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Pensamento e aprendizado pragmático: Refatore seu cérebro
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Pensamento e aprendizado pragmático: Refatore seu cérebro
E-book449 páginas5 horas

Pensamento e aprendizado pragmático: Refatore seu cérebro

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Sobre este e-book

O desenvolvimento de software acontece em sua cabeça. Não em um editor ou uma IDE. Você já sabe como trabalhar com ferramentas de software e hardware, mas e quanto ao seu próprio cérebro? Aprender novas habilidades e novas tecnologias é essencial para sua carreira, e tudo isso está na sua cabeça. É preciso uma abordagem pragmática para o pensamento e aprendizado. É preciso refatorar seu cérebro.

Neste livro, Andy Hunt explica como nosso cérebro está conectado, e como tirar proveito da arquitetura cerebral. O autor traz dicas e truques para você aprender melhor e mais rapidamente, e reter esse conhecimento. Durante a jornada, você encontrará um pouco de Ciência Cognitiva, Neurociência e teoria do comportamento e aprendizado, tudo com bastante recomendação prática para que você aproveite o sistema e melhore suas habilidades.

Você aprenderá a:
* Usar o modelo Dreyfus de aquisição de habilidades, para se tornar um expert.
* Alavancar a arquitetura do seu cérebro para fortalecer diferentes modos de pensamento.
* Evitar bugs comuns em sua mente.
* Aprender mais deliberada e efetivamente.
* Gerenciar conhecimento de forma mais eficiente.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento31 de jul. de 2019
ISBN9788572540223
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    Pré-visualização do livro

    Pensamento e aprendizado pragmático - Andy Hunt

    Sumário

    ISBN

    Sinceros agradecimentos

    1. Introdução

    2. Jornada do novato ao especialista

    3. Este é o seu cérebro

    4. Entre em seu cérebro direito

    5. Depure sua mente

    6. Aprenda deliberadamente

    7. Ganhe experiência

    8. Gerencie o foco

    9. Além da especialização

    10. Apêndices

    ISBN

    Impresso e PDF: 978-85-7254-021-6

    EPUB: 978-85-7254-022-3

    MOBI: 978-85-7254-023-0

    Título original: Pragmatic Thinking and Learning: Refactor Your Wetware

    Copyright da edição original: © 2008 Andy Hunt.

    Tradução: Ricardo Smith

    Caso você deseje submeter alguma errata ou sugestão, acesse http://erratas.casadocodigo.com.br.

    Sinceros agradecimentos

    Um agradecimento muito especial a Ellie Hunt por me apresentar o modelo de Dreyfus e as pesquisas de enfermagem relacionadas, sofrer com minha prosa desordenada e desconexa, manter-me no caminho certo, e manter nossas empresas domésticas funcionando como uma máquina bem lubrificada. O trabalho normal de um editor é muitas vezes difícil e ingrato, e a mera apreciação em um prefácio realmente não faz justiça. Ser editora, mãe e gerente de negócios, tudo de uma vez, realmente requer habilidade e paciência.

    Obrigado aos meus amigos na mala direta e revisores da Pragmatic Wetware, incluindo Bert Bates, Don Gray, Ron Green, Shawn Hartstock, Dierk Koenig, Niclas Nilsson, Paul Oakes, Jared Richardson, Linda Rising, Johanna Rothman, Jeremy Sydik, Steph Thompson, e todos os outros que postaram seus pensamentos, experiências e leituras. Suas experiências combinadas são inestimáveis.

    Agradecimentos especiais a June Kim por suas muitas contribuições ao longo do livro, incluindo indicações de pesquisas extensas e histórias de suas próprias experiências, bem como seu feedback ao longo dos estágios do nascimento deste livro.

    Agradecimentos especiais também à Dra. Patricia Benner, que introduziu o modelo Dreyfus de aquisição de habilidades à profissão de enfermagem, por seu apoio e permissão para citar seus trabalhos e por seu entusiasmo pelo aprendizado.

    Agradeço à Dra. Betty Edwards, que foi pioneira nas aplicações práticas da especialização lateral no cérebro, por seu gentil apoio e permissão para citar seus trabalhos.

    Agradeço a Sara Lynn Eastler pelo índice, a Kim Wimpsett por corrigir meus muitos erros de digitação e frequente gramática irregular, e a Steve Peter por implementar uma infinidade de truques tipográficos.

    E finalmente, obrigado a você por comprar este livro e começar a jornada comigo.

    Vamos levar nossa profissão à frente na direção certa, aproveitar nossa experiência e intuição, e criar novos ambientes onde a aprendizagem é importante.


    O que as pessoas estão dizendo sobre o livro

    Este livro será o catalisador para o seu futuro. - Patrick Elder, desenvolvedor ágil de software

    Seguindo os passos concretos de Andy, você poderá tornar seu bem mais precioso – o seu cérebro - mais eficiente e produtivo. Leia este livro, e faça o que Andy lhe disser para fazer. Você vai pensar de maneira mais inteligente, trabalhar melhor e aprender mais do que nunca. - Bert Bates, cocriador dos livros Head First, Brain Friendly

    Eu sempre procurei por algo para me ajudar a melhorar minhas habilidades de aprendizado, mas nunca encontrei nada tão eficaz quanto este livro. O Pensamento e aprendizado pragmático representa a melhor forma de ajudá-lo a se tornar um aprendiz especialista, aperfeiçoar suas habilidades, e ensinar como melhorar sua eficiência no trabalho aprendendo de maneira rápida e fácil. - Oscar Del Ben, desenvolvedor de software

    Eu amo livros que explicam como o contexto é importante. Este livro faz isso - e ajuda você a entender o porquê. Do modelo Dreyfus (uma fonte de muitos ahãs para mim) a explicar por que o treinamento experimental funciona (a história de escalar a parede), Andy escreve com humor e com tato de forma que você possa aprender lendo, e organizar seu próprio pensamento e aprendizado. - Johanna Rothman, consultora, autora e palestrante

    Eu gosto muito do seu trabalho; parece consistente e deve ser muito útil. - Dra. Patricia Benner, professora e presidente, Departamento de Ciências Sociais e Comportamentais da Universidade da Califórnia, São Francisco

    Terminei de ler o beta na noite passada. Eu amei essa palestra na NFJS (e os cavalos de corrida de pastoreio), e tê-la em forma de livro - espetacular. Todo esse material realmente mudou a minha vida! - Matt McKnight, desenvolvedor de software

    Foi divertido, e aprendi muito - não posso pedir mais do que isso. - Linda Rising, palestrante internacional, consultora e especialista em orientação a objetos

    Capítulo 1

    Introdução

    Bem-vindo!

    Obrigado por pegar este livro. Juntos, vamos viajar através de fragmentos da ciência cognitiva, Neurociência, teorias comportamentais e de aprendizado. Você descobrirá aspectos surpreendentes de como nossos cérebros funcionam e verá como você pode vencer o sistema para aperfeiçoar suas próprias habilidades de aprendizado e pensamento.

    Vamos começar a refatorar seu wetware - redesenhar e reconectar seu cérebro - para torná-lo mais eficiente em seu trabalho. Seja você programador(a), gerente, especialista, tecnogeek ou um(a) profundo(a) pensador(a), ou caso você simplesmente tenha um cérebro humano que gostaria de desenvolver, este livro vai ajudar.

    Sou programador, por isso meus exemplos e críticas serão direcionados ao mundo do desenvolvimento de software. Se você não programa, não se preocupe; a programação realmente tem pouco a ver com a criação de software em linguagens misteriosas e enigmáticas (embora tenhamos um apego curioso a esse hábito).

    A programação é toda sobre a resolução de problemas. Requer criatividade, engenhosidade e invenção. Independente da sua profissão, você provavelmente também terá que resolver problemas de forma criativa. No entanto, para os programadores, combinar o pensamento humano rico e flexível com as restrições rígidas de um computador digital expõe o poder e as falhas mais profundas de ambos.

    Tanto se você programa quanto se você for um usuário frustrado, você já deve ter suspeitado de que o desenvolvimento de software deve ser o empreendimento mais difícil jamais imaginado e praticado por seres humanos. Sua complexidade pressiona nossas melhores habilidades diariamente, e os fracassos muitas vezes podem ser espetaculares - e noticiáveis. Nós destruímos naves espaciais em planetas distantes, explodimos foguetes caros cheios de experimentos insubstituíveis, flagelamos os consumidores com boletos de cobrança automática de R$ 0,00, e volta e meia atravancamos viajantes em companhias aéreas.

    Mas agora a boa notícia (mais ou menos): é tudo culpa nossa. Nós tendemos a tornar a programação muito mais difícil para nós mesmos do que precisamos. Devido à maneira como o setor evoluiu ao longo do tempo, parece que perdemos algumas das habilidades mais fundamentais e importantes a um desenvolvedor ou desenvolvedora de software.

    A boa notícia é que podemos consertar isso aqui e agora. Este livro ajudará a mostrar como.

    O número de erros que os programadores introduzem nos programas permaneceu constante nos últimos quarenta anos. Apesar dos avanços nas linguagens de programação, técnicas, metodologias de projeto e assim por diante, a densidade de defeitos permaneceu razoavelmente constante (baseado em pesquisas de Capers Jones via Bob Binder).

    Talvez seja porque estamos nos concentrando nas coisas erradas. Apesar de todas essas mudanças óbvias na tecnologia, uma coisa permaneceu constante: nós. Desenvolvedores. Pessoas.

    O software não é projetado em uma IDE ou em outra ferramenta. É imaginado e criado em nossas cabeças.

    O software é criado em sua cabeça.

    Ideias e conceitos são compartilhados e comunicados entre uma equipe, incluindo as pessoas que estão pagando a nossa organização para desenvolver este software. Nós passamos o tempo investindo em tecnologia básica - linguagens, ferramentas, metodologias. Esse foi um tempo bem gasto, mas agora é hora de seguir em frente.

    Precisamos agora olhar para os problemas realmente difíceis de interação social dentro e entre as equipes e até mesmo para as questões mais difíceis do bom e velho pensamento. Nenhum projeto é uma ilha; o software não pode ser criado ou executado isoladamente. Frederick Brooks, em seu marcante artigo Não há bala de prata – a essência e os acidentes da Engenharia de Software [Bro86], afirmou que o produto de software está inserido em uma matriz cultural de aplicativos, usuários, leis e veículos automáticos (isto é, plataformas). Tudo isso muda continuamente, e suas mudanças inexoravelmente forçam a mudança no produto de software.

    A observação de Brooks nos coloca diretamente no centro do turbilhão da própria sociedade. Devido a essa complexa interação de muitas forças e partes interessadas, e a constante evolução da mudança, parece-me que as duas habilidades modernas mais importantes são estas:

    Habilidades de comunicação

    Habilidades de aprendizagem e pensamento

    Algumas melhorias nas habilidades de comunicação estão sendo abordadas por nossa indústria. Métodos ágeis, em particular, enfatizam uma melhor comunicação entre os membros da equipe e entre o cliente final e a equipe de desenvolvimento. Livros de mídia de massa como o Apresentação Zen: Ideias simples de como criar e executar apresentações vencedoras [Rey08] são de repente os mais vendidos, à medida que mais e mais pessoas percebem a importância de uma comunicação simples e eficaz. É um bom começo.

    Mas então há o aprendizado e o pensamento, que são muito mais difíceis de resolver.

    Quem programa precisa aprender constantemente - não apenas as novas tecnologias estereotipadas, mas também o domínio do problema do aplicativo, os caprichos da comunidade de usuários, as peculiaridades de seus colegas de equipe, as areias movediças da indústria, e as características em evolução do próprio projeto conforme é criado. Temos que aprender - e reaprender - constantemente. Então, precisamos aplicar esse aprendizado à enxurrada diária de problemas tanto antigos como novos.

    Parece bastante fácil, em princípio, mas o aprendizado, o pensamento crítico, a criatividade e a invenção - todas essas habilidades de expansão da mente - tudo depende de você. Você não é ensinado; você tem que aprender. Tendemos a olhar para o relacionamento professor/aluno da maneira errada: não é o professor que ensina; é o aluno que aprende. O aprendizado é sempre com você.

    Espero que o Pensamento e aprendizado pragmático possa ajudar a guiá-lo(a) por meio de um aprendizado acelerado e aprimorado e de um pensamento mais pragmático.

    O que são Métodos Ágeis?

    O termo Métodos Ágeis foi cunhado em uma reunião de cúpula em fevereiro de 2001 por dezessete líderes em desenvolvimento de software, incluindo os fundadores de várias metodologias de desenvolvimento como eXtreme Programming, Scrum, Crystal e, é claro, nossa própria programação pragmática.

    Os métodos ágeis diferem de várias formas significativas dos métodos tradicionais baseados em planos, principalmente ao evitar regras rígidas e ao descartar cronogramas velhos e empoeirados em troca da adaptação ao feedback em tempo real. Falarei sobre métodos ágeis com frequência ao longo do livro, porque muitas das ideias e práticas ágeis se encaixam bem com bons hábitos cognitivos.

    1.1 De novo o pragmático?

    Do original O programador pragmático: De aprendiz a mestre [HT00] ao selo de publicação da Pragmatic Bookshelf, você perceberá que temos uma certa preocupação com a palavra pragmático. A essência do pragmatismo é fazer o que funciona - para você. Portanto, antes de começarmos, tenha em mente que cada indivíduo é diferente. Embora muitos dos estudos que vou referenciar sejam realizados em grandes populações, outros não são. Vou me basear em uma grande variedade de materiais, desde fatos científicos comprovados com exames funcionais de ressonância magnética do cérebro até teorias conceituais, bem como materiais que vão de histórias da carochinha a Ei, o Fred tentou, e funcionou para ele.

    Em muitos casos - especialmente quando se discute sobre o cérebro - as razões científicas subjacentes são desconhecidas ou incognoscíveis. Mas não se preocupe: se funciona, então é pragmático, e vou oferecê-lo aqui para sua consideração. Espero que muitas dessas ideias funcionem para você.

    Somente os peixes mortos seguem a correnteza.

    Mas algumas pessoas estão simplesmente conectadas de maneira diferente; você pode ser uma delas. E tudo bem; você não deve seguir cegamente nenhum conselho. Nem os meus. Em vez disso, leia com a mente aberta. Experimente as sugestões, e decida o que funciona para você.

    O que é wetware?

    wet•ware ||wet|we(e)r|: etimologia: wet + software Substantivo. Células cerebrais humanas ou processos de pensamento considerados análogos a, ou em contraste com, sistemas de computador.

    Isto é, utilizar o modelo de um computador como uma analogia aos processos de pensamento humanos.

    Conforme você cresce e se adapta, talvez seja necessário também modificar seus hábitos e abordagens. Nada na vida é sempre estático; somente os peixes mortos seguem a correnteza. Então, por favor, considere este livro como apenas o começo. Compartilharei as ideias e técnicas pragmáticas que encontrei em minha jornada; o resto é com você.

    1.2 Considere o contexto

    Tudo está interconectado: o mundo físico, os sistemas sociais, seus pensamentos mais íntimos, a lógica implacável do computador - tudo forma um sistema de realidade imenso e interconectado. Nada existe isoladamente; tudo faz parte do sistema e parte de um contexto maior.

    Devido a este inconveniente fato da realidade, pequenas coisas podem ter efeitos inesperadamente grandes. Esse efeito desproporcional é a característica dos sistemas não lineares, e caso você não tenha notado, o mundo real é decididamente não linear.

    _Quando tentamos descobrir alguma coisa por si só, encontramo-la atrelada a tudo o mais no universo._

    _John Muir, 1911, Meu primeiro verão na Sierra_

    Ao longo deste livro, você encontrará atividades ou diferenças que parecem ser tão sutis ou inconsequentes que não poderiam fazer a diferença. Estas são atividades como pensar um pensamento para si mesmo versus falar em voz alta, ou como escrever uma frase em um pedaço de papel versus digitá-la em um editor no computador. Abstratamente, essas coisas devem ser perfeitamente equivalentes.

    Mas elas não o são.

    Esses tipos de atividades utilizam caminhos muito diferentes no cérebro - caminhos que são afetados por seus próprios pensamentos e como você os pensa. Seus pensamentos não estão desconectados do resto do mecanismo do cérebro ou do seu corpo; tudo está conectado. Este é apenas um exemplo (e falaremos mais sobre o cérebro mais adiante no livro), mas isso ajuda a ilustrar a importância de pensar sobre sistemas interativos.

    Tudo está interligado.

    Em seu livro seminal A quinta disciplina: A arte e a prática da organização que aprende [Sen90], Peter Senge popularizou o termo pensamento sistêmico ao descrever uma abordagem diferente de ver o mundo. No pensamento sistêmico, tenta-se imaginar um objeto como ponto de conexão de vários sistemas, e não como um objeto distinto em si mesmo.

    Por exemplo, você pode considerar uma árvore como um objeto único e distinto localizado no solo visível. Mas, na verdade, uma árvore é uma conexão de pelo menos dois sistemas principais: o ciclo de processamento das folhas e do ar, e das raízes e da terra. Não é estático; não está isolado. E ainda mais interessante, você raramente será um simples observador de um sistema. Mais provavelmente, você fará parte disso, quer você saiba disso ou não. (Sugerido por nosso velho amigo Heisenberg e seu princípio de incerteza quântica, o efeito observador mais geral postula que você não pode observar um sistema sem alterá-lo.)

    DICA 1

    Sempre considere o contexto.

    Coloque uma cópia disto em sua parede ou em sua área de trabalho, em sua sala de conferências, em seu quadro branco ou em qualquer lugar onde você pense sozinho ou com outras pessoas. Nós voltaremos a isso.

    1.3 Todos estão falando sobre essas coisas

    Enquanto refletia sobre a ideia de escrever este livro, comecei a perceber que muitas pessoas em diferentes disciplinas estavam falando sobre os tópicos em que eu estava interessado. Mas eram em áreas muito diferentes e diversas, incluindo as seguintes:

    MBA e treinamento em nível executivo

    Pesquisa em ciências cognitivas

    Teoria de aprendizagem

    Enfermagem, serviço de saúde, aviação e outras profissões e indústrias

    Yoga e práticas de meditação

    Programação, abstração e resolução de problemas

    Pesquisa de Inteligência Artificial

    Quando você começa a encontrar o mesmo conjunto de ideias - os mesmos tópicos comuns - aparecendo de formas diferentes nessas áreas muito distintas, isso geralmente é um sinal.

    Há algo fundamental aqui.

    Deve haver algo fundamental e muito importante à espreita, para que essas ideias semelhantes estejam presentes em tantos contextos diferentes.

    Yoga e técnicas de meditação parecem estar desfrutando de uma certa popularidade nos dias de hoje, e nem sempre pelas razões óbvias. Observei um artigo em uma revista de bordo por volta de outubro de 2005 que anunciava a manchete Empresas agora oferecem Yoga e meditação para ajudar a combater os custos crescentes com os cuidados da saúde.

    Historicamente, as grandes empresas não adotam essas atividades vagas e aconchegantes. Mas a ascensão meteórica dos custos com a saúde as forçou a tomar quaisquer medidas que pudessem ajudar. Claramente, elas acreditam nos estudos que mostram que os praticantes de Yoga e técnicas meditativas desfrutam de uma saúde média melhor do que a população em geral. Neste livro, estamos mais interessados nas áreas relacionadas à cognição, mas uma melhor saúde é um bom benefício secundário.

    Também observei que vários cursos de MBA e de nível executivo promovem diversas técnicas meditativas, criativas e intuitivas - coisas que se encaixam perfeitamente na pesquisa disponível, mas que ainda não foram repassadas para os funcionários nas trincheiras, inclusive nós, do tipo trabalhadores de conhecimento.

    Mas não se preocupe, nós vamos cobrir esses tópicos aqui para você. Nenhum MBA é requerido.

    1.4 Para onde estamos indo

    Toda boa jornada começa com um mapa, e o nosso aparece na parte da frente deste livro. Apesar do fluxo linear de um livro, esses tópicos estão entrelaçados e inter-relacionados, como mostra o mapa.

    Afinal, tudo está conectado a todo o resto. Mas é difícil avaliar essa ideia com a leitura linear de um livro. Você nem sempre consegue ter uma ideia do que está relacionado quando se depara com inúmeras referências veja também no texto. Ao apresentar o mapa graficamente, espero que você tenha a oportunidade de ver o que se relaciona com o quê, de forma um pouco mais clara.

    Com isso em mente, eis mais ou menos para onde estamos indo, apesar de algumas viagens secundárias, tangentes e excursões no caminho.

    Jornada do novato ao especialista

    Na primeira parte do livro, veremos por que seu cérebro funciona como funciona, começando com um modelo popular de especialização.

    O modelo Dreyfus de aquisição de habilidades fornece uma maneira poderosa de ver como você vai além do desempenho de nível novato e começa a jornada para o domínio de uma habilidade. Vamos dar uma olhada no modelo Dreyfus e, em particular, observar as chaves para se tornar um especialista: aproveitar e aplicar sua própria experiência, compreender o contexto e aproveitar a intuição.

    Este é o seu cérebro

    A ferramenta mais importante no desenvolvimento de software é, obviamente, o seu próprio cérebro. Vamos dar uma olhada em algumas das noções básicas de ciência cognitiva e Neurociência relacionadas aos nossos interesses como desenvolvedores de software, incluindo um modelo do cérebro que se parece muito com um processador duplo, com desenho de barramento compartilhado, e como fazer a sua própria modalidade de cirurgia cerebral.

    Entre em seu cérebro direito

    Uma vez que tenhamos uma melhor compreensão do cérebro, encontraremos maneiras de explorar as facetas subutilizadas do pensamento para ajudar a incentivar uma melhor criatividade e resolução de problemas, bem como coletar e processar experiências de maneira mais eficaz.

    Também vamos ver de onde vem a intuição. Intuição, a marca do especialista, acaba sendo uma fera complicada. Você precisa dela, depende dela, mas provavelmente também luta contra seu uso constantemente, sem saber o porquê. Você também pode suspeitar ativamente da sua própria intuição e da dos outros, pensando erroneamente que isso não é científico.

    Vamos ver como consertar isso e dar à sua intuição um reinado mais livre.

    Depure sua mente

    A intuição é uma habilidade fantástica, exceto quando ela está errada. Há um grande número de erros conhecidos no pensamento humano. Você tem preconceitos embutidos em sua cognição, influências de quando você nasceu e de sua coorte (aqueles que nasceram na mesma época que você), sua personalidade inata e até problemas na fiação do equipamento.

    Esses erros no sistema muitas vezes enganam você, obscurecendo seu julgamento e direcionando-o para tomar decisões ruins, até mesmo desastrosas.

    Conhecer esses erros comuns é o primeiro passo para mitigá-los.

    Aprenda deliberadamente

    Agora que temos uma boa ideia de como o cérebro funciona, começaremos a analisar de forma mais deliberada como aproveitar o sistema, começando com o aprendizado.

    Note que quero dizer aprendizado no sentido mais amplo, abrangendo não apenas novas tecnologias, linguagens de programação e afins, mas também o seu aprendizado da dinâmica da equipe em que você está, as características do software em evolução que você está desenvolvendo, e assim por diante. Nestas horas, temos que aprender o tempo todo.

    Mas a maioria de nós nunca aprendeu como, então nós meio que improvisamos o melhor que podemos. Mostrarei algumas técnicas específicas para ajudar a aperfeiçoar sua capacidade de aprender. Veremos técnicas de planejamento, mapas mentais, uma técnica de leitura conhecida como SQ3R, e a importância cognitiva do ensino e da escrita. Equipado com essas técnicas, você poderá absorver novas informações de maneira mais rápida e fácil, obter mais insights, e reter melhor esse novo conhecimento.

    Ganhe experiência

    Ganhar experiência é a chave para o seu aprendizado e crescimento - aprendemos melhor fazendo. No entanto, apenas fazer por si só não é garantia de sucesso; você tem que aprender com o fazer, para contar, só que há alguns obstáculos comuns que tornam isso difícil.

    Você também não pode forçar a experiência; esforçar-se demais pode ser tão ruim (se não pior) do que se arrastar pelos mesmos velhos movimentos. Vamos ver o que você precisa para criar um ambiente de aprendizagem eficiente usando feedback, diversão e falha; perceber os perigos dos prazos; e ver como ganhar experiência virtualmente com sulcos mentais.

    Gerencie o foco

    Gerenciar sua atenção e foco é o próximo passo crítico em sua jornada. Compartilharei com você alguns truques, dicas e sugestões para ajudar você a gerenciar o fluxo de conhecimento, informações e insights necessários para ganhar experiência e aprender. Vivemos em tempos ricos em informação, e é fácil ficar tão sobrecarregado com as demandas diárias de nossos trabalhos que não temos chance de avançar em nossas carreiras. Vamos tentar consertar isso e aumentar sua atenção e foco.

    Vamos dar uma olhada em como otimizar seu contexto atual, gerenciar melhor essas interrupções incômodas, e ver por que as interrupções são tais descarrilamentos cognitivos. Veremos por que você precisa desfocar a fim de focar melhor na marinada mental e gerenciar seus conhecimentos de maneira mais deliberada.

    Além da especialização

    Por fim, veremos por que as mudanças são mais difíceis do que parecem, e ofereceremos sugestões para o que você poderá fazer amanhã de manhã para começar.

    Compartilharei o que acho que está além da especialização, e como chegar lá. Então, sente-se, pegue sua bebida favorita, e vamos dar uma olhada no que está debaixo do capô.

    Próximas ações

    Ao longo do livro, sugerirei as próximas ações que você pode tomar para ajudar a reforçar e tornar este material mais efetivo para você. Elas podem incluir exercícios para fazer, experimentos para tentar, ou hábitos para começar. Vou listá-las usando caixas de seleção para que você possa marcar os itens que você já fez, assim:

    □ Analise com atenção os problemas atuais do seu projeto. Você consegue identificar os diferentes sistemas envolvidos? Onde eles interagem? Esses pontos de interação estão relacionados aos problemas que você está vendo?

    □ Encontre três

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