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O Mestre

O Mestre

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O Mestre

Duração:
218 páginas
2 horas
Editora:
Lançados:
15 de jan. de 2020
ISBN:
9786580336050
Formato:
Livro

Descrição

No interior da Inglaterra vitoriana de 1890, o distinto e respeitado preceptor Gerard Fournasieur chega para ensinar mais um dentre tantos alunos aspirantes à universidade. Antes, porém, que seu aluno ganhe as portas da renomada Oxford, a vida regrada do discreto professor se vê enredada pelos encantadores olhos azuis do jovem Pascal. Em uma época perigosa, na qual o amor entre iguais era punido com prisão e trabalhos forçados, Gerard tem de enfrentar a si mesmo e as convenções sociais burguesas para esconder sua natureza, sua paixão e um recorrente fantasma de seu passado.

O romance de época traz uma trama que expõe uma realidade histórica que perdurou por décadas antes de ser abolida. O crime de pederastia encarcerava homens de todas as classes sociais inglesas e arruinava reputações. O percurso dos protagonistas ainda apresenta conflitos morais tanto do século XIX como bastante atuais. Dentre eles, a relação amorosa entre dois indivíduos de idades muito distintas, as obrigações sociais e familiares, as consequências de atos impensados em prol das aspirações pessoais.
Editora:
Lançados:
15 de jan. de 2020
ISBN:
9786580336050
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

O Mestre - Giselle Jacques

19/02/1998.

Capítulo 1

A locomotiva soltou seu apito estridente e fez ranger os freios na quietude daquele começo de dia, reduzindo a velocidade vagarosamente até parar por completo na pequena estação da cidade de Middlewich. Eram pontualmente seis horas da manhã daquela quarta-feira fria de fevereiro. O grosso nevoeiro não deixava antever palmo diante dos olhos cansados dos viajantes que iam e vinham dos vagões. Ao longo do trajeto de várias horas, muitas foram as paradas desde a capital até o condado de Cheshire. Viajar pelo interior da Inglaterra ainda era uma aventura para a maioria dos londrinos e as 153 milhas desde Londres até Middlewich podiam ser extenuantes até para os mais calejados.

Sem perda de tempo, as bagagens foram desembarcadas e postas sobre a plataforma de madeira, diante da construção retangular, baixa e apertada que era a estação. Logo em seguida, o trem voltou a apitar e a ranger, tornando a mover-se rumo à próxima estação. Não demorou também para que os poucos recém-chegados desaparecessem e só restasse o barulho do vento nos freixos e bordos ao redor e o crocitar distante dos corvos nas plantações que delimitavam a cidade. Parado diante da urbe afastada e fantasmagórica ficara certo cavalheiro alto e esguio, cabelos muito curtos e um tanto desgrenhados. Vestia um terno completo, alinhado e escuro sob o capote grosso. Antes de deslocar-se um único passo, ajeitou os cabelos e cobriu-os com o chapéu arredondado que trazia na mão, junto à bengala elegante de punho de prata. Apertou o nó da gravata, apanhou as duas pesadas malas quadradas quase esquecidas e pôs em movimento os pés gelados metidos em botinas pretas.

Vultos disformes se deixavam ver na neblina enquanto o estranho cruzava as ruas de pedra, ladeadas por casas geminadas, a maioria de dois andares. Trabalhadores e serviçais, em suas incursões matutinas aos mercados e aos postos de labuta, passavam por ele sem qualquer alarde. O farfalhar das saias compridas arrastando-se nos pedriscos do caminho antecedia os olhares desconfiados das senhoras com penteados ocultos em toucas brancas. O cheiro de pão recém assado desprendia-se de algum lugar, assim como o som de um martelo ritmado acertando uma bigorna. A torre quadrada e imponente da igreja anglicana de St. Michael e Todos os Anjos sobressaía ao nevoeiro, assustadora diante do espaço aberto da praça central e seus degraus assimétricos. Serpenteando pela cidade, três córregos estreitos davam um ar todo especial à paisagem urbana. Algumas embarcações cobertas passavam pelas águas calmas vez que outra. Muitas outras, atracadas à margem, aguardavam que seus condutores despertassem.

Naquela cidadezinha habitava uma família das mais ricas da região e a grande casa, de pedras cinzentas e paredes cobertas de heras, era visível já a certa distância, com seus três andares uniformes, janelas quadradas e telhados agudos em desníveis. Fora construída sob um platô natural, uma pequena elevação no terreno ao fim de uma das ruas principais que conduziam diretamente à igreja. O recém-chegado encontrou sem problemas a distante mansão, seguindo pelo caminho à esquerda da praça central. O patriarca da tal família, ao que constava, tinha um casal de herdeiros, cujo rapaz beirava a idade de ingressar ao ensino acadêmico. Pensando no futuro do primogênito, e no consequente favorecimento da família, esse senhor mandara vir de Londres um professor versado em vasta gama de conhecimentos e muito bem recomendado por amigos do mesmo nível social e mesmo de certos clãs da nobreza.

O mestre contratado era Gerard Fournasieur, distinto e renomado preceptor que já mandara às melhores universidades da Inglaterra algumas dezenas de pupilos, filhos das mais tradicionais famílias inglesas e até de algumas de outras nacionalidades. Era esse justo homem quem cruzava as ruas de pedra de Middlewich em direção ao casarão ao final da conhecida Long Street. Curiosamente, nenhum coche o aguardava. Nem mesmo havia alguém para saudá-lo. Contudo, não fora descaso da tal família e, sim, um hábito um tanto extravagante daquele preceptor. Gostava de chegar sem aviso e perceber os hábitos da casa sem as triviais encenações de gentileza. Assim, poderia preparar-se melhor para ensinar ao neófito em suas próprias ambientações.

Chegou ao destino solene e discreto, como era de seu costume, cruzando os portões arqueados da propriedade e subindo os poucos degraus até a soleira. Soltou as malas e alcançou a aldrava de bronze para bater três vezes à porta de carvalho lustrado. Disse seu nome ao mordomo assim que este surgiu e aguardou em silêncio por seu contratante, lorde Ornesse. O velho que o recebera havia recolhido chapéu, bengala e capote. Deixara-o plantado logo após a entrada sem nada nas mãos, uma sensação que desagradava profundamente ao mestre. Em vista da demora de seu anfitrião, o professor Fournasieur ousou alguns passos pelo perímetro espaçoso do hall. Poucos objetos de arte estavam dispostos sobre pedestais imponentes. Um vaso pintado à mão, um conjunto de estatuetas equestres de porcelana, um busto desconhecido em marfim, uma enorme ânfora de cobre polido ao chão. Pela aparência impecável das peças, reproduções sem qualquer valor histórico. Raios de sol, que timidamente se insinuavam pelos vitrais acima da porta da frente, refletiam formas abstratas coloridas no geométrico assoalho marmóreo e nas paredes carmim. Uma escolha intrigante de tons e texturas.

Curioso, o professor adentrou a saleta de espera. À direita, a larga escadaria de mármore serpenteava para o andar superior, com seus corrimões de ferro em preto e dourado. Adiante, um coquetel de quadros, esculturas e tapeçarias que o deixou quase nauseado, tamanha a mistura de estilos e falta de métrica. O retrato a óleo de uma senhora distinta, que fazia par com uma paisagem campestre e diversos afrescos, foi o tiro de misericórdia. Seriam, com certeza, verdadeiros os boatos que corriam a respeito daquele abastado comerciante. Era um novo rico, sem qualquer gota de sangue nobre ou linhagem fidalga. Diziam que fizera impressionante fortuna aproveitando-se da indústria de sal, principal fonte de recursos da cidade de Middlewich e arredores, e comandava uma próspera transportadora, embalando e levando a especiaria por terra a vários portos ingleses, incluindo Milford Haven, Liverpool e Southampton. Diziam também que não poupava recursos para se distanciar das raízes humildes e se aproximar das castas superiores. Educar os filhos com extremo cuidado fazia parte dos planos de ascensão de lorde Ornesse.

Um arrastar de pés pela escadaria fez o professor voltar-se e endireitar a postura. Logo, um homem grande e volumoso aparecia enrolado em um roupão de veludo verde e calçando chinelos, nitidamente usando trajes de alcova por sob a cobertura. Cabelos escassos e revoltos, de um tom acinzentado. Rosto afogueado, com bochechas de buldogue. Mãos roliças e abdômen proeminente. Rapidamente, o professor imprimiu no fundo da mente sua opinião sobre seu contratante. Nada afável, para dizer o mínimo.

Ao mesmo passo, Neville Ornesse estreitava os olhos opacos e escuros, medindo o desconhecido dos pés à cabeça. O professor era muito alto e magricela, parecia um poste vestindo trajes austeros. A pele branca e o rosto liso, levemente rosado pelo frio, contrastavam com o castanho acobreado dos cabelos curtos. Mãos finas, de dedos longos e unhas bem aparadas. Parecia jovem demais para ser quem o empresário aguardava. E seus olhos, verdes e intensos, causavam uma sensação de desconfiança ao dono da casa. Finalmente, lorde Ornesse estendeu a mão ao desconhecido.

– Senhor Fournasieur, eu presumo.

– Lorde Neville Ornesse – cumprimentou o professor, apertando firmemente a mão estendida e fazendo uma leve reverência de cabeça. – Espero não ter chegado cedo demais.

– Bobagem. Quanto antes começar seu trabalho, melhor – um repuxar do rosto gorducho, ao que o professor interpretou como um sorriso. – Tive recomendações espantosas a seu respeito. Confesso-lhe que esperava alguém bem mais velho.

Um leve sorriso e um baixar de olhos.

– Não sou tão jovem quanto aparento, milorde. Se quiser verificar minhas referências...

– Já fiz isso – interrompeu Ornesse, impedindo-o de buscar as cartas de recomendação que trazia no bolso de dentro do paletó. – Falei com duas dúzias de seus antigos contratantes. Fiquei satisfeito, já disse, ou não o teria trazido de tão longe.

– Isso me tranquiliza, milorde. Não me agradaria empreender viagem de volta tão imediatamente.

Ele sorriu, mas Ornesse não pareceu entender a brincadeira. Em vez disso, um novo estreitar desconfiado de olhos.

– É francês, senhor Fournasieur?

– Metade francês, metade inglês, senhor. Mas, nasci e fui criado em Londres. Sou tipicamente londrino, posso garantir, apesar de meu nome.

– Sim, sim. Menos mal. Não queremos nenhum tipo de afetação francesa por essas paragens. Se é que me entende.

Gerard Fournasieur entendia perfeitamente e assentiu, educado, esperando que aquele gordo lustroso não notasse com que força contraía os maxilares. Mostrando-se um pouco menos receoso, o dono da casa logo chamou o mordomo e deu-lhe ordens para conduzir o distinto professor até seus aposentos no segundo andar. Teria tempo de se lavar e se trocar para o desjejum, quando seria apresentado formalmente ao restante da família.

Subiu as escadas de mármore com certa dificuldade, pois os joelhos estavam doloridos pelas muitas horas de inércia no banco estreito do vagão do trem noturno. Amparava-se no corrimão de ferro enquanto seus olhos vagavam pelas pinturas penduradas por toda extensão do caminho. Retratos e mais retratos do que deveria ser uma árvore genealógica, certamente melhorada a pedido do proprietário. O velho de cabelos brancos e casaca preta, curvado sob o peso das malas, seguia alguns degraus à frente, em silêncio. Alcançaram o segundo andar e atravessaram o corredor atapetado, os padrões persas a doer nos olhos. O mordomo abriu a terceira porta à esquerda e deixou-o entrar primeiro.

O aposento era amplo, com uma enorme cama de dossel ao centro, paredes repletas de motivos florais verdes e azuis e um aconchegante tapete persa cobrindo parte do assoalho em madeira escura. Havia um baú de carvalho entalhado adiante da cama, uma cômoda ornada em bronze, uma poltrona em couro posta à frente de uma mesinha arredondada e uma escrivaninha para leitura junto à parede oposta. Pesadas cortinas de veludo azul-escuro ladeavam a única ampla janela. Uma porta estreita levava a seu próprio toalete, paredes em verde claro, guarnecido de uma convidativa banheira em louça, cujo abastecimento de água quente vinha diretamente das torneiras de cobre, graças às caldeiras no porão, como explicou o mordomo. Um ambiente frio, mas agradável. Serviria bem enquanto trabalhasse ali.

– O desjejum será servido dentro de uma hora, milorde – disse o mordomo, depois de abrir as malas sobre a cama. – Devo vir buscá-lo?

– Sim, por favor. Odiaria perder-me pelos corredores.

– Muito bem, milorde. Se precisar de alguma coisa, basta me chamar – o mordomo apontou para uma corda dourada pendurada atrás da porta principal.

– Obrigado... como é seu nome?

– Meu nome é Elly, milorde.

– Obrigado, Elly. Pode deixar, eu mesmo desfaço minhas malas.

O mordomo curvou-se e saiu, deixando-o sozinho no quarto. Gerard suspirou e voltou ao toalete, abrindo as torneiras e apreciando o agradável vapor que subia da água quente que enchia a banheira. Tinha pouco tempo, mas precisava mais do que nunca de um banho. Despiu-se com pressa, mergulhando o corpo gelado no bálsamo fumegante. Suas pernas dobradas quase não cabiam na banheira. Deixou-se amortecer por um par de minutos, os olhos fechados, os lábios quase sorrindo. Finalmente, conseguiria livrar-se da poeira da viagem.

Pontualmente às oito horas daquela manhã, o professor adentrou a sala de refeições, antecipado pelo mordomo. Vestia um terno menos austero sobre o agasalho marrom-escuro com o brasão ao peito estampando as três coroas da Universidade de Oxford. Não era comum usar aquela blusa extravagante, mas algo lhe dizia para ostentar o quanto pudesse os lauréis de sua educação diante daquele contratante. A ampla mesa retangular recoberta de linho branco oferecia as mais diversas guloseimas entre pães, queijos, pudins, biscoitos e bolos. Gerard sentiu-se salivar, lembrando-se de quão faminto estava. Entretanto, conteve seus instintos e esperou que lorde Ornesse deixasse seu assento à cabeceira para recebê-lo mais uma vez.

– Caro professor Fournasieur, deixe-me apresentar-lhe minha família. Esta é minha esposa, Catherine.

Uma elegante senhora de uns cinquenta anos, um tanto envelhecida, mas esbelta e jovial, que o mestre prontamente reconheceu do retrato na antessala. Cabelos louros presos em um coque discreto e olhos de um azul profundo, intensificados pelo vestido aveludado azul-noite com finas rendas brancas nos punhos e na gola. Gerard cumprimentou sua anfitriã com uma mesura educada e as palavras formais de praxe. Em seguida, atentou-se aos dois adolescentes em lados opostos da mesa.

– Esta é minha filha, Cecile. Minha pequena joia – enfatizou Ornesse tocando de leve o queixo da menina.

Uma cópia fiel de sua mãe, Gerard constatou, a não ser pelos olhos escuros do pai. Tímida e de poucos sorrisos, Cecile apenas correspondeu em silêncio à mesura do professor e desviou o olhar de volta ao prato de porcelana. Então, Gerard Fournasieur voltou-se ao terceiro ocupante da mesa. O jovem levantou-se para cumprimentá-lo.

– E este, professor, é seu aluno. Meu filho mais velho, Pascal!

O azul-turquesa daqueles olhos sorridentes, ansiosos, o atingiu primeiro. O rosto imberbe, de lábios desenhados, queixo frágil e nariz afilado, emoldurava o sorriso de dentes perfeitamente alinhados. Sobrancelhas finas, da cor dos cabelos, pouco mais escuros que os da irmã. Quase tão alto quanto o próprio Gerard. O corpo bem feito, de pernas longas, ombros retos. A mão macia que tomava a sua em um cumprimento entusiasmado. Não reconhecia lorde Ornesse naquele menino. O Criador havia sido bondoso dando o semblante de lady Catherine a seus dois filhos.

– É um imenso prazer conhecê-lo, professor Fournasieur. Ansiava por sua chegada.

– O prazer é todo meu, caro Pascal.

Quase imediatamente às apresentações, o senhor da casa retomou seu assento e desejou um agradável dia a seu contratado. Com espanto genuíno, o professor compreendeu que a hospitalidade daquela família acabava ali. Puxando-o pela manga do paletó, o mordomo o conduziu – não sem esforço – para fora da sala e por um corredor interno, até alcançar uma saleta conjugada à copa. Gerard podia ouvir a movimentação vinda da cozinha. Deixou-se arriar numa cadeira de madeira sem estofamento, muito diferente das cadeiras recobertas em veludo floral da sala de refeições. Quis repousar as mãos sobre a toalha bordada da mesa quadrada, mas não o fez.

Nunca, em todos aqueles anos como preceptor, tinha sido tratado como um mero serviçal. Aquela grosseria era mais do que motivo para refazer as malas de imediato e partir daquela casa de gente sem classe no primeiro trem disponível. Contudo, alguma coisa não permitiu que se movesse. Cansaço, talvez. Ou fome. O cheiro do desjejum era inigualável. Poderia perfeitamente comer antes de tomar qualquer providência. Afinal, era o mínimo que seu contratante lhe devia depois de tão longa viagem para nada. Todavia, ainda estava furioso com a maneira como o destratavam. Estava ali como convidado. Concedia àquele jovem a oportunidade de aprender com ele. Sim, estava sendo pago por seus serviços, mas não era um lacaio. Lecionara em uma das melhores universidades de toda a Europa.

Voltou a si quando o mordomo depositou diante dele uma cloche e, em seguida, revelou seu conteúdo. As mesmas iguarias da mesa principal em porções para um. Sem saber mais o que fazer, Gerard balbuciou um agradecimento e tentou comer. Sentiu-se revigorado ao primeiro gole do chá quente e doce. Falaria com o jovem Pascal antes de deixar a casa. O garoto merecia uma explicação. Não fora ele, enfim, a desrespeitá-lo. Não deveria ser punido e desprezado por conta dos modos grotescos do genitor.

– Elly, poderia informar a meu aluno que desejo falar-lhe o quanto antes?

– Lorde Pascal irá ter com o senhor na sala de estudos logo à tarde, milorde – anunciou o mordomo, como se aquilo fosse uma obviedade.

– Há uma sala de estudos nesta residência?

Gerard tentou não parecer irônico, mas não conseguiu. Elly piscou antes de responder, visivelmente controlando a voz.

– Certamente, milorde. É a saleta anexa à biblioteca. Fica aqui no pavimento térreo. Levo-o até lá assim que terminar seu desjejum, se desejar.

– E por que não posso falar com meu aluno agora?

– Lorde Pascal sempre acompanha lorde Ornesse aos escritórios pela manhã, milorde. Retornará para o almoço e ficará a sua disposição a seguir.

Foi fácil reconhecer as portas duplas da

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