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Dislexia, avaliação e diferenças de aprendizagem
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E-book196 páginas2 horas

Dislexia, avaliação e diferenças de aprendizagem

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Sobre este e-book

Este livro tem o objetivo de orientar Profissionais, Professores e Pais sobre a necessidade de se fazer uma avalição da dislexia para determinar o perfil, obter o diagnóstico e proceder ao processo de aprendizagem. Dislexia não é uma deficiência, em alguns casos pode mesmo facilitar o desenvolvimento de capacidades e habilidades especiais.
O termo "diferenças de aprendizagem" é mesmo muito preciso porque a dislexia é exatamente isso: uma diferença no modo como as crianças aprendem, como processam as informações e elaboram os problemas, além de sua grande diversidade de habilidades.
O livro fornece informações sobre a importância das avaliações, explica por que o processo avaliativo é necessário e o tipo de acompanhamento que pode resultar da avaliação.
IdiomaPortuguês
EditoraM.Books
Data de lançamento12 de abr. de 2022
ISBN9786558001003
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    Dislexia, avaliação e diferenças de aprendizagem - Gavin Reid

    Capítulo 1

    O Que É Dislexia?

    A dislexia pode afetar a leitura, escrita, soletração, as habilidades aritméticas/matemáticas, a memória, o processamento de informações, a velocidade de processamento e a organização. Há evidências de expressão escrita ruim, que muitas vezes contrasta com a competência da criança na expressão oral, embora nem sempre seja o caso. A dislexia pode ser chamada de diferença de aprendizagem e não necessariamente de dificuldade de aprendizagem. Ao mesmo tempo, não é possível, nem desejável, subestimar os desafios enfrentados pela criança com dislexia, os desafios e preocupações compartilhados pelos pais e, é claro, pelos professores, que têm de entender e apoiar as crianças com dislexia na sala de aula.

    Definição de Dislexia

    Muitas são as definições para o termo dislexia e ela ocorre com diversas características. A dislexia não é única (nem vem de um único gene), ela é multifacetada e isso explica por que ainda não foi encontrada uma definição aceita universalmente. Veja a seguir os fatores associados com dislexia.

    • Fatores genéticos/hereditários (GILGER, 2008; STEIN, 2017): estima-se que se um dos pais tiver dislexia, existe probabilidade de aproximadamente quatro para um de a criança também ter alguma forma de dislexia.

    • Dificuldades de sequenciamento ao realizar tarefas e automatizar essas tarefas (FAWCETT e NICOLSON, 2008), automatização significa ser capaz de realizar uma tarefa automaticamente, sem muita previsão nem muito pensamento. Por exemplo, quando nós, adultos, lemos um jornal, dirigimos um carro ou fazemos as tarefas diárias, tendemos a fazer essas tarefas automaticamente. Isso acontece porque já passamos pelo processo de aprendizagem e agora as tarefas estão automatizadas. As evidências indicam que crianças com dislexia podem demorar mais para alcançar a automatização em várias tarefas, inclusive leitura, escrita e soletração.

    • Dificuldades de velocidade de processamento (NORTON e WOLF, 2021): isso significa que a pessoa demora mais para realizar uma tarefa e, assim, precisa de mais tempo. Mais adiante, na escola, isso tem implicações nos exames.

    • Dificuldades de memória de trabalho (GATHERCOLE, 2018; JEFFRIES e EVERATT, 2004): é um fator importante, pois significa que as instruções provavelmente precisarão ser repetidas. Os pais costumam notar isso logo e normalmente é uma das razões para solicitarem uma avaliação.

    • Dificuldades no desenvolvimento da linguagem e no desenvolvimento fonológico (SNOWLING, 2017): comentamos bastante esse assunto nos capítulos posteriores, porque é um importante pré-requisito de leitura, especialmente para leitores iniciantes.

    • Superposição com outras dificuldades de aprendizagem específicas (SpLDs, na sigla em inglês) (BISHOP e SNOWLING, 2004; FAWCETT, 2017; WOLF e BERNINGER, 2015): esse assunto é trabalhado nos últimos capítulos. Está relacionado com a superposição entre dificuldades diferentes, por exemplo: além de dislexia pode haver dificuldades relativas a dispraxia (dificuldades de coordenação), disgrafia (dificuldades motoras finas e de escrita à mão) e discalculia (dificuldades significativas com números). Acredita-se que alguma superposição é a norma e não exceção.

    • Alfabetização (literacia) rebaixada (JOSHI e AARON, 2008; ROSE, 2009): esse é também um dos principais «sinais de alerta» e uma razão constante para os pais buscarem avaliação. É comum os pais e professores perceberem esse fator bem no princípio. Pode ser mais difícil visualizar essa dificuldade no primeiro filho. Embora os pais geralmente saibam que as crianças se desenvolvem em ritmos diferentes e sejam cuidadosos ao fazer comparações, eles percebem se a criança tem mais dificuldade na leitura ou se parece ter uma metodologia diferente para aprender. Eles também notam se o filho tem dificuldades para memorizar letras e sons e precisa de muita

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