A Novidade
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Sobre este e-book
“A Novidade” é um livro de filopoesia. Está escrito com as duas linguagens que demonstram os grandes pressupostos da nossa existência.
É uma viagem do pensamento e do sentimento, do poeta que estudou filosofia e que quis participar do compêndio universal que é dito pelo logos.
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A Novidade - Clayton Silva
Agradecimentos
Agradeço a Deus, à família e aos amigos.
E a todos os que nos inspiram a sermos melhores pessoas.
Prefácio
(Hermano Lopes da Silva) 04 – 08 – 2021
I
Se, por um lado me escasseia autoridade tanto literária quanto outra de prologar livros, e, muito menos ainda tratando-se de poesia filosófica, tal este – A Novidade
, por outro, ficará, pelo menos, a intenção cristalina de deixar inumeradas as minhas inquietações estimuladas pela presente obra, cativando, primeiro, o meu amor e interesse superiores para as expor, e, segundo, transformar essa gana em pretexto vivo e estimulante para o potencial leitor que doravante penetra no denso bosque de imensas virtualidades contidas nesta obra que viaja por entre as nublosas linhas do ensaio tanto poético quanto filosófico – a filopoesia, o amor à poesia pela divina dádiva.
II
Há um debate problematizador, travado no meu íntimo, encorajado, já se vê, por cristalinos estímulos, provenientes destes escritos do Ânimo, contidos no A Novidade
, objeto deste prefácio, em como a filosofia permite traçar os limites da poesia, nesta amplitude da filopoesia, pois, esta, até onde se possa entender, e este entendimento é ele próprio, também, uma incógnita, não se limita, nem tem limites, a não ser no que vem dos limitados e cárceres códigos convencionais dos recursos técnicos da sintaxe e da capacidade do poeta em transcender, transcender-se para que, sobrelevando-se ao ser que é, possa desmaterializar todos os limites visíveis do ser – pelo ser que é, e, pelo que desejaria ser e nunca será – a finitude que dá identidade ao ser e arca um ponto crucial do este e do aquele no sou, logo penso
, e, este, o daqui por aquele ser o dali. Portanto, a filopoesia que é o amor pelo que se faz e se pretende fazer em escrita, na oralidade ou noutra manifestação também visível para a arte do amar o saber fazer e pensar, chegando, mesmo, ao extremo catártico de se expressar num silêncio absoluto (porque não?! É que, saber o que se não deve dizer no instante certo é tão valioso quanto dizer o que deve ser dito noutro instante, também certo), pré-moldado na arte de condensar numa espécie de transe toda a cultura interior do ser poético, do ser total; da verdade que o é, às vezes, apenas porque sim, mas, por outro lado, sobretudo pela força do mistério que está imanente ao antes do ser obra, e, até, quiçá, ao antes de o que se é – poeta.
III
A poesia é a transcendência e, esta, por sua vez, à luz da poética, é uma marginal que, saindo do sistema codificado da expressão humana, recria outros sistemas (subsistemas, até) para melhor a representar (a tal poesia), perenizando os sonhos sonhados e por sonhar…ultrapassando, mesmo, o místico e teosófico fingidor
do escrito de Fernando Pessoa – «O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente».
O poeta é a transcendência vista de todos os existenciais ângulos imaginados e imagináveis, e/ou por imaginar, mas, o é, sobretudo, pelos ângulos jamais imaginados e imagináveis que se operam num ser artisticamente criativo, dotado, irremediavelmente possuído pela dimensão, de facto, de um poeta, que é, todo ele, uma alteridade do eu, ou, quiçá, dos eus, quais heterónimos de Fernando e outras Pessoas transformadas em poetas igualmente universais.
Deduzindo por esta análise de poeta que «sente a poesia porque ouviu o sagrado que contém a música dos segredos da realidade» como no-lo diz Ânimo – o mistério.
IV
Neste quesito, arrisco-me a dizer que o pensamento onírico do artista/poeta é superior à obra – ato, sustento do sonho apresentado ao fruidor que contempla a peça/arte, pois, esta não passa de um resultado limitado pela (im)possibilidade técnica de o fazer em moldes reais do seu primado, enquanto aquele (o onírico contemplador) será/terá sempre o imaginário ilimitado do sonho para o mistério decisivo do nascimento da obra – a poesia. A representação é uma abstração do sonho, a sua irremediável simplificação, é o resultado do possível – migalha extraída da imensidão do imaginário fluído do artista. É uma imensa pena não ser o artista, em si, e cabalmente, a obra de arte necessária e bastante – ó artista, senhor das ideias criativas aglutinadas à originalidade necessária. É, para mim, o Poeta a sua melhor poesia e obra – um espaço de fusão da potência
com o ato
, captando as nuances tanto aristotélicas quanto ajuizadas por ulteriores pareceres do Tomás de Aquino; este, suspeito, atribuiria a Deus a fase que antecede e implica o poeta. Assim, as perguntas decisivas e inevitáveis que frontalmente me inclino a colocar são: quem lê a poesia no Poeta? Quem lê o poeta, e o antes do Poeta? Como sabê-lo Poeta ainda antes de o Ser? (Aliás, da sorte de quem, à fonte da