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Sistemas de instrumentação - Projetos

Sistemas de instrumentação - Projetos

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Sistemas de instrumentação - Projetos

Duração:
220 páginas
1 hora
Lançados:
13 de dez. de 2017
ISBN:
9788553400010
Formato:
Livro

Descrição

Apresentar a dinâmica do desenvolvimento de um projeto de instrumentação é o objetivo deste livro. Nele, o estudante conhece os conceitos básicos, normas utilizadas, estrutura de uma planta industrial, simbologia, critérios de um projeto, fluxograma, lista de instrumentos, controle da documentação, cálculos de engenharia e seus memoriais, desenhos e diagramas, além da especificação de instrumentos. Em razão da aplicação do CLP tão presente nos dias atuais, são estudados também os detalhes dos projetos com esse tipo de equipamento.
Lançados:
13 de dez. de 2017
ISBN:
9788553400010
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Sobre o autor


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Amostra do livro

Sistemas de instrumentação - Projetos - SENAI-SP Editora

1. Introdução ao projeto

Conceito de projeto

Ética do projetista

Projetos de instrumentação

Conceito de projeto

Projetar, no sentido mais amplo da palavra, é a ideia que se forma a partir da execução ou realização de algo no futuro, é a apresentação de soluções possíveis de serem implantadas, resolução de problemas. Na área de instrumentação, buscam-se sempre novas soluções tecnológicas para atender aos diversos segmentos industriais.

Todo projetista deve ter em mente que não existe uma solução única para o problema proposto. Em função de sua experiência profissional, é preciso fazer uma análise criteriosa dos seguintes aspectos: atendimento indispensável às normas técnicas, segurança das vidas humanas e das instalações, operacionalidade, racionalidade, manutenibilidade e os aspectos econômicos envolvidos.

Para a execução de um projeto, é necessário consultar diversos tipos de normas em todas as áreas relacionadas.

O projeto é a antecipação detalhada de uma solução que será implementada para atingir um objetivo. O projetista deve sempre se preocupar com a sua viabilidade tanto do ponto de vista técnico como do ponto de vista econômico. Outro aspecto de fundamental importância é a qualidade da solução apresentada. O projetista deverá questionar-se objetivamente:

a. O projeto é perfeitamente compreensível e esclarecedor?

b. O projeto apresenta um nível de detalhamento que garante aos seus executores e aos usuários o que foi solicitado?

c. O projeto é compatível com a tecnologia de mercado?

Um projeto é dinâmico, portanto pode sofrer revisões, as quais devem ocorrer durante a fase de planejamento. Revisões que ocorram na fase de execução oneram o projeto, pois poderá ocorrer desperdício de materiais, recursos humanos e tempo.

Ética do projetista

Espera-se do projetista que as suas atividades se realizem no mais elevado nível ético e moral, com os objetivos voltados para a segurança e o benefício das pessoas.

A responsabilidade é fator fundamental para o projetista, que deverá levar em conta os seguintes aspectos:

•disposição para inovar sempre, buscando os melhores métodos e técnicas, que visem sempre o aperfeiçoamento e a constante atualização tecnológica;

•companheirismo e solidariedade para com os colegas, através do intercâmbio de informações técnicas;

•acompanhamento da implantação e do desempenho das soluções, visando comprovar sua eficácia;

•ter a perspectiva de, através de suas criações, contribuir para melhorar as condições de vida humana.

Projetos de instrumentação

Um projeto de instrumentação é a representação escrita da instalação de uma planta industrial automatizada ou parte dela. O projeto de instrumentação consiste basicamente em desenhos e documentos que representem a maneira com que os equipamentos serão instalados e operados para obter maior rendimento, padronização e qualidade dos produtos que estão sendo fabricados no processo industrial.

Quadro 1 – Componentes de um projeto de instrumentação

•Reunião com os setores envolvidos.

•Estudos preliminares no local onde será executado o projeto.

•Croqui do fluxograma atual do processo.

•Cronograma de elaboração do projeto.

•Fluxograma de instrumentação.

•Determinação do tipo de tecnologia utilizada nos equipamentos de instrumentação.

•Trajeto da instalação de eletrocalhas e eletrodutos e local da instalação do painel.

•Memorial de cálculo.

•Elaboração das especificações técnicas dos instrumentos, equipamentos e softwares .

•Projeto elétrico do painel de controle com entradas e saídas do campo.

•Elaboração dos desenhos típicos de instalação (transmissores, válvulas de controle etc.).

•Elaboração da lista de material.

•Compra dos equipamentos.

•Projeto da lógica de controle, intertravamento etc. dos controladores.

•Projeto do sistema de supervisão.

•Montagem do painel de controle.

•Montagem e interligação dos instrumentos de campo.

Loop teste do sistema.

•Teste das lógicas do sistema.

•Sintonia das malhas de controle.

•Operação assistida.

•Treinamento operacional do sistema.

•Treinamento de manutenção do sistema.

•Montagem de arquivo com toda a documentação e backup do sistema.

Figura 1 – Fluxograma básico de um projeto de instrumentação.

2. Normas utilizadas em instrumentação

Simbologia e tagueamento (Norma ISA 5.1-R2009)

Estrutura hierárquica de uma planta industrial

Divisão de uma fábrica para tagueamento

Identificação tagname

Tagname para instrumentação

Localização do instrumento

As normas técnicas são, basicamente, um conjunto de diretrizes que garantem a qualidade de um produto ou serviço. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional da Normalização. As normas brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A norma técnica tem caráter de lei, pois serve de base para analisar se um produto ou serviço está dentro dos critérios de qualidade exigidos. O Código de Defesa do Consumidor (Lei no 8.078, de 11/09/1990), em seu artigo 39, inciso VIII, deixa isso bem claro:

É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:

[...] colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO.

A certificação é um documento que atesta que determinada empresa, produto ou serviço está de acordo com a(s) norma(s) técnica(s).

Existem dois tipos de certificados: o Certificado de Sistema e o Certificado de Conformidade.

Os Certificados de Sistema, como os da série ISO 9000, atestam que os processos de fabricação, controle ambiental, prestação de serviços etc. de determinada empresa seguem padrões controlados, de acordo com as Normas de Gestão e Garantia da Qualidade. Esse tipo de certificado não abrange, entretanto, o produto, ou seja, não garante a qualidade do produto ou serviço comercializado por ela, somente o sistema.

Já os Certificados de Conformidade atestam a qualidade do produto, ou seja, garantem que o produto está de acordo com os requisitos prescritos na(s) norma(s) técnica(s), é constantemente testado através de ensaios e periodicamente passa por inspeções (auditoria).

Atualmente, existem normas técnicas brasileiras e do Mercosul em formato digital, e são comercializadas no Brasil pela Target, que é uma empresa de Engenharia e Consultoria credenciada pela ABNT. As normas oficializadas nesse formato são válidas para Auditoria de Sistema de Qualidade. Também existem mais de 11 mil normas técnicas brasileiras em vigor e centenas de outras em votação, elaboração ou revisão.

Além da ABNT, existem outras instituições e/ou associações que também elaboram e publicam normas técnicas, e na área da Instrumentação a International Society of Automation (ISA) é a instituição que possui o maior número de normas e recomendações.

A Tabela 1 mostra o título e o descritivo geral das principais normas utilizadas em instrumentação.

Tabela 1 – Principais normas utilizadas em instrumentação

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