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Contabilidade de Custos: Teoria e questões comentadas

Contabilidade de Custos: Teoria e questões comentadas

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Contabilidade de Custos: Teoria e questões comentadas

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
748 páginas
6 horas
Lançados:
4 de fev. de 2022
ISBN:
9786558350071
Formato:
Livro

Descrição

Neste livro, o autor trata da Contabilidade de Custos aplicada às empresas industriais e às prestadoras de serviços, com ênfase aos seus aspectos legais e ao seu uso para fins gerenciais.

A obra expõe a Contabilidade de Custos em linguagem clara e objetiva, mediante exercícios, exemplos e questões comentadas, apresentadas de forma intercalada com o conteúdo teórico e ao fim dos capítulos. Com as questões comentadas de provas, elaboradas por algumas das principais instituições organizadoras de concursos do país, você pode comparar sua solução com os comentários do autor.

Presente na bibliografia recomendada de diversos concursos e cursos universitários, este livro é indicado a candidatos de concursos públicos, profissionais da área contábil e estudantes de contabilidade, administração e economia.

Nesta edição, o autor volta a abordar o conteúdo de Análise das Demonstrações Contábeis.
Lançados:
4 de fev. de 2022
ISBN:
9786558350071
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Contabilidade de Custos - Ricardo J. Ferreira

Capítulo 1

Aspectos gerais

1 Áreas da Contabilidade

Para efeitos didáticos, a Contabilidade é dividida em áreas, o que tem como objetivo o estudo mais aprofundado de determinados aspectos dessa disciplina, vale dizer, sua especialização. Tais áreas, porém, não se tornam matérias independentes, pois têm o mesmo objeto que a Contabilidade, ou seja, tratam do mesmo assunto: o patrimônio. Assim, ela pode ser dividida em Contabilidade de Custos, Comercial, Bancária, Pública etc.

2 Contabilidade de Custos

Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. Tem aplicação em qualquer empresa na qual se deseje controlar os gastos necessários à produção de bens ou serviços.

A Contabilidade de Custos pode ser dividida em Contabilidade de Serviços e Contabilidade Industrial. É comum, todavia, a adoção do gênero no lugar da espécie. Como a Contabilidade de Serviços é pouco estudada e aplicada em nosso país, predomina o uso da expressão Contabilidade de Custos no sentido de gastos relativos à atividade industrial somente. Muitos autores adotam a denominação Contabilidade de Custos mesmo quando abordam exclusivamente a Contabilidade Industrial.

Parte significativa das informações produzidas pela Contabilidade de Custos não se destina ao público externo, vale dizer, são informações gerenciais, elaboradas para a administração. Neste sentido, uma das finalidades da Contabilidade de Custos é auxiliar os gestores da empresa no desempenho das funções administrativas. Assim, a Contabilidade de Custos fornece informações necessárias aos administradores nas atividades relacionadas ao planejamento, ao controle e à tomada de decisões.

3 Contabilidade de Serviços

Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. É o caso da prestação de serviços hospitalares, escolares, bancários, de comunicação, de transporte.

Uma escola pode controlar, por exemplo, os custos incorridos na manutenção de cada uma de suas turmas: salários dos professores, materiais consumidos, energia elétrica, aluguel, salários do pessoal de apoio.

4 Contabilidade Industrial

Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na produção de bens industriais. É o caso da fabricação de veículos, roupas, calçados, cigarros.

5 Campo de aplicação da Contabilidade de Custos

A Contabilidade de Custos (no sentido de Contabilidade Industrial) controla os estoques de matérias-primas, as embalagens e demais materiais utilizados na produção, os custos indiretos de fabricação, os estoques de produtos em elaboração e de produtos acabados e os custos dos produtos vendidos.

Uma companhia industrial pode ter diversos departamentos: administrativo, de vendas, financeiro, de produção. Todavia, nessa indústria, a Contabilidade de Custos é destinada exclusivamente ao departamento de produção. Em sentido estrito, são custos apenas os gastos incorridos na fabricação dos produtos. Assim, os salários do departamento de produção representam custos. Já os salários do departamento de vendas são despesas operacionais. A depreciação das máquinas utilizadas na fabricação dos produtos é custo, mas a depreciação dos veículos do departamento administrativo é despesa.

Para a fabricação de um produto, o departamento de produção precisa efetuar diversos gastos: matérias-primas, embalagens, mão de obra direta e indireta, energia elétrica, depreciação, manutenção, aluguel, seguro. Cabe à Contabilidade de Custos controlar os gastos envolvidos na produção.

Exemplo

Consideremos que os valores abaixo sejam relativos aos custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial.

Entre esses itens, são custos os valores que representam gastos incorridos no departamento de produção:

Os demais gastos representam despesas, que são controladas pela Contabilidade Comercial. A Contabilidade de Custos é responsável pelo controle dos gastos relacionados à produção, enquanto a Contabilidade Comercial, também chamada de Contabilidade Geral, responde pelo controle dos gastos dos demais setores. É necessário, porém, que a Contabilidade de Custos seja coordenada e integrada com a Contabilidade Comercial.

Dos gastos a seguir, representativos das despesas e dos custos de uma companhia industrial em determinado mês, quais são custos?

Da relação anterior, são custos os seguintes itens:

6 Estoques na atividade comercial

O comerciante se limita a revender as mercadorias que adquire com essa finalidade. Assim, na empresa comercial, o controle dos estoques é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, pode-se também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado.

Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o custo das mercadorias vendidas (CMV) só é apurado ao fim de um período, normalmente ao fim de cada exercício social:

No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda.

De forma simplificada, na empresa comercial, a apuração do resultado é feita do seguinte modo:

As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas.

Na atividade comercial, permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas. Os valores correspondentes a aluguéis, depreciação, juros, comissões de vendas, honorários, salários etc. são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. Em regra, são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias, tais como o preço pago pela mercadoria, o frete, o seguro do frete, os impostos não recuperáveis. Os gastos sem relação com as mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição. A despesa de salários de uma empresa comercial, por exemplo, não é incorporada ao estoque, sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa, mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias.

7 Estoques na atividade industrial

O industrial fabrica os produtos que destina à venda, agregando à matéria-prima uma série de insumos.

Na empresa industrial, é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto, mão de obra direta e gastos gerais de fabricação) para determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração, dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos.

De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo:

O custo dos produtos vendidos (CPV) corresponde às matérias-primas utilizadas, embalagens e outros materiais diretos, mão de obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação), necessários à fabricação dos produtos vendidos. Representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes, em virtude das vendas.

É a Contabilidade de Custos que apura o CPV, por meio do controle dos custos de produção. As receitas e as despesas de vendas, administrativas, financeiras etc. são controladas pela Contabilidade Geral (Comercial) da empresa.

Na atividade industrial, permanecem em estoque os valores de aquisição das matérias-primas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos não vendidos (mantidos em estoque). São apropriados ao resultado, como custo dos produtos vendidos, apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. Assim, integram os estoques de produtos os salários, a depreciação, o aluguel, o seguro e demais gastos aplicados à produção, enquanto os produtos não forem comercializados, vale dizer, durante o período em que forem mantidos em estoque. Durante o período em que um produto fabricado permanecer em estoque, seu valor corresponderá aos seguintes custos, necessários à sua produção:

Matéria-prima consumida

+ Embalagem e outros materiais diretos utilizados

+ Mão de obra direta aplicada

+ Gastos gerais de fabricação

Gastos gerais de fabricação são os custos indiretos de fabricação. É o caso da energia elétrica consumida na produção, da depreciação das máquinas industriais, do aluguel da fábrica.

8 Patrimônio da empresa industrial¹

Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade que possam ser avaliados em moeda. No sentido jurídico, patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa que possam ser avaliadas economicamente.

A identificação dos elementos que compõem o patrimônio diz respeito ao seu aspecto qualitativo, enquanto a mensuração desses elementos, a sua identificação em valores monetários, diz respeito ao aspecto quantitativo. A Contabilidade se ocupa dos dois aspectos: da identificação dos elementos patrimoniais (aspecto qualitativo) e da mensuração, da indicação do valor em moeda desses elementos (aspecto quantitativo).

9 Origens ou fontes de recursos

Quanto às origens ou fontes, os recursos podem ser próprios ou de terceiros.

Os recursos próprios ou capitais próprios são representados pelo patrimônio líquido e traduzem, basicamente, o excesso do ativo sobre as obrigações. Indicam o potencial acervo líquido patrimonial na hipótese de liquidação da sociedade. Os recursos próprios são originários, principalmente, dos investimentos feitos pelos sócios (capital social) e dos resultados gerados pela atividade empresarial.

Os recursos de terceiros ou capitais de terceiros indicam as dívidas ou obrigações.

As dívidas decorrentes das atividades normais da indústria são denominadas débitos de funcionamento. É o caso, por exemplo, das obrigações com fornecedores de matérias-primas, das contribuições previdenciárias e impostos a pagar. Já as obrigações contraídas para a obtenção de recursos a serem utilizados nas atividades da entidade são denominadas débitos de financiamento, representados por empréstimos e financiamentos bancários, emissão de debêntures.

10 Investimentos da indústria²

O ativo, ou patrimônio bruto, é igual à soma dos recursos próprios com os recursos de terceiros, representando as aplicações de recursos (Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido).

As aplicações, ou ativo, podem ser divididas em: bens numerários, de venda, de renda, fixos; créditos de funcionamento e créditos de financiamento.

Capital aplicado – é o ativo total.

Capital imobilizado – é a soma do ativo imobilizado com o ativo intangível, quer dizer, são os bens de uso com valor relevante e vida útil superior a um ano. Por exemplo, veículos, móveis e utensílios, imóveis, máquinas, marcas e patentes, programas de computador.

Capital fixo – é o ativo não circulante (excluído o realizável a longo prazo). Para alguns autores, o capital fixo é formado apenas pela soma do ativo imobilizado com o intangível.

Ativo oculto – a expressão pode ser utilizada para indicar um elemento do ativo que não foi reconhecido contabilmente ou a subavaliação de ativo. O ativo oculto representa os bens de titularidade da empresa que não estão lançados em seus registros contábeis.

Ativo líquido ou capital líquido – é o ativo total menos o passivo exigível. É equivalente ao patrimônio líquido.

Ativo real – são os elementos do ativo que efetivamente representam moeda ou que nela podem ser convertidos. Normalmente, é o ativo total menos as despesas antecipadas e diferidas, porque não são conversíveis em dinheiro.

Ativo operacional – corresponde aos elementos do ativo aplicados nas atividades usuais da empresa. É o ativo total menos os investimentos temporários e permanentes, adiantamentos, empréstimos e demais ativos não usuais na exploração das operações da sociedade.

Ativo fixo ou bens fixos – é a soma do ativo imobilizado com o intangível. Todavia, há autores que entendem ser o ativo não circulante (excluído o realizável a longo prazo).

Ativo médio ou ativo total médio – é a média aritmética do ativo num determinado período. Pode ser anual, semestral, mensal etc. Por exemplo, Ativo Médio de x1 = (Ativo Inicial de x1 + Ativo Final de x1)/2.

Bens de venda – são os bens que a empresa mantém em constante rotatividade no desempenho de suas atividades, destinados à comercialização. É o caso das matérias-primas, produtos em elaboração, produtos acabados e mercadorias.

Bens numerários – são as disponibilidades financeiras, como por exemplo dinheiro em tesouraria, depósitos bancários de livre movimentação, aplicações de liquidez imediata.

Bens de renda – são os ativos que podem gerar renda, se forem aplicados em atividades não usuais da empresa. É o caso dos imóveis destinados à locação e das participações no capital de outras sociedades.

Patrimônio bruto – é o ativo total.

Créditos de funcionamento – são contas a receber, adiantamentos concedidos e direitos a compensar decorrentes das atividades normais da empresa. É o caso de duplicatas a receber por vendas a prazo de mercadorias, adiantamentos a fornecedores de mercadorias, ICMS e IPI a recuperar.

Créditos de financiamento – são contas a receber, adiantamentos concedidos e direitos a compensar decorrentes de operações estranhas às atividades da empresa. É o caso de empréstimos a diretores e adiantamentos a acionistas.

Capital circulante ou capital de giro – é o ativo circulante, vale dizer, os bens e direitos realizáveis a curto prazo.

Capital circulante líquido ou capital de giro líquido – é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante (CCL = AC – PC).

Capital circulante próprio ou capital de giro próprio – é a diferença positiva entre o ativo circulante e o passivo circulante.

11 Classificação da atividade industrial³

Quanto ao ritmo ou fluxo da produção, as indústrias podem ser perenes (ou contínuas) ou intermitentes (ou sazonais, estacionais ou cíclicas). São perenes as que podem operar durante todo o ano, sem que precisem suspender suas atividades em determinados períodos. As indústrias intermitentes têm sua produção associada a determinadas estações do ano ou a eventos que se repetem em intervalos mais ou menos regulares. Normalmente dependem de matéria-prima só existente em determinada época; ou então o consumo de seus produtos se restringe a uma estação do ano, a festividades religiosas ou populares (carnaval, Páscoa, Natal).

Quanto às fases de elaboração pelas quais passam os produtos, as indústrias podem ser classificadas como de produção simples ou de produção complexa. São indústrias de produção simples as em que a matéria-prima, no processo de elaboração, passa por uma única fase, ou seja, aquelas em que não se observa a fabricação de qualquer produto intermediário entre os insumos aplicados à produção e o produto definitivo. Um exemplo é a fabricação de bolsas, tendo a indústria adquirido o couro que foi utilizado como matéria-prima. São indústrias de produção complexa aquelas em que o produto final é obtido mediante a utilização de produtos intermediários, também por elas fabricados, como por exemplo a fabricação de roupas em que a própria indústria fabrica o tecido a partir do algodão. Nesse caso, a matéria-prima adquirida é o algodão, que é usado para a fabricação de tecidos a serem aplicados na produção de roupas.

Há indústrias que produzem artigos de acordo com os tipos por elas mesmas escolhidos, sendo chamadas de indústrias de produção uniforme. E existem também aquelas cujos produtos obedecem a tipos especiais exigidos pelos clientes. São as indústrias de produção multiforme, que não possuem tipo próprio de produto e, por isso, são também denominadas atípicas. É o caso da indústria gráfica que fabrica seus produtos a partir de especificações determinadas pelos clientes.

As indústrias de produção uniforme são geralmente politípicas, isto é, produzem artigos de vários tipos, conservando para cada tipo uma forma e modelo constantes. Aquelas, porém, que só produzem artigos de um único tipo denominam-se monotípicas.

Quanto ao modo como os produtos são obtidos, verifica-se que algumas indústrias fabricam-nos sem que, entre eles, haja necessária dependência. Exemplo: uma indústria de calçados em que o esforço aplicado tem como consequência apenas a produção de sapatos. Nesse caso, a produção é desconjunta. Há, entretanto, indústrias em que o esforço empregado gera produtos diversificados: são as de produção conjunta. Se os produtos são obtidos simultaneamente, podemos dizer que se trata de produção conjunta concomitante. É o caso da indústria de plásticos que fabrica diversos utensílios, simultaneamente, a partir de uma mesma matéria-prima. Se produtos diferenciados vão surgindo em determinada ordem, enquanto o processo produtivo avança, temos a produção conjunta sucessiva. É o caso da indústria petrolífera, que obtém produtos diferentes à medida que o refino se desenvolve.

Nas questões 01 a 10, indique se os itens estão certos ou errados.

Questão 01

1) Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços.

2) Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda.

3) Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços.

4) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção.

5) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial.

Questão 02

1) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo.

2) O seguro dos equipamentos de produção é custo.

3) Os salários dos vendedores são custos.

4) O frete sobre vendas é custo.

5) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos.

Questão 03

1) Na empresa comercial, os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico.

2) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente.

3) Na atividade comercial, os valores dos aluguéis, depreciação, juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos.

4) Na atividade comercial, são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra, inclusive frete, seguro do frete e impostos recuperáveis.

5) Na atividade comercial, a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias.

Questão 04

1) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção.

2) Por meio da Contabilidade de Custos, podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração, dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos.

3) Os estoques de produtos em elaboração e produtos acabados correspondem às matérias-primas utilizadas, embalagens e outros materiais diretos, mão de obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos.

4) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de determinado período.

5) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial.

Questão 05

1) Na atividade industrial, são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção, enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes.

2) Na atividade industrial, são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes.

3) Integram os estoques da indústria os salários, depreciação, aluguel e demais gastos de produção.

4) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo.

5) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações.

Questão 06

1) As indústrias aplicam apenas capitais próprios.

2) O prazo de duração do ciclo operacional das indústrias tende a ser superior ao prazo de duração do ciclo operacional das empresas comerciais.

3) A indicação do valor em moeda dos elementos do patrimônio corresponde ao aspecto qualitativo patrimonial.

4) As dívidas decorrentes das atividades normais da indústria são denominadas débitos de funcionamento.

5) As obrigações contraídas para a obtenção de recursos a serem utilizados nas atividades da indústria são denominadas débitos de financiamento.

Questão 07

1) Disponibilidades financeiras da indústria representam bens numerários.

2) Imóveis que a indústria destina à locação são bens renda.

3) Edificação de uso representa bem fixo.

4) Máquinas de uso representam bens fixos.

5) Duplicata a receber representa débito de funcionamento.

Questão 08

1) Produtos acabados representam bens de venda.

2) Saldo em conta-corrente de livre movimentação representa bem de renda.

3) Participações no capital de outras sociedades representam bens fixos.

4) Marcas e patentes representam bens fixos.

5) Adiantamentos a fornecedores representam débitos de funcionamento.

Questão 09

1) São indústrias perenes as que podem operar durante todo o ano, sem que haja necessidade de suspender as operações em determinados períodos.

2) Indústrias intermitentes são aquelas que têm sua produção associada a determinadas estações do ano ou a determinados fenômenos que se repetem em intervalos mais ou menos regulares.

3) São indústrias de produção simples aquelas nas quais não se observa a fabricação de qualquer produto intermediário entre os insumos aplicados à produção e o produto final.

4) São indústrias de produção complexa aquelas em que o produto final é obtido por meio da utilização de produtos intermediários também por elas fabricados.

5) Uma indústria que fabrique compensados a partir da madeira bruta e os utilize na fabricação de móveis é indústria de produção complexa.

Questão 10

1) As indústrias cujos produtos obedecem a certas características estabelecidas pelos clientes são de produção multiforme.

2) As indústrias que fabricam apenas produtos padronizados são de produção uniforme.

3) As indústrias que produzem um único produto são monotípicas.

4) Quando a indústria fabrica diversos produtos, simultaneamente, a partir de uma mesma matéria-prima, temos a produção conjunta concomitante.

5) Quando uma indústria fabrica diversos produtos, a partir de uma mesma matéria-prima, obtidos numa certa ordem, à medida que o processo de produção avança, temos a produção conjunta sucessiva.

Gabarito

01. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos:

a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas.

b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo.

c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques.

d) a colocação do contador em papel de destaque e o aumento do lucro.

e) a apuração dos custos e despesas de produção e comercialização.

02. A Contabilidade de Custos pode ser dividida em

a) Contabilidade Comercial e Industrial.

b) Contabilidade Industrial e de Serviços.

c) Contabilidade Gerencial e Financeira.

d) Contabilidade de Produção e Comercialização.

e) Contabilidade Comercial e de Serviços.

03. A área da Contabilidade que trata dos custos incorridos na produção de bens é denominada

a) Contabilidade Comercial.

b) Contabilidade Gerencial.

c) Contabilidade de Serviços.

d) Contabilidade Industrial.

e) Contabilidade Financeira.

04. Indique a alternativa que não

representa custo.

a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação.

b) Depreciação das máquinas de fabricação.

c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais.

d) Salários dos funcionários do departamento de vendas.

e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação.

05. Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a

a) matérias-primas utilizadas na produção.

b) materiais indiretos utilizados na produção.

c) despesas de vendas dos produtos.

d) mão de obra aplicada à produção.

e) gastos gerais de fabricação dos produtos.

06. Indique a alternativa correta.

a) Normalmente, a atividade comercial tem um ciclo operacional de prazo superior ao da atividade industrial.

b) A atividade industrial exige um nível mais elevado de imobilizações do que a atividade comercial.

c) A atividade industrial se caracteriza por só aplicar recursos próprios.

d) As dívidas decorrentes das atividades normais da indústria são denominadas créditos de funcionamento.

e) As obrigações contraídas pelas indústrias como forma de obterem recursos destinados às suas atividades normais são denominadas créditos de financiamento.

07. (Auditor/Receita/Esaf) Um apartamento, adquirido e alugado por empresa industrial, é bem

a) do ativo intangível.

b) fixo.

c) numerário.

d) de renda.

e) de venda.

08. (Auditor/Receita/Esaf) Máquina destinada à produção de calçados é, para a indústria calçadista, um bem

a) de renda, produzindo bens de venda.

b) fixo, produzindo bens de renda.

c) fixo, porque é utilizado mais tempo que o bem de renda.

d) fixo de renda.

e) fixo, produzindo bens de venda.

09. (Auditor/Receita/Esaf) O estoque de produtos em elaboração é composto de bens

a) de venda, porque, após acabados, serão vendidos.

b) de renda, porque, após acabados, sua venda resultará em renda.

c) semifixos, porque, enquanto sua estocagem é de menor giro, a de produtos acabados gira menos lentamente.

d) de renda.

e) de reposição automática, porque não podem ser vendidos, mas devem ser renovados para se incorporarem aos custos diretos.

10. As indústrias que podem operar durante todo o ano, sem que precisem suspender suas atividades em determinados períodos, são denominadas

a) intermitentes.

b) simples.

c) complexas.

d) perenes.

e) uniformes.

11. A indústria em que o esforço de produção gera produtos diversificados e obtidos simultaneamente é denominada indústria de produção

a) complexa.

b) simples.

c) conjunta concomitante.

d) conjunta sucessiva.

e) conjunta uniforme.

12. (AFC/Esaf) Entre as afirmativas seguintes, apenas uma está incorreta, assinale-a.

a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais.

b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial, fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões.

c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto, o custo da mão de obra e os demais custos indiretos de fabricação.

d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais.

e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.

Gabarito


¹ Ver a respeito Contabilidade Industrial, Salvador Chevitarese, FGV.

² Ver a respeito Contabilidade Industrial, Salvador Chevitarese, FGV.

³ Ver a respeito Contabilidade Industrial, Salvador Chevitarese, FGV.

Capítulo 2

Terminologia da

Contabilidade de Custos

1 Linguagem-padrão

Grande parte da dificuldade que envolve o estudo da Contabilidade, inclusive da Contabilidade de Custos, decorre da falta de uma linguagem-padrão. Dependendo dos autores consultados, há diversas expressões desconhecidas ou mesmo com significados diferentes. Como forma de amenizar esse problema, alguns autores propõem uma terminologia-padrão. A seguir apresentamos, de acordo com a doutrina predominante, alguns conceitos empregados na Contabilidade de Custos.

2 Gasto

Gasto é a contrapartida necessária à obtenção de um bem ou serviço. Na compra à vista de bens, o gasto corresponde à redução do ativo, em virtude do pagamento. Na compra a prazo de bens, o gasto representa o aumento do passivo, em razão da obrigação assumida. Os salários de um período representam um gasto (pago ou a pagar).

Um gasto pode ter como contrapartida um investimento, um custo ou uma despesa.

3 Investimento

Investimento é o gasto que tem como contrapartida um ativo. Corresponde à aquisição de bens ou serviços que se incorporam ao patrimônio como um ativo. Na compra de matéria-prima, temos, em virtude do aumento do ativo, um investimento circulante. Na compra de equipamentos para uso, temos um investimento permanente.

4 Custo

Custo é o gasto necessário à produção de bens ou serviços. Corresponde a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. A matéria-prima, a depreciação, os salários, o aluguel etc., necessários à produção de um bem, representam custos.

Em sentido estrito, o custo só existe durante o processo de produção do bem ou serviço. Assim, enquanto o produto está em fase de fabricação, os valores agregados na sua produção são tratados como custos. Os gastos posteriores à produção,

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