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Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos: Liderança e habilidades pessoais que Gerentes de Projetos precisam para atingir resultados extraordinários
Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos: Liderança e habilidades pessoais que Gerentes de Projetos precisam para atingir resultados extraordinários
Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos: Liderança e habilidades pessoais que Gerentes de Projetos precisam para atingir resultados extraordinários
E-book420 páginas9 horas

Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos: Liderança e habilidades pessoais que Gerentes de Projetos precisam para atingir resultados extraordinários

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Sobre este e-book

Este livro não é simplesmente um texto de inteligência emocional para gerentes de projetos, é mais que isto, é um livro prático de Liderança, que o ajudará através da aplicação do conceito de inteligência emocional a obter resultados surpreendentes de sua equipe, na execução de projetos.
Não basta só conhecimento técnico para realizar com sucesso os projetos mais difíceis. É preciso ter boas habilidades pessoais. Inteligência Emocional para o Gerenciamento de Projetos apresenta os conceitos básicos da inteligência emocional e mostra como você pode aplicá-los aos objetivos de seu projeto.
Você aprenderá a usar as habilidades interpessoais para obter mais das pessoas com as quais trabalha e atingir melhores resultados com menos esforço. Mesmo que você já reconheça o papel e o valor das emoções no local de trabalho - como os relacionamentos influenciam o modo como as decisões são tomadas e o trabalho é feito - Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos lhe dá as ferramentas e a orientação de que você precisa para levar sua inteligência emocional (IE) a um nível mais alto, fechando projetos no prazo e dentro do orçamento ao mudar o modo como interage com as pessoas que trabalham com você.
Gerentes de Projetos que dominam a inteligência emocional se destacam de outros Gerentes de projetos. Eles são capazes de conseguir mais com a mesma equipe. Eles se sobressaem em suas carreiras e se sentem mais satisfeitos consigo mesmos e em seus relacionamentos com outras pessoas. O texto fornece conhecimentos práticos imprescindíveis para os resultados de seu gerenciamento profissional.
Quanto mais complexo o projeto, mais significativas tornam-se suas habilidades interpessoais para atingir um resultado de sucesso. Rico em exemplos do mundo real, orientações e técnicas passo a passo, Inteligência Emocional para o Gerenciamento de Projetos ajudará você a dar um salto de bom para excelente gerente de projetos.
IdiomaPortuguês
EditoraM.Books
Data de lançamento31 de mai. de 2021
ISBN9786558000792
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    Pré-visualização do livro

    Inteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos - Anthony Mersino

    Inteligência Emocional para Gerenciamento de ProjetosInteligência Emocional para Gerenciamento de ProjetosInteligência Emocional para Gerenciamento de Projetos

    Dados de Catalogação na Publicação

    Do original: Emotional Intelligence for Project Managers

    © 2007 Original em inglês publicado por AMACOM.

    © 2009 M.Books do Brasil Editora Ltda.

    Todos os direitos reservados.

    EDITOR

    Milton Mira de Assumpção Filho

    Tradução

    Roger Maioli dos Santos

    Produção Editorial

    Beatriz Simões Araújo

    Coordenação Gráfica

    Silas Camargo

    Editoração e Capa

    Crontec

    2009

    Proibida a reprodução total ou parcial.

    Os infratores serão punidos na forma da lei.

    Direitos exclusivos cedidos à

    M.Books do Brasil Editora Ltda.

    Sumário

    Agradecimentos

    PARTE 1 Uma Introdução à Inteligência Emocional

    1 Meu Amadurecimento na Inteligência Emocional

    Uma Situação Perigosa

    Controle Emocional para Gerentes de Projeto

    A Gestão de Projetos é Competitiva

    O que é Inteligência Emocional?

    Medindo sua Inteligência Emocional

    A Boa Notícia sobre Inteligência Emocional

    Aplicando a Inteligência Emocional à Gestão de Projetos

    2 Uma Breve Cartilha sobre Inteligência Emocional

    A Popularidade da Inteligência Emocional

    Algumas Definições Úteis

    Como Melhorar seu Conhecimento dos Conceitos de Inteligência Emocional

    Aprender sobre Inteligência Emocional é Apenas o Primeiro Passo

    PARTE DOIS A Gestão de Projetos Começa com o Autogerenciamento

    3 Autoconsciência

    Introdução à Autoconsciência

    Autoconsciência Emocional

    Auto-avaliação Acurada

    Autoconfiança

    Técnicas para Melhorar sua Autoconsciência

    4 Autogerenciamento

    O Modelo de Inteligência Emocional para a Gestão de Projetos

    Autocontrole

    Técnicas para Melhorar Nosso Autogerenciamento

    Técnicas Adicionais de Autocontrole e Autogerenciamento

    PARTE TRÊS Construindo Relacionamentos com os Stakeholders do Projeto

    5 Consciência Social

    Uma Introdução à Consciência Social

    Empatia

    Vendo outras Pessoas Claramente

    Consciência Organizacional

    Limites Emocionais

    Técnicas para Melhorar Nossa Consciência Social

    6 Gestão de Relacionamentos

    Uma Introdução à Gestão de Relacionamentos

    Relacionamentos com Stakeholders

    Desenvolvimento de Pessoas

    Dizendo a Verdade

    Princípios Adicionais da Construção de Relacionamentos

    Técnicas para Administrar Relacionamentos em Projetos

    PARTE QUATRO Usando o QE para Liderar Equipes de Projeto

    7 Liderança da Equipe de Projeto

    Introdução à Liderança da Equipe de Projeto

    Comunicações

    Gerenciamento de Conflitos

    Liderança Inspiracional

    Considerações Adicionais para Líderes de Equipe

    Técnicas para Melhorar a Liderança da Equipe de Projeto

    8 Criando um Ambiente de Equipe Positivo

    Como Se Faz uma Ótima Equipe de Projeto

    Como os GPs Definem o Tom e o Direcionamento do Projeto

    A Equipe Dentro da Equipe

    Técnicas para Criar um Ambiente de Equipe Positivo

    9 Aumentando a Inteligência Emocional em Projetos Complexos e de Grande Porte

    Você Está Pronto para Liderar Projetos Complexos e de Grande Porte?

    Características de Projetos Complexos e de Grande Porte

    Preocupações de Gerentes de Projetos de Grande Porte

    Aplicando Diferentes Estilos de Liderança

    Aplicando a Inteligência Emocional a Equipes de Projeto Virtuais Os Desafios das Equipes Virtuais

    Técnicas de Inteligência Emocional para Projetos Complexos e de Grande Porte

    Epílogo

    Apêndices

    A Ficha de Registro Emocional

    B Check-list de Avaliação da Inteligência Emocional

    C Ferramenta de Gestão de Stakeholders

    D Matriz de Atribuição de Responsabilidades (RAM)

    E Filmes e Cenas sobre Inteligência Emocional

    F Revistas e Jornais sobre Inteligência Emocional

    G Livros sobre Inteligência Emocional

    H Fontes de Treinamento em Inteligência Emocional

    I Sites sobre Inteligência Emocional

    J Instrumentos de Avaliação da Inteligência Emocional

    K Resultados da Pesquisa de Inteligência Emocional em GPs (2005)

    Agradecimentos

    Escrever este livro deu muito mais trabalho do que imaginava, e não foi algo que eu poderia ter feito sozinho. Sou extremamente grato a todas as pessoas que graciosamente contribuíram com seu tempo e sua energia para me ajudar em meu crescimento pessoal e com este livro.

    O apoio de dois autores acabou me convencendo a começar a escrever. Jim Taylor me deu a idéia de escrever sobre inteligência emocional e gestão de projetos. Rajesh Setty foi útil ao observar que eu estaria melhor se começasse a escrever do que se continuasse planejando escrever.

    Rich Blue e Nancy Rollins, do Center for Life Enrichment (CLE) – Centro de Enriquecimento da Vida – , me ensinaram sobre emoções e como reconhecer o que eu estava sentindo. Sou especialmente grato a Rich por sua crença inabalável e constante estímulo durante meu trabalho de crescimento pessoal nos últimos cinco anos. Dois maravilhosos grupos de apoio no CLE me ensinaram sobre relacionamentos e me impulsionaram a fazer o melhor possível. Meu grupo de estudos incluía Meredith, Laura, Beth, Tom, Jo, Mike, Kim, Jane e Barry. Vamos em frente, pessoal! Meu grupo masculino incluía Tim, Barry, Rick, Bill, Cortney, Stephen, Tim, Neale, Dennis e Jim. Meu irmão Ted também me ajudou a definir como aplicar a inteligência emocional à gestão de projetos.

    Minha editora, Christina Parisi, foi de extrema ajuda para escrever algo que fizesse sentido para outras pessoas. Steve Cohn também foi um grande coach e uma inspiração durante o processo de redação. Jim Friel, Chris Samp, Don Knapp, Barbara Brown e várias outras pessoas leram os capítulos iniciais e me forneceram feedback e encorajamento valiosos.

    Eu seria negligente se não reconhecesse o ótimo apoio da minha família. Meus filhos, Jack e Krista, me deram espaço e apoio para trabalhar em casa. E, acima de tudo, minha esposa, Norma, foi útil em tantas coisas que não consigo listar tudo aqui. Obrigado por sua crença inabalável em mim e por seu apoio enquanto eu estava escrevendo este livro. Eu te amo!

    Por fim, agradeço a Deus pela capacidade de escrever e pelo desejo de aprender, crescer e me tornar uma pessoa melhor. Com Deus, tudo é possível.

    PARTE 1 Uma Introdução à Inteligência Emocional

    Uma Situação Perigosa

    Você tem alguma idéia de como é perigoso não estar em contato com seus sentimentos? Esta pergunta me foi feita no verão de 2001 por Rich, um terapeuta que, desde então, se tornou coach e mentor da minha carreira. Suas palavras me fizeram parar de repente. Perigoso? Era uma curiosa escolha de palavra. O que poderia ser perigoso em não ter contato com meus sentimentos? Eu tinha 39 anos e era um gerente de projetos (GP) bem-sucedido há mais de 17 anos. Tinha um progresso lento, mas constante na carreira, e era certificado como Profissional de Gestão de Projetos (PGP) desde 1995. Tinha minha própria empresa de consultoria em gestão de projetos e vivia, ensinava e até respirava gestão de projetos. Ninguém havia me perguntado sobre sentimentos até então, nem mencionado que poderia haver perigo nessa situação. O que poderia ser perigoso? O que era tão importante nos sentimentos?

    A pergunta de Rich ecoou em mim, mas eu não sabia muito bem por quê. Não via perigo em não estar em contato com minhas emoções. No entanto, algo me dizia que ele vira ou percebera coisas que eu não via nem percebia. Em algum nível, eu reconhecia que o modo como lidava com o trabalho não era sempre eficaz. O trabalho árduo nem sempre fazia diferença nos resultados dos projetos que administrava. Eu me perguntava como outras pessoas pareciam ter sucesso com menos esforço. Também me sentia inseguro com a falta de relacionamentos pessoais e profissionais que havia criado, e suspeitava que isso estivesse me incomodando. Por mais que quisesse negar que meus desafios na carreira e nos relacionamentos pudessem estar relacionados às minhas emoções, comecei a suspeitar que Rich pudesse estar certo.

    A verdade é que eu não tinha consciência de meus sentimentos ou emoções. Minha consciência emocional era semelhante à de uma saboneteira verde. Se eu pudesse ter feito um teste de inteligência emocional naquela época, teria sido considerado o idiota do bairro.

    Com a ajuda de Rich, comecei a ver uma conexão entre minha falta de consciência emocional e meu sucesso limitado em gestão de projetos. Até aquele momento, minha carreira em gestão de projetos havia sido uma estrada esburacada. Embora não estivesse em uma rua sem saída, meu plano de carreira também não estava em uma bela estrada. Na verdade, a estrada não parecia me levar a lugar algum. Recentemente, eu havia perdido uma ótima oportunidade de promoção na Unisys. A escada da minha carreira estava literalmente sem degraus. Talvez eu tivesse sido promovido até meu nível de incompetência e, portanto, era prova viva do Princípio de Peter.¹

    Acabei descobrindo que não podia mais ignorar a pergunta de Rich sobre o perigo e decidi tomar uma atitude. Eu sabia que precisava fazer algumas mudanças. Estava preparado para fazer um investimento em minhas emoções e relacionamentos. Inicialmente, não foi por motivos pessoais. A questão toda era o ROI, meu retorno sobre o investimento para melhorar minha inteligência emocional. Acreditava que minha carreira se beneficiaria com isso. E depois de passar a maior parte dos últimos cinco anos trabalhando em minha inteligência emocional, tenho a satisfação de relatar que minha carreira se beneficiou significativamente.

    À medida que eu amadurecia, aprendi como meus relacionamentos no trabalho afetavam minha visão do mundo. Até aquele momento, meus relacionamentos com minhas equipes de projeto e outros stakeholders eram fracos ou inexistentes. Isso era, em grande parte, resultado de meu estilo de gestão de projetos como gerenciador de tarefas. Eu era todo voltado para o trabalho. Infelizmente, dava mais valor a tarefas, produtividade e resultados do que a relacionamentos. Não tinha empatia, mas um modo hostil e irresponsável de orientar as pessoas nas minhas equipes de projetos. Meus colegas de trabalho podiam me chamar de determinado, mas jamais me caracterizariam como uma pessoa de relacionamentos calorosos e agradáveis. Na melhor das hipóteses, as pessoas aproximavam-se de mim ao longo do tempo.

    Minha grande mudança ocorreu quando comecei a reconhecer o valor das emoções e dos relacionamentos no local de trabalho. Tornei-me consciente dos sentimentos e aprendi a confiar neles como fonte de informação. Aprendi a reconhecer e admitir quando me sentia irritado, temeroso ou feliz. Também comecei a prestar atenção naquilo que as pessoas à minha volta estavam sentindo e a considerar esta informação ao tomar decisões. Ao fazer isso, tornei-me capaz de gerenciar melhor meus projetos e ser um líder melhor de pessoas.

    Aprendi a importância dos relacionamentos com stakeholders e investi em relacionamentos com amigos, colegas de trabalho e outros líderes.

    Aprendi como os relacionamentos e o apoio eram fundamentais para o sucesso em projetos de grande porte. Meus relacionamentos começaram a amadurecer, junto com minha capacidade de liderar outras pessoas.

    Os resultados foram impressionantes. O investimento e as mudanças que fiz começaram a melhorar minha eficácia como GP. Um ano depois de começar meu trabalho com as emoções e os relacionamentos, fui chamado para liderar um projeto acelerado com 12 pessoas. Depois que demonstrei sucesso com essa equipe, minhas responsabilidades aumentaram, e cheguei a administrar 75 pessoas nos Estados Unidos e internacionalmente. Conforme continuei a aprender e aplicar minhas habilidades nessa área, fui capaz de liderar com eficácia equipes de grande porte, construir relacionamentos sólidos com os stakeholders dos projetos e atingir os objetivos dos projetos que estava administrando.

    Controle Emocional para Gerentes de Projeto

    Tenho quase certeza que muitos leitores estão pensando claro, seu idiota quando falo que o domínio das emoções leva ao sucesso como GP. Você provavelmente está entre os cinco milhões de pessoas que compraram um dos livros de Daniel Goleman sobre inteligência emocional e realmente o leram. Sim, é claro que as emoções têm um papel no trabalho, qualquer que seja sua posição. Elas são uma preocupação especial para todos aqueles envolvidos na gestão de projetos e na liderança. As emoções exercem uma influência direta em nosso sucesso como GPs e líderes.

    Eu não fui um dos cinco milhões de pessoas que compraram o primeiro livro de Goleman, Inteligência Emocional: a Teoria Revolucionária que Redefine o que é ser Inteligente, quando foi publicado em 1997. Na verdade, eu nem sabia muito bem o que era inteligência emocional quando comecei a trabalhar minha consciência emocional. Só comecei a ler o que já havia sido publicado sobre o assunto quando decidi incluir a inteligência emocional no currículo da disciplina de gestão de projetos que ministrava na Northwestern University. Na época, havia aceitado o fato de que não tinha inteligência emocional; provando, suponho, que admitir que eu tinha um problema era o primeiro passo para a recuperação. Mais que isso, havia começado a amadurecer, fazer mudanças e a ter mais sucesso como gerente de projetos.

    Depois de minha própria experiência poderosa com inteligência emocional, coordenei uma pesquisa para ver que experiência outros GPs tinham com a inteligência emocional. No final de 2005, realizei uma pesquisa com mais de cem GPs para determinar suas crenças e atitudes sobre inteligência emocional. Os resultados foram muito interessantes (veja o Apêndice K para obter detalhes). A maioria dos GPs que entrevistei considerava que a inteligência emocional era importante para o sucesso como GP e estava interessada em aprender mais. No entanto, a pesquisa também indicou que a maioria dos GPs não tinha muito conhecimento sobre inteligência emocional.

    Isso foi surpresa? Na verdade, não. Claro, os GPs entendem as técnicas básicas de gestão de projetos e o conteúdo do Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK® Guide) [guia do conjunto de conhecimentos sobre gestão de projetos]. Eles também conseguiram a certificação como PGP e tornaram-se mestres faixa-preta em ferramentas de cronograma de projetos, como MS Project, Artemis ou NIKU. Na verdade, esses são pré-requisitos para o sucesso, mesmo como GP júnior; considere-os critérios de entrada na profissão. Mas para progredir na carreira, você precisa de fortes habilidades interpessoais ou habilidades sutis. A inteligência emocional fornece a estrutura para essas habilidades interpessoais.

    Você vê conexão entre inteligência emocional e seu sucesso como GP? Você está tentando progredir na carreira? Você se sente frustrado com a falta de oportunidades, embora tenha feito tudo que podia para melhorar suas habilidades técnicas de gestão de projetos? Talvez você esteja fazendo as coisas do modo difícil como eu, trabalhando arduamente para compensar as habilidades sutis.

    Progredir como GP exige compreensão e domínio dos conceitos de inteligência emocional. Sim, domínio da inteligência emocional. GPs que dominam a inteligência emocional podem desenvolver suas carreiras produzindo melhor e assumindo projetos maiores e mais importantes. Na verdade, o sucesso em projetos complexos e de grande porte depende, em ampla escala, do nível de inteligência emocional do GP.

    GPs que dominam a inteligência emocional se destacam em relação outros GPs. Eles são capazes de conseguir mais com a mesma equipe. Eles sobressaem em suas carreiras. E sentem-se mais satisfeitos consigo mesmos e em seus relacionamentos com outras pessoas.

    A Gestão de Projetos é Competitiva

    A maioria dos gerentes de projeto sente a necessidade de se destacar de outros gerentes de projeto. Se você se sente pressionado a competir, não está sozinho. A gestão de projetos é um campo muito competitivo.

    Como exemplo, considere o recente crescimento na certificação de PGP, como mostra a Figura 1.1. Os GPs cada vez mais buscam a certificação como modo de se diferenciar de outros GPs. Como conseqüência, a certificação de PGP cresceu astronomicamente. Quando recebi minha certificação de PGP em 1995, era o número 4.410. No final de 2005, o número total de GPs certificados havia explodido para 184.461. Na verdade, o número de GPs certificados apenas em 2005 (59.602) era maior que o número certificado nos primeiros dez anos do programa de certificação de PGP (52.443).²

    A certificação de PGP em si não torna um GP mais capaz; ela simplesmente prova que você tem o requisito de experiência em gestão de projetos e que consegue passar no exame de múltipla escolha para certificação. Para ser verdadeiramente eficaz, você precisa ser capaz de implementar projetos e trabalhar bem com sua equipe. A inteligência emocional ajuda você a fazer isto.

    Figura 1-1: Crescimento no número de Profissionais de Gestão de Projetos (PGPs).

    Inteligência emocional e certificação são duas coisas muito diferentes. No entanto, tentar a certificação de PGP demonstra que os GPs estão buscando todas as vantagens possíveis. A inteligência emocional pode ser apenas mais um modo de se destacar. Acredito que isso levará ao aumento do interesse no desenvolvimento e na aplicação da inteligência emocional à gestão de projetos.

    O que é Inteligência Emocional?

    O termo inteligência emocional foi cunhado por dois psicólogos, Peter Salovey e John D. Mayer, em 1990. Fico um pouco surpreso de eles não terem chamado de Princípio de Salomayer ou algo parecido. Aposto que, se eles soubessem que Daniel Goleman apareceria em 1995 e usaria o termo no título de seu livro best-seller, certamente teriam usado seus próprios nomes. De qualquer maneira, eles simplesmente chamaram de inteligência emocional e deram a seguinte definição:

    Enquanto Salovey e Mayer continuavam seu trabalho de pesquisa, em 1995 Goleman escreveu Inteligência Emocional: a Teoria que Redefine o que é Ser Inteligente. Foi a mensagem certa na hora certa, e logo Goleman era um autor de best-sellers cujo nome se tornou sinônimo de inteligência emocional. Desde então, Goleman escreveu vários outros livros sobre o assunto. Em um de seus livros recentes, Goleman e o co-autor Cary Cherniss declaram que inteligência emocional, no sentido mais genérico, refere-se à:

    Como GP, tenho uma visão pragmática da inteligência emocional: considero-a como

    conhecer e administrar nossas próprias emoções e as dos outros para melhorar o desempenho.

    Tenho interesse na aplicação da inteligência emocional à vida em geral, bem como especificamente no campo da gestão de projetos. No ambiente de um projeto, entender e usar emoções nos ajuda a conseguir projetos mais agradáveis, previsíveis e bem-sucedidos. O restante deste livro trata desta questão.

    Medindo sua Inteligência Emocional

    Cada um de nós tem algum nível de inteligência emocional. A pergunta é: como sabemos qual é esse nível? Certamente seria conveniente se a inteligência emocional fosse tão fácil de medir quanto a altura ou o peso. Infelizmente isso não acontece. Existem inúmeras avaliações diferentes da inteligência emocional. Os instrumentos tendem a ser diferentes em três áreas: a pessoa que está fazendo a avaliação, o mecanismo de medição e a estrutura básica.

    Em termos de quem faz a avaliação, a maioria das avaliações de inteligência emocional disponíveis é feita na forma de auto-avaliação. Em outras palavras, o próprio indivíduo avaliado completa o instrumento. Para uma visão mais objetiva e completa, também existem instrumentos multiavaliadores que oferecem avaliações em 360 graus.

    As avaliações de inteligência emocional também variam em termos de como se mede a inteligência emocional. Algumas se baseiam em traços e outras, em habilidades. Exemplos de avaliações que medem traços incluem responder a perguntas sobre como os indivíduos tendem a reagir em diversas situações. Os instrumentos que medem habilidades podem mostrar uma foto ou um breve vídeo seguido de uma série de perguntas relacionadas.

    Por fim, as avaliações variam em termos da estrutura básica de competências de inteligência emocional. Como veremos no Capítulo 2, inúmeros pesquisadores desenvolveram suas próprias estruturas de inteligência emocional. Alguns dos mais conhecidos são Daniel Goleman, Peter Salovey, John Mayer e Reuven BarOn.

    Todas as avaliações sofrem com a questão da validade. Por validade, quero dizer a capacidade de medir de modo coerente e confiável a inteligência emocional dos indivíduos. Embora os autores de cada instrumento de avaliação tentem convencer sobre a validade do que estão medindo, não existem instrumentos validados para medir a inteligência emocional. Veja no Apêndice J uma análise dos diversos instrumentos disponíveis e as alegações de validade.

    Antes de desistirmos totalmente da idéia de medir a inteligência emocional, devemos dar uma olhada no que algumas das ferramentas existentes podem nos dizer sobre nós mesmos.

    É possível ter uma idéia do seu nível de inteligência emocional usando apenas um grupo simples de perguntas, como as apresentadas na Tabela 1.1. Embora o resultado seja subjetivo, ele oferecerá algumas informações sobre seu nível de QE. Faça a miniauto-avaliação analisando cada item e marcando sim ou não, conforme aplicável a você.

    Para registrar a pontuação da miniavaliação, conte o número total de respostas não e use a Tabela 1.2 para interpretar os resultados.

    A Boa Notícia sobre Inteligência Emocional

    A boa notícia sobre inteligência emocional é que, não importa como você está agora, a maioria dos especialistas concorda que você pode melhorar seu nível de inteligência emocional. Na verdade, os especialistas concordam que você pode continuar a melhorar ao longo da vida. Sei que isso é verdade porque foi o que fiz. Ao longo dos últimos cinco anos, passei de idiota do bairro para a consciência e o controle das emoções. Talvez eu consiga chegar a gênio emocional!

    Eis aqui mais uma boa notícia. Melhorar sua inteligência emocional ajudará sua carreira como GP. Qualquer que seja seu ponto de partida emocional, se você melhorar o nível de inteligência emocional, fará um trabalho melhor ao gerir projetos. O restante deste livro lhe dirá como fazer isso. Discutiremos em detalhes os diversos aspectos da inteligência emocional, como se aplicam ao ambiente de gestão de projetos; e as atividades e exercícios específicos que você pode usar para melhorar sua inteligência emocional. Isso certamente o ajudará a ser bem-sucedido como GP.

    Aplicando a Inteligência Emocional à Gestão de Projetos

    A edição de fevereiro de 2006 da PM Network apresentou uma matéria de capa sobre inteligência emocional. Foi interessante esse artigo ter aparecido onze anos depois de o primeiro livro de Daniel Goleman ter sido publicado. Quando comecei a fazer pesquisas para este livro, descobri que havia uma outra edição da PM Network sobre inteligência emocional, com Daniel Goleman, em 1999. Além desses dois exemplos e alguns outros, não encontrei muitas pessoas buscando uma conexão entre a inteligência emocional e o

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