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O obstáculo é o caminho: A arte de transformar provações em triunfo

O obstáculo é o caminho: A arte de transformar provações em triunfo


O obstáculo é o caminho: A arte de transformar provações em triunfo

notas:
4/5 (5 notas)
Duração:
213 páginas
3 horas
Lançados:
1 de jul. de 2015
ISBN:
9788568696118
Formato:
Livro

Descrição

O que impede a ação favorece a ação. O que fica no caminho torna-se o caminho. As palavras do imperador Marco Aurélio, conhecido hoje como o último dos Cinco Bons Imperadores, são o ponto de partida para o livro de Ryan Holiday, que visa a ajudar o leitor, mais do que superar os problemas do cotidiano, a "virá-los de cabeça para baixo" e transformá-los em oportunidades. Discípulo de Robert Greene, autor do bestseller As 48 leis do poder, executivo e consultor da área de marketing, Holiday buscou inspiração nos ensinamentos de grandes líderes desde o Império Romano para mostrar como tirar proveito das adversidades em qualquer área da vida – pessoal, profissional, financeira – e tornar-se uma pessoa melhor, realizada e bem-sucedida.
Lançados:
1 de jul. de 2015
ISBN:
9788568696118
Formato:
Livro

Sobre o autor


Amostra do livro

O obstáculo é o caminho - Ryan Holiday

livro.

PARTE I

PERCEPÇÃO

O QUE É PERCEPÇÃO? É como vemos e compreendemos o que ocorre a nossa volta – e o que decidimos que esses acontecimentos vão significar. Nossas percepções podem ser uma fonte de força ou de grande fraqueza. Se somos emotivos, subjetivos e de visão curta, só acrescentamos aos nossos problemas. Para não sermos dominados pelo mundo a nossa volta, devemos, como faziam os antigos, aprender a limitar nossas paixões e o controle que elas exercem sobre nossas vidas. É preciso habilidade e disciplina para dar uma raquetada na praga das más percepções, distinguir sinais confiáveis dos enganosos, filtrar preconceitos, expectativas e temores. Mas vale a pena, porque o que sobra é verdade. Enquanto outros ficam excitados e com medo, nós permanecemos calmos e imperturbáveis. Veremos as coisas com simplicidade e sem rodeios, como elas realmente são – nem boas nem ruins. Esta será uma vantagem incrível para nós na luta contra os obstáculos.

A disciplina da perfeição

Antes de ser um homem do petróleo, John D. Rockefeller foi guarda-livros e aspirante a investidor – um financista nas horas vagas em Cleveland, Ohio. Filho de criminoso alcoólatra que abandonara a família, o jovem Rockefeller assumiu o seu primeiro emprego em 1855, aos 16 anos (dia que ele comemorou como Dia do Emprego pelo resto da sua vida). Tudo ia suficientemente bem a cinquenta centavos de dólar por dia.

Aí veio o pânico. Especificamente, o Pânico de 1857, uma enorme crise financeira nacional, que se originou em Ohio e atingiu Cleveland com força. Conforme as empresas faliam e o preço do grão caía vertiginosamente em todo o país, a expansão em direção ao oeste foi logo interrompida. O resultado foi uma frustrante depressão que durou vários anos.

Rockefeller podia ter se amedrontado. Era a maior depressão no mercado da história e ela o atingiu no exato momento em que ele finalmente tomava pulso das coisas. Ele podia ter saído dali e dado no pé como seu pai. Podia ter abandonado as finanças por uma carreira diferente e menos arriscada. Mas, mesmo quando jovem, Rockefeller tinha sangue-frio: inabalável calma sob pressão. Ele não perdia a cabeça enquanto estava perdendo a camisa. Melhor ainda, ele não perdia a cabeça enquanto todo mundo perdia a deles.

E, assim, em vez de lamentar a convulsão econômica, Rockefeller ansiosamente observava os acontecimentos cruciais. Quase com perversidade, ele optou por olhar para tudo isso como uma oportunidade para aprender, uma iniciação no mercado. Tranquilamente, ele guardou seu dinheiro e observou o que os outros faziam de errado. Ele viu os pontos fracos da economia que muitos achavam natural e como isso os deixava a todos despreparados para mudanças ou choques.

Ele assimilou uma lição importante de que nunca mais se esqueceria: o mercado era inerentemente imprevisível e, com frequência, vicioso – só a mente racional e disciplinada podia esperar se aproveitar disso. A especulação levava ao desastre, entendeu ele, e que era necessário sempre ignorar a multidão tresloucada e suas tendências.

Rockefeller imediatamente colocou em uso essas intuições. Aos 25 anos, um grupo de investidores se ofereceu para investir aproximadamente 500 mil dólares americanos sob sua orientação se ele pudesse encontrar os poços de petróleo certos nos quais aplicar o dinheiro. Grato pela oportunidade, Rockefeller partiu para visitar os campos de petróleo próximos. Dias depois, ele chocou seus financiadores ao retornar a Cleveland de mãos vazias, sem ter gasto ou investido um dólar do dinheiro. A oportunidade não lhe parecia certa na época, por mais excitado que o resto do mercado estivesse – portanto, ele devolveu o dinheiro e ficou longe das perfurações.

Foi esta intensa autodisciplina e objetividade que permitiu a Rockefeller tirar vantagem de um obstáculo após o outro em sua vida, durante a Guerra Civil e os pânicos de 1873, 1907 e 1929. Como disse certa vez: tendia a ver a oportunidade em todos os desastres. A isso ele podia acrescentar: tinha força para resistir a tentações e excitação, por mais sedutoras que fossem, não importava a situação.

Vinte anos depois daquela primeira crise, Rockefeller controlaria sozinho 90% do mercado de petróleo. Seus competidores gananciosos tinham perecido. Seus colegas nervosos haviam vendido suas ações e deixado o negócio. Os pusilânimes que duvidaram dele haviam perdido o barco.

Pelo resto da vida, quanto maior o caos, mais calmo ficava Rockefeller, principalmente quando os outros a sua volta estavam em pânico ou loucos pela ganância. Ele faria boa parte de sua fortuna durante essas flutuações de mercado – porque era capaz de ver enquanto os outros, não. Esta intuição continua viva hoje no famoso adágio de Warren Buffet: ser temeroso quando os outros são gananciosos e ganancioso quando os outros são temerosos. Rockefeller, como todos os grandes investidores, era capaz de resistir ao impulso em favor do frio e persistente bom senso.

Admirando o império de Rockefeller, um crítico descreveu o truste da Standard Oil como uma criatura proteica mítica capaz de se metamorfosear a cada tentativa dos concorrentes ou do governo de desmontá-la. A intenção era de crítica, mas na verdade mostrava um traço da personalidade de Rockefeller: elástica, adaptável, calma, brilhante. Ele não podia ser desconcertado – não por crises econômicas, não pela cintilante miragem de falsas oportunidades, não por agressivos, intimidantes inimigos, nem mesmo por promotores públicos federais (para quem ele era uma testemunha notoriamente difícil de questionar, jamais mordendo a isca, se defendendo ou se aborrecendo.)

Ele nasceu assim? Não. Foi um comportamento aprendido. E Rockefeller recebeu esta lição de disciplina em algum lugar. Ela começou naquela crise de 1857, no que ele chamou de a escola da adversidade e do estresse.

Oh, como são abençoados os jovens que precisam lutar por uma base e um início na vida, ele disse certa vez. Jamais deixarei de agradecer os três anos e meio de aprendizado e as dificuldades a serem superadas durante todo o caminho.

Claro, muita gente vivenciou as mesmas épocas perigosas que Rockefeller – todos frequentaram a mesma escola de tempos ruins. Mas poucos reagiram como ele. Não foram muitos os que treinaram para ver a oportunidade dentro dos obstáculos, ver que o que lhes acontecera não era azar sem salvação, mas um presente da educação – uma chance para aprender com um raro momento da história da economia.

Você vai se deparar com obstáculos na vida – justos e injustos. E vai descobrir, repetidas vezes, que o mais importante não é o que estes obstáculos são, mas como nós os vemos, como reagimos a eles e se mantemos ou não a nossa compostura. Você vai aprender que esta reação determina como teremos sucesso em superá-los – ou possivelmente prosperaremos por causa deles.

Onde uma pessoa vê uma crise, outra pode ver uma oportunidade. Onde um fica ofuscado pelo sucesso, outro vê a realidade com implacável objetividade. Onde um perde o controle das emoções, outro consegue permanecer calmo. Desespero, falta de esperança, medo, impotência – estas reações são funções das nossas percepções. Você precisa entender: nada nos faz sentir assim; nós optamos por ceder a estes sentimentos. Ou, como Rockefeller, optamos por não

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