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Einstein: O que você quer saber?

Einstein: O que você quer saber?

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Einstein: O que você quer saber?

Duração:
270 páginas
2 horas
Editora:
Lançados:
31 de ago. de 2021
ISBN:
9786558000891
Formato:
Livro

Descrição

Einstein é reconhecido como um físico teórico extraordinário. Mas por que ele é realmente tão importante?

Quais foram as suas contribuições à Ciência que justificaram ser laureado com o Prêmio Nobel de Física?

Este texto responde, simples e objetivamente, às principais perguntas sobre as principais teorias que tornaram Albert Einstein um gênio.
Editora:
Lançados:
31 de ago. de 2021
ISBN:
9786558000891
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Einstein - Robert Snedden

CAPÍTULO 1

A música das esferas

O grande pensador da Grécia Antiga, Platão, nascido por volta de 427 a.C., afirmou que o céu era perfeito e as estrelas e planetas moviam-se em curvas perfeitas sobre sólidos perfeitos. Ele acreditava que estas esferas produziam música enquanto giravam – ideia que persistiria por vários séculos.

Entretanto, as esferas celestiais simplesmente não batiam com as evidências vistas por aqueles que observavam o firmamento. Um bocado de estrelas apresentava um comportamento estranho, parecendo se mover contra o plano de fundo de outras estrelas fixas, chegando algumas vezes a retrocederem em suas trajetórias antes de prosseguirem no seu curso. Estas estrelas peculiares eram chamadas pelos gregos de "asteres planetai, ou seja, estrelas errantes". Nós as conhecemos como planetas.

Os antigos gregos imaginavam inúmeros esquemas complexos para explicar o movimento planetário com esferas movendo-se dentro de esferas e essas, por sua vez, dentro de outras esferas, todas girando em direções ligeiramente diferentes. Por volta do ano 100 d.C., o astrônomo Ptolomeu propôs um mapa que mostrava um universo de esferas aninhadas tendo como centro o planeta Terra – ideia que em grande parte não foi contestada por 1.400 anos. Ela durou por tanto tempo porque parecia funcionar. O sistema de Ptolomeu fornecia previsões acuradas de onde os planetas iriam se encontrar num determinado momento.

Revoluções celestiais

Em 1543, a astronomia foi despertada de seu sono ptolomaico com a chegada de um livro extraordinário de Nicolau Copérnico chamado De revolutionibus orbium coelestium (Das Revoluções das Esferas Celestiais). Em 1507, o astrônomo e matemático polonês Copérnico teve, basicamente, a mesma ideia que Aristarco havia tido há 1.800 anos: se o Sol se encontrasse no centro do universo e a Terra e os planetas orbitassem em torno dele, alguns dos enigmas do movimento planetário poderiam ser explicados. Marte, Júpiter e Saturno estariam mais distantes do Sol do que a Terra que, movimentando-se em sua órbita menor, algumas vezes os ultrapassava, fazendo com que eles, sob nosso ponto de vista, parecessem estar viajando no sentido contrário.

À FRENTE DO SEU TEMPO

Por volta de 260 a.C, o astrônomo Aristarco afirmou que o Sol, e não a Terra, era o centro do universo. Isso, dizia ele, explicava os movimentos dos planetas. As estrelas se encontravam infinitamente mais distantes e apenas pareciam se movimentar porque a Terra girava abaixo delas. As ideias proféticas de Aristarco foram consideradas rocambolescas pelos seus contemporâneos e foram, em grande parte, ignoradas.

Talvez esta não fosse, de forma previsível, uma sugestão popular, particularmente para a Igreja. Ninguém naquela época queria se indispor com a Igreja, já que as consequências de assim fazê-lo poderiam ser nefastas. O livro Revoluções foi publicado com uma introdução (acrescentada sem a aprovação de Copérnico) dizendo que tais ideias revolucionárias não precisavam ser consideradas como sendo verdadeiras. Em 1616, Revoluções foi colocado na lista de obras banidas pela Igreja Católica, onde permaneceu

até 1835.

Nicolau Copérnico.

A notícia do modelo copernicano se espalhou lentamente. Copérnico ainda acreditava que o universo fosse formado por esferas perfeitas, só que agora elas não mais tinham a Terra como centro. Então, no início do século XVII, observações meticulosas do astrônomo alemão Johannes Kepler o conduziram a uma conclusão sensacional. As órbitas dos planetas não eram círculos perfeitos, mas sim círculos achatados, ou elipses. Depois da descoberta das luas de Júpiter por Galileu, Kepler descobriu que também estas se movimentavam em órbitas elípticas em torno do planeta gigante.

Kepler enunciou suas três leis do movimento planetário; estas descreviam como os planetas se deslocavam, mas não por que eles se deslocavam assim. Ele tentou determinar que força poderia ser responsável pela movimentação dos planetas da forma como faziam. Kepler imaginou que o magnetismo poderia estar envolvido e que o Sol deveria ter alguma coisa a ver com isso, porém, não conseguiu chegar a uma explicação plausível. Esta não surgiria até 50 anos depois, com Isaac Newton e suas ideias sobre a gravidade.

Antes de Einstein, nosso entendimento das leis que governam o movimento dos objetos no espaço se baseava no trabalho do cientista britânico Isaac Newton (1643–1727). A famosa história de Newton debaixo de uma macieira é familiar a qualquer criança em idade escolar e talvez tenha perdido o seu impacto com o passar dos anos, porém, foi preciso uma mente singular para fazer a seguinte pergunta: Por que a Lua não cai sobre a Terra como faz a maçã? E foi preciso muita engenhosidade para se chegar à conclusão de que a Lua está de fato caindo.

A força universal

Newton sabia que qualquer teoria que ele engendrasse para descrever tanto o movimento das maçãs quanto o da Lua teria, ao mesmo tempo, que satisfazer as descobertas de Kepler. Em 1687, ele produziu o que foi considerado por muitos um dos maiores trabalhos da ciência já escritos. Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), normalmente referida simplesmente como os Princípios, estabeleceram a visão newtoniana de um universo em que todos os eventos ocorrem em um pano de fundo de espaço infinito e em um tempo que flui harmoniosamente.

Baseado nos experimentos que Galileu realizou com objetos em movimento e nas observações dos planetas feitas por Kepler, Newton estabeleceu suas três leis do movimento e sua teoria da gravidade.

AS TRÊS LEIS DE NEWTON

1: Um objeto permanecerá em repouso ou continuará a se mover na mesma direção e à mesma velocidade a menos que sofra a atuação de uma força.

2: Uma força atuando sobre um objeto fará com que ele se mova na direção dessa força. A magnitude da mudança de velocidade ou direção dos objetos é dependente da intensidade da força e da massa dos objetos.

3: Para toda ação existe uma reação igual e oposta. Se um objeto exerce uma força sobre outro, uma força de mesma intensidade e em direção oposta será exercida pelo segundo objeto sobre o primeiro.

Newton determinou que entre dois objetos quaisquer sempre existe uma força gravitacional que exerce uma atração mútua entre eles. A intensidade da força depende da massa de cada um dos objetos e da distância entre eles. A gravidade obedece à lei do inverso do quadrado da distância, o que significa que a magnitude da força diminui segundo o quadrado das distâncias. Consequentemente, se dobrarmos a distância entre dois objetos, a força que atrai uma a outra se reduz a um quarto do que era originalmente. Se quintuplicarmos a distância, a força se reduz a 1/25 do que era.

Isaac Newton examinando a natureza da luz com a ajuda de um prisma.

Através de três simples leis do movimento e da lei da gravidade, parece que Newton conseguiria explicar o movimento de todas as coisas do universo. Suas leis serviram para explicar as leis dos movimentos planetários de Kepler bem como a da queda das maçãs. Newton derivou suas leis a partir de três quantidades fundamentais que respaldam toda a ciência. São elas: tempo, massa e distância. Conhecendo-se o tempo que um objeto leva para percorrer uma determinada distância, é possível calcular sua velocidade (velocidade e direção). A massa nos dá a quantidade de matéria que o objeto contém e, consequentemente, quanta força será necessária para deslocá-lo. Multiplicando-se a massa pela velocidade obtemos o momento do objeto, indicando o quão difícil será parar o objeto uma vez em movimento. Mais tarde, Einstein iria revelar que todas essas três quantidades são relativas.

Tempo e espaço absolutos

De acordo com Newton, tempo e espaço eram absolutos; eles eram o palco em que o espetáculo do universo se desenrolava, permanecendo inalterados pelos eventos. Newton pensava nas medidas cotidianas da passagem do tempo – hora, mês e ano – simplesmente como tempo comum. Embora úteis, elas não deviam ser confundidas como o tempo verdadeiro, ou absoluto, como Newton o chamava. O tempo absoluto, assim acreditava, era completamente separado do espaço e independente dos eventos. O tempo absoluto corria num mesmo ritmo constante ao longo de todo o universo. Um segundo para você deve ser exatamente o mesmo segundo para mim, não importa onde estejamos no universo nem o que estejamos

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