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Comece hoje: Um guia para sair da inércia e começar tudo o que importa em sua vida

Comece hoje: Um guia para sair da inércia e começar tudo o que importa em sua vida

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Comece hoje: Um guia para sair da inércia e começar tudo o que importa em sua vida

Duração:
328 páginas
4 horas
Lançados:
16 de jul. de 2020
ISBN:
9786500049947
Formato:
Livro

Descrição

Começar.
Quantas vezes adiamos os começos. Quantas vezes demoramos dias, meses, anos, uma vida inteira, para simplesmente começar algo que sempre tivemos muita vontade de fazer. Comece Hoje é um livro sob medida para quem deseja levar sua vida adiante mas tem tido dificuldade em dar o primeiro passo. Ele vai ajudar você, de uma vez por todas, a começar de verdade as coisas que mais quer ou precisa fazer em sua vida: realizar suas paixões, atividades, projetos e sonhos. Nele, você vai conhecer as 10 armadilhas mais frequentes que impedem você de começar o que quer e como se desvencilhar delas; quatro estratégias simples e poderosas para começar qualquer atividade; 200 ideias de começos práticos em diversas áreas da vida e mais 49 textos inspiradores com dicas e perguntas para você se conectar com o seu entusiasmo e seus motivos mais fortes para começar. O autor Maurício Gaetani nos mostra como constantemente evitamos começar as atividades que mais queremos apenas para fugir dos desconfortos iniciais e como podemos ir além disso conhecendo melhor o funcionamento do nosso cérebro. Com as estratégias originais de Comece Hoje, você vai aprender a começar mesmo sem estar motivado, a sair da inércia num estalar de dedos e a colocar seu motor interno para funcionar. Para jovens ou adultos, profissionais ou estudantes, empreendedores ou artistas, Comece Hoje é um guia essencial para qualquer pessoa que queira finalmente entrar em ação e começar agora tudo o que importa em sua vida.
Lançados:
16 de jul. de 2020
ISBN:
9786500049947
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Comece hoje - Maurício Gaetani

1.

TODO MUNDO QUER COMEÇAR ALGUMA COISA – O QUE VOCÊ QUER COMEÇAR EM SUA VIDA?

O que eu quero é acender o seu desejo de começar e colocá-lo para funcionar em você, no seu dia a dia, na construção da vida que você quer viver. Em nome de tudo de novo e empolgante que pode começar a fazer parte da sua vida. Que tal começarmos hoje?

Começar é inevitável

Começar. Quantas vezes adiamos os começos. Quantas vezes demoramos dias, meses, anos, uma vida inteira, simplesmente para começar a fazer algo que sempre tivemos vontade de fazer.

Realizar um sonho, começar um projeto, uma nova rotina, alimentar-se melhor, aprender a tocar um instrumento, procurar um novo emprego, estudar para um concurso, fazer uma atividade física, cuidar melhor da saúde, aproximar-se de alguém, fazer um curso, abrir um negócio, economizar dinheiro, escrever um livro, conhecer novos lugares, comprar uma casa, lavar a louça, encontrar mais os amigos, cortar algum vício, expressar nossos talentos, aprender a meditar, a dançar, a cantar, todos nós sentimos vontade ou necessidade de começar alguma coisa.

Você já reparou, quando conversa com seus amigos e com as pessoas em geral, que quase sempre alguém fala que quer muito ou precisa muito começar a fazer alguma coisa específica? Pois é. Repare quantas vezes por dia você fala a palavra começar: Tenho que começar, Quero começar, Preciso começar, Um dia vou começar. Se você olhar a lista de resoluções de fim de ano das pessoas, vai ver também que praticamente todos os itens envolvem começar a fazer alguma coisa.

A realidade é esta: se existe algo que todos nós inevitavelmente fazemos todos os dias é começar ou pensar em começar a fazer alguma coisa. Seja uma tarefa corriqueira, uma atividade importante, um sonho ou um projeto de vida, começar é uma ação tão necessária e incorporada no nosso dia a dia que nem nos damos conta do quanto ela é importante para nós e do quanto nossa vida depende dela para seguir em frente. Afinal, tudo na vida precisa de um começo para poder acontecer ou existir.

Por todas essas razões, o primeiro objetivo deste livro é ajudar você a começar de verdade e de uma vez por todas as coisas que você mais quer fazer e incluir em sua vida. Qualquer coisa. O segundo objetivo é ajudar você a começar também aquelas coisas que você talvez nem queira tanto, mas que sabe que precisa começar porque também são importantes para sua vida, e que, sem elas, as outras não se sustentam ou não são possíveis.

Ligar o seu motor, fazer sua vida acontecer, tirar seus projetos da gaveta e não ficar com aquela sensação de que o tempo está passando e você não está fazendo nada do que gostaria, ou deveria.

Você vai entender como o lado emocional e o lado prático dos começos funcionam e como usá-los a seu favor, a favor de tudo que você quer ou precisa começar.

Você vai conhecer também as 10 armadilhas mais frequentes que dificultam ou nos impedem de começar o que queremos e, a partir disso, perceber mais cedo quando está caindo em uma delas e como se desvencilhar delas. Em seguida, vou apresentar quatro estratégias muito simples e práticas que vão ajudar você a se colocar em movimento mesmo nos dias em que não está se sentindo muito motivado. Saber fazer isso é fundamental, pois todos nós temos aqueles dias em que a motivação simplesmente parece ter ido embora.

Não pense que esse processo será complicado ou que você terá que aprender um milhão de regras difíceis antes de conseguir começar o que mais quer fazer. Não. Será bem mais simples e leve do que você imagina.

Ninguém nos ensinou a começar

Embora começar seja um exercício inevitável e fundamental ao longo de toda a nossa vida, nós não nos damos conta disso e costumamos sofrer bastante quando não conseguimos começar algo importante para nós. Frequentemente nos culpamos por não conseguir começar a fazer ginástica, a mudar determinados hábitos, a cuidar melhor da saúde, a começar uma nova atividade ou um projeto importante. Mas, afinal, por que temos tanta dificuldade em começar as coisas que mais queremos ou precisamos fazer?

Hoje, depois de tantas pesquisas e estudos sobre o funcionamento do cérebro no mundo inteiro, já sabemos que a dificuldade em começar alguma atividade é um desafio para a maioria das pessoas, comum a todos nós, seres humanos. Portanto, se você também tem sentido dificuldade em começar a realização de algum sonho, projeto ou atividade, a primeira coisa que precisa entender é que, como tudo na vida, começar também é uma arte e, como toda arte, tem seus próprios segredos. Depois que desvendamos alguns desses segredos, tudo fica mais fácil.

A realidade é que ninguém ensinou nossos pais e professores, assim como eles também não nos ensinaram nada a respeito de começar nossas atividades e sonhos, e, com isso, o que mais vemos são pessoas com dificuldade para começar o que mais querem ou precisam fazer, adiando frequentemente seus projetos, seus sonhos, suas vidas.

Desde pequenos até adolescentes, seja em casa ou na escola, não aprendemos nada sobre a psicologia de começar, sobre a dinâmica da nossa motivação ou sobre o funcionamento do nosso cérebro. Todos esses fatores interferem na hora de começarmos alguma coisa. Somos realmente autodidatas e obrigados a aprender na marra uma das ações que mais temos que fazer ao longo da vida e que é responsável por tudo que acontece no mundo; afinal, tudo precisa ter um começo para existir.

O resultado disso é que crescemos tentando começar as coisas atabalhoadamente, quase sempre com muito esforço e também com muita culpa cada vez que não conseguimos sair do lugar. Na maioria das vezes achamos que existe algo de errado conosco, que temos algum defeito, ou que somos fracos.

Não precisamos de culpa − Só precisamos nos conhecer melhor

A verdade é que, desde sempre, nossa dificuldade em começar algo não costuma ser vista com bons olhos nem pelos outros nem por nós mesmos. Nossa reação mais frequente é nos culparmos e nos condenarmos, como se isso acontecesse por alguma falha moral nossa. Mas não precisamos mais pensar assim. Hoje, já sabemos que a dificuldade e a resistência que frequentemente sentimos para começar algo estão mais relacionadas ao modo como o nosso cérebro funciona do que aos nossos possíveis defeitos. Por isso, já é hora de olharmos para essa situação de uma forma bem mais abrangente e produtiva.

O fato é que, muito mais importante do que nos culparmos, é aprendermos a começar. Questões relacionadas ao funcionamento do nosso cérebro, somadas a toda a nossa desinformação sobre começar, são as maiores responsáveis pelas nossas dificuldades. Existem várias questões práticas e emocionais envolvidas quando pensamos em começar alguma atividade. Entender melhor como esses mecanismos funcionam é o que vai nos ajudar a sair do lugar e a começar o que queremos. Não precisamos de culpa, precisamos apenas nos conhecer melhor. É isso que pretendo dividir com você aqui.

Os desconfortos de começar − Entendendo nosso cérebro para começar melhor

O que frequentemente acontece quando pensamos em começar algo que nos entusiasma é que no início geralmente ficamos apaixonados pela ideia de começar, mas quando damos o primeiro passo e esbarramos nas primeiras dificuldades, desafios e desconfortos do mundo real as coisas não parecem ser tão simples e fáceis quanto imaginávamos. Isso acaba ferindo nossa motivação e nosso sonho romântico de que começar seria algo fácil, prazeroso e sem obstáculos. Quando isso acontece podemos acabar desistindo, adiando nossos começos diversas vezes, ou então começando e parando, começando e parando, sabe-se lá por quanto tempo.

O que então podemos fazer a respeito disso? Podemos aprender algumas formas simples e eficientes de começar entendendo melhor como nosso cérebro funciona e o que fazer para nos colocar em movimento.

Caso você ainda não saiba, o cérebro humano é naturalmente configurado para evitar e fugir de situações de desconforto, dor e sofrimento a todo custo. Além disso, uma das suas inclinações mais fortes é a de buscar prazer e gratificação imediata a cada momento. Em função disso, não costuma ser muito fácil para ele privar-se de uma gratificação imediata em troca de algo cujo retorno lhe pareça incerto. Fazer isso costuma ser percebido pelo cérebro como fonte de privação, incerteza e sofrimento, que são alguns dos desconfortos que ele definitivamente não gosta de sentir e prefere evitar.

A partir desse conhecimento fica mais fácil entender que, na maioria das vezes, adiamos ou desistimos de começar alguma coisa simplesmente para tentar escapar do desconforto inevitável que alguns começos trazem consigo. Isso acontece até mesmo em relação às atividades e projetos que mais queremos começar. Acabamos deixando de começar apenas para evitar as primeiras dificuldades, sentimentos difíceis e desconfortos que fazem parte de todo começo.

Podemos adiar o começo de alguma atividade simplesmente porque temos medo de que algo dê errado ou que não fique bom. Nós adiamos porque nos sentimos inseguros nesse momento e não queremos sentir essa insegurança. A solução que nosso cérebro encontra para evitar sentir essa insegurança é evitar começar e adiar. Nós simplesmente não gostamos do desconforto de sentir medo de errar, de ficar em dúvida, de decidir mal, ou da possibilidade de não saber fazer algo direito.

A boa notícia é que existem estratégias simples para lidarmos com isso e você vai conhecê-las nos próximos capítulos. Para descobrir e sentir que uma atividade pode realmente ser prazerosa, estimulante e divertida, nosso cérebro precisa antes se envolver com ela, em vez de ficar apenas pensando sobre ela. É isso que vira a nossa chave, liga o nosso motor e muda o nosso estado interno.

Que bom que não esperei mais tempo para começar − Vamos juntos

Todos nós já sentimos alguma vez a dor de não conseguir começar algo que queremos muito, de perder grandes oportunidades, de fazer muito menos do que gostaríamos, de ver o tempo passar com projetos nunca começados se acumulando na gaveta. Quantas pessoas passam pela vida sem realizar seus sonhos, sem alcançar seus objetivos, sem expressar seus talentos, sem conquistar o que desejam simplesmente por não saberem como ou por onde começar alguma coisa. Talvez você também saiba o quanto é doloroso passar por isso. Eu conheci bem esse sentimento e foi por isso que mergulhei nesse assunto e resolvi escrever este livro. Eu imagino que você também queira algo melhor do que isso para sua vida. Na verdade, todo mundo quer.

Agora, quero apenas lhe dar os parabéns e dizer que estou muito feliz por você ter escolhido este livro. Isso já é um belo começo. Vamos juntos manter esse fogo aceso. Chegou a hora de entrar em contato com tudo aquilo que você tem vontade de começar, ou precisa começar, nas diversas áreas da sua vida. Podem ser começos simples, começos importantes, pequenos começos, começos gigantes. Apenas começos. Começos que possam trazer algo de bom e significativo para sua vida. Começos desejados. Começos que simplesmente façam você dizer: Valeu muito a pena ter começado a fazer isso. Que bom não ter esperado mais tempo para começar.

Vamos? Eu vou junto com você. Tenho certeza de que vai valer a pena.

2.

AS 10 ARMADILHAS MAIS FREQUENTES QUE NOS IMPEDEM DE COMEÇAR − ENTENDENDO O QUE NOS ATRAPALHA

Na maioria das vezes, deixamos de começar algo para evitar conviver com alguns sentimentos desconfortáveis que costumam fazer parte dos começos − como a insegurança, a incerteza, o medo, a dúvida. Por outro lado, só depois que começamos é que percebemos como começar também pode ser simples, gostoso, inspirador, fortalecedor, e que já poderíamos ter começado há muito tempo. Use sempre essa lembrança a seu favor.

Eu sei que você deve estar querendo saber logo quais são as estratégias que vão facilitar seus começos de uma vez por todas, mas, antes delas, é muito importante você conhecer também as armadilhas mais frequentes que dificultam ou nos impedem de começar o que queremos.

Conhecer essas armadilhas nos ajuda a mapear melhor o terreno e a treinar nosso reflexo para não cairmos nas mesmas ciladas e adiamentos de sempre. Resumindo, nosso objetivo agora é ajudar você a identificar e superar os obstáculos que estão dificultando ou impedindo você de começar.

Uma das coisas mais importantes que você vai aprender neste capítulo é entender como a tentativa constante do nosso cérebro de evitar a todo custo algum tipo de desconforto está relacionada com a nossa dificuldade de começar alguma atividade. Isso vale tanto para as coisas que mais queremos fazer quanto para as que, por alguma razão, precisamos começar a fazer. Você vai perceber que, de uma forma ou de outra, a tentativa de evitar algum tipo de desconforto emocional ou físico está presente em praticamente todas as razões pelas quais não conseguimos começar algo.

Explicando numa linguagem bem simples, isso acontece porque nosso cérebro vem formatado de fábrica para duas coisas: evitar a dor e o desconforto a todo custo e buscar gratificação imediata a cada momento.

Essa tendência é basicamente determinada pelas amígdalas, duas pequenas estruturas em forma de amêndoa que fazem parte do sistema límbico do nosso cérebro. A amígdala é a parte mais primitiva e antiga do cérebro, facilmente estimulada por sinais e sensações imediatas e que tende a reagir impulsivamente a elas. Está relacionada ao processamento de emoções ligadas ao medo e a comportamentos instintivos como brigas, sexo, alimentação, e também às nossas respostas de fuga ou luta diante de possíveis ameaças e desconfortos. É uma espécie de centro identificador de perigo que gera medo, ansiedade e nos coloca em sinal de alerta para fugir, atacar ou paralisar. A amígdala costuma nos deixar ansiosos e preocupados com relação aos perigos e consequências negativas das nossas ações. Enquanto nosso córtex pré-frontal é um sistema mais sofisticado, racional, de funcionamento mais lento e responsável por nossos planos e ações a longo prazo, a amígdala é imediatista e muito rápida, e se intromete frequentemente nos planos do córtex para o futuro. Enquanto o córtex tenta explicar o que está acontecendo, o sistema límbico já está agindo e tomando a frente com suas decisões imediatistas. Isso explica muito dos nossos adiamentos sempre que uma reação instintiva de fuga ou gratificação imediata da amígdala intervém e adia nossos melhores planos e projetos para o futuro.

Sendo assim, mesmo que estejamos inicialmente muito empolgados para começar uma nova atividade, nosso cérebro, a partir do momento em que se vê ou se imagina esbarrando nas primeiras dificuldades, nos desafios do início, nas dúvidas sobre o que fazer, na incerteza dos resultados que conseguirá e nas coisas novas que precisa aprender, tenta escapar para alguma outra atividade que não lhe traga todos esses incômodos. Nesse momento, ele passa a buscar algo que possa lhe proporcionar algum alívio ou satisfação imediata, aqui e agora. É a amígdala entrando em ação.

Resumindo, nessa hora nosso cérebro busca algum tipo de conforto. A tal zona de conforto que todos nós já conhecemos muito bem, onde não sentimos muitos incômodos, mas também não realizamos nada do que é importante para nós e para nossas vidas. É por isso que muitas vezes ficamos adiando, enrolando, ou procurando alguma outra coisa mais fácil para fazer, em vez de nos dedicarmos à atividade que realmente queremos ou precisamos começar.

Nos quadrinhos acima, vemos um ciclo muito comum. Primeiro, sentimos entusiasmo ao pensar na atividade que queremos fazer. Pouco depois, nossa atenção vai para as dificuldades do processo: dificuldade de ter ideias, tempo passando, dúvidas sobre a nossa capacidade. E, por último, escolhemos algum tipo de gratificação imediata para fugir do desconforto que estávamos sentindo em começar ao esbarrarmos nas primeiras dificuldades. Geralmente escolhemos ver TV, assistir mais um capítulo daquela série emocionante, tomar um café, comer uma guloseima, passar horas na internet, xeretar as redes sociais, qualquer coisa que nos tire do desconforto e nos gratifique de alguma forma no momento presente.

Ou seja, uma das principais habilidades que todos nós precisamos desenvolver para realmente conseguir começar as coisas que queremos é aprender a conviver com essa pequena quantidade de desconforto inicial, por mais que o nosso cérebro não goste disso e queira escapar para sair correndo atrás de algo menos incômodo ou mais prazeroso. Este é o reflexo básico mais imediato que a parte mais primitiva do nosso cérebro sempre vai manifestar. Antes de nos darmos conta, já estamos fugindo, adiando ou desistindo. Quando o sistema límbico assume o controle, ele cancela instintivamente nossa intenção de começar. É com isso que precisamos aprender a lidar.

Um dos principais truques que você vai aprender mais adiante é exatamente como superar essa tendência. Você vai descobrir que se simplesmente começar sua atividade por um período de tempo pequeno, por apenas 10 minutos que sejam, e se abrir para conviver um pouco com os eventuais desconfortos que surgirem, o seu cérebro gradualmente começa a se envolver com a atividade, descobre que consegue se divertir com ela e, logo em seguida, não sente mais a mesma vontade de parar que sentia antes.

Isso é o que eu chamo de dar a primeira pedalada, estratégia que você vai conhecer com mais detalhes no próximo capítulo. Depois que você dá a primeira pedalada, o passeio passa a ser divertido e você sente vontade de continuar pedalando e passeando. Pronto. Se você conseguir fazer isso hoje, você já consegue começar pelo menos por hoje. Amanhã você simplesmente repete: aceita o desconforto inicial, dá a primeira pedalada e o passeio começa a lhe divertir novamente. Depois de amanhã você repete e segue assim, começando a cada dia aquilo que importa para você pelo resto da sua vida.

Vamos então conhecer agora as 10 armadilhas mais frequentes que dificultam nossos começos, entender como elas funcionam, aprender aglumas estratégias para nos desvencilharmos delas e finalmente começar as coisas que mais temos vontade de fazer.

Ao conhecer melhor essas armadilhas você vai descobrir que a maioria delas faz parte do funcionamento do cérebro humano e são comuns a todos nós. Ficará mais claro para você que elas não são um defeito de fabricação ou uma falha de caráter que só você tem, mas um desafio com o qual todos nós lidamos diariamente de uma forma ou de outra.

Uma habilidade que pode nos ajudar muito nessa jornada é a de aprendermos a ser mais gentis com nós mesmos diante dessas dificuldades que todos nós enfrentamos para começar algo. É importante lembrar que estamos lidando com tendências muito arraigadas e arcaicas do nosso cérebro e que é natural que precisemos de um tempo para assimilar melhor o funcionamento disso tudo. Por isso, muito mais útil do que nos culpar e condenar por não conseguirmos começar alguma coisa é conhecer quais são os mecanismos internos que estão em jogo nessa hora e aprender a lidar com eles. E é isso que estamos fazendo aqui.

É importante deixar claro que nosso objetivo não será focar nas razões externas pelas quais as pessoas não começam, mas nas internas. É claro que muitas vezes existem obstáculos externos que nos atrapalham e nos fazem adiar temporariamente os nossos começos, mas o que nos interessa aqui é aprender a identificar quais são os nossos obstáculos internos, ou seja, aquelas razões que vivem surgindo dentro de nós e nos impedem de começar o que queremos. Esse é o nosso ponto de partida. Por diversas vezes ficamos culpando as circunstâncias externas quando, na verdade, são essas razões internas que estão nos impedindo de começar.

Procure observar bem essas razões, perceber como elas funcionam e identificar as que estão mais presentes em você. Isso não é vergonha nenhuma, é

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