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Os Cabeleireiros

Os Cabeleireiros

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Os Cabeleireiros

Duração:
167 páginas
2 horas
Lançados:
20 de mai. de 2020
ISBN:
9780463526309
Formato:
Livro

Descrição

Os cabeleireiros foram feitos para os amigos do teatro, colegas que queriam criar, brincar, praticar o talento que possuem. Consistindo de contos, a construção do Clown, a memória emocional e afetiva (a pereszhivanie de Stanislawsky e Vygotsky).
Essa fé ou pensamento inicial no ator criativo usando Gag, fazendo Sketch, essa atuação engraçada porque sensibilidade. O ator, mais que uma pessoa fisicamente expressa entra em na física dinâmica, a usar mesmo da biomecânica, uma técnica corporal que Vsevolod Meyerhold teorizou e executou. Ao todo, contradições, erros, mal-entendidos que se ajuntam e se resolvem. O formato é mostrado como HQ - quadrinhos -, o desenho de Maria Sara faz algo assim, entre ingenuidade e exagero de caricatura. Composto por vinte e cinco contos teatrais, focado no modo de diálogo teatral, com temas abertos, com oportunidades de ganhar do ator, a personalidade dramática - inerente na comedia.
Essa estrutura foi composta pensando em performances em que uma temática é formada em linhas de ação, e que se entrelaçam, dando meios para integrar todas as características do grupo propriamente ditas. Isso requer estudos do tamanho da leitura dramática, e para que o conhecimento do trabalho mais contribua diretamente para a criação dos personagens. Leitura de mesa, estudos do Clown, jogos de teatro, ações de palco, uso de material da cena , maquiagem artística, trabalho de ator.
Mais que definição, ponto final, forma definitiva, os contos feito cenas, ficam como modulares e se conectam modificados, para que eles não tenham hierarquia tratada. Diferente de uma Gesthalt, o tema de cada cena vai compartilhado entre o grupo de atores de acordo com um processo mnemônico associado ao desempenho criativo, a essas ilustrações emaranhadas, ficam livres, parecem materialidade, os atos sejam como que seguidores dos atores. Não é necessário um script encerrado em si mesmo, mas a abertura da palavra, a sua massa significativa no trato corporal, o uso do objeto do ator, da cena. Melhor, penso, do uma arquitetura de que ocupa uma cena inteira. O tratamento com os objetos de palco fariam o trabalho, com o ator que os faz vivos, libertos.
Uma participação do publico, essencial. A entrada, o bilhete, o livro com os contos. Uma lista temática. Assim, o público escolhe, faz uma espécie de votação ao que quer ver encenado no dia. São possíveis, ao menos três quadros, ou módulos que se ajustam por suas opções. Os atores se preparam para encenar as escolhas.
Antes do espetáculo, ele faz a votação e os atores se organizam para apresentar o que o público deseja para aquela função diária.
Å intenção de criar Os Cabeleireiros, provocar a capacidade de grupo, de ator com os temas escolhidos do público, o que também faz mostrar uma performance, como improvisações possíveis, jogos interativos que não podem ser escamoteados, mas sustentam a comedia, o divertimento com alta qualificação para o ator.
Fiz para amigos, que sei bem, conhecem e desafiam a cena com iluminada criatividade.

Lançados:
20 de mai. de 2020
ISBN:
9780463526309
Formato:
Livro

Sobre o autor

Who I amPedro Moreira NtI think that, I am, and that's something for me. To be someone is yet very good. It is the passport to existence. A life to share with others so that I could say hello and hear from another hello too.To be it is the discoveries of others that come like a package that shows us life. In loneliness we are not nothing. All things that move in our mind come from beings, in special from mankind. Our memory is a daily construction from these others that lives in our lifes feelings, expressions, words.The reason for life is to learn to search for the better for all. This 'all people', is the totality without parcel, part, piece. It is an all in all fragment that we can to learn, to know. Not one from us dropped out of that table. It is the playing that none, the same who take the win, can leave the rest of us.We are the won and are responsible in equality to who is the win. When someone takes the prize, makes something absurd, magnificent we say this because it is to us the importance, fundamental of existence.The winner is the conjugation of all in a singularity.I write for this, to share, to be who I can to be through from the other.I am a little that comes from you, a teeny idea, like dust from thoughts that create dunnes volumes of creations. I am who I want to be who I think that I am and need you to live.


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Os Cabeleireiros

Vinte e Cinco Histórias Possíveis

by

Pedro Moreira Nt

A play theater

Publicado por

Pedro Moreira Nt

Copyright, 2020

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Smashwords Edition, License Notes

This ebook is licensed for your personal enjoyment only. This ebook may not be re-sold or given away to other people. If you would like to share this book with another person, please purchase an additional copy for each recipient. If you’re reading this book and did not purchase it, or it was not purchased for your use only, then please return to Smashwords.com or your favorite retailer and purchase your own copy. Thank you for respecting the hard work of this author.

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Ilustrations by Maria Sara de Lima Dias

Design and diagramation images PMNT

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This book was produced by Pedro Moreira Nt, 2020.

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Dedicated to my friendships.

Also for this pre-conceptualization, the greed of worldliness for knowing it, I wish that everyone can do the favor to exterminate them. Who can be less correct, less good than certain the orders and normativity that impress these souls, made of finality and submission from authoritarianism. This text is for actor exercises, because the community creates freedom through the smile because affectivity affects us and changes our lives.

*******

Para os amigos, para os preconceitos e covardias mundanas para que saibam delas, para que as exterminem. E para quem possa ser menos correto, menos bom que as ordens certas, definidas por autoridades.

*******

PERSONAGENS:

Octávio - Tatá

Dorothea - Doro

Germano - Ger

(Convidados)

NOTA

Esta é uma anti-peça, mais parece um programa de TV, mas trata dos acontecimentos entre quatro personagens que surgem e desaparecem, eles retornam contando o cotidiano de suas vidas nos cabeleireiros. Dei os nomes para que se identifique como contículos, mas não os identifiquei, os temas são pequenos, variados que ocorrem num mesmo lugar, se for feito no teatro, cada dia pode-se apresentar alguns dos temas, o público mesmo pode escolher o que deseja ver, dado a votação do público pela antecipação da escolha dos temas, os atores os desenvolvem. Cada dia da temporada ou apresentações teremos, como uma mini-série um acontecimento diferente na vida dos cabeleireiros. Há uma ordem inicial, mas não exatamente necessária. A montagem, a meu ver pode ser feita através de jogos dramáticos que determinariam o que de melhor atualizado se poderia enxertar ou completar. São histórias e é teatro, ação improvisada, mas há um trilho, um caminho comum que nos leva a um final.

Preconceitos, pensamentos adulterados, enganos, covardias andam ao lado, não estão presentes, aparecem, desaparecem e não se incluem no contexto teatral, da arte liberta e despreocupada com o comum. Por isso se faz um trabalho para atores. Inusitado por ser tantos contos teatrais, em formato teatral. Levado a quem vai para a cena, para dentro e pode brincar, correr caminhos, cortar, refazer, retomar. Uma obra teatral sempre se faz possibilidade criativa.

A idéia é montar o livrinho das vinte e cinco historietas que seriam vendidas como bilhete de entrada. E a cada momento, cada função o espectador escolhe o que gostaria de assistir. Faz-se votação livre, e se acerta o vai para a cena.

O interessante, cada tempo temos convidados para participar.

Os continhos parecem divertimento, mas em verdade se consomem. Um drama entre risos sem pretensão, ou tensão ante a fragilidade a vida cultural oferece para encenar.

Pedro Moreira Nt

1. FEIRANTE

Os cabeleireiros estão se preparando para abrir o estabelecimento. É ainda muito cedo. Conversam sobre amenidades, jogo de futebol, sobre o desperdício de tempo, as coisas no lugar, a tesoura importada, iluminação do ambiente, sobre música e, claro, as clientes:

- A Vera anda um pouco gordinha, Octávio.

- Você acha que caminhão diminui de tamanho?

- Não seja grosseiro ela é muito legal! E se ela é isso que seu preconceito diz, saiba que é o melhor, mais potente e com capacidade mental de toneladas, o que lhe falta.

- Esta bem, sinto, desculpa, sou desastrado, falo bobagens.

- Eu te dou uma chance de se tornar humano.

Pensa um pouco, se distrai, e volta.

- Mas não deixa de andar um pouco por fora da moda, anda com aquele vestido vermelho - deve ter uma penca pendurado no armário -, muito justo dando a entender que ainda pode, coitada, acho triste o jeito de se vestir.

- Vermelho não é triste!

- Não é isso que eu quis dizer, parece aquelas coisas, (é triste saber que alguém que tem posse, meios suficientes, deixa na sala estendido um tapete fajuto, falsificado) - ela usa roupas nada a ver, acho isso triste!

- Entendo!

- E mais a mais, exige um corte infanto-juvenil, pelo amor de Deus, Vera deve ter seus 40!

- Mais.

- Uns 77 e meio, acho.

- Mais ou menos.

- Em forma.

- A idade mesmo: a roupa.

- O corte.

- Vejo nas unhas.

- No brinco.

- Verdade.

- Passou os limites do medo e da tristeza.

- Se passou!

- Ela tem um charme, sabe.

- Algo assim que mexe com uma alma colegial, creio.

- Eu desossava.

- Faz-me rir: ha.

- Que risada essa!

- Uma vez: ha!

- Pesa um pouco, mas por falta de entendimento.

- Os amores que dormem na calçada da ilusão, entende?

- Quarentinha, que tem demais?

- Quarentona, algo mais elevado.

- Eu amo essa mulher.

- Eu mais. Muito mais, meu caro. Quem vai perder uma loba dessa? E, fala sério, tem uma alma limpa, carregada de paz, e inteligente. Puxa!

Quando diziam que a cliente tinha quarenta, queriam dizer bem mais do que 40 anos - era uma maneira bastante gentil de não tocar no assunto da idade. Aliás, falar em idade dentro do ambiente de trabalho era terminantemente proibido. Mesmo quando chegava uma mãe apreensiva que necessitava apresentar a filha à sociedade, mesmo nesses casos e congêneres, jamais se tocava no assunto. Idade, nunca.

- Acho que é o maridão!

- Como assim!

- É ele quem faz ela andar com aquele tapete enrolado!

- Que mal gosto, fazer dela capacho - deve ser infeliz!

- Creio que não, ela usa o que ele pede, anda feito piranha para agradar aquela atitude grosseira do homem, não sei te explicar Germano, não sou mais menino faz tempo - graças a Deus!

- Você quer dizer que o cara deseja a puta para não transar com a mãe?

- É.

- Ele a faz de bruxa para ficar com a Branca de Neve?

- Para não ficar é claro! Branca de Neve é 10.000 vezes mais feia que a bruxa - isso todo mundo sabe!

- Vai ver que é um desejo, sei lá!

- Coisa de enrrustido, quer ver a mulher marchar no calçadão, exibi-la feito trofel de time de várzea só para se imaginar nos olhos deles!

- Isso é ridículo!

- Vai pensando nisso machão, quando a Dorothéa chegar aqui com aquela mini-nini-nini mostrando os cabelos do presunto, isso quer dizer que é uma maneira, talvez sua de se colocar no lugar dela!

- Tô fora!

- Vai ver que a Doro se sente insegura a seu respeito!

- Insegura? Eu transo com ela todo dia, e toda hora que desejar!

- É isso mesmo, ela acha que você está o tempo todo querendo mostrar que é homem - um homem não precisa mostra para a mulher que ama que é homem, se é que me entende!

- Está me chamando de enrustido palhaço!

- Ai Ger, como você é infantil!

- Eu infantil?

- E não é? Sai com a Doro por aí feito cafetão!

- Octávio , você tá passando do risco, pare com isso que eu te quebro!

- Ai, me bate, me amarra, arranha, me leva pro chão, pisa em cima e depois me arrasta, e me joga na parede e me chama de lagartixa!

- A menina anda como ela quer, não vou impedir, ela quer me chamar a atenção - vai ver mesmo que ela pensa que sou trixa como você, daí vem aqui toda nua para me fazer cair na real - fala a verdade Tatá , ela te deixa com inveja!

- Poder ser, exato, dane-se. Vagabundo para mim é vagabunda!

- Olha o jeito, você se contradiz, tem dia que vive agradecendo por eu ter a Dorothéia em minha vida, ela anda feito palhaça, toda pinta e me diverte, agora vem com essa - ela não é nada disso não!

- Sei bem, ela é um amor - ai, que corpão, não sei como Deus favorece certas pessoas e despreza outras!

- Vai se encher de trama! Preconceito no peito.

- Eu aplicar silicone? Tá louca santa? Coisa maia borrachuda, jamais, eu tenho essa alma gentil e dividia em amor para dar - quer quer, não quer, vai comprar o que quer, pois eu tenho e não dou!

- Tatá , você tá hoje, hei! Não diz que o Monte te deixou!

- Eu deixei ele queridinha, quis me fazer de pancada na frente da joalheria, só porque escolhi nossas alianças, ele perdeu para ver!

- Perdeu a aliança que você deu?

- Perdeu, quse estrangulei ele na frente da loja - que raiva, aquilo me custou o olho!

- Ainda bem que o Montanha nunca perde a paciência com você. Diz tantas barbaridades e ele mantém aquela calma de monge que ri. Cara, ele adora você!

- Mas eu não, eu o odeio.Gritava insandecido com a foto do Monte nas mãos.

- Monte, monte, monte!

Octávio, sempre que pegava da foto do namorado, fazia que ia dar palmadas, depois beijava bastante e depositava na estante.

Abriram as cortinas, estava tudo preparado, era só aguardar a cliente número um. Nestas ocasiões, Germano saía para beber café na esquina com pão e manteiga e fumar um charuto. Era um hábito enraizado há mais de treze anos de profissão. Ele que sempre andou em dificuldades financeiras, vivendo de parcos recursos conseguidos na venda de produtos hortifrutigranjeiros nas feiras livres de finais de semana, tinha a alma embrutecida, conseguiu aprender o corte de cabelos, - aulas dadas diariamente por Tatá , seu amigo de infância.

Em verdade foi um incidente, estava na feira e deu de encontro com Octávio todo arrumado. Conversaram, riram, lembraram os velhos tempos, os divertimentos perigosos, os amigos de escola, os passeios proibidos no

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