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Calibração de instrumentos de medição

Calibração de instrumentos de medição

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Calibração de instrumentos de medição

Duração:
186 páginas
1 hora
Lançados:
9 de mar. de 2018
ISBN:
9788553401116
Formato:
Livro

Descrição

A qualidade da produção industrial depende, em grande parte, da exatidão das medidas empregadas em seus projetos e serviços. Com isso em mente, a SENAI-SP Editora lança Calibração de instrumentos de medição - Área mecânica dimensional como um importante recurso para o estudo e aprendizado dessa área tão essencial. Além da calibração de instrumentos de medição em si, outros aspectos envolvidos na sua realização são abrangidos, como por exemplo a compreensão e implementação da avaliação e expressão da incerteza em seus resultados. Sendo uma obra atual e moderna, constitui um importante recurso didático e de pesquisa para alunos e professores da área tecnológica.
Lançados:
9 de mar. de 2018
ISBN:
9788553401116
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Livro

Sobre o autor


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Calibração de instrumentos de medição - Marcelo Kobayoshi

1. INTRODUÇÃO

A necessidade, cada dia mais premente, de implantação de sistemas de qualidade, notadamente os baseados nas normas da família ABNT NBR ISO 9000, faz com que muitas empresas, universidades, escolas técnicas e demais organizações passem a buscar recursos tecnológicos e humanos que possam vir a atender a seus requisitos.

Particularmente o item 7.6 da Norma ABNT NBR ISO 9001, que se constitui como um dos requisitos do sistema de gestão da qualidade, deve ser complementar aos requisitos específicos dos produtos oferecidos por essas organizações e, dessa forma, ser atendido em sua íntegra.

Desenvolveu-se este livro sobre calibração com a intenção de subsidiar estudantes e profissionais, envolvidos com sistemas de medição e controle, na criação de um sistema operacional e de gestão capaz de planejar, calibrar, controlar e manter os principais instrumentos de medição da área dimensional.

ESTRUTURA DESTE LIVRO

Este compêndio foi estruturado em 12 capítulos inter-relacionados e organizados da forma descrita a seguir.

No capítulo 2, apresenta-se o objetivo da obra, caracterizando tecnicamente quais instrumentos de medição da área dimensional farão parte do escopo que será tratado nos capítulos seguintes. No capítulo 3, estabelece-se a terminologia aplicada no desenvolvimento do texto, baseada na versão atual do Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM 2008).

O conceito de rastreabilidade metrológica, fundamental para a compreensão dos aspectos relacionados à calibração e à sua confiabilidade, é estabelecido no capítulo 4, enquanto no capítulo 5 são relacionados os fatores de possível influência nos resultados da calibração e apresentados os valores desejáveis para o estabelecimento das corretas condições de referência.

Nos capítulos 6, 7 e 8, em que se trata especificamente das técnicas de calibração dos instrumentos de medição, é apresentado, inicialmente, cada um dos instrumentos objeto de estudo, bem como um breve histórico de sua concepção e evolução. Após essa apresentação, cada um desses capítulos específicos é subdividido em cinco seções, conforme segue:

Padrões e Recursos Auxiliares – Sugerem as configurações básicas dos sistemas de calibração, com a indicação e especificação dos recursos necessários para a correta execução das calibrações propostas. Note-se que, nelas, a formatação de cada um desses sistemas de calibração atende às principais recomendações indicadas pelo órgão de referência nacional (Inmetro) e/ou por outras organizações e literaturas de referência.

Inspecionando os Instrumentos – Apresentam as técnicas de inspeção básicas e necessárias para a confirmação da aptidão dos instrumentos escolhidos pelo leitor, para que possam passar pelo processo de calibração.

Preparando para a Calibração – Orientam a realização de uma calibração adequada, para a qual é necessário executar, com antecedência, a correta limpeza e estabilização térmica dos instrumentos e padrões a ser utilizados.

Executando a Calibração – Discorrem sobre instruções iniciais, características e técnicas específicas de calibração dos instrumentos. Nelas, os procedimentos técnicos são descritos em todos os detalhes para a correta execução das calibrações propostas.

Determinando a Incerteza dos Resultados – Na apresentação dos resultados de uma calibração, deve-se também fornecer uma informação que esclareça quantitativamente a qualidade desses resultados, de modo que os que se utilizarem desse relatório possam avaliar sua confiabilidade e também sua aplicabilidade. Em que pese a necessidade de se empregarem conceitos estatísticos avançados para a completa compreensão das bases teóricas aplicadas na determinação da incerteza dos resultados de uma calibração, procurou-se, nessas seções, enfocar na forma de um roteiro demonstrativo, uma aplicação prática, organizada e, dentro do possível, simplificada da determinação da incerteza dos resultados obtidos na calibração, entendendo-se que, embora aparentemente óbvio, o conceito de incerteza de medição (veja definição no capítulo 3, item L) como atributo quantificável é relativamente novo² na história da medição.

Na sequência, no capítulo 9, identificam-se os itens que devem constar nos registros dos dados da calibração e, no capítulo 10, discorre-se sobre a forma de apresentação dos resultados obtidos. A seguir, no capítulo 11, complementa-se o raciocínio e expõem-se os argumentos sobre a importância de estabelecer e manter os procedimentos de acesso, controle e arquivamento dos registros, de forma a garantir a rastreabilidade das informações.

Finalmente, no capítulo 12, levando-se em consideração que o objetivo final deste compêndio é fornecer recursos para o aumento dos níveis da confiabilidade metrológica, tecem-se comentários adicionais voltados às pessoas e organizações que desejam iniciar e manter um trabalho competente e profissional em calibrações na área dimensional.

2. OBJETIVO

Este livro tem por objetivo fornecer as diretrizes técnicas necessárias para a correta execução das diversas fases da calibração dos principais instrumentos de medição utilizados na área dimensional, tais como:

•paquímetros universais e medidores de altura ³ com sistema de indicação analógico ou digital, escala de uma divisão ou resolução de até 0,01 mm e faixa de medição de até 300 mm;

•micrômetros para medições externas ⁴ com sistema de indicação analógico ou digital, fuso roscado com passo de 0,5 ou 1 mm, comprimento máximo de 25 mm, escala de uma divisão ou resolução de até 0,001 mm e faixa de medição de 0 a 25 mm ou de 25 a 50 mm;

•relógios comparadores, relógios apalpadores e comparadores de diâmetros internos ⁵ com sistema de indicação analógico ou digital, escala de uma divisão ou resolução de até 0,01 mm e faixa de medição de até 25 mm (relógios comparadores), até 1,6 mm (relógios apalpadores) ou de 18 a 400 mm ⁶ (comparadores de diâmetros internos).

Salienta-se que, para a elaboração das diretrizes técnicas aqui apresentadas, seguiram-se as orientações de normas técnicas nacionais e/ou internacionais e de outros documentos de referência indicados pelo Inmetro e adotados por grande parte dos laboratórios pertencentes à Rede Brasileira de Calibração (RBC).

3. TERMINOLOGIA

No intuito de facilitar a compreensão das orientações descritas neste livro, estabelece-se abaixo uma terminologia relativa à área metrológica e a seus recursos instrumentais.

Note que as definições utilizadas foram extraídas do Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM 2008). Dessa forma, solicita-se que essa seja a primeira fonte a ser consultada sobre as definições dos termos deste trabalho eventualmente não incluídas neste capítulo.

No mais, são aplicáveis no texto que segue as seguintes definições:

A. SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) [VIM 1.16]

Sistema de unidades baseado no Sistema Internacional de Grandezas [ISQ, sigla em inglês], incluindo os nomes e os símbolos das unidades e uma série de prefixos com seus nomes e símbolos, em conjunto com regras de utilização adotadas pela Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM).

Nota 1 O SI é baseado nas sete grandezas de base do ISQ. Os nomes e os símbolos das unidades de base estão contidos na tabela a seguir:

Tabela 1 – As sete unidades de base do SI

Nota 2 As unidades de base e as unidades derivadas coerentes do SI formam um conjunto coerente, denominado conjunto de unidades SI coerentes.

Nota 3 Para uma descrição e uma explicação completas do Sistema Internacional de Unidades, ver a edição corrente do documento do SI publicado pelo Bureau International des Poids et Mesures (BIPM), disponível na página da internet do BIPM.

Nota 4 Quando da álgebra das grandezas, a grandeza número de entidades é frequentemente considerada uma grandeza de base com a unidade de base igual a um, símbolo 1.

Nota 5 Os prefixos SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades são:

Tabela 2 – Os prefixos SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades

B. MEDIÇÃO [VIM 2.1]

Processo de obtenção experimental de um ou mais valores que podem ser, razoavelmente, atribuídos a uma grandeza.

Nota 1 A medição não se aplica a propriedades qualitativas.

Nota 2 A medição implica na comparação de grandezas e engloba contagem de entidades.

Nota 3 A medição pressupõe uma descrição da grandeza que seja

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