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Tópicos De Mecânica Dos Solos

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Tópicos De Mecânica Dos Solos

Duração:
142 páginas
1 hora
Lançados:
Jan 17, 2022
Formato:
Livro

Descrição

Tópico de Mecânica dos Solos é um resumo de aulas e experiência do Professor Paulo Mota voltado para alunos de graduação em Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Geologia e áreas afins. O livro apresenta além da abordagem matemática, resultados de ensaios realizados em laboratório na forma de problemas resolvidos e questões para resolver.
Lançados:
Jan 17, 2022
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Tópicos De Mecânica Dos Solos - Paulo Mota

PAULO MOTA

TÓPICOS DE MECÂNICA DOS SOLOS


A meu pai Lely Ferreira Mota e minha mãe Maria Ferreira da Silva


Paulo Mota

Graduado em Geologia e Mestre em Geociências pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Possui experiência com mineralogia e geoquímica de óxidos e hidróxidos de manganês, petrografia e sedimentologia de arenitos, geotecnia, sondagem de poços de petróleo e análise geológica ambiental. O autor também trabalhou como professor para alunos de graduação com disciplinas como Geologia Econômica, Mecânica dos Solos, Geoprocessamento e Geologia do Petróleo.

paulomota722@gmail.com

https://br.linkedin.com/in/paulo-mota-88a24aba

http://lattes.cnpq.br/8973631750212233



Sumário


1.INTEMPERISMO E ORIGEM DOS SOLOS

Os solos são formados através de alterações intempéricas de rochas próximas ou na superfície terrestre. São mudanças físico-químicas que afetam os minerais formadores das rochas através da ação de agentes naturais como radiação solar, vento, chuva, neve, tectonismo, entre outros fatores. Onde a intensidade do intemperismo apresenta aspectos distintos em relação ao clima de cada região e o substrato rochoso.

Estas alterações na rocha são classificadas, de acordo com sua intensidade, em intemperismo físico e intemperismo químico. O tipo físico caracteriza-se por alterações relacionadas a fragmentação da rocha por diversos fatores, sendo predominante em regiões de clima árido e semiárido. Enquanto o intemperismo químico predomina em regiões de clima equatorial, especialmente com alta taxa de umidade (Teixeira et al ., 2009, Press et al ., 2006).

Rochas

As rochas são classificadas em sedimentares, ígneas e metamórficas. As sedimentares são produtos de consolidação de sedimentos transportados, soterrados e compactados através de sobrecarga e modificações físico-químicas internas conhecida como diagênese (figura 1.1.1). São compostas por sedimentos clásticos como areia, silte, argila, seixo e matéria orgânica, formando rochas como arenitos, argilitos, folhelhos e conglomerados (figura 1.1.2). Ou por sedimentos clasto-químicos formando rochas carbonáticas (calcários e dolomitos) e evaporitos (depósitos salinos compostos principalmente por gipsita e halita). Os sedimentos empilhados em camadas são submetidos ao aumento da sobrecarga causando acréscimo de pressão e temperatura, provocando ajuste no empacotamento dos grãos. Associado a isto ocorre corrosão de alguns grãos minerais por reação com os fluidos que atravessam a porosidade, assim como cristalização de cimento de sílica e calcita. Esta cimentação é provocada pela saturação de íons dissolvidos na água intersticial que combinam-se quimicamente cristalizando novos minerais, fechando a porosidade e aumentando a solidificação da rocha sedimentar (figura 1.1.3).

Figura 1.1.1. Representação dos processos que envolvem a formação de rochas sedimentares. Modificado de Morton & Hallsworth, 1999.

Figura 1.1.2. Camadas de arenitos do Supergrupo Roraima, Paleoproterozoico. Norte do estado de Roraima. Fonte: próprio autor.

Figura 1.1.3. Componentes minerais de um arenito visto em microscópio petrográfico. A – grãos formados por minerais de quartzo subarredondados unidos por cimento de sílica. B – detalhe mostrando o cimento de sílica entre os grãos de quartzo, notar a borda dos grãos identificados pelas setas. Escala = 0,25 mm. Fonte: próprio autor.

Rochas ígneas formam-se pela solidificação do magma sendo denominadas plutônicas as consolidadas abaixo da superfície e vulcânicas as formadas pelo extravasamento do magma em eventos vulcânicos. As plutônicas formam granito, gabro, sienito, diorito, peridotito e tonalito entre outras (figuras 1.1.4 e 1.1.5). Possuem granulação variando de fina a grossa com minerais bem cristalizados e geralmente reconhecidos de forma macroscópica. Enquanto que as rochas vulcânicas podem ser exemplificadas de acordo com sua composição química como basalto (básica), riolito (ácida) e as intermediárias andesito, dacito e traquito. Possuindo granulação muito fina com grande quantidade de vidro, fenocristais e clastos de outras rochas. Resultado de fluxos piroclásticos, bombas e cinzas que acompanham o vulcanismo durante seu processo de formação (figuras 1.1.6 e 1.1.7).

Figura 1.1.4. A – afloramento de rochas graníticas no município de Presidente Figueiredo. B – amostra de granito. Fonte: próprio autor.

Figura 1.1.5. Minerais de granito vistos em microscópio petrográfico. A - feldspato com intercrescimentos minerais indicados pelas setas vermelhas. B – plagioclásio ao centro em contato com titanita abaixo indicada pela seta vermelha. C – mineral plagioclásio envolto por feldspato potássico. D – mineral hornblenda verde ao centro. Escala = 1 mm. Fonte: próprio autor.

Figura 1.1.6. Rocha vulcânicas apresentando estruturas de fluxo na forma de estratificações. Rochas do Grupo Iricoumé, Paleoproterozoico do Craton Amazônico. Região de Presidente Figueiredo, Amazonas. Fonte: próprio autor.

Figura 1.1.7. Textura interna de rocha vulcânica do tipo riolito, apresentando fenocristais de quartzo e um feldspato abaixo a direita envoltos na matriz afanítica. Imagem da rocha em microscópio petrográfico. Fonte: próprio autor.

Metamórficas são rochas formadas através da deformação de rochas pré-existentes. A rocha original (protólito) é submetida a altas pressões e temperaturas causando a recristalização de minerais e originando rochas como filito, ardósia, xisto, gnaisse e migmatito (figura 1.1.8). Os eventos que causam o metamorfismo nas rochas são movimentos tectônicos em contatos de placas formando cinturões orogênicos, falhas geológicas, também em contato da rocha com o magma e impactos de meteoros. Altas pressões causam deformações de caráter rúptil quando a rocha encontra-se na superfície e deformações de caráter dúctil quando ocorrer em grandes profundidades da crosta. As deformações rúpteis são representadas por falhas geológicas e as dúcteis são dobras e outras deformações plásticas.

Estas rochas, assim como as rochas ígneas, de acordo com sua aparência estética e resistência mecânica são bastante utilizadas como material de construção na forma de revestimento. Consistindo matéria prima do setor de rochas ornamentais, um mercado bastante ativo na região do estado de Espirito Santo.

Figura 1.1.8. A - Afloramento de rochas metamórficas município de Cantá, Roraima. B – detalhe da textura da rocha metamórfica. Notar os

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