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Condessa Por Acaso

Condessa Por Acaso

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Condessa Por Acaso

notas:
5/5 (3 notas)
Duração:
289 páginas
4 horas
Editora:
Lançados:
3 de jun. de 2020
ISBN:
9781071536674
Formato:
Livro

Descrição

Para se livrar de dificuldades financeiras, John Beauclerc, Conde de Finchley, cria um plano para se casar com uma estranha que respondeu ao seu anúncio do jornal. Ele vai mostrar a avó! A mulher prometeu reter seu dinheiro até que ele pudesse demonstrar mais maturidade e um comportamento menos escandaloso. Com vinte e seis anos a última coisa que ele quer é se acalmar. Ele vai até a Capela St. George em Hanover Square para se casar com a Srta. Margaret Ponsby, de Windsor, enviá-la de volta para casa com 100 libras e continuar sua vida de vinho, mulheres e jogos de faro com seus amigos, que estão sempre procurando por diversão.

Após a cerimônia, ele percebe que se casou com a mulher errada. A Srta. Margaret Ponsby, de Windsor, obviamente pensava que o casamento ocorreria na Capela de St. George, em Windsor. Lady Margaret Ponsby estava na Capela St. George em Londres. Como ele podia se livrar desse maldito casamento — um casamento que deixou sua avó extasiada de felicidade?

Se ao menos Lady Margaret Ponsby não fosse tão tímida. Quando o jovem e lindo conde (embora um libertino) que ela ama de longe há muitos anos, lhe pede que ela vá até o altar da igreja com ele, ela se sente impotente para recusar. Mesmo depois que a cerimônia de casamento começa, ela ainda permanece muda. Ela pensa que deve estar substituindo a verdadeira noiva de Lorde Finchley. Mas uma vez que percebe que está realmente casada com Lorde Finchley, ela decide fazer tudo o que estiver ao seu alcance para fazer esse casamento ser como em seus sonhos. Mesmo que isso signifique imitar sua irmã inteligente e loquaz.

Editora:
Lançados:
3 de jun. de 2020
ISBN:
9781071536674
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Condessa Por Acaso - Cheryl Bolen

DEDICATÓRIA

Para minha irmã Colleen, que está sempre pronta para ajudar a qualquer um de sua família. Eu amo e aprecio você—mesmo você tendo recebido o nome que deveria ser meu!

Capítulo 1

––––––––

Em que situação problemática John Beauclerc, o 11º Conde de Finchley, tinha se metido. Quanto mais ele subia as escadas para a sala de visitas de sua Grandmère (1), menor ele se sentia. Ele não tinha jurado àquela querida senhora, apenas dez semanas antes, que restringiria sua atração por jogos de azar? No entanto, ali estava ele, como um estudante pecador, preparando-se para mais uma vez prometer que mudaria seus malditos hábitos — enquanto implorava por algumas centenas de libras para ajudá-lo a viver até o próximo trimestre.

Ele não precisava dizer a ela que devia muito dinheiro a Lorde Bastingham por causa de uma desastrosa mudança de má sorte. Nem precisava dizer a ela quantos comerciantes lhe estavam cobrando. Nem como ele tinha sido forçado a encontrar novos postos para o seu cavalariço e seu cocheiro porque não tinha dinheiro para continuar mantendo os cavalos.

Antes de John chegar à sala, ele passou pelo quadro de seu falecido avô pintado por Romney (2). Seu passo diminuiu quando seu olhar percorreu a pintura. John tinha certeza de que os olhos do avô eram verdes, mas a tinta os tinha escurecido ao longo dos anos para um marrom escuro. Por baixo da peruca branca do homem idoso de sobrancelhas cinza e espessas, aqueles olhos escuros pareciam estar encarando o neto. Um arrepio percorreu a espinha de John e ele desviou o olhar.

Bom Deus, mesmo os mortos deviam conhecer os modos dissolutos de John.

Alguns momentos depois, ele abriu a porta da sala de estar de sua Grandmère. Sentada em um sofá, uma mesa portátil inclinada sobre o colo, ela estava rabiscando um papel, mas olhou para ele com um olhar brilhante.

Embora pudesse ser uma matriarca excessivamente severa, Grandmère tinha a aparência de um anjo. No momento, sua boca rosa lhe deu um sorriso que acompanhava o brilho em seus olhos azuis pálidos. Ela era pequena e gordinha, e suave, e possuía cabelos brancos e macios. Desde que ele conseguia se lembrar, as bochechas dela eram sempre rosadas, mas a mãe dele — que Deus guarde sua alma — tinha lhe dito que Grandmère tinha bochecha rosa por causa do rouge francês que ela usava.

Ele caminhou até ela, curvou-se e beijou sua mão. É bom ver você, Grandmère.

As sobrancelhas dela se abaixaram. Não finja que você veio apenas para ver sua avó, John Edward. Eu sei que você tem feito travessuras.

Ele reprimiu um gemido. Garotos de dez anos faziam travessuras. Quando um homem tinha vinte e seis anos, ele era... bem, ele achava que dissoluto descrevia o homem que ele tinha se tornado. Eu protesto. Culpado por ser desobediente, mas dificilmente sou culpado por negligenciar meu parente favorito.

Ela fez uma careta. "Eu sou sua única parente."

E eu não venho te ver pelo menos uma vez por semana?

Suas atenções com sua avó podem ser consideradas a única característica admirável que você possui.

Então ela tinha ouvido falar sobre o jogo. E talvez ainda pior. Posso evitar ser o filho do meu pai?

Uma sombra de tristeza varreu seu rosto envelhecido. A esperança da minha vida era que meu neto fosse o homem que meu filho nunca pode ser.

Ele suspirou. Eu realmente sinto muito por ser uma decepção.

Mas não o suficiente para fazer algo para mudar isso.

Seu semblante se iluminou. Ele ofereceu um sorriso largo. Eu não estive em Newmarket desde o último trimestre! Talvez ele não devesse ter feito referência às corridas em Newmarket. Afinal, foi neste local que seu pai encontrou a morte quando, sob a influência de um vasto consumo de conhaque, foi pisoteado até a morte quando tentou montar um cavalo durante a corrida.

Ela fez uma careta.

E, ele acrescentou brilhantemente, meu criado pode certificar que o número de manhãs em que acordei cambaleante foi extremamente reduzido. Lembrando o fim infeliz de seu pai, John estava pensando em diminuir um pouco seu próprio consumo de álcool. Exceto, é claro, quando ele estava com seus camaradas. Um homem não quer parecer fraco ou efeminado.

Ela continuou fazendo careta. Mesmo seu pai nunca usou essa palavra na minha presença!

Ele fez um olhar arrependido. Perdoe-me.

Você pode se sentar.

Ele preferia ficar em pé. Se ele se sentasse se sentiria pequeno na presença de sua avó de aço. Ele precisava de toda a sua altura para reunir coragem. Na verdade, eu não posso ficar.

Então você acabou de ver que eu não morri na minha cama?

Sua sobrancelha se abaixou. Eu imploro que você nunca fale assim!

Então, como suspeitei o tempo todo, você está precisando de um empréstimo — um empréstimo que promete pagar quando começar o novo trimestre.

Ele não conseguiu encontrar o olhar dela. Você me conhece muito bem.

Sente-se, meu rapaz.

Ele nunca foi capaz de recusar um pedido (exceto o pedido de mudar seu modo de vida). Ele se sentou desajeitadamente em um sofá de seda em frente a ela, esperando ser submetido a um longo sermão sobre seus maus caminhos. Com os olhos fixos no tapete Aubusson, ele esperou. E esperou. Grandmère demonstrou toda a sua insatisfação e desaprovação, mas não disse uma palavra.

Depois de um momento, ele olhou para cima. O olhar severo em seu rosto era inesperado.

Eu não vou te dar nem um tostão.

Os olhos dele se arregalaram. Nunca antes ela realmente tinha se recusado a ajudá-lo.

Já faz quase uma década desde que você saiu de Oxford, e seus hábitos continuam sendo os de um rapaz inexperiente, bebendo sua primeira taça de vinho, provando sua primeira mulher e jogando faro (3) pela primeira vez!

Cada palavra que ela disse era verdadeira. Ele ainda se lembrava da alegria de deixar Oxford para trás e reabrir a Finchley House em Cavendish Square, de se encontrar com outros rapazes com idéias semelhantes no White para beber conhaque e jogar faro e qualquer outro jogo, somente para apostar, e... as mulheres! Alguém podia se cansar de tais prazeres?

Por Deus, depois de todos aqueles anos acordando às seis da manhã para comer mal e enfrentar suas lições, ele agora apreciava cada momento na capital. Ele nunca esteve tão feliz. Ele se levantava quando queria, e em nenhuma noite da semana ele ficava em casa ocioso. Ele, Christopher Perry, David Arlington e Michael Knowles — companheiros desde os tempos de Eton (4) — estavam sempre prontos para se divertirem. Os quatro também amavam as damas. (Não que alguém realmente se referisse as bailarinas da ópera e aos membros do demimonde (5) como damas). John não tinha o menor desejo de ser acorrentado a uma esposa puritana e respeitável.

Seu olhar voltou para o tapete. Você está, como sempre, Grandmère — certa.

Esta na hora de você sossegar e se casar.

Por que não posso esperar até chegar aos trinta?

No ritmo que você vai, rapaz, temo que não atinja os trinta anos.

Todas as mulheres eram propensas a declarações tão sombrias de melancolia? Mais uma boa razão para evitar a armadilha do casamento. Estou muito feliz com minha vida como ela é. Ele olhou para ela. Além do mais, eu ainda tenho que encontrar a mulher com quem desejo me... casar.

Claro que não! Você não tem interesse em mulheres honradas. Você já participou de alguma reunião no Almack (6)?

Ele fez uma careta. Por que eu gostaria de ir para aquele lugar diabolicamente chato? Eles servem apenas chá!

Ela olhou para ele. Grandmère, que sempre o tratou com o mais terno coração e nunca o tinha encarado. Minha determinação é inflexível. Eu esperava um dia dar toda a minha fortuna pessoal para o meu único parente vivo, mas não o farei até que você demonstre ter mais maturidade. Ela suspirou. É uma sorte sua que meu pai e os seu tenham morrido, pois eles teriam desperdiçado cada centavo da nossa fortuna.

Era uma pena que os Condes de Finchley não tivessem a coragem de trabalhar e dependessem da fortuna do bisavô materno de John, que fora o cervejeiro mais rico das Ilhas Britânicas. E, apesar do que Grandmère tinha dito, John pensou porque o velho cervejeiro não tinha morrido enquanto seu genro estava vivo, para que o dinheiro fosse propriedade dos Condes de Finchley.

Não sei por que é minha boa sorte se não posso pôr as mãos no dinheiro, ele protestou como um jovenzinho teimoso.

Um dia, quando você encontrar uma esposa e começar sua própria família, ficará agradecido.

Mas não tenho desejo de ter esposa e filhos.

Os olhos dela se estreitaram enquanto ela o olhava. O homem nem sempre está ciente do que ele quer. São criaturas altamente resistentes à mudança. Mas eu sei que quando você sossegar, você será um ótimo marido e um bom pai. Desde que você era um menino, eu vi algo em você que era inexistente tanto em seu pai quanto em seu avô.

As sobrancelhas dele arquearam em consulta. Me diga, o que poderia ser isso?

Honra.

* * *

Por mais que gostasse de moda, Lady Margaret Ponsby estava ficando cansada do ritual interminável de se vestir, se enfeitar e ficar na vitrine para se mostrar e tentar arranjar um marido. Tinham os passeios matinais, as festas, os bailes, as reuniões e o Almack.

Agora ela estava com vinte e dois anos e, infelizmente, não estava noiva. Sua irmã mais velha estava casada há vários anos. Sua outra irmã, também mais velha do que ela, estava prestes a se casar com o ilustre Parlamentar Richard Rothcomb-Smedley. E sua irmã mais nova, Caro, já tinha recusado onze pedidos de casamento. (Todo mundo disse que ela estava esperando se casar com um duque).

Era um fato reconhecido que ela e Caro pareciam quase gêmeas, mas era Caro e seu brilho e fulgor que capturava os corações de todos os homens que as conheciam.

Ela não era como a infeliz Margaret, incapaz de manter uma conversa inteligente com um cavalheiro. Não que ela fosse estúpida; ela era apenas excessivamente tímida. Mamãe dissera que uma de suas irmãs era igual a ela. A única irmã que nunca se casou.

Sua cunhada, a Duquesa de Aldridge, entrou no quarto de Margaret, encontrou seu olhar com um sorriso gentil e fechou a porta suavemente atrás dela. Antes de irmos ao Almack, eu queria falar com você. Ela veio se sentar na beira da cama de Margaret. A duquesa loira já estava vestida e parecia radiante em um vestido marfim que evidenciava perfeitamente os diamantes dos Aldridge.

Não gosto de me intrometer, querida, começou Elizabeth, mas é hora de ter a mesma conversa com você que tive com Clair ano passado.

Margaret lançou-lhe um olhar interrogativo. Eu não sabia... oh! Agora eu entendo! Não foi até você se casar com nosso irmão que Clair começou a se interessar por sua aparência. O que você disse a ela para provocar essa transformação?

Eu fiz uma pergunta a ela.

Agora Margaret parecia ainda mais perplexa. Que pergunta?

Perguntei o que ela queria da vida.

Embora eu seja sua irmã de carne e osso, eu já tinha pensado que ela estava feliz por ser tornar uma solteirona.

Ela estava. Um sorriso suavizou o rosto bonito de Elizabeth. Mas ela queria um lar, seus próprios filhos e, por fim, um marido para satisfazer esses desejos.

Parece-me que seu último desejo é o primeiro. Sempre que Clair estava com o Sr. Rothcomb-Smedley, ela... bem, ela realmente aprendeu a se envolver em um flerte — algo que eles pensavam nunca ver Clair fazer.

Minha querida irmã, vi como você é maravilhosa com as crianças em Trent Square. Vi seu grande interesse na devoção de Lydia por seu filho. Ninguém é mais adequada à maternidade do que você.

Margaret não conseguia parar de observar a protuberância de um bebê na barriga da duquesa. Eu acho que você vai ser uma excelente mãe. Elizabeth era uma matriarca natural. Ela tinha conseguido sozinha, transformar o número 7 em Trent Square, em um lar para as viúvas e para os filhos dos oficiais mortos na Península (7).

Seu irmão disse a mesma coisa. Espero ser como Lydia.

Oh, eu também! Eu acho muito triste que a maioria das mães aristocráticas ache melhor entregar seus filhos a enfermeiras e governantas. Quero ser como Lady Lydia.

Então, eu estou certa. Você quer se casar e se tornar mãe.

Mais do que tudo. Por alguma razão desconhecida, ela sentiu que podia se abrir com essa mulher — uma irmã por casamento — mais do que com Caro, a irmã pela qual ela sempre foi mais próxima ao longo de sua vida. Muitas vezes senti inveja da pobre viúva Sra. Leander.

Elizabeth assentiu. Eu sei que você ficou muito apegada ao filho dela.

Margaret assentiu. Sou tão perversa que lamentei por ele não ser meu quando ela já tem mais quatro.

Você terá um filho seu. Mas para atrair um marido, você vai ter que abandonar sua timidez quando estiver na presença de homens. Eles confundirão sua reticência por indiferença. Você é, afinal, filha de um duque, e todo mundo pensa que não há nada mais nobre que um duque.

Gostaria de ter sido educada melhor quando era jovem. Temo que agora seja tarde demais para ensinar novos truques a um cachorro velho. Pareço incapaz de ter uma conversa brilhante — ou qualquer conversa — quando um homem está presente.

Tem algum homem a quem você admire?

Margaret pensou no grupo de jovens indistinguíveis que fazia parte de seu círculo social. Nenhum deles jamais conseguiu elevar seu batimento cardíaco. O fato era que ela nunca tinha conhecido um homem que a afetasse dessa maneira.

Por alguma razão peculiar, sua mente voou para a opulenta casa da velha viúva Finchley, em frente à deles em Berkeley Square. Por que Margaret estava tão fascinada pelo neto libertino da mulher? Ela nunca trocou uma única palavra com ele. Ele evitava ir ao Almack e a outros bastiões da respeitabilidade. Seu nome estava sempre aparecendo nos jornais, sempre ligado ao tipo mais desprezível de mulher. E as amizades que ele mantinha! Seus amigos eram tão devassos quanto ele.

No entanto, ela era fascinada pelo jovem conde alto e magro. Ela tendia a correr até a janela do quarto de dormir sempre que ouvia um cavalo solitário trotando até a casa da velha viúva, apenas na esperança de contemplar o homem. Ela estava obcecada com a boa aparência dele.

Com o mesmo tipo de compulsão que a fazia procurar nos jornais notícias sobre seu irmão todos os dias, ela também procurava notícias das aventuras do jovem conde.

O olhar dela encontrou o de Elizabeth. Não. Eu não conheço nenhum homem que já tenha me atraído.

Oh, querida. Ninguém?

Margaret tristemente balançou a cabeça. Parece que não sou atraída por homens respeitáveis.

Elizabeth lançou-lhe um olhar interrogativo. "Certamente você não está dizendo que está atraída por um homem inadequado? Eu acharia isso difícil de acreditar, dada a sua... bem, sua docilidade!"

Você pode dizer isso. Eu sou muito tímida. Acho que a pedra mais opaca sempre será atraída por aquela que brilha mais.

Você não é uma pedra. O olhar da duquesa foi para a janela e ela ficou perdida na contemplação por um momento. Existe algum... libertino que chamou sua atenção?

Pode ter, mas eu nunca tive a oportunidade de conhecê-lo.

Querido Deus, você não pode estar se referindo ao Conde de Finchley!

A boca de Margaret ficou aberta. Como você sabia?

Eu... Eu não sabia. Mas eu tenho observado você em pé diante desta janela por longas horas.

Por favor, não gaste outro pensamento sobre essa atração ridícula. Isso nunca vai dar em nada. Eu nunca falei com o sujeito.

E eu espero que você nunca o faça! Ele é completamente inadequado. O rosto de Elizabeth se suavizou. Você merece alguém muito melhor do que ele.

* * *

O advogado de John, com uma expressão séria no rosto, olhou para ele. Nas minhas cinco décadas de advocacia, nunca me pediram para elaborar esse tipo de documento. Suas grossas sobrancelhas prateadas se uniram. Sua avó sabe sobre esse anúncio?

Ainda não, mas ela é a causa desse anúncio. Se minha avó insiste em que eu me case, então ela vai ter um casamento. Ela nunca disse que eu tinha que estar apaixonado pela noiva. Nem que deveríamos viver sob o mesmo teto.

Ele sorriu para si mesmo enquanto lia o anúncio de jornal que atraíra mais de três dúzias de respostas.

Cavalheiro de recursos financeiros modestos procura uma mulher de boa educação para se casar. A futura esposa receberá a quantia única de 100 libras, mas a partir de seu casamento manterá uma moradia separada do noivo em potencial e não fará nenhuma reivindicação a seu marido.

Por mais irregular que seja, posso garantir-lhe que os contratos de casamento que fiz são perfeitamente legais. Coloquei o nome da noiva... O Sr. Wiggington consultou um papel. Srta. Margaret Ponsby of Windsor.

Eu a selecionei porque o nome dela parecia um nome que minha avó aprovaria.

Estive em Windsor e obtive a assinatura desta senhora nos contratos.

John ficou muito satisfeito consigo mesmo.

* * *

Não importava em que confusão John se metesse, ele sempre tinha feito questão de nunca pedir dinheiro emprestado a seus amigos. Ele não tinha um amigo melhor que Christopher Perry, que era tão rico quanto um rei. Como o único filho depois de cinco filhas, os pais de Christopher Perry o esbanjavam de carinho, atenção e qualquer coisa que sua fortuna pudesse comprar.

John sempre soube que podia confiar em Perry para ajudá-lo em qualquer dificuldade financeira, mas era uma linha que ele sempre preferiu nunca cruzar. Em sua mente, era como se cruzar essa linha pudesse separá-lo de Perry com a mesma eficácia que uma serra separa um galho de uma árvore.

Um mordomo eficiente e totalmente inglês atendeu à porta da bela mansão dos Perry em Piccadilly e, imediatamente reconhecendo John, o levou para a biblioteca. Vou informar ao Sr. Perry que sua senhoria está aqui.

Um momento depois, Perry entrou na sala. Ele era um sujeito bonito que sempre se vestia com um gosto impecável. Se alguém olhasse atentamente para ele, poderia detectar algumas dicas das origens da família Perry como joalheiros da fé judaica — uma religião abandonada há muito tempo pela família. Havia a tez cor de azeitona associada àquelas dos países mediterrâneos, e o nariz proeminente se curvava da mesma maneira que aqueles cujos ancestrais vieram de terras bíblicas.

Os Perrys tinham adotado maneiras completamente inglesas. O falecido pai de Perry chegou a ganhar um assento na Câmara dos Comuns.

Estou surpreso em te encontrar acordado tão cedo, disse Perry, como uma saudação. São apenas duas da tarde. Você não costuma dormir até as quatro?

Eu tive que ver meu maldito advogado hoje numa questão de extrema importância.

Perry levantou uma sobrancelha.

Decidi me casar.

Os olhos escuros de Perry se arregalaram. Que diabos você está dizendo! Com quem diabos você planeja se casar? Lembre-se, se é com Mary Lyle, vou amarrá-lo a essa maldita cadeira e não permitir que você saia desta casa.

Ele estava se aproximando de John, mas ao ouvir o anúncio mudou seu caminho e foi pegar uma garrafa de vinho do porto. Isso exige uma maldita bebida. Você bebe comigo?

Claro que sim.

Depois que Perry serviu dois copos e entregou um ao amigo, John disse: Não é Mary Lyle. Não a vejo, desde que tive que vender minha carruagem.

Perry, assentindo conscientemente, sentou-se em uma cadeira perto de John. Somente um título de nobreza não pode impressionar uma dama.

Agora John levantou uma sobrancelha. Na verdade, eu não a chamaria de dama.

Não, acho que não. Perry deu um longo gole no porto. "Eu te

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Análises

O que as pessoas acham de Condessa Por Acaso

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Avaliações do leitor

  • (5/5)
    Toda a trilogia dos Haverstock é muito boa. São livros divertidos, sensíveis e inspiradores. Agregam valores morais à união e lealdade familiar, além de ter cunho histórico fidedígno.