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Salva-me

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Salva-me

avaliações:
5/5 (5 avaliações)
Comprimento:
367 páginas
4 horas
Lançado em:
Jun 18, 2020
ISBN:
9788584424221
Formato:
Livro

Descrição

Nina tinha apenas sete anos e, mesmo na tenra idade, era incapaz de socializar com outras crianças. Entretanto, encontrou no ballet uma nova fonte de energia para vencer seus medos.
Dimitri Zanete, italiano e CEO das empresas Sartori Zanete — um dos maiores fabricantes de vinho do país —, é pai da pequena Nina. Tornou-se um homem amargurado depois de ter perdido a esposa em um acidente de carro.
Dayane Kiara desde pequena sonhava em ser uma bailarina de sucesso. Consegue trilhar por esse caminho, mas, no auge de sua carreira, sofre um grave acidente que muda sua vida para sempre, impedindo-a de subir aos palcos outra vez. Jamais voltaria a sentir o prazer dos aplausos ou a alegria que a dança proporcionava à sua alma. Contratada para ser a professora de ballet da pequena Nina, ela se vê atraída pelos olhos frios do pai da garota.
Ambos eram seres quebrados, lutando contra seus demônios. Será que eles serão capazes de enxergar o amor entre o medo e o orgulho?
Lançado em:
Jun 18, 2020
ISBN:
9788584424221
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Vidas entrelaçadas

Dayane Kiara

Estavam todos ali: minha família, meus amigos e eles, os olheiros da Companhia de Ballet, da Ópera de Paris. Aquele era o meu grande sonho desde a infância, e me preparei durante meses para aquela noite.

Estava tudo pronto; eu estava vestida e maquiada. Preparada, eu senti as luzes, as mãos do Gustavo na minha cintura. Notei que seu sorriso não chegava aos olhos; sei que ele estava tenso assim como eu, pois era seu sonho e também almejava uma vaga na companhia.

Nós dois demos o sangue para aquele espetáculo acontecer; o ballet era nossa vida, nascemos para isso. A dança corria em nosso sangue.

Sorri para ele e não fui retribuída. Gustavo estava concentrado; era perfeccionista. Quantas vezes tivemos que ensaiar durante horas, porque para ele o passo ainda não era perfeito? Quantas cobranças e noites sem dormir?

Mas valeria a pena! Sei que conseguiríamos. Era nossa grande noite e seríamos contratados. Iríamos a Paris e ganharíamos o mundo.

— Vamos? — Nossa professora Susane chegou até nós. Ela era uma mulher de grande elegância, sagaz. Foi uma grande bailarina em sua época, e hoje, com cinquenta anos, era nossa mestre; perfeccionista, mas muito amorosa. — Essa noite é de vocês.

As luzes se acenderam e a música começou. Meu corpo entrou no ritmo, eu senti, eu vivi, eu amei e eu dancei; doei minha alma e dancei com todo o meu amor.

Os aplausos, as luzes, as pessoas... Sentir cada um em mim; fazia-me amar ainda mais tudo aquilo, eu amava dançar, amava o palco. Nasci para fazer isso.

Quando a música parou, meus olhos estavam cheios de lágrimas; eu estava feliz.

Ainda tinha a segunda parte da apresentação, que era em grupo, mas eu tinha certeza que conseguiria. As pessoas nos olhavam embevecidas; Susane nos abraçou, feliz, e com lágrimas nos olhos.

— Foi lindo, Kiara. Parabéns! — Ela me abraçou. — Você fez bonito, Gustavo.

Ele continuou sério, sem me olhar, e foi para o camarim. Não entendi o motivo de ele estar frio comigo, mas creio que eu não era o problema; provavelmente devia ser a tensão. Nós namorávamos a tanto tempo, que eu sabia quando ele precisava de espaço. Decidi trocar de roupa para a última apresentação.

As luzes se acenderam e fomos para o meio do palco. Havia mais cinco bailarinas e cinco bailarinos; faríamos a última apresentação chamada Ressurreição. A coreógrafa era de autoria da própria Susane e tínhamos ensaiado durante meses, preparado todo o figurino e detalhes; todos estavam eufóricos e sabíamos que era a nossa grande chance.

Todas aquelas meninas sonhavam com Paris, com o reconhecimento mundial. Nós já éramos conhecidas nas companhias brasileiras, mas agora queríamos o mundo.

Sorri para a plateia e encenei meu papel na peça, mas meu coração parecia um tambor. Eu estava com medo, mas também sentia que aquela era nossa noite. Nascemos para isso.

A música mais uma vez me tomou; as batidas, o canto, tudo me deixava em transe e eu mais uma vez dancei com minha alma.

Senti-me viva, amada...

Os aplausos!

Saímos do palco em êxtase. Susane recebeu todos com carinho, e mais uma vez me abraçou, ela já tinha me dito que sabia que aquela vaga era minha e que sentiria minha falta, mas que eu fiz por merecer o mundo.

Não sei direito o que aconteceu nem de onde veio o toque, mas me vi caindo do palco principal. O local estava em reforma, contudo não estava pronto. Era uma altura considerável e eu gritei; tentei me segurar em alguma coisa, mas minha mão só sentiu o ar, e as luzes se apagaram.

Na mesma noite

Dimitri Zanete

Estava cansado, e ainda tinha várias reuniões, mas sentia falta de casa, da minha filha. A Nina só tinha quatro anos, mas era a minha vida, o centro do meu mundo, eu amava aquela pequena, assim como amava a Juliane, minha esposa, ela andava meio estranha ultimamente, mas sei que era chateação por tanto trabalho, o qual eu levava para casa.

Às vezes, eu me pegava pensando que ela nunca gostou de nossa filha. Nos casamos por vontade de nossa família, mas eu me encantei por ela na primeira vez que a vi: loira, de olhos verdes, era uma mulher espetacular. Ela era carinhosa, contudo veio a gravidez e senti que ela se afastou de mim.

Passou a negar um relacionamento mais íntimo na cama, mas eu fui paciente, pois os hormônios da gravidez a deixavam assim. Foram os noves meses sem tocá-la. Depois do nascimento da Nina, ela sempre alegava cansaço, mas se afastou da filha também. Conversei com ela, que me disse que não sabia o que estava acontecendo.

Em razão disto, ela estava fazendo terapia, mas continuava uma mulher distante. Cheguei a pegá-la chorando, me pediu o divórcio, mas argumentei e ela cedeu.

Eu precisava salvar meu casamento, pois amava minha família, e minha filha merecia ter os pais felizes e juntos, para crescer saudável.

O meu celular tocou, me tirando dos devaneios. Era minha governanta. Achei estranho o telefonema dela, pois Mirtes nunca me ligava.

— Oi, Mirtes — atendi sem me importar com as pessoas na sala.

— Senhor Dimitri, é melhor o senhor vir para casa — ela falou quase ofegante. — Sua esposa parece transtornada, por favor, venha logo.

— Estou indo!

Não me despedi de ninguém. Saí do elevador para a garagem quase correndo, entrei no meu carro e segui para casa. O trânsito não estava ajudando. Eu morava fora da cidade, em um pequeno vinhedo. Fiz de tudo para ser o lar da minha família.

Liguei o rádio e uma música começou a tocar, mas acabei desligando, pois estava inquieto. Tentei ligar para casa, mas ninguém atendia, depois liguei para o celular da minha esposa e ela também não atendia.

Meu coração disparou quando entrei no caminho de cascalho que levava à minha casa, tínhamos um lago enorme na frente, e de lá vi o momento em que o carro da Juliane afundou. Gritei, desci do meu carro e corri; com o celular na mão, eu liguei para a emergência e, em seguida, para o Corpo de Bombeiros. Todos os empregados começaram a cair no lago.

— Nina? — perguntei ofegante a Mirtes, que não parava de chorar.

— No carro...

— Nãoooooooo!

Desesperado, eu mergulhei de roupa mesmo; nadei, mergulhei, procurei... Vi quando minha filha foi tirada do carro e, em seguida, a Juliane e para meu espanto, o Adriano, meu amigo.

Surgiram várias ambulâncias, sirenes da polícia, pessoas conversando. Eu só queria minha família viva.

O hospital era frio e barulhento com tantas vozes. Presenciei a hora em que uma comoção começou na frente da portaria, choros e gritos histéricos. Com certeza mais uma família sofria sua perda, eu pensei.

Uma maca passou por mim, carregando uma moça que estava coberta com um lençol do tronco para baixo – bonita, parecia bailarina. Observei que ela estava com a maquiagem borrada, pelas pessoas que a acompanhavam imaginei ter sido algum acidente na apresentação. Ela parecia desmaiada, apesar da maquiagem pesada, notei que estava pálida. Levaram-na para o centro cirúrgico, e todos que a acompanhavam ficaram por ali chorando.

— Bailarina. Sofreu um acidente ao cair do palco — um enfermeiro falou perto de mim. — Pelo que foi dito, ela nunca mais irá dançar novamente.

Não respondi nada, mas senti pena da garota. A vida não era justa.

— Senhor Dimitri? — O médico saiu da sala e se aproximou.

— Minha filha? Minha esposa? — Eu estava ansioso.

— Sua filha não corre riscos. O rapaz veio a óbito e sua esposa não está nada bem — disse com voz fria. — Ela chama pelo senhor. Sinto muito.

Senti meu coração gelar. Até o momento, eu não estava processando as coisas direito. Minha filha estava bem, graças a Deus! Mas Juliane podia morrer e meu coração chorou; senti pelo Adriano, apesar de não saber o que ele fazia naquele carro. Havia tantas perguntas a serem respondidas!

Depois de vestir roupas apropriadas para o CTI, eu entrei e fiquei chocado com a cena que via; Juliane estava pálida, com os lábios roxos. Parecia morta.

As lágrimas vieram e eu chorei, porque soube ali que ela não sobreviveria.

— Dimi... — Sua voz era um murmúrio. — Dimi!

— Estou aqui, meu amor...

— Não me chama de amor! Eu te odeio Dimi...

Tomei um susto com suas palavras sussurradas, contudo raivosas.

— Não fala nada, poupe suas forças — argumentei, pois ela devia estar abalada.

— Eu não fui feliz por sua causa e da sua ganância; eu vou morrer, Dimi, e a culpa é sua...

Ela tomou fôlego e eu também, pois não esperava por aquilo.

— Eu queria casar com o Adriano, pois ele era o meu amor, mas você entrou no caminho... Eu te odeio, Dimi...

— Juliane...

— Quero que você sofra, assim como eu sofri em todos esses anos, enquanto vivi com um homem que odeio...

Uma lágrima caiu dos seus olhos.

— Adriano?

— Faleceu. Ele não resistiu.

— Não! O meu amor... Você matou meu amor, eu odeio você...

— Calma, ainda temos a nossa filha... — tentei argumentar.

— Ela não é sua filha!

Os aparelhos começaram a apitar e vários enfermeiros entraram na sala, mas eu me encontrava anestesiado, morto por dentro. A partir daquele dia, eu nunca mais seria o mesmo. Acabou a vida para Dimitri Zanete.

Capítulo 1

Três anos depois

A droga da mochila pesava como se tivesse várias pedras dentro, na realidade, eu que não aguentava carregar peso. Depois do acidente, as minhas mãos não tinham muita firmeza, assim como minha perna.

Falando nela? Começou a formigar e eu teria que conviver com isso, não dava para choramingar pelo que não tinha jeito.

Pensei, entrando na Escola de dança Sonhos. Eu dava aulas ali há dois anos; depois que saí da depressão, eu vi que dar aulas de ballet trazia alegria para aquelas crianças, e eu me sentia bem com isso, embora a minha vida fosse bem infeliz.

Minha psicóloga incentivou e eu acabei cedendo. Hoje, eu agradeço por ter feito isso, o brilho da esperança naqueles olhos infantis era enriquecedor.

— Kiara? — Zana me chamou da porta da sala. — Preciso falar com você.

— Tudo bem. Eu só vou colocar minha bolsa no armário — respondi simpática.

Voltar a sorrir foi bom também; eu odiava o buraco negro que vivi por tanto tempo, era horrível não sentir alegria. Depressão era uma sensação de estar sempre caindo, descendo ladeira abaixo, ou como viver embaixo d’água.

Suspirei escondendo as lembranças.

Tranquei o armário e voltei para a sala da direção. Estava movimentado por ali naquele horário, havia várias crianças e pais deixando seus filhos.

Uma menina loira de aproximadamente sete anos estava sentada no banco; observava tudo ao redor, mas não tinha nenhuma expressão no rosto.

Parecia triste, desiludida e deslocada.

Linda, uma boneca, mas tão sozinha.

Entrei na sala da direção e Zana já me aguardava.

— Entre, Kiara. Eu tenho uma proposta para você. — Balançou a mão mostrando a cadeira à minha frente.

Zana era uma mulher negra e elegante. Ela havia sido uma bailarina famosa em sua época, há trinta anos, hoje, com filhos e netos, levava a dança a outras pessoas. Eu a admirava, pois ela era um exemplo de ser humano.

Sentei à sua frente, o local era elegante, mas com vários toques de cores fortes, bem africanas, cheio de personalidade, o que o tornava aconchegante. Havia várias fotos de seus netos e filhos, que adornavam sua mesa.

— Sim, em que posso ajudar? — perguntei ao sentar. Minha perna resolveu mostrar sinal de vida naquele momento, ficando dura, e foi difícil não passar a mão no local.

— Dores? — ela perguntou, me olhando de lado. Zana sabia tudo sobre minha história.

— Um pouco, mas logo passa — suspirei.

— Humm, mas continua no fisioterapeuta, não é? — Sua voz era suave. — Você é admirável, muitas outras teriam desistido de tudo, e aqui está você, usando novamente a dança para te manter de pé.

Uma lágrima veio, mas a segurei. Não queria chorar, não iria chorar.

— Continuo insistindo na fisioterapia, mas os exercícios não podem fazer muita coisa por mim agora; eles apenas me ajudam a continuar andando. E a dança é minha alma, não se abandona a nossa alma, pois se fizer isso, nós morremos.

— Eu admiro você e a sua sensibilidade, por isso acredito que é a pessoa ideal para esse pequeno trabalho.

— Que trabalho?

— Tenho uma aluna e ela tem sete anos, mas perdeu a mãe em um acidente de carro; até hoje não conseguiu se recuperar do choque — explicou e eu senti empatia pela garota. Depois do meu acidente, a minha mãe faleceu e isso fez com que eu me aprofundasse ainda mais na depressão. — Ela é muito calada, não consegue se comunicar com outras pessoas, e seu pai não sabe mais o que fazer para ajudar.

— Você acha que a dança pode curá-la? — perguntei, sensível à história da garota.

— Não sei, mas vejo muito de você, na Nina, ela se entrega na dança, e é lindo de se ver. — Sorriu. — Mas fora disso, ela é trancada em seus próprios pensamentos.

— Entendo, mas não sei como posso ajudá-la.

— Primeiro vamos conhecê-la e eu conto tudo a você no caminho — disse levantando-se da cadeira.

Dimitri Zanete

O dia estava ensolarado, mas isso não era importante, nada era tão interessante depois de tudo o que aconteceu. Na realidade, aquele barulho de pássaros me deixava nervoso.

Parecia que todos estavam sempre felizes, contentes com a vida, o que para mim era uma afronta; felicidade era uma mentira, amor era pura enganação.

Fechei a janela, e voltei à escuridão da minha sala, da minha vida. Minha alma tinha um buraco negro, eu me sentia vazio, sem cor, sem brilho.

Olhei o relógio rolex em meu braço e percebi que estava na hora de levar a Nina ao ballet. Minha filha, assim como eu, era silenciosa, ansiosa e parecia muito infeliz.

Eu não sabia mais o que fazer para trazer o brilho de volta aos seus olhos, mas como faria isso se eu também não conseguia sorrir?

Com um suspiro, eu deixei a sala.

— Onde está a Nina? — perguntei para minha governanta.

— Estou aqui pai. — Ela descia as escadas trajando sua roupa toda rosa de bailarina. Minha garotinha era belíssima e muito parecida com sua mãe.

— Vamos! — Segui para o carro com ela do meu lado. — Pegou todas as coisas?

— Sim — falou de cabeça baixa.

Não conseguíamos nos comunicar, nossos diálogos eram sempre monossilábicos e distantes. Apesar de amar muito minha pequena, eu não conseguia ser carinhoso, não conseguia ser presente; olhar para Nina me fazia lembrar a Juliane e do quanto fui um idiota.

Liguei o carro e saí da garagem.

Percebi quando a professora se aproximou de nós. Há dias ela vinha querendo falar comigo sobre a Nina e suas dificuldades em se relacionar com outras pessoas. Eu já tinha levado ela em psicólogos e todos diziam que precisávamos nos encontrar em meio às nossas dores.

Era doloroso para mim a ver tão vazia e triste, mas parecia que eu estava em um buraco sem conseguir segurar a mão dela.

Com a professora, veio uma moça muito bonita, estava de cabeça baixa ouvindo o que a mulher dizia, e como se eu a chamasse, os seus olhos encontraram os meus, e foi como um soco em meu estômago. Ela não apenas era bonita, mas linda, tinhas olhos castanhos e expressivos, cabelos acima dos ombros e uma aura de anjo.

Não consegui desviar o olhar, era um sentimento estranho e incomum.

— Senhor Dimitri Zanete. Que bom que veio — a professora falou, apertando minha mão. — Nina. Como vai?

Ela deu um pequeno sorriso e olhou para mim, mudando o semblante de alegre para triste.

Aquilo partiu meu coração.

— Sobre o que se trata o seu pedido para conversar? — Sei que minha voz era seca e sem emoção.

A moça linda olhou para mim, mas retirou o olhar e, em seguida, virou para Nina e um dos sorrisos mais lindos do mundo se abriu em seus lábios.

— Oi, eu sou a Kiara — falou para Nina. — É um prazer conhecer você.

— Oi — Nina respondeu apática.

— Bem senhor, eu quero apresentar a Nina para a Kiara. Ela é nossa professora aqui e eu gostaria de indicá-la para acompanhar a Nina — disse sem se intimidar com meu olhar. — Mas antes, eu gostaria de conversar com o senhor em particular.

Assenti com a cabeça e a acompanhei até

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