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Chocolateiro

Chocolateiro

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Chocolateiro

Duração:
143 páginas
36 minutos
Lançados:
11 de jan. de 2018
ISBN:
9788583937395
Formato:
Livro

Descrição

Para iniciar o estudo sobre a industrialização de balas, chocolates e confeitos, esta obra destaca a importância de se conhecer a influência dos açúcares, sua classificação, as fontes alimentares, os tipos de reações e suas propriedades. Apresenta as definições e características da fabricação de balas; tipos e processos de produção. Descreve o processo de fabricação dos chocolates, desde sua matéria-prima até a elaboração e moldagem de massas ou pastas de chocolate. São abordados também os produtos que podem ser utilizados na fabricação de drágeas, as características dos drageados e suas etapas de produção.
Lançados:
11 de jan. de 2018
ISBN:
9788583937395
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Livro

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Amostra do livro

Chocolateiro - Cassiane Pinho Fanin

1. A origem do fruto cacau

O cultivo do cacau

Da semente à bebida

Da bebida ao confeito

Theobroma cacao é o nome científico da semente de cacau. Ele provém da palavra grega theobroma (theos: deus e broma: alimento), literalmente alimento dos deuses. Os conquistadores espanhóis batizaram-na de cacau por causa da palavra asteca cacahuatl. O nome científico foi dado por Linnaeus, botânico sueco que viveu no século XVIII, que achou que o fruto merecia um nome que refletisse a crença maia de que a planta pertencia aos deuses, em vez de utilizar a denominação usada no Novo Mundo: cacau ou planta do chocolate.

As origens do chocolate datam da Pré-História da América, no reino dos olmecas e dos maias. Essas antigas civilizações mesoamericanas viveram na América Central Equatorial e foram as responsáveis pelo cultivo da planta de cacau.

Os maias criaram uma bebida fermentada e amarga produzida com sementes de cacau e diversos condimentos, entre eles a pimenta chili. Para produzir um efeito espumante, a bebida era derramada de um recipiente para outro.

Após a queda do Império Maia, por volta de 900 d.C., estabelece-ram-se no território os toltecas, seguidos pelos astecas.

Em 1502, Cristóvão Colombo chegou à ilha de Guanaja e foi recebido pelos astecas, que o presentearam com algumas sementes de cacau e ofereceram a bebida especial denominada tchocolat. Colombo e sua tripulação acharam a mistura desagradável, muito escura e amarga, não percebendo o futuro valor econômico desse regalo.

Quando Hernán Cortés chegou ao Novo Mundo, dezessete anos depois, Montezuma II, então imperador asteca, julgou que Cortés era a reencarnação do deus Quetzalcóatl, guardião da árvore de cacau, que, de acordo com uma lenda asteca, trouxe o fruto para a terra como uma dádiva à humanidade. A confusão facilitou o acesso de Cortés a Tenochtitlán, a capital asteca, e assim o conquistador espanhol rendeu Montezuma e seus guerreiros. Então, em um espaço de dois ou três anos, ocorreu a queda do reino asteca.

Ao contrário de Colombo, Cortés percebeu rapidamente o grande valor da semente de cacau, tanto como alimento quanto como moeda.

O cultivo do cacau

O cultivo do cacau era barato e razoavelmente lucrativo, e a perspectiva de riqueza fácil atraiu muitos colonos espanhóis. Logo, os espanhóis haviam feito plantações no México, no Equador, na Venezuela, no Peru, na Jamaica e na ilha Hispaniola (que atualmente abrange o Haiti e a República Dominicana). A produção de cacau desde então se espalhou por todo o mundo, mas essas regiões de origem ainda produzem as variedades de sementes de preço mais alto.

Da semente à bebida

A original bebida asteca guarda pouca semelhança com a bebida suave e cremosa conhecida atualmente. Ela costumava ser amarga, gordurosa, espumosa e era servida fria. Vale lembrar também que, nesse primeiro momento, o açúcar não era acrescentado à mistura. Sabe-se de uma história que freiras de Oaxaca (uma cidade asteca ocupada pelos espanhóis até 1522) desenvolveram novas receitas de acordo com o paladar espanhol. Elas acrescentaram açúcar e especiarias adocicadas, como canela e anis, e assim a bebida amarga dos astecas iniciou sua transformação para a bebida apreciada

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