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Como Liderar: princípios e procedimentos de liderança e sua aplicação para a igreja
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E-book177 páginas1 hora

Como Liderar: princípios e procedimentos de liderança e sua aplicação para a igreja

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Sobre este e-book

A liderança faz parte da nossa sociedade. O que seria da humanidade se não fosse pelos grandes líderes? Seja no mais humilde lar ou mesmo em uma grande empresa, todos os locais necessitam de uma fi gura que os guie. Na igreja não é diferente. É desejo de Deus que haja ordem para realizar a sua missão e isso só acontecerá por meio de bons líderes.
Este livro apresenta princípios e técnicas de liderança e mostra como aplicá-las à igreja. Além da teoria, o livro discute aspectos práticos da liderança eclesiástica, na busca por fornecer uma adequada visão das oportunidades e desafi os que aguardam os líderes da igreja. Tudo para você que tem a oportunidade de liderar uma igreja, possa desenvolver suas capacidades e venha a se tornar um líder automotivado que contribua grandemente para o avanço do Reino de Deus.
IdiomaPortuguês
EditoraUnaspress
Data de lançamento16 de set. de 2020
ISBN9788584631278
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    Pré-visualização do livro

    Como Liderar - Emilson dos Reis

    Reis

    BASES DA LIDERANÇA

    O QUE É LIDERANÇA?

    Dons Espirituais

    Uma das doutrinas do Novo Testamento é a dos dons espirituais. Ela é encontrada em 1 Pedro 4, Romanos 12, Efésios 4 e, especialmente, em 1 Coríntios 12. Examinemos, inicialmente, o capítulo mais importante do Novo Testamento sobre o tema: 1 Coríntios 12. No primeiro verso o apóstolo escreveu: A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. O que significa ser ignorante? Ignorante é aquele que não sabe, desconhece. Quem de nós aprecia ser chamado de ignorante? Certamente ninguém. Quantos de nós somos ignorantes? Não precisamos pensar muito para chegarmos à conclusão que todos nós somos ignorantes, só que em assuntos diferentes. Ademais, a vida é assim: sobre alguns assuntos conhecemos muito bem, somos especialistas; a respeito de outros, conhecemos um pouco, o que serve, dizemos, como um quebra-galho; e acerca de outros temas, nada sabemos, somos ignorantes. Na verdade, nunca houve alguém que soubesse tudo, nem haverá — e isso não importa muito. Todavia, Paulo está dizendo que há um assunto que não podemos desconhecer: o dos dons espirituais.

    O significado do dom

    Mas o que é um dom espiritual? Para defini-lo vamos compará-lo e contrastá-lo com um dom natural. Um dom natural é uma capacidade dada por Deus para se fazer bem alguma coisa: ser um pedreiro, uma costureira, tocar um instrumento musical, saber operar um computador, cantar bem, ser um bom orador, um médico, um engenheiro. Tudo isso são dons naturais. O indivíduo tanto nasce com um dom potencial, como pode adquirir tal habilidade que desponta em meio às circunstâncias e necessidades de sua vida. Os dons naturais não têm qualquer ligação com nossa condição espiritual, com nossa relação com Deus. Dessa maneira, um bom mecânico de automóveis pode ser um cristão fiel, mas também pode ser um pagão e até um ateu. Assim como Deus faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos (Mt 5:45), do mesmo modo Ele concede dons naturais para todos, segundo a sua vontade. Também costumamos perceber e dizer que alguns são mais talentosos que outros, ou porque possuem um maior número de dons, ou por demonstrarem ter maior habilidade ao usarem seu dom.

    Um dom espiritual, por sua vez, também é uma capacidade dada por Deus para que se possa realizar bem uma tarefa, mas que tenha um significado espiritual e que, necessariamente, auxilie a igreja a cumprir sua missão neste mundo. Diferentemente dos dons naturais, os dons espirituais são concedidos somente àqueles que, tendo ouvido o evangelho, creram em Cristo e o receberam como salvador e senhor de sua vida. Portanto, cada pessoa convertida possui tanto dons naturais como dons espirituais e deve empregar todos eles na promoção da causa de Deus. Embora nas reuniões de adoração fique mais evidente o uso de dons espirituais, há ocasiões em que é necessário que os irmãos usem seus dons naturais. Quando, por exemplo, há um mutirão para construir ou reformar o prédio onde se realizam os cultos, os irmãos que são pedreiros e serventes são convocados para colaborar. O mesmo ocorre quando o serviço de assistência social da igreja, empenhando-se em confeccionar cobertas e agasalhos para socorrer os pobres da comunidade, no inverno, requisita o trabalho voluntário daquelas irmãs que sabem costurar. Contudo, deve-se considerar que esses pedreiros e costureiras estão, nesses trabalhos, empregando dons naturais e ajudam a igreja a crescer, mas cada um deles possui algum outro dom que é espiritual, o qual precisa ser descoberto e empregado.

    Um dom espiritual não é um dom natural aperfeiçoado ou consagrado a Deus, mas algo especial, sobrenatural. De fato, uma pessoa pode ter um dom espiritual na mesma área de seu dom natural, o que é bastante comum. Mas isso nem sempre acontece. Depende da vontade do Espírito Santo (1Co 12:4-11). Assim, um cristão pode ter êxito como orador acadêmico ou forense, mas não ser bem-sucedido como pregador do evangelho; e alguém que possua uma voz encantadora e boa técnica vocal, pode, contudo, não acrescentar nada à vida espiritual dos ouvintes quando tenta cantar numa reunião de adoração ou evangelística. Semelhantemente, o fato de alguém ser um bem-sucedido líder numa empresa ou em um setor do governo, não significa, necessariamente, que será um eficiente líder em sua igreja. A liderança eclesiástica é um dom de Deus e possui componentes espirituais não necessários na liderança secular.

    O capítulo de Coríntios que estamos considerando contém duas listas de dons espirituais. Elas não são completas, mas nos apresentam os dons que eram mais evidentes na igreja apostólica. Uma se encontra nos versos 8 a 10 e a outra no verso 28. Nesta última, lemos: A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas (1Co 12:28). Há outras listas de dons no Novo Testamento e, com o correr do tempo e as muitas mudanças acontecidas no mundo e nas capacidades dos seres humanos, outros dons podem ter sido dados para habilitar a igreja a cumprir sua missão neste mundo.

    A trindade e o uso dos dons

    Esse tema é tão importante que todos os membros da Trindade estão diretamente envolvidos nele. Assim, o verso 4 fala do Espírito Santo; o verso 5, do Senhor Jesus e o verso 6, de Deus, o Pai.

    O Espírito Santo distribui os dons. O Espírito Santo tem uma grande obra a realizar no mundo e na igreja, e uma das principais é distribuir dons espirituais àqueles que pertencem ao povo de Deus. Os versos 2 e 3 nos lembram que o mesmo Espírito de Deus que nos conduziu a Cristo e nos levou a aceitá-lo como nosso Senhor é aquele que nos outorga dons espirituais. Desse modo, a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las (1Co 12:8-10). De acordo com o verso 4, embora haja uma diversidade de dons, o Espírito que os concede é o mesmo.

    O verso 11 acrescenta que tal distribuição é feita de modo individual: Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente. Apenas no início da era cristã, para começarem a cumprir a missão de testemunhar do evangelho até aos confins da terra (At 1:8), é que todos os crentes receberam o mesmo dom, o dom de idiomas (At 2:1-4) — embora não o mesmo idioma. Isso foi repetido, naqueles primórdios, umas poucas vezes, conforme o relato do livro de Atos. Todavia, como regra, depois disso, os dons têm sido dados individualmente. Todos os crentes são dotados com algum dom (Ef 4:7).

    Não há exceção. Todo aquele que creu em Jesus Cristo como Filho de Deus e seu Salvador pessoal, recebeu algum dom ou um conjunto de dons espirituais. Ninguém pode dizer: o Espírito Santo não me deu nenhum dom. Não sirvo para nada! Não sei fazer nada! O Espírito Santo não esquece de ninguém. Por outro lado, ninguém pode afirmar que possui todos os dons e que não precisa da cooperação de nenhum de seus irmãos, que sozinho é capaz de realizar todas as coisas necessárias.

    Na prática, alguns de nossos irmãos de fé já descobriram os seus dons e os estão usando; outros já os descobriram, mas, por qualquer razão, ainda não os estão empregando; e outros ainda não os estão usando porque até o momento não os descobriram. O importante é que cada um que aceitou o evangelho ore e se empenhe para descobrir e usar os dons que o Espírito de Deus lhe deu.

    Jesus Cristo dá os ministérios. O verso 5 declara que também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. Outra tradução diz: há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo (NVI). Podemos dizer que ministério é o serviço que realizamos com os dons espirituais que recebemos. É a esfera em que um dom é exercido e pode envolver a geografia ou o grupo de pessoas onde utilizamos nossos dons espirituais. O livro de Gálatas nos fornece um exemplo esclarecedor, quando relata a respeito de uma reunião em que estiveram presentes cinco dentre os principais servos de Deus da igreja apostólica. Todos possuíam o mesmo dom espiritual, o de apóstolo, mas tinham ministérios diferentes. Enquanto o ministério de Tiago, Pedro e João tinha o seu foco no povo judeu, o de Paulo e Barnabé era, preferencialmente, entre os gentios (Gl 2:7-9).

    Podemos também ilustrar com o que ocorre com frequência em nossas congregações locais. Imaginemos uma delas. Ali encontramos três irmãos que possuem o mesmo dom espiritual: a capacidade de ensinar a Palavra de Deus. Mas receberam ministérios diferentes. Um tem o seu ministério numa classe de adultos, outro entre os adolescentes e o terceiro na classe do jardim da infância. Todos sentem-se felizes e realizados ao usarem o seu dom e seu ensino é bastante apreciado pelos que assistem suas classes. Todavia, é possível que se trocarem de lugar entre si, não haja um bom resultado. Nesse caso, embora tenham o mesmo dom, seus ministérios são diferentes.

    Do mesmo modo, como há diversidade de dons, há também diversidade de ministérios. Alguns têm o seu ministério entre os incrédulos e foram capacitados para atraí-los para Cristo e sua igreja. Outros têm o seu ministério entre os que já se converteram e foram batizados. São capazes de ajudá-los a crescerem em sua fé e a se tornarem cristãos maduros e produtivos. Alguns têm o seu serviço entre as classes A e B da sociedade, os ricos e sofisticados. Outros realizam seu trabalho entre os pobres e favelados e os que vivem nas periferias das grandes cidades.

    Alguns são capazes de trabalhar com multidões enquanto que outros têm facilidade para lidar com indivíduos. Alguns têm seu ministério em outras terras e nós os chamamos de missionários. Há os ministérios entre as crianças, entre os cegos, entre os surdos-mudos, entre os drogados. Há também os que ministram entre os universitários e aqueles que abençoam a muitas pessoas em muitos lugares com o que têm escrito. Enfim, há uma ampla variedade de ministérios. Todos precisam ser reconhecidos e aceitos. Enquanto que os dons espirituais são da competência do Espírito de Deus, os ministérios são da alçada do Senhor Jesus, conforme lemos no verso 5. É o Filho de Deus que determina nossa esfera de ação.

    Deus concede o poder. Mas o texto nos informa que além da diversidade de dons e de ministérios, também há diversidade nas realizações. O verso 6 nos diz: E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é que opera tudo em todos. Outra versão (NVI) declara: "Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo

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