de Ouro" no vilão do momento, e seu empresário não estava disposto a permitir isso.

Vincenzo "Vinnie" D'Ângelo sempre tem uma carta na manga, e encontrou a pessoa que pode ajudá-lo a tirar Michael de seus problemas. Uma solução, que para o ator era simplesmente perfeita. 

Editora:
Lançado em:
Jun 17, 2020
ISBN:
9781071521076
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

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SUMÁRIO

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 12

Capítulo 13

Capítulo 14

Capítulo 15

Capítulo 16

Capítulo 17

Capítulo 18

Capítulo 19

Capítulo 20

Epílogo

Agradecimentos

Sobre a autora

Papai, este é para você.

Per aspera ad astra.

Tu sei sempre stata mia.

Gianluca Grignani

CAPÍTULO 1

Los Angeles, Califórnia

Depois de meses de trabalho árduo em seu mais novo filme, a noite de estreia havia chegado. O carro no qual viajava nessa noite parou a poucos metros do teatro onde projetariam a obra cinematográfica, Michael Collins viu a hora. Chegava tarde, mas ninguém o questionaria por isso, e a senhorita que deixou no Sunset Boulevard valeu muito bem o tempo de seu atraso.

Repassou mentalmente o aspecto e os nomes das pessoas que devia cumprimentar, produtores, executivos do estúdio e inversionistas, desejando com todas as suas forças que aquele pesadelo terminasse logo. Enviou uma mensagem rápida ao seu empresário para avisá-lo que estava chegando, depois guardou seu telefone e relaxou.

Seu terno Tom Ford cinza de três peças não ficou amassado pelo ocorrido, sua camisa de seda branca não tinha marcas de batom e ainda sobrava um pouco de tempo para ajeitar sua gravata vinho-tinto antes de chegar ao teatro. Um sorriso presunçoso se formou em seu rosto. Sempre conseguia se meter em situações absolutamente ridículas, e desfrutava disso. Quando pediu ao chofer que passasse por um drive-thru para comprar um milk-shake não imaginou que terminaria passeando pela cidade enquanto fazia sexo com a atendente. Até que tinha sorte. A imprensa não estava por perto para perceber a entrada e a saída da garota do veículo, do contrário teria de enfrentar o interminável discurso de Vinnie D’Ângelo.

Michael passou a mão pelo cabelo na tentativa de deixá-lo um pouco ajeitado, mas estava nessa fase incômoda de não ser muito curto ou grande o suficiente, fazendo com que fosse impossível domá-lo. Infelizmente ainda não podia cortá-lo. Precisava deixar seu cabelo loiro crescer para as filmagens do filme que estava para começar, além de também deixar a barba por fazer. Seus traços juvenis pareciam ter se enrijecido..., ara o que se conseguia com um pouco de pelo facial.

Geralmente essas coisas não o incomodavam, já que adorava criar novos personagens. Transformar-se em outra pessoa era uma das coisas que, mais gostava em sua carreira, mas era noite de estreia, e as estreias o deixavam de mal humor.

— Isso é porque você sempre vem desacompanhado e não tem ninguém em casa te esperando, garoto — disse Vinnie, seu empresário e encarregado de que sua imagem pública permanecesse limpa.

Odiava que esse imbecil tivesse razão, mas nem em mil anos admitiria isso em voz alta.

Vincenzo D’Ângelo era o melhor em seu trabalho. Encarregava-se de relacioná-lo com as pessoas certas, administrava sua imagem, lhe aconselhava sobre seus papéis e, além do mais, era o mais perto de uma figura paterna que tinha. Além disso, o italiano também podia ser bem irritante quando queria.

Michael no era apenas um sucesso de bilheteria, mas também com as moças. Depois de anos fazendo teatro e participando de séries de baixo rendimento, sua carreira decolou finalmente. Não só protagonizava filmes que era um sucesso de bilheteria, como seu rosto também cobria grande parte dos espaços publicitários do país e de revistas de entretenimento em todo o mundo.

Era elegante, jovem e milionário. Uma mulher seria louca para querer sair de seus braços. Nem que fosse para captar um pouco de atenção da mídia, como aconteceu com seu último relacionamento.

Eles se conheceram no set de filmagens e a química foi imediata. Saíram por quase um ano, enquanto a imprensa fazia suposições sobre o futuro da relação. Ele queria formalizar a relação, não porque estivesse apaixonado, mas porque era o que esperavam deles. Na verdade, não acreditava muito no amor e nos relacionamentos. O casamento de seus pais não foi exatamente muito inspirador no assunto, já que a maioria das vezes se comportavam como sócios de negócios ao invés de marido e mulher.

Em algum ponto nesse vai e vem pela vida simulando ser outra pessoa, expressando os sentimentos de outras pessoas, tinha se esquecido de atender os seus. Michael apenas queria se estabelecer. No entanto, ela parecia ter outros panos.

Algumas semanas antes de uma pré-estreia, ela desapareceu. Michael pensou que talvez ela se sentia pressionada, que talvez sua proposta foi um pouco precipitada e que só precisava de um pouco de espaço. Ligou várias vezes para ela sem ter resposta, mas nada é impossível para os paparazzi, e foram exatamente eles quem a encontrou nas Ilhas Gregas com um modelo da Dolce & Gabbana. O rosto de Michael esteve nas páginas de jornais e revistas, mas não pelo seu filme, mas pelo escândalo, e as perguntas durante a apresentação do longa não giravam em torno de sua excelente interpretação, mas sem de sua ex.

O homem mais sexy da terra segundo a revista People se transformou na piada da indústria por não ser capaz de segurar sua parceira quando aparecesse qualquer modelinho de segunda. Desde então odiava essa marca, odiava as Ilhas Gregas e sobretudo, odiava as pré-estreias. Já havia se passado dois anos desde aquilo. Fofocas mais interessantes haviam preenchido as páginas das revistas, enterrando sua vergonha no passado. A memória das pessoas de Hollywood era muito pequena, mas qualquer um com vontade de relembrar o passado ainda podia encontrar velhos exemplares de jornais e revistas contando uma versão da história.

Que não é exatamente a minha.

Agora se apresentava sem acompanhantes a todos os eventos públicos, e ficou mais cauteloso com sua vida privada. As mulheres entravam e saíam de sua cama, mas nunca permaneciam o suficiente para que a imprensa as notasse. Isso fez com que ganhasse fama de solteiro de ouro. Atrizes e modelos se jogavam em seus braços com a esperança de prendê-lo, mas ele mantinha uma atitude fria e distante, uma vez que conseguia o que queria delas.

Era uma relação bastante conveniente para Michael. Fácil e conveniente. E ele estava começando a se sentir entediado de pescar só em águas tranquilas. Sentia falta da emoção da caça, de cortejar e conquistar sua presa antes de consegui-la, como aqueles dias quando ninguém o conhecia. Sim, sem dúvida tinha um pouco de saudade do anonimato, apesar de não negar que o gostinho do sucesso tinha seu encanto.

Enquanto pensava nisso, o carro avançou alguns metros deixando-o a apenas duas limusines da entrada do teatro, onde centenas de repórteres esperavam sua chegada. Michael analisou sua aparência mais uma vez, ajeitou sua gravata e respirou fundo várias vezes. O chofer que o levava naquela noite abaixou o vidro que os separava para ter certeza de que tudo estava em ordem antes de levá-lo ao seu destino final.   

— Estamos prontos, senhor? — Perguntou um homem mais velho a ele, de bigodes grossos e de aspecto simpático.

— Sim, Louis — respondeu Michael. — Estarei aqui por apenas algumas horas. Verei o filme, cumprimentarei algumas pessoas, deixarei que tirem algumas fotos e depois irei para casa. Deixe seu celular ligado para receber instruções — lembrou ele. —E a partir de amanhã você se livrará de mim por alguns dias — sorriu.

O chofer sorriu de volta para seu chefe e concordou com suas palavras antes de retomar seu caminho.

—  Entendido, senhor.

Avançaram a distância que restava e o carro voltou a parar. Assim que parou, sua porta se abriu. Um jovem de uns vinte e tantos anos colocou sua cabeça para dentro do veículo para cumprimentar.

— Senhor Collins, é um prazer senhor — o garoto falava em uma velocidade que ficava difícil acompanhar o ritmo. — Meu nome é Will e serei seu assistente esta noite, o senhor D’Ângelo já está lá dentro.

— E Vinnie te mandou para ter certeza de que eu também entrasse, não é assim? — Respondeu Michael arqueando uma sobrancelha sem esconder seu incômodo — Típico do Signore D’ Ângelo — bufou. Sua expressão rígida fez com que o garoto ficasse nervoso e começasse a suar.

Já havia tido problemas no passado com Vinnie por designar assistentes a ele, pois acabavam se ocupando de coisas simples, como levar sua agenda e lhe ajudar com as leituras quando se preparava para algum papel, mas depois terminavam agindo como babás de tempo integral. Sempre homens, porque Vincenzo D’Ângelo nunca cometia o erro de colocar uma mulher nesse posto.

— Não, é que... não senhor, eu... — quando o garoto tentava se afastar para se recompor, bateu a nuca contra a beira da porta. — Sinto muito senhor — disse Will enquanto levava sua mão ao lugar onde havia batido.

— Não se desculpe comigo — brincou Michael. — Não fui eu quem levou uma portada. Vamos fazer isso — indicou apontando para fora, onde os jornalistas aguardavam.

Will abriu espaço para que saísse da limusine, e assim que seus pés tocaram o tapete vermelho os flashes dispararam em sua direção. Os jornalistas chamavam seu nome tentando conseguir algumas palavras do ator, mas seus chamados foram sufocados pelos gritos enlouquecidos das fãs. Era uma loucura, como sempre, e isso o fazia se sentir ansioso.

Michael podia dominar sua relação com as câmeras e com seus colegas no set, mas quando tinha que estar rodeado de admiradores e repórteres era outra história. Para sobreviver aos eventos deste tipo imaginava que estava representando um papel, e isso ele aprendeu a fazer muito bem. Apenas tinha que fazer poses, sorrir e cumprimentar suas fãs. As entrevistas viriam depois e só com os meios previamente selecionados.

Sua atitude deixava a imprensa fascinada, desde seu primeiro filme de bilheteria haviam enlouquecido por ele se mostrar tão controlado diante dela. Como se já estivesse acostumado. Como se tivesse nascido para ser o centro das atenções.

Anos antes, Michael não precisava se preocupar com fotógrafos e fãs. No mundinho do teatro não costumavam assediar os atores como em Hollywood, como também não faziam com os atores de TV. Durante um tempo sua prioridade na indústria era escolher papéis que gostava, que o desafiassem em nível pessoal, e se dedicava a fazer o que os diretores indicassem nos palcos ou no set.

Essa dedicação fez com que as ofertas começassem a chegar com mais frequência à sua porta, no entanto o dinheiro não chegava no mesmo ritmo. Então Vincenzo D’Ângelo entrou em cena, encarregou-se de colocar as coisas em ordem e de rentabilizar seu talento. Com seus conselhos conseguiu, enquanto gravava uma série policial para televisão, sua primeira audição para um filme e o longa se tornou um sucesso imediato.

— As câmaras te amam — havia dito o italiano.

Em pouco tempo Michael Collins saltou de um ator pouco conhecido para um astro do cinema. Seu talento começou a ser notado e elogiado pelos críticos... e então ocorreu o episódio de sua ex. Custou-lhe muito trabalho fazer com que a imprensa esquecesse sua vida pessoal e se concentrasse nos filmes, e foi pelo seu esforço nas atuações vencedoras.

Estava muito perto da porta quando sua coprotagonista se aproximou para posar com ele. Emil Kauffman era uma das poucas mulheres das quais havia trabalhado e não teve nenhuma relação, além de amizade. Ela era loira, alta e elegante, seu sofisticado sentido para a moda tornou ela a queridinha das revistas especializadas, e os gurus do meio consideravam-na a Grace Kelly da atualidade.

— Aí Mike, está pensando em deixar essa barba para o próximo filme? — Brincou a garota enquanto se concentrava em olhar alternativamente para os fotógrafos enquanto sorria.

— Acredito que não — respondeu ele, imitando o sorriso de Emil e cumprimentando os fotógrafos como se estivesse feliz em vê-los. — Acho que me vestirei de mulher no próximo, você podia me ensinar como depilar minhas pernas.

Emil gargalhou com um elegante gesto que passou desapercebido aos jornalistas, que ignoravam totalmente a conversa dos dois. Não era a primeira vez que trabalhavam juntos, ela sabia de sua aversão a multidões, então aproveitava esses momentos para brincar com ele e distraí-lo. Emil e Michael ficaram amigos anos atrás, quando ela chegou de Chicago a Nova Iorque e conseguiu um papel musical. Pegaram aulas de canto juntos e ele se tornou seu guia turístico particular.

Quando estavam fora da cidade ambos atores mantinham contato pelo telefone ou pelo Skype, se viam sempre que suas agendas permitiam, mas não voltaram a coincidir no trabalho até no ano anterior, quando compartilharam o papel de protagonistas em um filme. O longa teve bastante sucesso, e a química entre os dois na tela fez com que a imprensa enlouquecesse.

O diretor e os produtores do filme que estrelava nesta noite viram nos jovens atores uma dupla promissora, então ali estavam eles juntos outra vez. Mas não havia nada romântico entre eles, pelo contrário. Desde seu reencontro em Hollywood, Emil assumiu o papel de irmã mais velha de Michael, fato que para ele parecia bastante engraçado já que ela era mais nova.

— Como uma mulher faz? — Disse ela — Diga aos figurinistas que a cor que mais combina com seu tom de pele é o azul... além disso combina com seus olhos — brincou piscando um olho enquanto outra rajada de flashes caia sobre eles.

— Mais uma coisa — comentou Emil antes de se despedir. — Deveria pintar seu cabelo...ninguém leva a sério as louras — ao dizer isso deu um par de beijos em suas bochechas, cumprimentou os fotógrafos levantando a mão e desapareceu, sendo escoltada por seu assistente e sua relações públicas.

Quando ficou só, Will se aproximou dele enquanto revisava algo em seu tablet.

— Está na hora de entrar, senhor — disse mostrando-lhe a porta.

Michael resmungou. Odiava que lhe dissessem o que fazer, mas odiava ainda mais que o chamassem de senhor.

— Só com uma condição — pediu ao seu novo assistente. — Não volte a me chamar de senhor, a menos que queira ficar sem emprego esta noite.

— Sim, senhor — o garoto respondeu automaticamente. — Quer dizer... ehmm... — pensou por um momento. — Como supõe que devo chamá-lo?

Michael observou o garoto com cuidado. Seu cabelo castanho, um pouco grande e bagunçado, caia sobre sua testa quase cobrindo seus olhos ambarinos. Sua roupa, mesmo estando de acordo com o evento, parecia fora de lugar nele. Um terno preto Ralph Lauren, com uma camisa branca e uma gravata cinza-escuro. Lembrava-se de um amigo que teve quando morava em Nova Jersey. Sabia que William era um cara de camisetas e jeans, e que mentalmente contava os minutos para desfazer-se do terno. A ideia lhe causou graça.

— Pode me chamar de Michael, como o resto das pessoas — indicou ele, — ou Mike, como meus amigos fazem. Se realmente vai ser meu assistente, significa que você passará muito tempo comigo e não quero que me faça passar como um ditador diante da imprensa, ou como um desses idiotas que se sentem superiores.

— Tudo bem, senhor — respondeu Will. — Digo, Mike — e sorriu com timidez.

Michael se despediu da imprensa e dos fãs que estavam fora do teatro antes de seguir seu assistente para onde reproduziriam o filme. Apenas esperava que as horas passassem um pouco mais depressa para poder desaparecer daquele circo. Três horas e seria livre. Mesmo sendo por pouco tempo.

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Quando acabou o filme, Michael e o resto do elenco foram à uma recepção em um famoso hotel da cidade. Até esse momento, ainda não havia conversado com seu agente em particular, apesar de que ele pediu a seu assistente que o informasse que eles se reuniriam antes de finalizar a noite.

Assim que se desfez de todos os curiosos que perguntavam de seus próximos projetos, se aproximou do empresário italiano que administrava sua carreira e imagem pública.

Vincenzo tinha por volta de quarenta e tantos anos, mas quase não dava para notar. Era alto, de corpo atlético e pele bronzeada, tinha o cabelo escuro e seus olhos cor-de-avelã tinham reflexos verdes e dourados que lhe davam um aspecto tão curioso quanto ameaçador. Sua atitude paternal com Michael contrastava com a severidade de seu gesto, apesar de que naquela noite um sorriso incomum aparecia em seus lábios.

— Pensei que você desapareceria sem falar comigo — foi o cumprimento que lhe dirigiu assim que notou sua presença. — Já revisei seu próximo roteiro, já pensou em algo para o personagem?

Vinnie deu um sorriso de meio ado esperando a resposta de seu cliente.

— Ainda não tenho ideia — admitiu Michael dando um gole na bebida que o garçom havia acabado de lhe entregar. — Não tive muito tempo de me informar bem com esse bando de sanguessugas me seguindo para ter sua próxima notícia de primeira mão. Estive pensando em tirar alguns dias para ir a algum lugar afastado e me preparar antes de chamarem o elenco.

— Achei a ideia fantástica — concordou. — Falando de notícias de primeira mão... — Vinnie fez uma pausa enquanto um jornalista passava perto deles e sorria. — Recebi uma ligação de Alice Maxwell nesta manhã.

A menção daquele nome não causou nenhuma graça em Michael. Não voltou a saber de Alice depois do escândalo com o modelo. Ela simplesmente havia desaparecido da vida pública.

Não é como se ele também estivesse interessado em saber. Apesar de ter certeza de que seu manager a estava vigiando, apenas para o caso de ela dar problemas.  

— Preciso que se mantenha afastado da cidade enquanto me encarrego de solucionar algumas coisas com ela — advertiu o italiano. — Coisas que coincidem perfeitamente com seus planos, percebeu? As mentes geniais pensam igual — gargalhou ele. — Por isso preparei algumas coisas... — continuou com um sorriso dissimulado. — Seu assistente vai te entregar informações detalhadas sobre seu próximo destino, lá você poderá se concentrar em seu personagem, estudar seu script e descansar. Quando voltar vai estar novinho em folha para as filmagens, e longe de problemas. Facilitando minha vida, para variar.

— E pode-se saber para onde eu irei? — O ator quis saber. Sabia que devia se afastar da cidade para colocar em prática sua preparação para o próximo filme, mas não estava de acordo em se esconder de Alice. Afinal de contas não foi ele quem provocou aquele escândalo. No entanto, sabia que não estava em um lugar adequado para discutir isso com Vinnie.

— É uma surpresa mio figlio[1], mas precisarei que fique em contato constantemente — respondeu D’Ângelo.

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