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Reviravolta do Destino: Acasos do Destino #10, #10

Reviravolta do Destino: Acasos do Destino #10, #10

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Reviravolta do Destino: Acasos do Destino #10, #10

notas:
4/5 (1 nota)
Duração:
251 páginas
3 horas
Lançados:
1 de mar. de 2020
ISBN:
9781071533031
Formato:
Livro

Descrição

UMA REVIRAVOLTA DO DESTINO...

Srta. Katherina Elliott leva uma vida simples, ensinando crianças pobres, assim como seus pais fizeram antes dela. Kate conhece pouco do passado de sua família: só que a cada três meses, um misterioso benfeitor lhe envia dinheiro suficiente para pagar as contas da escola. O envelope é trazido pelo advogado do outro lado da rua - um homem que Kate sabe que não deveria querer, mas não pode resistir.

Lorde Joshua Stuart, o segundo filho do Duque de Beaufort, nunca se encaixou com o resto de sua família. Embora ele tenha um escritório na Bond Street, sempre preferiu trabalhar em Cheapside, onde pode realmente fazer a diferença. Isso não tem nada a ver com sua atraente e doce vizinha do outro lado da rua, ou pelo menos é o que diz a si mesmo. Mas quando a escola de Kate está ameaçada, Joshua sabe que deve ajudá-la.

Enquanto Joshua e Kate trabalham para salvar a escola, eles se aproximam, até que o amor que sentem um pelo outro, não pode mais ser negado. Sua busca os leva à famosa cartomante, Madame Zeta, que detém a chave do passado de Kate. Mas quando o destino de Kate se entrelaça com Madame Zeta, nada mais será o mesmo. Será que seu amor por Joshua sobreviverá às reviravoltas do destino ou acabará sendo definitivamente uma loucura?

Lançados:
1 de mar. de 2020
ISBN:
9781071533031
Formato:
Livro

Sobre o autor

USA Today Bestselling Author Christina McKnight writes emotionally intricate Regency Romance with strong women and maverick heroes. Christina enjoys a quiet life in Northern California with her family, her wine, and lots of coffee. Oh, and her books...don't forget her books! Most days she can be found writing, reading, or traveling the great state of California. Sign up for Christina's newsletter and receive a free book: eepurl.com/VP1rP Follow her on Twitter: @CMcKnightWriter Keep up to date on her releases: christinamcknight.com Like Christina's FB Author page: ChristinaMcKnightWriter Join her private FB group for all her latest project updates and teasers! facebook.com/groups/634786203293673/


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Reviravolta do Destino

Prólogo

Oxfordshire, Inglaterra

Dezembro de 1814

OS VENTOS TEMPESTUOSOS do inverno açoitavam o grosso manto de lã de Madame Zeta, puxando as dobras esfarrapadas e permitindo que o frio intenso chegasse até o tecido fino de sua blusa e saia gastas. As severas temperaturas inglesas durante os meses mais duros deixaram de afetá-la desde o dia em que sua filha Katherina, foi arrancada de seu seio.

Nada - nem a falta de uma casa, a blusa puída, o cabelo emaranhado ou as botas gastas - causavam-lhe alguma dor. Ela não tinha mais muitas necessidades essenciais do que meras posses. Seu coração fora roubado dela.

Antes, o órgão tinha batido com tanta vitalidade que ela temia que seu peito não pudesse conter seu amor. Agora estava vazio. Estéril. Desprovido de qualquer coisa, a não ser ódio, repugnância e determinação de anos de busca infinita, desejo implacável e noites sem dormir, sonhando com sua vingança.

De seu lugar no topo da propriedade, ela olhou para a entrada de Shrewbury Gardens.

Fora uma vez um lugar em que ela desejara viver e criar uma família com o marido, Pierce.

No entanto, quando chegou, o sonho foi retirado dela tão rapidamente quanto seu nome.

Depois de tantos anos sob o disfarce de Madame Zeta, ela provavelmente não reconheceria seu antigo nome se alguém o dissesse ... não que ninguém, exceto Lavinia, conhecesse sua verdadeira identidade.

A'laya De Vere, a Condessa da Esperança.

Embora, desde que recebera a confirmação de que o duque morrera, deixando seu único filho Pierce como herdeiro, ela agora era a duquesa de Shrewbury - se quisesse reivindicar um título tão manchado.

Ela zombou do pensamento.

Preferia perecer a tomar o nome e o título de um homem que ela desprezava. Nunca seria conhecida como outra coisa que não Madame Zeta.

Mas o que ela não daria para ser a simples Srta. A'laya Banesworth, filha de um barão empobrecido de Nottinghamshire, Inglaterra. Filhos amados de Eugene e Chloe Banesworth, Lorde e Lady Oderton. Se ela tivesse escutado os avisos de sua mãe e não caído sob o feitiço traiçoeiro de Pierce, nunca teria se casado com o então conde, deixado sua propriedade familiar, tido sua filha, se ver abandonada e seu bebê roubado de seu seio.

Seu peito apertou, como costumava acontecer quando permitia que seus pensamentos percorressem o caminho do seu último dia, vivendo como uma dama apropriada em Shrewbury Gardens.

Se não tivesse sido uma tola sem sentido em sua juventude, Zeta ainda teria um coração. Estava grata por sua mãe não ter vivido o suficiente para ver quão sem visão e ingênua ela havia se revelado.

Infelizmente, não tinha a astúcia necessária para impedir que seu mundo se quebrasse diante de seus olhos. Sua própria mãe - viva ou não - teria sido igualmente impotente no que se referia a antiga duquesa de Shrewbury.

Zeta pagou um preço alto por sua loucura desde o dia em que passara a acreditar nas mentiras de Pierce e confiara na mãe dele para cuidar dela e de Katherina.

Minha filha. Uma mão, leve como uma pena, mas tão familiar quanto qualquer coisa pousou no ombro de Madame Zeta. ― Eu falhei com você?

Ela se virou para Lavinia, a velha que era uma mãe para ela desde o dia em que cuidara de Zeta há tantos anos atrás. Com fome, quebrada e quase morta, Zeta não queria nada mais do que morrer quando o cocheiro de Shrewbury a largou perto da caravana de Lavinia. No entanto, Lavinia havia dito a Zeta que um dia ela se reuniria com sua Katherina. Ambas tinham guardado essa declaração de destino. Para Zeta, era uma esperança profundamente enterrada e às vezes dolorosa, enquanto Lavinia declarava que a sorte era uma profecia destinada a se tornar realidade.

Naquele momento, com Zeta surrada e destruída por dentro e por fora, havia decidido viver ... apenas para ver o rosto de sua filha mais uma vez antes que seus dias neste mundo terminassem.

A cada ano que passava, era Lavinia que se aproximava do seu fim, não Zeta. E nunca chegaram mais perto de encontrar Katherina.

Infelizmente, ela não possuía um coração, se o tivesse, se lascaria cada vez mais para ver o decadente declínio da anciã.

Quantas vezes Zeta insistiu que viajassem para Shrewbury Gardens para ver se Katherina havia sido levada de volta para a casa da família de seu pai? Quantas vezes Lavinia havia se juntado a Zeta no mesmo cume em que agora estavam, com vista para o lugar que Zeta esperou chamar de lar? Não, não Zeta. A'laya ansiara por chamar Shrewbury Gardens de casa. Mas A'laya e sua tendência a ver o bem em todos se fora.

Para sempre.

Madame Zeta era sensata o suficiente para saber que se desejasse ver sua filha novamente, ela precisava encontrá-la. E como as coisas sempre costumavam ser para Zeta, nada acontecia com facilidade ou sem grande esforço.

Enquanto elas estiveram juntas na crista da última vez, os dedos de Lavinia se apertaram no ombro de Zeta. ― Eu nunca quis falhar com você, minha querida menina.

― Não falhou comigo ―  Zeta murmurou, colocando a mão sobre os dedos frios de Lavinia e apertando suavemente. ― Eu falhei comigo mesma e com Katherina.

― Logo, irei embora. Mas o seu tempo e a sua procura estão longe de terminar.

― Não...

Lavinia reclamou da negação dela. ― É o caminho das coisas, o caminho da vida, como bem sabe.

Com as palavras de Lavinia, o colar, a única coisa que sobrou a Zeta de sua antiga vida, além do coração partido, aqueceu sua garganta.

Elas viajaram, as duas, por toda a Inglaterra e Escócia. Em suas jornadas, falavam - às vezes amontoadas em um vagão congelante embrulhadas em peles, uma vez diante de uma fogueira no início da noite fora de Londres, e mais recentemente na costa de Dover durante um período particularmente quente no verão – sobre o dia que ela estaria reunida com Katherina. Em nenhuma de suas reflexões Lavinia não estaria ao lado de Zeta quando elas localizassem Katherina.

Juntas. As duas. Como haviam sido desde que a mulher resgatou Zeta da beira da estrada e a levou sem uma única pergunta.

O olhar fixo de Lavinia examinou os extensos jardins verdes de Shrewbury Gardens, sabendo do terrível sofrimento que Zeta sofrera nas mãos da cruel senhora da propriedade, embora Lavinia fosse sempre muito compassiva para falar em voz alta. ― Ainda sinto, em mim, na minha alma, que sua Katherina será devolvida a você.

― Tal como eu. ―  Zeta passou toda a sua vida adulta presenteando a sorte para aqueles que podiam dispensar uma moeda e para muitos que não podiam. Ela aprendeu muito com Lavinia, incluindo um jeito de ler as pessoas - seus desejos, seus medos e seus corações. ― Eu nunca irei parar de procurá-la.

― Isso é bom, minha filha. ―  O peso leve da mão da mulher escorregou do ombro de Zeta, e ela sentiu Lavinia escorregar um pouco mais deste mundo. Cada dia que passava, Zeta sabia que era um dia a menos com Lavinia perto.

Os arbustos à sua esquerda farfalharam e uma mulher não muito mais velha que Zeta apareceu.

― Volte para o acampamento ― Zeta sussurrou para Lavinia, inclinando a cabeça para a colina, para a área arborizada que escondia a caravana dos espectadores. ― Procure calor. Eu voltarei em breve.

Lavinia olhou para a mulher que se aproximava, mas felizmente concordou, virando-se devagar para voltar aos outros.

―  Milady? ―  A recém-chegada correu para Zeta. Ela se vestia com roupas de empregados de Shrewbury, com o cabelo mole amarrado na nuca. Gotas de suor se formaram em sua testa apesar do frio do final de dezembro. ― Milady, é você?

Fazia anos desde que Zeta foi confundida com uma dama, apesar de ter sido criada para ocupar esse lugar na alta sociedade londrina.

― Lady Holderness? ― A criada disse, parando diante dela, estreitando os olhos. Ela observou sua aparência desgrenhada, embora ela devesse ter encontrado algo que reconhecera quando seu olhar se fixou no rosto desgastado pelo tempo de Zeta.

― Não tenho esse nome há muitos anos. Mas sim, sou eu. ― Zeta olhou ao redor, temerosa de que o marido, o desprezível imoral, tivesse alguém próximo para detê-la ou expulsá-la da terra de Shrewbury. ― Quem é você?

― Milady, eu era a única que...

Memórias retornaram tal como um punhal para sua alma. ― Você ajudou a duquesa a recolher minhas coisas antes de eu ser expulsa de ... Shrewbury. ― Ela quase disse que estava em casa, mas a propriedade abaixo não era mais sua casa do que o vagão em que viajava há quase duas décadas.

Sua casa era com a mãe e mais tarde, com Katherina.

A mulher baixou a cabeça, claramente envergonhada. ― Não, milady. Eu, de maneira nenhuma, queria ajudar a duquesa. Mas não tive escolha. Nunca me foi dada uma escolha, se eu quisesse manter minha posição.

Zeta olhou para a mulher, sabendo que ela falava a verdade, mas sem vontade de permitir que suas ações fossem perdoadas tão facilmente. ― Onde está minha filha?

O olhar da serva voltou para o de Zeta. ― Eu não sei. Sou apenas uma criada em Shrewbury.

― Meu marido então?

As bochechas da mulher ficaram brancas, apesar dos ventos frios. ― A última vez que ouvimos falar dele, estava vivendo no continente depois de um incidente sórdido em Londres.

― Ele não voltou desde a morte de seu pai?

― Não, milady, embora o boato implique que ele poderia ter seguido o caminho do duque e da duquesa. ― Seu tom baixou para um sussurro antes que ela continuasse ― Que o Senhor os abençoe em seu sono eterno.

Zeta quase bufou com a oração murmurada da criada.

― Quem cuida da propriedade na ausência de lorde Holderness? ― Perguntou, sem se permitir insistir naquele pedaço de informação. ― Deve haver alguém, um primo ou parente distante, que se apresentou para reivindicar o título e terras.

― Não, milady. Lord Holderness, que era o herdeiro de Shrewbury, ainda não reivindicou seu título. No entanto, ninguém contesta que ele vive. Isto é, ninguém que importa, ― a criada respondeu. ― Nossos salários são pagos pelo mordomo. Alguns dos servos foram liberados de seus postos. Apenas alguns, aqueles necessários para manter os Jardins, permaneceram. Ouvi dizer que o administrador está em contato com um advogado em Londres.

― Eu gostaria de falar com ele, o mordomo. ― Zeta acenou para a mulher. Afinal, ela era a legítima esposa de Pierce. Na sua ausência, talvez ela pudesse ... ― Leve-me até ele.

A criada sacudiu a cabeça. ― Temo que a senhora não seja bem-vinda a Shrewbury. A duquesa deixou isso muito claro antes de morrer, e os servos foram lembrados de seu decreto quando você visitou o duque há vários anos. O magistrado deve ser convocado se a senhora até mesmo tentar pôr o pé em terra Shrewbury.

Os ombros de Zeta endureceram quando a indignação fria se instalou em seu estômago. Ela mudou o olhar da criada para a propriedade abaixo. ― O magistrado foi chamado então?

Como ela acreditara que poderia criar a filha num lugar tão amargo e indesejado, onde até os criados temiam pelo futuro?

Embora ela quisesse desesperadamente localizar sua filha, Zeta não poderia colocar em risco Lavinia e seu povo. A levaram com eles, a alimentaram e lhe deram um lugar para dormir. Ela não seria responsável por sua presença ser relatada ao magistrado - o que seria provável, e rapidamente, se Zeta ousasse desafiar os desejos finais da duquesa.

― Claro que não, milady. ― A criada torceu as mãos, seu olhar arregalado implorando a Zeta para acreditar nela. ― Meu nome é Augusta. Eu a vi vigiando, mas fui incapaz de vir e falar com a senhora.

― Por que quis falar comigo agora? O que mudou? ― Zeta não foi tola o suficiente para aceitar a palavra da criada, não depois da traição de sua empregadora. ― Voltei a Shrewbury com a maior frequência possível, mas ninguém nunca me ofereceu ajuda.

― Os servos ... ― A criada mordeu o lábio, apertou e afrouxou as mãos em seus lados. ― Os servos estão com medo.

― De que? ― Zeta exigiu.

― Não de que, milady. De quem. ― Ela olhou por cima do ombro e o desceu em direção ao solar, como se temesse ter sido ouvida.

Com a duquesa desaparecida, restava apenas uma pessoa a temer. Pierce. ― E você não está com medo de sua ira?

― Eu fiquei por muitos anos, mas nunca esqueci sua filha...

― Como eu também não ― Zeta retrucou.

― Eu quero ajudar a encontrá-la.

Zeta ainda não estava convencida de que a criada tinha algo a oferecer.

― Por que agora? Quando nunca ajudou antes.

― Eu não podia interferir antes com a duquesa presente. Agora, sem o duque e a duquesa, é diferente. Os servos, todos nós, estamos preocupados com nossas posições. Se o filho do duque não retornar ao seu lugar, o que acontecerá com todos nós e Shrewbury? O mordomo não pode continuar pagando os servos como ele faz, sem nenhum senhor presidindo a casa.

A tensão endureceu os ombros de Zeta quando se lembrou de que o povo de Shrewbury não era sua preocupação. Talvez, em um tempo passado, eles fossem. Mas não agora ... nem nunca. Somente o pensamento de encontrar Katherina atraiu Zeta para Shrewbury, não qualquer afeto ou preocupação equivocada com os criados da propriedade.

― Eu posso ouvir em torno de Shrewbury. Talvez pergunte pelo bebê.

Zeta estreitou os olhos na criada, desafiando-a a brincar com suas emoções um segundo a mais.

― Eu não sou o único que se lembra da senhora e da criança. Alguns outros nunca foram leais ao duque e à duquesa, embora nenhum deles o admita abertamente. Posso convencê-los. Juntos, podemos ser capazes de encontrá-la.

Zeta nunca tinha sido abençoada com algo nem perto de boa sorte - se é que isso era mesmo o que Augusta lhe concederia agora e não outra falsidade ou fio de esperança que logo seria cortado. Sua mente disse a ela para desconsiderar a mulher e renovar sua busca, ainda assim seu coração ... seu coração a empurrou para aceitar essa gentileza simples, mesmo que a oferta da criada se mostrasse infrutífera no final.

― Posso mandar uma mensagem para a senhora se eu ouvir alguma coisa ― a mulher prometeu. ― Pode levar tempo, mas tenho fé que alguém falará sobre o assunto. Alguém saberá o que aconteceu com sua filha.

― Obrigada. Voltarei a Oxfordshire com a maior frequência possível ― ofereceu Zeta. A única informação que conseguira obter desde que a duquesa a expulsara de Shrewbury era a menção de um tal vigário Elliott. O nome tinha se mostrado inútil, outra vez. Em todas as suas viagens, Zeta nunca encontrou alguém com esse nome, nem conheceu uma única alma que conhecesse o vigário ou sua família.

No entanto, a esperança - por menor que fosse - não escaparia ao aperto de Zeta.

Há muito tempo, ela prometera encontrar Katherina ou morrer tentando.

Ela não estava pronta para morrer, nem desistira de localizar sua filha - não em todos os anos que estivera procurando.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra

Setembro de 1821

LORDE JOSHUA STUART, segundo filho do Duque de Beaufort, saltou da carruagem do lado de fora do escritório de Cheapside e fez sinal para que o cocheiro partisse. Papéis matinais descartados e restos de lixo espalhavam-se pela rua compacta, e dois vira-latas imundos e esfarrapados saqueavam a próxima refeição. A placa acima rangeu, e Joshua fez uma anotação mental para lubrificar a dobradiça e polir a sinalização de lata que dizia simplesmente: Advogado.

A manhã estava quente, significando que a tarde provavelmente se mostraria sufocante nos minúsculos limites de seu escritório. Eram em dias como esses que Joshua desejava ajudar todos os que precisavam de seu ofício na Bond Street. No entanto, os menos afortunados, os que precisavam trabalhar todas as horas para manter a despensa abastecida, o açougueiro pago e o sebo queimando, não tinham tempo nem fundos para atravessar a cidade até o escritório do advogado. O tio de Joshua havia aberto, quase trinta e cinco anos atrás.

Joshua tirou a chave do bolso e enfiou-a na tranca, notando, não pela primeira vez, a resistência quando a girou. Com um pouco mais de força, a chave

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