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Penny: A Cadelinha da Ferrovia: Família de Cães Resgatados
Penny: A Cadelinha da Ferrovia: Família de Cães Resgatados
Penny: A Cadelinha da Ferrovia: Família de Cães Resgatados
E-book112 páginas1 hora

Penny: A Cadelinha da Ferrovia: Família de Cães Resgatados

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Sobre este e-book

A história da Penny é a quarta na série premiada de Brian L Porter sobre cães resgatados e a protagonista é uma pequena terrier, abandonada de uma maneira particularmente cruel, e a sua subsequente adopção e vida com o autor e a sua família.

Desde ser atacada e precisar de cirurgia de emergência, a dias passados na costa, perseguindo gaivotas, e a casas senhoriais, a vida da Penny na matilha de cães resgatados do Brian nunca foi menos que interessante e cheias de acontecimentos.

Leia a sua encantadora história, uma adição bem-vinda à série da Família de Cães Resgatados.

IdiomaPortuguês
Data de lançamento3 de jun. de 2020
ISBN9781071549094
Penny: A Cadelinha da Ferrovia: Família de Cães Resgatados
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    Pré-visualização do livro

    Penny - Brian L. Porter

    Introdução

    Bem-vindo ao quarto volume da série sobre as vidas dos cães resgatados que partilham as nossas vidas e a nossa casa. Quem leu os livros anteriores da série estará familiarizado com os nomes da maioria dos cães que fazem parte da nossa pequena matilha de resgatados, mas no caso da Penny, senti que esta pequena introdução seria útil. Porquê? Bem, a Penny está connosco há mais tempo do que os nossos outros cães com a excepção do Dylan, cuja história virá a seu tempo. Sendo este o caso, os leitores habituais poderão achar estranho ler os nomes de alguns dos cães que aparecem neste livro, dado que os membros da nossa matilha têm vindo a mudar ao longo dos anos, com alguns dos cães tendo já atravessado a Ponte de Arco-Irís durante esse período. Como esta é a história da Penny, evitei deliberadamente incluir os detalhes perturbadores sobre esses magníficos amigos peludos que já não estão connosco.

    Por isso façam o favor de continuar e de desfrutar da história da Penny, A Cadelinha da Ferrovia. Porquê a cadelinha da ferrovia, oiço um ou dois de vocês perguntar? Para perceber o título, é preciso ler o livro!

    ––––––––

    Brian e a Penny hoje.

    Capítulo 1

    Antes da Penny

    Era uma tarde normal de Outono, e cheguei ao veterinário com o nosso cairn terrier, Charlie, que infelizmente já não está connosco, para o seu reforço de vacinas anual. O sol brilhava, e a sala de espera do veterinário estava praticamente deserta quando eu e o Charlie entrámos e anunciámos a nossa chegada à recepcionista. Deixem-me explicar que, porque a Juliet e eu éramos donos de uma data de cães resgatados – acho que tínhamos oito ou nove na altura em que isto aconteceu – conhecíamos todos os funcionários na clínica e tratávamo-nos todos pelo primeiro nome. Neste dia em particular, fomos atendidos pela Lisa, que sorriu calorosamente e perguntou se me podia dar uma palavra antes de eu me ir embora nessa tarde. Intrigado, concordei em vê-la à saída, perguntando-me o que quereria ela dizer-me.

    O Charlie foi atendido rapidamente e saímos da sala de tratamentos e fomos até à recepção para pagar pela sua injecção e, claro, descobrir o que a Lisa me tinha a dizer. Não havia qualquer outro paciente à espera enquanto pagava a conta do Charlie. A Lisa passou-me o meu recibo pela taxa e sorriu-me de novo. De que estaria ela a sorrir? Perguntei-me.

    Então, Lisa, o que tens para me dizer? Perguntei.

    Ainda a sorrir, a Lisa respondeu, Suponho que não conheças ninguém que talvez esteja pronto a dar abrigo a uma pequena terrier?

    Rapidamente percebi porque é que a Lisa tinha aquele sorriso estampado no rosto desde que eu tinha passado pelas portas da clínica. Tal como toda a gente na clínica, ela sabia bem que a Juliet e eu tínhamos uma data de cães resgatados em casa e pensou, obviamente, que seríamos passíveis de adoptar mais um.

    Não sei Lisa, Respondi. Na realidade não posso dizer grande coisa sem saber nada sobre a cadela, e claro que a Juliet teria também um parecer no que toca a novas adopções. O que me podes dizer sobre a cadela?

    A Lisa surpreendeu-me então ao explicar que a cadela estava actualmente ao seu cuidado, mas que procurava um lar permanente para a terrier.

    Tenho-a em casa, continuou, mas tenho três cães meus em casa e não consigo mesmo encaixar mais um. De momento ela está a viver cá fora num canil, com os meus cães reprodutores.

    Lisa explicou que tinha uma área própria construída na parte de trás do seu quintal, onde fazia criação de dogue-de-Bordéus. O terrier estava num dos espaços no canil de momento mas estaria muito melhor a viver numa casa com uma família simpática.

    Estava a pensar perguntar-te já há algum tempo mas esta foi a primeira oportunidade que tive, disse ela. A minha casa em si não é muito grande por isso não a posso ter lá dentro, ou ficaria a abarrotar.

    Que tipo de cão é ela? foi a minha pergunta seguinte.

    É cruzada com Jack Russell.

    E como é que ela acabou contigo, e qual é o seu nome? Vou ter de conversar sobre isto com a Juliet, não posso prometer nada.

    Eu percebo, mas tenho a certeza de que se viesses e a visses, ficarias feliz com ela. Não tem nome ainda, mas chamo-a de Panqueca porque me foi trazida no Dia da Panqueca.

    Para os leitores fora do Reino Unido devo explicar que o ‘Dia da Panqueca[1]’ é na verdade a Terça-feira Gorda, antes de importância religiosa, ainda que raramente celebrado no Reino Unido hoje em dia. É a terça-feira anterior à Quarta-feira de Cinzas, quando tradicionalmente são servidas panquecas.

    Okay, como é que acabaste por ficar com ela?

    É uma longa história, disse Lisa, que passou a explicar onde vivia, para que eu tivesse uma ideia melhor do que estava prestes a dizer. Até recentemente havia um acampamento de ciganos no terreno baldio perto da estação ferroviária. Um dia à hora do chá alguém me bateu à porta e duas rapariguinhas, talvez com oito a dez anos, apareceram, com a mais velha a segurar um cachorrinho nos braços. Dava para perceber que eram irmãs só de olhar para elas. Disseram-me que andavam a brincar e viram que os ciganos tinham partido, por isso foram dar uma espreitadela ao terreno ao pé da estação onde eles haviam acampado, para o caso de terem deixado alguma coisa para trás. Pelo aspecto desalinhado das suas roupas, as suas meias cobertas de lama e porcaria, e os seus rostos sujos, percebi que tinham-se divertido a explorar o antigo local dos ciganos.

    E encontraram o cachorrinho?

    Ao início não. Elas disseram-me que tinham andado por todo o terreno onde os ciganos tinham estacionado as suas carrinhas e caravanas etc. mas não tinham encontrado nada de interessante, pelo menos nada que atraísse duas miúdas da escola primária. Então, tinham caminhado na direcção da estação ferroviária e, no outro lado da cerca, viram algo a mexer-se a alguns metros ao longo dos carris. Rapidamente se aperceberam que estavam a ver um cãozinho. Chamaram-no mas, ainda que se estivesse a mexer, não fez qualquer tentativa de ir até elas. Elas seguiram a cerca e quando se aproximaram aperceberam-se de que era uma cadelinha e tinha uma corda à roda do pescoço que tinha ficado presa nos carris. As irmãs perceberam que a pobre criatura estava presa e não se conseguia libertar. Foram também inteligentes o suficiente para perceber que, se viesse um comboio, a pobre cachorrinha seria provavelmente atropelada e morta pela máquina. Mesmo sabendo que era perigoso, e ilegal passar para os carris, as duas raparigas treparam a cerca e correram para a cadelinha, que estava excitada em vê-las. Elas disseram-me que demoraram uns minutos a libertar a cachorrinha dos carris, e a mais velha pegou nela e abraçou-a e tranquilizou-a. Não conseguiram perceber se a cadelinha tinha fugido do acampamento cigano e ficado presa por acidente, ou se os ciganos a tinham abandonado, deixando-a atada aos carris da ferrovia.

    Isso é horrível, interrompi. Mas como souberam elas que a podiam levar para a tua casa?

    Muitos dos miúdos locais conhecem-me, e vêm ver os meus cavalos com frequência. Eles sabem que trabalho para um veterinário e que faço criação de cães. Chamam-me ‘a senhora veterinária.’ Por isso as meninas lutaram entre si para a trazerem até minha casa e me baterem à porta.

    Esta era a primeira vez

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