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notas:
4.5/5 (2 notas)
Duração:
552 páginas
6 horas
Lançados:
Sep 18, 2021
Formato:
Livro

Descrição

Surpreenda-se com as aventuras e desventuras de um casal de nudistas, tomados por desejos e intenções nem sempre virtuosos. Por caminhos tortuosos, Alberto e Cris tonaram-se, inicialmente, nudistas caseiros e, posteriormente, frequentadores da Praia de Tambaba e adeptos na filosofia naturista. Até alcançarem esta condição, eles enfrentaram compl
Lançados:
Sep 18, 2021
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Nus - Alberto Cunha Dantas

Alberto Cunha Dantas

NUS

Primeira Edição

Recife-PE

2019

© 2019 Produção Independente

Todos os direitos reservados.

É proibida a reprodução total ou parcial dessa obra, por qualquer meio eletrônico, inclusive por processo xerográfico, sem autorização expressa do Autor

Alberto Cunha Dantas

albertocdantas@yahoo.com.br

Críticas e comentários: albertocdantas@yahoo.com.br

NUS

APRESENTAÇÃO

Eu e minha esposa praticamos o nudismo caseiro e o naturismo em praias destinadas a esta finalidade.

O naturismo é um estilo de vida ao ar livre pautado na harmonia com a natureza, a partir de um conjunto de princípios éticos e comportamentais no qual se insere a prática respeitosa do nudismo em grupo e a aceitação do corpo.

Para os naturistas, nenhuma parte do corpo é indigna ou vergonhosa e o corpo humano como um todo deve ser visto com naturalidade. Segundo este conceito, a nudez não deveria chocar as pessoas.

Ao longo do tempo nos amoldamos à filosofia naturista e, hoje, atrevo-me a dizer que somos verdadeiros naturistas. Todavia, serei honesto em confessar que foram outras as motivações que nos fizeram praticar o nudismo.

Embora a prática do nudismo esteja inserida no naturismo, o seu conceito é mais amplo e menos excludente. Assim, todas as pessoas que costumam ficar nuas em casa ou em locais públicos, independentemente dos motivos, podem ser classificadas como nudistas, mas nem sempre são naturistas.

Portanto, não é incomum que os nudistas cometam determinados pecados e possuam motivações até inconfessáveis que nem sempre se coadunam com aqueles ideais defendidos pelos naturistas autênticos e puros.

Imaginem, por exemplo, uma pessoa exibicionista que vai a uma praia de nudismo com o intuito de mostrar seu corpo, ou aquele marido que sente prazer em exibir sua esposa nua em público ou, ainda, os homens que frequentam estes lugares para admirar com lascívia a nudez alheia. Longe de querer emitir qualquer juízo de valor, seria correto dizer que quem assim age certamente não se comporta como verdadeiros naturistas, muito embora, em alguns casos, conviva no meio deles de forma dissimulada, escondendo seus verdadeiros intentos. Alguns são, inclusive, casais liberais a procura de parceiros para relacionamentos sexuais, travestidos de naturistas.

A questão é que, diferentemente de alguns folhetins baratos, as pessoas do mundo real não são totalmente boas ou totalmente más, totalmente puras ou totalmente impuras, luz ou sombra. Será que um autêntico naturista nunca admirou o traseiro de uma linda mulher com algum desejo libidinoso, mesmo que disfarçadamente? Ou será que uma respeitosa naturista nunca olhou com curiosidade ou até admiração para um homem bem-dotado, diferente do seu marido? Estes eventuais deslizes ou tentações, como queiram chamar, teriam o condão de desqualificá-los como naturistas?

Quem nunca errou, atire a primeira pedra!

Pois bem, é desta forma, desnudando-nos de corpo e alma, que conto neste livro as nossas aventuras e desventuras como nudistas, tomados por desejos e intenções nem sempre virtuosos.

Foi assim, por caminhos tortuosos, que eu e minha esposa nos tornamos nudistas e frequentadores da Praia de Tambaba. Somente depois de muitos erros e reviravoltas foi que adotamos a filosofia naturista de vida e, hoje, podemos nos considerar, em certa medida, naturistas. As coisas são como elas são e ocultar a verdade para tornar a história mais bonita, só a transformaria em uma história insossa e mentirosa.

Muitos dos episódios aqui relatados foram escritos em momentos diferentes da minha vida e, embora tenham sido inseridos em ordem relativamente cronológica, não os foram redigidos nesta mesma sequência. Os fatos e situações descritos no início deste livro aconteceram há muitos anos e reproduzem, inclusive, diálogos daquela época. Ainda que eu tenha uma memória auditiva privilegiada, é evidente que alguns dos diálogos aqui transcritos podem não ser totalmente fidedignos. Entretanto, posso assegurar que, no mínimo, eles guardam uma grande aproximação com a realidade dos fatos, ressalvada a limitação e os lapsos próprios da memória humana.

Longe de descrever-me como um super-homem ou um Don Juan, exponho sem retoques todos os meus complexos, inseguranças e fraquezas, sentimentos estes que explicam em grande parte os atos, as escolhas e a trajetória que percorri.

Não desejo influenciar nem incentivar ninguém a seguir o caminho que nós percorremos. Muito pelo contrário, gostaria de advertir para o enorme perigo de algumas destas aventuras e, principalmente, para as suas consequências nefastas, com potencial devastador sobre o relacionamento de um casal. Não me refiro ao naturismo. Este, recomendo.

Por motivos óbvios, os nomes dos personagens reais desta história foram substituídos.

Nota Explicativa 1: As figuras que ilustram este livro foram criadas a partir de fotos normais com a utilização de recursos do Photoshop que transformam imagens reais em simulação de pintura afresco. Algumas destas ilustrações foram feitas com fotos tiradas no momento em que a história de fato aconteceu ou em situações semelhantes, enquanto que outras são meras montagens, pois não existiam registros fotográficos do episódio relatado.

Nota Explicativa 2: Este livro reproduz em grande parte o livro Prazeres Insanos, também escrito por mim, porém seu enfoque é sobre o nudismo em nossas vidas. Foram, portanto, retirados todos os trechos com conteúdo erótico explícito (sem deixar de mencionar nossas experiências nesta área), e inseridos mais alguns relatos e memórias atinentes ao título Nus.

PRIMEIRA PARTE

O TRAUMA

Nu, nasci, de parto natural, e o médico obstetra deve ter mostrado meu pequeno bigulinho à minha mãe, que naquele momento ficou sabendo que tivera outro filho do sexo masculino.

Obviamente que não me lembro de nada disto. Até onde a lembrança me leva, sempre vivi vestido, pois na minha família a nudez era um verdadeiro tabu.

Meu nome é Alberto, nasci no ano de 1974 e sou natural de Jundiaí, no Estado de São Paulo.

Para fins de contextualização, começo esta história fazendo uma breve síntese de alguns acontecimentos importantes ocorridos na minha infância e adolescência.

O meu pai é nordestino, nascido na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco. Homem sério, de poucas palavras, ele não é dado a nenhum tipo de demonstração afetiva. Labutou a vida toda na iniciativa privada, inicialmente com comércio próprio e, por fim, estabeleceu-se como representante comercial no segmento da indústria pesada.

A minha mãe é uma mulher elegante, de personalidade forte e dotada de uma beleza clássica que mantém até hoje, em plena maturidade. Paulista, filha de portugueses, ela nos criou sob uma disciplina rígida e extremamente moralista.

Em 1982, a nossa família migrou para o Distrito Federal e fomos morar na Região Administrativa do Guará, que é considerada uma cidade-satélite de Brasília. Neste período de tempo, a minha mãe ingressou no serviço público enquanto que o meu pai se estabeleceu como comerciante naquela localidade.

Passado um certo tempo, alguns percalços o fizeram desistir do seu negócio para associar-se ao meu tio em um escritório de representação comercial sediado em Recife.

Esta mudança de planos gerou uma série de conflitos e discussões em nosso lar, porquanto a minha mãe não queria largar o seu emprego estável em Brasília para acompanhá-lo até a cidade do Recife. Ela considerava que seria uma empreitada muito arriscada e sem nenhuma garantia de sucesso e, desta forma, recusava-se terminantemente a partir para aquela aventura. Por conta disto, o relacionamento entre os dois foi se desgastando a cada dia até culminar com a separação definitiva do casal, que aconteceu em 1987.

Com o fim do casamento, a família dividiu-se ao meio: Minha mãe permaneceu comigo na Capital Federal, enquanto que o meu pai se debandou de vez para a sua terra natal, levando consigo o meu único irmão, que é mais velho e tinha dezessete anos de idade na época.

Mal eu havia superado o drama da separação dos meus pais, passei por outra experiência emocional, aparentemente sem maior importância, porém que me marcou profundamente, trazendo consequências duradoras.

Era início do ano letivo de 1988 e eu estava com treze para quatorze anos de idade.  Ao trocar de roupa no vestiário da escola - após o treino de basquete - dois colegas empurraram repentinamente a porta do trocador e me surpreenderam pelado, literalmente com as calças na mão.

Com a maldade que é peculiar aos adolescentes nesta faixa etária, eles imediatamente começaram a zombar de mim, apontando para o meu pequeno bigulinho e repetindo aquele gesto clássico feito com os dedos polegar e indicador, que sugere um tamanho pequeno (o mesmo que foi imortalizado pelo humorista Chico Anysio, na Escolinha do Professor Raimundo).

No dia seguinte, na sala de aula, percebi que vários colegas olhavam para mim com sorrisos sarcásticos. Durante o intervalo a situação ficou ainda pior, pois um grupinho cercou-me e iniciou uma verdadeira sessão de tortura, humilhando-me publicamente e fazendo chacotas com o tamanho do meu pinto.

Este tipo de violência, que vem mascarada na forma de brincadeira, é conhecido atualmente como bullying. Estudos recentes revelam que tal comportamento pode acarretar sérias consequências ao desenvolvimento psíquico de quem sofre a humilhação, gerando desde a queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.

Aquele trauma foi tão intenso que cheguei a adoecer de verdade, com sintomas de dor de estômago e febre, e não tive mais condições psicológicas de continuar naquela escola. A minha mãe não sabia o motivo, mas acabou por entender que alguma coisa de muito grave havia acontecido lá, pois eu me recusava categoricamente a voltar para a escola, mesmo sob a ameaça de privações e castigo físico da parte dela. Por sorte, o ano letivo estava apenas começando e, atendendo ao meu apelo desesperado, ela resolveu matricular-me em outro estabelecimento de ensino.

Naquela época, o meu órgão sexual ainda estava em desenvolvimento, mas a triste realidade é que ele não cresceu tanto quanto eu gostaria: Hoje, quando ereto, mede aproximadamente treze centímetros e, em estado flácido, esta medida diminui drasticamente para míseros sete centímetros.

É lógico que quem tem este tipo de problema já pesquisou muito a respeito do assunto e, segundo a maioria dos especialistas, este tamanho pode ser considerado normal (dentro de um critério pouco exigente). Entretanto, a letra fria de um artigo de cunho científico em nada ameniza a sensação de que o seu pau é menor do que a média. Além disto, na minha adolescência e início da mocidade, estas informações eram muito difíceis de serem pesquisadas, porquanto ainda não existia a internet e as fontes eram escassas e pouco acessíveis para alguém na minha idade.

As pessoas não imaginam o verdadeiro drama que representa para o homem, sobretudo na adolescência e juventude, o fato dele ter um pênis que considera pequeno, mesmo que não seja nada excepcional do ponto de vista estritamente anatômico. Quando ele compara com outros e entende que o seu está abaixo da média, nada irá convencê-lo de que seja normal. Daí, muitas vezes, vem a insegurança, a timidez e o complexo de inferioridade em maior ou menor escala. Estes sentimentos podem alcançar uma enorme proporção, interferindo em vários aspectos da sua vida.

Geralmente tudo começa ainda na puberdade: Depois da atividade física na escola, a hora do banho se transforma em uma verdadeira agonia. Ou você fica enrolando, para usar o vestiário depois de todos os colegas, ou vai para casa sujo e suado. Praticar natação? De maneira alguma. A sunga pode denunciar! O jeito é inventar que não gosta de nadar. No meio de um passeio com a turma, o ônibus faz uma parada para o lanche e para as necessidades fisiológicas. Todos vão ao banheiro; um mijando ao lado do outro naquele mictório horizontal sem nenhuma privacidade. Todos, menos o complexado, que se segura durante a viagem inteira para não passar por aquela humilhação. E a confiança para chegar numa garota? Será que ela vai ficar decepcionada? E se ela espalhar a notícia? Seria melhor morrer! Não bastasse isto, o sujeito ainda é obrigado a rir (com um sorriso amarelo) da piada do pinto pequeno contada na rodinha de amigos, quando, intimamente, está com vontade de chorar.

Creiam! Eu passei por tudo isto e muito mais!

Na casa da minha mãe, a nudez era tida como feia e proibida. Mesmo na intimidade do lar, ninguém trocava de roupa na frente do outro. Isto seria algo inconcebível e vergonhoso. Por esta razão, nunca vi meus pais despidos e nem mesmo meu irmão.

Antes do incidente na escola, eu sentia apenas vergonha de ficar nu na frente das outras pessoas - devido à minha criação com forte viés moralista -, porém não tinha tanta preocupação com o tamanho da minha genitália. Depois daquela experiência traumática e desagradável, tomei consciência da minha inditosa condição e adquiri uma enorme insegurança em relação a esta questão, a qual me acompanhou até a vida adulta.

Este complexo me causava sofrimento, frustração e, principalmente, insegurança no relacionamento com as garotas. Em Brasília, sentia-me sozinho porque todos os meus tios, primos e parentes da parte da minha mãe - com os quais eu havia convivido na infância - moravam no Estado de São Paulo.

Sem ter com quem compartilhar este drama particular, eu tornava-me a cada dia mais introspectivo, fechado em meu próprio mundo e sem interagir com outras pessoas, mormente a meninada da minha idade.

Ainda em 1988, a minha mãe conheceu um funcionário da Justiça Federal com quem manteve um romance e se casou no ano seguinte. Ela recomeçou a vida com este seu novo marido e teve com ele uma filha no alto dos seus trinta e nove anos de idade.

Se antes do casamento, as atenções dela eram voltadas quase que exclusivamente para mim, depois, passaram a ser divididas com o seu companheiro e, posteriormente, com a minha irmã que nasceu daquela união.

A relação que eu tinha com o meu padrasto era bastante fria e superficial, embora não fosse conflituosa. Eu entendia que a minha mãe tinha o direito de casar novamente, mas era difícil aceitar a figura de outro homem ocupando o lugar do meu pai.

Todas as portas dos quartos do nosso apartamento tinham uma bandeirola vazada, de sorte que, algumas vezes, era possível ouvir do meu quarto - que ficava ao lado da suíte do casal - os ruídos e gemidos do sexo entre eles. Aquilo me enojava e tirava meu sono. Em decorrência, eu costumava ficar mal-humorado em casa, sem que eles nunca tenham desconfiado do real motivo daquela revolta, aparentemente gratuita.

SEGUNDA PARTE

A INICIAÇÃO SEXUAL

Como resultado do isolamento em que eu vivia, aos dezessete anos de idade e com os hormônios aflorando na pele, sequer tinha visto uma garota nua frente-a-frente. Calculo até que o nível de informação sobre sexo, que eu possuía naquela idade, equivaler-se-ia ao de uma criança de dez ou doze anos nos dias de hoje.

Na inexistência da internet e praticamente sem acesso a revistas de mulher pelada (que eram terminantemente proibidas na nossa casa), foram raríssimas as oportunidades que tive de ver, ao menos por foto, uma mulher despida. Recordo-me de ter visto a famosa revista masculina, que circulou às escondidas na escola, com fotos da consagrada atriz Vera Fischer e de outras famosas da época (Era uma revista velha, editada ainda em 1982). Vi, também, outra, de conteúdo pornográfico, com imagens explícitas de sexo. Esta última me deixou assustado e, o que era pior, ainda mais convicto de que eu era um garoto anormal, pois comparei o meu pênis com os daqueles modelos pornôs que apareciam naquela publicação.

Afora isto, sempre que podia, eu olhava com curiosidade para as capas das revistas que ficavam expostas nas bancas de jornais.

No nosso apartamento em Brasília trabalhava uma empregada doméstica, a quem chamávamos de Dona Bastinha. Tratava-se de uma piauiense parda que beirava os quarenta anos de idade (calculo) e cujas principais características físicas eram as seguintes: Nariz achatado, seios fartos e caídos, ancas largas, bunda enorme e, para completar, uma barriga proeminente que ela não fazia questão de esconder. Em condições normais, o visual daquela mulher não despertaria o interesse de nenhum rapaz da minha idade.

Seguindo a rotina diária que se estabeleceu na nossa família reconstituída, a minha mãe e o seu marido saíam para trabalhar após o almoço enquanto que a minha irmã caçula era deixada no maternal. Eu estudava pela manhã e no turno vespertino só tinha compromissos em dois dias na semana. Desta forma, costumava ficar sozinho com a Dona Bastinha nas tardes das segundas, quartas e sextas-feiras.

Desde que aquela senhora começou a trabalhar em nossa residência - fazia mais de um ano - eu nunca tinha olhado para ela com segundas intenções até que certo dia a flagrei saindo do banheiro social em direção ao seu quarto, enrolada apenas em uma pequena toalha branca.

- O chuveiro do meu quarto está com problema! (Justificou ao deparar-se comigo)

A Dona Bastinha estava preocupada em cobrir-se da melhor maneira possível, visto que a toalha era realmente muito curta e inadequada para o tamanho do seu corpo. Com uma das mãos colocadas na altura dos seios, ela prendia de forma precária a parte de cima da toalha, enquanto que com a outra mão, ligava as pontas de baixo para tentar fechar a enorme e indiscreta fenda que teimava em formar-se.

Aquela cena me despertou uma súbita curiosidade, porém a timidez me compeliu a agir com discrição, ainda mais que imaginei que ela estivesse constrangida por eu tê-la surpreendido naqueles trajes sumários em nosso apartamento. Sendo assim, desviei o olhar e apenas esbocei um sorriso encabulado ao cruzar com aquela mulher no corredor.

Depois de ter passado por mim, suponho que a Dona Bastinha tenha relaxado com aquela situação embaraçosa e, consequentemente, descuidado em relação à toalha que a cobria, pois não havia mais ninguém em casa.

De repente, escuto um gritinho rouco:

- Ui!!!

A toalha havia-se desprendido!

No exato momento em que me virei para conferir o que tinha acontecido, ela conseguiu segurá-la a tempo de evitar um vexame maior.

- Vixe! Foi por pouco! (Caiu na gargalhada)

Fiquei intrigado com a sua reação e pensei: Nossa! Ela quase ficou nua na minha frente e ainda está rindo deste jeito!

Acho que foi a primeira vez que a Dona Bastinha ousou andar de toalha pelo apartamento. Certamente que ela só fez aquilo porque estava sozinha comigo, caso contrário teria sido demitida sumariamente. Digo isto porque a minha mãe jamais admitiria que a sua empregada andasse naqueles trajes pela casa, uma vez que ela própria não fazia tal coisa nem quando estava na intimidade da família.

Portanto, um episódio sem a menor importância, como o que havia acontecido, para mim era uma grande novidade e motivo de perplexidade. Somente a repressão moral que existia naquele lar poderia explicar a minha tamanha excitação diante da simples possibilidade de ter visto a empregada doméstica despida, o que sequer chegou a realizar-se.

Quando a toalha se soltou, só consegui ver de relance as costas e parte de um culote, porque não chegou a arriar por completo. Entretanto, aquilo foi o suficiente para aguçar a minha curiosidade de vê-la completamente pelada. Lamentei a minha falta de sorte e, também, a sua agilidade em recompor-se rapidamente. Imagina se ela não tivesse segurado a tempo?!

Fiquei imóvel por alguns instantes e torci para que a toalha caísse novamente, mas logo ela entrou nos seus aposentos e fechou a porta, pondo fim às minhas esperanças. E agora? Quando é que teria outra oportunidade como aquela? Talvez nunca! Lastimei.

Porém, repentinamente, tive uma ideia extremamente ousada: Por que não espiar a Dona Bastinha sem que ela me veja?

Na área de serviço, existia uma janela basculante que ficava bem no alto da parede do quarto da empregada, acima do nível da porta. Ao lado daquela janela havia, ainda, um varal de roupa, daqueles que ficam suspensos até o teto. Daria para esconder-me por trás das roupas penduradas e olhar pela abertura da janela!

Por um breve momento, fiquei em dúvida entre o meu desejo e a sensação de estar fazendo algo muito errado: Um verdadeiro pecado mortal! Todavia, movido por um forte e incontrolável impulso, resolvi desprezar a minha consciência e partir para a ação. Peguei apressadamente um banquinho na cozinha, pus embaixo da janela a que me referi e, num ato impensado, subi para tentar satisfazer os meus desejos reprimidos.

- Uau...!

Pela primeira vez na minha vida, eu estava vendo uma mulher nua em carne e osso (no caso, era mais carne do que osso).

A Dona Bastinha estava de costas para mim, agachando-se para vestir a calçola, mas ainda consegui ver nitidamente a sua enorme e gorda bunda repleta de celulites que em nada diminuíram a minha excitação. Tudo aconteceu muito rápido e saí dali às pressas, com medo de ser descoberto. Longe de ficar decepcionado com as imperfeições no corpo daquela mulher, eu estava exultante com a minha conquista e corri cheio de tesão para o banheiro, no intuito de masturbar-me.

No dia seguinte, faltei à atividade física na escola exclusivamente para ficar de plantão à espera de uma nova oportunidade. Fiquei estudando em meu quarto, porém atento a toda e qualquer movimentação da nossa empregada.

No meio da tarde, depois de vários alarmes falsos, escutei o barulho de uma porta fechando-se. Era a Dona Bastinha entrando no banheiro para tomar seu banho, após o término dos afazeres. Ela utilizou novamente o banheiro social e depois foi trocar-se no seu quarto, como da vez passada.

Eu também repeti o procedimento e fui dar mais uma espiadela. Com o coração quase saindo pela boca, subi no banquinho para ver a nossa empregada nua pela segunda vez consecutiva. Nesta oportunidade, no entanto, arrisquei-me um pouco mais do que da vez anterior:

- Caramba! (Fiquei paralisado)

A Dona Bastinha jogou a toalha úmida sobre a cama e passou a movimentar-se inteiramente pelada naquele apertado cubículo, enquanto separava uma roupa para vestir-se e aplicava desodorante nas axilas.

Devido ao ângulo da janela basculante, quando eu olhava de cima para baixo, não avistava o seu rosto, mas conseguia ver, de frente, os peitões com os mamilos escuros e a enorme xoxora cabeluda.

Embasbacado e sentindo-me seguro em meu esconderijo, demorei além do que seria prudente. Quando me dei conta, ela já estava vestindo a última peça de roupa e tive de sair dali correndo para não ser desmascarado. Porém, devido ao barulho que fiz na fuga desastrada e ao banco esquecido debaixo da janela, a Dona Bastinha logo inferiu o que tinha acontecido:

- Que arrumação é esta?

- O quê? (Fiz-me de desentendido)

- Você tava me espiando, menino?

- Não Senhora! Eu não!

- Então quem foi, se só tem você aqui?

- Não sei!

- Deixa só a sua mãe saber disto! (Falou em tom de intimidação)

Aquela ameaça me deixou completamente apavorado. Se a minha mãe tomasse conhecimento do que tinha se passado, faria o maior escarcéu e eu morreria de vergonha. Nervoso ao extremo, resolvi procurá-la para tentar remediar a situação:

- Dona Bastinha, a senhora vai mesmo falar com a minha mãe?

- Você bem que está merecendo!

- Por favor, não faça isto!

- O que você fez foi muito feio!

- Mas ela vai querer me matar!

A mulher pensou um pouco, sorriu para mim e, demonstrando complacência, tratou de tranquilizar-me:

- Tudo bem! Não precisa ficar nervoso que desta vez eu não falo!

- Obrigado, Dona Bastinha! Prometo que não vai acontecer de novo!

Envergonhado, porém aliviado, eu já estava prestes a voltar para o meu quarto, quando ela resolveu perquirir a respeito da minha vida sexual:

- O que é que tu tens menino?  Nunca viu uma mulher pelada?

Fiquei calado, sem saber o que responder.

- Deixa eu te perguntar uma coisa: Você conhece mulher?

- Hein?

- Você já saiu com uma menina? Já trepou?

Continuei mudo.

- Não acredito que tu ainda és virgem!

- Qual é o problema se eu for?

- Pois eu, que sou mulher, quando tinha a tua idade, já tinha dado há muito tempo!

- É porque eu não encontrei a pessoa certa!

- Num existe isto não, menino! Tu és homem e tem que pegar as meninas por aí. É por isto que você tá matando cachorro a grito! Um rapaz novinho como tu, espiando às escondidas uma coroa que nem eu?

- Eu já pedi desculpas!

- É, mas isto só tá acontecendo porque tu ficas trancado o tempo todo em casa; só sai para escola e sequer desce para conversar com as meninas do prédio! Como é que tu vais arranjar alguém deste jeito? Só pode dar nisto!

- Eu...

- Se tu não fosses filho da minha patroa, eu ia te ensinar a ser homem! Tu ias ver!

Fiquei pensativo quando ela falou aquelas palavras, mas na hora não disse absolutamente nada. Saí do seu quarto e só depois de um bom tempo, criei coragem e retornei para indagá-la:

- Dona Bastinha, a senhora faria isto mesmo?

- Faria o quê?

- Aquilo, de me ensinar! (Lembrei-lhe)

- Ah...! Ficou interessado, é?

- Você faria? (Insisti)

- Ora, se faria! Um gatinho que nem tu, qualquer uma ia querer ser a primeira a dar umas aulas de safadeza!

- Então me ensina!

- Tá doido! Tu ainda és de menor e eu posso me prejudicar!

- Mas ninguém vai saber, eu juro!

- É sério...? Tu tas querendo mesmo que eu te ensine a ser homem?

- Quero sim!

- Huuum...! Vou pensar!

- Quando você me responde?

- Vou pensar, já disse! Agora me deixe tirar um cochilo, que estou morta de cansada!

Voltei para o meu quarto cheio de esperanças e expectativas. No meu modo de pensar, eu achava que se não fosse daquela vez, não seria nunca mais. Tomei então a seguinte decisão: Tenho de enfrentar o meu trauma e perder a minha castidade de uma vez por todas.

Não parei de pensar naquilo por um só instante e oscilava entre o medo e a ansiedade. Raciocinando sob a lógica do meu complexo de inferioridade, vislumbrava que a Dona Bastinha estaria apenas me fazendo um grande favor e, nestas circunstâncias, poderia ser que ela não se importasse tanto assim com o tamanho do meu pinto ou, então, que fosse compreensiva comigo. E assim, totalmente envolvido por aquela possibilidade deixada no ar, eu permanecia absorto na minha cama fazendo conjecturas: Acho que posso confiar na Dona Bastinha! Ela é afável e bem mais velha do que eu. Não é possível que vá zombar de mim!

A noite foi longa e mal dormida e na escola a sirene que anunciava o fim da aula parecia que não iria soar nunca. Na volta para casa, a ansiedade continuava.  Por que será que este povo demora tanto para almoçar? Pensava na minha agonia. Mas finalmente todos saíram e enfim fiquei a sós com aquela senhora:

- E aí, Dona Bastinha? Decidiu?

- Decidi o quê, menino?

- Aquilo!

- Não tá vendo que estou ocupada, lavando a louça?

- Quer que eu enxugue para terminar mais rápido?

- Ôxe! Era só o que faltava!

- Posso lhe comprar um presente?

- Que estória de presente é esta, menino? Tu tas querendo me comprar com uma bugiganga qualquer, é?

- Não, não! Desculpe, não foi esta a minha intenção!

Apesar de ter negado, no fundo aquilo era exatamente o que eu estava tentando fazer. Assim, por um momento, achei que o meu desespero e a minha total falta de traquejo com mulher tinham posto tudo a perder. Porém ela não se mostrou tão ofendida e aceitou tanto as minhas desculpas como o meu oferecimento:

- Tudo bem! Pois então eu aceito seu presente!

- Trago amanhã!

- Eu também vou lhe dar um presentinho!

- É mesmo? O quê é?

- Tente adivinhar?

- É o que estou pensando?

- Não sei o que você está pensando!

- Aquilo que você prometeu?

- Eu não prometi nada! Só disse que ia pensar!

- Por favor!

- Tudo bem! Eu vou te dar o que você tá querendo! Mas você jura que vai guardar segredo e não conta pra ninguém?

- Juro! Eu juro!

- Então tá certo! Quando eu terminar aqui, vou tomar um banho! Vá pro seu quarto e me aguarde lá que eu chego já!

Eu saí dali correndo e fui para o quarto, como ela instruiu, mas, de tão ansioso, não consegui esperar e logo voltei para apressá-la:

- Vai demorar?

- Calma, menino! Eu ainda vou tomar meu banho!

- Posso ver você tomando banho?

- Já tá saliente, né?

- Desculpa! Foi mal!

Fiquei ali por perto e quando ela terminou de lavar o último prato, disse:

- Terminei! Vou ali e volto já. Espere aqui, tá?

Tirei a camisa e fiquei esperando na cozinha por longos minutos, até escutar o barulho do seu chuveiro (que já estava consertado). Fui até o banheiro e girei a maçaneta da porta, porém ela estava trancada. O Jeito foi esperar por aquele banho que parecia durar uma eternidade.

Quando finalmente ela saiu do banheiro, eu estava de prontidão em pé, na porta do seu quarto. Ao vê-la novamente envolta em uma toalha, criei coragem e pedi:

- Tire a toalha para eu ver um pouquinho!

A Dona Bastinha pôs a mão na cintura, sorriu para mim e ficou pensativa por alguns instantes. Parecia estar em dúvida se atendia ou não o meu pedido:

- Tu queres mesmo ver?

- Quero!

Então, ela desprendeu a toalha em cima, sem tirá-la totalmente, baixou até a altura da cintura e a prendeu novamente, ficando apenas com o tronco desnudo. Depois, ergueu os dois peitões com as palmas das mãos e os exibiu para mim, balançando-os alternadamente:

- Quer ver, então veja!

Fiquei trêmulo e abobalhado! Parecia até que olhava para a mulher mais linda do mundo. Pouco me importava naquele momento se os seios eram caídos ou se ela tinha uma barriga enorme. A verdade era que eu estava louco de tesão por aquela mulher desprovida de beleza e que tinha idade para ser minha mãe!

- Venha cá!

Dei a volta em torno da cama que nos separava e cheguei bem próximo. Ela, então, segurou-me pela nuca e apertou minha cabeça contra os seus peitos, de forma que fiquei quase asfixiado com o rosto literalmente espremido entre eles. Em seguida, ela pôs o bico do peito em minha boca e falou:

- Chupe, meu filho! Pode chupar a vontade!

Suguei alucinado aquele mamilo escuro, como se fosse uma mamadeira oferecida a um bebê. Assim que dei uma pausa para respirar, ela me ofereceu o outro peito e caí de boca nele também. A Dona Bastinha entendeu a importância daquele momento para mim e, por isto, esperou pacientemente que eu me saciasse. Quando dei por terminado, ela fez questão de perguntar:

- Gostou?

- Gostei! (Respondi extenuado)

- Então fique quietinho que agora vou fazer uma coisinha que você vai gostar!

Dizendo isto, a Dona Bastinha abriu o zíper da minha bermuda.  Naquele momento, fiquei paralisado e fechei os olhos. Era a hora que eu mais temia e muita coisa passou pela minha cabeça: E agora, qual será a reação dela? Será que vai rir de mim? Vai desistir? O que ela pretende fazer?

Para meu alívio, aquela mulher não fez nenhum comentário (o que já era um ótimo presságio). Ao invés disto ela me fez um sexo oral.

Voltei a fechar os olhos e me entreguei ao prazer daquele momento especialíssimo. Aconteceu, porém, que devido à minha absoluta inexperiência, acabei ejaculando dentro da sua boca sem avisá-la previamente. A Dona Bastinha, no

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