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100 Fenômenos Astronômicos: Observações e estudos de 100 fenômenos astronômicos, relacionando-os com os conceitos de astronomia.

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100 Fenômenos Astronômicos: Observações e estudos de 100 fenômenos astronômicos, relacionando-os com os conceitos de astronomia.

Duração:
333 páginas
3 horas
Editora:
Lançados:
23 de jun. de 2020
ISBN:
9788582458068
Formato:
Livro

Descrição

Quando observamos o céu noturno e diurno, nos deparamos com inúmeros fenômenos astronômicos. Estes fenômenos astronômicos possuem conceitos sólidos que estão em inúmeras bibliografias nacionais e internacionais. Por algum motivo, estes conceitos astronômicos são substituídos por concepções alternativas, que, normalmente, são ensinados nas escolas de ensino fundamental, médio e até mesmo no superior, como para o público em geral, resultando, então, em uma enxurrada de concepções alternativas para dar as explicações dos fenômenos astronômicos, com isso, pensando em dar uma breve explicação de 100 Fenômenos Astronômicos de 2019, e, procurando escapar das concepções alternativas, o autor Fabrizzio Carlos Anunciato Montezzo, divulgador científico, membro da S.A.B. detentor do Selo de Qualidade S.A.B. (Sociedade Astronômica Brasileira), professor de Física e Astronomia, membro do GEARC, ex extensionista da UNESP PROEX, escreveu artigos em jornais e revistas, proferiu cursos e formações continuadas para professores do fundamental e médio, estudou e observou durante o ano de 2019, 100 Fenômenos Astronômicos, pesquisados nas efemérides, previamente escritos e divulgados em seus canais no Instagram (@fabrizzio_montezzo) e Facebook (/astronomiafundamental), associando cada efeméride a um fenômeno específico para a sua descrição na obra. O autor espera, que esta breve e pequena obra, ajude e incentive desde os amantes do céu noturno, curiosos, professores de todos os níveis, alunos, astrônomos amadores, iniciantes na astronomia, entusiastas e até pesquisadores, como uma ferramenta para consultas sobre observação e conceitos de astronomia.

Ótimas noites de observações a todos.
Fabrizzio Carlos Anunciato Montezzo
Editora:
Lançados:
23 de jun. de 2020
ISBN:
9788582458068
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

100 Fenômenos Astronômicos - Fabrizzio Montezzo

Amorim.

01

LUA PRÓXIMA DE VÊNUS

No primeiro amanhecer do ano de 2019, já seremos premiados com a conjunção da Lua e Vênus [figura 02]. O nosso satélite natural nasce no lado leste por volta das 3:10 horário de Brasília UTC -2 (horário de verão), Vênus vem logo atrás às 3:30 horário de Brasília UTC -2, com ambos os astros na direção da Constelação de Libra. A Lua com fase de 20,8% iluminada, minguando, Vênus já próximo de sua máxima elongação oeste, que será de aproximadamente 47ºW em relação ao Sol observado da Terra.

O Fenômeno - O brilho intenso de Vênus

Vênus é o planeta mais brilhante do Sistema Solar visto da Terra, que reflete a luz do Sol, sendo o terceiro astro mais brilhante do céu, só perdendo para o Sol e a Lua, e, dependendo da fase da Lua, Vênus passa a ser o segundo astro mais brilhante, perdendo apenas para o nosso astro-rei. Sua magnitude aparente nas máximas elongações, seja a leste em que o planeta é observado ao ocaso do Sol, ou à oeste, observado antes do nascer do Sol, chega ao incrível valor negativo de até -4,6 de magnitude aparente, um brilho muito intenso. Mas, qual o motivo de o planeta Vênus brilhar tanto? O planeta Vênus tem quase o mesmo tamanho da Terra, 12.104 km de diâmetro, um período orbital (translação) de aproximadamente 225 dias, mas o dia em Vênus é longo, muito longo, cerca de 243 dias terrestres (rotação), tendo o seu dia mais longo que o ano, fantástico.

Figura 02: Conjunção da Lua e Vênus no primeiro amanhecer do ano. A Lua em fase minguante, com 20,8% iluminada, Vênus com seu brilho intenso e magnitude de -4,47.

Sua atmosfera, tamanho e distância em relação à Terra, são os grandes responsáveis por esse brilho intenso. Com um efeito estufa monstruoso, uma atmosfera muito espessa, ácida e altamente reflexiva, composta principalmente por dióxido de carbono, fazem o planeta Vênus ter um brilho muito intenso, com essa magnitude de até -4,6 visto da Terra. Para os observadores da Terra é bonito de se ver, mas lá no planeta a situação é infernal. Por causa desse efeito estufa, Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar, chegando a uma temperatura de até 460 ºC, muito complicado para se fazer uma missão tripulada.

02

TERRA NO PERIÉLIO

No dia 3 de janeiro de 2019, às 2:00 horário de Brasília UTC -3, logo no início do ano, a Terra atinge o Periélio, que é o ponto mais próximo do Sol em seu movimento de translação, com distância de 0,983301 UA, cerca de 147,1 milhões de km do Sol.

O Fenômeno - O Sol, a nossa estrela

O Sol é a nossa fonte de vida, sem ele, a Terra não existiria e não teria como dar manutenção nesta rica biodiversidade. Mas, a nossa estrela não durará para sempre, ela tem um tempo de vida. Atualmente, somos totalmente dependentes do Sol, até o momento em que tivermos uma tecnologia muito avançada, e migrar para outro planeta parecido com o nosso quando a nossa estrela colapsar, devido ao seu processo evolutivo, caso contrário, teremos o mesmo destino da nossa estrela. Tivemos a mesma origem, e poderemos ter o mesmo destino do Sol. O nosso astro-rei está distante, em média, 150 milhões de km, que corresponde a 1 UA (Unidade Astronômica), diâmetro de 1,3 milhão de km, massa de 1,9x10^30 kg (um, nove exponencial a trinta - notação científica), com idade de cerca de 4,6 bilhões de anos, basicamente a mesma idade do Sistema Solar.

A aceleração gravitacional do Sol é de 274 m/s², da Terra 9,8 m/s², e da Lua 1,6 m/s², essas diferenças são grandes devido as suas massas, pois o Sol tem uma massa muito maior que a da Terra, e de todo o Sistema Solar junto, contendo cerca de 99,8% de toda a massa do sistema, por isso, o chamamos de nosso astro rei. Se juntarmos todo o Sistema Solar, os planetas telúricos, jovianos, anões, os asteróides, cometas e detritos, dá apenas 0,2% da massa do Sistema Solar, o restante pertence ao Sol. A órbita da Terra em torno do Sol é elíptica, com excentricidade (e) de 0,0167, quase circular. No afélio, que é o ponto em que a Terra fica mais afastada do Sol em sua órbita, a distância é de 152,5 milhões de km, e no periélio, o ponto de maior proximidade de nosso planeta em torno do Sol, a distância é de 147,1 milhões de km. Notem na figura abaixo [figura 03], a diferença de tamanho angular aparente do Sol visto da Terra no afélio e periélio:

Figura 03: O Sol visto da Terra no Afélio, ponto mais afastado, e no Periélio, ponto mais próximo, com seu diâmetro aparente se modificando em até 1' minuto de arco.

O Sol é composto principalmente de hidrogênio (74%) e hélio (24%), além de outros componentes como ferro, níquel, oxigênio, silício, enxofre, magnésio, néon, cálcio e crômio. Nossa estrela está contida na classe espectral G2V, sendo o G2 indicando que a sua temperatura está em torno de 5.700 K (5.426,85 ºC), o V (número romano = 5), indica que está na sequência principal gerando essa energia que recebemos diariamente da fusão nuclear hidrogênio/hélio, a cadeia próton-próton. Sua coloração é branca, parecendo amarelo por causa da atmosfera da Terra, e a luz que vem do Sol, demora 8 minutos para chegar na Terra, com isso, o Sol dista da Terra 8 minutos-luz, e sua constante solar, que é o fluxo de radiação luminosa do Sol na Terra, é de 1.368 W/m². O Sol terá uma média de vida de 10 bilhões de anos, portanto está na sua meia-idade, um jovem senhor, depois sai da sequência principal, se torna uma estrela gigante vermelha, engolindo os planetas mais próximos, e afastando outros devido à gravidade, tornando-se depois, uma nebulosa planetária, ejetando boa parte de sua matéria, até se transformar em uma anã branca e depois se apagar em uma anã marrom ou escura. A nossa estrela não se tornará uma supernova, não explodirá, pois, não tem massa suficientemente grande para isso, ele morrerá aos poucos, gradativamente na sua sequência evolutiva.

Durante o ano, em seu movimento aparente pela esfera celeste, o Sol percorre 13 constelações que estão na faixa zodiacal (8º de cada lado contando paralelamente a partir da eclíptica), que são as famosas constelações zodiacais (o círculo dos animais): Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Ofiúco e Sagitário. Em cada constelação, o Sol percorre com períodos diferentes devido ao tamanho diferente das constelações (medido em graus) na esfera celeste, demarcadas pelas coordenadas de ascensão reta (α) e declinação (δ).

03

MÁXIMA ELONGAÇÃO OESTE DE VÊNUS

No dia 6 de janeiro de 2019, o planeta telúrico Vênus, atinge a máxima elongação oeste, 47ºW (quarenta e sete graus oeste). Isto quer dizer, que poderá ser observado de madrugada antes do Sol nascer. Vênus nasce na direção leste às 3:28 horário de Brasília UTC -2, para o observador local de onde foi estudada esta efeméride, ficando visível na abóbada celeste até o nascer do Sol, às 6:33 horário de Brasília UTC -2. Neste dia, Vênus é facilmente observado a vista desarmada na direção leste, como um ponto no céu muito brilhante e cintilante, mas, quando resolvido por um telescópio de boa magnificação, se mostra em fase, com 50% do disco iluminado voltado para os observadores na Terra, é fase de quarto crescente em Vênus. Este é um dos melhores dias do ano para se observar o planeta mais brilhante do céu.

O Fenômeno - Elongação máxima de Vênus

Quando o planeta Vênus está em Máxima Elongação [figura 04], seja leste ou oeste, significa que ele ficará mais tempo no céu escuro (com ausência de radiação solar) para ser observado, seja a vista desarmada ou pelos instrumentos ópticos. Na máxima elongação oeste, ele é um astro matutino, visto antes do Sol nascer e ofuscar os astros na abóbada celeste.

Figura 04: Na Máxima Elongação Oeste de Vênus, observamos o planeta antes do nascer do Sol, sendo um astro matutino. Nas máximas elongações, tanto matutina (oeste) como vespertina (leste), é o dia em que o planeta fica mais tempo no céu escuro, ótimo para ser observado a vista desarmada ou com o auxílio dos telescópios.

Na máxima elongação, em que somente os planetas com órbita inferior atingem, como no caso deste fenômeno, Vênus ficará por quase 3 horas no céu para ser observado, e, ao contrário dos planetas com órbita superior, como Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, nunca conseguiremos ver Vênus no zênite em uma noite de observações astronômicas, somente antes do amanhecer ou após o ocaso do Sol. Vênus no dia 6 de janeiro de 2019, atingiu a máxima elongação oeste às 3:00 horário de Brasília UTC -2, com o valor de aproximadamente 47ºW na direção da constelação de Libra e ângulo de fase de +89º45'45" segundos de arco.

04

LUA NO APOGEU

No dia 9 de janeiro de 2019, a Lua atinge o apogeu, o ponto de sua órbita elíptica em torno da Terra mais afastado. Nosso satélite natural tem a excentricidade da órbita no valor de 0,0549. O fenômeno ocorre à 1:00 horário de Brasília UTC -3, atingindo a distância de 406.117 km e tamanho angular 29,4' minutos de arco.

O Fenômeno - Apsides Lunares

Apside é o ponto da órbita de um corpo celeste em que se encontra mais próximo ou mais afastado, no caso estudado deste fenômeno é o ponto da Lua em relação à Terra. Chamamos de apogeu (afastado) e perigeu (próximo), com referência ao planeta Terra, em que, ambos os astros podem ser considerados como um sistema duplo, com seu centro de massa bem próximo da Terra, pois a mesma tem a massa muito maior do que a da Lua, com valor de 1/81, e, isto quer dizer, que a Lua tem 81 vezes menos massa que o nosso planeta. O centro de massa do sistema Terra/Lua está localizado à 4.671 km do centro da Terra, estando na própria Terra. Em 2019, a Lua teve 13 perigeus (pontos mais próximos) e 13 apogeus (pontos mais afastados), sendo dois perigeus em agosto, dias 2 e 30, e dois apogeus em março, dias 4 e 31 [tabela 01].

Tabela 01: Dados do Perigeu e Apogeu da Lua, as Apsides Lunares, com o dia, mês, a hora em UTC -3 e a distância geocêntrica da Lua. Fonte: Anuário Astronômico Catarinense 2019.

05

ECLIPSE TOTAL DA LUA NO PERIGEU

Na madrugada de domingo para segunda, de 20 para 21 de janeiro de 2019, tendo seu ápice às 2:12 horário de Brasília UTC -3, na direção da Constelação de Câncer, poderemos observar (se o tempo colaborar) o Eclipse Total da Lua no Perigeu, a qual podemos considerar como o maior fenômeno astronômico do ano para o observador local de Rio Claro/SP, latitude -22º e longitude -47º. Recebe este nome, pois a Lua, em seu movimento de translação ao redor da Terra, se encontrará no ponto mais próximo de nosso planeta e eclipsada. Este fenômeno poderá ser observado a vista desarmada e sem a necessidade de proteção para os olhos, podendo ser visto em todo o Brasil.

O Fenômeno – Eclipse total da Lua

A Lua e a Terra são astros opacos, com formato esferoidal, que não possuem luz própria. Estão sempre com metade iluminado e a outra metade não. Ao receberem radiação solar, produzem um cone de sombra no espaço. Neste cone de sombra produzido no espaço pelo Sol na Terra, a Lua o penetra em determinadas épocas específicas, ocorrendo então, o fenômeno astronômico chamado Eclipse Total da Lua. Eclipse Total da Lua é um fenômeno que ocorre quando o nosso satélite natural é ocultado totalmente pela sombra da Terra projetada no espaço pelo Sol.

Os eclipses totais ocorrem quando a Lua está em fase cheia, o plenilúnio, pois os três astros ficam alinhados em quase 180º, quase uma reta perfeita, com a Terra ao meio. Em 2019, ocorreram cinco eclipses, três do Sol e dois da Lua (os solares são mais frequentes), e sem dúvida, este da Lua foi um dos mais fascinantes dos últimos anos, pois a Lua estava muito próxima da Terra, no perigeu, cerca de 353 mil km de distância. Denominamos então, como este eclipse sendo um Eclipse Total da Lua no Perigeu. Todos os anos ocorrem eclipses, tanto solares, como lunares, em que, este do dia 20/21 de janeiro de 2019, foi visto integralmente no Brasil por toda a madrugada. A Terra orbita o Sol em um plano [figura 05], é o plano da eclíptica, a Lua orbita a Terra inclinada em aproximadamente 5º, então, para ocorrer um eclipse total da Lua, esta tem que estar em sigízia superior e passar pelo nodo orbital do sistema Terra/Sol, a chamada linha nodal.

Figura 05: A Terra orbita o Sol em um plano, a Lua orbita a Terra inclinada em 5º, e, para ocorrer os eclipses totais da Lua, nosso satélite tem que passar pela linha nodal do sistema Terra/Sol e no plenilúnio.

Quando a Lua vai penetrando na penumbra da Terra, dificilmente notamos uma diferença na sua coloração, mas quando ela penetra na umbra [figura 06], a sombra da Terra projetada no espaço, ela vai sendo ocultada, até que, no ápice do eclipse, vai tendo um aspecto avermelhado/alaranjado. Então, a Lua fica sangrenta? Não, a Lua de sangue, a qual todos falam, não existe, a Lua não sangra, isto é apenas uma concepção alternativa.

Figura 06: Esquema de um eclipse total da Lua, com o nosso satélite em fase cheia penetrando na umbra da Terra projetada pelo Sol no espaço.

Essa aparência de tonalidade avermelhado/alaranjado da Lua no ápice do eclipse total, é o resultado da luz do Sol refratada na atmosfera da Terra, este é um fenômeno conhecido como dispersão de Rayleigh, que desvia apenas certos comprimentos de onda para dentro da região da umbra. Todos os sistemas planetas/satélites, como em Júpiter ou Saturno, possuem eclipses, pois recebem também a radiação solar, mas como estão muito longe, não são observados a vista desarmada como nós observamos os Eclipses Totais da Lua aqui da Terra.

06

SAROS 134

O eclipse total da Lua deste domingo para segunda [figura 07], dias 20/21 de janeiro de 2019, será um eclipse do ciclo de Saros 134, nodo ascendente, e sua totalidade durará 62 min.

O Fenômeno - Ciclo de Saros

O Ciclo de Saros é a periodicidade e recorrência dos eclipses lunares que tem um período de aproximadamente 6.585,3 dias (18 anos, 11 dias e 8 horas). Podemos dizer, então, que é o intervalo de tempo em que os eclipses se repetem na mesma sucessão, que ao final de um período, o Sol, a Lua e a linha dos nodos retornam às mesmas posições e os eclipses se reproduzirão em uma mesma ordem. O Ciclo de Saros é útil para se organizar eclipses em famílias ou séries, em que cada série dura aproximadamente 12 a 13 séculos, contendo 70 ou mais eclipses. Este eclipse total da Lua, da efeméride estudada, que é Saros 134, é o número 27 de 72 eclipses da série, em que todos os eclipses nesta série ocorrem no nodo ascendente da

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