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Sísifo desce a montanha

Sísifo desce a montanha

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Sísifo desce a montanha

Comprimento:
140 página
40 minutos
Lançado em:
Oct 3, 2012
ISBN:
9788581220574
Formato:
Livro

Descrição

Recorrendo ao mito grego de Sísifo, aquele que conseguiu driblar o seu destino e aprisionar a morte, ousadia pela qual foi condenado ao exaustivo e inútil trabalho de rolar uma grande pedra de mármore ao topo de uma montanha, o poeta explicita o desejo de refletir sobre a passagem do tempo e a finitude. A epígrafe de Clarice Lispector expondo a urgência da "deseroização de si mesmo" fala do trabalho estético e existencial deste poeta.
Nesta coletânea de poemas, Affonso Romano de Sant'Anna retoma temas de livros anteriores, como a história, viagens físicas e metafísicas e a convivência com animais. Dialogando com o mistério da vida, do tempo, do universo e da morte, o poeta, do alto de seus mais de 70 anos, e uma vivência que inclui as utopias dos anos 60, a experiência da sala de aula, gestões como a que promoveu na Biblioteca Nacional (1990-1996) e o exercício diário da palavra escrita e recitada em lugares como Alemanha, Irlanda e México, apresenta uma obra que desafia a ideia de aleatoriedade que uma coletânea pode conter. Tudo aqui é pensado, coeso, com a organicidade de quem pratica a coerência e sabe que tem a oferecer ao leitor um painel de rara maturidade estética e existencial.
Sísifo desce a montanha é um livro cujo tema central é a morte – os medos, as angústias, os enigmas, as inquietações que rondam o assunto. O poema Véspera clarifica que não existe quem esteja preparado para a hora última, para a hora derradeira, que ninguém está à espera da morte, que ninguém está realmente pronto para o ponto final. No entanto, como pode (erroneamente) parecer, este não é um livro sobre a morte. Este é um livro sobre a vida, sobre o grande aprendizado que é viver, confirmando a máxima de que, até o último sopro de respiração, o ser humano é um eterno aprendiz. A finitude é uma das grandes questões da humanidade, senão a maior. Sísifo desce a montanha é um livro sobre a nossa breve existência neste mundo cheio de nuances, gradações e variantes.
Lançado em:
Oct 3, 2012
ISBN:
9788581220574
Formato:
Livro


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Sísifo desce a montanha

Sumário

Meus três enigmas

Erguer a cabeça acima do rebanho

Depois de ter visto

Ritual doméstico

Parem de jogar cadáveres na minha porta

Ostra

Onde estão?

Édipo (acuado)

Aquelas questões

Todos eles querem representar Hamlet

As nuvens

Radar

Como se desce uma montanha

Preparando a cremação

1

2

3

Além de mim

Independem de mim

As muitas mortes de um homem

2

3

4

Cai a tarde sobre meus ombros

O que se afasta

Alívio

Lentidão e fúria

Eu sei quando um fruto

Num certo lugar

3 × Nietzsche

1

2

3

Platão e eu

Deus está condenado

Poética da respiração

Predecessores

A fala de Deus

Na boca do deserto

Uma voz de muezim

O inacabado

Na tumba de Ramsés III

Hieroglifos

Tutankamon

Sarcófago de livros

Outra poética

Gerações 1

Gerações 2

Gerações 3

Gerações 4

Geração 1937

Batalha dos três reis

Ameríndia

Pequim 1992

Num parque do México

No caminho dos Incas

Acrópole

Índia: Hotel Agra Ashok

Sobre os telhados do Irã

Obama, venha comigo a Cartago

No fundo do mar

O entorno

Levaram os seis filhotes

O gato

Cavalo

Sapo Alfredo

Como se o touro viesse

Compreensão

Caixa-preta

Diante da TV

Possibilidades

Elisa Freixo

Não lugar

Habitação

Tempoesia

No labirinto

Jogando com o tempo

Fiz 50 anos

Vício antigo (2)

Carmina Burana mais anônimo francês

Agenda

Esclerose e/ou Malevitch

Num restaurante

Suplício corporal

Remorso

Numa esquina em Bogotá

1

2

Vida secreta

Devo estar meio distraído

Dona Morte

A comensal

Medidas

À porta

Morre mais um importante

Triunfo das joias

Pobrezas e riquezas

Tenho olhado o céu

Gonzalo Rojas nos contaba

Vista do avião

Museu do Prado, 27/3/2001

Véspera

Gênesis invertido

Escravidão poética

Está se cumprindo o ritual

Aos que virão

Exercício de finitude:

Créditos

O Autor

"A gradual deseroização de si mesmo

é o verdadeiro trabalho que se elabora

sob o aparente trabalho."

Clarice Lispector

MEUS TRÊS ENIGMAS

Tenho pouco tempo

para resolver três enigmas que me restam.

Os demais

ou não os resolvi

ou resolveram

me abandonar

exaustos de mim.

São de algum modo obedientes.

Só ganham vida

se os convoco.

Isto me dá a estranha sensação

que os controlo.

Complacentes

me olham

do canto de sua jaula.

Enigma que se preza

não se entrega

nem se apressa em estraçalhar

o outro com fúria de fera.

No entardecer

os três enigmas sobrantes

me espreitam

soberanos.

Às vezes, mesmo arredios

aceitam meus afagos.

Na dúbia luz da madrugada

parecem desvendáveis.

O dia revem.

Eles me olham (penalizados)

e começam

(de novo)

– a me devorar.

ERGUER A CABEÇA ACIMA DO REBANHO

Erguer a cabeça acima do rebanho

é um risco

que alguns insolentes correm.

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