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Instalador hidráulico

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Instalador hidráulico

Duração:
259 páginas
1 hora
Lançados:
4 de jan. de 2018
ISBN:
9788553400140
Formato:
Livro

Descrição

Neste livro, que compõe os cursos do SENAI-SP (técnico, formação inicial e continuada), você aprenderá os diversos sistemas de distribuição de água fria e quente, grandezas hidráulicas, e componentes do sistema hidráulico.

Além disso, você terá contato com materiais, ferramentas e equipamentos, montagem de instalações, sistema predial de esgotos sanitários, montagem de tubos e vasos sanitários, instalações de águas pluviais, rede de combate a incêndio e instalações GLP e GN.
Lançados:
4 de jan. de 2018
ISBN:
9788553400140
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Instalador hidráulico - SENAI-SP Editora

1. Sistema de distribuição de água fria

Sistema de distribuição direto

Sistema de distribuição indireto

Sistema de distribuição hidropneumático

Sistema de distribuição misto

Barriletes e colunas de distribuição

Ramais e sub-ramais

Pontos de alimentação

Símbolos e abreviaturas para projetos

O sistema de distribuição liga a rede pública aos pontos de uso da água. Essa rede pública liga os reservatórios e mananciais até a casa da população.

Vários sistemas de distribuição podem ser usados para levar a água potável da rede pública até os pontos de uso dentro de casa. Eles podem ser:

•diretos;

•indiretos;

•hidropneumáticos;

•mistos;

•barriletes e colunas de distribuição;

•ramais e sub-ramais.

Sistema de distribuição direto

O sistema de distribuição direto liga a rede pública aos pontos de utilização da água, sem reservatórios.

Esse sistema deve ser somente utilizado quando houver garantias de regularidade de abastecimento e atendimento de vazão e pressão. Tais garantias são difíceis de obter simultaneamente no Brasil, tornando pouco comum o uso desse sistema. O sistema direto é uma continuidade da rede pública, sendo a distribuição ascendente.

Apesar de esse sistema ser aparentemente mais econômico (não necessita de reservatórios), a economia é muito pouca e perigosa, pois a população fica exposta às eventuais deficiências da rede pública que vão comprometer, diretamente, a instalação, particularmente, em uma eventual falta de água.

Quanto à segurança do sistema, é obrigatória a colocação de dispositivo de proteção da rede pública contra um eventual refluxo (retrossifonagem ou pressão negativa), do tipo válvula de retenção, protegendo-a da contaminação. Outro aspecto importante a considerar é a fadiga da tubulação, pois no sistema de distribuição direto as grandes e constantes variações de pressão da rede pública agem diretamente na tubulação interna (ramal predial).

Figura 1 – Sistema de distribuição direto em residência.

Figura 2 – Sistema de distribuição direto em prédio de cinco pavimentos.

Sistema de distribuição indireto

O sistema de distribuição indireto utiliza reservatórios para ligar a rede pública aos pontos de abastecimento.

A regra geral é empregar o sistema indireto, por meio de reservatórios internos, comuns ou pressurizados, para garantir a regularidade do abastecimento. A utilização de reservas é sempre desejável, sob todos os aspectos (econômicos, técnicos etc.), e é preconizada pela NBR 5626 e por vários códigos sanitários estaduais.

O código sanitário do Estado de São Paulo, ou seja, o Decreto 12.342, de 27 de abril de 1978, em seu artigo 10, observa: Sempre que o abastecimento de água não puder ser feito com continuidade e sempre que for necessário para o bom funcionamento das instalações prediais, será obrigatória a existência de reservatórios prediais.

O sistema de distribuição indireto pode ser de dois tipos: sem bombeamento e com bombeamento.

Sistema de distribuição indireto sem bombeamento

Quando há pressão suficiente na rede pública, independentemente da continuidade de fornecimento, é possível adotar somente um reservatório superior. A instalação é alimentada por gravidade a partir desse reservatório.

Figura 3 – Sistema de distribuição indireto sem bombeamento.

Em geral, a pressão na rede pública permite atingir, no máximo, o reservatório localizado na parte mais alta de um sobrado (dois pavimentos), em um total de 0,50 m + 2,50 m + 2,50 m + 1,5 m = 7 m.

Essa pressão pode variar de uma cidade para outra. Em uma mesma cidade ocorrem pressões diferentes até em um mesmo bairro. Se a pressão for maior, poderá abastecer uma construção mais alta. Se for menor, utiliza-se o sistema indireto com bombeamento. O sistema indireto sem bombeamento é o mais comum em residências de um ou dois andares.

Sistema de distribuição indireto com bombeamento

Em casos em que não há pressão suficiente, ou se ocorrerem descontinuidades no abastecimento, recomenda-se a utilização de reservatório inferior, abastecido pela rede pública, e de reservatório superior, abastecido pelo inferior por meio de bombeamento. Esse é o sistema usual em edifícios e indústrias.

Quando a fonte de abastecimento for por intermédio de poço, a adoção do sistema torna-se obrigatória, pois, caso contrário, os pontos de utilização somente seriam abastecidos quando a bomba estivesse em funcionamento.

Figura 4 – Sistema de distribuição indireto com bombeamento.

A utilização de bombas para sucção diretamente da rede costuma ser proibida pelas concessionárias locais e pelos códigos sanitários estaduais. Essa utilização é autorizada somente em casos particulares, em razão da interferência que causa na rede pública. Quanto a lava jatos ou equipamentos que necessitem de grandes vazões, a autorização pode ser solicitada, mas há necessidade de dispositivo de proteção (válvula de retenção) para evitar o contrafluxo.

Sistema de distribuição hidropneumático

O sistema de distribuição hidropneumático utiliza um equipamento para pressurização da água a partir de um reservatório inferior, abastecido pela rede pública. Sua utilização é essencial somente quando há necessidade de pressão em determinado ponto da rede que não pode ser obtida pelo sistema convencional (pressão por gravidade). Como exemplos podem ser citados os pontos localizados no último andar de edificações e logo abaixo do reservatório. O mesmo recurso é utilizado quando há necessidade de pressão específica para determinados equipamentos industriais, ou, ainda, quando não convém, do ponto de vista técnico ou econômico, construir um reservatório superior.

Devido ao custo elevado e à exigência de manutenção constante, esse sistema deve ser evitado, pois não funciona em caso de falta de energia elétrica, exigindo um gerador alternativo para evitar falta de água.

Figura 5 – Sistema de distribuição indireto hidropneumático em residência.

Figura 6 – Sistema de distribuição indireto hidropneumático em edifício.

Sistema de distribuição misto

O sistema de distribuição misto é o que utiliza mais de um dos sistemas existentes, geralmente o indireto por gravidade em conjunto com o direto.

Figura 7 – Sistema de distribuição misto em residência.

A NBR 5626 considera

[...] mais conveniente para as condições médias brasileiras o sistema indireto por gravidade, admitindo o sistema misto (indireto por gravidade com direto), desde que apenas alguns pontos de utilização, como torneiras de jardim, torneiras de pia de cozinha e de tanques, situadas no pavimento térreo, sejam abastecidos no sistema direto.

Além desses sistemas, também para o ponto do filtro de água é desejável o abastecimento direto, observando-se que essa sistemática previne uma contaminação eventual proveniente dos reservatórios.

Como a pressão na rede pública é, em geral, superior àquela proporcionada pelo reservatório superior, em residências térreas os pontos de utilização ligados diretamente à rede pública terão pressão maior.

Outra questão a considerar é que o sistema de distribuição misto propicia não somente a redução do volume de água a ser reservada, mas também o consumo proveniente do reservatório superior, o que vem a ser útil em situações de baixa pressão na rede pública ou descontinuidade do abastecimento.

O sistema de distribuição misto é mais utilizado em residências, em função das características de redes públicas brasileiras de água, pela sua conveniência técnica e econômica, além de melhor atender às instalações.

Figura 8 – Sistema de distribuição misto em residência – pontos atendidos.

Barriletes e colunas de distribuição

A partir dos reservatórios, a água é distribuída pelo barrilete e pelas colunas de distribuição. Das colunas saem os ramais e os sub-ramais.

Ramais e sub-ramais

Os ramais são as tubulações derivadas das colunas de distribuição destinadas a alimentar os sub-ramais, os quais, por sua vez, ligam os ramais às peças de utilização e aparelhos sanitários.

O posicionamento do registro de fechamento deve ser a montante do primeiro sub-ramal.

Nos aparelhos passíveis de sofrer retrossifonagem (refluxo ou pressão negativa), a tomada de água do sub-ramal deve ser feita em um ponto da coluna a 0,40 m, no mínimo, acima da borda de transbordamento desses aparelhos.

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