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Comece a lerDados do livro
Pilates - do clássico ao contemporâneo
Descrição
- Editora:
- Chiado Brasil
- Lançado em:
- Jun 1, 2019
- ISBN:
- 9789895249800
- Formato:
- Livro
Categorias
Amostra do livro
Pilates - do clássico ao contemporâneo - Alessandra Morare
Agradecimentos
Agradeço e dedico este livro a todos os meus alunos e dirigentes que acreditaram e confiaram em meu trabalho, me proporcionando a oportunidade de estar aprendendo enquanto ensino.
Também quero agradecer e dedicar este livro a minha família que sempre
me apoiou e me incentivou em todos os momentos a dar continuidade a esta obra.
E a Joseph Pilates por ter sido um divisor de águas em minha vida, apresentando este lindo método de trabalho, onde possamos ajudar milhares
de pessoas.
GRATIDÃO!
Introdução
Em um certo momento da vida, após 12 anos de carreira atuando na área da educação física, eu estava pensando em desistir da profissão. Tinha a sensação de que meu trabalho não era muito útil, não tocava o coração das pessoas. A distração dos alunos durante as aulas me frustrava e eu percebia que eles não estavam presentes de corpo e alma, estavam ali simplesmente por algum motivo que nem eu e nem eles sabiam. Não existia um comprometimento, um objetivo a ser cumprido, e isso me desanimava.
Precisava tomar uma decisão: ou desistia, ou passaria a trabalhar com algo que fizesse mais sentido para mim e para os meus alunos. Na época, eu trabalhava em um SPA e durante uma conversa com a proprietária expus meus sentimentos e disse que gostaria de fazer algo diferente, mas não sabia exatamente o quê. Ela sugeriu que eu fizesse um curso de Pilates, pois aqui no Brasil poucos profissionais trabalhavam com o método. Nos EUA, onde morou por alguns anos, o Pilates era o queridinho dos americanos.
Confesso que nunca tinha ouvido falar do método, mas me interessei e fui em busca de conhecimento. Não sabia por onde começar, fui em algumas livrarias e encontrei poucas literaturas sobre o assunto. Interessei-me por um livro e o comprei. Nele tinha as informações básicas de que eu precisava para conhecer o método, seu criador e alguns exercícios de solo. Fiquei encantada!
Senti necessidade de fazer um curso para entender melhor o método e acabei fazendo com a própria autora do livro que comprei. Após o curso, passei a aplicar os exercícios aos hóspedes do SPA e a aceitação foi imediata. Eu percebia a satisfação das pessoas ao realizarem os exercícios. Elas precisavam estar ali, presentes, sem distração, pois os movimentos eram complexos e envolviam um conjunto de ações como o alinhamento postural, a força e a flexibilidade, a respiração e a fluidez durante o exercício. Uma completa integração entre corpo e mente.
Logo recebi um convite para introduzir o método aos alunos de uma academia. Aceitei e iniciei com um grupo pequeno, pois era um método desconhecido na cidade. Após alguns meses, recebi um convite do clube da cidade, só que mais desafiador: dar aulas de Pilates para grupos de 30 pessoas.
Através do conhecimento que eu tinha, Pilates no solo se trabalhava com grupos pequenos, no máximo 10 alunos. Embora estivesse muito insegura, pois estaria quebrando um padrão de trabalho onde eu não tinha certeza se daria certo ou não, aceitei o desafio.
As dúvidas eram frequentes, eu tinha que ser precisa, ensinar, mostrar o exercício e corrigir ao mesmo tempo. E como fazer isso em apenas 10 repetições em cada exercício? Sofri um pouco no início, precisei estudar estratégias para poder atender a todos e minimizar as margens de erro.
E como fidelizar os alunos, fazendo com que eles não enjoassem de um repertório de 34 exercícios de solo criados por Joseph Pilates? Uma verdadeira escola. Estudava e praticava os exercícios diariamente e passei a desmembrar cada exercício para eu poder oferecer mais variedade. Não gostaria que minhas aulas fossem uma rotina, gosto da expectativa do aluno em relação à aula, portanto uma nunca é igual à outra.
Iniciei esse trabalho com duas turmas de 30 alunos; uma no período da manhã e a outra no período da noite, e com apenas um material, o mat (colchonete). Para minha surpresa, a aceitação foi tanta que, em um curto espaço de tempo, passei de duas turmas para dez turmas de 30 alunos cada, e ainda havia uma lista de espera. Eram 20 aulas semanais e cada dia eu aprendia mais com meus alunos.
Durante um ano, explorei ao máximo os exercícios de solo sem acessórios, mas já estava sentindo necessidade de trazer novidades aos alunos e fui fazer um curso de bola. A novidade foi um sucesso. Resolvi então introduzir um acessório novo a cada ano. No terceiro ano, trouxe a faixa elástica; no quarto, o rolo; no quinto, o flex; e no sexto, o gymistick. As aulas foram ficando cada