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Vidro como Tema Motivador no Ensino da Química

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Vidro como Tema Motivador no Ensino da Química

Duração:
83 páginas
38 minutos
Editora:
Lançados:
7 de jun. de 2019
ISBN:
9788582456743
Formato:
Livro

Descrição

Esta obra apresenta uma nova possibilidade de abordagem para o ensino de Química no Ensino Médio. O tema "vidro" é explorado em uma perspectiva interdisciplinar, ao relacionar estrutura química e inovação tecnológica, além de fornecer uma perspectiva histórica da utilização do vidro pela humanidade. O autor propõe formas de propiciar uma aprendizagem significativa ao incorporar possibilidades de utilização de mapas conceituais e protocolos experimentais relacionados ao tema.
Editora:
Lançados:
7 de jun. de 2019
ISBN:
9788582456743
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Referências

1. O VIDRO

O vidro é um material de importância inestimável para a vida do ser humano, já que suas propriedades físicas e químicas diferenciadas permitem aplicações em diversas finalidades e o tornam presente em inúmeras situações do cotidiano, desde utensílios simples até objetos desenvolvidos com a mais alta tecnologia. Tal importância e diversidade de aplicações classificam-no como um dos materiais mais utilizados pelo homem, ao lado de outros, como o plástico e a borracha.

1.1. A HISTÓRIA DO VIDRO

Embora não seja conhecida a data precisa, sabe-se que o início da utilização do vidro pelo homem remete a eras muito remotas. Os nossos antigos antepassados não dominavam a produção do vidro, porém reconheciam os vidros naturais espalhados pelo solo, os quais são atualmente denominados de vidros naturais ou obsidianas. Os vidros naturais se formavam, em tempos remotos, após a fusão e a rápida solidificação de rochas presentes nos arredores de vulcões em contato com a lava expelida por eles. Para a formação da obsidiana o solo devia ser composto majoritariamente por sílica. É importante destacar que o material formado, cujo aspecto macroscópico pode ser observado na Figura 1, possui estrutura desorganizada, ou seja, não é um material cristalino (GALVÃO, LOPES E APPOLONI, 2010).

Figura 1 – Vidro natural de origem vulcânica (obsidiana).

Fonte: http://floresemcasa.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html

Contudo, a presença da obsidiana e sua formação não eram homogêneas em toda a Terra, já que zonas de atividade vulcânica não são uniformemente dispersas em toda a superfície do planeta. Assim, as obsidianas só puderam ser encontradas em regiões como Nova Zelândia, Japão, América do Sul e localidades centrais do México que apresentaram eventos vulcânicos a partir do período terciário da era Cenozoica, há cerca de 65 milhões de anos atrás (SEELENFREUND, et al. 2002).

No princípio, as obsidianas foram utilizadas pelo homem primitivo como um material para a construção de ferramentas, armas, facas (Figura 2), pontas de lanças e de flechas, brincos e adornos (Figura 3), devido à relativa facilidade com que podiam ser trabalhadas (LEITCH, 2005). Todavia, em meados do ano 7000 a.C. elas passaram a ser vistas como um material precioso, devido ao emprego decorativo nas tumbas dos faraós pela civilização egípcia (BEVERIDGE, DOMÉNECH, PASCUAL, 2004).

Figura 2 – Uma faca de pedra (acima) e outra de obsidiana (abaixo).

Fonte: http://www.knifeco.ppg.br/egipcia.htm

Comumente atribui-se a descoberta do processo de produção do vidro aos fenícios em meados de 8000 a.C., que teriam observado a fusão de blocos de salitre. A história conta que os fenícios eram um povo mercante e que ao pararem para descansar à beira de um rio na costa da Síria, improvisaram uma fogueira em cima de blocos de salitre e o calor da chama teria ocasionado o processo de fusão, seguido de rápida solidificação. Os fenícios notaram então, que ao invés de cinzas e areia do rio, no local onde havia ocorrido a fogueira encontrava-se um material brilhante e com significativa transparência. Tal constatação seguida de alguns aperfeiçoamentos pôde estabelecer o primeiro processo produtivo de vidro, que embora fosse rústico, resultava em um material com qualidade razoável.

Figura 3 – Obsidianas adornando

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