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Mr. Fisk: A trajetória do presidente de uma das maiores redes de escolas de idiomas do mundo
Mr. Fisk: A trajetória do presidente de uma das maiores redes de escolas de idiomas do mundo
Mr. Fisk: A trajetória do presidente de uma das maiores redes de escolas de idiomas do mundo
E-book503 páginas5 horas

Mr. Fisk: A trajetória do presidente de uma das maiores redes de escolas de idiomas do mundo

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Sobre este e-book

O livro Mr. Fisk, lançado pela editora Novo Século, revela a trajetória e o perfil empreendedor de Richard Hugh Fisk, presidente da rede de idiomas Fisk, uma das maiores redes independentes de ensino (inglês, espanhol, informática e português para brasileiros) do país.
A mostra desse perfil empreendedor de Richard Hugh Fisk se revela através da parceria que eles acabam de fechar com o Corinthians. O patrocínio inclui direito de uso de imagem de atletas, utilização pelo clube de produtos e serviços da rede de ensino, e há um projeto para criação de uma unidade Fisk no Centro de Treinamento do Corinthians em São Paulo, além do tradicional uso da marca Fisk, com destaque, nas camisetas dos jogadores (frente e costas).
A parceria é mais uma mostra do ineditismo da empresa, que há anos investe em marketing esportivo, da determinação e da esperança do presidente da Fundação, Richard Hugh Fisk e que tem como frase: "Se eu acertar 50% das minhas ações,serei um sucesso".
Mr. Fisk é o resultado de 100 horas de entrevistas que o jornalista Elias Awad fez com o empresário.
A obra é uma lição de vida ao relatar detalhadamente esses obstáculos e como Mr. Fisk transformou determinadas situações em grandes oportunidades. O leitor terá conhecimento das dificuldades desde sua infância, da experiência vivida em campos de batalha na Segunda Guerra Mundial, até a chegada ao Brasil em 1949, quando desenvolveu o seu maior acerto, o "Método Fisk de Ensino".
Hoje, este método é usado em todos os Estados brasileiros e ainda em alguns países como Estados Unidos, Japão, Argentina, Angola, entre outros.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento8 de abr. de 2020
ISBN9786586033236
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    Mr. Fisk - Elias Awad

    Capítulo l

    Nos Estados Unidos, a vida no campo

    Tunbridge. Foi em uma pequena fazenda nessa vila da zona rural do Estado de Vermont, ao nordeste dos Estados Unidos, que nasceu Richard Hugh Fisk, em 3 de setembro de 1922, quinto filho do casal Sarah e Herbert; ele tinha 29 anos de idade, e Sarah completou 32 anos no mesmo dia em que Richard nasceu. Os outros filhos eram, pela ordem de nascimento, Herbert (Herb), Leonard (Larry), Robert (Bob), e Lois, que nascera 15 meses antes de Richard, cujo apelido era Dick. Praticamente, a cada ano e meio nascia um filho na casa dos Fisk.

    Richard nasceu na fazenda do avô, Rozell Fisk, homem muito religioso, que não permitia que os familiares dançassem aos domingos, hábito comum naquele tempo.

    Ilustração

    Mr. Fisk entre os irmãos Herb (à esquerda) e Larry

    Além de a família morar na fazenda, o pai de Richard também trabalhava com o avô, fazendo de tudo um pouco. Era uma família que vivia em condições financeiras apertadas. Suficientes, mas apertadas. Havia duas casas na fazenda. Na que moravam os avós de Richard e sua família havia muito espaço; eram sete dormitórios. Era uma casa de dois andares, construída em madeira. Na outra, menor, ficava um tio com a família.

    Na verdade, os Fisk (palavra que, nos países nórdicos, como Noruega, Suécia e Dinamarca, quer dizer peixe) migraram do Estado de Nova York, onde a vida era muito mais farta e confortável, e a fazenda mais produtiva. Lá, a família Fisk era conceituada pelo prestígio e sucesso alcançado na cidade.

    A mudança para Vermont fora provocada por uma fatalidade. Em 1917, o tio Fay, um dos seis irmãos de Herbert (eram quatro homens e duas mulheres), contraiu poliomielite. Tudo que era possível foi feito pelos médicos locais, mas, infelizmente, ele não resistiu e faleceu.

    Aquela fatalidade desestruturou os avós de Richard, Rozell e Emma Slavar Fisk. Em função da perda, Emma implorou ao marido que se mudassem para as montanhas. Ela queria novos ares para tentar amenizar a perda. Aquele pedido foi motivo de muitas conversas na família. O avô não queria a mudança, mas rendeu-se aos apelos da esposa. Ela mesma já havia sido responsável por outras mudanças no passado, tanto, que parte dos irmãos de Richard havia nascido no Estado de Nova York e parte em Tunbridge. Mesmo assim, o avô impôs uma condição à esposa:

    Ilustração

    Roswell, avô de Mr. Fisk

    - Emma, faremos o que você quer. Vamos morar em Tunbridge. Mas tenha certeza de que esta será nossa última mudança.

    Apesar de acatar o pedido da mulher, Rozell sabia que em Vermont o nível de vida da família cairia. Era um Estado pequeno, cheio de vilas e pouco habitado. A vila onde foram morar, Tunbridge, era também muito atrasada; parecia estar uns 30 ou 40 anos em desvantagem em relação ao Estado de Nova York. Era como se Vermont vivesse ainda as últimas décadas do século 19. O próprio povo não tinha grandes ambições. Muitos nasciam, cresciam, passavam toda a vida e morriam em Vermont.

    Da casa, ou de qualquer lugar da fazenda dos Fisk, não dava para avistar o vizinho. Os olhares apenas alcançavam a plantação. Não havia altas montanhas, e a região em que os Fisk estavam era basicamente formada por colinas. A cidade mais próxima e onde as compras de casa eram feitas chamava-se Barry, com quase 40.000 habitantes. Mas a principal característica de Vermont era a limpeza do Estado, ao contrário dos centros maiores.

    Trabalhar na própria fazenda, na agricultura e pecuária, garantia a subsistência e também representava um comércio para as famílias, que vendiam gado, porcos, galinhas, legumes, frutas etc. Ali também se plantavam milho e feno (muito importante no período dos longos invernos) para alimentar os animais. Basicamente, o dinheiro vinha dessas vendas e, ainda, da distribuição de leite e ovos na região.

    Mas só isso era insuficiente para assegurar a renda necessária a fim de manter a família. O que ajudava, pelo menos, a garantir a mesa farta era o fato de o pai de Richard fazer serviços temporários para a vizinhança, trabalhando na construção de casas e estradas, na fabricação de laticínio etc.

    Cortar lenha era outro grande negócio em Vermont. Tudo que se fazia em casa necessitava de lenha. Geralmente, a lenha era cortada em um ano, armazenada para secar e só vendida no ano seguinte. Alguns, mais precavidos, se antecipavam nesse processo e mantinham grandes estoques.

    Outro produto que, além de garantir a diversão da garotada, servia como fonte de renda interessante era o melado, chamado de maple syrup, uma seiva tirada das árvores nos meses de fevereiro e março. A temperatura adequada para deixar a seiva no ponto ideal acontecia com a inversão térmica: nos pe