Aproveite milhões de e-books, audiolivros, revistas e muito mais, com uma avaliação gratuita

Apenas $11.99 por mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z
Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z
Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z
E-book1.302 páginas6 horas

Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

Nota: 0 de 5 estrelas

()

Sobre este e-book

Trata da Lei 8.11/1990 de dispõe do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das Autarquias e Fundações Federais. Traz a lei comentada artigo por artigo, com exercícios exemplos e exercícios de fixação. Na plataforma do YouTube (canal do Professor Roosevelt Ferraz), esta os comentários de todos os artigos em vídeo (gratuitos).
IdiomaPortuguês
Data de lançamento22 de jun. de 2020
Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z
Ler a amostra

Leia mais de Roosevelt Ferraz

Relacionado a Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

Livros relacionados

Artigos relacionados

Avaliações de Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z

Nota: 0 de 5 estrelas
0 notas

0 avaliação0 avaliação

O que você achou?

Toque para dar uma nota

    Pré-visualização do livro

    Descomplicando A Lei 8.112 De 1990 De A A Z - Roosevelt Ferraz

    Descomplicando a Lei 8.112/90 de A a Z

    Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais

    -Legislação Comentada

    -Exercícios Exemplos

    -Resumos

    -Tabelas

    -Dicas

    -Exercícios (Gabarito Indicação legislação)

    Vídeo Aulas no Youtube (Professor Roosevelt Ferraz)

    Capa: Rose Ferraz

    Organização: Rose Ferraz

    Índices para catálogo sistemático:

    1. Brasil : Leis comentadas : Servidores públicos :

    Direito administrativo 35.08(81)(094.56)

    Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

    APRESENTAÇÃO

    O presente trabalho não tem a pretensão de esgotar o tema, mas sim de

    trazer de maneira completa a lei 8.112/90 para aqueles que em sua trajetória de vida resolvem encarar o tão disputado mundo dos concursos públicos, principalmente em âmbito federal.

    Sabido esta que muitas questões são meramente a decoreba dos artigos

    secos da lei, contudo cada vez mais exige-se do candidato algo mais aprofundado em relação, aquilo que chamo de questões seletivas, onde a decoreba não se apresenta e sim o conhecimento, o estudo da lei.

    Tal trabalho procurou trazer os comentários de forma objetiva,

    apresentando exemplos de questões já cobradas, com resumos e dicas que serão extremamente úteis, como revisão dos pontos estudados para solidificar esses conhecimentos, por final, os gabaritos comentados com as devidas indicações da lei. Ainda como apoio aos alunos, encontra-se na plataforma YouTube, vídeos aulas de todos os artigos comentados (Canal Professor Roosevelt Ferraz).

    Espero que além das críticas que sempre serão bem vindas para cada vez

    mais melhorar o presente trabalho, venha anexo as informações referentes a sua posse, pois é por ela e pelo seu sucesso que estou torcendo e na certeza dos objetivos realizados.

    Roosevelt Ferraz

    AGRADECIMENTOS

    Antes de tudo a DEUS pela minha vida sempre maravilhosa, a minha família que em todos os momentos se fez presente e a minha segunda família pertencente a minha esposa amada Elaine pelo sempre e pronto apoio. Ao meu neto Rafael referência na continuidade de nossa simples existência.

    Não poderia deixar de fora o agradecimento aos meus inúmeros alunos,

    pois através deles o conhecimento e aprendizado só aumenta.

    Obrigado.

    Prefácio

    A busca por uma prática pedagógica que atenda às novas exigências educacionais do século XXI e dos novos cidadãos da era da produção do conhecimento, em contraponto à era da reprodução, vem orientando os trabalhos dialógicos e de investigação por parte dos educadores.

    Esta busca, entretanto, leva necessariamente à investigação de seus pilares, adequados e suficientes à nova realidade social, encontrando modelos na prática do ensino que ajustem o processo e o tornem suficientemente competente para atender às novas exigências e necessidades do aluno-cidadão, construtor do seu conhecimento.

    Nesse mesmo diapasão, o mundo do trabalho sofreu grandes transformações, premido pelo avanço tecnológico – nunca antes experimentado nessa velocidade –, pela globalização e pela mundialização do capital, exigindo que seus atores busquem um protagonismo no processo de prospecção de seu futuro profissional, aliado a um necessário e permanente estudo e atualização.

    Não à toa, a utilização da tecnologia desempenha papel fundamental na disseminação do conhecimento, de forma a abranger o maior número possível de alunos, formando uma rede poderosa no processo de ensino e aprendizagem.

    José Roosevelt Gomes Peppe (ou Professor Roosevelt Ferraz, como o conhecem) está atento a todas essas transformações.

    Conheci-o na Faculdade de Direito de Curitiba, onde Roosevelt Peppe (como eu o chamo) sempre demonstrou dedicação ímpar, comprometi- mento e elevado gosto pelos estudos, mesmo quando precisou enfrentar um drama pessoal que, para muitos, teria sido motivo de desistência. Não para Roosevelt Peppe.

    A opção dele pela docência também me pareceu natural. Desde acadêmico, preocupou-se em compreender, em apreender mais do que aprender, em encontrar método de estudo eficiente e eficaz para si e para muitos dos seus colegas.

    Suas aulas transformadas em vídeos em canais do Youtube prendem a atenção do espectador, pois ele constrói um papel de amigo, parceiro e colaborador. Sua comunicação se torna interativa entre o mundo do trabalho e a do- ciência, a aplicação e a hermenêutica do direito, num resultado positivo de ensino e aprendizagem.

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    O exercício da docência, antes considerado catalisador do conhecimento, não pode se furtar a acompanhar a evolução social que premia a cooperação e a construção conjunta do saber, sob pena de tornar-se inadequado às novas realidades.

    Agora, para atender também as necessidades daqueles que, como eu –

    a despeito de nos utilizarmos da high tech ainda preferem o sistema antigo de estudar – Roosevelt Ferraz nos presenteia com este livro, que desbrava o Estatuto do Servidor Público Federal em toda a sua inteireza, recheando os comentários com exemplos de questões e macetes.

    É uma preocupação própria de quem entende sua missão e as

    necessidades de seus espectadores. A preocupação de um vocacionado, de um exemplar Mestre.

    Roosevelt Ferraz representa a personificação da lição de Freire (1996):

    Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança.

    A esperança de que professor e aluno juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos a nossa alegria.

    Honrada com o convite para prefaciar esta obra, homenagem

    imerecida que atribuo ao coração nobre do Roosevelt Ferraz, espero que os seus alunos e leitores sintam a alegria do compartilhamento e encontrem a força necessária para superação dos obstáculos.

    Nadia Regina de Carvalho Mikos

    Doutora em Direito. Advogada. Professora.

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    Sumário

    TÍTULO I ............................................................................. 13

    INTRODUÇÃO ................................................................... 13

    CAPÍTULO ÚNICO ................................................................13

    DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ....................................13

    TÍTULO II ........................................................................... 27

    DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO,

    REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO .......................... 27

    CAPÍTULO I ..........................................................................27

    DO PROVIMENTO ................................................................27

    SEÇÃO I .........................................................................27

    DISPOSIÇÕES GERAIS .................................................27

    SEÇÃO II ........................................................................40

    DA NOMEAÇÃO .............................................................40

    SEÇÃO III .......................................................................45

    DO CONCURSO PÚBLICO ............................................45

    SEÇÃO IV ......................................................................50

    DA POSSE E DO EXERCÍCIO ........................................50

    13- (FCC/TRT-2ª/Técnico Judiciário – Segurança) Em

    conformidade com a Lei n° 8.112/90, sobre a posse em cargo

    público é correto afirmar: ................................................53

    SEÇÃO V .......................................................................72

    DA ESTABILIDADE ........................................................72

    SEÇÃO VII .....................................................................79

    DA READAPTAÇÃO .......................................................79

    SEÇÃO VIII.....................................................................81

    DA REVERSÃO ..............................................................81

    SEÇÃO IX ......................................................................85

    DA REINTEGRAÇÃO .....................................................85

    SEÇÃO X .......................................................................89

    DA RECONDUÇÃO ........................................................89

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    SEÇÃO XI ......................................................................91

    DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO ........91

    CAPÍTULO II .........................................................................93

    DA VACÂNCIA ......................................................................93

    CAPÍTULO III .....................................................................100

    DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO ............................100

    SEÇÃO I .......................................................................100

    DA REMOÇÃO .............................................................100

    SEÇÃO II ......................................................................103

    DA REDISTRIBUIÇÃO..................................................103

    CAPÍTULO IV ......................................................................108

    DA SUBSTITUIÇÃO .............................................................108

    TÍTULO III ........................................................................ 111

    DOS DIREITOS E VANTAGENS .................................... 111

    CAPÍTULO I ........................................................................111

    DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO ........................111

    CAPÍTULO II .......................................................................128

    DAS VANTAGENS ...............................................................128

    SEÇÃO I .......................................................................131

    DAS INDENIZAÇÕES ...................................................131

    SEÇÃO II ......................................................................151

    DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS ........................151

    CAPÍTULO III .....................................................................171

    DAS FÉRIAS ........................................................................171

    CAPÍTULO IV ......................................................................180

    DAS LICENÇAS ...................................................................180

    SEÇÃO I .......................................................................180

    DISPOSIÇÕES GERAIS ...............................................180

    SEÇÃO II ......................................................................183

    DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA

    DA FAMÍLIA..................................................................183

    SEÇÃO III .....................................................................186

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO

    CÔNJUGE ....................................................................186

    SEÇÃO IV ....................................................................189

    DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR ...................189

    SEÇÃO V .....................................................................191

    DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA ..................191

    SEÇÃO VI ....................................................................194

    DA LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO ............................194

    SEÇÃO VII ...................................................................198

    DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES

    PARTICULARES ..........................................................198

    SEÇÃO VIII...................................................................200

    DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO

    CLASSISTA ..................................................................200

    CAPÍTULO V .......................................................................202

    DOS AFASTAMENTOS ........................................................202

    SEÇÃO I .......................................................................202

    DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO

    OU ENTIDADE .............................................................202

    SEÇÃO II ......................................................................206

    DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO

    ELETIVO ......................................................................206

    SEÇÃO III .....................................................................208

    DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO OU MISSÃO NO

    EXTERIOR ...................................................................208

    SEÇÃO IV ....................................................................211

    DO AFASTAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO EM

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

    NO PAÍS .......................................................................211

    CAPÍTULO VI ......................................................................222

    DAS CONCESSÕES..............................................................222

    CAPÍTULO VII ....................................................................227

    DO TEMPO DE SERVIÇO....................................................227

    CAPÍTULO VIII ...................................................................231

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    DO DIREITO DE PETIÇÃO .................................................231

    TÍTULO IV ........................................................................ 244

    DO REGIME DISCIPLINAR ........................................... 244

    CAPÍTULO I ........................................................................244

    DOS DEVERES ....................................................................244

    CAPÍTULO II .......................................................................247

    DAS PROIBIÇÕES ...............................................................247

    CAPÍTULO III .....................................................................251

    DA ACUMULAÇÃO .............................................................251

    CAPÍTULO IV ......................................................................257

    DAS RESPONSABILIDADES ...............................................257

    CAPÍTULO V .......................................................................267

    DAS PENALIDADES ............................................................267

    TÍTULO V ......................................................................... 300

    DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR .. 300

    CAPÍTULO I ........................................................................300

    DISPOSIÇÕES GERAIS .......................................................300

    CAPÍTULO II .......................................................................307

    DO AFASTAMENTO PREVENTIVO ....................................307

    CAPÍTULO III .....................................................................309

    DO PROCESSO DISCIPLINAR ............................................309

    SEÇÃO I .......................................................................317

    DO INQUÉRITO ...........................................................317

    SEÇÃO II ......................................................................325

    DO JULGAMENTO .......................................................325

    SEÇÃO III .....................................................................330

    DA REVISÃO DO PROCESSO .....................................330

    TÍTULO VI ........................................................................ 335

    DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR ................ 335

    CAPÍTULO I ........................................................................335

    DISPOSIÇÕES GERAIS .......................................................335

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    CAPÍTULO II .......................................................................341

    DOS BENEFÍCIOS ...............................................................341

    SEÇÃO I .......................................................................341

    DA APOSENTADORIA .................................................341

    SEÇÃO II ......................................................................358

    DO AUXÍLIO-NATALIDADE ..........................................358

    SEÇÃO III .....................................................................359

    DO SALÁRIO-FAMÍLIA .................................................359

    SEÇÃO IV ....................................................................361

    DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE ..........361

    SEÇÃO V .....................................................................366

    DA LICENÇA À GESTANTE, À ADOTANTE E DA

    LICENÇA-PATERNIDADE ............................................366

    SEÇÃO VI ....................................................................373

    DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO ..............373

    SEÇÃO VII ...................................................................375

    DA PENSÃO.................................................................375

    SEÇÃO VIII...................................................................390

    DO AUXÍLIO-FUNERAL ................................................390

    SEÇÃO IX ....................................................................391

    DO AUXÍLIO-RECLUSÃO .............................................391

    CAPÍTULO III .....................................................................392

    DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE ................................................392

    TÍTULO VIII ..................................................................... 395

    CAPÍTULO ÚNICO ..............................................................395

    DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ...............................................395

    TÍTULO IX ........................................................................ 399

    CAPÍTULO ÚNICO ..............................................................399

    DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS ..................399

    GABARITO DOS EXERCÍCIOS EXEMPLOS .............. 404

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    [Digite aqui]

    13

    LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990

    DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS

    SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS

    AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS

    FEDERAIS

    TÍTULO I

    INTRODUÇÃO

    CAPÍTULO ÚNICO

    DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

    Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores

    Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em

    regime especial, e das fundações públicas federais.

    Vale destacar que o texto constitucional, tirando os atos

    dispositivos constitucionais transitórios em nenhum momento

    traz a palavra funcionário público e sim servidor público.

    Para tanto a partir desse nosso estudo podemos aqui

    entender que agente público será tratado como gênero. Servidor

    público é uma espécie de agente público e deixaremos para o

    direito penal em seu artigo 327 do código penal o tratamento para

    funcionário público. Em todo nosso estudo da lei 8.112/90 não

    poderemos em nenhum momento tratar a palavra funcionário

    público.

    Alguns autores para na situação de tratar ou não a lei

    8.112/90 como estatuto do servidor público, parece uma questão

    um pouco fora de propósito para os concursos públicos de maneira

    geral, ou seja, não há necessidade de querer complicar os estudos.

    14

    A lei 8.112/90 é uma lei. É um conjunto de normas

    jurídicas que regula a relação do agente público, no caso servidor

    público civil da administração pública federal, das autarquias e

    das fundações públicas federais. Traz direitos, vantagem, deveres,

    proibições, penalidades, responsabilidades e acumulações.

    É de direito público, unilateral e legal, ou seja: trata de

    prerrogativas perante a administração pública,

    normas

    apresentadas pela lei de maneira unilateral. Trata daquele que por

    ela é regida de uma relação de trabalho institucional ou jurídica.

    Podemos afirmar que não é uma relação perante administração

    pública de uma relação contratual de trabalho, e sim uma relação

    político-administrativa.

    Quando no caput do artigo 1º nos deparamos com a

    expressão regime jurídico, esse não é único adotado na

    administração pública, e regime jurídico é justamente esse

    conjunto de direitos, vantagens, garantias, deveres, proibições e

    penalidades que serão aplicáveis numa determinada relação social

    tratada pelo Direito.

    Assim aplica-se a lei 8.112/90 a todos os servidores:

    1- os do Poder Executivo Federal que não são abrangidos pela

    Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e nem pelos

    temporários.

    2- os que pertencem aos serviços auxiliares (corpo funcional) do

    Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional) e suas casas:

    Câmara dos Deputados e Senado Federal.

    15

    3- membros e integrantes do corpo funcional (ou serviços

    auxiliares) do Poder Judiciário Federal, com toda sua peculiar e

    complexíssima estrutura integrada pelo Supremo Tribunal

    Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e as duas instâncias

    inferiores da Justiça Federal, pela Justiça do Trabalho com suas

    três instâncias, pela Justiça Militar Federal com suas instâncias, e

    pela Justiça Eleitoral com suas três instâncias, sendo todos esses

    órgãos ordenados circunscricionalmente e distribuídos por todo o

    território nacional;

    4- membros e integrantes do corpo funcional do Ministério

    Público da União.

    5- membros e integrantes dos serviços auxiliares do Tribunal de

    Contas da União.

    6- das autarquias federais, à exceção daquelas especiais

    corporativas, criadas e destinadas para exercer a fiscalização do

    exercício profissional de integrantes de profissões disciplinadas

    por legislação federal – e quanto a isso leiam-se os comentários

    pertinentes a seguir.

    7- das fundações públicas federais, criadas por lei com imediata e

    plena personalidade jurídica de direito público, as quais

    independem de registro em cartório para sua completa

    personificação como tal.

    8- membros e integrantes do corpo funcional da Advocacia-Geral

    da União (CRFB, art. 131).

    9- membros e integrantes do corpo funcional da Defensoria

    Pública da União (CRFB, art. 134).

    10- os servidores dos ex-territórios, atuais Estados, que eram

    regidos, antes da promulgação da L. 8.112/90, pelo antigo estatuto

    dos funcionários federais, a Lei n. 1.711, de 28-1-1952 (CRFB,

    art. 243, caput).

    11- os serventuários da Justiça remunerados com recursos da

    União o (CRFB art. 243, § 5)

    16

    Outra observação que não deve passar em aberto é a

    possibilidade de aplicação subsidiária da lei 8.112/90 em nível

    estadual ou municipal quando da omissão das leis que tratam do

    servidor público estadual ou municipal forem omissas.

    Como cai na Prova

    1-(ESAF/AFC/SFC)

    O

    regime

    jurídico

    típico

    da

    Administração Pública, denominado estatutário, caracteriza-

    se por ser:

    a) de direito público, de natureza legal e unilateral

    b) de direito público, de natureza contratual e bilateral

    c) de direito privado, de natureza contratual e bilateral

    d) de direito público, de natureza legal e bilateral

    e) de direito privado, de natureza legal e unilateral

    Comentários

    A lei 8.112/90 é de direito público, pois apresenta prerrogativas

    na relação entre a Administração Pública e os servidores regidos

    por essa lei. Diante disso as alternativas C e E já estão descartadas. Sua natureza é legal, pois a unilateralidade não

    decorre de ato administrativo e sim da lei. Assim as alternativas

    B e também a C estão descartadas. Como decorre de uma

    relação unilateral a alternativa D já se descarta.

    Então a resposta deveria ser de direito público, de natureza legal

    e unilateral.

    Gabarito: A

    DICA

    Cuidado com questões que dizem que a lei 8.112/90 é aplicável a

    todos os servidores da União ou Administração Pública Federal.

    17

    Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa

    legalmente investida em cargo público.

    A lei não usa o termo funcionário público. Na verdade, o

    gênero é agente público. Servidor Público (em sentido estrito) é o

    servidor ocupante de cargo público.

    O conceito de agente público traz as pessoas que atuam em

    nome do Estado, exercendo uma função pública. Ou seja, cargo

    público se ocupa e função exerce. Tal conceito de agente público

    é muito geral, por isso afirmar que o agente público trata-se do

    gênero.

    É possível conceituar agente público todo aquele que

    exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por

    eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra

    forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou

    função nas entidades da administração direta, indireta ou

    fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do

    Distrito Federal, dos Municípios, de Território, por exemplo.

    Apesar de existir inúmeras divergências doutrinárias na

    classificação de agente público, entende-se que o servidor público

    regido por essa lei é o servidor público em sentido estrito, ou seja,

    aquele ocupante de cargo público.

    Essa ocupação nos estritos requisitos colocados pela lei,

    sendo a investidura a hipótese de nomeação unilateral pela

    Administração Pública.

    18

    19

    Como cai na prova

    2-(Cespe/Técnico Judiciário/TRE-MS) A Lei nº 8.112/1990

    aplica-se aos servidores temporários.

    Comentários

    No esquema apresentado o servidor público em sentido

    estrito ocupa cargo público regido pela lei 8.112/90. O

    empregado público ocupa emprego público regido pela lei.

    9.692/2000 e a CLT. O servidor temporário exerce função pública

    regido pela lei 8.745/1993.

    Gabarito: ERRADO

    DICA:

    O servidor público que ocupa cargo público, nesse caso tratado na

    lei 8.112/90, possui uma relação de trabalho institucional ou

    estatutária (comumente dita). Não apresenta uma relação

    contratual de trabalho e sim uma relação política-administrativo.

    20

    Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e

    responsabilidades previstas na estrutura organizacional que

    devem ser cometidas a um servidor.

    Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e

    vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em

    caráter efetivo ou em comissão.

    Quando a lei diz que cargo público é o conjunto de

    atribuições e responsabilidades que são atribuídas a um servidor

    não trata de matéria taxativa, pois além dessas atribuições e

    responsabilidades se faz presentes também deveres e proibições,

    tudo em nome do interesse público.

    Lembrando que cargo público é sempre criado por lei e

    assim deveria permanecer, o texto constitucional autoriza as casas

    legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal) a criação

    de cargos públicos por resolução. Para concursos específicos

    como por exemplo da Câmara ou do Senado deve-se ficar atento

    nessa exceção.

    O artigo 37 inciso I da CRFB ao tratar do acesso aos cargos

    públicos, permitiu que o mesmo fosse preenchido por

    estrangeiros. No entanto deixa a matéria a ser disciplinada por lei,

    sendo a lei 9.515/97 tratando da matéria.

    A forma de preenchimento do cargo público pode ser tanto

    para cargo público efetivo, onde um dos seus requisitos é que seja

    preenchido por concurso público e cargo público em comissão

    esse podendo ser preenchido por pessoa de fora da Administração

    Pública, sendo de livre nomeação e exoneração.

    21

    Como cai na prova

    3-(Analista Judiciário – Área Judiciária – TRF 1ª Região) -

    Diz-se que os agentes públicos de colaboração são as pessoas

    que

    A) prestam serviços, sob regime de dependência à Administração

    Pública direta, autárquica ou fundacional pública, sob relação de

    trabalho profissional transitório ou definitivo.

    B) detêm os cargos de elevada hierarquia da organização da

    Administração Pública, ou seja, que ocupam cargos que compõem

    a cúpula da estrutura constitucional.

    C) se ligam, por tempo determinado à Administração Pública para

    o atendimento de necessidades de excepcional interesse público,

    sob vínculo celetista.

    D) se ligam, contratualmente às empresas paraestatais da

    Administração indireta, sob um regime de dependência e

    mediante uma relação de trabalho, não eventual ou avulso.

    E) prestam serviços à Administração por conta própria, por

    requisição ou com sua concordância, exercendo função pública,

    mas não ocupando cargo ou emprego público.

    Comentários

    Os agentes públicos em colaboração são os particulares em

    colaboração. Apresentam-se como Agentes Delegados, Agentes

    Credenciados, Agentes Honoríficos e Gestor de Negócios. São

    equiparados aos agentes públicos para efeitos penais.

    Não apresentam na relação com Administração Pública uma

    relação contratual de trabalho, e sim essa prestação se dá por requisição (exemplo mesário) ou por delegação (exemplo

    concessionário de pedágio, prestação essa por conta própria

    exercendo função pública e não ocupando cargo público ou

    emprego público.

    22

    Na alternativa A (errada) não prestam serviços sob

    dependência, pois aqui estaria se falando em contrato de

    trabalho. Na alternativa B (errada) não se apresentam numa

    relação de hierarquia e sim de vinculação e exercem função

    pública não ocupando cargo público ou emprego público. Na

    alternativa C (errada) apesar de se ligarem a Administração

    Pública não se vinculam pelo regime celetista, pois não há uma

    relação contratual de trabalho. Na alternativa D (errada), já afirmado anteriormente, não estão num regime de dependência e

    muito menos numa relação de trabalho contratual já que a

    palavra dependência assim se faz pensar. Na alternativa E

    (correta) estão a prestar serviços a Administração Pública por conta própria, exercendo sim função pública, nunca a ocupar

    cargo público ou emprego público.

    Gabarito: E

    DICA:

    -nem todo cargo público é criado por lei

    -nem todo cargo público é preenchido por concurso público

    -nem todo cargo público é preenchido por brasileiros

    23

    Não se esqueça das características do cargo público.

    24

    25

    Art. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os

    casos previstos em lei.

    Nem serviço pode ser prestado de forma gratuita pelo

    servidor a Administração Pública, salvo aqueles expressos em lei

    como por exemplo a de mesário nas eleições. A prestação de

    serviço voluntário acaba por ir de encontro ao princípio da

    eficiência, pois é necessário na prestação de um serviço uma

    contraprestação.

    É importante que a lei 8.112/90 vai permitir que essa

    prestação gratuita quando a lei assim determinar em situações de

    relevância utilidade pública ou de relevante interesse público.

    Também em casos de participação de comissões criadas pelo

    poder público, quando criadas para os mais diversos fins.

    Quando ocorre a prestação de um serviço público de forma

    gratuita pelo cidadão ele está prestando como cidadão e não como

    servidor público, ou seja, será ele o particular que está em

    colaboração com Administração Pública sendo equiparado como

    servidor público (agente público no sentido genérico) somente

    para efeitos penais.

    Como cai na prova

    4- (FCC–TRT 20ª Região AJAA) É elemento compatível com

    o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,

    traçado pela Lei no 8.112/90,

    A) a criação de cargos públicos sem denominação própria.

    B) a impossibilidade de provimento em comissão em se tratando

    de cargos públicos.

    C) a prestação de serviços gratuitos, desde que prevista em lei.

    D) a criação de cargos públicos por ato administrativo.

    E) o pagamento dos vencimentos decorrentes de cargo público

    com verbas da iniciativa privada.

    26

    Comentários

    Na alternativa A (errada) a criação de cargos públicos se dá

    sempre por lei, não esqueça que é possível a criação por

    resolução (Câmara dos Deputados e Senado Federal) de cargos

    públicos para serviços auxiliares. Na alternativa B (errada) o

    provimento de cargo em comissão é de livre nomeação e livre

    exoneração, sendo discricionária essa nomeação. Na alternativa

    C (correta) a prestação de serviços gratuitos a Administração

    Pública é vedada (proibida), salvo os casos que a lei permitir. Na

    alternativa D a criação de cargos públicos se dá sempre por

    lei ou nos casos das casas legislativas (Câmara dos Deputados e

    Senado Federal) por resolução, portanto nunca por ato

    administrativo. Na alternativa E o pagamento de vencimentos

    decorrente do cargo público é pago pelos cofres públicos nunca

    pela iniciativa privada.

    Gabarito: C

    DICA

    Lembre-se que é possível a prestação gratuita de serviço público

    quando a lei assim determinar.

    27

    TÍTULO II

    DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO,

    REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

    CAPÍTULO I

    DO PROVIMENTO

    SEÇÃO I

    DISPOSIÇÕES GERAIS

    Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo

    público:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o gozo dos direitos políticos;

    III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

    IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

    V - a idade mínima de dezoito anos;

    VI - aptidão física e mental.

    § 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de

    outros requisitos estabelecidos em lei.

    § 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito

    de se inscrever em concurso público para provimento de cargo

    cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são

    portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por

    cento) das vagas oferecidas no concurso.

    § 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e

    tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores,

    técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os

    procedimentos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97)

    28

    Provimento é a maneira de preencher um cargo público. Pode-se

    apresentar em provimento originário (primário) ou provimento

    derivado (secundário). Podemos traçar que o provimento

    originário o indivíduo não possui nenhum vínculo anterior com

    administração pública, enquanto no provimento derivado o

    indivíduo já possui um vínculo anterior com ministração pública.

    Assim observe o esquema:

    29

    Como se observa o provimento originário (primário) é a

    nomeação. No provimento derivado (secundário) temos a

    promoção, aproveitamento, reversão, reintegração, recondução e

    readaptação.

    O provimento vai exigir certos requisitos que no caput do

    artigo 5º se apresenta como básico, ou seja, a lei pode exigir outros

    requisitos, esses nunca por edital (mero ato administrativo). Se

    assim o edital traçar outros requisitos esses devem estar expressos

    em lei.

    Nacionalidade brasileira. Cabe lembrar que certos cargos

    só podem ser preenchidos por brasileiro nato como a CRFB traz

    no artigo 12 § 3º (Presidente da República, Vice-Presidente da

    República, etc.). Não se esqueça da figura do português

    equiparado, que é o português que solicitou a equiparação com

    base no estatuto da igualdade (Decreto 70.391/1972). É possível

    também o estrangeiro ocupar cargos públicos com reza a CRFB

    artigo 37 inciso I (lei 9.515/97).

    No exercício do cargo público o brasileiro deve estar no

    exercício (gozo) dos seus direitos políticos. Alguns autores dizem

    que trazer a expressão pleno gozo estaria a exigir a plenitude dos direitos políticos, essa conquistada com 35 anos que é quando o

    indivíduo pode se candidatar ao cargo máximo do país (Presidente

    da República).

    A quitação das obrigações eleitorais é exigida para todos

    enquanto a quitação das obrigações militares exigida apenas para

    os do sexo masculino.

    A idade mínima na posse é 18 anos, salvo quando a lei não

    exigir outra data para o preenchimento do cargo como ocorre para

    certos cargos para os Tribunais de Contas que a idade mínima,

    além de experiência comprovada é de 35 anos.

    30

    A aptidão física e mental é realizada para confirmar que o

    indivíduo está apto física e mentalmente para assumir o cargo,

    pois a natureza e atribuições do cargo difere de concurso para

    concurso. Basta imaginar um cargo de técnico da Receita Federal

    onde a deficiência de poder correr não iria interferir para um cargo

    de agente da polícia federal onde aquela deficiência já seria

    impeditiva, num primeiro momento, de tomar posse no referido

    cargo público.

    Importante destacar que qualquer requisito para prover o

    cargo público sempre será dado por lei e nunca por ato

    administrativo, pois esse não pode inovar a ordem jurídica (criar

    direitos e obrigações) unilateralmente.

    A CRFB no seu artigo 37 inciso VIII que a lei reservará

    percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas

    portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão, que a lei regulamente a matéria.

    A lei 8.112/90 traz um percentual de até 20% dos cargos

    públicos serem reservados a pessoas com deficiência (termo hoje

    deve ser assim usado), não colocando uma obrigatoriedade e

    também podendo ser, por exemplo, 0%. Ressalta-se que quando

    administração pública vai em âmbito federal realizar concurso

    público, a lei tem que trazer se há ou não reserva para pessoas com

    deficiência, como será auferida essa deficiência e o percentual de

    vagas reservadas.

    O parágrafo 3º só ressaltou o que a CRFB traz no seu

    artigo 37 inciso I quanto a possibilidade do estrangeiro ocupar

    cargo público.

    31

    Como cai na prova

    5- (FCC–TRF 1ªReg/Tec-Adm) As instituições de pesquisa

    científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos

    com

    A) professores, técnicos e cientistas, brasileiros ou estrangeiros,

    dispensado o gozo dos direitos políticos.

    B) técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e

    procedimentos legais.

    C) técnicos e cientistas, desde que brasileiros e quites com as

    obrigações militares.

    D) professores brasileiros e estrangeiros, estando, ou não, no gozo

    dos direitos políticos.

    E) professores, desde que brasileiros natos ou naturalizados,

    excluída a quitação das obrigações militares.

    Comentários

    Na alternativa A (errada) o gozo dos direitos políticos são exigidos aos nacionais (brasileiros nato e naturalizado). Na

    alternativa B (correta) os cargos públicos podem ser

    preenchidos pelos estrangeiros na forma da lei. Na alternativa

    C (errada) podem ser providos os cargos com estrangeiros na

    forma da lei. Na alternativa D (errada) exige-se para os

    brasileiros o gozo dos seus direitos políticos. Na alternativa E

    (errada) os professores estrangeiros poderão ocupar cargos

    públicos conforme disciplinados em lei.

    Gabarito: B

    32

    DICA

    Os requisitos de provimento de cargo público são básicos

    podendo a lei , e somente ela, trazer mais requisitos. O percentual

    que a lei reserva de cargos públicos para pessoas com deficiência

    será de até 20%, não sendo obrigatória essa reserva quando

    houver justificativas legais. O estrangeiro pode ocupar cargo

    público de acordo com que a lei traçar (observe a lei 9.515/97).

    33

    Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante

    ato da autoridade competente de cada Poder.

    Esse artigo traz a competência para dar provimento ao cargo

    público e ao se referir cada poder também determina que além do

    poder executivo federal ou poder legislativo e judiciário

    estabeleçam por atos normativos as competências a quem dará

    provimento dos cargos públicos.

    Um artigo sem grandes dificuldades de entendimento e

    simplório na colocação da matéria.

    Como cai na prova

    6- (adaptada) O provimento do cargo público poderá ser por

    qualquer autoridade.

    Comentários

    A autoridade competente dará provimento ao cargo público.

    Perceba que não é qualquer autoridade e sim autoridade

    competente.

    Gabarito: ERRADA

    34

    Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a

    posse.

    Logo após a nomeação, o próximo ato será a posse. Ocorre

    a investidura que é um ato administrativo complexo, que só se

    completa com a manifestação de vontade da Administração

    Pública (provimento) e com a concordância do provido por meio

    da posse. É só com a posse que alguém torna-se servidor público.

    Também é na posse que toda a documentação ou habilitação do

    candidato é exigida.

    É o que traz a súmula 266 do STJ (Superior Tribunal de Justiça):

    O diploma ou habilitação legal para o exercício

    do cargo deve ser exigido na posse e não na

    inscrição para o concurso público.

    É na investidura que temos a fusão das vontades da

    Administração Pública e daquele que vai prover o cargo público.

    Como cai na prova

    7- (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª Região) -

    Com a nomeação de Agenor para o cargo de Analista

    Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 22a Região,

    pode-se asseverar que o correspondente ato constitui forma de

    A) provimento originário a esse cargo público, ficando a

    investidura na dependência da posse e exercício.

    B) investidura originária no citado cargo público, ocorrendo o

    provimento com o exercício. C) ascensão ao referido cargo

    público, ao passo que a investidura ocorre com a nomeação. D)

    investidura derivada ao respectivo cargo público, podendo ocorrer

    o provimento com o exercício.

    E) provimento desse cargo público, sendo que a investidura

    ocorrerá com a posse.

    35

    Comentários

    Na alternativa A (errada) realmente pode-se afirmar que

    constitui ato de provimento, porém não podemos afirmar que

    trata-se de provimento originário pois esse só é possível com a

    posse e o exercício não traz essa informação. Poderia se tratar

    de uma forma de provimento derivado. Na alternativa B

    (errada) não há como afirmar que se trata de provimento

    originário. A investidura ocorre com a posse e o provimento não

    ocorre com o exercício que é um ato que pode ser concomitante

    com a posse ou alguns dias após a posse. Na alternativa C

    (errada) ascensão que era uma forma de provimento ao cargo

    público foi declarada inconstitucional e revogada pela lei

    9.527/97. Na alternativa D (errada) a investidura se dá com a

    posse. A posse ocorre após a nomeação que é uma forma de

    provimento originário (primário). Na alternativa E (correta)

    deve-se ocorrer o provimento desse cargo (não sabemos se

    estamos diante de um provimento originário ou provimento

    derivado) sendo que a investidura ocorre com a posse.

    Gabarito: E

    DICA

    Lembre-se que toda a sua documentação deve ser exigida na posse

    (STJ 266).

    36

    Art. 8º São formas de provimento de cargo público:

    I - nomeação;

    II - promoção;

    III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

    IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)

    V - readaptação;

    VI - reversão;

    VII - aproveitamento;

    VIII - reintegração;

    IX - recondução.

    A nomeação é a única forma de provimento originário

    (primário) ocorrendo tanto para cargo público efetivo como para

    público em comissão. É por esse ato que autoridade competente

    nomeia alguém para prover cargo público em caráter permanente

    (efetivo) ou em caráter precário (comissão)

    A promoção é a movimentação do servidor dentro da

    carreira, em virtude de transcorrer o tempo ou por qualificação

    (merecimento), passando de um cargo inferior para um cargo

    superior. Os cargos públicos efetivos de carreiras são divididos

    em classe ou classe e nível. É na mudança de classe que se dá a

    promoção, pois a mudança de nível estamos diante da progressão.

    A lei não traz de forma clara sobre promoção, apenas indicando

    que é uma forma de provimento (derivado ou secundário).

    A readaptação é a investidura do servidor que tenha

    sofrido limitação em sua capacidade física ou mental em cargo

    com as mesmas atribuições e responsabilidades, essas

    compatíveis com as limitações sofridas, após verificadas por

    inspeção médica. Caso se mostrar incapaz na readaptação terá

    direito a aposentadoria por invalidez.

    37

    A reversão é o retorno do aposentado na Administração

    Pública. Não será qualquer tipo de aposentaria, e sim a invalidez

    ou voluntária. Vale lembrar que

    Está gostando da amostra?
    Página 1 de 1