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Investimentos Sustentáveis: Um Breve Panorama Dos Fundos Esg No Brasil
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E-book75 páginas44 minutos

Investimentos Sustentáveis: Um Breve Panorama Dos Fundos Esg No Brasil

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Sobre este e-book

Os investimentos sustentáveis em inglês são caracterizados pela da sigla – ESG (Environmental, Social & Governance). Apesar da sua recente ascensão, o crescimento e popularidade desse tipo de investimento tende a ganhar mais espaço na agenda de grandes players internacionais e nacionais que atuam no mercado de capitais no Brasil. Ainda nessa década é provável que muitas empresas adotem os conceitos das políticas ambientais, sociais, trabalhistas e financeiras que balizam a metodologia do ESG. A maioria das grandes empresas de todo planeta já têm ações nesse sentido, ou estão em fase de discussão, modelagem e/ou implantação. As empresas dos países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos e da União Europeia estão mais adiantadas na adoção e adequação de suas estruturas. O Brasil já possui legislações que orientam sobre as questões ESG no âmbito das empresas e mercado de capitais. Porém, vale lembrar que, ainda há um longo caminho para tornar os investimentos ESG habituais no país. Mas, o lançamento recente de dois grandes fundos pode estimular o mercado nacional. Esse livro foi desenvolvido no intuito de verificar, apresentar e discutir o panorama dos investimentos sustentáveis no Brasil baseados em fundos que adotam os padrões ESG. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de cunho bibliográfico e documental na literatura disponível, para esclarecer conceitos correlatos desse tema e chegar-se aos resultados esperados. Conforme é mostrado e discutido nos resultados alcançados, os fundos de investimento sustentável ainda estão em fase de desenvolvimento no Brasil, principalmente os que têm os padrões ESG. Não obstante, as perspectivas são muito boas para esse setor, uma vez que cresce a cada dia a preocupação, não só com as questões ambientais, mas com todo os aspectos da sociedade que as empresas impactam.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento21 de jun. de 2022
Investimentos Sustentáveis: Um Breve Panorama Dos Fundos Esg No Brasil
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    Investimentos Sustentáveis - Joaquim Carlos Lourenço

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    Contextualização

    A sustentabilidade ambiental é baseada na aplicação de ferramentas e conceitos ambientais, institucionais, financeiras/econômicas e sociais adequadas é necessária para garantir um certo equilíbrio na exploração de uma atividade produtiva ou econômica financeira.

    Segundo Cunha e Samanez (2013) a sustentabilidade está cada vez mais evidente nos mercados de capitais e tem implicado uma série de impactos, principalmente nas atividades de investimentos financeiros das bolsas de valores mundiais, bancos e demais instituições que atuam no mercado de capitais.

    A sustentabilidade pode ser definida, conforme Morelli (2011), como uma condição de equilíbrio, resistência e interconexão que permite que a sociedade humana satisfaça as suas necessidades enquanto não exceder a capacidade dos ecossistemas de apoio para continuar a regenerar os serviços necessários para atender a essas necessidades, nem pelas nossas ações decrescentes de diversidade biológica.

    Desde os anos 70 o termo vem ganho relevância no contexto institucional público e das empresas privadas, e a tendência é que ganhe cada vez mais destaque, já que muitos dos recursos naturais são finitos e não renováveis, ou seja, não podem ser reproduzidos e vão acabar. Logo, é importante usar os recursos naturais de forma responsável.

    O conceito de sustentabilidade surgiu no início da década de 70, especificamente numa citação em 1972, na primeira Conferência das Nações Unidas realizada para o Ambiente Humano, que aconteceu em Estocolmo – Suécia, tão como no Relatório Brundtland de 1987, da Conferência realizada na mesma cidade.

    Nos anos 90, na Rio-92 ou Cúpula da Terra, os países participantes reconheceram o conceito de sustentabilidade, além de sua importância para o desenvolvimento sustentável, e começaram a moldar ações com o objetivo de proteger o meio ambiente. Corroborando, Vasconcelos et al. (2019, p. 90) concordam que o tema sustentabilidade vem sendo cada vez mais discutido pelos diversos setores da sociedade.

    Para Xavier (2014, p. 35) com a consolidação do conceito da sustentabilidade, os critérios ambientais passaram a ser considerados no projeto do produto e nos processos produtivos. É cada vez mais evidente, de acordo com Jacobi e Besen (2011, p. 136), que a adoção de padrões de produção e consumo sustentáveis podem reduzir significativamente os impactos negativos ao ambiente e à saúde.

    A busca da sustentabilidade, lembram Corrêa e Xavier (2013), pode ocorrer através da prevenção, mitigação de impactos (econômicos, sociais e ambientais) ou da prática de medidas de compensação. Os autores sugerem que a mitigação dos impactos ambientais é um dos aspectos principais a serem gerenciados na busca de uma melhor prática de sustentabilidade.

    Tal como foi disseminada nos setores produtivos e de consumo, a sustentabilidade também ganhou notoriedade no setor financeiro, como pontua Ulrich (2016, p. 3) o movimento pelo investimento sustentável começou a ganhar terreno no final dos anos 90 com o surgimento do índice financeiro denominado: Investimento Socialmente Responsável [ISR], que definiu uma série de critérios (negativos ou positivos) para serem aplicados aos títulos negociados em bolsa.

    Corroborando, Cunha e Samanez (2013) e Ulrich (2016), lembram que a consequência mais importante da inclusão da sustentabilidade nos mercados de capitais foi o surgimento de uma nova modalidade de investimento – o Investimento Sustentável (IS): que visa, fundamentalmente, considerar fatores ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) nas atividades tradicionais de investimento.

    O que na prática significa que para ser considerado Investimento Sustentável, os receptores ou tomadores dos recursos financeiros devem atender os padrões definidos nas normas ESG.

    O investimento sustentável é um dos segmentos que mais tem ganhado força no mercado de capitais, por apresentar um rápido e maior crescimento no portfólio das empresas de gestão de ativos, por outro lado, é um dos mais complexos, já que para receber esse tipo de investimento, as empresas selecionadas precisam atender uma série de

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