Aproveite milhões de e-books, audiolivros, revistas e muito mais, com uma avaliação gratuita

Apenas $11.99 por mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

PACOTE ANTICRIME: Lei nº 13.964/ 2019 Artigo por Artigo
PACOTE ANTICRIME: Lei nº 13.964/ 2019 Artigo por Artigo
PACOTE ANTICRIME: Lei nº 13.964/ 2019 Artigo por Artigo
E-book293 páginas3 horas

PACOTE ANTICRIME: Lei nº 13.964/ 2019 Artigo por Artigo

Nota: 0 de 5 estrelas

()

Sobre este e-book

Comentários artigo por artigo da Lei 13.964 de 2019 que trouxe alterações diretas a dezessete leis com enfoque penal que já estavam vigentes, tendo grande abrangência nos Códigos penal e de processo penal, mas ainda percorrendo a legislação extravagante (especial). Essencialmente, dentro do conteúdo que percorrem os seus 20 artigos, surgem mudanças extensas, novidades jurídicas e pontos de grande discussão, inclusive exigindo reestruturação judiciária. E
Este material serve como parte de um debate sobre a vasta atualização que foi proposta para o sistema penal brasileiro, tendo sido produzido no início do ano de 2020.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento29 de jan. de 2021
ISBN9786558901044
PACOTE ANTICRIME: Lei nº 13.964/ 2019 Artigo por Artigo
Ler a amostra

Leia mais de Frederico Cattani

Relacionado a PACOTE ANTICRIME

Livros relacionados

Artigos relacionados

Avaliações de PACOTE ANTICRIME

Nota: 0 de 5 estrelas
0 notas

0 avaliação0 avaliação

O que você achou?

Toque para dar uma nota

    Pré-visualização do livro

    PACOTE ANTICRIME - Frederico Cattani

    2019

    I. O que é este material?

    Este trabalho surgiu, incialmente, com alguns rascunhos pessoais que eram feitos durante a leitura da lei oriunda do Pacote Anticrime, ainda quando havia sido publicada em dezembro de 2019. Após observar que algumas destas alterações ansiaram maior atenção, começou o rascunho a ter a pretensão de ser um ou outro artigo jurídico isolado, onde seriam comentadas as inovações legislativas pontualmente. Então, o trabalho se resume a anotações pessoais sobre as primeiras impressões que tive com a nova lei e que serve de consulta pessoal. Este material é um esboço de ideias, pois aos poucos vamos lendo e tendo conhecimento de outras opiniões e, assim, por certo que muito existe a ser trilhado.

    Prefiro resumir que este material serve como parte de um debate sobre a vasta atualização que foi proposta para o sistema penal brasileiro, mas sabendo das limitações que uma primeira anotação sobre temas novos possuem. Com isso, espero, após o dialogo com amigos, (quem sabe) atualizar este material para algo mais definitivo, ampliando e revisado¹.

    Sobre mim, sou advogado, professor de processo penal e tenho publicado alguns artigos e ensaios sobre visões do universo jurídico. Fiz meu Mestrado em Ciências Criminais junto a PUCRS (Porto Alegre, RS), e especialização em Direito Empresarial pela FSG (Caxias do Sul, RS). Fui membro da Comissão de Direitos Humanos e Conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina, ambos na OAB seccional da Bahia. Indicado para Liste Tríplice para Desembargador Eleitoral do TRE/RS.

    II. Notas iniciais.

    O objeto em análise surgiu às vésperas do Natal de 2019, quando o Presidente da República sancionou a Lei que tem por pretensão aperfeiçoar a legislação penal e processual penal, com grande impacto para o universo jurídico, em razão da amplitude e complexidade, inclusive com temas estranhos a atual formatação do processo penal. A Lei foi publicada em 24 de dezembro de 2019 sob o número 13.964, e trouxe alterações diretas a dezessete leis com enfoque penal que já estavam vigentes, tendo grande abrangência nos Códigos penal e de processo penal, mas ainda percorrendo a legislação extravagante (especial). Essencialmente, dentro do conteúdo que percorrem os seus 20 artigos, surgem mudanças extensas, novidades jurídicas e pontos de grande discussão, inclusive exigindo reestruturação judiciária.

    As alterações trazidas pelo pacote anticrime se consolidaram no Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), o Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941), a Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984), Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990), na Lei que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito (Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992), a Lei que trata das Interceptações Telefônicas (Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996), a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998), a Lei que trata sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição (Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003), Lei de Drogas (Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006), a lei que dispõe sobre a transferência e inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima (Lei nº 11.671, de 8 de maio de 2008), a Lei que dispõe sobre a identificação criminal do civilmente identificado (Lei nº 12.037, de 1º de outubro de 2009), a Lei sobre o processo e o julgamento colegiado em primeiro grau de jurisdição de crimes praticados por organizações criminosas (Lei nº 12.694, de 24 de julho de 2012), a Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013), a Lei sobre o Disque Denúncia (Lei nº 13.608, de 10 de janeiro de 2018), sobre as normas procedimentais para os processos perante o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal (Lei nº 8.038, de 28 de maio de 1990), sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018) e o Código de Processo Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969).

    A pesar da estrutura ser de larga escala, o chamado aprimoramento da legislação penal e processual penal infelizmente não foi tratado com a seriedade necessária que lhe cabe, ainda que seja de grande importância o que foi ventilado. O certo é que existiam projetos, mais antigos, que enfocavam a atenção necessária para uma reforma real e integral do sistema penal, com códigos novos em contraposição aos vigentes, principalmente os que foram editados na época do Estado Novo de Getúlio Vargas. Mais uma vez, o legislador optou por colocar panos novos junto à roupa velha, expandindo os retalhos e tapando aberturas pontuais, que se perdem na total falta de sistemática, pois ficam sem amparo de uma força motriz central conectada a sociedade moderna e a Constituição Federal de 1988.

    Observe que as alterações pontuais, no estilo de reforma parcial, com a envergadura que se fez, tendem a produzir resultados semânticos imprecisos, pois são formuladas sobre conceitos novos e aplicadas a modelos antigos. Os artigos de um código ou de uma lei não devem ser interpretados de forma totalmente isolada e desconectada com seu entorno. Para ilustrar, a nova legislação dispõe de uma redação mais limpa e objetiva para o artigo 283 do Código de Processo Penal, impondo que a prisão por condenação criminal somente ocorre após trânsito em julgado. No entanto, esta mesma lei trouxe, pouco mais a frente, a inclusão da possibilidade de prisão em sentença, obrigando a execução provisória da pena oriunda do Tribunal do Júri, nos casos de condenação a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclusão. Uma contradição ao sistema.

    Esta contradição é histórica. O Código de Processo Penal original previa, nos casos de sentença penal condenatória recorrível, o efeito da ser o réu preso ou conservado na prisão. Para além, o revogado² artigo 594 do Código de Processo Penal também previa na prisão em primeira instância condição de preparo recursal. Dizia o antigo artigo que o réu não poderia apelar sem recolher-se à prisão. Cabe destacar, que o Supremo Tribunal Federal se manifestou em mais de uma oportunidade, sendo que no Habeas Corpus 103.529 fez expressa menção a incompatibilidade da Constituição Federal e a execução provisória da pena, situação que foi reforçada no julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade sobre a redação do artigo 283 do Código de Processo Penal . Ou seja, mutatis mutantis, a nova lei 13.964, após recente manifestação do STF mantém que só existe no processo a prisão em flagrante, a prisão cautelar e a prisão em virtude de condenação criminal transitada em julgado (art. 283), mas, se contradiz ao incluir a possibilidade execução provisória das penas com a inclusão do artigo 492, I, "e" no Código de Processo Penal.

    De qualquer forma, são diversos os pontos, e com certeza existem críticas positivas e negativas. Em verdade, são alterações que em grande parte são demandas antigas, e em outra parte são instrumentos jurídicos novos que, se bem recepcionados, serão importantes para o alavancamento de um novo marco penal para desenvolvimento do sistema penal brasileiro.

    III. Origem: Projeto Anticrime

    O Projeto de Lei chamado de Pacote Anticrime foi apresentado em fevereiro 2019 pelo Ministro da Justiça Sergio Moro – Ex-Juiz Federal que atuava no Estado do Paraná e que foi centro de decisões judicias de grande repercussão na Operação Lavajato. Em verdade, as proposições andaram em conjunto ao Projeto de Lei 10.372/2018, do Deputado José Rocha do PR/BA e outros membros da Câmara dos Deputados, como Marcelo Aro do PHS/MG, Wladimir Costa do SD/PA e Nilson Leitão do PSDB/MT.

    Pode-se dizer que houve uma caminhada em conjunto para o chamado aprimoramento da legislação penal e processual penal da forma em que se deu, tendo sido motivada pelo debate contra a corrupção, mas que compreendeu, ao final, a importância das reformas em áreas de garantias individuais também serem instrumentos desta guerra, afastando um modelo totalmente discricionário com notas de direito penal do inimigo. Frisa-se, ainda não foi desta vez o momento que se aproveitou a atenção existente para realização da sua total reforma, com códigos integralmente novos. De qualquer forma, são alterações que em grande parte são demandas de uma parcela da população e de políticos, e em outra parte são instrumentos jurídicos importantes para o aperfeiçoamento penal e para o desenvolvimento processual junto ao judiciário.

    Um das características deste projeto foi a Comissão de Juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que destacou ser modificações que visam o combate ao crime organizado, exigindo "racionalidade instrumental e priorização de recursos financeiros e humanos direcionados diretamente para a persecução da macro criminalidade, e que por isso tornou imprescindível uma clara e expressa opção de combate a macro criminalidade", mas que, silenciosamente, atingirá toda e qualquer forma de fato penal, ao ponto de ser inegável que a proposta atingirá "a criminalidade individual, praticada sem violência ou grave ameaça"³.

    Em razão da complexidade e amplitude das modificações que estavam sendo postas para deliberação, e com o intuito de facilitar a tramitação das proposições legislativas, inclusive se criou um grupo de trabalho destinado a analisar e debater as mudanças promovidas na legislação penal e processual penal pelos Projetos de Lei nº 10.372/2018, nº 10.373/2018⁴, e nº 882/ 2019. Deve ser observado que o projeto, frente a sua dimensão, teve uma tramitação célere, inclusive com Senado Federal, enquanto Casa Revisora, aprovando sem alterações a redação final do texto legislativo - por meio do Projeto de Lei nº. 6.341/2019.

    Outros temas deverão afetar o sistema penal de forma impactante, sem que demore muito tempo, principalmente sobre a prisão em segunda instância e momento em que se dará o trânsito em julgado, mas que fugiram da realidade do atual projeto de lei, que foi encaminhando ao Presidente da República que o sancionou com poucos vetos (frente ao tamanho da reforma).

    IV. Dos Vetos pelo Presidente da República

    O Presidente da República, amparado pelo § 1º do art. 66 da Constituição Federal, decidiu por vetar parcialmente o Projeto de Lei nº 6.341/2019 do Senado Federal (nº 10.372/18 na Câmara dos Deputados), que teve por objeto aperfeiçoar a legislação penal e processual penal, com os principais fundamentos de contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade.

    No total a nova lei teve 22 (vinte e dois) vetos⁵ que, para melhor sistematização do presente texto, serão apresentados e comentados oportunamente, permitindo maior fluidez e sistematização. Cabe destacar, todavia, o veto à proposição de incremento do § 2º ao art. 141 do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848 de 1940), que seria alterado pelo art. 2º do projeto de lei.

    A repercussão deste veto se dá em razão do combate as Fake News, pois o legislador tinha a pretensão de triplicar a pena de injuria, difamação e calúnia nos casos em que o crime fosse cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores. As razões sobre o veto foram:

    A propositura legislativa, ao promover o incremento da pena no triplo quando o crime for cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, viola o princípio da proporcionalidade entre o tipo penal descrito e a pena cominada, notadamente se considerarmos a existência da legislação atual que já tutela suficientemente os interesses protegidos pelo Projeto, ao permitir o agravamento da pena em um terço na hipótese de qualquer dos crimes contra a honra ser cometido por meio que facilite a sua divulgação. Ademais a substituição da lavratura de termo circunstanciado nesses crimes, em razão da pena máxima ser superior a dois anos, pela necessária abertura de inquérito policial, ensejaria, por conseguinte, superlotação das delegacias, e, com isso, redução do tempo e da força de trabalho para se dedicar ao combate de crimes graves, tais como homicídio e latrocínio.

    V. O Vacatio legis da Lei 13.964 de 2019.

    Ao sancionar e publicar uma nova lei, faz necessário determinar um prazo, um período de tempo, no qual haja condições para que o novo texto legal possa ser conhecido e explorado pela doutrina e, inclusive, momento este que será utilizado para tomar as medidas necessárias a uma nova estruturação por aqueles que terão que dar o cumprimento da pretensão normativa, ao ponto que se possa exigir sua aplicação obrigatória.

    O prazo estipulado para a assimilação do conteúdo da nova lei 13.964 veio determinado em seu artigo 20, ao prever que esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação oficial. Alguns tópicos novos, mesmo que venham a entrar em vigor, como o caso do juiz de garantias, vão depender de uma regulamentação para sua aplicação prática, uniforme e sistematizada, inclusive em razão de afetar (possivelmente) as previsões orçamentarias.

    A Lei sofre com a ansiedade do legislador em ver sua vigência no início deste ano eleitoral. O prazo de 30 (trinta) dias é insuficiente. A Lei nº 11.719, de 20 de junho de 2008, que foi uma reforma parcial e pontual do Código de Processo Penal previu um prazo de vacância de 60 (sessenta) dias, que já era (e se demonstrou) pequeno. O prazo de 30 (trinta) dias para vigência desta nova lei, além de exíguo, se deu em um período de recesso do judiciário, em plena festas e feriados de final de ano, sem comentar a grande parcela de profissionais da área jurídica que optam por férias e se afastam de suas funções neste período.

    A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância é feita com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral. Assim, considerando que a Lei foi publicada em 24/12/2019 e que os trinta dias encerraram em 22/01/2020, tem-se como primeiro dia subsequente o dia 23/01/2020.

    VI. Decisões no STF – a suspensão parcial do Pacote Anticrime

    O Ministro Luiz Fux, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por tempo indeterminado a eficácia das regras do Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019) que instituem a figura do juiz das garantias. A decisão cautelar, proferida nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6298, 6299, 6300 e 6305, será submetida a referendo do Plenário. O ministro Fux também suspendeu a eficácia do artigo 310, parágrafo 4º, do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a liberalização da prisão pela não realização da audiência de custódia no prazo de 24 horas. Deve ser observado que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, já havia se manifestado pela validade da norma que institui o juiz das garantias, mas, diferentemente da decisão do Ministro Fux, havia fixado prazo de 180 dias, a contar da publicação da decisão, para sua implementação. Em verdade, a decisão do Ministro Toffoli foi no sentido de estabelecer regras de transição.

    Em suma, ficaram suspensos:

    a) a implantação do juiz das garantias e seus consectários (Artigos 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-E, 3º-F, do Código de Processo Penal);

    b) a alteração do juiz sentenciante que conhecer de prova declarada inadmissível (157, §5º, do Código de Processo Penal);

    c) alteração do procedimento de arquivamento do inquérito policial (28, caput, Código de Processo Penal);

    d) Da liberalização da prisão pela não realização da audiência de custodia no prazo de 24 horas (Artigo 310, §4°, do Código de Processo Penal);

    VII. Advertências

    Para compreensão do formato adotado, os capítulos estão sendo apresentados em numerais Romano (I, II, III, IV,…), os artigos da lei 13.964/2019 estarão dispostos na cor vermelha, e as modificações legislativas que constam em cada um destes artigos, vão ser apresentadas em quadros comparativos. Sempre que a lei atual não possuir previsão para a alteração que está sendo proposta, seja pela inclusão de um artigo ou de um inciso ou novo parágrafo, constará o termo "sem previsão". Por fim, nas principais alterações, se buscou trazer um título indicativos em negrito, para chamar a atenção do leitor e ajudar a sistematizar a leitura.

    Em diversas alterações foi apresentada a posição do Ministério Público por meio de seus Enunciados. Em que pese os mesmos serem parte das anotações, não significa concordância com os seus termos. Na verdade, como o presente material é um guia para ser consultado conforme a necessidade, optou-se por anotar tudo que pode ser relevante. Da mesma forma, não se fez neste momento uma crítica aos Enunciados, uma vez que não é o objetivo deste trabalho que são somente anotações.

    Sempre que for possível, por favor, não esqueça de mandar seus comentários, análises, críticas, dicas e sugestões para frederico@fredericocattani.com.br.

    VIII. Da analise da Lei 13.964 de 2019.

    O legislador, enquanto ator político, foi um dos pontos, entre os diversos existentes, que levaram a criação de uma lei com fortes incidências no sistema penal. Tópicos como combate a corrupção, fake News, sensacionalismo, prisão em segunda instância, dimensionados em um país que se via em crise econômica, depois de viver uma alavancagem econômica com base no crédito do sistema financeiro, provocaram desde eleições com personagens diferentes em todas as esferas, até a indicação de um Ministro da Justiça e Segurança Pública que foi juiz de processos ligados à força-tarefa conhecida como Lava Jato.

    A lei

    Está gostando da amostra?
    Página 1 de 1