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Instalação de sistema de microgeração solar fotovoltaica

Instalação de sistema de microgeração solar fotovoltaica

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Instalação de sistema de microgeração solar fotovoltaica

Duração:
324 páginas
2 horas
Lançados:
11 de jul. de 2018
ISBN:
9788583935858
Formato:
Livro

Descrição

Destinado a estudantes que buscam conhecimento sobre alternativas para geração de energia, este livro traz os fundamentos sobre geração de células e módulos fotovoltaicos, os tipos e características; conceituação e utilização dos inversores; dispositivos de proteção; detalhes sobre o sistema off-grid e como fazer seu planejamento e instalação; arquitetura e dimensionamento do sistema on-grid e a forma de conexão desse sistema na rede. O livro descreve também os tipos de estrutura de fixação para sistemas fotovoltaicos, normas de segurança, procedimentos de manutenção, dicas de atendimento ao cliente, precificação e considerações sobre a viabilidade econômica e financeira do projeto.
Lançados:
11 de jul. de 2018
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9788583935858
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Sobre o autor


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Instalação de sistema de microgeração solar fotovoltaica - SENAI-SP Editora

1. Introdução e conceitos

básicos de energia solar

fotovoltaica

Um caminho a seguir

Conceitos básicos de energia solar

Um caminho a seguir

Os dados fornecidos pela International Renewable Energy Agency (Irena) – Agência Internacional de Energia Renovável – na revisão anual 2016, Energia Renovável e Empregos, estima que a taxa global de vagas de empregos relacionados à energia renovável aumentou 5% em 2015, atingindo 8,1 milhões de pessoas, enquanto o número de vagas de emprego relacionadas aos demais setores de energia encolheu em comparação aos anos anteriores. Os países com o maior número de vagas de empregos relacionados a energias renováveis foram China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Japão e Alemanha, resultado de quadros políticos favoráveis, mudanças regionais na implantação de sistemas de energias renováveis bem como aumento da produtividade industrial.

A Figura 1 apresenta a quantidade de vagas relacionadas com energia renovável nos países onde ocorreu maior acréscimo de vagas de empregos relacionados à energia renovável por tecnologia.

Figura 1 – Vagas de emprego relacionados à energia renovável por tecnologia. Fonte: IRENA, 2016.

Conforme a transição da matriz energética se acelera, as vagas de emprego relacionadas a energias renováveis continuam crescendo, embora esse nível de crescimento esteja propenso a se abrandar na medida em que a indústria amadurece e a produtividade do trabalho se desenvolve.

As estimativas da Irena apontam que a duplicação da cota de energias renováveis na matriz energética global resultaria em mais de 24 milhões de empregos em todo o mundo em 2030 (Irena, 2016), porém, esse cenário favorável exige quadros políticos estáveis e previsíveis que incentivem a implantação, estimulem os investimentos em indústrias locais, reforcem as capacidades e promovam a educação e formação profissional.

A Figura 2 analisa as estimativas de emprego excluindo grandes hidrelétricas.

Figura 2 – Empregos para energia renovável nos países e regiões selecionados. Fonte: IRENA, 2016.

Reduções recentes nos custos dos sistemas de energia solar fotovoltaica têm impulsionado a implantação dessa tecnologia tanto em usinas de geração quanto em geração distribuída. Trata-se de um reforço na criação de emprego, uma vez que globalmente, em 2015, as instalações solares fotovoltaicas foram 20% maiores que no ano anterior, com a China, o Japão e os Estados Unidos na liderança.

Consequentemente, a energia solar fotovoltaica foi novamente a fonte renovável que mais empregou os profissionais, com 2,8 milhões de empregos em 2015, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. A China ainda é considerada a maior empregadora de profissionais dessa área, com 1,7 milhão de postos de trabalho em 2015, fato relacionado à sua liderança incontestável na fabricação e instalação dessa tecnologia. No Japão, o emprego relacionado à energia solar fotovoltaica cresceu 28%, atingindo 377.100 postos de trabalho em 2014, informações do ano mais recente disponível, em parte como consequência de tarifas feed-in atraentes (JPEA, 2016). Nos Estados Unidos, as altas taxas de implantação levaram a criação de emprego a níveis recordes. Em contraste, o emprego de energia solar fotovoltaica na União Europeia (UE) caiu 13% em 2014, principalmente devido a uma redução na produção (EY, 2015).

A Figura 3 apresenta a estimativa de empregos diretos e indiretos em energia renovável no mundo.

Figura 3 – Estimativa de empregos diretos e indiretos em energia renovável no mundo por setor e por tecnologia. Fonte: IRENA, 2016.

Conceitos básicos de energia solar

¹

O Sol é a estrela mais próxima do planeta Terra, ocupando grande parte do sistema solar. Emite quantidade abundante de energia e o aproveitamento dela energia pode ocorrer das mais variadas formas. As plantas absorvem a energia térmica do Sol para efetuar a fotossíntese, sendo que ela tem papel fundamental na vida do planeta e, da mesma forma a humanidade desenvolve maneiras de utilizar a energia solar para seu conforto e trabalho.

Figura 4 – Dimensões proporcionais do Sol e planetas do sistema solar. Fonte: WIKIPÉDIA, 2016a.

Estrutura do Sol

O Sol encontra-se a aproximadamente 149 milhões de quilômetros de distância da Terra, distância percorrida pela luz em apenas oito minutos, e tem volume 1,3 milhão de vez maior que o nosso planeta. Seu interior apresenta temperatura superior a 15 milhões de graus Celsius, consequência de reações termonucleares.

Figura 5 – Temperatura do Sol (em graus Kelvin). Fonte: WIKIPÉDIA, 2016b.

Radiação

A radiação solar é o resultado da fusão nuclear que ocorre no interior do Sol, transforma dois átomos de hidrogênio em um único de hélio e emite calor e ondas eletromagnéticas, entre elas a luz.

A luz, como a conhecemos, é uma radiação eletromagnética com comprimento de onda específico aos nossos olhos, porém, o Sol emite radiações em outros comprimentos de onda que não são visíveis ao olho humano, como os raios ultravioleta e infravermelho.

Figura 6 – Composição do espectro da radiação solar.

A intensidade de radiação auferida depende da altura solar, que é determinada pela localização do ponto medido em relação ao globo terrestre. Por esse motivo, os valores de latitude e longitude de uma região são extremamente importantes para a determinação da real exposição à radiação. Quanto mais próximo dos polos, maior será a quantidade de massa de ar que as radiações devem atravessar e, consequentemente, menor será o fluxo energético na região.

O ângulo de incidência dos raios solares é outro fator que interfere na quantidade de radiação absorvida, portanto, superfícies perpendiculares aos raios solares tendem a absorver quantidade maior de radiação.

Quantidade de energia solar

Diferença entre radiação e irradiação

Radiação é a designação dada à energia emitida pelo Sol, em particular aquela que é transmitida em forma eletromagnética.

Irradiação é a radiação em um intervalo de tempo específico, em horas ou em dias, e é geralmente apresentada em watt-hora por metro quadrado.

A determinação da quantidade de energia solar é parte considerável do estudo solarimétrico de uma região. Para tal, um longo histórico de medições deve ser considerado, tornando-se relevantes períodos de medição superiores a um ano.

Essas informações fazem parte do planejamento inicial para a instituição de sistemas fotovoltaicos de geração de energia. Atualmente, alguns países já contam com atlas solares e mapas que informam os valores de radiação em cada localidade.

O mapa de irradiação solar brasileiro apresenta estimativas de fluxo de radiação solar na superfície, utilizando informações de nebulosidade extraídas de imagens de satélite geoestacionário e de dados climatológicos de variáveis ambientais para modelar a composição da atmosfera e os processos radiativos que nela ocorrem. Dessa forma, uma extensa base de dados de satélite e dados coletados em superfície foi necessária para o mapeamento do fluxo de radiação solar incidente no território brasileiro. Essa irradiação é representada em tons de cores diferentes no mapa, de acordo com os valores correspondentes em Wh/m².

Figura 7 – Mapa de irradiação solar no território brasileiro.Fonte: Adaptado de RMDESENNA, 2010.

Como é de se esperar, a irradiação solar está diretamente relacionada à hora do dia. Contudo, outro fator apresenta influência sobre o nível de irradiação: as estações do ano. Na Figura 8, está representada a variação da irradiação de uma localidade durante as horas do dia, considerando uma medição no inverno e outra no verão. É a chamada sazonalidade do Sol.

Figura 8 – Perfil de irradiação solar diária.

Sazonalidade do Sol

A Terra descreve em torno do Sol uma trajetória elíptica em que seu eixo apresenta inclinação de 23,45° em relação ao plano normal da trajetória desenvolvida pela Terra. O efeito dessa inclinação, somado ao movimento de translação, origina as estações do ano.

Figura 9 – Órbita da Terra em torno do Sol, com inclinação de 23,45°, indicando as estações do ano no Hemisfério Sul.

Os efeitos causados pelas estações do ano são conhecidos, principalmente, pela variação térmica, porém, é possível identificar que em certas épocas do ano, em determinadas localidades do globo terrestre, existem consideráveis variações na duração dos dias.

Figura 10 – Trajetória do movimento aparente do Sol.

É possível identificar por meio das imagens anteriores que os dias durante o verão no Hemisfério Sul são mais longos enquanto no inverno os dias são mais curtos. Quanto maior a proximidade da linha do Equador, menor é o efeito na duração dos dias ao longo do ano, efeito contrário ao observado nos polos.

Posicionamento do plano irradiado por softwares de simulação e instrumentos de medição

Conforme citado anteriormente, os ângulos entre os raios solares e a superfície terrestre variam de acordo com o movimento do Sol. Devem-se considerar os seguintes ângulos para análises solarimétricas:

•Ângulo zenital (θz): formado entre os raios do Sol e a vertical local (Zênite).

•Altura ou Elevação solar (γ): compreendido entre os raios do Sol e a projeção dos mesmos sobre o plano horizontal.

•Ângulo azimutal do Sol (α): também chamado azimute solar, é o ângulo entre a projeção dos raios solares no plano horizontal e a direção Norte-Sul, onde o deslocamento angular é tomado a partir do norte geográfico.

•Ângulo azimutal da superfície (ψs): entre a projeção reta normal à superfície no plano horizontal e a direção Norte-Sul. Obedece às mesmas convenções do azimute solar.

•Inclinação da superfície de captação (β): ângulo entre o plano da superfície em questão e o plano horizontal, que pode variar de 0° a 90°.

•Ângulo de incidência (θs): formado entre os raios de Sol e a reta normal à superfície de captação.

Figura 11 – Trajeto dos raios solares e ângulo azimutal.

Figura 12 – Trajeto dos raios solares e ângulo zenital.

Figura 13 – Cálculo do corte do plano ideal para instalação do módulo fotovoltaico.

A localização no globo terrestre, a estação do ano e a inclinação do painel fotovoltaico são os principais parâmetros que afetam a captação de energia solar. É possível utilizar softwares específicos para determinar o valor de energia média captada. Esses recursos facilitam a definição do Ângulo β, objetivando encontrar a melhor inclinação para uma máxima captação de energia solar.

Ao aplicar os conceitos vistos na geração de energia solar fotovoltaica, devemos posicionar um módulo fotovoltaico para que maximize a captação da radiação durante as horas do dia e as estações do ano, ou seja, um posicionamento horo-sazonal.

Orientação do módulo fotovoltaico

Para maximizar a captação durante as horas do dia, tomamos como base o ângulo de azimute. Para isso, dirigimos a face coletora do módulo para o norte geográfico da Terra – este será o norte polar (bússola) – e efetuamos uma correção de acordo com o local onde será realizada a instalação.

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