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Impressão offset - Máquina alimentada a folha
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E-book348 páginas5 horas

Impressão offset - Máquina alimentada a folha

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Sobre este e-book

O processo de impressão offset atende a diversos segmentos do mercado gráfico, em razão da versatilidade oferecida pelos equipamentos. Neste livro você vai aprender os conceitos da tecnologia gráfica; características, campo de atuação, equipamentos, operações e etapas do processo de impressão offset; as partes que compõem a máquina offset alimentada a folha; os principais insumos e os fundamentos das variáveis de impressão offset.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento29 de jun. de 2018
ISBN9788553401352
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    Impressão offset - Máquina alimentada a folha - SENAI-SP Editora

    1. Tecnologia gráfica

    impressão offset

    Características

    Campo de atuação

    Equipamentos

    Operações e etapas

    Características

    Definição do processo de impressão offset

    O processo offset é um sistema de impressão indireto que utiliza uma fôrma planográfica – as áreas de imagem estão no mesmo plano ou nível que as áreas sem imagem, tendo como princípio um fenômeno químico – a repulsão entre a água e tinta gordurosa – e um fenômeno físico – pressão de contato entre os componentes do conjunto impressor.

    No processo de impressão offset a fôrma de impressão é a chapa, que é uma folha metálica bem fina e flexível.

    O nome offset, em uma tradução livre, pode significar fora de contato e provém do fato de a impressão ser indireta, ou seja, o suporte não entra em contato direto com a fôrma de impressão. A imagem a ser impressa é transferida para um elemento intermediário – blanqueta – antes de atingir a superfície do suporte.

    Histórico do processo de impressão offset

    A impressão offset é um processo fundamentado na impressão litográfica.

    A impressão litográfica foi aprimorada pelo artista, escritor, músico e químico experimental Alois Senefelder por volta de 1796 na Alemanha.

    Na época, Alois Senefelder procurava um meio de imprimir suas partituras, algo muito difícil, caro e demorado, por meio da tipografia, um dos poucos métodos de impressão e o mais utilizado à época.

    O ato de produzir imagens sobre pedra já era conhecido, e o crédito de inventor que Senefelder recebe em algumas literaturas se deve ao fato de ter aperfeiçoado os princípios básicos da impressão, apoiando-se em textos encontrados na cidade de Nuremberg, na Alemanha.

    Alois Senefelder baseou-se nas experiências de Simon Schmidt, sacerdote e professor bávaro, o primeiro a utilizar experimentalmente pedras calcárias como matrizes reprodutoras.

    A litografia é um processo de impressão que utiliza como fôrma de impressão uma pedra, no caso a litográfica, cuja superfície pode ser perfeitamente planificada, além de possuir, naturalmente, grande porosidade superficial.

    A palavra litografia vem do grego e é a contração das palavras lithos, que significa pedra, e graféin, grafia ou escrita. Portanto, litografia, em uma tradução livre, significa imagem na pedra ou imagem da pedra.

    Figura 1 – Pedra litográfica.

    O sistema offset surgiu no momento (não datado) em que foi utilizado um elemento intermediário, hoje chamado de blanqueta, para transferir a imagem da pedra litográfica para o substrato. Antes disso, a imagem da pedra litográfica era transferida diretamente para o substrato quando ambos eram pressionados.

    Os fundamentos do processo de impressão offset, incluindo mecanismos de alimentação, impressão e saída (dobradeira) de uma impressora rotativa, foram patenteados pelo litógrafo e inventor americano Ira Washington Rubel e, no mesmo período, pelo alemão naturalizado americano Casppar Hermann, no ano de 1904, sendo patentes similares e, portanto, concorrentes.

    Características do processo de impressão offset

    O processo de impressão offset tem como características básicas o uso de tinta pastosa e gordurosa e uma solução de molhagem, que é uma combinação entre água e aditivos.

    O uso da solução de molhagem e da tinta pastosa e gordurosa é necessário para que ocorra a distinção entre grafismo – área que contém imagem na forma – e contragrafismo – área que corresponde aos espaços sem imagem, no ato da impressão.

    A região do contragrafismo na forma de impressão é hidrófila (tem afinidade com a água - hidro = água), retendo a água no ato da impressão, enquanto a região de grafismo é lipófila (tem afinidade com gordura - lipo = gordura), o que faz reter a tinta de composição gordurosa no ato da impressão.

    No início do ciclo de impressão, o sistema de molhagem umedece, de modo uniforme, a superfície da fôrma.

    A região do contragrafismo, devido à sua característica hidrófila, retém a solução de molhagem, enquanto a região do grafismo a expulsa.

    Na continuidade do ciclo de impressão, o sistema de tintagem é encostado na forma onde a tinta é retida pela região do grafismo, devido à sua característica lipófila, definindo assim, a imagem a ser impressa.

    Figura 2 – Esquema básico da distinção entre grafismo e contragrafismo no ato da impressão.

    Nota: Para facilitar a compreensão, a forma offset foi disposta na ilustração de maneira plana; porém, em condição normal de trabalho, ela fica curvada sobre a superfície do cilindro porta-chapa.

    Partes do equipamento impressor offset

    O equipamento impressor offset pode ser dividido em quatro partes básicas:

    •sistema de alimentação;

    •sistema de margeação;

    •grupo impressor;

    •sistema de recepção.

    O grupo impressor, por sua vez, pode ser subdividido em

    •sistema de tintagem;

    •sistema de molhagem;

    •cilindros impressores.

    Os cilindros impressores são três

    •o porta-chapa;

    •o porta-blanqueta;

    •o contrapressão.

    No ato da impressão, a tinta que se encontra sobre a chapa é transferida para a blanqueta, e da última para o substrato, por meio de pressão exercida pelo cilindro de contrapressão.

    Pelo fato de a tinta que está sobre a chapa não ser transferida diretamente para o substrato, e sim por meio intermediário, que é a superfície da blanqueta, o processo é considerado indireto.

    A fôrma do processo offset (chapa) é planográfica, o que significa que o grafismo e o contragrafismo estão na mesma altura ou muito próximo a isso. A chapa offset é tipicamente constituída por alumínio, apresentando-se na forma de uma fina lâmina. Outros materiais que podem ser utilizados para a geração da base da chapa offset são o zinco (raro), ligas plásticas e até mesmo papel.

    Na figura 3 é possível visualizar os principais elementos do conjunto impressor de uma máquina offset.

    Figura 3 – Diagrama básico do conjunto impressor de uma máquina offset.

    As figuras de 4 a 9 apresentam as principais partes de uma impressora offset monocolor, com alimentação de folhas tipo posterior.

    Figura 4 – Lateral de impressora offset monocolor com alimentação de folhas tipo posterior – parte externa, tampos de proteção e painéis de comando.

    Figura 5 – Esquema de uma impressora offset monocolor – sistema e mesa de alimentação.

    Figura 6 – Esquema de uma impressora offset monocolor – sistema de alimentação e mesa de margeação.

    Figura 7 – Esquema de uma impressora offset monocolor – mesa de margeação e esquadros.

    Figura 8 – Esquema de uma impressora offset monocolor – pinça oscilante, sistemas de tintagem e molhagem e cilindros impressores.

    Figura 9 – Esquema de uma impressora offset monocolor - sistema do tira-folha, mecanismo de saída e mesa de recepção.

    Campo de atuação

    O processo de impressão offset atende a diversos segmentos do mercado gráfico, devido à versatilidade oferecida pelos equipamentos, os quais possibilitam a impressão em variados tipos de suportes.

    Dentre os campos de atuação, os principais impressos feitos pelo processo de impressão offset são:

    •editorial;

    •comercial;

    •impressos de segurança;

    •embalagens;

    •formulários contínuos;

    •impressão em suportes especiais.

    Impresso editorial

    O impresso editorial contempla os materiais de publicações, periódicos ou não, tais como jornais, revistas, livros, guias e similares.

    Impresso comercial

    O impresso comercial contempla os materiais de alta circulação (circulação de massa), tais como folhetos, cartazes, adesivos e etiquetas adesivas, encartes, fôlderes, pôsteres, envelopes, catálogos, tabloides, crachás, calendários e similares.

    Impressos de segurança

    Os impressos de segurança contemplam os impressos que expressam um valor ou que necessitam de requisitos de segurança, para, por exemplo, impedir a falsificação. São impressos de segurança os seguintes produtos: dinheiro (cédulas), passes escolares, selos, cheques, vales-refeição, recibos, documentos bancários de depósito automático, alguns documentos fiscais da União e similares.

    Impressos de embalagens

    São considerados impressos de embalagens aqueles confeccionados em cartolina, cartão duplex ou cartão triplex, acoplados ou não a micro-ondulados e material nãocelulósico (plásticos), tais como caixas, displays e similares.

    São também considerados impressos de embalagens os impressos confeccionados em substrato celulósico ou nãocelulósico de baixa gramatura, tais como rótulos e similares.

    Impressos de embalagens são, ainda, os impressos confeccionados em lâminas de flandres ou alumínio (metalgrafia), tais como lata de tinta, lata de solventes, latas de refrigerantes e cervejas, de aerossóis, de óleo, de conservas e similares.

    Formulários contínuos

    Formulários contínuos são impressos realizados em impressoras alimentadas a bobina. A aplicação de serrilha e remalina durante o processo possibilita o seu uso em impressoras matriciais para a impressão de dados variáveis, como notas fiscais, cupons fiscais, notas de remessa, fichas de orçamento, ordens de pagamento, recibos e similares.

    Suportes especiais

    São considerados suportes especiais os impressos confeccionados em material plástico (principalmente em PVC, BOPP e PET), tais como cartão magnético, cartão telefônico, baralho e similares.

    São, também, os impressos confeccionados em tecido gomado, tais como palmilha de tênis, etiqueta para roupas e similares.

    Suportes especiais são, ainda, os impressos confeccionados em base celulósica (celofane e papel vegetal), como transfer térmico para impressão de tecidos.

    Equipamentos

    As impressoras offset podem ser classificadas sob vários aspectos. Uma das classificações é pelo sistema de alimentação, que pode ser:

    •a folha;

    •a bobina.

    Impressora offset alimentada a folha

    As impressoras alimentadas a folha são também conhecidas como planas. Elas também podem ser classificadas de várias formas: pela quantidade de unidades impressoras, pelo sistema de alimentação, pelo sistema de recepção e pela disposição dos cilindros impressores.

    Classificações da impressora offset alimentada a folha

    A impressora offset alimentada a folha pode ser classificada pelas seguintes características.

    Pela quantidade de unidades impressoras

    •Impressora offset alimentada a folha monocolor - possui uma unidade impressora e imprime uma cor por vez.

    •Impressora offset alimentada a folha bicolor - possui duas unidades impressoras e imprime duas cores por vez.

    •Impressora offset alimentada a folha pluricolor - possui quatro ou mais unidades impressoras e imprime quatro ou mais cores por vez.

    Observação

    Existem equipamentos com três unidades impressoras; porém, não são citados neste tipo de classificação, já que são raros (normalmente presentes em empresas de metalgrafia).

    Figura 10 – Impressora offset monocolor.

    Figura 11 – Impressora offset bicolor.

    Figura 12 – Impressora offset pluricolor.

    Pelo sistema de alimentação

    •Impressora offset alimentada a folha com alimentação posterior - nesse sistema, os aspiradores do cabeçote de alimentação entram em contato com a parte posterior da folha, que é direcionada para a mesa de margeação. Um dispositivo emite jatos de ar sob a folha, evitando que ela dobre. As folhas são alimentadas continuamente, numa distância já definida pelo fabricante do equipamento, para estarem em sintonia com o grupo impressor. Essa distância faz com que as folhas se sobreponham na mesa de margeação, gerando um efeito conhecido como escama.

    Figura 13 – Sistema de alimentação posterior (escama) de uma impressora offset alimentada a folha.

    •Impressora offset alimentada a folha com alimentação anterior (folha a folha) - esse sistema utiliza uma barra com vários aspiradores, em vez de um cabeçote de alimentação. Os aspiradores entram em contato com a parte frontal da folha, direcionando-a para a mesa de margeação. Nesse caso, não há sobreposição entre as folhas durante a alimentação.

    Figura 14 – Sistema de alimentação anterior (folha a folha) de uma impressora offset alimentada a folha.

    Pelo sistema de recepção

    •Impressora offset alimentada a folha com saída em mesa baixa.

    •Impressora offset alimentada a folha com saída em mesa alta.

    O que diferencia a utilização de máquinas com mesa alta ou baixa é a quantidade de folhas que podem ser alimentadas, recepcionadas pelo equipamento. Como é possível verificar nas figuras 15 e 16, as máquinas com mesa alta podem recepcionar uma quantidade maior de folhas do que as com mesa baixa.

    Figura 15 – Máquina com saída em mesa baixa.

    Figura 16 – Máquina com saída em mesa alta.

    Pela disposição dos cilindros impressores

    •Impressora offset alimentada a folha com disposição entre os cilindros impressores tipo satélite - um único cilindro contrapressão para mais de uma unidade impressora.

    •Impressora offset alimentada a folha com disposição entre os cilindros impressores tipo torre - um cilindro contrapressão para cada unidade impressora.

    Figura 17 – Exemplo de disposição dos cilindros impressores tipo satélite.

    Figura 18 – Exemplo de disposição dos cilindros impressores tipo torre.

    Impressora offset alimentada a bobina

    Impressoras offset alimentadas a bobina são aquelas que se caracterizam por terem a alimentação de papel por meio de uma bobina, podendo ter a saída em bobinas, folhas ou cadernos dobrados. Essas impressoras são também conhecidas como rotativas.

    Classificações da impressora offset alimentada a bobina

    A impressora offset alimentada a bobina pode ser classificada pelas seguintes características.

    Pelo sistema de secagem

    •Impressora offset alimentada a bobina heatset .

    Figura 19 – Esquema de impressora offset alimentada a bobina heatset.

    •Impressora offset alimentada a bobina coldset .

    Figura 20 – Esquema de Impressora offset alimentada a bobina coldset.

    Pela disposição dos cilindros impressores

    •Configuração convencional: blanqueta com cilindro contrapressão.

    •Configuração satélite: um único cilindro impressor para duas ou mais unidades impressoras.

    •Configuração perfector: blanqueta com blanqueta.

    Figura

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