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Dores do amor romântico
Dores do amor romântico
Dores do amor romântico
E-book114 páginas54 minutos

Dores do amor romântico

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Sobre este e-book

Conhecida por construir tramas fortes e personagens intensos, com um toque de humor ácido, Fernanda Young mergulha no universo da poesia em Dores do amor romântico. E mostra que seus versos podem ser tão afiados quanto sua prosa. Os poemas falam da coragem de se lançar em uma relação a dois, sem esquecer elementos que caminham junto com a paixão, como a precipitação e o sofrimento. Com uma linguagem coloquial, que abre espaço para gírias e palavrões, a autora expõe, com a intensidade de uma adolescente, as emoções de uma mulher adulta.
Espontânea e direta, Fernanda foge do amor idealizado e apresenta o lado mais sombrio desse sentimento, flertando com a possibilidade da morte e do suicídio em vários momentos. Não por acaso, em um dos poemas ela se dirige a Sylvia Plath, poeta americana que se matou por não suportar a perda de seu grande amor: "Que cor tem a morte? Doce amiga, que cor tem o alívio da partida?"
Em Dores do amor romântico, Fernanda Young canta a miopia dos amantes histéricos, o tédio dos casais confortáveis, a cólera dos abandonados e a melancolia dos platônicos, revelando o doce e o amargo das relações amorosas e da própria condição humana, com seu olhar singular e seu humor ferino.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento16 de ago. de 2012
ISBN9788581220895
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    Dores do amor romântico - Fernanda Young

    DORES DO AMOR ROMÂNTICO

    Fernanda Young

    Copyright © 2005, 2011 by Fernanda Young

    Direitos desta edição reservados à

    EDITORA ROCCO LTDA.

    Av. Presidente Wilson, 231 – 8º andar

    20030-021 – Rio de Janeiro – RJ

    Tel.: (21) 3525-2000 – Fax: (21) 3525-2001

    rocco@rocco.com.br

    www.rocco.com.br

    Conversão para E-book

    Freitas Bastos

    CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE.

    SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.

    Y68d

    Young, Fernanda, 1970-

    Dores do amor romântico [recurso eletrônico] / Fernanda Young. – Rio de Janeiro: Rocco Digital, 2012.

    recurso digital

    Formato: e-Pub

    Requisitos do sistema: Adobe Digital Editions

    Modo de acesso: World Wide Web

    ISBN 978-85-8122-089-5 (recurso eletrônico)

    1. Romance brasileiro. 2. Livros eletrônicos. I. Título.

    12-4425                     CDD–869.93                     CDU–821.134.3(81)-3

    MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

    E aqui estou eu sozinho com o tempo

    O tempo que você me pediu

    Isso é orgulho do passado

    Um presente para você

    Uma delicada lembrança

    Branca neve que nunca senti

    Solidão me deixe forte

    Talvez resolva meus problemas

    Eu morreria por você

    Na guerra ou na paz

    Eu morreria por você

    Sem saber como sou capaz

    Mudanças de comportamento

    Distância louca de mim mesmo

    Vontade de sentir o passado

    Presente para você.

    EDGARD SCANDURRA

    Ofereço este livro à minha amiga Vânia Reis que, como

    eu, parece sofrer deste amor romântico, praga do

    Homem Ocidental. E a Renata Young, beleza duradoura

    que sempre me acompanhou em tudo isso.

    AGOSTO DE 2005

    Ninguém quer confissões aqui.

    Nem reminiscências.

    É apenas uma questão de manter

    o foco.

    Por isso esse formato, essa falsa

    elaboração.

    Se alguém aqui quisesse ser realmente

    bom,

    contaria as sílabas de um soneto

    perfeito,

    mas não é o caso. Nem é o caso, aqui,

    em meio a toda essa confusão, ser ela

    uma mulher prestes a chorar ou não.

    Não!

    Taí uma coisa que não vai interessar

    você. Ninguém quer confissões

    aqui.

    É mesmo melhor continuar escrevendo

    essas frases curtas, que assim amontoadas,

    dão um ar de coisa, coisa pensada,

    e nem é, sabe?, nem é importante...

    Só um pouco importante,

    um pouquinho,

    como se ela bebesse um copo de uísque

    e fumasse um marlboro e mandasse uns 3

    tomarem no cu,

    é mais ou menos isso,

    isso aqui,

    que não pretende ser confissão, nem

    lembrança,

    nem emocionante, nem inteligente, nem valerá a

    página

    que será impressa.

    Tem a premência de salvar, mas não é uma

    boia, não provoca epifanias, e por isso nem

    é inspiração. Não provoca

    nada.

    Ocupa. Aqui todo mundo precisa estar ocupado,

    quando dá essa vontade louca de morrer, é bom

    fingir ser um poeta. É. É melhor continuar escrevendo.

    É.

    Pronto. Ela já não quer mais se matar.

    Por enquanto acredita, acredita mesmo,

    ser indispensável.

    "Estar apaixonado é olhar através da pessoa e com isso

    perdê-la",

    somente a lâmpada que ilumina o amor traz a realidade de

    volta.

    Quantos dias perdi você, olhando para mim, dentro do seu

    corpo.

    Enfiando-me em ti, e tu em mim, para revogar a dor de

    sermos Dois

    – e Dois sempre tão longe...

    Quanto de toda essa soma delirante tornou a perda

    inexorável?

    Quero pedir desculpas por ser trovadora.

    Quero apagar os versos que aludiam a um Deus como meu

    desejo projetivo.

    Quero ser mulher, não uma sublime ilusão que dura um

    encontro espumante.

    E não quero mais o que não posso ter, assim estamos livres

    para sermos Um.

    Só isso, e isso é tão grande quanto a Irlanda,

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