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Imprudente

Imprudente

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Imprudente

Comprimento:
296 páginas
6 horas
Lançado em:
Jan 20, 2016
ISBN:
9788584421268
Formato:
Livro

Descrição

A bela adormecida está cansada de dormir sozinha.Catherine passou a vida sendo a princesa perfeita, sempre mantendo a cabeça baixa, as mãos limpas e o mais importante – uma distância segura dos homens. Mesmo assim, os homens estão atrás de uma única coisa e, para Cathy, há muito mais em jogo do que sua cama ela precisa se preocupar com o futuro de uma nação inteira. Mas do jeito que as coisas andam, Cathy tem medo de que a Rainha Virgem seja cobiçada apenas por seu dinheiro. Ela está cansada de esperar o cara perfeito e tem um plano: seduzir o único homem que parece não ligar para nenhum assunto da realeza. O homem que a atrai mais do que qualquer outro...Quando David chegou no casamento real de sua amiga, a nova Condessa Samantha Rousseau, ele esperava sentir-se desconfortável fora de seu ambiente natural, mas não estava preparado para ser o alvo da linda irmã mais nova do príncipe Alex. Cathy têm lindos e grandes olhos azuis, ótimo humor e um corpo perfeito, o que torna sua resistência inútil. Mas quando ele descobrir o quão inocente a princesa realmente é, fará o papel do cavaleiro de armadura reluzente ou do lobo- -mau?
Lançado em:
Jan 20, 2016
ISBN:
9788584421268
Formato:
Livro

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Imprudente - Nichole Chase

brilhante.

Um

Acho que, mesmo que a Rainha Elizabeth pretendesse desfilar só de calcinha cantando o hino da Inglaterra, não haveria tanta imprensa do lado de fora da mansão Rousseau. Quando a campainha tocou, espiei pela cortina do andar superior. Mais uma entrega de presentes de casamento para os noivos. Respirei fundo e fechei a cortina.

Eu não sabia por que estava me sentindo incomodada com a aproximação da data do casamento de meu irmão. Olhei para o espelho no quarto de hóspedes, passei os dedos pelas bolsas sob meus olhos e suspirei. Tirei meu cabelo loiro despenteado do rosto. O azul de meus olhos estava pálido, quase cinza na luz fraca do banheiro. Eu não havia dormido muito na última semana, tentando evitar que a tensão do casamento pesasse nos ombros de Samantha e de meu irmão. Eles vinham resolvendo problemas emergenciais no Future Bird Trust e atendendo às necessidades imediatas de suas propriedades, além de estarem envolvidos em suas obrigações reais. Sabia que eles estavam preocupados por deixar tanta coisa por minha conta e por conta de Max, meu irmão, enquanto passariam um mês viajando em lua de mel. Embora eu soubesse que eles faziam isso porque se importavam conosco, me incomodava, pois parecia que não achavam que eu seria capaz de assumir a responsabilidade.

Mas não eram apenas as horas não dormidas que me deixavam para baixo. Enquanto as pessoas confirmavam presença e enviavam presentes, eu era, constantemente, lembrada que não tinha ninguém para me acompanhar ao casamento, ninguém para dançar comigo ou escapar dali comigo, caso estivéssemos achando tudo uma chatice. Aquilo me incomodava. Nos últimos anos, havia ignorado todos os homens, mantive-os longe. Já fazia tanto tempo que eu não beijava alguém, que estava começando a duvidar de que, um dia, eu já tinha beijado. Meus primos estavam tendo bebês e eu ainda era virgem. Aquilo estava ficando ridículo. E, à medida que eu ficava mais velha, aquela situação se transformava em um fardo, e não mais em motivo de orgulho. Uma história vergonhosa para ser explicada a um possível amor.

Risadas no final do corredor me tiraram da tristeza. Eu tinha deveres a cumprir, e a última coisa que queria que acontecesse era que Sam se preocupasse comigo. Treinei um sorriso no espelho, lavei as mãos e tirei o cabelo do rosto. Não que eu não adorasse Sam ou que me importasse em organizar tudo; na verdade, adorava fazer tudo aquilo. Só que a minha solidão acabou se acentuando à medida que o clima de amor tomava conta de mim.

Agendei um dia de spa para Sam, Jess e eu. Era algo que nos ajudaria na preparação para o casamento e, o mais importante de tudo, tiraria Sam dos holofotes por um tempo. O país estava repleto de paparazzi, sedentos por fotos do casamento. Apesar de ela estar cada vez mais confortável com a celebridade, não queria que ficasse estressada antes do casamento; este devia ser um acontecimento feliz, e não uma cerimônia repleta de estranhos e estradas bloqueadas.

Fui até o corredor e olhei pela porta, sentindo meu sorriso verdadeiro se formar desta vez. Samantha contraía os pés e resmungava palavrões enquanto a profissional trabalhava. Cobri a boca e tentei não rir. Jess, em silêncio, filmava tudo com seu telefone. Provavelmente, para se vingar do vídeo que Samantha havia mostrado na festa de despedida de solteiro de Jess.

— Aguente firme, querida! — Entrei no quarto e cutuquei uma de suas pernas agitadas. — Você não quer ficar parecendo ter duas centopeias no rosto no dia do seu casamento.

— Isto é tortura!

— A linha é a melhor opção. Você vai ficar linda. — Dei um tapinha em seu joelho.

— Eu vou matar vocês duas. — Sam virou a cabeça para olhar para nós. — Ai!

— Me desculpe, duquesa. — A profissional começou a mexer na outra sobrancelha. — Se ficar parada, vai doer menos.

Sacudi a cabeça e dei alguns passos para longe de Sam.

— Pare de agir como um bebê.

— Pensa que, depois que terminar a sobrancelha, ainda vai depilar a virilha. — Jess riu.

A única resposta que obtivemos foi um alto gemido de dor.

Quando a profissional finalmente terminou as sobrancelhas, saiu da sala para preparar a cera. Entreguei uma garrafa de água para Sam e olhei nossa agenda no telefone. Eu estava conversando sobre trocar o horário da massagem e da depilação da virilha. Talvez fosse melhor fazer a depilação depois da massagem, assim, Sam estaria relaxada. Claro que, se eu fizesse isso, talvez toda a magia pós-massagem seria arruinada. Era melhor deixar como estava.

— Cathy, quando eu disse que não queria ir a nenhuma boate ou assistir a um strip tease, não quis dizer que eu queria, ao invés disso, que a minha pele fosse arrancada. — Sam apertou os olhos para mim.

— Você disse que um dia de spa estava ótimo. — Eu ri quando ela jogou um travesseiro em mim. — Relaxa. Amanhã vai ser divertido. Só estamos nos livrando logo da parte da tortura.

— Ah, o que vamos fazer amanhã? — Jess inclinou-se para a frente. — Diga que é algo maluco e divertido.

— Eu não vou contar. — Sacudi a cabeça. — Apenas supere o dia de hoje porque vai valer a pena.

— Acho que não existe nada que faça valer a pena o que estou passando hoje. — Sam me lançou um olhar falso.

— Ah. Cala a boca e enfrente a situação como a mulher que você é! — Eu me levantei e bati palmas. — Está pronta para a depilação?

— Não. Definitivamente, não estou pronta e nunca estarei. — Sam sacudiu a cabeça veementemente. — Ninguém vai ver isso mesmo. — Sam olhou para mim, implorando. Ela havia aprendido a fazer aquele olhar muito bem.

— Olá? Lua de mel, ilha particular, seu novo marido? — Jess encostou-se na cadeira. — Você não quer ficar parecendo a noiva do Pé Grande.

— Ei! — Sam estendeu a mão e empurrou o joelho de Jess.

— Alex não vai perceber. Meu irmão está perdidamente apaixonado. — Eu bufei.

— Com a sorte que tenho, alguém tiraria uma foto minha de biquíni correndo pela praia e daria a ela uma legenda horrorosa do tipo A Duquesa Americana Peluda. — Sam bebeu mais um pouco de água.

— Ah! E que tal A Pobre Duquesa Não Conhece Cera e Lâminas de Barbear? — Jess riu.

— Ha, ha. — Bufou Sam.

— Então, é por isso que estamos cuidando de tudo hoje. — Segurei o braço de Sam. — Chega de enrolar.

— Vamos acabar logo com isso! — Jess levantou-se e segurou o outro braço de Sam.

— Vocês duas são cruéis! Eu nunca deveria ter apresentado uma para a outra. — Sam levantou-se e puxou os braços.

Jess e eu apostamos sobre como Samantha reagiria durante o processo de depilação. Tinha certeza de que daria conta, mas Jess não concordava comigo. Felizmente, Sam não saiu correndo pelada para fora do quarto no meio da depilação, que foi exatamente o que Jess achou que aconteceria. E isso significava que eu tinha o direito de não ajudar Sam se ela tivesse que ir ao banheiro usando seu vestido de noiva. Ficar presa num cubículo, segurando quilos de tecido enquanto minha cunhada se aliviava realmente não era algo que eu queria fazer se pudesse escolher. Ao invés de sair correndo pelada, quando ela saiu do quarto, foi direto para a cozinha pegar uma taça de vinho. Isso era algo que eu podia fazer junto com ela.

Nesses dois anos, eu havia me familiarizado bastante com a Mansão Rousseau e, por isso, fui direto para a adega enquanto Sam e Jess pegavam as taças. Há dois anos, eu não saberia dizer nem mesmo onde era a cozinha, muito menos onde ficava o vinho, mas, com a reintegração das famílias reais que haviam fugido, eu havia me familiarizado bastante com os Rousseau. Quando Sam veio morar ali, passei a frequentar bastante a mansão para assistir às sessões de cinema, jantares ao ar livre e bate-papos. Procurei por comida no armário, mas não precisava me preocupar. Margie, a cozinheira, havia deixado uma cesta de lanches para beliscarmos.

Triunfante, ergui a garrafa de vinho tinto que encontrara enquanto Jess aplaudia.

— Me dê, me dê, me dê. — Sam levantou a mão. — Hoje foi bastante traumático. Eu preciso disso para conseguir chegar ao final do dia.

— Franga. — Entreguei a taça a ela e servi uma boa quantidade de vinho. — Agora vem a massagem. Não podemos dizer que seja dolorosa.

— Franga nada! Me explique, de novo, por que eu não podia, simplesmente, depilar as sobrancelhas com cera? A pele ficou muito seca. — Sam tocou a testa com delicadeza antes de beber um pouco do vinho. — E não me faça começar a falar sobre a tortura pela qual passei. Eu podia muito bem ter sido colocada no quarto de tortura da Torre de Londres. — Ela se encolheu.

— A linha é a melhor opção. Suas sobrancelhas estão lindas. — Eu não queria mencionar o fato de que milhares de pessoas tirariam fotos dela e que sua imagem estaria estampada em todas as revistas do mundo. Ela já estava bastante incomodada com a lista de convidados e outras coisas normais do casamento e não precisava pensar também na imprensa.

O telefone de Samantha tocou e ela pegou-o dentro do bolso. Franziu a testa antes de teclar rapidamente.

— O que aconteceu? — Eu me inclinei para a frente para olhar para a tela.

— O amigo que contratei para trabalhar no FBT vai chegar mais cedo. Parece que ele se enganou ao reservar a passagem e vai estar aqui amanhã.

— Ele vai ficar aqui? — Procurei nos sanduíches até encontrar o de cenoura. — Vamos ter a festa de despedida amanhã.

— Eu sei. — Sam franziu a testa. — Ele já estava se sentindo desconfortável por ficar aqui, mas não quero pedir que ele fique na cidade.

— É. Vai dar certo. — Sorri e encolhi os ombros. — Sempre dá.

— Então, agora é só uma massagem? — Sam olhou para mim e para Jess. — Acho que uma massagem vai cair bem.

— Hora da massagem para todas. — Sorri e esfreguei as mãos. Sam não era a única que precisava relaxar.

— Espere um pouco! Por que vocês vão fazer massagem também? Eu quem fui depenada e esfolada viva. — Sam franziu a testa. — Eu devia receber as três sessões de massagem.

— De jeito nenhum, Princesa. — Ri quando seu rosto ficou paralisado. — O que foi? É isso o que você vai ser em alguns dias. Adeus, Duquesa Americana, e bem-vinda Princesa Americana.

— E um dia você vai ser a Rainha Ameri… — Jess parou de falar ao ver o olhar no rosto de Sam.

— Não. Não falem isso. — Sam sacudiu a cabeça. — Uma coisa de cada vez. É coisa demais para eu processar.

— De qualquer maneira, não vai precisar se preocupar com isso por um bom tempo. — Coloquei as mãos no balcão.

— É coisa demais para processar. — Sam suspirou. — É muita responsabilidade.

— Nah. Vale a pena. — Jess endireitou-se na cadeira. — Você tem o Príncipe Gostosinho.

— E eu! — Levantei minha taça de vinho.

— E Cathy. — Jess riu. — Sem mencionar uma quantidade ridícula de dinheiro, um trabalho incrível e amigos maravilhosos.

— Isso tudo é verdade. — Sam sacudiu a cabeça. — Então vocês estão dizendo que eu devo parar de reclamar.

— Exatamente. — Eu ri.

— Olhe para nós. Ainda estou na faculdade, mal consigo dormir, e a coitada da Cathy não tem um namorado desde quando a conheci. — Jess inclinou a taça em minha direção.

Sam olhou para mim e franziu a testa, mas não dei bola.

— Eu sou difícil.

— Nós entendemos, Cathy. — Sam suspirou. — É difícil encontrar alguém por quem valha a pena correr o risco.

— Que risco? Não estou falando em encontrar um marido, apenas alguém com quem passar um pouco do tempo. — Jess balançou as sobrancelhas. — Para se divertir. Quanto tempo já faz?

Minhas bochechas se aqueceram e tomei um gole do vinho. Eu sabia o que ela queria dizer. Como é que a conversa tinha chegado na minha vida amorosa?

— Jess — Sam colocou sua taça no balcão —, deixe-a em paz. Ela tem seus motivos.

Um dia, depois de uma noite de bebedeira, eu havia contado a Samantha quando ela me perguntou sobre os garotos da faculdade. Tinha sido legal conversar com alguém, principalmente com a minha futura cunhada. Ela não fez com que eu me sentisse boba por ter medo do que poderia acontecer.

— O que foi? — Jess olhou para nós antes de se inclinar para a frente. — Ah, meu Deus. Quer dizer que você nunca…

— Não. — Dei de ombros e torci para conseguir mostrar indiferença, embora sentisse exatamente o contrário. — Temos muita coisa em risco aqui. Como é que vou saber se alguém me quer sem nenhum interesse? E se eu transar só para falar que transei, e se eles quiserem usar isso contra mim? Ou para me manipular? — Pensei nas fotos de Alex e de sua ex que haviam vazado, e estremeci. Eu nunca havia conseguido entender como ele tinha ficado tão calmo. Eu fiquei péssima, e as fotos nem eram minhas. — Não é só a minha virgindade. Isso poderia me assombrar para sempre.

— Você precisa é encontrar alguém que não goste de você apenas por causa do seu título. — Jess apertou os olhos.

— E como sugere que eu faça isso? — Eu me encostei na cadeira. — Distribuindo pesquisas de opinião?

— Você precisa encontrar alguém que não fique impressionado com a sua coroa. — Jess inclinou-se para a frente. — Alguém que chegue ao ponto de detestar seu título.

— Ah. Ótima ideia. — Eu me sentei. — Oi, eu sou uma princesa. Ouvi dizer que você odeia pessoas da realeza. Quer transar comigo?

Sam riu, mas Jess parecia não se incomodar.

— Por que não? Se tirar o seu título, o que sobra? — perguntou Jess.

— Uma loira atraente com grande senso de humor. — Sam balançou as sobrancelhas. — Isso poderia funcionar.

— Certo. — Girei minha taça.

Eu já havia pensado em alguém com quem poderia apenas passar uma noite, mas não havia pensado em ninguém que me inspirasse esse tipo de luxúria. Eu não queria que aquilo acontecesse e eu não curtisse. Parecia não fazer sentido. Mas estava ficando cansada de esperar o cara certo aparecer…

— Só estou dizendo que, se aparecer alguém que seja realmente atraente e que não se importe com a realeza, você devia investir. — Jess olhou para Sam.

— O que foi? — Apertei meus olhos.

— Nada. Só estou dizendo que você precisa viver um pouco. — Jess sorriu.

— Você realmente precisa se divertir um pouco. — Sam colocou um pedaço de queijo na boca. — Não tem feito nada espontâneo ou divertido desde…

Ela parou de falar, mas eu sabia o que ela queria dizer. Eu não tinha ido a nenhuma boate ou festa desde a noite em que Sam soube que seu pai estava morrendo. Tinha sido uma noite assustadora para todos. Mas isso já fazia mais de um ano. Não tinha feito mais nada além de ir para a faculdade e a encontros familiares desde então. Além das sessões de cinema com a Sam e da festa de despedida de solteiro da Jess. Mas isso não contava.

— Tudo bem. Precisamos encontrar alguém para você. — Jess apoiou-se no balcão e franziu os lábios. — Tenho um amigo que está estudando para se tornar neurologista. Ele é bonitinho e bem centrado.

— Ah, não. Não quero que arrume alguém para mim. Isso é esquisito. — Sacudi a cabeça. — Não, não, não.

— Por que não? — Sam colocou mais vinho em sua taça. — Somos pessoas legais. Conhecemos pessoas legais.

— Sim, porque pessoas legais, normalmente, precisam dizer isso para as pessoas. — Eu ri.

Sam bufou.

— Ah, vamos lá. Um neurologista? Algumas pessoas pensariam que ele é um partidão.

— Sempre achei que eu queria alguém como o amigo da Jess, mas não sei mais nada. Eu só… — Franzi os lábios. — Talvez você esteja certa. Eu devia, simplesmente, encontrar alguém divertido. Talvez eu devesse parar de me preocupar com o futuro.

— Isso não é…

— Exatamente. — Jess cortou Sam. — Divirta-se! Solte-se!

— Vamos ver. — Tomei um gole do vinho antes de lavar minha taça e colocá-la na pia. — Prontas para a massagem?

— Mais do que pronta! — Sam tomou o resto de seu vinho. — Hora de relaxar.

— Então, vamos lá! — Forcei um largo sorriso.

Pensar na minha vida amorosa, ou melhor, na falta da minha vida amorosa, era deprimente. As chances de eu encontrar alguém que me amaria por ser uma pessoa bonita praticamente não existiam. O que Alex havia encontrado com Sam era um milagre. Eu ficaria feliz se encontrasse alguém que não me fizesse querer vomitar quando o visse.

Dois

- Quando eu disse que queria fazer uma loucura, não quis dizer que queria virar uma stripper. — Sam estava na grande sala de estar formal, olhando para as barras prateadas à sua frente. — Seja sincera. Foi o Alex quem inventou isso?

— Não, mas ele vai ficar me devendo. — Eu ri e me sentei no chão para me espreguiçar.

— Você não contratou um stripper, não é? Aquele cara com aquela roupa de lycra sentado na minha cozinha não vai ficar sacudindo o pau na minha cara, não é? — Sam pegou uma garrafa de champanhe e serviu todas nós. — Porque, se você contratou, vou precisar beber muito mais. Ele parece o Gene Simmons depois de ter usado esteroides.

Eu ri alto.

— Não. Eu não contratei um stripper.

— Merda. — Jess piscou para mim.

— Achei que isso seria engraçado! Louco e bobo, diferente de uma noite em boate ou em um bar onde as pessoas podem nos ver. — Peguei a taça que Sam me ofereceu e tomei um gole.

— Isso vai ser fantástico. Você consegue imaginar a cara do Bert quando contar para ele o que fizemos nessa noite? — Jess deu pulinhos. — Seu marido, provavelmente, ficaria arrepiado.

— Você viu o professor? Ele pode nos matar com um único soco! Vai ser trabalhoso! E difícil. — Sam apertou os olhos.

— Mas vai ser divertido, eu me certifiquei disso. — Eu me inclinei para a frente, tocando meu joelho. Quando voltei para a posição original, Sam estava olhando para mim. — O que foi?

— Tudo bem, senhorita elástica. Tenho certeza de que vai ser o máximo. — Sam riu. — Se eu tiver um ataque do coração, diga a Alex que eu o amava.

— Pode deixar. — Eu me estiquei na direção da outra perna.

— Seremos só nós? — Jess sentou-se no chão e começou a se esticar também.

— Não. Tem mais algumas pessoas chegando. — Eu me inclinei para a frente e toquei o chão com a ponta dos meus dedos.

— Quem mais? — Sam sentou-se no chão ao meu lado.

— Amigas. — A campainha tocou e eu pulei do chão. — Eu atendo.

Pude ouvir vozes atrás da porta e meu sorriso ficou ainda maior. Escancarei as portas duplas e me joguei nos braços de meu primo Daniel com um sorriso no rosto. Rindo, ele me girou no ar.

— Cathy! — Ele beijou meu rosto antes de me colocar de volta no chão. Havíamos nos tornado bastante próximos nos últimos dois anos.

— Por que não me gira desse jeito? — perguntou Chadwick, o assessor fiel de Sam. Eles já estavam namorando abertamente há um ano, e eu adorava ver os dois tão felizes.

— Porque você não tem todo esse cabelo loiro para ficar voando por aí. — Daniel fez um barulho com a boca. — Você corta o cabelo curto demais.

— Sem falar que ele é vermelho. — Chadwick revirou os olhos. — Vou ficar parecendo um Muppet se não cortar o cabelo. — Ele inclinou-se e beijou minha bochecha.

— Você está ótimo. — Eu os trouxe para dentro da casa. — E elegante, como sempre. Adorei a gravata. — Passei os dedos no tecido de seda xadrez. Chadwick era minha companhia preferida para ir às compras.

— Achei que estivessem com os garotos! — Sam levantou-se e abraçou Daniel antes de olhar para Chadwick. — Você mentiu!

— Claro que não. — Chadwick revirou os olhos. — Estávamos lá, e agora estamos aqui.

— Sim. Era testosterona demais. — Daniel riu.

— Cathy havia nos convidado primeiro, mas eu não ia estar aqui de jeito nenhum enquanto Sam se depilava. — Chadwick encolheu os ombros. — Ela machucou alguém?

— Ela se comportou muito bem. — Pisquei para ele.

— Meu Deus. Então você estava falando sério sobre o pole dance? — Daniel andou em volta das barras com uma mão no queixo. — Isso pode ser interessante.

— Muito sério. Vão se trocar! — A campainha tocou de novo. — Eu atendo.

A lista de convidados não era muito longa, mas me certificara de que as pessoas mais importantes estivessem ali. A mãe postiça de Sam, Patricia, chegou com Lady Adriane e Heather, a Duquesa de Marion. Podia parecer estranho convidar Adriane, uma das ex-namoradas de meu irmão, mas Samantha e ela se

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