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Controle de medidas

Controle de medidas

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Controle de medidas

Duração:
383 páginas
1 hora
Lançados:
2 de jul. de 2018
ISBN:
9788583934745
Formato:
Livro

Descrição

O controle de medidas, parte integrante do controle de qualidade, é responsável pelos instrumentos e processos de medição. Está presente em todas as etapas industriais, desde a recepção de matéria-prima e as fases de fabricação até os ensaios e a verificação final. Neste livro, o assunto é abordado de maneira prática e objetiva, abrangendo os sistemas de medidas, técnicas de medição e controle, técnicas de medição e verificação e medições diretas e indiretas.
Lançados:
2 de jul. de 2018
ISBN:
9788583934745
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Controle de medidas - SENAI-SP Editora

Parte 1

Sistemas de medidas

1. Metrologia

Metrologia e indústria

Medição

Princípios básicos de controle

Laboratório de metrologia

Metrologia e indústria

Toda organização comercial, industrial ou de prestação de serviços tem sua sobrevivência ligada à qualidade de seus produtos. Esta dependência é cada vez maior devido ao crescente número de concorrentes e nível de exigência dos consumidores (consumidor mal atendido pode se dirigir a outro fornecedor).

Como toda empresa, além de sua sobrevivência, quer garantir uma posição de destaque no mercado, ela terá que investir em tecnologia e no envolvimento dos trabalhadores no aperfeiçoamento do processo produtivo.

Esses dois fatores formam o controle da qualidade, que tem por finalidade aumentar a produção e baixar os custos, sem comprometer a qualidade dos produtos. É que o controle da qualidade, ao contrário da inspeção, age sobre a totalidade do processo produtivo para prevenir a ocorrência de defeitos (e não apenas separar as peças boas das ruins no final da fabricação).

De acordo com a norma Deutsches Institut für Normung (DIN) 55350/11, qualidade é caracterizada pelas condições de uma unidade, com relação à sua aptidão para satisfazer necessidades definidas e pressupostas.

A qualidade manifesta-se em características que podem ser:

•propriedades físicas;

•propriedades químicas;

•dimensões;

•composição ou textura, ou qualquer outro requisito utilizado para definir a natureza do produto ou serviço.

O controle de medidas, parte integrante do controle da qualidade, é responsável pelos instrumentos de medida e pelos processos de medição; está presente desde a recepção da matéria-prima e as etapas de fabricação até os ensaios e a verificação final.

Tanto os equipamentos de fabricação como os instrumentos de medição são imperfeitos. Por esse motivo, é impossível produzir peças com dimensões exatas, pois elas sempre apresentarão um desvio em relação às dimensões preestabelecidas.

O controle de medidas consiste na aplicação de processos que permitam manter os erros de fabricação dentro de limites aceitáveis, previamente estabelecidos e que recebem o nome de tolerância.

No controle de medidas torna-se, portanto, necessário conhecer:

•o que é medir por comparação direta (com instrumentos de medida) ou indireta (com instrumentos de verificação);

•instrumentos de medida e seu uso;

•conceito de tolerância e sua aplicação no projeto e na fabricação;

•instrumentos de verificação.

Medição

Toda medição é feita comparando-se uma grandeza com outra de mesma espécie, considerada como unidade.

Se o comprimento de um corredor é igual a três metros, é porque nele a unidade de comprimento metro cabe três vezes.

Seguindo o mesmo procedimento, para medir uma superfície temos de usar unidades de área (cm², m² etc.); por sua vez, o volume de um corpo é determinado pelas unidades de volume (m³, cm³, litros etc.) e assim por diante. Cada grandeza é medida com unidades apropriadas dessa mesma grandeza. Não é possível medir comprimento em litros.

Unidades

As unidades estabelecidas para medir uma determinada grandeza são fixadas por definição. Não dependem de quaisquer condições físicas, como temperatura, pressão, grau de umidade etc.

Oficialmente, devido a normas brasileiras e internacionais, prevalecem as unidades do Sistema Internacional (SI): metro, quilograma, Newton, segundo etc.

Padrão

As unidades de medida têm uma definição absoluta. Entretanto, na prática, apresentam-se materializadas em objetos que estão sujeitos a variações provocadas pelas mudanças de condições físicas. Por isso, os padrões só expressam com rigor a unidade que representam se estiverem dentro de condições específicas.

Até 1960, o metro padrão era uma barra de platina e irídio, que sofria uma dilatação muito pequena com a variação da temperatura. Nesse protótipo, conservado em Sèvres, na França, o metro é determinado pela distância entre dois traços nessa barra, na temperatura de zero grau Celsius.

No Brasil vigora outro padrão para o metro, estabelecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), órgão brasileiro de normalização. Esse padrão está baseado na velocidade da luz e será explicado no próximo capítulo.

Princípios básicos de controle

O sucessivo aumento de produção e a melhoria da qualidade requerem um desenvolvimento e um aperfeiçoamento contínuo da técnica de medição. Quanto maiores as exigências de qualidade e rendimento, maiores serão as necessidades de aparatos, instrumentos de medição e profissionais habilitados.

Quando efetuamos uma medida qualquer, é preciso considerar três elementos fundamentais: o método, o instrumento de medição e o operador.

Método

A medição pode ser direta ou indireta por comparação.

A medição direta é feita mediante instrumentos, aparelhos e máquinas de medir.

Emprega-se a medição direta na confecção de peças-protótipo, isto é, peças originais que se utilizam como referência ou ainda em produção de pequena quantidade de peças.

A medida indireta, por comparação, consiste em confrontar a peça que se quer medir com aquela de padrão ou de dimensão aproximada. Assim, um eixo pode ser controlado, por medida indireta, utilizando-se um calibrador para eixos.

Um calibrador para eixos, tipo boca fixa, possui duas bocas. O eixo a ser medido deve passar pela boca maior, ou seja, pelo lado passa, mas não pode passar pela boca menor (que é o lado não passa).

Outro calibrador do tipo passa/não passa é o tampão para furos, em que o lado não passa é o mais curto. Seu funcionamento é semelhante ao do calibrador fixo para eixos.

O relógio comparador é um instrumento comum de medição por comparação. As diferenças percebidas nele pelo apalpador são amplificadas mecanicamente e vão movimentar o ponteiro rotativo dianteiro da escala.

Instrumento de medição

Para se ter uma medida precisa é indispensável que o instrumento corresponda ao padrão adotado. É necessário, também, que ele possibilite executar a medida com a tolerância exigida. Em suma, a medição correta depende da qualidade do instrumento empregado.

Operador

É o operador quem deve apreciar as medidas e executá-las com habilidade. Daí a sua importância em relação ao método e ao instrumento.

É mais provável que um operador habilidoso consiga melhores resultados com instrumentos limitados do que um operador inábil com instrumentos excelentes.

É necessário, portanto, que o operador conheça perfeitamente os instrumentos que utiliza. Deve, também, tomar a iniciativa de escolher o método de medição mais adequado e saber interpretar corretamente os resultados obtidos.

Laboratório de metrologia

Tanto as medidas como os padrões de medida estão sujeitos às variações de temperatura, pressão etc. Por isso, para medidas de alta precisão, faz-se necessária uma climatização do local. O laboratório de metrologia deve, portanto, satisfazer às seguintes exigências:

•Temperatura constante de 20 o C.

•Umidade relativa de 55%.

•Ausência de vibrações e oscilações.

•Espaço suficiente.

•Iluminação adequada e limpeza.

A temperatura de calibração dos instrumentos destinados a verificar dimensões ou formas foi fixada em 20oC pela Conferência Internacional do ex-comitê da International Society of Automatation (ISA).

Essa deve ser a temperatura do laboratório, mas tolera-se a variação de mais ou menos 1oC. Daí a necessidade de o laboratório possuir reguladores de temperatura automáticos.

A umidade relativa do ar não deve ultrapassar 55%. A temperatura e a umidade do ar no laboratório deverão ser medidas por um termo-higrômetro e sua regulação é feita por sistemas automáticos.

As vibrações e oscilações são evitadas instalando as máquinas de medir ou aparelhos de alta sensibilidade sobre pisos especiais. Esses pisos compõem-se de camadas alternadas de concreto, cortiça e betume, como mostra a figura a seguir.

No laboratório, o espaço deve ser suficiente para acomodar em armários todos os instrumentos e, ainda, proporcionar bem-estar aos que nele trabalham.

A iluminação deve ser uniforme, constante e disposta de maneira a evitar o ofuscamento.

Nenhum dispositivo de precisão deve ficar exposto ao pó. Isso pode provocar desgastes e prejudicar as partes ópticas pelas constantes limpezas. O local de trabalho deve ser o mais limpo e organizado possível, evitando-se que as peças fiquem umas sobre as outras.

2. Medidas lineares

Padrões

Padrões do metro no Brasil

Sistema inglês

Conversões

Regras de arredondamento (NBR 5891/77)

Padrões

O homem, já nos tempos pré-históricos, deve ter sentido necessidade de avaliar o tamanho de uma árvore, de um animal abatido, de uma distância a ser percorrida etc.

Mais tarde, passou a efetuar medidas utilizando, inicialmente, unidades naturais: pé, braço, passo etc. Essas unidades davam origem a padrões que variavam de um local a outro.

O desenvolvimento comercial aumentou o intercâmbio entre os povos e exigiu padrões mais objetivos e precisos – padrões que reproduzissem unidades de valor fixo, conhecidas e utilizadas por todos.

No século XVII, na França, ocorreu um avanço importante na questão de medidas.

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