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Magia, Filosofia Do Fogo E Doutrina Ritualística

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Magia, Filosofia Do Fogo E Doutrina Ritualística

Duração:
370 páginas
5 horas
Lançados:
9 de mai. de 2022
Formato:
Livro

Descrição

Esse trabalho tem como finalidade não somente introduzir o leitor no alto conhecimento místico/mágico, através da filosofia hermética, alquimia mística e ciência oriental, mas também dar subsídios para a compreensão do mundo a sua volta e das relações entre o mundo material e o mundo imaterial permitindo, assim, a sua manipulação ativa, principalme
Lançados:
9 de mai. de 2022
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Magia, Filosofia Do Fogo E Doutrina Ritualística - Nino Denani

Magia, Filosofia do Fogo e

Doutrina Ritualística

da Escola do Grande Oriente Místico

1

2

Este presente trabalho é dedicado aos médiuns da

Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente,

cuja caminhada fez por merecer o contato de espíritos tão puros, grandes

Mestres da Escola do Grande Oriente Místico,

que possibilitou a existência deste material.

3

4

Este material é parte do curso homônimo, ministrado pelo

Centro de Assistência Espiritual Casa da Vó Maria Rosa e Povo do

Oriente. Devido ao grande perigo na distribuição indiscriminada

deste escrito, as informações aqui contidas são generalistas e rasas,

a fim de prevenir a queda de algum leitor com ideias confusas.

Mais informações em www.casadavomariarosa.com.br

5

6

Prólogo

Em uma época onde informações mil circulam pelas vias de

comunicação, fica realmente difícil adentrarmos em um ponto

específico e desvendá-lo de forma coerente. Quando falamos,

então, de um mundo inteiro, muito mais amplo e complexo que o

nosso, onde informações são passadas salpicadas de opiniões

próprias e parciais, muitas vezes não encontrando fundamento

algum em lugar nenhum, fica ainda mais complicado. O propósito

deste projeto é, definitivamente, iniciar com uma nova busca,

realizar uma quebra de paradigmas sociais, psicológicos e místicos

a fim de auxiliar na ampliação da consciência individual de cada

pessoa envolvida para que, assim, a humanidade consiga prosperar

como um conjunto. Antes, porém, de prosseguir com ditames mais

sérios e profundos, apresenta-se a necessidade de estabelecer bases

7

sólidas de conhecimento a fim de igualar o diálogo, prevenindo,

assim, distorções ou incompreensões futuras1.

Como dito no parágrafo acima, as diversas vozes da humanidade

tendem a clamar de forma incoerente pela mesma fé. A falta de uma

série de artifícios faz com que a linguagem do ser humano seja, de

fato, incompleta ao tentar dar significado a uma determinada

situação objetiva. Por exemplo, quando falamos cadeira estamos

nos referindo a algo em especial, mas não somente isso; usamos a

palavra para evocar uma série de características que são inerentes ao

pensamento contido em nós. Quando usamos o vocábulo, em nossa

mente já se forma a figura correspondente que, dificilmente, será a

mesma para duas pessoas. Uma pessoa pode ter visto em sua mente

um objeto de quatro pernas, espaldar até o meio das costas, feito em

madeira de pinheiro e outra pessoa pode ter imaginado um objeto

de perna única que se divide em cinco segmentos com rodas em

suas extremidades, espaldar baixo, feita em tecido vermelho e

plástico preto. Essa discrepância acontece mesmo quando estamos

falando de um objeto sólido, palpável e de fácil identificação para

qualquer envolvido no diálogo. Tente, então, expandir esse mesmo

conceito para algo intangível, invisível e de compreensão ambígua

por si só como, por exemplo, o que é um espírito.

Tal estudo, então, se faz de extrema necessidade para os que

estão planejados no porvir. Não seria possível tentar explanar de

1 Kardec já identificara a problemática da diferença entre interpretações dos

termos comumente utilizados quando nos referimos aos estudos gerais. Boa parte

da introdução do Livro dos Espíritos é usada para conceituar os termos que

utilizará dali para diante. "(...) A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada um dá a esse termo. Uma língua perfeita, em que cada ideia fosse expressa por um termo próprio, evitaria muitas discussões. " N.A.

8

que tipo de matéria um espírito é constituído se quando nos

referimos a um espírito, quem nos ouve visualiza coisas diferentes.

Não é possível explanar sobre a forma de interação entre uma luz

de determinada cor se não compreendermos o que é a luz em sua

mais íntima constituição.

Claro que, para tal feito, não podemos nunca nos privar do uso

do conhecimento secular para chegarmos a conclusões. Não

devemos, de forma alguma, nos privar do conhecimento obtido de

forma empírica2 para tirarmos conclusões que vêm somente de

nossa mente. A própria magia, tão em voga nos dias atuais, se

entristeceria ao ver o quanto estamos desperdiçando nosso tempo

em busca de algo muito fora do nosso alcance quando, na verdade,

tudo está em nossas faces. Isso acontece, novamente, por uma

dissociação no entendimento de uma palavra tão simples: Magia.

Novamente, para encerrar com esse prólogo: não é possível

imaginar que iremos conseguir correr sem antes aprendermos a

andar. Só com a firme compreensão do que esse ato nos faculta é

que se torna possível expandi-lo além do que ele aparentemente nos

proporciona. Quando notamos, finalmente, que colocar um pé a

frente do outro nos faz irmos em frente e quando compreendemos

que isso pode se ligar à velocidade com que nos movemos, fica mais

simples compreender que se fizermos isso com velocidades

diferentes, será possível controlar o tempo que levamos para

percorrer um caminho.

2 Empirismo é uma teoria filosófica que diz que o conhecimento vem

apenas, ou principalmente, pelo uso de experiências que sensibilizem alguns de

nossos órgãos sensíveis. Observação, por exemplo. N.A.

9

A você que começa lendo esse pequeno volume: não espere

encontrar aqui soluções milagrosas para sua vida ou informações

veladas que o tornarão o Mago Merlin em dois ou três meses. O

caminho da iluminação tem que ser trilhado aos poucos, com

parcimônia e determinação. Não é plausível a possibilidade de se

tornar um neurocirurgião sem antes aprender a ler. Não é possível,

também, dar o segundo passo sem antes aprender a equilibrar-se em

seu próprio eixo.

Essa primeira etapa da Escola Iniciática do Grande Oriente

Místico visa, primordialmente, acabar com esses problemas citados

acima. A compreensão do que é feito e do que é dito deve ser o

primeiro passo para qualquer lição. A sincronização de conceitos e

significados dos vocábulos, a íntima ligação com o que e o "por

que" nos levará, ao fim da jornada, à possibilidade de encarar o

como.

Leve o estudo a sério, pratique as atividades relacionadas e não

tenha medo de sair da caverna.3

3 Vide o Mito da Caverna de Platão, no anexo I deste estudo.

10

Índice

DISSECANDO A UMBANDA

21

UMBANDA

22

VERSÃO DA ANUNCIAÇÃO

23

Versão da mescla

26

Versão Mística

27

TERREIRO

29

Campo santo

30

Congá (congar, juremá ou gongá)

31

Atabaques

32

Assistência (ou plateia)

34

Tronqueira (ou tronqueira)

34

Roncó

35

Pejí

35

Pontos de força

35

Cambiá

36

Cruzeiro das almas

36

Abandono

37

Vestiários

37

Comércio

37

Bastidores (ou almoxarifado)

38

SACRALIDADE

38

DISPOSIÇÃO GEOGRÁFICA

39

11

OBJETOS RITUAIS

41

GUIAS OU COLARES DE CONTAS

42

ESPADAS, FACAS, ADAGAS

44

VESTIMENTAS

45

Influência mental

45

Proteção psíquica

46

CAPAS E VESTIDOS

46

BENGALAS

47

FUMO, ÁLCOOL E ERVAS

49

ERVAS

49

Efeito real

50

Efeito induzido

51

Efeito Magístico

51

FUMO

52

Cachimbo

53

Charuto

53

Cigarros

54

Cigarro de palha

54

ÁLCOOL

55

Desinibição

55

Limpeza

56

Efeito Fé

56

PONTOS RISCADOS

59

ASSINATURA

60

COMANDOS OU ORDENS

61

12

PEQUENA CONCLUSÃO

61

MATÉRIA HUMANA

63

ASSISTENTES (OU CONSULENTES)

63

Visitantes

64

Irmãos

65

Preferenciais

65

Patrocinadores (ou padrinhos)

65

MÉDIUNS

66

Grau (cargo, posto, posição)

66

Função

66

Iniciado (desenvolvente, iaô ou cambone)

67

Cambone

67

Médium passista (ou de trabalho)

68

Atabaqueiros, sambas e tocadores

69

Tronqueiras

70

Pais e Mães Pequenos

71

Ogãs

71

Dirigente (Pais e Mães de Santo, YalOrixás, BabalOrixás)

72

Médiuns específicos

72

Velhos Novos Médiuns

73

CARIDADE

74

MATÉRIA ESPIRITUAL

77

ESPÍRITO

78

ESTÚPIDO GUIA

80

ALMA

84

Etimológica

84

13

Cristianismo

85

Teosofia

85

Espiritismo

85

GUIAS ESPIRITUAIS

85

Guias

86

Desenvolventes

86

Trabalhadores (ou falangeiros)

87

Linhas de Umbanda

88

Linhas de esquerda

89

Linhas Suplementares

90

Linhas de direita

95

OUTRAS SITUAÇÕES

97

Elementais

98

Elementares

99

ORIXÁS

100

Panteão Maior

102

Panteão Ancestral

104

Panteão Novo

105

A MEDIUNIDADE E O MEDIANEIRO

109

ASPECTOS DA MEDIUNIDADE

109

HISTÓRIA

111

Índia

111

Egito

113

China

113

Israel

113

Grécia

114

Cristianismo

114

Idade Média

115

14

Iluminismo

116

O Espiritismo

116

Mediunidade segundo a forma

117

Mediunidade Consciente

117

Delirium

117

Onírico

118

Dissociação da consciência

118

Transe

118

Inconsciência

118

Semiconsciência

120

Mediunidade segundo os efeitos

121

Efeitos Materiais (físicos)

121

Materialização

121

Transfiguração

122

Levitação

122

Transporte

122

Voz direta

123

Escrita direta

123

Tiptologia

123

Sematologia

123

Efeitos subjetivos (ou intelectuais)

124

Intuição

124

Vidência

124

Audiência

124

Psicometria

125

Desdobramento

125

Psicografia

125

Psicofonia

126

Curadores

126

Incorporação

126

Mediunidade de Prova

127

15

Mediunidade de Trabalho

127

Mediunidade de Missão

127

O MÉDIUM

127

Gestual

130

Animismo

131

Influências internas

131

Influências externas

131

Dialetos

132

Glossolalia

132

Xenoglossia

132

Alteração estilística

132

Objetos Ritualísticos (Ferramentas de Guias)

133

Proteções

133

Projeções

133

O TRABALHO

135

FUNCIONAMENTO

135

Firmeza dos pontos de força (tronqueiras ou portais)

137

O que são Portais

138

Assentamentos

140

Defumação

140

Ervas

143

Resinas

143

Óleos

143

Positivação

144

Negativação

144

Descarrego (ou Limpeza)

145

Direita

145

Esquerda

145

16

Bate-Cabeça

146

Rito de Abertura

146

Orações cantadas

147

Orações faladas

148

Abertura da cortina

148

Palestra

149

Rito de Chamada

149

Trabalho

149

Ritos de Encerramento (Fechamento)

150

EBÓS (ENTREGAS, COMIDAS DE SANTO)

151

Utilidade

152

Evolução individual

154

Relatividade da Evolução

156

Ressalvas

160

Pensamento negativo

160

Roubo energético

162

ESPIRITISMO, ESPIRITUALISMO E UMBANDA

164

A ENERGIA

167

O AMOR

167

INTRODUÇÃO

171

PRINCÍPIOS CIENTÍFICOS

171

PRINCÍPIOS OCULTOS

174

PRÂNA E DEUS

177

DEUS PESSOAL

178

PRÂNA E O HOMEM

180

PRÂNA E OS ORIXÁS

181

17

PRÂNA NOS SERES

184

PONTOS DE CONTATO

185

Os sete chacras principais

187

Meridianos

187

FORMAS DE INTERAÇÃO

188

Luz

191

Minerais

191

Vegetais

192

Transferência direta

192

Transferência indireta

193

Alimentação

193

Música

193

ALGUMAS FORMAS DE TRABALHAR

195

REIKI

195

JOHREI

197

CHI KUNG

200

LIVROS RECOMENDADOS

201

MAGIA

203

INTRODUÇÃO

203

EGRÉGORA

205

TIPOS DE MAGIA

207

MAGIA NATURAL

208

MAGIA ELEMENTAL

208

O Ar (Fadas, Sífides, Silfos, Paraldas)

209

A Água (Sereias, Ondinas, Tritões, Nicksas)

209

A Terra (Gnomos, Elfos, Trolls, Gobs)

209

18

O Fogo (Salamandras, Flamines, Dragões, Djins)

209

MAGIA ELEMENTAR

210

MAGIA BRANCA E MAGIA NEGRA

212

MAGIA BRANCA

213

MAGIA NEGRA

214

SÍMBOLOS

217

A TAMPA DO IOGURTE

217

CONCLUSÃO

221

LIVROS RECOMENDADOS

223

ANEXOS

225

ANEXO I

227

O MITO DA CAVERNA

227

ANEXO II

233

AS SETE LEIS HERMÉTICAS

233

LEI DO MENTALISMO:

233

LEI DA CORRESPONDÊNCIA

234

LEI DA VIBRAÇÃO

234

LEI DA POLARIDADE

235

19

LEI DO RITMO

235

LEI DO GÊNERO

236

LEI DE CAUSA E EFEITO

236

Da Energia Latente no Ser Humano

237

ANEXO III

239

ATLÂNTIDA

239

TEORIAS E HIPÓTESES SOBRE SUA EXISTÊNCIA

241

TEORIA PLATÔNICA

242

TEORIA DO ANTIGO CONTINENTE

243

TEORIA DE TÂNTALIS

244

TEORIA DA ANTÁRTIDA

244

HIPÓTESES SOBRE A LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

245

ANEXO IV

249

A ENCICLOPÉDIA DOS

249

MORTOS VIVOS

249

BIBLIOGRAFIA

253

20

Dissecando a Umbanda

Imaginamos que muitas das pessoas que vêm em busca desta

oportunidade estão inseridas no seio da espiritualidade e que, uma

parcela muito grande destas, está no contato através dos dogmas

que comumente se conhece por Umbanda. Aos poucos iremos

dissecando outras partes de filosofias ligadas à interação entre

encarnado e desencarnado, mas como tudo precisa ter um ponto de

partida, iniciaremos por aqui.

21

Como dito anteriormente este estudo visa, primordialmente, a

uniformização da linguagem a fim de que se possa compreender o

conteúdo de forma ampla e satisfatória. Tal estudo já foi iniciado

em termos gerais por outras formas, mas aqui, dada a situação do

contato pessoal, será possível o aprofundamento de informações.

Passemos, então, ao começo:

Umbanda

Umbanda é um termo sem tradução específica para o português,

que ganhou significado próprio. Segundo alguns, o termo seria uma

derivação do vocábulo mbanda, do Kibundo, que teria o

significado similar a bruxaria4. Outros ainda defendem que vem

do vocábulo u´mbana, significando curandeiro na língua banta

falada na Angola, o Quimbundo5, mas não conseguimos encontrar

nada que valide essa teoria. Outros, ainda, ditam que tal palavra vem

do sânscrito, uma junção do vocábulo Aum e Banda, mas também

não encontramos nada correspondente nos dicionários da língua

dita6. Há, também, os que digam que o vocábulo original, na

verdade, vem de Aumbandhan, ou Aumbandã, que derivaria de uma

língua morta do povo Atlante. Nem preciso, acredito, me prender a

essa última afirmação já que a existência da civilização atlante ainda

não é comprovada, nem nas menores questões possíveis, quanto

4 Segundo o site kimbundu.wordpress.com, em 08/02/2014

5 Segundo o site www.significados.com.br, em 08/02/2014

6 Dicionários consultados: Glosbe ,Português-Sanscrito-Português. Vrajabhumi, Ashram Mini Dicionário de Sânscrito -. Dicionário de Sanscrito Online do Instituto Paulista de Sânscrito ( http://www.sanscrito.com.br), em 08/02/2014

22

mais encontrar algo que valide sua língua. Mais à frente,

dissertaremos sobre a Atlântida.

Acredito que isso mostre a inutilidade da busca pela verdade, ao

menos por enquanto, no que diz respeito ao vocábulo. No final das

contas, não consigo enxergar muito claramente a importância real

de tal atitude.

Com relação à religião em si, também existem várias teorias

vigentes que pedem uma revisão:

Versão da Anunciação

Essa versão é a mais aceita e, somente por isso, está colocada em

primeiro.

Zélio Fernandino de Moraes era um rapaz de classe média, filho

de um espírita kardecista. Em 1908, então com 17 anos, Zélio

começa a sofrer vários ataques que a família não conseguia

identificar o que seria. Nesses ataques, Zélio ficava com posturas de

velho e falava coisas que, aparentemente, eram desconexas.

Segundo os relatos correntes, em outras vezes, ele também ficava

como que um "felino lépido e desembaraçado que parecia conhecer

várias coisas da natureza".

Após examiná-lo durante algum tempo, o médico da família

sugeriu que seria melhor encaminhá-lo a um padre, pois o médico

dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele

havia conhecido. Devemos lembrar que em 1908 a medicina e a

psicologia não conheciam, ainda, os avanços que temos atualmente

e era muito mais fácil encontrar uma pessoa crente na igreja do que

hoje em dia.

23

Foi então que alguém da família sugeriu a intervenção dos

trabalhadores da Federação Espírita de Niterói, que na época era

presidida por José de Souza. Em 15 de Novembro, então, Zélio foi

convidado a participar da sessão tomando parte da mesa. Nesta hora

aconteceu o icônico pedido: Zélio, tomado pela influência de um

espírito, contrariando as normas que impediam o afastamento dos

componentes da mesa, levanta-se e diz "Aqui está faltando uma

flor". Sai, então, da sala encaminhando-se até o jardim, de onde

volta com uma flor que é colocada no centro da mesa. Essa atitude

causou um enorme desconforto entre os presentes e, após o

restabelecimento de todos, espíritos que se diziam pretos velhos

escravos e índios se manifestaram.

O diretor, obviamente, achou toda aquela experiência um

absurdo, citando seu atraso espiritual e acabou por convidar os

espíritos a se retirarem. Após isso, uma outra força tomou conta de

Zélio e disse: "Porque repelem a presença desses espíritos, se nem

sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Será por causa de suas

origens sociais e da cor?"

Segundo os relatos, houve uma discussão acalorada entre todos

ali. Um médium vidente perguntou o motivo do espírito falar de tal

forma, pretendendo que a direção aceitasse a manifestação de

espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados,

seriam claramente atrasados. "Por que fala deste modo, se estou

vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste

branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome, irmão?"

- Se querem um nome, que seja este: Sou o Caboclo das Sete

Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O

que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre

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