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Mineração e Unidade de Conservação: legislação e seus conflitos de interesse

Mineração e Unidade de Conservação: legislação e seus conflitos de interesse

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Mineração e Unidade de Conservação: legislação e seus conflitos de interesse

Duração:
266 páginas
2 horas
Lançados:
24 de set. de 2020
ISBN:
9786587401713
Formato:
Livro

Descrição

Diferente de outros empreendimentos, a atividade de extração mineral deve obedecer à rigidez locacional, ou seja, o empreendimento opera onde há ocorrências minerais. No entanto, essa característica traz conflitos de interesse em áreas protegidas, uma vez que os objetivos preservacionistas e conservacionistas são antagônicos aos objetivos da atividade minerária. O objetivo deste livro é demonstrar propostas que otimize a eficiência do licenciamento ambiental e do ordenamento da atividade minerária no interior e entorno de Unidades de Conservação no âmbito do Estado do Amazonas. Com a pesquisa, chegou se a conclusão de que é necessária uma visão e atuação sistêmica entre as entidades ligadas diretamente com a atividade mineral, fortalecendo a tomada de decisão e quiçá reverter irregularidade na extração mineral.
Lançados:
24 de set. de 2020
ISBN:
9786587401713
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Mineração e Unidade de Conservação - Clemerson de Sales

APRESENTAÇÃO

A temática desenvolvida neste estudo tem como foco o licenciamento das atividades dos empreendimentos minerários instalados no perímetro e entorno de Unidade de Conservação (UC) no âmbito do Estado do Amazonas.

Buscando reflexões do Instituto Socioambiental – ISA, por meio do livro Mineração em Unidades de Conservação na Amazônia brasileira (ISA,2006), sabe-se que a atividade de mineração não pode ser realizada, em nenhuma hipótese, dentro de Unidade de Conservação de Proteção Integral e nas Reservas extrativistas (RESEX). Isto porque, essas atividades vão de encontro aos objetivos da categoria de Proteção Integral e aos objetivos da RESEX. Apesar da restrição legal, a atividade de extração mineral obedece tal marco regulatório? E como se comportam as demais classes de UC?

Em um levantamento preliminar, sabe se que do total de 3.254 processos de intenção minerária no estado do Amazonas, 337 já estão em pesquisa, lavra garimperira ou em extração mineral no perímetro e entorno de Unidades de Conservação localizadas no estado do Amazonas, sendo que 78 empreendimentos ocupam espaço no interior e entorno de Unidade de Proteção Integral.

Além disso, há a influencia de mais de um empreendimento com atividades afins ocupando uma mesma unidade de gestão ambiental, nesse caso, em uma unidade de conservação, o que gera impactos negativos provenientes do efeito sinérgico e cumulativo.

Visto tais questões, o objetivo deste estudo é desenvolver propostas que otimize a eficiência do licenciamento ambiental e do ordenamento da atividade minerária no interior e entorno de Unidades de Conservação no âmbito do estado do Amazonas, apresentando conceitos básicos, questões legais (leis, resoluções, decretos), aspecto jurídico e administrativo dos órgãos de regulação, bem como suas fragilidades, caracterização espacial dos conflitos entre áreas de interesse mineral em UCs, para, por fim, ilustrar a temática do caso do Parque Estadual Rio Negro – Setor Norte e Parque Nacional Anavilhanas sob influência das lavras de extração de areia localizadas em seu entorno.

O Parque Nacional Anavilhanas localiza-se no estado do Amazonas, com território distribuído pelos municípios de Manaus e Novo Airão. É formado por um complexo de cerca de 400 ilhas. O Parque Estadual Rio Negro – Setor Norte encontra se próximo à Anavilhanas e está inserido no município de Novo Airão. Ambos possuem acesso por meio fluvial, uma vez que são banhados pelo rio Negro. Integram o Mosaico do Baixo Rio Negro. A importância do Parque é dada em função da proximidade com Manaus e por apresentarem belezas cênicas singulares. Dessa forma, o turismo em Anavilhanas é relevante. Porém, as belezas cênicas contrastam com balsas e dragas provenientes da extração de areia.

Por estar próximo ao mercado consumidor – Manaus – somado ao fato da área de extração encontrar-se fora dos limites dos parques, bem como por oferecer uma jazida aluvionar de areia relevante, a área desperta interesse de grandes empresários do setor da construção civil. No entanto encontra-se em zona de amortecimento de ambos parques e o transporte do minério é viabilizado pela única via fluvial, o rio Negro, que corta o parque Anavilhanas.

A metodologia de trabalho caracterizou-se pela pesquisa exploratória bibliográfica e documental (legislação vigente, documentos dos órgãos de controle da atividade mineral, órgãos gestores do Parque Nacional Anavilhanas e Parque Estadual Rio Negro – Setor Norte, entre outros). A pesquisa ainda contou com observação em campo e processamento de dados geográficos para elaboração dos produtos cartográficos.

Por fim, o ensaio, buscou chamar atenção para a problemática, o qual como é conveniente, possui nítido caráter minerário e necessitará que tais empreendimentos, sob a orientação dos órgãos públicos ambientais, busquem adequação.

SUMÁRIO

Capa

Folha de Rosto

Créditos

APRESENTAÇÃO

LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS

PROBLEMA DO TEMA

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO ESTUDO

MATERIAL E MÉTODOS

REVISÕES DE LITERATURA

ANÁLISE GERAL DA LITERATURA CONSULTADA

CARACTERIZAÇÃO DE MAPAS TEMÁTICOS

ESTUDO DE CASO

ANÁLISE CRÍTICA, PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES

CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

1 - MINERAÇÃO NO CONTEXTO NACIONAL

1.1 - ROYALTIES DA MINERAÇÃO

1.2 - MINERAÇÃO NO CONTEXTO REGIONAL

1.3 - CENÁRIO DA MINERAÇÃO NO ESTADO DO AMAZONAS

CONCLUSÃO

CAPÍTULO II

INTRODUÇÃO

2 - IMPACTOS APLICADOS AO SOLO

2.1 - MUDANÇAS DA PAISAGEM

3 - EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

3.1 - MANIPULAÇÃO DO MERCÚRIO

4 - RECURSOS HÍDRICOS NA AMAZÔNIA

4.1 - CONSUMO EXACERBADO DE RECURSOS HÍDRICOS

4.2 - CONTAMINAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

4.3 - IMPACTOS CAUSADOS POR BARRAGENS DE REJEITOS

5 - IMPACTOS SOBRE AS COMUNIDADES

5.1 - DESLOCAMENTO HUMANO E REALOCAÇÃO

5.2 - IMPACTOS DA MIGRAÇÃO DE PESSOAS

5.3 - IMPACTOS SOBRE ÁREA DE INFLUÊNCIA

5.4 - IMPACTOS NEGATIVOS SOBRE OS TRABALHADORES

5.5 - IMPACTOS EM DECORRÊNCIA DO FECHAMENTO DA MINA

5.6 - IMPACTOS SOBRE A VIDA SILVESTRE

5.7 - IMPACTOS SOBRE A COBERTURA VEGETAL

CONCLUSÃO

CAPÍTULO III

INTRODUÇÃO

6 - MARCO LEGAL

6.1 - DISPOSITIVOS LEGAIS MINERÁRIAS A LUZ DO MARCO LEGAL AMBIENTAL

6.2 - DISPOSITIVOS LEGAIS AMBIENTAIS A LUZ DO MARCO LEGAL DA MINERAÇÃO

6.3 - ORGANISMOS DE CONTROLE AMBIENTAL E MINERAL

7 - ARCABOUÇO LEGAL E NORMATIVO RELACIONADOS AO MEIO AMBIENTE NO SETOR MINERAL

7.1 - ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

7.2 - LEIS E DECRETOS FEDERAIS

7.3 - RESOLUÇÕES CONAMA

7.4 - OUTRAS PORTARIAS E RESOLUÇÕES

7.5 - NORMAS DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT

7.6 ARCABOUÇO LEGAL DA MINERAÇÃO E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO AMAZONAS

7.7 - NOVO MARCO LEGAL DA MINERAÇÃO

8 - LICENCIAMENTO E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

8.1 - AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA E O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA EFICIÊNCIA

8.2 - A PESQUISA MINERAL

CONCLUSÃO

CAPÍTULO IV

INTRODUÇÃO

9 - A IMPORTÂNCIA DA AMAZÔNIA

9.1 - ÁREAS PROTEGIDAS

9.2 UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

9.3 - ZONA DE AMORTECIMENTO

10 - UNIDADE DE CONSERVAÇÃO E O CONFLITO COM A ATIVIDADE DA MINERAÇÃO

11 - ANÁLISE DA INCIDÊNCIA

11.1 - A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

12 - GARIMPO DO RIO MADEIRA

12.1 - AMEAÇAS DA LAVRA GARIMPEIRA ÀS UCs

12.2 - O COMPROMISSO INTERNACIONAL

12.3 - AS COOPERATIVAS DE GARIMPEIROS

CONCLUSÃO

CAPÍTULO V

INTRODUÇÃO

13 - EXTRAÇÃO DE AREIA NO AMAZONAS

13.1 - ÁREA DO ESTUDO

13.2 - COLETA DE DADOS

13.3 - PROCESSOS DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

13.4 - IMPACTOS NEGATIVOS DETECTADOS

14. - CONCLUSÕES GERAIS

15 - RECOMENDAÇÕES PROPOSTAS

15.1 MINERAÇÃO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO QUESTÃO ABORDADA E DISCUTIDA

15.2 - MINERAÇÃO EM ZONA DE AMORTECIMENTO

15.3 - ASPECTOS LEGAIS E ADMINISTRATIVOS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

15.4 - MONITORAMENTO DA ATIVIDADE MINERÁRIA

15.5 - ESTUDO DE CASO

15.6 - PASSIVOS AMBIENTAIS DA ATIVIDADE MINERÁRIA NO AMAZONAS

16 - REFERÊNCIAS

17 - ANEXO – FLUXOGRAMA DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO/AUTORIZAÇÃO PARA PESQUISA/LAVRA DE MINERAÇÃO

18 - APÊNDICE – MAPAS TEMÁTICOS DO ESTADO DO AMAZONAS

Landmarks

Capa

Folha de Rosto

Página de Créditos

Apresentação

Bibliografia

LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS

AAE - Avaliação Ambiental Estratégica

AAI - Avaliação Ambiental Integrada

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

ACP - Ação Civil Pública

AIA - Avaliação de Impacto Ambiental

AM - Amazonas

ANM - Agência Nacional de Mineração

APA - Área de Proteção Ambiental

APP - Área de Preservação Permante

ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico

ARPA - Áreas Protegidas da Amazônia

ASV - Autorização de Supressão Vegetal

CETEM - Centro de Tecnologia Mineral

CEUC - Centro Estadual de Unidades de Conservação do Estado do Amazonas

CF - Constituição Federal

CFEM - Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais

CGEE - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos

CEMAAM - Conselho Estadual de Meio Ambiente

CNRH - Conselho Nacional de Recursos Hídricos

CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente

CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais

CRI - Categoria de Risco

DAM - Drenagem Ácida de Mina

DEMUC - Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidade de Conservação

DF - Distrito Federal

DIPAR - Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios

DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral

DPA - Dano Potencial Associado

DOU - Diário Oficial da União

EIA - Estudo de Impacto Ambiental

ESEC - Estação Ecológica

FLOREST - Floresta Estadual

FNDCT - Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

IEC - Instituto Evandro Chagas

INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

IPAAM - Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas

IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

ISA - Instituto Socioambiental

LI - Licença de Instalação

LO - Licença de Operação

LOP - Licença de Operação para Pesquisa Mineral

LP - Licença Prévia

MD - Margem Direita

ME - Margem Esquerda

MME - Ministério de Minas e Energia

MG - Minas Gerais

NRM - Normas Reguladoras de Mineração

OIT - Organização Internacional do Trabalho

ONG - Organização Não Governamental

PA - Pará

PAFEM - Plano de Fechamento de Mina

PAREST - Parque Estadual

PARNA - Parque Nacional

PAE - Plano de Aproveitamento Econômico

PCA - Plano de Controle Ambiental

pH - Potencial Hidrogeniônico

PIB - Produto Interno Bruto

PNA - Parque Nacional Anavilhanas

PNAP - Plano Nacional de Áreas Protegidas

PNM - Plano Nacional de Mineração

PNMA - Política Nacional de Meio Ambiente

PNSB - Política Nacional de Segurança de Barragens

POP - Procedimento Operacional Padrão

PR - Procuradoria da República

PRAD - Plano de Recuperação de Áreas Degradadas

RADA - Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental

RAL - Relatório Anual de Lavra

RDS - Reserva de Desenvolvimento Sustentável

RCA - Relatório de Controle Ambiental

REBIO - Reserva Biológica

REFAU - Reserva de Fauna

RENCA - Reserva Nacional do Cobre e Associados

RESEX - Reserva Extrativista

REVIS - Refúgio de Vida Silvestre

RIMA - Relatório de Impacto Ambiental

RL - Reserva Legal

RO - Rondônia

RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural

SDS - Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas

SEMA - Secretaria Estadual de Meio Ambiente

SEMAD - Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

SEUC - Sistema Estadual de Unidades de Conservação do Amazonas

SMM - Secretaria de Minas e Metalurgia

SIG - Sistema de Informação Geográfica

SIGMINE - Sistema de Informações Geográficas da Mineração

SISMINE - Sistema de Gestão da Produção Mineral

SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação

SPHAN - Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

TM - Trade mark - marca de comércio

TI - Terra Indígena

UC - Unidade de Conservação

UEA - Universidade Estadual do Amazonas

UFAM - Universidade Federal do Amazonas

UFPR - Universidade Federal do Paraná

ZA - Zona de Amortecimento

PROBLEMA DO TEMA

A problemática dessa abordagem inicia com a seguinte questão:

As atividades de mineração instaladas no entorno ou no interior de Unidade de Conservação cumprem as condições de operação ou restrições impostas pelo licenciamento ambiental?

Quando não cumprido os termos para mitigação dos impactos, há perturbações em diferentes níveis às comunidades locais. Assim, a função da área protegida perde sua função, até mesmo sua razão de existir.

Tal questionamento levanta a problemática dos conflitos de interesses adversos que assolam as Unidades de Conservação. Uma vez que, se por lei é protegida, os objetivos da UC são ameaçados pela mineração que carrega em seu âmbito jurídico o desenvolvimento arcaico a qualquer custo.

Fechamos esta apresentação com outro questionamento, apenas reflexivo: Qual a visão de desenvolvimento que queremos para a Amazônia?

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Desenvolver propostas que otimize a eficiência do licenciamento ambiental e do ordenamento da atividade minerária no interior e entorno de Unidades de Conservação no âmbito do Estado do Amazonas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Analisar o marco regulamentário da atividade minerária frente à questão ambiental, apontando as inseguranças jurídicas, bem como as fragilidades administrativas dos órgãos que regulamentam a atividade mineral;

- Caracterizar as sobreposições do interesse da atividade minerária em UC;

- Identificar as deficiências do licenciamento ambiental durante o trâmite processual de empreendimentos identificados no estudo de caso.

JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO ESTUDO

O setor da mineração, mesmo com tantos investimentos, com elaboração de procedimentos, protocolos, instruções, manuais e normas para o setor da mineração, bem como em alguns casos, mesmo com a salvaguarda dos aspectos ambientais – Licenciamento Ambiental, os descasos com as normas ambientais, normas trabalhistas, são frequentes. Soma se a isso, o fato da atividade minerária liderar as estatísticas nacionais de impactos socioambientais e está marcada com o maior acidente ambiental brasileiro – Tragédia em Brumadinho.

Dessa forma é necessário

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