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As Inquietações de uma Pedagoga
As Inquietações de uma Pedagoga
As Inquietações de uma Pedagoga
E-book154 páginas1 hora

As Inquietações de uma Pedagoga

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Sobre este e-book

O livro Inquietações de uma pedagoga vem para reunir 10 anos de curiosidade, encantamento, amor e pesquisa de uma professora, também pedagoga, preocupada em entender toda problemática que envolve a educação em suas contribuições e falhas. Percorrendo salas de aula da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, coordenações de ensino fundamental 2, ensino médio e formação de professores no ensino superior (curso de Pedagogia), foi possível enxergar o processo educativo em todas as suas nuances. Preocupada em alcançar aprendizagem e uma escola de qualidade, consequentemente passou a investigar temáticas atuais no campo da Pedagogia. São oito artigos científicos reunidos para aqueles que também têm atitude inquieta diante da instituição escolar e sua didática. Assuntos que vão desde o uso de tecnologias em sala de aula; a desvalorização da leitura; a importância da gestão participativa; o trabalho da equipe escolar; manifestações de indisciplina e o trabalho preventivo do Serviço de Orientação Escolar; ensino híbrido até as contribuições da neurociência e neuropsicopedagogia para a educação. Um arsenal de informações críticas a respeito dos assuntos questionados na área educacional. Aos que se preocupam em alcançar uma educação de qualidade, dedico essas provocações, pois educação só é bem feita com seriedade, dedicação e pesquisa. Se a educação em seu exercício diário não te inquieta... algo está saindo errado.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento3 de jan. de 2020
ISBN9788547339470
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    As Inquietações de uma Pedagoga - Carollini da Silva Thomaz

    COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE

    Dedico este livro àqueles que acreditam na educação como instrumento transformador pessoal e social e que lutam em seu cotidiano para fazer

    uma educação de qualidade a todos.

    AGRADECIMENTOS

    Agradeço a Deus, por ser a essência dos meus valores e conduta. Meu amigo confidente e socorro mais presente. Ao mestre Jesus, o verdadeiro professor da vida. Sei que quando tudo desabar, tudo estiver impossível, Deus não soltará a minha mão.

    Agradeço à minha família, pelo amor e amparo, em especial, aos meus pais, Cacilda e Celso, à minha avó Conceição e, à minha tia, Ismênia (minha fã número um), que são a tradução do que entendo por amor. Ao Enzo (primo guerreiro e exemplo de fé). À minha prima Bruna, que considero mais como irmã do que como prima. Não caminho sozinha, sou eu levando mais essas vidas, sendo cuidada, mas, também, sentindo-me responsável por eles.

    Agradeço aos meus amigos pela paciência, pelo carinho e pela força em todos os momentos. Fomos por caminhos diferentes, mas nos fortalecemos em nossas escolhas. A lista de ouro: Mylla (irmã de coração), Maria Emília, Mônica, Larissa, Roberta e Mayara.

    Agradeço aos meus professores, que passaram pela minha vida escolar e acadêmica oferecendo inspiração (desde a Pré-Escola Municipal Julieta Botelho, até o ensino fundamental 1 – Escola Arte Manhas, o ensino fundamental 2 – Colégio Estadual Oliveira Botelho; o Curso Normal – Colégio Estadual Pedro Braile Neto e a graduação em Pedagogia – Associação Educacional Dom Bosco – AEDB), na certeza da escolha dessa profissão por meio de seus exemplos e características que marcaram minha forma de atuar hoje. Em especial, à professora Marcilei, por, além de me alfabetizar, receber-me em sua casa. Foram em suas aulas que o desejo por lecionar germinou. À professora Adriane Müller, que me incentivou a sair da gaiola e voar. Ao professor João Alberto Stagi, por seu compromisso com a educação e por sua história de vida, que o torna uma das pessoas mais fortes que já conheci. Ao professor Cassini, meu padrinho profissional, por simplesmente ser a primeira pessoa a acreditar em mim, quando ainda nem eu encontrava segurança. Ao professor Cotrim, por ter um estilo de vida acadêmica admirável. Esses professores são de imensa humanidade, inteligência e carisma, qualidades que respeito.

    Agradeço também aos meus colegas de trabalho. Em especial, ao Fernandão, que, apesar de ser de exatas, é o coordenador mais humano que conheci.

    Agradeço também à família Estácio Resende

    Agradeço aos meus alunos, pela motivação para seguir adiante nessa missão docente. Toda vez que entro pela porta da sala de aula estou indo ao encontro do meu sonho.

    Agradeço aos responsáveis dos alunos, que confiaram seus filhos ao meu trabalho.

    PREFÁCIO

    Algo inquieta Carollini, mas não incomoda a maioria dos alunos, seus pais, governantes, e muitos — sim, muitos! — professores, para quem a única questão a afligir é a salarial. Preferem dizer: os incomodados que se mudem. Ah, Brasil acomodado, comodista, comodamente instalado na inércia dos processos burocráticos, das rotinas em que a cumplicidade, a preguiça e a mediocridade trabalham para deixar tudo como está. Será?

    A impressão de quem acompanha debates na mídia e críticos da matéria é a de que precisamos de uma reforma mágica, um atalho legal, capaz de guindar a grande nação brasileira, com seus milhões de jovens a patamares de qualidade compatíveis com seu potencial. Passada a época do patriotismo e do sacrifício abnegado pelo bem comum — a do magistério como sacerdócio —, a atual geração orienta-se por indicadores do mercado de trabalho e cifras das avaliações de desempenho, baldeadas do mundo corporativo. Como se educação fosse um produto como qualquer outro. Como se o investimento de vida dos que se afanam em busca da verdade pudesse ser reduzido a um negócio.

    Algo incomoda Carollini. Não há jeitinho brasileiro que dê jeito nessa angústia diante do abismo que é a alma humana e seu destino de perfeição. A verdade atrai como luz, mas seduz como ausência: há que buscá-la! Inadiável vocação que se parece com uma resposta imperativa, uma convocação. A punção de uma saudade que certamente define o professor, que o elege para uma missão, que se faz serviço e, às vezes, quando os tempos sorriem, realiza-se numa carreira.

    Essa face vocacional da profissão não pode ser traduzida apenas pelo preparo técnico do docente. Didáticas e metodologias não ensinam a ler o mundo, dão sinais. Apenas sinais, mas os significados chegam primeiro na leitura e podem ficar escondidos, se o professor não os apontar. A inteligência é sequiosa de significados. É preciso aprender a ouvir o chamado da realidade; o livro será consequência. Tanto assim que, se não nos faltam escritores, temos uma revolução na formação de leitores, devido às novas tecnologias. O meio é a mensagem... Vivemos a realização da profecia de McLuhan. Entretanto é preciso andar com o professor por caminhos de verdade, e o método será uma trilha, não um trilho. Mas andar para onde?

    Educar é desbravar o já conhecido. Redescobrir a cada geração o legado dos antigos. É situar o aluno num mapa que se chama civilização. Olhe, estamos aqui... nesse território da língua portuguesa, do latim e da Costa d’África, nesse mosaico ibérico e ameríndio, nesse envio avassalador da ciência ocidental e da ética judaico-cristã.... Apropriar-se de uma herança, de uma visão de mundo, em que conteúdos, metodologias, provas, calendários e custos de mensalidade ganham sentido.

    Mas Carollini está angustiada, e

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