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Depois é nunca

Depois é nunca

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Depois é nunca

notas:
3/5 (3 notas)
Duração:
87 páginas
55 minutos
Editora:
Lançados:
Oct 4, 2021
ISBN:
9786558380658
Formato:
Livro

Descrição

Nova obra do premiado autor Fabrício Carpinejar, Depois é nunca retrata a despedida e o luto em forma de crônicas sensíveis e emocionantes.
 
Depois de focar na relação entre amigos, entre pais e filhos, entre marido e mulher, é chegada a hora de falar sobre aquela que é a única certeza que temos nessa vida: a morte. Em seu novo livro, Depois é nunca, Carpinejar tece envolventes e delicadas narrativas sobre o luto. 
Em crônicas que falam sobre o quanto não sabemos reagir ao luto, Carpinejar encontra palavras que possibilitam o fluxo nítido de pensamentos junto dos sentimentos, com a sabedoria de quem sabe mexer com a magia das palavras. Ele escreve como quem te escuta. As dores de amores perdidos, reparados, disfarçados, contidos, escondidos.
Em Depois é nunca sua escrita é norteada pelo luto, pela saudade e pela esperança. Carpinejar trata dos sentimentos e das angústias de uma maneira tão única e leve que até assuntos considerados tabu, como a morte, ganham um significado especial em linguagem simples.
Seus textos ponderam sobre a intuição de que a morte vai chegar, e sobre o esforço feito para evitar as duas: a intuição e a morte. As memórias guardadas do derradeiro momento em que chega a notícia da morte de alguém. A incredulidade daquilo que já aconteceu e se demora a aceitar. A gratidão pela companhia dos momentos em vida, da memória boa que resta em quem fica.
Depois é nunca é uma leitura emocionante e leve que acompanha a saudade de quem perdeu alguém querido. É uma reflexão sobre a importância de não adiar afetos, afinal, depois é nunca.
Editora:
Lançados:
Oct 4, 2021
ISBN:
9786558380658
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Depois é nunca - Fabrício Carpinejar

Índice

Capa

Obras do autor

Rosto

Créditos

Epígrafe

Sumário

Livro

Sobre o autor

Colofon

Depois é nunca

Guide

Sumário

Do Autor:

As Solas do Sol

Um Terno de Pássaros ao Sul

Terceira Sede

Biografia de Uma Árvore

Cinco Marias

Como no Céu & Livro de Visitas

Meu Filho, Minha Filha

O Amor Esquece de Começar

Canalha!

Mulher Perdigueira

www.twitter.com/carpinejar

Borralheiro

Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus

Espero Alguém

Para Onde Vai o Amor?

Me Ajude a Chorar

Felicidade Incurável

Todas as Mulheres

Amizade é Também Amor

Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde

Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular

Família é Tudo

Carpinejar

Copyright © Fabrício Carpi Nejar, 2021

Texto revisado segundo o novo

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

2021

Produzido no Brasil

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

Carpinejar, 1972-

C298d

Depois é nunca [recurso eletrônico] / Carpinejar. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Bertrand Brasil, 2021.

recurso digital

Formato: epub

Requisitos do sistema: adobe digital editions

Modo de acesso: world wide web

ISBN 978-65-5838-065-8 (recurso eletrônico)

1. Crônicas brasileiras. 2. Livros eletrônicos. I. Título.

CDD: 869.8

CDU: 82-94(81)

21-73071

Meri Gleice Rodrigues de Souza - Bibliotecária - CRB-7/6439 02/09/

Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial desta obra, por quaisquer meios, sem a prévia autorização por escrito da Editora.

Direitos exclusivos de publicação adquiridos pela:

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA.

Rua Argentina, 171 – 3º andar – São Cristóvão

20921-380 – Rio de Janeiro – RJ

Tel.: (21) 2585-2000 – Fax: (21) 2585-2084

Atendimento e venda direta ao leitor:

sac@record.com.br

Nunca nos sentimos tão vivos quanto na hora da morte.

Sumário

Livro

Sobre o autor

Você não sente que algo quebrou no interior de si? Um elástico se soltou? Uma inteireza desapareceu? Uma sensação de pertencimento não foi mais recuperada? Como se a sua vida não pudesse ser a mesma em linha reta, porém em zigue-zague, aos trancos, aos empurrões?

Você não tem notado essa ruptura de naturalidade: você ri com culpa, chora do nada sem saber o motivo? Está evitando o contato mais intenso para não se afogar na saudade? Tornou-se alguém com menos palavras do que antes? Parece que alguns sinônimos foram cancelados, que não tem mais o dicionário emocional de sempre, que ele encolheu pela falta de uso? Até tem vontade de telefonar para os amigos, mas para ficar em silêncio? E não o faz pelo medo de suspirar em excesso?

Por mais que alguém negue a realidade, não assuma a grandeza da tragédia, não compreenda o que significa milhões de vítimas de uma pandemia, acabará atingido pelo mal-estar em sua rotina.

Se não for pelo luto por tantas mortes, acontecerá pela inflação, pela recessão, pela falta de gasolina nos postos, pela ausência de trabalho.

Ainda que seja por uma hora, por um minuto, por um flash. Não existem paredes que nos isolem definitivamente dos outros.

Mesmo que não tenha nenhum parente falecido, nenhum amigo, nenhum conhecido mais direto, ainda que não se assuste com os gemidos e tosses ao redor, faça pouco caso e se veja dotado da onipotência da saúde, ficará, pelo menos, incomodado que não se fala de outro assunto.

Quem não enxerga os urubus e corvos sobrevoando o céu ainda verá as suas sombras pelo solo.

A verdade é que, por dentro, ninguém mais será igual. Não haverá a normalidade costumeira. Amores e amizades não serão mais iguais. Nossa família não será mais igual. Nosso emprego não será mais igual.

Não tem como fingir que nada aconteceu. Todos cairão em si, inevitavelmente. Todos perceberão, em algum momento, que o modo de enfrentar a morte é somando as partes quebradas dentro de nós.

O pior não é perder o olfato, e sim o tato.

A morte não leva tudo.

Há algo que não daremos. Uma manta com o cheiro da pessoa, uma carta com a caligrafia, uma fotografia com a data rascunhada atrás. Pode ser um pijama ou um casaco. Um travesseiro ou um relógio. Pode ser uma xícara lascada ou

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