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Formação de Lideranças na Educação de Profissionais de Saúde: Novos Currículos, Novas Abordagens

Formação de Lideranças na Educação de Profissionais de Saúde: Novos Currículos, Novas Abordagens

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Formação de Lideranças na Educação de Profissionais de Saúde: Novos Currículos, Novas Abordagens

Duração:
209 páginas
2 horas
Lançados:
16 de abr. de 2021
ISBN:
9786525002125
Formato:
Livro

Descrição

O livro Formação de lideranças na educação de profissionais de saúde: novos currículos, novas abordagens enfoca a relação entre saúde e educação superior no Brasil, incorporando elementos das teorias contemporâneas de currículo, aprendizagem de adultos, métodos ativos de ensino-aprendizagem e de avaliação. Seus autores atuam no ensino na área de saúde, na graduação e na pós-graduação, trazendo provocações que envolvem novas tecnologias e a utilização da educação a distância (EaD) na formação de lideranças em saúde.
Analisando a relação entre educação e trabalho, aplicam conhecimentos a temas como a saúde do adolescente, a atenção a populações de rua, a saúde indígena, a vigilância em saúde e a prevenção do suicídio, que colocam importantes desafios à elaboração de currículos. A produção aqui reunida valoriza a necessária integração entre teoria e prática na formação profissional em saúde e o papel ativo do estudante, propondo novos formatos de curso, com olhar sensível e socialmente comprometido. Avançando no diálogo entre áreas clínicas e a Saúde Coletiva, os capítulos valorizam a atenção ao indivíduo e às comunidades. Além disso, enfrenta o desafio de projetar modelos de avaliação coerentes com as inovações no ensino, enfocando a avaliação formativa e a avaliação de egressos. Novas temáticas crescem em relevância a partir da experiência brasileira de ensino na pandemia de Covid-19, que instiga as instituições de ensino superior a desenvolverem novos formatos para oferta de cursos.
Lançados:
16 de abr. de 2021
ISBN:
9786525002125
Formato:
Livro


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COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO MULTIDISCIPLINARIDADES EM SAÚDE E HUMANIDADES

Dedicamos este livro ao mestre e amigo Hésio de Albuquerque Cordeiro (in memoriam), que tanto fez pela garantia do direito à saúde a todos os cidadãos brasileiros, tendo fomentado muitos processos educacionais inspiradores e transformadores. Deixou-nos precocemente em 2020, ano no qual o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro passou a levar seu nome, em uma justa homenagem.

AGRADECIMENTOS

Os organizadores agradecem ao Ministério da Saúde, à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), à Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal (Escs-DF), à Susana Dal Poz, à equipe do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva (Cepesc) e à equipe da Secretaria Acadêmica do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ).

PREFÁCIO

Três amigos me incumbem de prefaciar este livro sobre a inovação na formação dos profissionais de saúde. Três amigos organizadores, que se encontraram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde o livro foi concebido e preparado. A publicação se torna disponível em um momento crítico para os que atuam na área da saúde: a pandemia de Sars-Cov-2, mas também no ano em que a UERJ comemora seus 70 anos. Nessa instituição que é patrimônio do estado e do país, uma unidade acadêmica se destaca na formulação e reflexão em saúde coletiva, incluindo os recursos humanos: o Instituto de Medicina Social (IMS).

Esta obra é dedicada a um grande sanitarista e professor, figura central do processo da Reforma Sanitária Brasileira e de criação do Sistema Único de Saúde (SUS), Hésio Cordeiro (in memoriam), que teve uma rica e variada trajetória na academia, na formulação de políticas e na gestão de instituições estratégicas do estado, nos campos da saúde, da pesquisa e do ensino. Fundador do IMS, pensador do campo da saúde coletiva, liderança política alçada na Nova República, à presidência da maior instituição de atenção médica do país (o Inamps), ator central da VIII Conferência Nacional de Saúde e da Comissão Nacional da Reforma Sanitária, foi reitor da UERJ e secretário de educação do estado do Rio de Janeiro, além de diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Estácio de Sá. Foram inúmeros os espaços institucionais em que esteve presente e os desafios políticos enfrentados.

Sua contribuição acadêmica para a compreensão da dinâmica capitalista no campo da saúde foi muito importante por meio de seus estudos sobre as relações entre a indústria farmacêutica e a prestação e consumo de ações de saúde (quando cunhou o termo Complexo Médico-Industrial) e do empresariamento crescente do espaço da prestação de serviços e ações de saúde em nosso país.

Mas se tivesse que destacar uma característica que fica como marca indelével de sua trajetória, esta seria a do ouvinte atento e sua permanente disposição em compartilhar conhecimento buscando dar sentido a políticas e experimentos institucionais que, no limite, educaram, mobilizaram e deram um norte coletivo às ações. Isso lhe permitiu influenciar a formação de inúmeros profissionais de saúde e pesquisadores, e de dar sentido e potência a movimentos políticos com seus escritos, suas reflexões, sua liderança, seu exemplo e seu carisma.

Hésio Cordeiro acompanhou, com seus amigos organizadores desta coletânea, os processos educacionais (um curso de especialização e uma turma de mestrado profissional) do IMS, que vieram a inspirar e congregar os autores desta coletânea e vibrou com a temática priorizada. Ele nos deixou em novembro/2020, após longa missão, muito bem cumprida. Aos leitores, fica a oportunidade de compartilhar ideias inovadoras, sistematizadas no Instituto que agora leva seu nome.

Dr. José Gomes Temporão.

Membro titular da Academia Nacional de Medicina

Ex-Ministro da Saúde.

Sumário

INTRODUÇÃO 13

Adriana Cavalcanti de Aguiar, Mario Roberto Dal Poz, Roberto José Avila Cavalcanti Bezerra

CAPÍTULO 1

Educação e tecnologias: uma experiência de integração na pós-graduação stricto sensu 21

Antonia Maria Coelho Ribeiro, Adriana Cavalcanti de Aguiar

CAPÍTULO 2

O ensino sobre a saúde de adolescentes em uma escola de Medicina do Distrito Federal 31

Denise Leite Ocampos, Luciana Maria Borges da Matta Souza

CAPÍTULO 3

Competências para o enfermeiro graduado a partir do olhar do supervisor de Enfermagem: promovendo a integração do ensino de graduação às necessidades da assistência hospitalar 43

Elisangela Andrade Silva Motta, Luciana Maria Borges da Matta Souza

CAPÍTULO 4

Análise dos currículos de Graduação em Enfermagem com relação ao ensino na Saúde Indígena em Roraima 57

Evaldo Hilário Vieira, Paulo Henrique de Almeida Rodrigues

CAPÍTULO 5

Intervenção em crise suicida: uma proposta de

currículo para educação a distância 69

Fernanda Benquerer Costa, Marcelo Tavares, Elaine Teixeira Rabello

CAPÍTULO 6

Vigilância em saúde: estudo de um currículo de graduação em Enfermagem no Distrito Federal 81

Helen Fernanda Barbosa Batista, Sonia Acioli

CAPÍTULO 7

Conhecimentos, habilidades e atitudes para o trabalho nos Consultórios na Rua 95

Marcelo Pedra Martins Machado, Elaine Teixeira Rabello

CAPÍTULO 8

Caminhos do Cuidado: as três dimensões de um

currículo 105

Marco Aurélio de Rezende, Mario Roberto Dal Poz

CAPÍTULO 9

Avaliação Formativa: implementação de melhorias dos processos educacionais por meio da aplicação de um

instrumento de feedback efetivo 119

Suzana Gonçalves Rodrigues, Luciana Branco da Motta

CAPÍTULO 10

Residência médica e o sistema de saúde: estudo de

egressos no Distrito Federal 131

Vanessa Dalva Guimarães Campos, Mario Roberto Dal Poz

Sobre os autores 151

INTRODUÇÃO

Formando lideranças para o ensino na saúde: a experiência do Mestrado Profissional do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Adriana Cavalcanti de Aguiar

Mario Roberto Dal Poz

Roberto José Avila Cavalcanti Bezerra

Em 1998, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, órgão incumbido da regulação e avaliação da pós-graduação stricto sensu no Brasil, reconheceu a modalidade profissional de mestrado, enfatizando parcerias entre instituições formadoras e demandantes, com consequentes inovações no desenvolvimento curricular e perfil do corpo docente (CAPES, 1999). Valorizando a necessidade de inovação de técnicas e processos mediante identificação de problemas, o mestrado profissional (MP)

[...] constitui-se em um dos elementos de aproximação entre a produção científica e o desenvolvimento de tecnologias e inovação. Do ponto de vista do processo pedagógico, deveria necessariamente avançar na integração teoria-prática, autonomia de pensamento e compartilhamento de experiências. (HORTALE et al., 2010, p. 2051).

Essas premissas implicam na diversificação dos produtos dos MPs, o que veio a ser regulado apenas em 2009, por meio da Portaria MEC 17/2009 (CAPES, 2009), que menciona, de modo geral, potenciais produtos¹, ainda sem discriminar critérios de qualidade acadêmico-científicos. Mais recentemente, em 2017, o Doutorado Profissional foi acrescentado às possibilidades formativas, radicalizando a necessidade de engajar a comunidade científica na discussão de critérios de qualidade e condições de oferta (BRASIL, 2017).

A área de Saúde Coletiva contava, em 2019, com 132 cursos de MP autorizados pela Capes (BRASIL, 2019). O Mestrado Profissional em Administração em Saúde (MPAS) do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) iniciou suas atividades em 2000, e foi o primeiro mestrado profissional brasileiro na área em questão. Suas turmas adotaram ênfases específicas para atender às necessidades das instituições parceiras. Em 2015, iniciou-se mais uma turma na área de Gestão de Sistemas de Saúde, para o Ministério da Saúde e Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal, com ênfase no tema Ensino na Saúde, contando com o apoio da Organização Panamericana da Saúde (Opas).

A presente publicação apresenta parte da produção dessa turma de mestrado profissional, que foi um desdobramento do Curso de Especialização em Ensino na Saúde (CEES), oferecido pelo IMS de 2014 a 2015. O CEES contribuiu para o fortalecimento da docência, preceptoria e gestão do ensino, tendo como baliza para o desenvolvimento curricular as necessidades formativas do Sistema Único de Saúde (SUS), a integração ensino-serviços, o fomento à formação interprofissional e ao trabalho das redes de atenção à saúde. As monografias produzidas aportaram conhecimento e tecnologias que informaram intervenções estratégicas nas instituições de origem dos especialistas, dos quais um subgrupo foi selecionado para dar sequência aos estudos no mestrado. O curso formou lideranças na docência e preceptoria, afeitos aos desafios do incremento da produção científica e tecnológica na temática do ensino das profissões da saúde. Foram ofertadas 25 vagas, tendo sido selecionados e matriculados 18 alunos, dos quais 15 defenderam dissertação, resultando em 83,3% de concluintes.

Sentidos da formação stricto sensu em Ensino na Saúde

A formação de profissionais de saúde é estratégica para as políticas sociais. A Constituição Federal de 1988, ao definir a saúde como direito da cidadania, estabeleceu que o SUS deve ordenar a formação profissional em saúde. A exemplo de outros países com sistemas de saúde universais, o Brasil avançou no cumprimento de suas prerrogativas constitucionais. O MPAS com ênfase no Ensino na Saúde insere-se no bojo de ações governamentais voltadas para a ampliação da oferta de profissionais de saúde qualificados, assumindo como prerrogativa contribuir para o desenvolvimento de práticas educativas sensíveis à identificação e enfrentamento das necessidades de saúde da população. Superando a noção de uma formação docente voltada para o domínio de técnicas de ensino, essa edição do MPAS foi estruturada tomando como referências a reflexão sobre a prática para o processo de desenvolvimento docente, a potencialidade dos processos de educação permanente (SOUZA, 2015) e da problematização do trabalho em saúde, e a prática docente como tema de investigação, entendendo a produção do conhecimento como aliada da necessária reflexão sobre as interfaces entre educação, saúde e trabalho.

Adotando o conceito de competência como estruturante da compreensão de currículo e de processo ensino-aprendizagem (AGUIAR; RIBEIRO, 2010), o curso voltou-se para problematizar conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao exercício ético e consequente do cuidado em saúde, da preceptoria e da docência na graduação. Considerando a dinâmica das transformações das políticas e práticas em saúde, o curso estimulou o movimento de ação-reflexão-ação como ponto de partida para empreender mudanças no cotidiano do ensinar, do aprender e do cuidar em saúde.

O contexto de execução do curso foi o do Estado brasileiro assumindo protagonismo na direção da ordenação da formação de recursos humanos para o SUS, conforme preconizado na Constituição (art. 200), e por ocasião da homologação de novas diretrizes para a graduação em Medicina pelo Conselho Nacional de Educação (BRASIL, 2014). A análise do contexto aponta mudanças no trabalho docente, na universidade e nos serviços de saúde. Além da formação científica, espera-se do docente em saúde conhecimentos e atitudes que convirjam para a aprendizagem das novas gerações das bases éticas e do profissionalismo do trabalho. O MPAS encontrou solo fecundo para a reflexão sobre novos arranjos institucionais, novas práticas, novos sentidos para o ensino e trabalho em saúde, construídos de modo compartilhado entre diferentes atores: docentes, gestores, preceptores, estudantes de graduação residentes, comunidades organizadas, instâncias de participação do SUS.

O desafio da profissionalização docente no campo da saúde implica no esforço de mapear os conflitos e as contradições que permeiam a prática do ensino, compreendendo

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