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Atlas de urodinâmica: Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas
Atlas de urodinâmica: Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas
Atlas de urodinâmica: Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas
E-book720 páginas6 horas

Atlas de urodinâmica: Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas

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Sobre este e-book

Tornar acessível a compreensão do exame urodinâmico e mostrar sua utilidade clínica são os objetivos do livro Atlas de Urodinâmica: práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas. Os autores, Marcelo Thiel e Edson Soares, reuniram os tópicos mais importantes da Urologia nas áreas de disfunções miccionais, Urologia feminina e Uroneurologia.


Este livro representa uma revisão abrangente do valor da urodinâmica e da disfunção do
trato urinário inferior, ambas como um auxílio diagnóstico e um guia terapêutico. O sumário
dessa obra mostra uma vista panorâmica da doença urológica e o papel da urodinâmica nestas
doenças específicas. A experiência dos autores é bastante ampliada com o uso pleno e extensivo
de casos que demonstram os pontos de aprendizado gerais relacionados com a utilização da
urodinâmica na disfunção do trato urinário inferior.

Condições e distúrbios funcionais em ambos os sexos são considerados nos fenômenos de armazenamento
e esvaziamento vesical, agregando ainda temas pertinentes para fins de análise.


Nesta época de reconsideração de todos os tipos de intervenção médica, um guia como este é
fundamental para definir o papel dessa tecnologia, às vezes subvalorizada em demasia, que é a
urodinâmica. É fundamental lembrar que os sintomas são apenas isso. Objetificação, que envolve
o uso de urodinâmica em casos apropriadamente selecionados, é fundamental para compreender
as disfunções subjacentes que causaram os sintomas do paciente e que são resultantes da desordem
funcional apresentada. Este é um texto útil e de valor para urologistas e outros profissionais
que trabalham com disfunções miccionais e incontinência urinária em todo o mundo

O estudo urodinâmico evoluiu significativamente, desde a sua origem conceitual
no início do século vinte. O primeiro aparelho urodinâmico, o cistômetro, foi desenvolvido
em 1927 por Rose com o objetivo de obter a pressão intravesical durante
a fase de enchimento e esvaziamento da bexiga. Em seguida, desenvolveu-se o urofluxômetro,
utilizado para medir o fluxo urinário, introduzido na prática clínica por Drake
em 1948. No ano de 1956, von Garrelts aperfeiçoou a versão inicial, desenvolvendo um
urofluxômetro eletrônico. Através dele, a medida do fluxo urinário era obtida em tempo
real graças ao cálculo do aumento do peso da urina coletada em um recipiente. Em 1955,
Franksson e Peterson foram os primeiros a ingressar no campo da Neurourologia, usando
a eletromiografia (EMG) para registrar a atividade muscular no momento da micção.
A visualização do trato urinário inferior durante a micção iniciou-se com a cinerradioscopia,
em 1954, por Hinman e Miller. A integração desse método de imagem com o estudo
fluxo-pressão e, posteriormente, com o perfil pressórico uretral, foi preconizada por Miller.
Por fim, em 1970, em Londres, Turner-Warwick e Whiteside aperfeiçoaram esse conceito.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento5 de mai. de 2015
ISBN9788584000500
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    Pré-visualização do livro

    Atlas de urodinâmica - Marcelo Thiel

    SP Av. Santa Catarina, 1.521 - Sala 308 - Vila Mascote - SP - (11) 2539-8878

    RJ Estrada do Bananal, 56 - Jacarepaguá - Rio de Janeiro - RJ - (21) 2425-8878

    USA 4929 Corto Drive - Orlando - FL - 32837 - 1 (321) 746-4046

    www.doccontent.com.br - contato@editoradoc.com.br

    Diretor

    Renato Gregório

    Diretor digital

    Marconde Miranda

    Gerente comercial

    Karina Maganhini

    Gerente do programa PróDOC

    Valeska Vidal

    Coordenadores editoriais

    Bruno Aires e Mariana Moreira

    Coordenador técnico-científico

    Guilherme Sargentelli (CRM 541480-RJ)

    Produção editorial

    Carla Dawidman

    Revisores

    Adriano Bastos e Leonardo de Paula

    Diagramação

    Danielle V. Cardoso

    Gerentes de relacionamento

    Beatriz Piva, Camila Kuwahara, Sâmya Nascimento e Selma Brandespim

    Assistentes comerciais

    Heryka Nascimento e Jessica Feliciano

    Coordenador de varejo e marketing

    Sandro Costa

    Coordenadora administrativa

    Cintia Vasconcelos

    Produção gráfica

    Pedro Henrique Soares e Thamires Cardoso

    Conversão ePub

    Cumbuca Studio

    Thiel, Marcelo & Soares, Edson.

    Atlas de urodinâmica - Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas / Marcelo Thiel & Edson Soares – Rio de Janeiro: DOC Content, 2015. 1ª edição - 464 p.

    ISBN 978-85-62608-85-8

    1. Atlas de urodinâmica - Práticas clínicas de consultório para urologistas e ginecologistas. I. Thiel, Marcelo. II. Soares, Edson.

    CDD-616.6

    Reservados todos os direitos. É proibida a reprodução ou duplicação deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa do autor. Direitos reservados ao autor.

    Autores

    Marcelo Thiel

    Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)-1997. Residência Médica em Cirurgia Geral e Urologia pela UFPR-2001. Mestrado em Cirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)-2003. Doutorado em Cirurgia Geral pela Unicamp-2006. Pós-Doutorado em Urologia pela Unifesp-2012. Estágio na Fundació Puigvert, Barcelona , Espanha-2006. Estágio em Uroginecologia na Università degli Studi di Catagnia, Catânia, Itália-2006. Estágio em Cirurgia Reconstrutiva Feminina na Universidade de Vanderbilt, Nashville, Tennessee, Estados Unidos-2009. Responsável pela fundação e coordenação do Serviço de Urologia do Hospital Estadual de Sumaré (HES)/Unicamp (2001 a 2008). Estágio em Cirurgia Reconstrutiva do Assoalho Pélvico e Medicina Pélvica Feminina, Naples, Florida-2011. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU). Membro da Confederação Americana de Urologia (CAU). Membro da International Continence Society (ICS). Membro da American Urological Association (AUA). Membro da International Urogynecology Association (IUGA). Membro da International Academy of Pelvic Surgery (IAPS). Urologista da Clínica Uroclin de Campinas. Urologista da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste e da Santa Casa Hospital Santa Bárbara. Professor de Integração Clínica do Primeiro Ano da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic.

    Edson Soares

    Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)-2002 - Residência Médica em Cirurgia Geral -2006- e Urologia pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Campinas-SP - 2009 - Mestrado em Ciências Médicas - Área de Concentração em Urologia Geriátrica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)-2010 - Estágio em Urologia Pediátrica, Hospital Darcy Vargas, São Paulo-Capital-2008 - Estágio em Urologia/Urodinâmica/Cirurgia Robótica - Hospital San Carlos, Universidad Complutense, Madrid, Espanha-2008 - Professor da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic, Campinas-SP - Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU) - Membro da American Urological Association (AUA) – Membro da International Urogynecological Association (IUGA) – Coordenador da Residência em Urologia do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Ouro Verde), Campinas-SP - Diretor Técnico da Santa Casa de Santa Bárbara D’Oeste-SP - Coordenador do Serviço de Cirurgia do Hospital da Santa Casa de Santa Bárbara D’Oeste-SP - Coordenador do Centro de Especialidades Médicas, Secretaria Municipal de Saúde de Santa Bárbara D’Oeste-SP - Urologista da Clínica Uroclin de Campinas, São Paulo

    COLABORADORES

    André Costa Matos

    Médico Urologista, Doutorando pela FMUSP, Urologista do Hospital São Rafael, Salvador/BA.

    Antônio Antunes Rodrigues Júnior

    Médico Urologista, Médico Assistente Urologista do Hospital Estadual de Américo Brasiliense, Médico Assistente da Divisão de Urologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Cirurgia pelo Departamento de Anatomia e Cirurgia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Pós-doutorado pela University of South Florida.

    Alexandre Fornari

    Médico Urologista,, Menbro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Mestre em Ciências Médicas pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), Coordenador do ambulatório de disfunções miccionais da Santa Casa de Porto Alegre.

    Alessandro Correa Prudente dos Santos

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Aluno de Doutorado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Coordenador do Serviço de Transplante Renal de Rondônia, Professor Assistente da Universidade Federal de Rondônia.

    Adauto José Cologna

    Médico Urologista, Professor Assistente Doutor do Departamento de Cirurgia da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.

    Alfredo Feliz Canalini

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia.

    Cristiano Mendes Gomes

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Urologista do Setor de Disfunções Miccionais - Divisão de Urologia do HCFMUSP, Fellow in Urology - University of Pennsylvania, Philadelphia, USA.

    Carlos Henrique Suzuki Bellucci

    Médico Urologista, Urologista responsável pelo setor de disfunção miccional da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD/SC).

    Christopher Chapple

    Médico Urologista, Cirurgião Urológico consultor do Hospital Royal Hallamshire,-Reino Unido, Palestrante honorário sênior de Urologia da Universidade de Sheffield-Reino Unido, Professor Visitante de Urologia da Universidade Sheffield Hallam-Reino Unido, Chefe do Escritório de Relações internacionais da Associação Européia de Urologia.

    Cássio Luís Zanettini Riccetto

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Professor Livre Docente em Urologia e Coordenador do Ambulatório de Urologia Feminina do Hospital de Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Carlos Arturo Levi D’Ancona

    Médico Urologista, Professor Titular e Chefe da Disciplina de Urologia da Unicamp.

    Carlos Alberto Ricetto Sacomani

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Doutor em Urologia pela FMUSP, Médico Assistente do Depto. de Cirurgia Pélvica - Hospital A. C. Camargo.

    Carlos Alberto Bezerra

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Professor Livre Docente de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC.

    Claudia Pignatti Frederice Teixeira

    Fisioterapeuta pela PUC-Campinas, Especialista em Saúde da Mulher-Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher (CAISM-Unicamp) e Mestre em Ciências Biomédicas/Faculdade de Ciências Médicas (FCM-Unicamp).

    Danilo Souza Lima da Costa Cruz

    Médico Urologista, Mestre em Ciências da Cirurgia – Unicamp, Médico assistente da Disciplina de Urologia – Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

    Daniel Carlos Uliano Moser da Silva

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Médico Assistente da Disciplina de Urologia da Unicamp, Grupo de UroneUrologia e Tansplantes Renais, Mestre em Ciências da Cirurgia pela Unicamp, Editor Associados da Revista Urovirt.

    Edilson Benedito de Castro

    Médico Ginecologista, Mestre em Cirurgia pela Unicamp, Ginecologista do Setor de Disfunções do Assoalho Pélvico do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp/SP.

    Eduardo de Paula Miranda

    Médico Residente de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

    Eduardo Zanchet

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Urologista do Departamento de Trauma do Hospital do Trabalhador – Curitiba, Urologista do Serviço de Urologia do Hospital da Cruz Vermelha –Curitiba/PR.

    Fábio Baracat

    Médico Urologista, Professor Assistente da Divisão de Urologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Grupo de Disfunções Miccionais e Urologia feminina. Doutor em Urologia pelo HCFMUSP.

    Fabiane Ferreira Couto

    Enfermeira formada na Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

    Fábio Thadeu Ferreira

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Coordenador setor de UroneUrologia e do serviço ambulatorial de Urologia do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Campinas, Doutorando em Ciências da Cirurgia - Urologia pela Universidade Estadual de Campinas/Unicamp, Professor da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic-Campinas/SP

    Fabrícia Maia

    Médica urologista formada em 2012 pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Campinas/SP.

    Fernando Cesar Sala

    Médico Urologista do Hospital Amaral Carvalho - Jaú-SP, Chefe do setor de uroneUrologia do Hospital Amaral Carvalho – Jaú/SP.

    Fernando Goulart Fernandes Dias

    Médico Urologista, Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Mestrando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)-SP.

    Gustavo Notari de Moraes

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Professor Auxiliar Docente de Urologia da Universidade de Taubaté (Unitau)-SP.

    Jorge Antonio Pastro Noronha

    Médico Urologista, Mestre e Doutor em Medicina e Ciências da Saúde – PUCRS, Professor da Faculdade de Medicina- (FAMED)/PUC-RS, Chefe do Serviço de Urologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Responsável técnico do Setor de Litotripsia e de Urodinâmica e Disfunções miccionais do Hospital São Lucas –PUCRS.

    José Carlos Cezar Truzzi

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU, Doutor em Urologia pela Escola Paulista de Medicina – Unifesp, Chefe do Setor de Urologia – Fleury Medicina e Saúde.

    João Luiz Amaro

    Médico Urologista, Professor Titular do Departamento de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista-Unesp / Botucatu-SP.

    Júlio Resplande de Araújo Filho

    Médico Urologista, Mestre em Urologia-Universidade Federal de São Paulo (Unifesp – SP), Doutor em Urologia – Unifesp – SP, Ex-fellow – Departament of Urology – UCSF – San Francisco/USA, Setor de Urologia Feminina e Uro-NeUrologia.

    João Antonio Pereira Correia

    Médico Urologista do Departamento de UroneUrologia/Uroginecologia - Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor Assistente – Faculdade de Medicina – Universidade Estácio de Sá – CRER – Goiânia/GO.

    Jorge Duarte Ribeiro

    Urologista do Serviço de Urologia do Hospital da Cruz Vermelha – Curitiba/PR.

    Juliane de Fátima Agostini Tiecher

    Médica Urologista, Pós-graduação em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva, Mestranda em Ciências da Cirurgia pela Unicamp.

    Leandro de Oliveira Chiarelli

    Médico Urologista da Uroclin, de Campinas, Professor da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic-Campinas/SP, Coordenador do Serviço de Urologia do Complexo Hospitalar Prefeito Valdo Orsi e Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Santa Bárbara d’Oeste-SP.

    Luis Augusto Seabra Rios

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Chefe do Serviço de Urologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) – SP, Doutor em Urologia (Unifesp).

    Luís Gustavo Morato de Toledo

    Médico Urologista, Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São paulo, Doutor pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Responsável pelo Setor de Disfunção Miccional e Cirurgia Vaginal da Santa Casa de São Paulo e Hospital Ipiranga.

    Luiz Carlos Maciel

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Doutor em Ciências da Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas-FCM-Unicamp, Professor Auxiliar Docente de Urologia da Universidade de Taubaté (UNITAU)/SP.

    Marcos Paulo Freire

    Médico Urologista, Professor da Disciplina de Urologia da Universidade Anhembi Morumbi, Assistente doutor da disciplina de Urologia da Escola Paulista de Medicina – Unifesp, médico urologista do setor de Distúrbios da Micção Fleury Medicina e Saúde.

    Mônica Orsi Gameiro

    Fisioterapeuta do Serviço de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), Doutora em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina – Unesp/SP-Botucatu/SP.

    Mário Henrique Tavares Martins

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Primavera - Aracaju /SE.

    Miriam Dambros

    Médica Urologista, Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Doutorado pela Universidade de Maastricht, Livre docente em Urologia - Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic-Campinas/SP.

    Marcelo Ferreira Cassini

    Médico Urologista, Médico Assistente da Divisão de Urologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) - Universidade de São Paulo (USP), Urologista responsável pelo Serviço de Disfunções Miccionais Neurogênicas do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas da FMRP/USP.

    Márcio Augusto Averbeck

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), EAU Clinical Fellowship - Neurourology Unit, Innsbruck/Áustria, Membro do Comitê de Promoção da NeuroUrologia da Sociedade Internacional de Continência (ICS).

    Ocivaldo Menezes

    Médico urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Formado em 2012 pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Campinas/SP.

    Paulo Cesar Rodrigues Palma

    Médico Urologista, Prof. Titular de Urologia Unicamp, Presidente da Associação Brasileira do Assoalho Pélvico (ABAP). Professor Titular de Urologia da Unicamp. Presidente da Associação Lusófona Urologia (ALU), Membro da Academia da Confederação Americana de Urologia (CAU).

    Rodolfo Borges dos Reis

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Professor Assistente Doutor do Departamento de Cirurgia da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, Fellow of Urology pela Columbia University.

    Raissa Miranda Santos

    Médica residente do Serviço de Radiologia Próton do Centro Médico de Campinas/SP.

    Roger R. Dmochowiski

    Médico Urologista, Prof. do Departamento de Urologia da Universidade de Vanderbilt. Diretor da seção e supervisor da Especialização de Medicina Pélvica Feminina e Reconstrutiva do Departamento de Cirurgia Urológica, Vanderbilt University Medical Center Nashville, Tennessee/USA. Diretor-associado em Qualidade e Segurança do Sistema de Saúde Vanderbilt, Chefe-associado de equipe e diretor-médico do Controle de Risco do Hospital da Universidade de Vanderbilt.

    Rodrigo R. Seben

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Ex-Residente do Serviço de Urologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)/RS.

    Rosane do Rocio Cordeiro Thiel

    Psicóloga do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Mestrado e Doutorado na área de Pesquisa Experimental, Universidade de Campinas (Unicamp), Especialização em Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP).

    Rocio Zavala

    Médica Urologista do Departamento de Assoalho Pélvico e Urodinâmica - Hospital Nacional Dos de Mayo, Lima/Perú.

    Sérgio Bisogni

    Médico Urologista, Coordenador dos Serviços de Urologia e Residência Médica em Urologia do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, Doutorado em Ciências Médicas-Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic – Campinas/SP, Membro NDE da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic.

    Valter Muller

    Médico Urologista, Chefe do Departamento de UroneUrologia/Uroginecologia - Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Mestre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

    Werner Schaefer

    Professor Associado de Medicina da Universidade de Pittsburg/Estados Unidos. Professor de Urologia honoris causa.

    Waltamir Horn Hülse

    Médico urologista da Uromed – Clínica do Aparelho Gênito-Urinário e Urologista/Ultrassonografista/Urodinamicista da Clinus – Ultrassonografia-Florianópolis/SC.

    Walter da Silva Jr

    Médico Urologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU), Docente da Disciplina de Urologia da Unicamp/SP.

    W. Stuart Reynalds

    Professor Assistente de Cirurgia Urológica da Vanderbilt University, Nashville, Tennessee/USA. Especialização em Medicina Pélvica Feminina e Cirurgia Reconstrutiva.

    Agradecimentos

    A todos os colaboradores, que prontamente responderam os casos clínicos e que aguardaram o tempo necessário para a publicação desse livro;

    Ao professor Dr. Philip E.V. Van Kerrebroeck, que intermediou o contato com o staff da ICS;

    Ao professor Dr. Roger Dmochowiski, que permitiu a tradução do artigo Office Urodynamics e que escreveu o prefácio desse livro;

    Ao professor Dr. Jerry Blaivas, que permitiu a reprodução dos gráficos de seu livro no capítulo Entendimento do traçado urodinâmico – a sua obra, Atlas of Urodinamycs, foi uma referência importante para nosso livro;

    Ao professor Dr. Christopher Chapple, que colaborou com o caso clínico e com os artigos do Comitê da ICS – a sua obra, Urodynamics made easy, também foi uma referência importante para nosso livro;

    Ao professor Dr. Werner Schaefer, que nos auxiliou em alguns comentários editoriais e permitiu a tradução de seu artigo Avaliação da contratilidade do detrusor;

    Ao professor Dr. Paulo César Rodrigues Palma, que auxiliou na elaboração do índice, sugeriu o melhor colaborador para cada tópico e forneceu modelos de casos clínicos;

    À Paulette Goldweber, da John Wiley & Sons Inc., que forneceu todas as orientações para a publicação dos artigos da ICS em Português;

    Ao staff da International Continence Society (ICS): Marcus Drake, Jenny Ellis e Tracy Griffin, que orientaram no processo de autorização da publicação em Português dos artigos do Comitê de Padronização da Terminologia e das Boas Práticas de Urodinâmica;

    À Dra. Rocio Zavala, que colaborou com a tradução de alguns artigos de referência;

    À Amanda Tschernev, colaboradora da empresa Laborie, que solicitou a permissão do emprego dos gráficos obtidos com a máquina Delphis IP®, para essa mesma empresa;

    À empresa Laborie, que consentiu o uso dos gráficos de urodinâmica;

    Ao staff da DOC Content: Renato Gregório, Bruno Aires, Guilherme Sargentelli, Marconde Miranda, Karina Maganhini, Mariana Moreira, Carla Dawidman, Renan Peixoto e demais integrantes da equipe, por acreditarem no projeto desse livro;

    Ao amigo Dante Daniel Testa, webdesigner que participou da criação da capa desse livro e nos gráficos do capítulo Entendimento do traçado urodinâmico;

    À Sociedade Brasileira de Urologia, que forneceu os contatos dos colaboradores.

    Dedicatória

    Eu tenho mais de 80 anos e fui para a Segunda Guerra Mundial. Achei que tinha passado por tudo na vida, mas fazer esse exame mostrou que não. Nunca mais esqueci essa frase, desde aquele estudo urodinâmico. Pensei: Os pacientes merecem que isso seja bem feito.

    Marcelo Thiel

    Aos médicos residentes, que nos inspiraram a iniciar essa obra…

    Ao gérmen da inquietude, que não nos deixou desistir dela…

    Edson Soares

    Prefácio

    This book represents a comprehensive review of the value of urodynamics and lower urinary tract dysfunction, both as a diagnostic aid and therapeutic guide. The Table of Contents demonstrates a panoramic view of urologic disease and role of urodynamics within these specific diseases. The experience of the editors is further amplified with the ample and extensive use of cases which demonstrate the over-arching teaching points related to the use of urodynamics in lower urinary tract dysfunction.

    Conditions and functional disorders in both genders are considered with storage as well as outlet phenomenon being aggregated into pertinent topics for analysis purposes.

    In this age of reconsideration of all types of medical intervention, a guide such as this is critical to define the role of a sometimes overused and much underappreciated technology-that being urodynamics. It is key to remember that symptoms are just that. Objectification, which involves the use of urodynamics in appropriately selected cases is critical to understand the underlying dysfunctions that have caused the patient’s symptoms and that are resulting in the functional disorder the patient presents with. This is a timely text and one that is of value to urologists, urogynecologists, and incontinence nurses throughout the world who struggle with functional lower urinary tract disorders.

    Este livro representa uma revisão abrangente do valor da urodinâmica e da disfunção do trato urinário inferior, ambas como um auxílio diagnóstico e um guia terapêutico. O sumário dessa obra mostra uma vista panorâmica da doença urológica e o papel da urodinâmica nestas doenças específicas. A experiência dos autores é bastante ampliada com o uso pleno e extensivo de casos que demonstram os pontos de aprendizado gerais relacionados com a utilização da urodinâmica na disfunção do trato urinário inferior.

    Condições e distúrbios funcionais em ambos os sexos são considerados nos fenômenos de armazenamento e esvaziamento vesical, agregando ainda temas pertinentes para fins de análise.

    Nesta época de reconsideração de todos os tipos de intervenção médica, um guia como este é fundamental para definir o papel dessa tecnologia, às vezes subvalorizada em demasia, que é a urodinâmica. É fundamental lembrar que os sintomas são apenas isso. Objetificação, que envolve o uso de urodinâmica em casos apropriadamente selecionados, é fundamental para compreender as disfunções subjacentes que causaram os sintomas do paciente e que são resultantes da desordem funcional apresentada. Este é um texto útil e de valor para urologistas e outros profissionais que trabalham com disfunções miccionais e incontinência urinária em todo o mundo.

    Roger R. Dmochowiski

    Médico Urologista, Prof. do Departamento de Urologia da Universidade de Vanderbilt. Diretor da seção e supervisor da Especialização de Medicina Pélvica Feminina e Reconstrutiva do Departamento de Cirurgia Urológica, Vanderbilt University Medical Center Nashville, Tennessee/USA. Diretor-associado em Qualidade e Segurança do Sistema de Saúde Vanderbilt, Chefe-associado de equipe e diretor-médico do Controle de Risco do Hospital da Universidade de Vanderbilt.

    Abreviações

    AGN ou AG

    Abrams-Griffiths number (Número de Abrams-Griffiths)

    ALPP

    Abdominal leak point pressure

    AMS

    Atrofia de músculos e sistemas

    AP

    Assoalho pélvico

    APB

    Aumento prostático benigno

    AUA

    American Urological Association

    AVC

    Acidente vascular cerebral

    BCI

    Bladder contractility index (índice de contratilidade vesical)

    BH

    Bexiga hiperativa

    BHE

    Barreira hemato-encefálica

    BOOI

    Bladder outlet obstruction index (índice de obstrução de esvaziamento)

    BOR

    Relação de esvaziamento da bexiga

    BVE

    Bladder voiding efficiency (porcentagem de esvaziamento vesical)

    CC

    Capacidade cistométrica

    CID

    Contração involuntária

    CIL

    Cateterismo intermitente limpo

    cm H2O

    Centímetro de água

    cm H2O/ml

    Centímetro de água por mililitro

    cm³

    Centímetro cúbico

    DAMPF

    Detrusor-ajusted mean purr factor

    DCV

    Distância colo veromontanum

    DECO

    Detrusor coefficient (coeficiente de contração do detrusor)

    DESD

    Dissinergia vésico-esfincteriana

    DLPP

    Detrusor leak point pressure

    DHIC

    Detrusor hyperactivity with impaired contractility

    DOLPP

    Detrusor overactivity leak point pressure

    DP

    Doença de Parkinson

    DRC

    Doença renal crônica

    DST

    Doença sexualmente transmissível

    DTUI

    Disfunção do trato urinário inferior

    EAP

    Exercícios do assoalho pélvico

    EDR

    Toque retal

    EFP

    Estudo fluxo-pressão

    EM

    Esclerose múltipla

    EMG

    Eletromiografia

    EPV

    Espessura da parede vesical

    EUD

    Estudo urodinâmico

    EV

    Endovenoso

    FDA

    Food and Drug Administration

    HAS

    Hipertensão arterial sistêmica

    HBP

    Hiperplasia prostática benigna

    HD

    Hipótese diagnóstica

    HDI

    Hiperatividade do detrusor idiopática

    HpD

    Hipoatividade do detrusor

    HPV

    Vírus do Papiloma Humano

    Hz

    Hertz

    ICIQ-SF

    International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form

    ICS

    International Continence Society

    IMC

    Índice de massa corporal

    IRA

    Insuficiência renal aguda

    IRC

    Insuficiência renal crônica

    ISD

    Insuficiência esfincteriana

    ITU

    Infecção do trato urinário

    IU

    Incontinência urinária

    IUE

    Incontinência urinária de esforço

    IUM

    Incontinência urinária mista

    IUU

    Incontinência urinária de urgência

    Kg

    Quilograma

    KHz

    Quilohertz

    KPa

    Quilopascal

    l

    Litro

    LinPURR

    Linear passive urethral resistence relation

    LPP

    Leak point pressure

    LUTS

    Lower urinary tract symptoms

    MAP

    Músculos do assoalho pélvico

    mg

    Miligramas

    min/cm

    Minuto por centímetro

    ml

    Mililitro

    ml/cm H2O

    Mililitro por centímetros de água

    ml/Kg

    Mililitro por quilograma

    ml/min

    Mililitro por minuto

    ml/s

    Mililitro por segundo

    mm

    Milímetro

    mm/s

    Milímetro por segundo

    MMII

    Membros inferiores

    MUCP

    Pressão de fechamento uretral máxima

    mW/m²

    MicroWatts por metro quadrado

    N

    Contração normal

    ng/dl

    Nanogramas por decilitro

    NMS

    Neuromodulação sacral

    OBI

    Obstruction index (índice de obstrução)

    OCO

    Obstruction coefficient (coeficiente de obstrução)

    OIV

    Obstrução infravesical

    OPB

    Obstrução prostática benigna

    OPCV

    Obstrução primária do colo vesical

    Pdet

    Pressão detrusora

    Pdet.close

    Pressão de fechamento

    Pdetmax

    Pressão do detrusor máxima

    PdetQmax

    Pressão detrusora no fluxo máximo

    Pdet.open

    Pressão de abertura

    PdetQbeg

    Pressão de abertura

    PdetQend

    Pressão de fechamento

    PDM

    Primeiro desejo miccional

    PF

    Estudo fluxo-pressão

    PIP e PIP1

    Projected isovolumetric pressure (contração isovolumétrica do detrusor)

    Pmuo

    Minimum urethral open pressure (Pressão de abertura uretral mínima)

    POP-Q

    Pelvic organ prolapse quantification system

    PSA

    Antígeno prostático específico

    PURR

    Passive urethral resistence relation

    Pves

    Pressão vesical

    PVR

    Resíduo pós-miccional

    Qave

    Fluxo médio

    Qmax

    Fluxo máximo

    Qmax.p

    Fluxo máximo no estudo fluxo-pressão

    Qmax.raw

    Fluxo máximo bruto

    Qol

    Qualidade de vida

    RPM

    Resíduo pós-miccional

    RTU

    Ressecção transuretral de próstata

    s/mm

    Segundo por milímetro

    SNC

    Sistema nervoso central

    ST

    Contração forte

    STUI

    Sintomas do trato urinário inferior

    TENS

    Transcutaneous eletrical neuro stimulation

    th

    Percentil

    TMAP

    Treinamento dos músculos do assoalho pélvico

    TRM

    Trauma raquimedular

    TVT

    Tension-free vaginal tape

    TVT-O

    Tension-free vaginal tape obturator

    TUI

    Trato urinário inferior

    UCGM

    Uretrocistografia miccional

    UF

    Urofluxometria

    URA

    Fator de resistência uretral

    US

    Ultrassom

    USTR

    Ultrassom transretal

    VLPP

    Valsalva leak point pressure

    VOID

    Fluxo máximo, volume urinado e volume residual na urofluxometria

    VOIDp

    Fluxo máximo, volume urinado e volume residual no estudo fluxo-pressão

    vol

    Volume

    VR

    Valor de referência

    Vt

    Volume total

    VUD

    Estudo videourodinâmico

    VW

    Contração muito fraca

    W

    Contração fraca

    WF

    Fator Watts

    WFmax

    Fator Watts máximo

    W/m²

    Watts por metro quadrado

    Wmax

    Maximum detrusor power (força de contração do detrusor)

    Zcuf

    Zona de controle de velocidade de fluxo

    %

    Porcentagem

    √vol

    Raiz quadrada do volume

    ∆Pdet

    Variação da pressão do detrusor

    ∆V

    Variação de volume indefinido

    µs

    Microssegundos

    Sumário

    Capítulo 1 - Fundamentos da urodinâmica

    1. Consultório ambulatorial de Urodinâmica

    2. Protocolos de Urodinâmica

    3. Boas práticas para Urodinâmica

    4. Padronização de terminologia de disfunções do trato urinário inferior

    5. Urofluxometria: como melhor usar

    6. Avaliação da contratilidade do detrusor

    Capítulo 2 - Incontinência Urinária de Esforço

    1. Tratamento com Fisioterapia

    2. Indicação de sling retropúbico

    3. Indicação de sling transobturatório

    4. Falha pós-sling

    5. Mini-sling

    6. Incontinência urinária de esforço oculta

    Capítulo 3 - Obstrução de Esvaziamento Feminina

    1. Divertículo da Uretra

    2. Estenose de Uretra

    3. Obstrução Pós-sling

    4. Incontinência urinária de esforço, hiperatividade do detrusor e prolapso vaginal

    5. Disfunção de esvaziamento

    6. Obstrução primária do colo vesical

    Capítulo 4 - Obstrução Masculina

    1. Obstrução prostática benigna

    Capítulo 5 - Hiperatividade do Detrusor com Hipocontratilidade

    1. No paciente com aumento prostático benigno

    2. Hiperatividade do detrusor com hipocontratilidade

    3. Hiperatividade do detrusor com hipocontratilidade no paciente neurogênico

    4. Hiperatividade do detrusor com obstrução prostática benigna

    Capítulo 6 - Hiperatividade do Detrusor e Obstrução Prostática Benigna

    1. No paciente neurogênico

    2. No paciente com diabetes mellitus

    Capítulo 7 - Hipocontratilidade do Detrusor

    1. Obstrução crônica

    2. Dissinergia vésico-esfincteriana

    Capítulo 8 - Lesão Medular

    1. Acontratilidade do detrusor

    Capítulo 9 - Hiperatividade do Detrusor Idiopática

    1. Responsiva ao tratamento clínico

    2. Refratária ao tratamento clínico

    Capítulo 10 - Hiperatividade do Detrusor Neurogênica

    1. Hiperatividade do detrusor neurogênica responsiva ao tratamento clínico

    2. Hiperatividade do detrusor neurogênica refratária ao tratamento clínico

    Capítulo 11 - Síndrome da Bexiga Dolorosa

    1. Bexiga dolorosa

    Capítulo 12 - Hiperatividade do Detrusor e Incontinência Urinária de Esforço

    1. Incontinência Urinária Mista

    Capítulo 13 - Casos complexos

    1. Hiperatividade do detrusor pós-braquiterapia

    2. Disfunção miccional em transplantados

    Capítulo 14 - Aplicações práticas da Urodinâmica

    1. Como preparar laudo do exame urodinâmico

    2. Valores normais do exame urodinâmico

    3. Artefatos em urodinâmica

    Capítulo 15 - Sintomas que tiram o sono

    1. Noctúria: importante sintoma na avaliação prévia do estudo urodinâmico

    2. Enurese

    Capítulo 16 - Gráficos facilitadores

    1. Entendimento do traçado urodinâmico

    1

    Fundamentos da urodinâmica

    1. Consultório ambulatorial de Urodinâmica

    2. Protocolos de urodinâmica

    3. Boas práticas para urodinâmica

    4. Padronização de terminologia de disfunções do trato urinário inferior

    5. Urofluxometria: como melhor usar

    6. Avaliação da contratilidade do detrusor

    Stuart Reynolds e Roger R. Dmoschowski

    Tradução | Leandro de Oliveira Chiarelli e Raissa Miranda Santos

    Oestudo urodinâmico evoluiu significativamente, desde a sua origem conceitual no início do século vinte. O primeiro aparelho urodinâmico, o cistômetro, foi desenvolvido em 1927 por Rose com o objetivo de obter a pressão intravesical durante a fase de enchimento e esvaziamento da bexiga. Em seguida, desenvolveu-se o urofluxômetro, utilizado para medir o fluxo urinário, introduzido na prática clínica por Drake em 1948. No ano de 1956, von Garrelts aperfeiçoou a versão inicial, desenvolvendo um urofluxômetro eletrônico. Através dele, a medida do fluxo urinário era obtida em tempo real graças ao cálculo do aumento do peso da urina coletada em um recipiente. Em 1955, Franksson e Peterson foram os primeiros a ingressar no campo da Neurourologia, usando a eletromiografia (EMG) para registrar a atividade muscular no momento da micção. A visualização do trato urinário inferior durante a micção iniciou-se com a cinerradioscopia, em 1954, por Hinman e Miller. A integração desse método de imagem com o estudo fluxo-pressão e, posteriormente, com o perfil pressórico uretral, foi preconizada por Miller. Por fim, em 1970, em Londres, Turner-Warwick e Whiteside aperfeiçoaram esse conceito.

    Esse período de desenvolvimento conceitual foi sucedido por uma fase de comercialização, durante a qual ocorreu aperfeiçoamento e produção em série dos equipamentos urodinâmicos, tornando-os acessíveis para grande parte dos urologistas. As indicações, aplicações e disponibilidade da urodinâmica evoluíram progressivamente, mas os conceitos básicos permanecem quase os mesmos do período inicial de seu desenvolvimento.

    A urodinâmica é um termo genérico utilizado para designar uma série de técnicas que têm o objetivo de quantificar e qualificar a atividade do trato urinário inferior durante duas fases distintas da micção: a etapa de enchimento e armazenamento e a de esvaziamento vesical. Conceitualmente, o enchimento e armazenamento normais e eficientes da bexiga requerem cinco componentes: 1) complacência vesical (distensibilidade); 2) estabilidade vesical; 3) competência da junção uretero-vesical (ausência de refluxo ureteral); 4) mecanismo de continência competente durante o repouso e durante manobras de aumento da pressão intra-abdominal; e 5) sensibilidade vesical apropriada. O esvaziamento vesical requer: 1) uma contração adequada e coordenada do músculo liso; 2) um sinergismo entre o esfíncter liso e estriado; e 3) ausência de obstrução. Qualquer anormalidade no enchimento, armazenamento ou esvaziamento resulta de problemas relacionados a um desses fatores. O estudo urodinâmico (EUD) pode auxiliar na classificação e quantificação desses problemas. A urodinâmica é a combinação de medidas não invasivas, como a urofluxometria inicial, e técnicas invasivas, como a cistometria de enchimento. Com a evolução da informática, ocorreu grande desenvolvimento no campo urodinâmico. A fabricação de máquinas menores, compactas e mais baratas permitiu um maior acesso dos urologistas aos equipamentos específicos para a área, inclusive à videourodinâmica (VUD). Esta ampla discussão revisa os conceitos fundamentais envolvendo técnica, aplicação e interpretação dos exames urodinâmicos, bem como a aplicação destes na prática urológica. Alguns desses questionamentos são baseados na experiência e outros na prática do autor.

    INDICAÇÕES

    O EUD é uma ferramenta para a avaliação objetiva da função do trato urinário inferior e permite a obtenção de informações sobre a fisiologia que serão usadas no diagnóstico e conduta de condições não esclarecidas. Sabe-se que os relatos dos pacientes a respeito de seus sintomas do trato urinário inferior (STUI) têm pouca correlação com os achados objetivos da urodinâmica. Isso não diminui a importância do EUD: ressalta a baixa especificidade desse exame em relação à queixa dos STUI referida pelos pacientes. Apesar disso, são esses sintomas que trazem os pacientes ao consultório, e o desejo de elucidar a fisiopatologia envolvida neles, com intuito de orientar uma conduta mais apropriada, é uma das forças que impulsionam a utilização da urodinâmica.

    O fato de o EUD não ser considerado um substituto para uma anamnese detalhada e outras medidas não invasivas como exame clínico, diário miccional, teste do absorvente (pad test) e etc. faz com que se discuta continuamente a aplicação apropriada desse exame. Muitos urologistas concordam que o EUD é indicado para pacientes nos quais o diagnóstico não pode ser firmado com segurança apesar do uso de testes menos invasivos, e em casos nos quais uma condição não diagnosticada ou mesmo um diagnóstico incorreto acarretaria prejuízo importante ao paciente. Além disso, é conduta de praxe realizar EUD em todos os pacientes que irão submeter-se a procedimentos de alto custo, de caráter irreversível ou com morbidade potencial associada, ou em pacientes submetidos a procedimentos invasivos com falha terapêutica ou que ocasionaram novos sintomas. Nessas circunstâncias, o EUD pode confirmar ou auxiliar no diagnóstico, além de caracterizar e quantificar os sintomas antes de submeter o pacientes a intervensões invasivas.

    Quando se opta pelo uso do EUD em pacientes sem indicação absoluta, é importante considerar a relação custo-benefício, a inconveniência e morbidade do exame. As taxas de complicações do EUD, embora pequenas, foram relatadas com frequência por volta de 19%. As complicações descritas incluem infecção do trato urinário (ITU), urosepse, trauma uretral devido ao cateterismo e retenção urinária. Devido a todos esses fatores, incluindo os econômicos, muitos médicos e pacientes optam por terapias empíricas para o tratamento das disfunções miccionais, protelando a aplicação do EUD. Alguns autores argumentam que se a terapia empírica é efetiva, o custo e a morbidade do exame podem ser evitados, e em caso de falha terapêutica, o EUD pode ser aplicado. Outros autores argumentam que a utilização inicial do EUD auxilia na acurácia do diagnóstico e orienta uma terapia apropriada, evitando os custos de múltiplos tratamentos empíricos e poupando o paciente de sofrimento adicional. Em alguns casos, a decisão de iniciar ou não com EUD depende do grau de conforto do médico e do próprio paciente em relação à certeza do diagnóstico presumido e da ansiedade ou dos potenciais efeitos colaterais causados pelo tratamento empírico.

    Outra possível indicação do EUD inclui seu papel na extratificação do risco e prognóstico para certas patologias, permitindo uma previsão da resposta a determinado tratamento e facilitando, desse modo, o aconselhamento pré-intervenção. O EUD pode ainda identificar razões para a falha terapêutica ou confirmar efeitos de tratamentos específicos, orientando a conduta nas disfunções miccionais complexas.

    ABORDAGEM INICIAL

    A avaliação primária dos pacientes com STUI inclui história e exame físico detalhados, além de uma variedade de testes objetivos não invasivos, como teste do absorvente, diário miccional, medida do resíduo pós-micional, dentre outros. Depois da avaliação inicial, a hipótese diagnóstica é formulada e examina-se a necessidade de exames mais invasivos. Nos casos em que o EUD é selecionado como parte da avaliação, a hipótese deve ser confirmada ou recusada com a conclusão do exame. O estudo urodinâmico não substitui os outros componentes da avaliação inicial.

    O EUD e a videourodinâmica (VUD) são realizados, na maioria das vezes, por clínicos, enfermeiros treinados ou técnicos sob supervisão médica. Idealmente, o traçado urodinâmico deve ser interpretado durante o exame, especialmente se o médico não é experiente. O EUD deve ser analisado em conjunto com as informações referidas pelo paciente, história clínica, exame físico e resultados de exames anteriores. Os eventos ocorridos devem ser marcados precisamente no traçado do exame no momento em que ocorreram, garantindo a acurácia em uma interpretação futura.

    O objetivo primário, durante a realização do EUD, é reproduzir os sintomas do paciente. Nas situações em que o examinador não atingiu esse propósito, o resultado do teste pode não ter valor. Nesses casos, recomenda-se repetir o estudo, reavaliar o diagnóstico ou readequar o ambiente do estudo para obter um exame mais acurado. O EUD é realizado sob condições artificiais. Um ambiente hospitalar, pouco familiar, pode inibir ou desinibir a função do trato urinário inferior. Os pacientes são orientados a relatar suas sensações e urinar em ambiente aberto sem o conforto e privacidade de suas casas. Além disso, os pacientes realizam o exame com cateteres uretrais e retais conectados a tubos e monitores, o que promove desconforto adicional. A cistometria é realizada enchendo a bexiga com volumes suprafisiológicos, usando soluções não fisiológicas, situações com potencial de desencadear ou inibir contrações involuntárias do detrusor (CID). A cateterização da uretra pode ser dolorosa ou causar lesões. Assim, essas condições podem suprimir o reflexo miccional. Este capítulo ressalta a importância da seleção apropriada do paciente, o rigor da técnica, a interpretação meticulosa dos dados e um entendimento das condições que podem interferir nos resultados dos testes.

    EQUIPAMENTO

    Há uma diversidade considerável de aparelhos disponíveis para urodinâmica, compatíveis ou não com vídeo. Muitas empresas oferecem equipamento urodinâmico com diferentes complexidades, variando em custo, tamanho, portabilidade e compatibilidade com modalidade de imagens (unidade fixa de radioscopia, unidades portáteis de arco em C e de ultrassom etc.). Um exemplo de aparelho de urodinâmica acoplado ao arco em C é

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