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Comentário Bíblico - João: O Evangelho do Filho de Deus

Comentário Bíblico - João: O Evangelho do Filho de Deus

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Comentário Bíblico - João: O Evangelho do Filho de Deus

notas:
4.5/5 (3 notas)
Duração:
239 páginas
4 horas
Editora:
Lançados:
6 de jul. de 2021
ISBN:
9786586146004
Formato:
Livro

Descrição

Aproveitando sua experiência no Judaísmo, o pastor Myer Pearlman empresta um sabor todo especial a este comentário. É um judeu falando daquele "que veio para o que era seu, e os seus não o receberam".
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Lançados:
6 de jul. de 2021
ISBN:
9786586146004
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Sobre o autor


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Comentário Bíblico - João - Myer Pearlman

1

Jesus, Filho de Deus e Criador

Texto: João 1.1-14

Introdução

Em João 20.31, o evangelista declara o seu propósito, que é oferecer uma série de evidências que comprovem a natureza e a missão divinas de Jesus. Os primeiros 18 versículos do livro são um prefácio em que anuncia o seu tema: Como o Filho de Deus foi manifestado ao mundo. Este prefácio apresenta as três grandes idéias que percorrem o evangelho inteiro:

1. A revelação do Verbo, v. 1-4.

2. A rejeição do Verbo, v. 5-11.

3. A aceitação do Verbo, v. 12-14.

I – A Revelação do Verbo (Jo 1.1-4)

1. Seu relacionamento com Deus. No princípio era o Verbo. Esta expressão nos leva de volta a Gênesis 1.1, onde se lê: No princípio criou Deus os céus e a terra. João nos informa que, na época da criação, o Verbo já

existia: E o Verbo estava com Deus, existia em relacionamento com Deus, o que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho. E o Verbo era Deus não significa que o Verbo é o Pai, porque o Pai e o Filho, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades. O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.

A palavra do homem é o modo de ele se exprimir, de se comunicar com outras pessoas. Pela sua palavra, faz conhecidos seus pensamentos e sentimentos; pela sua palavra, dá ordens e efetua a sua vontade. A palavra que ele fala transmite o impacto do seu pensamento e caráter. Um homem pode ser conhecido de modo completo pela sua palavra, e até um cego pode conhecê-lo perfeitamente assim. Ver a pessoa não daria muitas informações quanto à sua personalidade a alguém que não a tivesse ouvido falar. A palavra da pessoa é seu caráter recebendo expressão. Da mesma forma, a Palavra de Deus (ou Verbo de Deus, expressão que a tradução bíblica em português emprega quando se trata de uma referência direta a Jesus Cristo na sua vida terrena) é sua maneira de exprimir sua inteligência, vontade e poder. Cristo é aquele Verbo, porque Deus revelou sua atividade, vontade e propósito através dele, e porque é por meio dele que Deus entra em contato com o mundo. Nós nos exprimimos por meio de palavras; o Deus eterno se exprime através de seu Filho, que é a expressa imagem da sua pessoa (Hb 1.3). Cristo é o Verbo de Deus porque revela Deus, demonstrando-o pessoalmente. Ele não somente traz a mensagem de Deus - Ele é, pessoalmente, a mensagem de Deus.

Deus se revelara mediante a palavra dos profetas, e através de sonhos, visões e manifestações temporárias. Os homens, porém, ansiavam por uma resposta ainda mais compreensível à sua pergunta: Como é Deus? Como resposta a esta pergunta, ocorreu o evento mais estupendo da história do mundo: E o Verbo se fez carne (Jo 1.14). O eterno Verbo de Deus tomou sobre si a natureza humana e se fez homem, a fim de revelar o Deus eterno através de uma personalidade humana (Hb 1.1,2). Assim sendo, diante da pergunta Como é Deus?, o cristão responde: Deus é como Cristo, porque Cristo é o Verbo - a expressão do conceito que o próprio Deus faz de si mesmo.

2. Seu relacionamento com a criação. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Ele estava no princípio com Deus, ou seja, já na época em que o Universo estava para ser criado (cf. Hb 1.2; Cl 1.16; 1 Co 8.6). A quem falou Deus em Gênesis 1.26?

3. Seu relacionamento com os homens. Nele estava a vida. Ele dá vida a todos os organismos vivos, e guia todas as operações da natureza. O Pai é fonte original da vida; e toda a vida está reservada nEle, como numa cisterna de armazenamento. O universo de coisas vivas veio a existir por meio do Verbo, e é sustentado pelo seu poder. A cura do paralítico (Jo 5.1-9) e a ressurreição de Lázaro são ilustrações do poder do Verbo.

E a vida era a luz dos homens. Toda a luz que já veio aos homens mediante a consciência, a razão ou a profecia, foi irradiada pelo Verbo de Deus, mesmo antes dele entrar no mundo.

II – A Rejeição do Verbo (Jo 1.5-11)

1. Rejeitado como a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. A luz era derivada do Verbo, e pela capacidade recebida da parte dEle podiam reconhecer o que era útil à sua natureza espiritual. Mesmo assim, fecharam os olhos à Fonte da luz, como o olho doentio que rejeita a luz natural, embora aquela fosse a vida deles. A queda foi um obstáculo, na história da humanidade, ao entendimento da Palavra de Deus, porque envolveu o mundo em trevas morais e espirituais, de tal modo que os homens, criados por Deus, não podiam mais entender as instruções de seu Criador, tendo sido obscure- cidas as suas mentes pelo efeito do pecado e da ignorância.

O pensamento básico do trecho é interrompido pelos versículos 6-8, que enfatizam a posição de João Batista como testemunha e refletor da luz, e não como Messias. Alguns dos seus discípulos se apegaram tanto a ele que, a despeito da advertência contida no testemunho que deu de si mesmo em João 3.25-30, teimaram em sustentar ser João Batista o Messias, e, posteriormente, formaram a seita dos mandeus, da qual existem ainda seguidores no Oriente.

Voltando ao pensamento básico: Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Os homens tinham tão pouco entendimento da origem do seu ser, aprenderam tão pouco acerca da razão da sua existência, que não reconheceram seu Criador quando Ele surgiu no meio deles. A civilização romana registrou seu nascimento, lançou-o no cadastro de pessoas físicas para finalidades de impostos, mas não tomou o mínimo conhecimento dEle como sendo o próprio Deus revelado em seu meio.

2. Rejeitado como Messias de Israel. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Jesus ensinou esta verdade na parábola dos lavradores maus (Mt 21.3343). Que tragédia! A nação que aguardava a vinda do Messias, orando ardentemente por este acontecimento, cantando e profetizando acerca da sua vinda, não quis recebê-lo quando chegou! (Cf Is 53.2,3; Lc 19.14; At 7.51,52).

III – A Aceitação do Verbo (Jo 1.12-14)

1. O dom da filiação. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome. Estes vieram a ser filhos de Deus, não por serem descendentes de Abraão (não nasceram do sangue), nem por geração natural (nem da vontade da carne), nem pelos seus próprios esforços (nem da vontade do varão). Sua adoção na família divina foi um dom gratuito e sobrenatural da parte de Deus, mediante uma nova vida implantada neles pelo Espírito Santo, como será explicado adiante na entrevista de Jesus com Nicodemos, no capítulo 3.

2. A visão da glória. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Literalmente: E o Verbo foi feito carne, e ta- bernáculo entre nós. O Filho de Deus habitou num taber- náculo (tenda) entre nós, o tabernáculo sendo seu próprio corpo (cf. Jo 2.19; 2 Co 5.1,4; 2 Pe 1.13,14). Assim como a glória de Deus habitava no Tabernáculo antigo, assim também, quando Cristo nasceu neste mundo, sua divina natureza habitava no seu corpo como num templo.

E vimos a sua glória (caráter divino), não meramente a glória externa revelada na transfiguração (2Pe 1.16,17), mas, também, o esplendor do seu divino caráter. Não era uma glória refletida, como a glória de um santo, e sim a glória do unigênito do Pai. Um filho participa da mesma natureza do pai; Cristo, como Filho de Deus, tem a própria natureza de Deus. Este divino caráter estava cheio de graça e de verdade. A graça é o favor divino, o amor inabalável de Deus, a misericórdia divina, e a verdade não somente é a fala leal, sincera e veraz, como também a conduta à altura.

Por qual ato, ou meio, o Filho de Deus veio a ser Filho do homem? Qual milagre poderia trazer ao mundo o segundo homem, que é o Senhor do Céu (1 Co 15.47)? A resposta é que o Filho de Deus entrou no mundo, como Filho do homem, por meio da concepção no ventre de Maria mediante o Espírito Santo, independentemente de pai humano. No fato do nascimento virginal baseia-se a doutrina da encarnação (Jo 1.14).

IV – Ensinamentos Práticos

1. Cristo, a nossa Vida. Nele estava a vida. Cristo é a verdadeira fonte de vida espiritual. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10.10). Para esta finalidade o Filho de Deus tornou-se Filho do homem: a fim de que os filhos dos homens possam ser feitos filhos de Deus. Quem tem o Filho, tem a vida.

Esta vida de Cristo em nós precisa tomar a primazia; enquanto subjugamos pela Fonte a vida do próprio-eu, sustentamos a vida de Cristo em nós; quanto mais alimentamos em nossa vida a de Cristo, a vida do próprio-eu vai passando fome. Miguelângelo, o grande escultor, dizia das lascas de mármore que iam caindo em grandes quantidades no chão do seu estúdio: Enquanto o mármore vai se desgastando, a estátua vai crescendo. Enquanto nós, mediante a abnegação, tiramos lascas da nossa velha natureza, a vida de Cristo se torna manifesta em nossos corpos mortais.

Cristo, para ilustrar esta verdade, fez alusão à prática da poda: Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto (Jo 15.2). O objetivo da poda é canalizar a vida de partes inúteis para partes úteis. A parte da planta que antes monopolizava o vigor da planta sem dar resultados, de repente é cortada, a fim de que a seiva vital passe de modo ativo às partes frutíferas. A abnegação é um tipo de poda espiritual mediante a qual as energias antes malbaratadas em atividades pecaminosas ou sem proveito são postas a serviço da vida espiritual.

Enquanto conservarmos nosso contato com Cristo, que é a nossa vida, temos a vida abundante. Se deliberadamen- te nos separamos dele, perdemos esta vida. A árvore não se afasta da folha; é a folha que cai da árvore. Cristo não abandona ninguém; são os homens que o abandonam.

Como nutrir a vida divina que há em nós? Pela leitura da Palavra, pela oração, observando diligentemente todos os meios da graça.

2. Cristo, nossa Luz. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo (Jo 1.9). Por que Jesus é comparado à luz?

2.1. A luz épura. Brilha nos lugares mais imundos sem perder sua pureza. Cristo foi chamado o amigo dos pecadores, sem que a mínima mancha de pecado lhe tenha maculado o caráter. A luz brilhou nas trevas, sem nunca por elas ser vencida, obscurecida. Longe de afastá-lo dos pecadores, sua pureza fez com que sentisse simpatia por eles. Os verdadeiros homens de Deus sempre demonstram ternura pelas pessoas que caíram em erros.

2.2. A luz é meiga. A luz pode tocar numa teia de aranha sem fazer tremer um único fio. Cristo sempre demonstrava meiguice ao tocar vidas quebradas, para sarar e não para esmagar (cf. Mt 12.20). Todos os verdadeiros cristãos são pessoas meigas, pacíficas (Tg 3.17). Muitas vezes o conceito de poder se confunde com o da violência; a mei- guice, porém, é um poder construtivo.

2.3. A luz revela. Quão grande é o alívio para o viajante tateando na noite escura, quando rompe a aurora! Quão grande a alegria para o peregrino nas sendas desta vida quando a luz da revelação divina esclarece os problemas da vida! Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8.12).

3. O homem, este desconhecido. Foi este o título que o cirurgião e cientista Dr. Alexis Carrel, de renome mundial, deu a um livro seu que teve enorme aceitação. Nele, indica que as dificuldades pelas quais a humanidade passa são devidas ao fato de que o homem, sábio quando se trata de invenções, é proporcionalmente ignorante quanto à natureza do seu próprio ser. Há algum tempo, um notável biólogo fez uma declaração semelhante. Expressou o receio de que a nossa civilização esteja caminhando para a ruína porque o homem, com tantos conhecimentos quanto ao emprego dos objetos materiais, ainda permanece sendo um mistério biológico.

A razão por que o homem não conhece a si mesmo é não conhecer o seu Criador. Assim como João escreveu: Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu (Jo 1.10). Jesus sabia o que havia no homem (Jo 2.25). Sabe, também, o que é melhor para o homem. Seu jugo é suave porque, diferentemente do jugo do pecado, se adapta à alma.

4. Deus manifestado na carne. Narra-se a história de um culto hindu, que, passeando despreocupadamente, foi olhar de perto um formigueiro. Quando se abaixou, sua sombra assustou as formigas e elas correram em todas as direções. Tendo uma natureza simpática, o hindu pensou consigo mesmo: Gostaria de poder conversar com estas pequenas criaturas, para dizer-lhes que não quero lhes fazer nenhum mal. Mais uma vez, aproximou-se delas, e elas, como da primeira vez, se amedrontaram. Quando ele recuou um pouco, recomeçaram as atividades do formigueiro. Sua mente, como que brincava com o incidente: Gostaria de poder falar àquelas criaturinhas, voltou a pensar. Então ocorreu-lhe o pensamento: Não poderia falar com elas mesmo se possuíssem inteligência; ainda que possuíssem uma língua, e que eu pudesse aprender tal língua, não conseguiria me comunicar com elas, porque os meus pensamentos não são os pensamentos delas. Meus termos de expressão não seriam compreensíveis a elas. Sua imaginação continuou trabalhando: Se eu pudesse vir a ser uma formiga como elas, e ainda reter minha própria personalidade e consciência, então, vivendo entre elas, conseguiria comunicar-me, e elas entenderiam pelo menos alguma coisa dos meus pensamentos. O seguinte pensamento raiou- lhe de súbito: É exatamente isto que estes ensinadores cristãos querem nos dizer: que Deus se fez homem a fim de revelar-se a nós e salvar-nos. E, assim, sob a influência da própria ilustração que ele mesmo viu, o hindu veio a aceitar a fé cristã.

A encarnação é um mistério que desafia a lógica. Para nossa fé, porém, basta sabermos que Deus se revelou por meio de Cristo, a fim de abrir-nos o caminho da salvação.

2

Os Primeiros Discípulos

Texto: João 1.35-42

Introdução

O apóstolo João declara o propósito de escrever seu evangelho: Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 20.31). João transmite-nos todo o volume de testemunho que o convenceu, e a outros da sua geração, quanto à divindade de Cristo, e tem confiança de que outros, igualmente, serão inspirados com a mesma convicção.

O apóstolo apresenta três séries de testemunhos: 1) Os milagres de Cristo, que chama de sinais, porque demonstram a divindade de quem os opera. Quantos milagres operados antes da crucificação João registra no seu livro? 2) As asseverações de Jesus quanto à sua natureza e missão. Note quantas vezes João registra as reivindicações de Jesus, que começam com as palavras eu sou. 3) João registra os testemunhos de outras pessoas - de João Batista, dos primeiros discípulos e daqueles que receberam a cura da parte de Jesus.

Este trecho é um exemplo da terceira série de evidências. Citam-se aqui os testemunhos de João Batista e André, irmão de Pedro.

Quando Jesus emergiu da vida particular para entrar no ministério público, não tinha nenhum adepto ou seguidor. Deus, porém, enviara um profeta para preparar o caminho diante dele - João Batista, para preparar ao Senhor um povo bem disposto (Lc 1.17). Foi no meio dos convertidos de João Batista que Jesus recebeu seus primeiros discípulos. Nosso trecho bíblico conta como três desses discípulos (inclusive o discípulo não mencionado pelo nome) deixaram a escola preparatória de João Batista para se tornarem estudantes da escola superior de Jesus.

I – Uma Declaração Que Chama a Atenção (Jo 1.35,36)

No dia seguinte João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos [André e João]; e, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. Estudemos o significado desta proclamação, examinando as palavras, uma por uma.

1. EIS aqui o Cordeiro de Deus. Literalmente, veja. O evangelista apela ao pecador que veja o Crucificado e, contemplando-o, lamente os pecados que causaram sua morte.

2. Eis O Cordeiro de Deus. Os sacrifícios de animais não operavam a perfeita redenção, haja vista que sempre tinham de ser repetidos. Nenhum sacerdote de Israel, cansado por causa do serviço ao redor do altar, poderia voltar para casa, dizendo: Minha esposa, finalmente ofereci o sacrifício final; o povo está completamente perdoado e purificado. No entanto, qualquer um dentre os sacerdotes que obedeciam à fé (At 6.7) poderia ter dito isso, porque o Cordeiro perfeito, do qual os demais eram apenas símbolos, já fora oferecido (cf. Hb 10.11,12).

3. Eis o CORDEIRO de Deus. O cordeiro era um animal sacrifical; João, portanto, identificava Jesus com o Sacrifício enviado da parte de Deus, que tira o pecado do mundo. Leia Isaías 53, que é um ponto alto na doutrina do sacrifício, por profetizar que o próprio Messias em pessoa haveria de se tornar a expiação pela raça humana. Compare com Atos 8.32-35. Talvez João também se referisse ao cordeiro da Páscoa (cf.1 Co 5.7). No início do período da Lei, há o cordeiro da Páscoa, cuja aceitação por parte da nação de Israel redimiu-a do meio da nação gentia; quase no fim do período da Lei, há outro Cordeiro, rejeitado pelos israelitas - e, por causa deste pecado, foram espalhados entre os gentios.

4. Eis o Cordeiro de DEUS. Uma das mais marcantes diferenças entre a fé cristã e o paganismo é que os adoradores pagãos trazem sacrifícios na tentativa de se reconciliarem com os seus deuses, enquanto a mensagem do Evangelho declara que o próprio Deus enviou um sacrifício em nosso favor a fim de nos reconciliar consigo (Rm 8.32; 2 Co 5.19). Deus trouxe a nós o sacrifício que nos coloca mais perto de Deus, e até o Antigo Testamento apresenta a expiação como sendo a dádiva da graça

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    Um comentário esclarecedor, porém não há muita diferença dos comentários que já estamos acostumados a lê.