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Ornitologia Brasileira - Helmut Sick 2ed-04

Ornitologia Brasileira - Helmut Sick 2ed-04

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752.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

está entre os pássaros que se levantam tarde e se recolhem cedo para dormir. Em bons viveiros resistem por muitos anos, num certo caso 15 anos, no Rio. No Sudeste do Brasil nidifica em regiões serranas, p. ex. Tinguá e Nova Friburgo, RJ, setembro a outubro, Uberlândia, Minas Gerais, julho. No Brasil central (alto Xingu, Mato Grosso) achamos com órgãos reprodutivos desenvolvidos em julho, agosto e outubro. No início da época de procriação, vimos alguns machos se reunirem em galhos vizinhos e praticarem silenciosamente a seguinte cerimônia em conjunto: erguiam-se e abaixavam-se alternadamente, pulando de um galho para outro, às vezes se perseguindo. As formam casais fiéis, nidificam em buracos tanto de barrancos, também beira de rio, como de construções de pedra dentro da mata, p. ex., muros em ruínas, também embaixo de pontes, num paiol (Minas Gerais). Na terra são capazes de cavar suas próprias galerias ("saíraburaqueíra"). Aproveitam-se de ocos antes usados por furnarídeos, andorinhas, galbulídeos ou buconídeos, também buracos existentes em árvores (Minas Gerais). Constroem dentro do buraco uma tigela volumosa. O macho sempre acompanha a fêmea mas não trabalha, ficando de sentinela por perto. Põem 3 a 4 ovos de cor branco-pura, chocados só pela fêmea, durante aproximadamente 15 dias. Os filhotes são alimentados predominantemente pela mãe. Para cevar a prole, os pais enchem tanto o esôfago com frutas e insetos que a garganta fica bem protrusa. Os ninhegos pequenos acumulam também a ração na boca para engoli-Ia mais tarde. O interior de sua boca vazia é vermelho. Os excrementos dos filhotes são devorados ou carregados pela mãe. A prole abandona o ninho com 2~ dias. Consta que os machos chegam à maturidade já no seu primeiro - ano, apesar de não terem completado seu traje nupcial.

Na ex-Guanabara se apresenta como ave migrante (entre fevereiro e agosto) em número variável e nem sempre em todos os anos, permanece somente poucos dias, tal como os sabiás, reaparecendo apenas meio ano depois. O auge da frutificação da magnólia é o grande tempo da As concentrações de e migrante em lugares onde há magnólias em abundância frutificando (p. ex. Viçosa, Juiz de Fora, Minas Gerais) estão entre as maiores aglomerações de aves frugívoras deste país, condição estabelecida apenas em tempos pós-colombianos, pois a magnólia, usada na ornamentação de ruas, parques e jardins, foi trazida da Ásia. Em Viçosa chegam em março e desaparecem em maio até o começo de junho (Erickson & Murnford 1976). A invade até o centro de metrópoles como Belo Horizonte, onde há abundância de magnólias frutificando (junho a agosto), não recuando nem diante do intenso movimento do tráfego. Não se associam a outras aves, as quais encontram apenas no lugar de pasto (fruteiras) ou quando pousam em certas árvores preferidas também por elas como "ponto"; as s são-pacíficas, ao contrário, p. ex., dos sanhaços. Vive no topo das árvores, à beira da mata e na mata de galeria. Aparece apenas periodicamente, quer para nidificar, quer como ave de arribação destacando-se aglomerações durante a frutificação da magnólia. Ocorre da América Central (Panamá) ao Norte do continente, para o Sul até a Bolívia, Paraguai e Nordeste da Argentina; Brasil oriental, centro-meridional e ocidental; registrada também no sul e leste do Pará (Cachimbo, agosto, outubro; Gorotire, julho, agosto, setembro e Belém) e Maranhão (janeiro): também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. "Saíraaraponga", "Saíra-buraqueira" (Minas Gerais), "Saí-arara. V (de desenho transversal parecido no lado inferior) e

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754.

ORNITOLOGIA &RASILEIRA

CARDEAL, AZULÃO

TIZIU,

PAPA::CAPIM,.CVRIÓ,

CANÁRIO-DA-TERRA,

TICO-TICO,

TRINCA-FERRO,

e afins:
EMBERIZINAE

SUBFAMíLIAS:

(66)

E CARDINALINAE

(17)
mesmo aquém deste peso. A cauda longa resulta em um comprimento total relativamente grande embora o corpo seja pequeno (p. ex. e A asa tem 9 rêmiges bem desenvolvidas, uma décima é esboçada. Seria o bico uma das características mais destacáveis (fig. 303). Seu formato pode variar consideravelmente às vezes mesmo dentro de um único gênero como p. ex. . Há até variação bastante e considerável no âmbito de uma mesma espécie, quando, p. ex., trata-se de representantes de bico grosso como e sp. Extraordinária é a disposição encontrada nos e onde a maxila é muito mais "fina" que a mandíbula mostrando quase uma "inversão do normal". A cor do bico é freqüentemente viva (p. ex. e e altera-se com a idade havendo também variações regionais e individuais como ocorre com S. e Orfzoboru« . Se o macho adul, to tiver o bico amarelo (p. ex. esta cor esboçada no imaturo servirá para distinção sexual. A coloração das pernas também pode ser distinta (p. ex. . Curioso é o colorido berrantemente amarelo das unhas do macho adulto de aparentando ser um trabalho de pedicure. Os sexos são diferentes, o macho bem colorido e a fêmea de cor modesta e sóbria, p. ex., e Notadamente parecidas são as fêmeas das diversas espécies de sendo sua identificação mais fácil com exemplares vivos do que taxiderrnizados. Nas espécies de não há . dimorfismo sexual, exceto nos S. Os machos de e S. demoram a desenvolver sua típica e vistosa plumagem definitiva, permanecendo a "imatura" por vários anos ou, ao que parece, em certos casos por toda a vida. Interessante é o fato de que pode ser chamada de uma "raça de aspecto afeminado", ou seja, nela os machos nunca adquirem a colorida vestimenta de seu sexo corno nas outras raças geográficas desta espécie. eo As fêmeas de e são estriadas por baixo; a fêmea de c s pode alcançar ocasionalmente o esplendor da plumagem do macho. Os sexos são parecidos, p. ex., ,

Com a aprovação da grande família Emberizidae, o nome "Fringillidae" para pássaros granívoros de bico grosso cônico, usado por muito-tempo neste caso (Pinto 1944, Meyer de Schauensee 1966, 1970, Sick 1985 e Hilty & Brown 1986) recebeu um tratamento diferente. Os Emberizidae são oriundos do Novo Mundo, são Panamericanos, distribuídos da Groenlândia à Terra do Fogo. Há fósseis do Pleistoceno (há 100.000 anos) e do Plioceno (há 10 milhões de anos) da Flórida. Os Emberizidae são os únicos Passeriformes americanos que colonizaram o Velho Mundo, em escala reduzida. A zoogeografia além de revelar o histórico da colonização dos continentes por estes pássaros, aponta ao mesmo tempo algo sobre o parentesco das respectivas famílias. A recente descoberta de ser possível o cruzamento entre (canário-belga, Carduelinae, Fringillidae) e um garibaldi Icterinae, Emberizidae) indica um parentesco mais próximo entre essas duas famílias. Os Emberizidae, como definidos no the (1970) abrange sete subfamílias que antes eram consideradas famílias: Emberizinae, Cardinalinae, Thraupinae, Tersininae, Coerebinae, Parulinae e Icterinae. As primeiras duas subfamílias correspondem ao antigo agrupamento dos "Fringillidae". Preparamos um texto introdutório geral de família em comum para Emberizinae e Cardinalinae . .f'. atribuição de várias espécies entre os Emberizinae ou Cardinalinae é ainda assunto de divergênciaentre os diversos autores. Exemplo disso é o gênero que alguns atribuem aos Cardinalinae enquanto outros o colocam como representante dos Emberizinae. foi transferido de Cardinalinae para Emberizinae.

Os representantes maiores, como spp., spp. e spp., possuem o porte de um sabiá atinge 38 a 46 g) enquanto que outros, como mal alcançam 10 g, ficando

=
A

B

Fig.303.Forma do bico em três representantes bem , B,cigarraaparentados: patativa, verdadeira, , e C,bicudo, ..

,

e

Na linguagem dos passarinheiros os machos jovens (que se assemelham às fêmeas) são d~sigrtados como

EMBERIZINAE

/ CARDlNALlNAE

755

. - (sendo os mesm'Os relativamente, freqüentes), 5 ph "pardos", os e o , e , e (fêmeas), 5po ophil (neste último nem mesmo são pardacentos); quando phospingus (macho e fêmea) e cens (macho), começam a mudar "virando", para a plumagem adulta (fêmea). Aparecem luteínos, p. ex., do e exibem uma mescla de colorido correspondente ao canário-da-terra, is (macho). Vimos ainda um estágio "subad ulto" são chamados de "pintão" ou obo ngolensis procedente de Goiás melânico de "rnaracajá", sendo que as que começam a apree que se assemelhava ao representante setentrional sentar o colar são ditas "golão"; uma vez concluída a (Equador ao México) da espécie, golensis muda estão "virados". [unereus, exceto que a dita variação negra de Goiás não Os imaturos de , , , possuía o espéculo branco, existente em O. funereus. Há . e são maculados nas partes inexemplares totalmente negros também em feriores. Já aqueles de e osten(Cuiabá, Mato Grosso, no comércio local). Fletam outras diferenças. Tais tipos de plumagem juvenil cha (1987) cita 6 mutações de O. golensis registradas protegem os imaturos da agressão de adultos com terripor ele e Flecha (1985) mais mutações de e tórios estabelecidos. Acontece, porém, de indivíduos não . Foram assinalados inclusive albinos entre totalmente "virados", ou seja, "pintões", procriarem, p. lineo , S. co , .indivíduos não cativos, p. ex. ex., e . Sobre a muda do bicudo, i S. (machos) e ensis. Em cativeiconsta que o filhote tem de mudar três vezes para adro tais variações se desenvolvem com mais freqüência (vide 5ica/is quirir a vestimenta definitiva do adulto. Tais mudas efetuar-se-iam: 1) com três meses de vida continuando o Ocorrem hermafroditos ou ginandromorfos entre os Emberizinae e Cardinalinae que pode ser bem estudado indivíduo totalmente pardo; 2) com 7 ou 8 meses de vida em exemplares engaiolados. Mostram mais ou menos já ficando mesclado; 3) com mais ou menos 12 meses atingindo a plumagem negra do adulto. Depois faria a exatamente na linha mediana do ~orpo a divisão dos muda normalmente, isto é, uma vez por ano, começancaracteres sexuais: uma das partes (geralmente a direido a mesma em fevereiro (Ignácio L. Campos). Alguns ta) é masculina e a outra feminina, o que reflete a regra machos do curió adquirem a plumagem definitiva já na de que em aves apenas o ovário esquerdo é desenvolvisegunda muda. oo c escens do; vimos dois exemplares de Em certas espécies de caboclinhos, e no deste tipo. Um caso é citado de eo (Oliveira , ocorre uma plumagem de descanso, chatiziu, 1984). Ginandros invertidos (lado esquerdo masculino mada de "plumagem de eclipse" ou invernal na qual os e direito feminino) são ainda mais raros, mas foram asmachos adultos se assemelham às fêmeas e aos juvenis obo cativo que se apresinalados em e Thraupinae). Tal padrão, entre(v. também sentava desta maneira (Coimbra Filho & Teixeira 1982). tanto, é -freqüentemente incompleto. Apenas nas regiões mais meridionais do Brasil encontraremos este feo nômeno, como fica bem patenteado no caso da bouu , espécie de larga distribuição na qual só a poAs excepcionais qualidades canoras fazem com que l assume a plumagem pulação austral (5. bouu os Emberizinae e Cardinalinae sejam os pássaros mais de descanso enquanto que a setentrional (5. b. bou disputados e melhor conhecidos deste país. Os tipos de muda, na mesma oportunidade, para uma plumagem idêntica à anterior; anotamos, ainda, que a. forma auscanto das diversas espécies são extremamente variados; tral tem a coloração do bico alterada simultaneamente. podemos aqui chamar a atenção apenas para certos asPara espécies meridionais, como 5. e S. pectos distintivos que servem à identificação específica. e g a plumagem de eclipse parece ser regra. -Enquanto, p. ex., o curió, o bicudo, os cardeais, o A plumagem de eclipse é adquirida através de uma azulão e os trinca-ferros produzem um canto forte de muda pós-nupcial completa, sendo trocadas tanto as primeira categoria, sob o nosso ponto de vista musical, penas do corpo como as rêmiges e retrizes (como de reso pichochó não emite mais que um "açoitar" violento. Acredita-se que tal força notável na to é geral em muda de Passeriformes, que ocorre a partir defevereiro neste país). A recomposição da plumavocalização indicaria que estes pássaros possuem baixa densidade populacional; justamente o 'pichochó tornagem reprodutiva (o que no Rio de Janeiro ocorre em agosto-setembro) é uma muda parcial envolvendo unise periodicamente numerosíssimo (v.Alimentação). camente as penas do corpo. Assim, p. ex., , Cantos suaves caracterizam a maioria dos readquire a sua plumagem toda negra através deste provariando da cantiga simples do coleirinho às estrofes cesso, e não pela abrasão dos ápices pardos das plumas compostas, fluentes e variáveis da patativa, celeiro-donegras, como ocorre com (Icterinae). . brejo e caboclinhos. Quando um macho (p. ex. de curió) Conhecem-se vários "mutantes naturais", isto é, não defronta-se coi:n um outro macho de sua espécie passa obtidos em cativeiro, no que se refere ao colorido. Fodo costumeiro canto territorial para um outro diverso, ram assinalados mutantes canela, p. ex., no demonstrando sua agressividade (flcanto de briga").

J

I

I

756.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

'A análise sonográfica dê'Sicalis revelou uma variação individual muito grande da voz, que impede caracterizar certas populações. Ocorre vocalização muito alta em e passando dos 10 ou mesmo 12 kHz, que para o nosso ouvido é muito aguda (Vielliard 1986). Algumas espécies, p. ex., S. .albogularis e S. podem ser bons imitadores de vozes de outras aves no seu hábitat natural, embora misturem todo o conjunto interpretando-o consecutivamente sem destacar um canto do outro. Pequenos Emberizinae como estão entre os Passeriformes de vozes mais agudas, nisto rivalizandose a certos Parulinae. Ocorrem cantos que são compostos como de pergunta e resposta, formando uma com. pleta harmonia , Cantam geralmente da ponta de algum galho ou colmo de capim (p. ex. e fechando às vezes os olhos Algumas espécies campestres cantam voando, p. ex., (que dá curto vôo vertical voltando ao ponto de onde saiu), e (cantam durante um vôo longo e altoque decai adiante, lembrando e (freqüentemente no vôo horizontal entre duas copas de árvores separadas no meio do campo). Ocasionalmente também espécie florestal, canta durante o vôo enquanto dirige-se de uma copa de árvore para outra. Caso excepcional é o de que vocaliza dentro da mata fechada ao voar de um galho a outro, provavelmente herança de antecessores campestres. É regular que certos representantes paludícolas cantem voando, P: ex., e Nestas, e especialmente na última, assinalamos a notável particularidade de seus cantos, lembrando-nos aqueles de outros pássaros paludícolas até de outras famílias e continentes, como, p. ex., os "rouxinóis-dos-pauis" spp., Muscicapidae) do Velho Mundo. Este fenômeno' de "voz de paisagem" é verificável também em Outros biótopos. Poucos cantam em natureza de madrugada, assinalamos tal comportamento nos e também no canário-da-terra, Fato surpreendente é que o tiranídeo tenha um canto matinal que, a julgar pelo timbre, poderia servocalização de um emberizíneo. Os cantos matutinos são, geralmente, mais difundidos entre os cantores "menos dotados" como são os tiranídeos. Canto coletivo ocorre entre machos de e Canto sem rivalidade e gritaria coletiva que lembra o dos traupíneos (como ocorre com os O tico-tico, tem um canto noturno bem diferente do diurno e que nada tem a ver com 0.5 cantos crepusculares de outras aves; ocorre também em

tico-ticos submetidos a situação de 'extremo -slisf~, 'à~-'" dia. Desconhecemos fato análogo em outras aves do mundo. Nas épocas de descanso reprodutivo tanto o tico-tico, azulão como os produzem o canto de uma forma incompleta a meia voz (sub-song) o que corresponde àsvocalizações outonais de aves do hemisfério norte. Espécies campestres e paludícolas. como vários congregados em bandos migratórios mistos, emitem um canto mais suave que se distingue do forte e simples canto territorial. Em vários casos ambos os sexos cantam bem e p. ex.) sendo que às vezes aparecem fêmeas de bicudo que cantam até melhor que os machos. Uma fêmea chocando pode cantar em resposta ao macho que vocaliza por perto cantam em dueto, Nos há diferenças entre os cantos de cada sexo 'e o casal pode cantar sincronizadamente p. ex.). Há bastante variação individual e geográfica do canto (dialetos), p. ex., entre os

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fato bem conhecido pelos passarinheiros que até aplicam nomenclatura onomatopéica própria ou referem-se à procedência do pássaro (v. sob coleirinho, bicudo e curió). O indivíduo reage melhor à voz (ou correspondendo ao seu próprio dialeto. Acontece que o indivíduo não reconhece o dialeto de uma outra população como a voz da sua própria espécie (registros de em vários lugares 'de São Paulo, I.C.R. Magalhães). O canto não é hereditário, indivíduos engaiolados, sobretudo os que são criados desde pequenos, aprendem cantos de outras espécies porventura disponíveis quando não possuem "mestre" de sua própria espécie; assim, um coleiro pode cantar unicamente como um bigodinho, criado ao seu lado, e com a maior perfeição. Parece que não há emberizíneo brasileiro que aprenda a imitar melodias humanas como o faz o pisco, da Europa (v. sob Corrupião). Sobre o desenvolvimento do canto no filhote do bicudo consta que a partir do 20° dia começa a chilrear ("gurrichar"), com 5 meses começa a cantar pouco; de 7 meses em diante o canto se torna forte e completo, ficando puro e cristalino como os acordes de uma flauta, após um ano de idade (informações de vários criadores). O macho novo do tico-tico adota o canto do adulto com 5 a 6 meses, quando se torna apto para a reprodução. Em machos muito velhos, p. ex., um bicudo de 18 anos de cativeiro, o canto tornou-se mais fino. No seu ambiente natural, os emberizíneos cantam bem apenas durante o período reprodutivo depois parando ou cantando com pouco vigor sem interessaremse por outros indivíduos de sua espécie. Durante as migrações e faina alimentar, quando e se reúnem em grupos, ocorre um canto coletivo. Em cativeiro cantam o ano inteiro, exceto no período de muda. A afeição dos passarinheiros à vocalização do curió e bicudo é tal que chegam a organizar concursos (vcurió)

EMBERIZINAE / CARDINALINAE

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como antigamente

coelebs.
nhosamente, Alimentação

era feitõ na Eurôpa com o tentilhão,. engaiolado, tratado cariconcentra toda sua atividade no cantar.

o indivíduo

A maioria dos emberizíneos é predominantemente granívora, especialização considerada como uma evolução recente (v. sob Oscines). Nota-se, ao mesmo tempo, uma sensibilidade reduzida em relação à sensação de amargo (nos padrões gustativos humanos), adaptação -vantajosa para o consumo de sementes que são, muitas vezes, extremamente amargas (Rensch 1925, e Berkhoudt 1985). É evidente que os Emberizinae Cardinalinae são mais freqüentemente predadores (destruidores) de sementes do que dispersores, ao contário dos Thraupinae. A morfologia funcional do bico revela existirem duas técnicas básicas empregadas no ato de comer sementes: o esmagamento ou o seccionamento. O processo de esmagar (fig. 304) praticado pelos Emberizinae como , e muitos outros, corresponde à ação de um torno, sendo realizado através de um simples movimento vertical da mandíbula para o palatino, o qual é pregueado, agindo como ralador. Sementes de gramíneas, muitas vezes o alimento principal, são colhidas ainda verdes e assim espremidas de sua casca, que não é aproveitada pelo pássaro (Ziswiler 1965). Sobre o processo de seccionar v. Alimentação. A grande variação de bicos cônicos (fig. 303) que se observa nesta família anuncia adaptações múltiplas às mais variadas condições tróficas, tais como dureza e tamanho das sementes ou consistência de brotos e frutas consumidas; não se deve esquecer contudo que temporária e ocasionalmente estes pássaros. tornam-se

a
Fig. 304. Movímentos do bico no ato de abrir uma semente redonda, em representante dos Emberizinae sp.): visto de lado, tômia (Papa-capim, pontilhada; b, visto de frente, a flecha indica a direção do movimento da mandíbula (seg. Ziswiler 1965).

b

ins-etívo!os:_Algun"'S"comedores de sementes são sinantropos, sendo atraídos pelo plantio ou dispersão subespontânea de gramíneas como, p. ex., espécies introduzidas de (v. também sob Hábitat). Entre as sementes mais cobiçadas pelo curió. . s, estão as da tiririca otundus) e da navalha-de-macaco olit s . Sobre mais tipos de sementes consumidos v. sob . Fenômeno extraordinário das regiões montanhosas do Sudeste do Brasil é o aparecimento de milhares de , por ocasião da frutificação pichochós, da taquara sp.) que lhes fornece abundante alimento ("arroz de taquara"), acumulando às vezes camadas de vários centímetros'. Como tal fato se repete apenas a longos intervalos (constam períodos de 8 a 16 anos, média 12, e até mais - 20, 30 e 34 anos), um mesmo indivíduo não teria mais do que uma chance, ao longo de sua vida, de aproveitar-se de tal fonte singular de alimento, num certo lugar. Eles devem vir, em boa parte, de longe, possivelmente às vezes de muitos quilômetros. A concentração dos pássaros atinge níveis tais que o "açoitar", emitido pelos inúmeros machos de pichochó que participam do festim, forma um singular marulhar que ressoa estranhamente nas matas serranas. Vimos participar da concentração também e (Itatiaia, Rio de Janeiro, 1952). Outras espécies como s e S. e e a pombinha também convergem para áreas onde os taquarais estejam frutificando. Os participantes nessa façanha são de duas categorias: (1) as espécies residentes, porém consideravelmente aumentadas em número pela afluência de adventícios e (2) as espécies chegadas de fora, desaparecendo por completo quando acaba o arroz de taquara. Geralmente (pereira 1941) a floração da taquara ocorre pelo fim do ano (como vimos em novembro de 1981, Rio de Janeiro), surgindo os frutos nos primeiros meses do ano seguinte. Em 1952 a frutificação ocorreu em julho. Supõe-se uma coordenação desse ciclo com os ciclos de manchas solares. Ao que parece a floração da taquara ocorre em anos muito secos e seria uma autodefesa da planta antes de morrer, deixando sementes em abundância. Situação semelhante acontece com os bambus da África (Zâmbia), o~de sua frutificação atrai espécies de Estrildidae, cuja distribuição é errática, no es- . paço e no tempo (Iackson 1972). Ocorre simultaneamente espantosa multiplicação de roedores, os "ratos-de-arroz" . (várias espécies, entre elas e o rato-de-casa, que depois invadem as plantações e finalmente sucumbem numa grande mortandade; não parti, cipam os "ratos-da-taquara", que não são granívoros. Várias espécies, como to escens e o c , procuram as frutas da embaúba e aquelas das bananeirinhas-do-mato, sp. oospi e is gosta do arilo das frutinhas do "pinheírinho "

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ORNITOLOGIA

BRASILEIRA 1,:::~ .. t. .'< -,.:; , ~.. -" -~ - ,. .. em colmos ou galhos separados no que lembra espécies paludícolas como saracuras e garças (técnica ligada a dedos longos). Causam admiração os bandos de que se reúnem à beira das cacimbas na caatinga do Nordeste, ou em poços naturais e margem dos rios no Pantanal do Mato Grosso, a fim de beber e tomar banho. Em regiões extremamente secas, como no cerrado, aproveitam-se do orvalho para se banharem (p. ex. us). O . e banho de areia ocorre com _ gostam de esfregar os lados da cabeça acima dos olhos, mantendo os mesmos fechados. Usam às vezes formigas para "formicar-se", como vimos acontecer com os e similis; a formiga utilizada pelo tíco-tico conforme observação de 1975 era a Camponoius .dus (A.G.M. Coelho, Pernambuco). Poucos , e seemberizídeos (orno guem bandos de pássaros; na floresta, anunciando de longe tais associações. dormem em capinzais altos, taboais e canaviais onde afundam, vergando os colmos ao pousarem juntinhas sobre o caule. e aprendem' em cativeiro a puxar uma vasilha de água amarrada sob o poleiro. Tal truque era praticado desde a Idade Média na Europa com o pintassilgo local, Os movimentos necessários para colher o fio que prende a vasilha são os mesmos que o pássaro faz para puxar uma espigueta de capim sob a pata.
.~;.. ;. -, ,_i '~.: . o', i. .

6'0,

Os to estão entre os numerosos consumidores dos frutos da palmeira (v. Thraupinae). e comem brotos. come folhas da canema sp.). As espécies florestais e da Amazônia são essencialmente frugívoros. Vimos e petiscar o líquido adocicado excretado por pulgões (v. Trochilidae). . É comum uma alimentação mista. Vimos tirar insetos presos em teias de aranhas, indo de uma teia a outra chegando a executar curtos vôos librados. Observamos igualmente voando atrás de pequenos insetos. Na alimentação da prole os artrópodes representam grande papel até para espécies como o curió, granívoras por excelência. O ticotico ceva seus filhotes exclusivamente com alimento desta ordem.

í

Catam sementes no próprio colmo ou no solo. Para comer mais comodamente as Sporophilavergam uma haste de capim até o chão após tê-Ia colhido em pleno vôo; tiram as sementes empurrando a panícula por debaixo dos dedos, com os quais a fixam para poder extrair a parte alimentícia. Muitas espécies arborícolas neotropicais descem ao solo para comer locomovendo-se, aí, aos saltos. Alguns, como e possu-em uma técnica especial própria para remover uma camada superficial de folhas ou terra solta que recubra o alimento (sementes, artrópodes etc.): perscrutando o terreno à sua frente pulam duas vezes consecutivas até 4 vezes) verticalmente sem alterar a posição das pernas e esgravatando o chão com ambos os pés sincronizadamente jogando para trás o material impeditivo. A tendência de executar tal movimento pelo tico-tico é tão forte que mesmo quando come algo sobre uma lage de cimento limpo ou num quintal pula da mesma forma. Este comportamento, ligado a pés relativamente grandes e a um revestimento diverso de escamas na base dos dois dedos externos, é típico a diversos Emberizinae que se locomovem no solo pulando. com a mesma estrutura no pé (possui uma escama basal ao invés de duas), joga os detritos para o lado com um movimento rápido de bico como fazem, p. ex., os sabiás; já puxa, com o bico, as folhas caídas àsvezescom notável vigor. , Os representantes mais terrícolas como

.,
e andam no solo e até correm tal qual um rato. Ammoâramus revela a mesma tendência de agachar-se e não voar se perseguida. pode ser confundido no campo com Há também nestas espécies um caminhar rápido ou saltitar. revela grande habilidade para locomover-se em taboais e capínzaís, às vezes segura-se

Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. Tornam-se assim fáceis vítimas de caçadores que utilizam armadilhas -com chamariz. Um tico-tico ataca tenazmente seu reflexo em uma calota de automóvel estacionado em seu território. Tal ardor nota-se também quando, p. ex., as gaiolas de dois curiós machos são colocadas perto uma da outra. Os oponentes irritam-se e emitem um canto penetrante, . chiado (chamado "serra") para amedrontar e repelir o adversário. Nesta mesma situação (comportamento "agonístico") os se esticam verticalmente mostrando toda a sua altura e exibindo o padrão característico do pescoço anterior e barriga, o que demonstra i , o efeito seletivo de tal colorido. Os e ao contrário, abaixam-se abrindo as asas e inclinandose para frente de bico meio AP.ertoquando v~9_.brigar. Nas lutas e diante das fêmeas, as espécies de colorido negro ou azul-escuro, como , e , estendem as asas expondo a cor branca de sua parte inferior arrepiando as respectivas penas tal e qual os desta maneira o bicudo quase que se esconde atrás de sua asa levantada que é mantida voltada para a fêmea. Além disso, vibra as asas emove

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'ã" longa ca-uda para cima e paIa< os.Iados-parando-oe ; Há bastante variação no colorido dos OV8S, os des, p. ex., são de campo esverdeado com uma movimento estando a mesma em qualquer posição. coroa de salpicos avermelhados no pólo obtuso; regisOs movimentos laterais de cauda são típicos também tramos sensíveis diferenças de forma, colorido e deseem certas e nho dentro da mesma postura, o que ocorre também em já e possuem outros tipos de movioutras espécies. Os ovos de são lustrosos, mentos de cauda. de campo azul-verde e providos de uma estreita coroa A determinação da natureza desta movimentação é de rabiscos e pontos pretos. Embora postos em ninhos usada em estudos filogenéticos. Importam no caso três cobertos, os ovos de e são também manaspectos principais, a saber: a amplitude vertical do mochados; o inverso ocorre com e vimento, se a cauda é aberta e em que extensão e, finalque, malgrado construírem mente, movimentos laterais. ninhos abertos, têm ovos uniformemente azulados. A O macho de traz comida para sua fêincubação e a permanência dos filhotes no ninho são mea. macho regurgita o alimento para a muito curtos em 10 e 9 dias respecticompanheira. vamente (StahlI984). O período de incubação é, no caso O ninho é uma tigela aberta, rala em algumas espéde e de 12 a 13 dias (Rio de cies (p. ex. e espessa em outras (p. ex. sendo construído freqüentemente a-pouca Janeiro) e no bicudo 14 dias (Minas Gerais). Consta soaltura e mesmo no chão sob o capim, p. ex. bre este último que nascem mais machos do que fêmeÀs vezes alguns casais deste canário situam seus resas. Os pais se revezam na alimentação dos ninhegos. Em pectivos ninhos próximos uns dos outros. sua maioria trazem como, p. ex., o, tico-tico, alguns arfaz na ramagem um ninho esférico trópodes amassados em uma bola na ponta do bico ou, com entrada lateral; consta (Marcondes-Machado 1974) quando os filhotes já estão mais crescidos, insetos maioque às vezes constrói uma "segunda entrada" falsa, res e inteiros presos entre as maxilas. Algumas espécies, obstruída e mais visível que a primeira, aparentemente como não levam a ceva no bico, mas engouma adaptação contra predadores (v. bico-de-lacre). lem; e digerem-na parcialmente no papo para depois sp. constrói um grande ninho esférico no solo regurgitá-la sob forma de uma massa que é então minisda mata. faz uma cestinha bem acabada trada. Consta que todos os ninhegos da família têm boca em buracos, freqüentemente em ninhos de outros páso abandonam o ninho; vermelha. Os jovens saros, sobretudo no de joão-de-barro. Parece que entre o nono e décimo segundo dia de vida, os bicudos ocupa buracos em barrancos, enchendo-os com a partir do décimo quinto. Ainda são cevados pelos pais material de ninho (Minas Gerais) .. durante alguns dias, ambos só tornam-se independenAs espécies que nidificam no solo, como tes, após 20-30 dias de nascidos. Os jovens e costumam atrair a atenção de estabelecem território próprio entre o 5° e 11 mês de possíveis predadores procurando afastá-l os das cerca- . vida; a fêmea nova do bicudo pode reproduzir-se já com nias do ninho despistando-os. 9-10 meses e o macho um pouco depois. _O bicudo faz de duas a três posturas por ano consecutivamente (Minas Gerais); consta. que a bicuda inicia nova postura trinta ou quarenta dias depois do nascimento da prole anterior, dependendo esta oscilação das chuvas que vão garantir alimentação abundante. Em regiões equatoriais (pará), o tiziu parece procriar em qualquer época do ano;' cada indivíduo, porém, possui seu ciclo delimitado em três posturas em um ano; em cativeiro foram registradas 8 posturas sucessivas. Ao contrário da maioria dos Passeriformes, os t. Fig. 305.Ninho de tico-tico-do-mato, Emberizinae e Cardinalinae nem sempre cuidam consduas fases da construção, esquema. A, cienciosamente da higiene do ninho, principalmente funil, composto de folhas secas, colocadas em pé; no quando as crias passam de uma certa idade; encontrameio uma cavidade aberta de 6 x 6cm,precursora da mos um ninho de com as bordas cobertas câmara incubatória. B, ninho no~.~dias depois, . pelos dejetos dos filhotes que o tinham abandonado há acabado, perfeitamente embutido na camada natural pouco tempo; o mesmo' observou-se ocorrer com o de folhas caídas que cobrem o solo da mata; o eixo da cavidade (câmara de incubação) virou cerca de 30°e foi atapetado com cipó e raizes, formando uma Vários Emberizinae e Cardinalinae são vítimas do construção sólida dentro do tapete natural de folhas ensis. No Brasil os ovos dest~ gaudério, caídas. Limoeiro,Espírito Santo, dezembro 1940. parasito foram encontrados em ninhos de doze espécies Original,H. Sick. destas subfamílias (v. ensis) ..O tico-tico
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é, contudo, o único que regulà' "tda: o gaudério, com isso sofrendo pesadas perdas de sua própria prole; a pressão exercida chega a ser tão grande que, em certos locais, o tico-tico é praticamente eliminado por este icteríneo e, portanto, não pelo pardal como vulgarmente se fala.

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, Em capoeiras-do báDémmazonas (p. ex. rio Guamá) e tornam-se abundantes, sendo porém superados em larga margem pela pipira, e pelos piprídeos, e .

A maioria dos Emberizinae e Cardinalinae vive em paisagens abertas ou meio abertas, campos de 'cultura, mata secundária, orla de mata, beira de rios, cerrado, caatinga, pântanos, etc. A vida de certas espécies (p. ex. em capinzais cortantes levaria a forte abrasão da plumagem, sobretudo da cauda ~ do manto, tal como se dá com outros Passeriformes terrícolas como Icterinae. Para atenuar o problema estas aves costumam manter a cauda horizontal, diminuindo assim o atrito na vegetação que fricciona mais o lado dorsal do pássaro que se locomove no solo. O contato permanente com a terra pode provocar (p. ex. em a impregnação da plumagem com a cor do solo do local, sobretudo onde este é de terra vermelha. Diversas espécies granívoras tornam-se sinantropas. De 1963 para cá aumentou, p. ex., a população de e de S. ao redor de Brasília, em conseqüência da introdução de gramíneas altamente sementíferas, como o "capim-colonião" ou que antes ali não existiam. Em contraposíção diminuíram na mesma área espécies como e que sustentam-se mais às custas de sementes de plantas nativas do cerrado, que são eliminadas pela atividade humana; devido a este mesmo problema em relação à vegetação das veredas e dos pântanos dessa mesma região, verifi. camos que e tornaram-se mais raros ou mesmo desapareceram de uma vez, devendo considerar-se nesse caso também o fato de serem espécies cobiçadas no comércio. Para a região de Corumbá (Mato Grosso), em conseqüência da introdução de gramíneas forrageiras, imigrou por volta de 1962 o curió e, mais recentemente, o bicudo. V também sob Alimentação (periodicidade da taquara) e Repovoamentos. Poucas espécies de Emberizinae e Cardinalinae invadiram os biótopos florestais; o caso mais notável sem dúvida seria aquele do gênero representante semiterrfcola cujo aspecto absolutamente não corresponde ao deuma ave florestal, o que sugere que a sua adaptação a. esse ambiente é evento relativamente recente. Também e seu substituto setentrional, conquistaram a floresta nela nidificando no estrato médio e mesmo no superior (ao contrário de dali passam, em vôo alto, a veredas e pântanos; S. chega mesmo a sobrevoar cidades.

A distribuição de Emberizinae e Cardinalinae brasileiros apresenta os padrões mais variados, testemunho de grandes e repetidas alterações climáticas. Sendo estes geralmente aves não floresrais, o desenvolvimento da Amazônia agiu como um grande obstáculo, fragmentando a distribuição de certas espécies de forma que estas existem atualmente em áreas largamente disjuntas . ao sul e norte da Amazônia. Isto deu-se, p. ex., com o canário-da-terra, com a patativa, e com o caboclinho, , cada qual em condições específicas; em todos eles, contudo, nota-se muito pouca diferença quanto a caracteres externos entre as populações setentrionais e meridionais. Essa situação leva à conclusão de que as ditas separações são relativamente recentes. Mais complexo é o caso do gênero gus, onde evoluiu uma população cinzenta, C. e outra vermelha, C. Ambos encontram-se em certos lugares ao sul da Amazônia- onde cruzam, comportando-se como raças geográficas (v. também sob . mas nunca conseguimos observá-los no mesmo local; ambos reaparecem ao norte da Amazônia em populações disjuntas. Especiação geográfica marcante ocorreu também no gênero havendo dois grupos principais cujos respectivos membros, aloespécies que compõem uma superespécie, se excluem geograficamente. No primeiro grupo estaria do nordeste do Brasil e seu substituto meridional. No segundo grupo agrupar-se-iam da Ama, zônia, do Brasil central e representante meridional. As áreas de e P. portanto um representante de cada superespécie, se interpenetram na região do Pantanal do Mato Grosso. Outros elementos campestres, como e estão restritos às regiões do cerrado do cen, espétrodo Brasil. Encontramos cie de campo limpo do Brasil central, no estuário do Amazonas, o que sugere uma origem antiga (e não recente, antropogênica) dos campos da ilha de Marajó, que, diversas vezes inundada, possibilitou o estabelecimento ~â atual fauna càrnpestre'há 4-5 mil anos. Não sendo tão fácil localizar este pássaro terrícola, é provável que sejam encontradas ainda mais populações em regiões campestres antes contíguas e atualmente disjuntas. . representante florestal, demonstra também o fenômeno da substituição geográfica. , de vasta distribuição na Amazônia eBrasil

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I'

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oríéntát"éiésubstituído "méTilironalmente por ambos encontram-se no Brasil central. .Elementos meridionais-andinos como que penetraram no sul do país, avançaram para o norte até as regiões serranas mineiras e espírito-santenses. Aí , ocupa os campos de aparentada à altitude. Um caso de endemismo florestal do Brasil estemeridional é substituto de que por sua vez alcança os Andes. Raças geográficas bem distintas quanto ao colorido . evoluíram, p. ex., no coleiro-do-brejo, O mesmo se observa, residindo a diferença no tamanho: entre as subespécies de As duas formas de bicudo contudo consistem em duas espécies. Já chamamos a atenção para um caboclinho, no qual encontramos uma raça local de aspecto efeminado. Existem paralelos na avifauna de ilhas oceânicas no mar das Antilhas e no Velho Mundo. Existem vários endemismos em Emberizinae e Cardinalinae brasileiros, sendo o mais notável g cuja distribuição é muito semeO gênero é lhante à dos beija-flores ecologicamente uma boa analogia ao grande gênero c (Lonchurinae, Estrildidae) da região paleotrópica (Fry 1983).

Outro caso interessante- é~ff do' ic is luie no sul-v--. do Brasil, aonde chega em bandos de milhares ao ponto de tomar-se, nos meses de maio a julho, uma das aves mais abundantes do Rio Grande do Sul. Tais grupos (que associavam-se a e são provavelmente oriundos de países meridionais adjacentes. é também migratório. Registramos migrações verticais (p. ex. e S. e na região serrana do Espírito Santo. No Itatiaia, Rio de Janeiro, se deslocam durante o inverno espécies do alto (como e e a altitudes mais baixas (E. s Gouvêa). Sobre as concentrações de nos taquarais (o que também é efeito de uma migração), vide o item Alimentação. Apenas um representante chega-nos como imigrante, trata-se de que vem da América do Norte e que alcança as porções extremo-setentrionais do país. Esta espécie costuma migrar à noite traindo-se pela voz, tal qual a "triste pia" Icterinae), um outro migrante setentrional.

Os emberizídeos pertencem aos poucos Passeriformes que se conhecem serem parasitados ocasionalmenuliginoeus te por hipoboscídeos ou pupíparos. hospeda Ol (V Hirundinidae e Troglodytidae).

Muitas espécies executam, após a reprodução, migrações em escala variável sobre as quais sabe-se muito pouco. Geralmente apenas se nota que uma espécie (p. ex. aparece para nidificar em uma dada região e depois some, tomando rumo desconhecido. Seria necessário anilhar indivíduos de certas populações e realizar observações sistemáticas durante o ano todo. Parece certo que, no Brasil, os motivos de migrações sejam tróficos e não climáticos. Partem, p. ex., , 5. e 5. do planalto catarinense antes do começo do frio (que é intenso na região) em busca de gramíneas e ciperáceas sementíferas. Aparecem grandes bandos migrantes de em novembro-dezembro no Pantanal do Mato Grosso. Significativo para exemplificar a exten'são destas migrações é o fato de termos encontrado, na segunda metade de setembro, muitas centenas de migrantes em capinzais carregados de sementes (o "canevão" numa ilha no altoSão Francisco, Minas Gerais. Assinalamos onze espécies do gênero Sporophila das mais diversas procedências geográficas. Tivemos, assim, representantes meridionais como 5. , 5. e , S. e 5. ao lado de 5. (representante setentrional da espécie), 5. (do Brasil médio-oriental), além de 5. e 5. .estavam presentes também 5. 5. e S. c nei , o último da Amazônia.

Ocorrem várias hibridações (sobretudo nos gêneros e produzidos naturalmente em aves não cativas. Admitimos que tal cruzamento sempre ocorreu em escala reduzida e sem ter sido reconhecido sempre como tal. Este seria, p. ex., o caso do chamado um híbrido procedente de São Paulo que foi descrito como espécie já em 1870. Ultimamente a interferência humana tem concorrido em larga escala para incentivar o presente fenômeno, o que se dá através de: (1) alteração ou extinção da paisagem primitiva, possibilitando o contato de aves que, originalmente, viviam separadas, (2) diminuição do número de indivíduos, sobretudo machos, em conseqüência da perseguição que lhes é movida pelo homem, o que deixa as fêmeas sem machos de sua espécie para se acasalarem. Soubemos de um caso em que um macho de reconhecível individualmente pelo canto, tinha três famílias (da mesma espécie) ao mesmo tempo (Petrópolis, Rio de Janeiro, Hugo S. Lopes). Híbridos adquiridos no comércio geralÍnente não têm indicação segura de procedência, porém sabemos serem oriundos dos Estados mais variados como Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Contribui na identificação o comportamento ~,I?ovimen-

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ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

tos-da asascaudacetc.),e a vocaliq;iiçã,.o.(fgic\maª,ª,.;Canto~ ,.,.=pagaç(\o o fato de os indivíduos não serem tão faolmenEste entretanto pode ser misto ou puro, neste último caso te aceitos por indivíduos de ascendência pura. n e de uma ou de outra espécie parental e às vezes não pode Em cativeiro os cardeais servir de base para indicação de ascendência. Além produzem híbridos férteis, o que corresponde disso, os indivíduos em cativeiro facilmente aprenao esperado, pois ambos são substitutos geográficos (v. dem vozes de outras espécies, o que aumenta mais sob Distribuição). ainda a confusão. Seja mencionado ainda que em cativeiro, conseguiuEntre Emberizinae selvagens de ascendência híbrida se alguns cruzamentos de parentesco menos próximo, que registramos desde 1959 (Sick 1963) figuraram até sobretudo de canárias-belgas com várias espécies brasieo x canária; j c n x 1976 os seguintes pertencentes aos dois gêneros supraleiras, p. ex., s x canária; os descencitados: canária e 1x dentes eram inférteis. Uma fêmea de o c on 2x cruzou com um e um s 3x (Oliveira 1984b). V. também sob Icterinae. 4x .5 x declínio, , 6x

78910 11 12 ~ b. b. bouu bouu

x x x x

x
x

Em vários dos casos acima vimos mais de um indivíduo híbrido do mesmo tipo. Soubemos ainda de um frontaiis x promestiço de duzido em cativeiro. Tais cruzamentos demonstram um parentesco entre as espécies em questão, mais próximo do que esperaria um cientista de gabinete mas menos estranho para aquele que conhece as 'aves vivas e sabe que se pode atrair, p. ex., um bicudo briguento com um curió. Um híbrido bicudo x curió é chamado bicurió, produzido também em cativeiro. Ocorrem hibridações em liberdade também com outros gêneros corno
x e

P.

x

. Advertimos contra conclusões precipitadas a respeito da ascendência de indivíduos anormais que aparecem sem indicação genealógica nenhuma. Podem surgir nos híbridos caracteres de profunda origem genética, não manifestados no fenótipo dos país". O elevado interesse dos passarinheiros em qualquer mestiçagem e sobretudo por híbridos de emberizíneos resultou, já no começo do atual século, em campanhas sistemáticas de soltar "papa-capins"; p. ex., nig no interior de São Paulo para provocar cruzamentos (Sick 1963). Vemos nisto lamentável falsificação da fauna, ao passo que uma mestiçagem bem controlada e!fl cativeiro proporciona indicações científicas valiosas. O ocasional cruzamento na natureza não constitui problema para a "pureza" da fauna local por dl!~s razões:. ou porque os híbridos são estéreis ou porque, caso não o sejam, constituiria sério obstáculo à sua pro-

os pássaros mais procurados pelo comércio clande aves silvestres. Sua rarefação ao redor dos mais populosos atingiu especialmente o bicudo, e o azulão. Também p. ex. a patatíva-verdadeira, pumblea, vai se tornando escassa e até mesmo o canário-da-terra está desaparecendo. Finalmente passou-se o tempo em que peles de espécies vistosas eram exportadas para a Europa como material decorativo. A moda sempre mostrou tais tendências destruidoras para com a fauna. Deve ser acrescentado ainda que representantes como ol e o , que voam baixo, são freqüentemente atropelados nas estradas. Constitui esporte indigno a realização de brigas de canários-da-terra, repetindo-se assim o absurdo das brigas de galo. Ainda há pouca criação de Emberizinae e Cardinalinae nacionais em cativeiro, pois, até há pouco era mais fácil adquirir exemplares silvestres no comércio. O canário-da-terra e o tiziu são apontados como os de propagação mais fácil; o primeiro pode ser criado em regime de semicativeiro, mantendo-se aberta a porta do gaiolão. Interessante é a criação do bicudo e do curió, sendo este último considerado o "rei" dos pássaros canoros (v. concursos sob o item golensis). Um reprodutor de bicudo, ativo durante 18 anos, teve "47 filhos e dezenas de netos e bisnetos" (Nogueira Neto 1973). Nos últimos tempos a multiplicação das espécies do gênero tomou-se importante, visando à substituição de exemplares capturados, o que se torna dia a ?ia menos possível, menos pelo cumprimento da lei que proíbe este comércio, mais pela natural rarefação a que conduz a perseguição encarniçada que lhes movem.

São destino centros o curió

47 Quando cita-seum cruzamento, é regra colocar-seem primeiro lugar o pai: Vistodesconhecermosa ascendênciados híbridos aqui citados, em primeiro lugar colocamosa espécie cujoscaracteres são mais pronunciados no indivíduo em foco. 48 Sobre hibridações entre elis e canário-do-reino,v.Fringillidae.

EMBERIZINAE

/ CARDINALINAE

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Os indivíduos nascidos e criados-em cativeiro adaptamse melhor à vida reclusa, vivendo bem em viveiros menores. Enio Flecha (1987) obteve de 1976 a 1985, com média anual de 10 casais acasalados, 188 ovos e 58 filhotes nascidos do curió. Consta, porém, que os exemplares conseguidos no ambiente artificial deixam a desejar notadamente quanto às qualidades exigidas nos torneios (Coimbra Filho 1986). Lança-se mão de daremse as posturas e as ninhadas abandonadas, tanto do bicudo como do curió, a canárias-do-reino que delas cuidam conscienciosamente. O próximo passo seria não apenas pensar no lucro que estes pássaros podem dar, mas sim criá-los para repovoar locais de onde foram exterminados. Houve resultados bem-sucedidos neste sentido em Minas Gerais, usando-se fêmeas de bicudo nascidas em cativeiro. Os espécimens foram liberados de fins de agosto à primeira quinzena de setembro, época em que permaneceram em locais adequados até que vieram os machos, que ainda existiam na região. Os resultados foram tidos como favoráveis. Evidentemente cuidou-se de proteger o sítio em questão da ação de caçadores através de severa fiscalização (Hugo E. F. Werneck). Houve tentativas, em parte igualmente bem-sucedidas, de transplantações do canário-da-terra, o O galo-de-campina, foi introduzido na Ilha das Enxadas, Rio de Janeiro, o cardeal, P coronaia, nas Ilhas Hawaí. Existiam bicudos e curiós na região do Parque Nacional do Itatiaia; atualmente estão começando a emigrar, pois a floresta está protegida e tornando-se densa, ficando escassos os lugares abertos com gramíneas, etc., hábitatdaqueles emberizíneos (E. Gouvêa). É confortante verificar que, tanto o curió como o bicudo, expandem sua área em certos locais em conseqüência do plantio de gramíneas introduzidas, conforme observado por nós em 1972 em Mato Grosso. Caso sejam bem tratados, os emberizíneos podem ser bastante longevos em cativeiro; um coleiro, p. ex., pode chegar a viver em ótimo estado 18 anos, um curió 22 anos e um bicudo 26; consta mesmo que um bicudo chegou a 41 anos em cativeiro no Rio de Janeiro, mas com sérios problemas de saúde no fim da vida devido à sua idade avançada.

O tico-tico., entretantoj.-coxnpensa--la:rgamente os estragos que porventura possa fazer destruindo insetos "nocivos" em grande número, como as "vaquinhas", Chrysomelidae.

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A atração que estas aves representam como xerimbabos choca-se com as acusações de que os representantes deste grupo seriam nocivos à lavoura. Já falamos sobre as verdadeiras coortes de ao sul do Brasil, às quais se associa uma outra multidão de "pássaros-pretos" (icteríneos e algumas acusados de assolar os arrozais. Afirma-se que causa danos em milharais e que com seu hábito de esgravatar a terra, arranca sementes prejudicando a horticultura.

1. Trinca-ferro e afins, , de porte relativamente grande, cauda longa, 5 espécies de garganta clara (Pr. 42,8), uma de garganta negra . V.também (item 11). 2. Furriel cardeal-amarelo e afins, de porte grande como as precedentes, de lado inferior amarelo: (pr. 42, 9), (Pr. 42, 11) e de lado inferior vermelho: macho .. 3. Cardeais e galos-de-campina, (Pr. 42, 10), de porte médio, cabeça mais ou menos extensamente vermelha, 5 espécies. 4. Azulão e azulinho Pr. 43, 1), campainha-azul de bico amarelo) e negrinhodo-mato de porte médio ou menor, azul-escuro. 5. Bicudo e curió , O. e 0, golensis, Pr. 43, 2, de barriga castanha), de porte médio. 6. Tiziu figo 308), cigarra-bambu e cigarrinha-do-coqueiro , de porte menor, negro ou cor de fuligem, os dois últimos sem branco por baixo das asas. 7. Papa-capins, caboclinhose afins pequenos, 23 espécies de colorido variado, barriga branca, castanha ou negra, às vezes uma coleira, bico negro ou amarelo (Pr. 43, 3, figo 309-11). Uma espécie maior esverdeada: pichochó o · 8. Canários-da-terra Pr, 43, 9), 4 espécies amareladas. 9. Tico-tico Pr. 43, 4); tico-tico-da-mata Pr. 43, 5, duas espécies); tico-tico-do-campo Pr. 43, 10, duas espécies pequenas campestres) e (desenho berrante preto e branco na cabeça, campestre); quem-te-vestiu e afins , Pr. 43, 6, 3 espécies com ferrugem vivo e 2 espécies cinzentas e brancas, figo 307); galinho-da-serra cinzento, de risco vermelho no píleo) e o tico-tico-rei , Pr. 43, 8) V. também (extremo Sul) e (extremo Norte). 10. Canário-da-campo es, Pr. 43, 11, duas espécies), sabiá-do-banhado duas espécies) e (fig. 306), espécies campestres rabudas, de tamanho médio ou menor, esverdeadas ou pardacentas. 11. Oito representantes que não se enqu~,dram nos

764

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

. ~.';

'-'; grupos anteriores~-rrüneirinho mentão figo 312),

Pr.43,

?), pi(ex-

tremo oeste do ~ásil)'e Doloepingus, Norte:

quatro espécies -do extremo" e .~

SUBFAMíUA

EMBERIZINAE

TICO-TICO,

Pr. 43, 4

15cm. É um dos pássaros mais populares e estimados no Brasil este-meridional. O pequeno topete, o desenho estria do da cabeça e o colar ferrugíneo são característicos da espécie, sendo, geralmente, menos pronunciados no sexo feminino. Jovem sem as faixas na cabeça, sem a nódoa preta ao lado do pescoço e sem o colar vermelho, possuindo manchinhas negras no peito. "tic" (chamada, "tico-tico"); fino "tist" (advertência, perto do ninho); melodia de 4 a 5 assobios claros bem pronunciados, o começo da estrofe é acentuado, por exemplo: "dübí (ex-Guanabara); o fraseado e o timbre do canto variam conforme a população e a região, ocorrendo, por exemplo, notas dia tônicas e um assobio adicional. Há mais vocalizações do tico, como um gorjear em piano e gritos quando briga; fora da época de reprodução produz às vezes canto diurno incompleto, a meia voz já canta com meio ano de idade (v. Introdução). A cantilena maviosa e insinuante do tico-tico conquistou-lhe as simpatias do povo, que lhe interpreta a estrofe/or várias formas, por exemplo: "Maria acorda! É dia! dia!" ou "Nosso ranchinho assim 'tava bom". e de Ao cair da noite emite um canto diferente, forte, caracterizado por prolongamento e acentuação das últimas notas, cómo: "hü, djü, djü, Esse canto noturno que deixa ouvir do poleiro onde pernoita (situado às vezes alto, p. ex., no penacho de um coqueiro onde, de dia, quase não penetra) é geralmente emitido uma vez só por indivíduo, ao anoitecer ou pouco tempo (aproximadamente uma hora) após o escurecimento; é produzido raras vezes noite adentro e ainda mais excepcionalmente de madrugada; às vezes é repetido pelo indivíduo, após intervalo de, p. ex., 7 a 10 minutos. Apenas certos indivíduos dispostos produzem o canto noturno. Raras vezes o canto noturno ocorre em pleno dia, sendo então emitido a meia voz nos intervalos de canto diurnos, fortes e normais; isto parece ser uma espécie de "treino" da vocalização como se conhece em muitos pássaros canoros. Existem diferenças.individuais do canto noturno, mas não notamos alteração geográfica, ao contrário do canto diurno. Registramos o canto noturno desde 1940 nas seguintes regiões: Espírito Santo, Rio de Janeiro, ex-Guanabara, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, sul do Pará (Cachimbo, Cururu), também no Chile e no Peru. Acontece, excepciOIla}mente, do tico emitir à noite o canto diurno. O canto noturno causa impressão tão diferente do

canto diurno que o leigo no assunto pode tomá-lo por vocalização de outra espécie de pássaro. É interessante notar que o canto noturno ocC?rrede dia em situação de extremo susto quando aparece um gavião caçando, P: ex., ou sendo produzido uma vez só, com todo o vigor. Mal se acredita que o canto noturno, emitido regularmente ao anoitecer, possa ser provocado por um susto. O canto noturno do tico-tico, familiar a nós há 50 anos, escapou aos cientistas analisadores como E Nottebohm (1969), que analisou 523 indivíduos e estudou com afinco o canto de na Argentina. A única referência a respeito talvez a encontraremos na obra do naturalista e poeta W. H. Hudson (1920), que diz que o tico-tico canta também à noite e no silêncio escuro; sua estrofe soa Não conseguimos gravar o canto noturno do tico-tico, razão pela qual não publicamos algo a respeito. Finalmente em 1988 o canto noturno do tico-tico foi "descoberto" por Lougheed & Handford (1989), desconhecendo os nossos estudos. Habita paisagens abertas, campos de cultura, fazendas, jardins, até em pátios e coberturas ajardinados: é abundante em regiões de clima temperado, como nas montanhas do Sudeste (serra da Mantiqueira, etc.), até nos seus cumes mais altos, expostos a ventos fortes e frios; o hábitat apropriado do tico aumenta constantemente pelo desmatamento e drenagem, o pássaro torna se facilmente sinantropo; penetra até nas cidades quando há ajardinamento suficiente, nidiflcando p. ex. durante anos ao lado do Palácio da Cultura no centro do Rio. Entre os traços interessantes de seu comportamento figura a técnica de esgravatàr alimento no solo por meio de pequenos pulos (v. Hábitos). No Brasil é o principal hospedeiro do gaudério, Nas áreas mais vasculhadas por esse parasito as perdas do tico são tantas que sua extinção seria 'iminente se não houvesse ou: tras paragens em que o emberizíneo cria à vontade. E pouco provável haver diferenças das épocas de reprodução das duas espécies, resultando isto em vantagem pará o tico: achamos no Rio ninhos do tico com ovos e filhotes em junho (fim de outono) e, em certos anos, registramos o canto intensivo de' julho e --.",., agosto (inverno local). De 83 ninhos de cuja evolução acompanhamos na Ilha Grande, Rio de Janeiro, em 1944, 51 (61%) estavam parasitados pelo gaudério. Neles havia ao todo 152 ovos de tico (e 94 ovos do gaudério) dos quais 62 (41%) dos ticos eclodiram. Dos ticos ninhegos, ~? (59%)

EMBERIZINAE / CARDINALINAE

765

voaram. O sucesso do=tíco estava reduzido 'a 21 (25%) dos 83 ninhos. Dos 37 juvenis que voaram, 22 (59%)provinham de ninhos isentos do parasito. Houve três casos em que ticos e gaudérios foram criados juntos e com sucesso - provando que as afirmativas generalizadas de que o gaudério é sempre o mais forte induzem a erro. Pode ser que a salvação dos ticos seja os filhotes do gaudério serem severamente parasitados pelo berne de passarinho, mais ainda do que os do tico-tico. A opinião geral, baseada em conhecimentos puramente teóricos da matéria, ensina que o tico está sendo . Isto consexpulso pelo pardal intruso, ta, p. ex., na do de C. de Mello Leitão (1937): "O tico-tico, antes tão comum e dando um ar alegre ao Rio de Janeiro, donde foi expulso pelo invasor pardal". Essa interpretação errada é dada mais por opinantes que não sabem distinguir um tico-tico de um pardal ou não tomaram em consideração que tico e pardal possuem bionomia radicalmente diversa: os ticos vivem em casais isolados, cada macho atacando furiosamente o tico vizinho se este invade seu território que tem aproximadamente 30m de diâmetro. Não é ave da cidade, e sim morador do campo, das capoeiras e quintais; faz seu ninho a pouca altura em densos arbustos, cercas vivas e no meio de vegetação quase rasteira, so, ou bre barrancos, cobertos de falsa hera até no solo, sob o capim. O pardal, ao contrário, embora também viva em casais, gosta de associar-se em colônias para nidificar, instalando-se no alto das casas ~ aparecendo em bandos quando procura seu alimento. Por isso o tico sempre será muito menos numeroso do que o pardal. Diz o povo, que antes de ser introduzido o pardal, existiram bandos de tico-tico, mas neste caso já está provado que não eram ticos. Bandos de tico-ticos se formam apenas durante migrações invernais, no extremo sul. Formulou bem Hélio F. A. Camargo: "a idéia de o pardal, o bem dotado, expulsar o tico-tico, resulta de ser o pardal mais abundante que o tico-tico criando a falsa impressão deste ter sido desalojado por aquele". De fato o tico-tico é pouco atingido pelas atividades do pardal. O tico afugenta o pardal no comedouro. O pardal também não é concorrente do tico na época da reprodução, pois as exigências dos dois pássaros para instalar seu ninho são inteiramente diferentes. O tico é atingido pelo descuido do ajardinamento nas cidades, do qual o tico necessita para se alimentar e nidificar. Assim, corri o crescimento urbano o hábitat natural do ticovai desaparecendo e o pássaro foge para subúrbios de população humana menos densa. O tico-tico é, portanto, expulso pelo próprio homem, sendo vítima da urbanização e do gaudério e não do pardal. Efetua-se do México e da América Central, através da maior parte da América do Sul, até a Terra do Fogo, com muitas lacunas que, geralmente, correspondem a regiões de clima tropical, que não agradam ao tico-tico que aí coloniza regiões montanhosas onde cos-

"tumaserabundante, p. ex.: no Alto do Itatiaia, Rio de Janeiro. Formaram-se muitas raças geográficas; é uma das aves mais abundantes do Chile; nos Andes alcança e É encontrado em todas as reS.OOOm giões do Brasil, excetuando a Amazônia onde há florestas, mas ocorre em certas áreas campestres e regiões serranas na hiléia, de clima mais ameno, p. ex., Serra dos Carajás, 700m (pará); existe no Amapá, mas parece faltar na região de Belém e na Ilha de Marajó, Pará. No sul (Rio Grande do Sul, Paraná) é migratório, aparece ali em bandos que devem ser procedentes dos países adjacentes meridionais. É considerado substituto de , gênero largamente distribuído na América do Norte (Mayr & Short 1970).

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TIC0-TICO-DO-CAMPO-VERDADEIRO,

Pr. 43, 10
12cm. Pequena espécie, campestre e terrícola, comum fora da Amazônia. Partes superiores cinzentas estriadas de negro e com tintas cor-de-ferrugem, destaca-se uma mancha amarela anteocular; encontro (oculto) também amarelo; jovem com o peito maculado de anegrado, ocorrem modificações no colorido da plumagem (que pode, p. ex., apresentar-se avermelhada) devido à impregnação da mesma com a terra. fina como a de um inseto: "zip", às vezes repetido; "suít" (chamada); canto fino e tilitante "di-diii dí-i,i,i". Vive nos campos secos com gramíneas e ciperáceas baixas, terrenos cultivados. 'Corre e pula pelo solo agachando-se como um ratinho, passa facilmente desapercebido; empoleíra para cantar. Ocorre em duas áreas bastante disjuntas, uma ao norte da Amazônia (das Guianas e Venezuela àColômbia e extremo norte do Brasil em Roraima, Monte Alegre, Marajó, Pará) e outra ao sul: algumas áreas campestres isoladas dentro da Hiléia, p. ex., Santarém e Humaitá (alto Madeira), todo o Brasil ao sul da Hiléia, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. "Tico-rato", "Corre-corre", "Canário-do-campo", :'Tico-tico-do-pasto" e "Tringolim" (Minas Gerais), "Salta-caminho", "Tico-ticodo-campo?", "Tico-tico-mascarado=". V. ro (que é mais pardo), (mais verde, florestal), o (maior), as e a seguinte.

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CrCARRINHA-OO-CAMPO,

ons

[13,Scm] Encontrado apenas na Amazônia, se distingue da precedente por larga sobrancelha amarela, e mais amarelo em torno do olho e na região malar; distingueeeluteo por ter o bico mais fino e o lado inferior branco (em vez de amarelo). finíssimo zunir monótono, bissilábico "zürrr-zürrr" (canto, inteiramente diferente da espécie precedente). Corre e pula através de campos ralos, aciona ligeiramente a cauda em sentido vertical, lembrando em cidades como Santarém e Manaus pousa às vezes nos edifícios do cen-

766.

ORNITOLOGIABRASILEIRA .~

._"'

.- tro para cantar. Ocorre da Venezuela à-B~Üvia e àb~irameridiori.al do Amazonas, do Acre e baixos Tapajós e Tocantins a Belém, Pará e Maranhão. Parece ser substituto geográfico, sobretudo amazônico, de ressaltamos porém que o canto das duas espécies é essencialmente diferente e, ao que parece, também o são alguns outros traços de suas bionomias. "Ticotico-cigarra "'.

CIGARRA-BAMBU,

13cm. Restrito ao Sudeste, lembra, na plumagem, tendo porém o bico cônico extremamente pontudo; plumagem cinzento-azulada uniforme, incluindo o lado inferior das asas, bico negro, pernas pardorosadas claras; fêmea de partes superiores oliva-escuras sendo esbranquiçada nas partes inferiores com os flancos e peito esverdeados, a garganta e papo estria dos de anegrado, mandíbula amarelada. finíssimo "tzri", "zib" (chamada); estrofe bissilábica e monótona de pios tilitantes em andamento rápido, lembrando ou o zunir de uma cigarra: "zi, zi-zschrf", "zs,s,s, s,s,zlí", "zs,zs zs,zs-s,s,s,s,s," a segunda parte da estrofe em piano como um eco. Canta freqüentemente enquanto voa entre dois galhos a alguns metros de altura, dentro da mata sombria sob as copas; locomove-se nesta ocasião sempre em trajetória horizontal ou ligeiramente descendente, batendo desajeitadamente as asas com as rêmiges _espalhadas obliquamente para baixo e as pernas pendentes. Vive na mata não muito densa (porém sombria), taquarais (onde ocorre em grande número quando há o "arroz de taquara", depois desaparece). Ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai. "Cigarra-coqueiro", "Pichochó-bambu", "Catatau*".

Fig. 306. lico-tico-do-banhado,

Do

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lbi

s.

gentina, Paraná, Paraíba, campos

Uruguai e São Paulo, alto Itatiaia) de altitude).

Paraguai ao Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro (vales do Piraí e e Minas Gerais (serra do Caparaó, Aparentado ao .

DruCA,

VS

17,5cm. Espécie meridional do porte de um cardeal. Macho de partes superiores cinzento-claras assim como peito e lados do corpo anterior, resto das partes inferiores branco. As pontas das retrizes mais externas são também brancas, sendo as mesmas amiúde exibidas através de um curto abrir da cauda. Os lados do crisso cas"tzlit", "zlip ", tanhos, bico negro. A fêmea é parda. lembrando a do sanhaço; canto melodioso e ressonante. Vive no campo com arbustos. Ocorre do Chile (onde é um dos pássaros mais abundantes) e da Argentina ao Uruguai e Rio Grande do Sul (junho). "Diuca-comumt".

PEITO-PINHÃO, TrcO-TICO-DO-BANHADO,

-~En

Fig.3.06
14cm. Representante campestre com cauda comprida, larga, graduada e flexível que toma metade do comprimento total, o bico pontudo lembra loro e sobrancelha brancos e às vezes também em tomo do olho é branco; lados da cabeça e partes superiores cinzentos, dorso estriado de preto, bordas das penas das asas pardacentas; partes inferiores pardo-amareladas claras, garganta esbranquiçada: fêmea e imaturo mais pardacentos e estriados, cauda sem branco, como no adulto. grosso "dchãt", lembrando (às.ve~es seu vizinho, Santa Catarina) e canto chiado "tzip, tzip, tzip ..." repetido rapidamente, seqüências bastante prolongadas, canta às vezes voando, sobe em linha oblíqua e reta a dois metros, descendo depois e se afastando uns 15 metros. Habita os tabuais e brejos em regiões campestres, procura seu alimento (insetos) na base das plantas. Ocorre da Ar-

13,7cm. Espécie meridional de ocorrência local, possui cauda longa como os seus congêneres; semelhante à o l sendo menor e de bico mais fino; lado superior, também os lados da cabeça e uropígio, cinzaescuros cambiando para o esverdeado; espéculo branco-puro, bem como, a mancha sob o olho, garganta e meio da barriga; peito e lados do corpo acastanhados; fêmea mais pálida. Vive nas matas das serras altas do Sudeste, do Caparaó, Minas Gerais, Itatiaia, Bocaina, Rio de Janeiro, a São Paulo, Paraná, Santa Catarina e nordeste- do Rio Gra~de do Sul. Muito menos comum do l te da qual se distingue imediatamente que pela faixa peitoral vermelha, falta-da sobrancelha branca e pelos sinais brancos na cauda. "Vira-folhas".

QUEM--r:r:-VESTIU,

13,8cIn. Espécie meridional característica, de porte bem mais delgado do que a descrita a seguir, à qual se

EMBERIZINAE

/ CARDINALlNAE

767

;y.;i<'-.

assemelha um põüco;"Iado superior pardo-ãcinzentado escuro uniforme, faixa superciliar, estria malar e mento brancos (resultando em curioso desenho em forma de um X visto de frente), lados da cabeça negros; lado inferior de um vivo ferrugíneo-escuro, exceto o abdômen que é branco; retrizes externas com pontas brancas. estrofe fortemente acentuada "bis-bís-tziü", trzi-tzwí-te"glad to meet ). Vive aos tziã" ( casais,' a pouca altura, em densos arbustos e mata ribeirinha. Ocorre da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina (São Joaquim, Blumenau) e Paraná. "Bigorrinho" (RS).

rior branco; bico anegrado, íris vermelha; fêínea-com apenas vestígio de negro no píleo. forte chilreada, repetindo a mesma frase. Vivena vegetação arbustiva no campo, capim denso, beira de rio, às vezes em pequenos bandos. Ocorre da Argentina e Paraguai à Bolívia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Uruguai. V lioptil (que é bem mais delgada) e oospi cine "Capacetinho-do-sul *".

QUETE,

e

Pr. 43, 6

lS,Scm. Espécie abundante das serras altas do Sudeste e do extremo Sul. Fácil de se confundir com oos cic da qual porém se distingue pela ausência do colar peitoral castanho, pela presença de uma larga área ferrugínea no uropígio e, se vista de baixo, por grandes nódoas brancas das retrizes externas; fêmea mais pálida; jovem com o lado superior esverdeado e . de sobrancelha, fronte e garganta amarelo-enxofre. fina como a da saíra "pix", t ip suave "djãit", que podem ser repetidos (chamada); t , voando; grosso "djâp" (advertência); canto tinindo, metálico "dsa-dselidle ..." repetido rapidamente; estrofes chilreando que lembram o canto de Colib i "zip.zip, zíp-zíp, zip, zíp", "zip, zap, zip, zíp, zap" repetidamente. Ocorre em qualquer mata de altitude, freqüentemente em bosques de pinheirinhos; ocorre do Espírito Santo e Minas Gerais (Caparaó) ao Rio de Janeiro (Itatiaia, Bocaina, Serra dos Órgãos), São Paulo, Paraná ao Rio Grande do Sul, onde alcança o nível do mar; Uruguai, Paraguai e Argentina. "Quem-te-vestiu-da-serra", "Monterita" (Argentina). Às vezes ao lado de oospi th (RJ) e nig u (RS).
CAPACETINHO-DO-OCO-DO-PAU,

Fig. 307.Capacetinho,

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CANARINHO-RASTEIRO,

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cine e

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13,3cm. Parecida com a espécie seguinte sendo maior e apenas com o loro e a região auricular anegrados, píleo cinzento cambiando para esverdeado como o resto do lado superior; lado inferior branco, peito ligeiramente amarelado, bico negro, íris vermelha; imaturo de lados da cabeça pardos. Habita o cerrado de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e norte de São Paulo. "Andorinha-do-oco-do-pau", "Capacetinho-cinza"". Provavelmente substituto geográfico de P. l nol

12,3cm. Espécie delgada de canário, distinguível por uma nódoa branca nas duas retrizes externas (de cada lado, visível do lado inferior da cauda fechada), bico pequeno; fêmea menos amarela, dorso pardacento. o assobio estridente i "tzi, tzi"; canto composto heterogêneo, começa ventríloquo "zle, zle, zle ..." passando depois para um gorjeio rápido e crescente, que lembra uma cambaxirra, e culminando com uma série descendente de ressonantes i gosta de cantar voando, para tal sobe obliquamente para depois descer emitindo um trinado melodioso e finalmente pousar em uma estaca no pasto ou em um tronco. Vive no cerrado aberto, campo limpo, é ainda mais terrícola que ic s l pohus. Ocorre dendo mesmo ser confundido com um nos Andes da Argentina à Colômbia, montanhas da Venezuela e Colômbia e Brasil: Mato Grosso, sul do Pará (serra do Cachimbo, agosto), Goiás, Piauí, Bahia (Chapada Diamantina, janeiro, J. F. Pacheco, P. S. M. Fonseca), Minas Gerais, sul de São Paulo e Paraná. É migratório, desaparecendo periodicamente (julho, Minas Gerais). "Canário-rasteiro?".

CANÁRIG-OO-AM.A "?;ONAS,

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CAPACETINHO,

Fig. 307

12,Scm. Encontrado apenas no extremo sul, cabeça negra, resto do lado superior cinzento, cauda negra, retrizes externas com grandes nódoas brancas; lado infe-

ll,Scm. Semelhante à espécie seguinte, porém sendo nitidamente menor. O macho com a mesma cor amarelo vivo de ic is , todavia apresentando as partes superiores sem estriação escura. A fêmea é de partes superiores pardo-oliváceas quase destituídas de manchas escuras, rêmiges e retrizes margeadas de oliváceo, partes inferiores esbranquiçadas com o peito e fiancos pardacentos. "tsi-tsuí", "zchilí" lembrando a espécie mencionada a seguir. Vive nos campos, campinas e

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768

o.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

cerrado. Ocorrê da Wffi!iúelá aoPeru e B'iâsil ~te"ôsúr-~-'n~m~os'íffi:âturos, podendo então causar prejuízos à do Pará, Meio-Norte, vale do São Francisco, Goiás e Mato rizicultura. Grosso. "Canário-do-campo?". Reproduz-se sem dificuldade mesmo cativo. Aparece então uma série de variações de plumagem: canela, isabel, lutina, arlequim e nevada. Cruzamentos com o canário-do-reino não são fáceis de obter-se, pois CANÁRIO-DA-TERRA-VERDADEIRO, este, além de pertencer a outra família, tem também ouPr. 43, 9 tros hábitos, fazendo seu ninho sobre ramos e não em 13,Scm. Muito conhecido no Brasil extra-amazônicavidades; os eventuais híbridos não são férteis. Há co. Os machos das populações este-setentrionais quem se utilize da índole muito ciosa e agressiva de cerb siliensis que vai do Maranhão ao Paraná, v. tos machos da espécie para utilizá-los como "canáriosprancha) lembram um canário-do-reino devido ao seu de-briga" em analogia com o igualmente detestável "esporte relativamente grande e ao colorido amarelo vivo porte" dos "galos-de-briga". Os dois contendores são e ao alaranjado do píleo anterior Já os machos das pocolocados em uma gaiola especialmente grande, os espulações meridionais de Santa Capectadores fazem apostas em dinheiro em qual será o tarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Argentina e Uruvencedor; tais lutas podem prolongar-se por mais de ci sendo guai) se assemelham àqueles de meia hora e terminam quando um dos pugnadores foge menores e mais oliváceos que a forma típica e possuinou tomba ferido (não faltando mesmo ferimentos sérios). . do estriação anegrada do dorso e flancos mais abundantes. Fêmea e jovem de ambas as formas com as partes Dis uiç Ocorre no Brasil, do Maranhão ao sul até o superiores pardo-oliváceas com densa estriação parda Rio Grande do Sul e a oeste até Mato Grosso (Cuiabá, e por baixo esbranquiçados com estriação pardacenta; Pantanal), também nas ilhas do litoral de São Paulo e peito e crisso de fêmeas de b amarelados; as Rio de Janeiro. Subespontâneo em lugares protegidos fêmeas assemelham-se às vezes aos machos. Freqüentecomo ilhas na Baía da Guanabara, p. ex., Brocoió e Ilha mente colorem-se com a terra local (p. ex. roxo) que imdas Enxadas. Reaparece ao norte da Amazônia, Guiapregna a plumagem caso estejam sujos de poeira ou de nas à Colômbia. Introduzido em '1963 na ilha Trindade terra molhada. "zit", ressonante "tsüc", suave onde é por enquanto a única ave terrestrenacional, em "suit": chilrear fluente, contínuo, interrompido por ca1975 ainda pouco freqüente (J. Becker), não se afastando dências em , interrompidas como se engasgasse, da área habitada pelo homem, tal qual os pombos (v. p. ex., "zip, zip, zílíp-züp, zip-zülap" etc. ("canto de estambém galinha-de-angola). "Canário-da-horta", "Canás s i gorjear confuso e talo", v. também rio-da-telha" (SC), "Canário-do-campo", "Chapinha" rápido; a fêmea também pode cantar. O macho dispõe (MG), "Canário-do-chão" (BA), "Coroia" (fêmea de lude um canto de madrugada territorial extenso, áspero, tadores), "Canário-da-terra*". ,fraseado bem diferente do canto diurno; pousado no meio de densa folhagem (onde pernoitou, 'perto da casa onde tinha o ninho) começa a vocalizar ainda TIPIO, s no escuro e continua durante o crepúsculo todo, uma 12,Scm. O macho distingue-se daquele anterior por meia hora, sem a menor interrupção (Nova Friburfaltar-lhe o amarelo no píleo, possuindo porém distinto go, Rio de Janeiro). desenho amarelo no loro e em torno do olho; garganta e H , , nidi , Vive nos ventre também amarelo vivo, contrastando com uma campos secos e sujos, campos de cultura.caatinga, Corestria malar e peito acinzentados; manto intensamente re no solo à procura de sementes, é comum aparecer junto estriado de anegrado. A fêmea, parecida, mas com mecom o gaudério sendo mais arisco e desconfiado do que nos amarelo. o típico assobio bissilábico "bi-dítz", "zieste. Empoleira para cantar. Ao contrário dos outros membros do gênero nidifica em buracos, ocupa mais zíss","tipío" (chamada); canto: ao contrário do anterior possui voz fina e melodiosa, entoa estrofes fluentes e comumente os ninhos do competindo às vecheto e . Ocorrem agressões a anzes com bem variadas, indo do agudo para o grave às vezes com trinados que lembram os do canário-do-reino embora dorinhas. Faz uso também dos montes de grave tos de sejam muito mais fracos; há também crescendos, cadênnu , e is para cias ressonantes e séries de chamados, tudo em andainstalar-se; é tão plástico neste aspecto que aproveita até mento'rápido. Canta preferivelmente enquanto voa, desmesmo uma caveira de boi pendurada ou um vão de lizando mansamente para o solo com as asas obliquatelha em uma casá (daí o nome "canarinho-da-telha"). Aceitam caixinhas ou bambus perfurados para nidifimente estendidas para cima e a cauda aberta; às vezes, também, deixa as pernas 'pendentes lembrando um car, instalam-se ainda entre densas plantas epífitas. Semnthus. Também canta enquanto voa, de píleo arrepiapre fazem, no espaço disponível, uma cestinha confordo, ao redor da fêmea, que fica pousada no solo. É terrítável. Chegam a chocar três vezes no mesmo ninho. Andam periodicamente em bandos, nos quais predomicola, corre pelo chão tal e qual um .sem-

J

f

t

EMBERIZINAE

/ CARDINALINA,

769

pre_em~bap.dos, mesmo dtlra~ a reprodução; nidifica em grupos e, quando migra, reúnem-se às centenas em moitas de taquara para dormir, associando-se então inclusive a outras aves, p_ ex., Grande do Sul). Vive nos campos limpos tanto secos como úmidos, no primeiro caso, às vezes, ao lado de Ocorre do México à América Central ao Chile e Argentina, ocorre em quase toda América do Sul. Localmente comum no Brasil oriental e meridional; na Amazônia existe apenas em certas áreas campestres, como, p. ex., ilha de Marajó. Nos Andes, a 3.000m de altitude. Canário-de-lote", "Patativa" (Bahia), "Cigarrinha (Mí-: nas 'Gerais), "Canário-do-rio-grande" de Janeiro), "Tico-tipió", "Canário-da-horta", "Canário-tipio" ". [Sibley & Monroe (1990) considera como espécie autônoma.]

CANÁRIO-DO-CAMPO,

Pr. 43, 11
20cm. Espécie campestre comum de vasta distribuição, a cauda longa graduada (discretamente transfasciada) toma mais que metade do total; lado superior de estrias negras contrastantes, encontro (geralmente escondido) amarelo; bico forte- e um pouco curvo, amarelo de cume eira negra; pernas amarelas ou rosadas. Imaturo (jovem) de sobrancelha e lado inferior amarelo-enxofre em vez de branco-pardacento, lados do peito esfriados, mandíbula esbranquiçada. fino "tsic": canto: assobio forte ressonan"sbit",'penetrante te, de flexão ascendente como pergunta "djülí". após um intervalo "responde" com uma frase de flexão descendente "djülã", as duas frases então formando uma unidade harmônica aos nossos ouvidos humanos; estrofe de mais sílabas, por exemplo "wüt-wüt hí-zíü", varia conforme a população. Vive nos capinzais altos, secos ou úmidos, anda e corre no solo, empoleira para cantar e escrutinar os arredores, aciona a cauda para os lados e para cima, voa de cauda meio levantada. Ocorre de Costa Rica através do norte deste continente à Bolívia, Argentina e Paraguai, Brasil campestre: Marajó (pará) ao Nordeste, leste e Sul até o Rio Grande do Sul e Mato Grosso "Tibirro". (alto Xingu, Chapa da, etc.). "Cabo-mole", "Tibirro-do-campo?", (Espírito Santo). V a seguinte.

"wãd.wãd.wãd ... djád~Ldjáda,cMd9.,.::, lembrando ..ouc tros pássaros paludícolas como (Troglodytidae) ou (Sylviidae, do Velho Mundo), "voz da paisagem"; às vezes estrofes mais melodiosas e ressonantes: "widje, widje, widje ...", "tzlã, tzlã, tzlã ..."; canta às vezes em vôo: sobe 3 a 4m, prosseguindo então na horizontal, com a cauda largamente aberta, depois desce calado. Vive nos pântanos com etc.. intercalados em regiões campestres, às vezes brejos pequenos, quase secos com moitas de carqueja . e refugia-se na base das plantas, mas voa às vezes alto para bem longe. Descrita em 1907 por H. von Ihering de São Paulo; foi reencontrada por nós no Brasil (Santa Catarina, Paraná) em 1969, quando penetramos pela primeira vez na área da espécie, não sabendo que entretanto W. Partridge tinha coletado o pássaro na Argentina; em 1971 registramo-lo também no Rio'Crande do Sul. Ocorre no Paraguai. Ao lado de (Santa Catarina, Rio Grande do Sul), e (Paraná). "Tibirro-do-brejo*".

SABIÁ-DO-BANHADO,

CANÁRIO-DO-BREJO,

Úkm. Espécie paludícola meridional, parecida com a precedente, sendo, porém, nitidamente menor, cauda relativamente mais curta, estriação do lado superior mais larga e negra, lados da cabeça cinzentos em vez de pardacentos, retrizes centrais mais entalhadas, maxila negra, tômias e mandíbula amarelas; pernas pardacentoclaras. inteiramente diferente da anterior: baixinho "dze, dze, dze", "dch.dch.dch" (chamada, advertência); canto composto de cadências ásperas monótonas como

21,5cm. Grande espécie meridional, campestre, de cauda longa, larga e arredondada, e de plumagem cheia e macia, bico alaranjado vivo e cumeeira negra; lado superior verde-oliva acinzentado, lados da cabeça anegrados, asas de cor verde intensa, encontro amarelo partes inferiores cinzentas, lados e crisso pardacentos, abdômen esbranquiçado; o imaturo é de garganta e pescoço anterior amarelo-enxofre, peito com manchas negras, lembrando a vestimenta correspondente de às vezes seu vizinho. forte "zit", "spit, spit, spit" (advertência), estrofe curta de assobios ressonantes bem pronunciados alternando com cadências esganiçadas, por exemplo.Ytzü-bfã", "zídelü - zídelü - práisd", "zi, zi, zi, zi - sbiliã", "süí-zí-zili". Vive nos pântanos com alguma vegetação alta, campos sujos e úmidos, nos campos de altitude da Mantiqueira (Itatiaia, Rio de [arteiro; 1.800m, e Caparaó, Minas Gerais). Anda a passos largos sobre o solo, pousa nas pontas de arbustos, segurando-se, às vezes, em dois galhos de uma bifurcação, pousa sobre rochas, aciona a cauda para os lados e verticalmente, voa pesadamente com as pernas penduradas. Da Argentina, Uruguai e Paraguai ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também Bolívia. "Perdizinha-do-campo", "Tlbirro-do-pampa?". V a seguinte.

RABO-MOLE-DA-SERRA,

En
21,5cm. Endemismo das chapa das do interior de Minas Gerais e da Bahia muito parecida coI)) a prece-

I_

770

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

dente, por-ém com um anel estreito-branco ou .amarela-t-> do ,em tomo do olho (~anel é interrompido ~Íttero~epostenormente) e uma linha da mesma cor acima do loro anegrado; dorso verde uniforme (não estriado ligeiramente como na precedente), garganta branco-amarela~a ~;,mvez d~ c~e~to,~escura): apelido for,~e''bí~i'', ulí ; canto pé-tíziíu . Descnto em 1844 da Amenca. do Sul", foi redescoberto em 1926 por E. Snethlage perto de Mariana, Minas Gerais, e em 1928 por E. Kaempfer em Morro do Chapéu, Bahia. Nos gerais secos com pals na .Serra do Espinhaço, m~iras anãs ~ espécies .de Minas Gerais, em altitudes supenores a 900 metros. Ocorre, p. ex., na Serra da Moeda, Serra do Caraça, Serra do Cipó, Serra Gandarella, Serra da Piedade (G. T, Mattos). Reaparece em chapa das da Bahia central (Morro do Chapéu). Substitui na Serra do Espinhaço, em lugares de altitude, g ensis, espécie mais meridional, tratando-se evidentemente de uma exclusão competitiva de duas espécies gêmeas. Encontramos na Serra do Cipó (1.300 m) ao lado do beiE. longic tes scut tus e o us su i is ja-flor, (Tyrannidae), outros endemismos-da região. Na área do stes elius. Morro do Chapéu ocorre junto com "Tibirro-rupestre*".

capinzais altos, abundante.mesmo ao redor de habita- .,;;, ções, arrozais, etc, Na área de Belérn (Pará) procria em qualquer época do ano, Em regiões mais meridionais (p. ex. São Paulo) desaparece durante o inverno. Ocorre do México à maior parte da América do Sul inclusive ;,odo o Brasil, "Saltador", "Veludinho", "Papa-arroz', Bate-estaca" (ex-Guanabara), "Serrador", "Serra-serra", "Alfaiate" (estes últimos quatro nomes obviamente comparando o movimento dos saltos àqueles de um bateestaca ou ainda aos movimentos verticais do ato de serrar de um marceneiro ou do movimento do braço do alfaiate ao medir uma peça de pano). É aparentada aos famosos "fringilídeos de Darwin", Geospizinae, das ospi e ilhas de Galápagos. V. também

us.

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I

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IJ

TrzIU,

Fig. 308

l1,4cm. É um dos mais comuns emberizíneos conhe- cidos deste país. De bico cinza, macho, em plumagem nupcíal, negro-azulado brilhante uniforme com as axilares e coberteiras inferiores da asa brancas, em certas regiões da Amazônia (p. ex. alto rio Negro) também pretas, mudando, após a época de reprodução, para uma vestimenta de descanso de penas negras com borda esbranquiçada, mais conspícua nas partes inferiores. Antes do período reprodutivo subseqüente realiza uma nova muda, substituindo as penas tricolores por aquelas unifórmemente negras da plumagem nupcial (v.sob Morfologia). Fêmea e imaturo pardos nas partes superiores e esbranquiçados nas partes inferiores; o macho imaturo geralmente se apresenta com algum negro na cabeça. Macho subadulto ("pintão") semelhante ao macho adulto em plumagem de descanso, mas dele distinguindo-se pelas largas orlas pardas das penas, mais discerníveis nas partes superiores; já pode ser sexualmente maduro nesta fase, a qual pode prolongar-se por cerca de dois anos. estridente "tsic" (chamada); série de "ti-ti-ti..." (advertência); canto curto, esganíçado e estereotipado, "ti-síu", emitido no decurso de um curto pulo vertical, que lhe é muito característico, executando simultaneamente uma série de batidas de asa, que tanto expõem a brilhante mancha branca das axilares e coberteiras inferiores como produzem um certo ruído com as rêmiges; aterrissa no mesmo local para logo em seguida pular novamente podendo realizar séries de 12 a 14 saltos por minuto. Vive em paisagens abertas,

Fig.308.Tiziu, / t n , macho, à esquerda pulo-vôo durante o cantar.

PrCHOCHó,

lis

13,4cm. Maior representante do gênero; possui bico grosso, de tamanho bastante variado, mas com a constituição característica de ser a maxila mais estreita que a mandíbula, o que recorda as duas espécies que mencionamos a seguir. Macho de plumagem pardo-olivácea com uma estreita faixa pós-ocular, garganta e meio das partes inferiores brancas ou esbranquiçadas; centro do abdômen amarelado: asa com duas faixas amarelas transversais. Há muita variação no colorido, ao qüe parece, devido à idade, às vezes aparecendo branco puro na fronte, no píleo, e! ou nos lados do pescoço ("estrela", macho adulto); também pode ter uma nítida estria malar da mesma cor; por outro lado, o dorso anterior e o alto da cabeça podem apresentar-se cinza-escuro, etc. A fêmea é parecida com o macho porém rnaís esverdeada e sem a lista branca pós-ocular. A fêmea e o macho sem branco são chamados "taquara". estridente "pitz"; canto violento, uma espécie de açoitar "tchó-tchó-tchó-

EMBERIZINAE / CARDINALlNAE

771

. tchüt", interpretado pelo povo corno "pichochó"; gorje- .. ar confuso e fluente. Toma-se em cativeiro o cantor mais incansável. Parece que a fêmea canta também. Habita o interior da mata espessa, taquarais (v. Introdução), nos anos em que estes frutificam ocorrem em tão grande número que se espalham por regiões onde não aparecem normalmente, P: ex., na restinga da Marambaia (Rio de Janeiro), associados a . Ocorre também em terrenos cultivados (arrozais, Rio Grande do Sul, do começo do ano até o final da safra em abril). Ocorre no Paraguai, Argentina (em Misiones) e Brasil, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul. "Chanchão", "Cacatau" (Minas Gerais), "Estalador", "Pichochó-estrela",

GIGARRINHA-DO-NORl'E,

o

.e

CIGARRA-VERDADEIRA,

10,Scm. Espécie meridional notável pelo formato estranho e particular do seu bico, o qual possui a maxila estreita e angulosa, dobrada por sobre a mandíbula que é duas vezes mais grossa; no macho o bico é cor de milho. Macho inteiramente ardósia com as coberteíras inferiores da cauda branco-pardacentas e com o centro do abdômen e espéculo brancos; às vezes apresenta mais branco, P: ex., em torno do olho, na sobrancelha, na garganta, nos lados do pescoço e nas coberteiras superiores das asas formando urna faixa; fêmea e jovem pardos com o centro do abdômen meio esbranquiçado ou amarelado, sendo imediatamente reconhecíveis pela forma do bico. É comum aos machos, em cativeiro, conservarem a plumagem parda de jovem por vários anos, o que, provavelmente, também ocorre em ambiente natural, pois aparecem poucos machos em plumagem "adulta" característica. esrridence "zlit", bissilábico "i, (chamada); (advertência); canto melodioso e variado, porém dominando um estridular monótono que lembra o zunido de urna cigarra "zí, si, si, si. ..", "zirrrrr", às vezes com som grave e agudo "s,s,s,s,s-s,s,s,s". Vive nos locais de derrubada de mata onde medra a ciperácea "navalha-de-macaco" sp.) cuja semente adora; ocorre na beira da mata à altura média e mesmo mais acima, onde nidifica e de onde se desloca em longos vôos altos para alcançar veredas, pântanos e arrozais. Ocorre tanto em baixadas quentes (p. ex. lagoa de [uparanã, Espírito Santo, em julho, associado a e S. corno em regiões serranas (Teresópolis, Tinguá, Nova Friburgo no Rio de Janeiro e Alto da Serra, São Paulo, onde se encontra com . Endemismo do Brasil merídio-oriental, da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo a São Paulo e Paraná. Parece migrar, pois some periodicamente. Já desapareceu totalmente de Certas localidades (p. ex. a baixada de Santos e Iguape, em São Paulo). "Patativa-chiadora", "Chiadora", "Papa-capim-da-taquara*" (Minas Gerais). [Um sumário de sua situação conservacionista e distribuição atualizada, estendendo-se ao leste do Paraguai e Misiones, Argentina, foi apresentado por Collar et . (1992).

[llcm] Substituto da anterior na Amazônia, assemelhando-se muito a ela tanto nos caracteres morfológicos corno na bionomia. Os machos adultos costumam destacar-se pela berrante coloração amarelo-clara das unhas, que forma distintivo singular, e pela coloração amarelo carregada do bico. muito parecida com a da anterior, bissilábica e estridente "zi, zi" (chamada); zunido corno o de urna cigarra, a estrofe às vezes, composta de diversas cadências em crescendo etc, p. ex., "zit-zs, s, s; s, s, s, s-s, s, s.s-s, s, s, s". Vive na orla da mata alta, nidifica na ponta dos galhos, de preferência não baixo (p. ex. 8m acima do solo); daí vai em vôo alto até a beira do rio para comer; voa alto o suficiente para chegar a visitar ilhas no meio do rio Amazonas e sobrevoar Belém (pará). Ocorre do México à Bolívia e ao baixo Amazonas (Amapá,leste do'Pará). "Cigarra-bico-de-lacre", "Papa-capimcigarra *".:

P APA-CAPIM-CINZA

*,

[llcm] Parecido ao anterior mas bem mais claro, cinzento, de unhas negras (em vez de amarelas). Rio Mucajaí (Boa Vista) e Maracá (Silva & Willis 1986). Guianas, Venezuela, Colômbia.

. PATATIVA-VERDADEIRA,

10,Scm. É urna das espécies canoras mais cobiçadas; macho cinza-azulado, mais claro nas partes inferiores, e com o ment?, curta estria malar (bem típica para esta espécie), abdômen e espéculo brancos, freqüentemente com urna mácula branca logo abaixo do olho. Fêmea e jovens pardos mais claros nas partes inferiores. A coloração do bico varia entre o negro, o cinzento e o amarelo, sendo que este último tipo, p. ex., é encontrado em Goiás e Minas Gerais ao lado das variações escuras; a variante amarela tanto pode se destacar já no "pintão" (corno observamos em Minas Gerais) corno pode aparecer apenas após o segundo ano de vida ou mais (corno vimos em exemplares do Rio Grande do Sul). forte "tjãp" (chamada); seu canto é um dos mais finos e melodiosos dentre os dos emberizíneos nacionais, são freqüentes os motivos de duas ou três sílabas bem pronunciadas e repetidas, p. ex., "djui-djui, djülõ-djülõ-díjülbdijülb", gorjeia rapidamente lembrando às vezes imita outras aves corno, p. ("bentevi") e Vive na orla da mata baixa intercalada com campo, cerrado, vegetação ribeirinha, buritizai,:>;não se adapta a grarníneas alienígenas como tivemos oportunidade de observar no Distrito Federal. Ocorre da Argentina ao Paraguai, Bolívia e Brasil no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal (onde antigamente ocorria em bandos, setembro) e noroeste da Bahía (ain-

772.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

da hoje em bandos, dezembro): também nas partes mais setentrionais da América do Sul, Marajó (pará), Roraima e países adjacentes. Na sua área de ocorrência meridional (p. ex. Santa Catarina) desaparece durante o inverno, aparentemente por falta de alimento. "Patativada-serra" (Minas Gerais, nome dado unicamente aos indivíduos de bico amarelo), "Patativa-do-cerrado", "Patativa-da-amazônia". V

GOLA, COLElRA-DO-NORTE,

llcm. Espécie amazônica de bico grosso e negro aparentada com o rep~esentante ref~rido a se~~. ~acho com as partes supenores negras com o uroplglO cinzento e duas faixas na asa e espéculo brancos, partes inferiores e lados do pescoço também brancos; papo atravessado por uma estreita faixa negra formando uma cole ira às vezes incompleta. A fêmea e o jovem são pardos mais claros nas partes inferiores, sendo parecidos àqueles de s. , contudo chamam a atenção pelo formato e cor do bico. "jãp" (chamada); o canto lembra o de S. , sendo entretanto mais prolongado; às vezes imita outras aves. Vive no campo sujo, beira de terrenos cultivados, etc. Ocorre do México à América do Sul setentrional até os rios Juruá, baixo Tapajós (pará) e BeléÍn (Pará). "Pintada" (Amapá), "Patativa" (Pará), "Coleiro-do-brejo-do-Amazonas" .

Fig. 309. Celeiro-do-brejo,

macho.

BIGODINHO,

Fig. 310

COLEIRO-DO-BREJO,

Fig. 309

ll,5cm. Espécie meridional vistosa e de bico rombudo e negro. Macho com plumagem de complicado padrão preto e branco ou preto e amarelado-canela. Alto e lados da cabeça negros com duas pequenas máculas supra e infra-oculares brancas, dorso anterior, asas e cauda negros, dorso posterior cinzento, larga faixa peitoral negra, espéculo e garganta brancos. Resto da plumagem (faixa nucal, uropígio e resto das partes inferiores) tanto pode ser branco quase puro c. como canela bem pronunciada em exemplares oriundos do interior de São Paulo e Mato Grosso, denominados de "celeiros-do-brejo-do-oeste" e Fêmea e jovens muito parecidos com os da espécie anterior e com os de sendo porém maiores e de bico mais ens. "gâb" grosso do que os de mais cheia do que a de (chamada); cantor gorjear de andamento rápido, com poucas oscilações para o agudo e o grave, misturado a chilreados, pode ser rico em imitações de outras aves, p. ex., El e gosta de repetir os motivos. Habita os pântanos de vegetação alta. Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Paraguai, Uruguai e Argentina. "Pássaro-frade" (Minas Gerais), "Coleira-do-sertão" (Espírito Santo). V hil

llcm. Representante caracterizado no macho pela região malar e faixa mediana do píleo brancas; a fêmea se distingue das outras do gênero pelo porte mais esguio, cauda mais alonga da e bico pequeno com mandíbula amarelo-clara. gorjear rápido e metálico que desemboca em uma cadência principal característica, bastante ressonante "tjõ, tjõ, tjõ..." ou ainda "tj, ~, tj, tj-hútj" de estrutura semelhante à do canto de s. , que é mais agudo, o canto varia conforme a região (dialetos). Vive nos descampados, plantações e à beira de capoeira. É migratória no Espírito Santo e Paraná, aparecendo em dezembro para nidificar e sumindo em março e abril. No leste do Maranhão aparece apenas de maio em diante e no Piauí foi observada nidífícando em maio. Registrado das Guianas e Venezuela à Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil até São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Goiás. Na Venezuela migrantes, vindos do nordeste brasileiro, se traem lá pelo canto diferente (Schwartz 1975). "Estrelinha", "Cigarrinha" (Minas Gerais).

[ESTRELA-DO-NORTE,

llcm. Difere basicamente de s. por não possuir a faixa branca do píleo. Migratória, ocorre aparentemente apenas como visitante na bacia amazônica (Schwartz 1975). Reproduz no norte da Colômbia, Venezuela e Guianas.]

BAIANO,

llcm. Macho bem caracterizado pela coloração negra uniforme da cabeça, garganta, pescoço e peito; dor-o so e asas oliváceos, cauda negra; partes inferiores amarelo-pálidas ou brancas; espéculo ausente, bico cinzento-claro. A fêmea é muito parecida com a de o ophil e ulescens, às vezes Se distinguindo pela garganta mais esbranquiçada. fraco "split", metálico "tzi" (mais breve que no o canto: estrofe.cur-

EMBERIZINAE / CARDINALINAE

773

. [PAPA-CAPIM:.,.PRETO-E-BRANCO,

lu
llcm. Assemelha-se no padrão de distribuição de cores a Distribui-se geralmente ao longo das baixas encostas dos Andes da Venezuela à Bolívia. Encontrado pela primeira vez no Brasil em Cruzeiro do Sul, Acre em 1992 (A. Whittaker).]

COLEIRINHO, PAPA-CAPIM,

Fig. 311
llcm. A espécie mais abundante e conhecida do gênero no Sudeste do Brasil. Macho com as partes superiores cinza-escuras, às vezes com uma tinta esverdeada; face, garganta anterior e faixa sobre o papo (colar) negras; estriamalar, nódoa na garganta posterior e barriga brancas ou amareladas; espéculo tanto pode estar presente como pode faltar; bico de colorido variado: cinzento, amarelo, esverdeado ou anegrado, o que corresponde a várias denominações populares ("coleira-bicolaranja", "coleira-bico-de-chumbo", etc.). Fêmea parecida àquelas de e . "tzri", "zlit" , "zjâ" (chamada); o canto consiste em um gorjear rápido um tanto fraco, a estrofe costuma atingir um ponto culminante seguindo-se depois uma breve escala descendente, p. ex., "djüle, djüle, djüle, djüle-djí-djülo, djülo-tschrrr", às vezes canta voando; há dialetos de diferentes populações mesmo em vales vizinhos; os amadores classificam os cantos com terminologia própria, P: ex., "tuí-tuí" (referindo-se ao começo do canto), "canto serra" (quando brigam); as fêmeas também podem cantar. Vive nos campos de cultura e capinzais. Ocorre no Brasil centro-ocidental e meridional (da Bahia ao Rio Grande do Sul), Uruguai à Bolívia, Peru e na margem direita do baixo rio Amazonas a leste do Tapajós: parece não ocorrer no Nordeste, região dominada por Segue a expansão de gramíneas forrageiras altamente sementíferas, invadindo assim áreas onde não ocorria (p. ex. o Distrito Federal). Some periodicamente, p. ex., das regiões serranas do Espírito Santo e Rio Grande do Sul. "Coleirinha-dupla", "Coleira-da-mata", "Paulista", "Papa-capim-de-peito-amarelo" (sendo estes três últimos nomes referentes aos espécimens de partes inferiores amareladas), "Coleirinha*".

Fig. 310. Bigodinho,

macho.

ta em andamento acelerado sendo pouco possante, lembra a vocalização de . Habita os campos de cultura e capinzais altos; espécie de larga distribuição, é comum em muitos lugares, sendo também beneficiada pela introdução de gramíneas forrageiras. Ocorre da Costa Rica à Bolívia e Argentina e em todo o Brasil para o sul até o Paraná. "Papa-arroz", "Coleiro-baiano", "Papa-capim-de-peito-preto", "Papacapim-capuchinho*". Destacamos ainda que os exemplares de partes inferiores brancas, "Papa-arroz-de-barriga-branca", "Papa-capim-de-costa-cinza*", pertencem à subespécie a qual foi arrolada algumas vezes como espécie separada (Sick 1962). . Distingue-se pelo manto cinzento e, principalmente, pela barriga branca; possui o bico tanto amarelado e esverdeado como esbranquiçado. Endêmica do Sudeste do Brasil (sudeste de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro), possui voz idêntica à dos exemplares de ventre amarelado. Nidifica na zona serrana do Espírito Santo de agosto em diante, desaparecendo no começo do ano, aparecendo periodicamente em outras regiões como Brasília (agosto/dezembro), onde é designado como "celeiro-paulista" (P. T. Z. Antas). Na sua região pode coabitar os mesmos locais e até mesmo cruzar com

P APA-CAPIM-DO-BANANAL *, E,n "
[llcm] Conhecida apenas em Goiás (Porto do Rio Araguaia), parecida com a mas de. bico maior e amarelado, 'apenas com a cabeça e garganta negras, reluzentes, contrastando com o dorso pardoamarelado. Ligeiríssima faixa infra-ocular e espéculo brancosrpartes inferiores branco-pardacentas, lados do peito pintalgados de marrom. Vive à beira de lagos em companhia de outras espécies do gênero.

GOLINHO, BREJAL,

En

10,5cm -.,Típko do Nordeste, o macho assemelha-se àquele da 'espécie anterior, mas possui o bico menos delgado e conspicuamente alaranjado, o colar peitoral é negro e a garganta toda branca; também os lados do pescoço são brancos, de forma que esta cor pode ser divisada mesmo estando o espécime de costas. Uropígio e espéculo também brancos. gorjear fino, persistente

774.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

+é-ferrugíneo-ocréceo como as partes' inferiores-e os lados da cabeça. Possui também o bico rfiais forte e de cor parda e negra. Ocorre nas paisagens abertas, campos, Brasil central (oeste de Mato Grosso) e leste da Bolívia. "Caboclinho-campo-grande", "Caboclinho-de-paporoxo?",

CABOCLINHO,
/

Pr. 43, 3

Fig. 311.Papa-capim,

macho.

bem variado e rápido, podendo lembrar o canto de realiza imitações. Habita as veredas úmidas da caatinga, onde costuma ser abundante, sendo, junto com a as únicas espécies existentes do gênero. Ocorre no Nordeste do Brasil, p. ex., no Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, excepcionalmente até o norte do Espírito Santo (rio Itaúnas, dezembro) e Minas Gerais. "Coleira-garganta-branca". V .que é bem mais robusto.

CHORÃO,

12,Scm. Representante relativamente grande, rabilongo e de bico grosso e amarelo. O macho lembra, no colorido, aquele da delgada tendo as partes superiores cinza uniformes; espéculo e lado inferior brancos, este último às vezes lavado de cinzento. Fêmea e jovem pardos, lembrando pelo bico grande de cúlmen curvo: grosso "djãip", "quâk" (advertência, semelhante àquela do pardal); a parte característica do canto é um assovio plangente ascendente ii-i, ii-i repetido sem pressa. Habita a mata baixa entremeada de campo e brejo. Ocorre na Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, da foz do rio Amazonas e Nordeste ao Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso (até o alto rio Xingu). "Patativa-chorcna", (Minas Gerais), vermelho" (Espírito Santo). V (fêmea que possui o cúlmen negro, etc.).

CABOCLINHO-DQ-SERTÃO,

l.Ocm; Espécie pequena e pouco conhecida, o macho lembra aquele de b. tendo porém as partes superiores todas negras exceto pelo uropígio que

lOcm. Geralmente o representante mais conhecido de um conjunto de dez espécies pequenas denominadas de "caboclinhos". Existem notáveis variações de coloração conforme a subespécie considerada, no Brasil ocorrendo a saber: 1 - "Caboclinho-verdadeiro", "fradinho", Macho canela-avermelhado com o boné, asas e cauda negros além de um grande espéculo branco. Ocorre do Brasil setentrional e oriental, da desembocadura do rio Amazonas ao nordeste de São Paulo e Goiás. 2 - "Caboclinho-paulista", "caboclinho-coroado", Macho de partes superiores párdo-acinzentado-claras com apenas o boné negro. Partes inferiores esbranquiçadas às vezes cambiando para o rosado ou amarelado. No Brasil, restrito a São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (v. prancha) Ocorre também na Argentina e Paraguai. 3 - "Bico-de-ferro", Macho totalmente pardo, como o precedente, porém faltando-lhe o boné negro. Conserva sempre, portanto, uma plumagem semelhante à da fêmea, aparecendo em certos exemplares apenas certos vestígios de preto no píleo (o que sugeriria erroneamente um indivíduo subad ulto) ou de cor de telha nas partes inferiores. Endêmico do Rio de Janeiro (lagoa Feia, Sick 1967b). "Ferrinha". As .fêmeas e jovens de todas as três subespécies são pardos, os machos jovens geralmente reconhecíveis por possuírem espéculo maior e bico anegrado. Após o período reprodutivo os machos das populações meridionais bouu em São Paulo e o b. no sul de Minas Gerais) mudam para uma vestimenta de descanso reprodutivo ou eclipse, tornando-se semelhantes às fêmeas; nesta ocasião não apenas a plumagem, mas também a cor do bico muda, passando do negro para o amarelado (v. Introdução). o estridente "zlit", assovio bissilábico "üt-ít" (chamada); canto extremamente variado, extenso e apressado, lembrando às vezes aquele de pode incluir também imitações intercaladas entre suas estrofes bem pronunciadas, contínuas e fluentes, ..compostas de belíssimos assovios ressonantes tais como "it-út-ülo-ft": outros componentes típicos do canto são assovios penetrantes e isolados tais como "ü-wíst" e cadências ásperas "tzãrre-tzârre", "tarrre-tarrre" lembrando paludícolas como certos pássaros e ("voz da paisagem"). Viye nos

L

EMBERIZINAE / CARDINALINAE

775

pântanos, GalllPos com. arbustos, localmente ~'1hs numerosos quando as gramíneas estão com sementes (v. sob Migrações). Ocorre do estuário do rio Amazonas (Amapá. Pará, ilha de Marajó) ao Nordeste, leste e Centro do Brasil (até São Paulo, Goiás e Mato Grosso para o sul); encontrado também na Argentina, Paraguaí, Rio Grande do Sul (Passo Fundo) e em savanas ao norte da hiléia (Suriname). "Caboclinho-lindo" (Amapá, Minas Gerais), "Coleirinho-do-brejo", "Caboclinho-frade"".

guai e Bolívia ao Rio Grande do Sul, Mato_~Grosso~,,ºoi.fÍ?, São Paulo e Minas Gerais (Pirapora, setembro). Os exemplares encontrados no comércio costumam ser oriundos da Argentina ou Paraguai. "Paraguai-ito". Cogitou-se considerar esta espécie como uma mutação o qual seria então uma forma polimórfica (Short 1969).

.CABOCLlNH0-DE-PAP0-BRANCO, CABOCLINHO-LINDO,

10cm. Representante amazônico de bico negro. Macho com as partes superiores pardo-oliváceas exceto o uropígio, que é castanho; espéculo branco; partes inferiores ferrugíneas. "zi", "zjü", "tzãp": canto melodioso com cadências de assobios claros' bem pronunciados em andamento não apressado. Habita as paisagens abertas, campos de cultura, margens de estradas; na Amazônia setentrional é comum em muitas localidades. Ocorre das Guianas e Venezuela ao baixo rio Amazonas e baixos rios Tapajós e Tocantins, também em Belém (Pará) e Amapá. "Patativa" (Pará), "Curió" (Pará), "Caboclinho-do-norte" .

9,6cm. Rara e pequena espécie meridional, aparentada às duas anteriores. Macho com as partes superiores cinzentas, exceto o uropígio, que é castanho; lados da cabeça, garganta e peito de um branco puro resplandecente; barriga castanha, espelho branco. Bico pardoamarelado. Macho subadulto de manto pardo, papo sujo de branco, etc. "ziã", ascendente ou descendente lembrando "zlit" (chamada). Vive nos capinzais altos, ricos em espécies sementíferas, banhados. Ocorre do Uruguai, Argentina e Paraguai ao Brasil no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul (Campo Grande), São Paulo, Goiás e Minas Gerais (alto rio São Francisco, setembro); os registros mais setentrionais devem corresponder a indivíduos migrantes fugitivos do inverno.

CABC?CLINHO-DE-BARRIGA-VERMELHA, CABOCLINHO-DE-FAIXA,

10cm. Espécie meridional parecida com a anterior mas de bico fino e negro. Macho com as partes superiores cinza-azuladas-claras; uropígio, partes inferiores e lados da cabeça ferrugíneo-acanelados. Fêmea pardacenta. "zi", "zlit", canto chiado relativamente monótono. Vive nos brejos de áreas campestres. É migratório, aparece, p. ex., no planalto de São Joaquim (Santa Catarina) pelo fim do ano (novembro, dezembro) para nidificar, desaparecendo em seguida, o que ocorre . Ocorre da Bolívia, na mesma área com S. Argentina, Paraguai e Uruguai ao Brasil no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás (indivíduos migrantes). "Caboclinhoroxinho", "Caboclinho-roxo'"', (Santa Catarina). V.a seguinte.

IOcm. Espécie comum na Amazônia, macho de partes superiores cinza-azuladas; no meio das partes inferiores, da garganta às infracaudais, corre uma faixa castanha que dá à ave aspecto bastante notável; asase cauda negras bordadas com cinzento; espelho branco, bico "ziãp". Vive nos capinzais nas margens dos negro. rios e lagos. Ocorre das Cuianas e Venezuela à Bolívia e Brasil, no Acre, baixo rio Tapajós (Pará) e rio São Francisco (Pírapora, Minas Gerais, setembro). "Peito-roxo", "Cabuculino" (Pará), "Caboclinho-amazonas", "Caboclinho-de-pei to-castanho=".

CABOCLINHO-DE-SOBRE-FERRUGEM",

CABOCLINHO-PARAGUAI,

10cm. Macho com as partes superiores cinzaaz.ulad as (no adulto) ou pardo-acinzentadas (no subadulto), coberteiras superiores da cauda e partes inferiores ferrugíneo-escuras, garganta e.pAp,o n,egros, grande espéculo branco; bico negro ou amarelado. Sobre a plumagem de descanso v. sob Morfologia. suave "ziü", "djãp", "tzilü": seu canto, que lembra aqueé entoado mantendo o cantor as le de asas entreabertas, exibindo o lado inferior das mesmas. Habita os campos. Ocorre da Argentina, Uruguai, Para-

10cm. Cinzento, lados da cabeça, uropígio e lado inferior castanho, espelho branco. Parque Nacional das Ernas, Goiás, outubro de 1984, num grande bando misto (5. S. etc.) em brejo (A. Negret). Bolívia, Argentina.

CABOCLINHO-DE-CHAPÉU-CINZENTO,

10cm. Macho castanho-escuro de boné cinzento, asas e cauda negras margeadas de cinzento; grande espéculo

776

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

branco, bico amarelo-claro. Viv-e nos capinzais. Ocorre do nordeste da Argentina, Paraguai e Brasil, no Rio Grande do Sul (São Borja), São Paulo, Mato Grosso do Sul (Campo Grande,Aquidauana), Goiás e Minas Gerais (rio São Francisco, setembro). "Caboclinho-goiano", "Caboclinho-vermelho*".

BrcUDO,

BrCU00-VERDADEIRO,

CABOCLINHO-OE-BARRIGA-PRETA,

En
IDem. Representante típico das regiões serranas e campestres do sul do Brasil. Macho cinzento-claro com a garganta, peito, abdômen e coberteiras inferiores da cauda negros; asas e cauda também negras, espéculo branco, bico amarelo ou negro. Após o período de reprodução os machos adultos tomam-se pardos assemelhando-se às fêmeas (v. Introdução). parecida com a . Nidifica em brejos isolados em de paisagens campestres de altitude. É migratório, aparece em Santa Catarina (a l.OOOm de altura) para nidificar, em outubro-novembro, desaparecendo no começo do ano (fevereiro-março). Observamo-Ia em março no Rio Grande do Sul, enquanto se alimentava das sementes de (Gramineae), (Cyperaceae) e (Iridaceae). Ocorre no Brasil meridional, do nordeste do Rio Grande do Sul (a 98Dm de altitude) a Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais (Campanha, Poços de Caldas e em setembro em Pirapora) e Distrito Federal (fevereiro e maio). Em Santa Catarina coabita com e os mesmos e locais. "Caboclinho-bico-de-ferro".

BICUDINHO,

Iôcm. Caracterizado pelo bico muito grosso, cuja superfície apresenta uma estrutura óssea irregular chanfrada, que dá uma aparência "rajada" ao conjunto, também apresenta um "dente" na maxila. O macho é totalmente negro uniforme reluzente com reflexos azuis esverdeados com um grande espéculo, coberteiras inferiores das asas e axilares brancas. Fêmea e juvenil pardo-escuros, reconhecíveis pelo tamanho do corpo e feitio do bico, idênticos ao do macho adulto. forte "djãp", "quãk", "tchoc", "tchüc"; canto aflautado de andamento rápido, com saltos tanto para tons a~dos como graves e às vezes de timbre metálico; varia bastante conforme a procedência do cantor, na classificação dos aficionados há, por exemplo, os tipos "flauta", "cocotil", "araguari" (que é uma cidade de Minas Gerais), etc.; a fêmea também canta, às vezes, até mais e melhor que o macho. É atualmente no Brasil um dos pássaros canoros mais afamados e procurados, destaque este que, há meio século atrás, não possuía (questão de moda). Sobre "concursos de canto" v. sob curió, sobre desenvolvimento do canto, comportamento, reprodução e muda v. Introdução. Habita as veredas com arbustos, beira de capões brejos, etc. Ocorre da América Central à Bolívia, Colômbia e Brasil na margem setentrional do baixo Amazonas (Macapá e Mazagão no Amapá), Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Localmente na Bahia (poções, Boa Nova), Alagoas e sudeste do Pará. Evoluíram seis raças geográficas, no Brasil apenas O. , as outras (p. ex. O. gig da Bolívia) ocorrem no norte e oeste do i ni x continente. Ocorrem híbridos silvestres O. O. g ~nsis, os "bicuriós", de aparência teratológica, valentes mas sem fibra, inférteis (v. Hibriçlação).

13,Scm. Representante amazônico que se distingue da espécie citada a seguir pelo talhe menor, o que já é apreciável nos indivíduos pardos, que não são muito maiores que um curió. Outro distintivo importante está no bico, que é menor e mais liso, não tendo, na superfície, uma estrutura óssea que forme entalhes, como se observa em também não desenvolve sequer vestígio de "dente" na maxila. mais fraca do que a da espécie seguinte. Vive nos locais pantanosos com arbustos e.árvores; é relativamente comum na margem esquerda do baixo Amazonas (p. ex. . Mazagão, .Macapá) também no interior do Amapá (p. _ ex. Pto. Platon, durante a safra de arroz) e ilhas (Mexiana); ocorre no rio Negro e mais para o norte: Guianas, Venezuela, Colômbia e nordeste do Peru; não evoluíram raças geográficas e não há indicação sobre cruzamento no ambiente natural com o bicudo com o qual se encontra no Amai são espécies pá, provando que e diferentes (Sick 1967c). "Bicudo-do-norte",

CURIÓ, AVINHAOO,

Pr. 43, 2
13cm. É atualmente o pássaro canoro mais cobiçado do país. O macho é inconfundível, sendo totalmente negro com o ventre castanho e o encontro e lado inferior das asas brancos; pode possuir ou não um espéculo branco que, outrossim, varia muito de tamanho. Bico, tanto no macho como na fêmea e imaturo, negro, de cúlmen reto e de tamanho muito variável. Fêmea e jovens pardos sem espéculo sendo reconhecíveis pela aparência geral. "djüp", "djãp" (chamada); o canto consiste ~m uma estrofe melodiosa e fluente, destacando-se pelo. chamado "assovio" ou "canto corrido", que é uma escala musical descendente de assovios sonoros bem fortes compondo uma vocalização única entre os pássaros nacionais. odo o, co Nesta espécie evoluíram, no hábitat natural, diversos tipos de dialetos. As varia-

EMBERIZINAE / CARDINALINAE

777

ções do canto são classfícadas pelos passarinheiros por designações g~r';im:ente onomatopéicas (p. ex.: "vívítetéo", "vovô-víu" e "filifute" no Rio de Janeiro) ou ligadas à procedência ("paracambi", que é uma cidade do Estado do Rio de Janeiro), "praia-grande" no centrosul. Um profissional no treinamento de curiós, N. P. Martins, Rio de Janeiro, produziu cassetes de um bom canto de "paracambi", tendo vendido 50.000 cópias até 1986. Os afeiçoados deixam correr a fita dia e noite ao lado de um curió jovem (começam a cantar com 6 meses) para que ele aprenda o "bom canto". Os curiós mais apreciados são aqueles que não "racham" o canto (isto é, não interrompem a seqüência melodiosa e fluente com chilreados) e os que repetem o "assovio"; pode haver seqüências de 6, 10, 13 ou mais repetições em um único canto. Diz-se que o pássaro" está matando" se canta mais que qualquer outro e que é "grego" se não presta. Há muitos entusiastas que se dedicam a esta matéria, existindo inúmeros "clubes do curió" e uma "Federação Nacional dos Criadores de Bicudos e Curiós" (PENABIO), com o boletim "O Bicurió", fundado em 1969. São organizados torneios com até 200 curiós onde o critério classificatório dá-se por intermédio do número de pontos, sendo o vencedor o que entoou um maior' número de cantos num espaço de tempo predeterminado (p. ex. 5 ou 30 minutos). Sob este aspecto foram registradas, p.ex., 223 "cantadas" de um curió procedente de Alagoas em um espaço de 30 minutos no ano de 1972; sob este ângulo o campeoníssimo "Patinho" (oriundo de [undiaí e participante de 23 concursos durante 23 anos consecutivos obtendo 12 primeiros lugares) alcançou a notável cifra de 295 "cantadas" erri ateia hora. Fala-se de 300 a 350 cantos em 25 minutos e de 35 a 40 cantos em 10 minutos. O fluminense "Filipe" produziu 80 cantos em cinco minutos, ganhando o Torneio Nacional de Curiós, em 1980. Nos concursos participam também bicudos; houve um encontro em Jundiaí, São Paulo, no ano de 1968, que congregou 70 curiós e 62 bicudos. No supracitado torneio de 1972, um bicudo alcançou a cifra de 292 "cantadas" em 10 minutos. Um macho que briga com um outro emite uma vocalização diferente, um gorjeio apressado e pouco melodioso chamado vulgarmente de "serra" (v. Introdução). Às vezes a fêmea do curió pode cantar também. O valor de um curió-campeão pode ser o de um carro novo. A morte de um tal campeão é anunciada nos periódicos especializa dos como o falecimento de uma pessoa pública importante. É evidente que o sensacional espetáculo dos concursos com indivíduos selecionados de gaiola toma-se esporte e negócio, afastandose muito do estudo puro das aves e da sua preservação. Os torneios sá'õ realmente ilegais já que neles os participantes são espécimens de procedência selvagem, capturados sem autorização. Nota-se que certos tipos muito procurados de curió, como o curió-tanoeiro da baixada de Jacarepaguá, subúrbio da Cidade dç Rio de Janeiro, já desapareceram na natureza (Coimbra Filho 1986).

_ t no .i .à.p.~ira da mata.~, na procura de sementes de firirica, pen/s otundus, penetra dentro da mata. Ocorre do México à Bolívia, Paraguai e Argentina e todas as regiões do Bras golensis sil. A subespécie setentrional dus (o "curió-do-norte") ainda é comum distinguin,do-se do anterior pelo bico menos grosso e cauda mais curta. Podemos encontrar exemplares totalmente negrqs apenas com o lado inferior das asas e espéculo brancos como vimos em um indivíd uo vindo de Goiás. "Bicudo", "Peito-roxo" (pará). A designação específica golensis se explica por erro de procedência do primeiro indivíduo conhecido da espécie (designado como oriundo de Angola) descrito por Linnaeus em 1766.
pântanos,

H bí ~dist bui .

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NEGRINHO-DO-MATO,

e

13cm. Espécie de bico cinza-escuro forte e curto. Macho inteiramente xistáceo-azulado fosco aparentando ser negro a distância; só as coberteiras inferiores das asas são brancas sendo notadas apenas em certas ocasiões, p. ex., quando a ave alça vôo. A fêmea é pardoferrugínea mais clara nas partes inferiores e assemelhase à fêmea do curió. "psit", "pix" (chamada); gorjear mavioso em piano, timbre de sse p. ex.: "dzü, dzü-züilo-dzü, dzü", repetido consecutivamente a curtos intervalos (canto). Vive a uma altura de 2 a 3 metros no interior de densa mata secundária, mata alta entremeada de pinheiros (Rio Grande do Sul). Ocorre no Paraguai, Argentina (em Misiones) e Brasil, Maranhão. Rio de Janeiro (Itatiaia, Serra dos Órgãos), Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Brasil oriental de ocorrência muito local. No Rio Grande do Sul às vezes ao lado de se b V i se ospi . "Cigarrinha-da-taquara*".

P APA~APIM-DE-COLEIRA ".

Dolospingus

ides
12cm. De bico grosso e côníco, plumagem no macho negra com nuca, dragona, espéculo, uropígio e barriga brancos; fêmea pardo-acanelada com a garganta e centro do abdômen esbranquiçados. Vive na vegetação secundária e plantações. Ocorre na Venezuela, e no Brasil, no alto rio Negro.

PATATIVA-DA-AMAZÔNIA,

eni

13,5cm. Macho ardósia-anegrado distinguindo-se pelas coberteiras inferiores da cauda castanhas e pelo bico amarelo. A fêmea é pardo-olivácea estriada nas partes superiores com o crisso castanho. Habita as zonas arbustivas nas montanhas. Ocorre nos Andes colombianos, Venezuela e zona fronteiriça desta última com o Brasil (Roraima). "Cigarrinha-do-páramo*". ,"

"

I
778. ORNITOLOGIA BRASILEIRA

1
... ·
TICO-TICO-DO-MATO-DE-BICO-AMAlZELO,

CIGARRA ~DO-COQUEIRO,

n

,

..

12,3cm. Macho totalmente fuligem-escuro, às ve-' zes cambiando ou para o negro-carvão. ou para o oliváceo; fêmea de partes superiores pardo-acinzentadas-escuras quase sem tonalidade esverdeada, partes inferiores mais claras, abdômen esbranquiçado, ambos os sexos de pernas pardo-escuras; espécie de bico grosso, preto no macho e preto com a mandíbula amarela na fêmea. estrofe aguda e estridente "zíriri-ri". Vive nos capinzais, à beira da mata, brejos, jardins, etc.; é freqüentador dos taquarais que estão .frutificando (v. Introdução). Ocorre na Venezuela, Colômbia e sudeste e sudoeste do Brasil, localmente de Pernambuco ao Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso. "Trigolino" (Minas Gerais); "Cigar"Cígarrtnha-do-coqueiro';". ra-preta", "Cigarra", Pode ser confundido com mas é menor, tem o bico mais forte, as pernas escuras e lhe falta a tonalidade azulada da plumagem desta última; a fêmea não tem o estriamento por baixo; ao contrário de e sem branco por baixo das asas; v. também e S.
TICO-TICO-DO-MATO-DE-BICO-PRETO,

[15-16,5cm] Extremamente parecido com o anterior, porém sempre apresentando o bico amarelo-avermelhado; difere também pelo mento branco. Tanto pode ter o dorso verde da Bahia, oeste de Minas Gerais, norte e centro de São Paulo, sul de Goiás, Mato Grosso, oeste do Pará, Paraguai e Aro de illii do gentina) como cinzento oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bolívia). Consta que ocorre às vezes no Brasil central (Bahia, Mato Grosi iiu s so e nordeste de São Paulo) ao lado de com o qual parece formar uma superespécie. "Tico-ticode-bico-amarelo*".
TICO-TICO~.cANTOR*,

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I
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J

Pr. 43, 5
15,3cm. Representante silvestre singular lembrando um tico-tico sem topete. O macho com a cabeça e o peito coloridos berrantemente de preto e branco, dorso verde, mento negro (este não aparecendo na prancha). Bico totalmente negro, encontro e dragona amarelo-ouro ·t. Brasil setentrional, central e oriental, Bahia, Espírito Santo; rio Doce) ou apresentando o amarelo das asas menos pronunciado e a mandíbula amarelada t. regiões serranas do Espírito Santo e Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul). A fêmea é semelhante ao macho diferindo deste pelas partes inferiores ligeiramente pardacentas e pelo colar negro interrompido. fina como a de um camundongo "bis-bist' (chamada); estrofe chiada, ascendente inicialmente para depois descender, de aproximadamente quatro sílabas "si-si-si-si" lembrando que é às vezes seu vizinho. Constrói, volumoso ninho esférico no solo (v. Introdução). Vive na orla da mata cerrada, de onde jamais sai, a pouca altura ou pulando no solo, destaca-se pelo colorido berrante até na sombra mais profunda. Ocorre das Guianas e Venezuela à Bolívia; da margem direita do rio Amazonas, do Madeira, altos rios Tapajós e Xingu e rio das Mortes (MT) a Goiás e leste do Pará, Maranhão, Piauí a Pernambuco e Bahia: Brasil oriental: leste de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro (região serrana) ao Rio Grande do SuL "Pai-pedro", "Coroado", "Saltacaminho" (Ceará), "Jesus-meu-deus" (Bahia), "Tico-ticoceleiro" (Minas Gerais), "Tico-tico-da-matat". V a seguinte.

15,6cm. Lembra um em sua aparência sendo contudo menos contrastante no colorido. Cabeça cinzenta com duas faixas negras em cada lado, mento verde acinzentado, partes inferiores brancas, peito cinzento, bico anegrado com a base da mandíbula amarelada. totalmente diferente de estrofe curta, melodiosa, de pios bem pronunciados "tziü-tzie,tzie,tzie, tzie,tzie-tziü" lembrando um Ocorre de Honduras à Colômbia e contrafortes andinos. No Brasil apenas em Roraima, onde é comum.
TICO-TICO-DO-TEPUI*,

es

pe

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16,5cm. Ave robusta com o aspecto que recorda o de um traupíneo, por cima cinzento-escuro, por baixo amarelado, lados da garganta ferrugíneos. Vive a pouca altura ou no solo, escondida em vegetação cerrada. Ocorre em Roraima (região fronteiriça com a Venezuela) e do México à Argentina.
MINEIRINHO,

Pr. 43, 7

1l,3cm. É notável pelo topete nucal presente em ambos os sexos; possui bico pontudo; macho de colorido muito original: preto, branco e amarelo-ferrugíneo (v. prancha). A fêmea é parda, de asa negra com espéculo branco (que o macho também possui) e de partes inferiores amareladas. fina como a de um inseto "tzí-tzí" (chamada); possui um canto de madrugada, o qual consiste em uma modesta estrofe trissilábica "tzli-tzli-tzliii" emitida pelo pássaro pousado abertamente na ponta de um galho. Vive a pouca altura em arbustos ou árvores no cerrado; desce ao solo para alimentar-se onde se locomove pulando; forma pequenos bandos. Ocorre na Argentina (Misiones) e Brasil, no sudeste do Pará e interior do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, norte de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. "Vigilante" (Minas Gerais), "Bavezinho" (São Paulo). Em Goiás desaparece com o começo das chuvas.

-

EMBERIZINAE/ CARDINALlNAE

779

TrCO-TICO-DO-CAMPO,

-

13cm, Emberizíneo campestre singular, de píleo e lados da cabeça negros e longa faixa superciliar branca resplandecente (lembrando todo o lado inferior branco; são também brancas as nódoas nas pontas das retrizes; manto esverdeado com estriação pardoacastanhada, encontro amarelo; maxila negra, mandíbula amarela; indivíduos de cabeça parda (sem negro), peito pintalgado e mandíbula pouco contrastante embora sejam designados como fêmeas, são provavelmente imaturos. estridente "trzri", suave "sbit", lembrando Ainmodramus; canto chiado bissilábico "zírrr-i", Vive no campo limpo, corre no solo, sobe às hastes de capim e ervas para cantar, Ocorre em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais (Poços de Caldas, etc.), São Paulo, Paraná. Bolívia, Paraguai e Argentina, tambémMarajó (pará, Sick 1967a), ao lado de etc.

dwít" de pouco volume (canto )i-caaência mais ressonante de repetidos "ss-ss-szr" lembrando um pouco o canto de Vive na mata seca baixa e rala, restinga, caatinga. Sua distribuição é tão disjunta como a da espécie seguinte: norte da Venezuela e Colômbia e também no Brasil do Nordeste, leste (até a ex-Guanabara e Minas Gerais: Belo Horizonte, Sete Lagoas, Pirapora, Vale do [equitinhonha, Januária) e Brasil central em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso (alto Xingu, alto Juruena). Pode ser 'considerado coespecífico com . "Cravina", "Tico-tico-rei-cinza", "Tico-ticodo-sertão" (Minas Gerais), "Abre-fecha" (Minas Gerais).

TrC0-TICO-REI,

Pr. 43, 9
13,3cm. De vastíssima distribuição, substitui a espécie anterior no Brasil meridional, central e ocidentaL O macho é inconfundível pelo colorido geral vermelho pardacento-escuro, topetudo, destaca-se a base escarlate do topete. A fêmea é de partes superiores pardo-escuras, uropígio e partes inferiores avermelhadas, branco "tzic" (chamada); ao redor dos olhos e do mento. estrofe trissilábica, tal como "djülü - djülü djülüd", rapidamente repetida (canto), às vezes mesmo durante o vôo no crepúsculo; canto de madrugada "zwit-zwít-zit", repetido também em andamento rápido. Vive na mata secundária rala e baixa, cerrado; próximo ao chão ou locornovendo-se em longos pulos no solo, fazendo rumor nas folhas secas, É abundante em certas áreas; sua área geográfica atual abarca duas áreas totalmente disjuntas: a primeira nas Guianas e leste do Pará (Belém) e a segunda de Mato Grosso (Cuiabá, Xavantina, rio das Mortes etc.) e Goiás ao oeste de Minas Gerais (Ituiutaba, Uberlândia, Uberaba, Araxá), São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai, Argentina, Bolívia e Peru, Em Mato Grosso, Goiás e oeste de Minas Gerais aproxima-se de encontrando-se com ele em certos locais e com ele hibridando-se. Temos um híbrido oriundo de Brasília e vimos diversos oufros em cativeiro, todos de procedência desconhecida exceto um vindo de Minas Gerais, Visto que os híbridos são férteis (Marcondes-Machado 1980), C. pode ser considerado subespécie de C. o qual é a espécie mais antiga. Preferimos mantê-Ias como espécies ou serni-espécies. "Vinte-umpintado", "Galo-do-mato", "Cravina", "Poguinho", "Tico-tico-rei-verrnelho+" .

CARDEAL-AMARELO,

Pr. 42, 11
19,2cm. Representante campestre meridional inconfundível pelo longo topete negro que levanta verticalmente. Plumagem verde e amarela viva. Fêmea com faixa superciliar e estria malar brancos, peito cinzento. "zip" (chamada); vozearia bem pronunciada, de 4 a 5 sílabas, sendo o final acentuado "qüi-qüui-tzi-tzuít, a parte que se segue é bem indistintamente pronunciada, como se a ave se "atrapalhasse" ao emiti-Ia; assobio forte, esganiçado, vibra as asas ao emiti-h Habita o campo sujo, anda no solo à procura de alimento. Ocorre da Argentina e Uruguai ao sul do Rio Grande do SuL

GALINHO-DA-SERRA,

13,3cm, Espécie próxima à seguinte, a qual substitui no Brasil centro-oriental, Macho de partes superiores cinzentas com a base do topete negra e o centro do mesmo escarlate como o da espécie anterior, partes inferiores lavadas de cinzento. A fêmea é parda-acinzentada nas partes superiores, esbranquiçada nas partes inferiores, com o peito e os lados estriados de cinzento. Quando está tranqüilo, o vermelho do píleo não aparece, observando-se apenas uma estreita faixa negra longitudinal no centro do píleo, também não se nota vestígio de topete. Na medida em que se irrequieta aparece, surpreendéntemente, um topete com uma estria escarlate no meio do negro que muitas vezes apenas se antevê; nos instantes de maior excitação demonstra o efeito máximo, levantando verticalmente todas as penas do píleo apresentando assim uma larga área vermelha brilhante realçada, de cada lado, por uma estreita faixa negra, que recordam dois chifres, quando vistas de frente. parecida com a de C. suave "zígg" (chamada); seqüência apressada de aproximadamente seis; "djiwít-

CARDEAL,

Lêem, Espécie meridional bastante semelhante à que mencionamos a seguir, porém, sendo inconfundível por seu grande topete vermelho (vivo no macho e pálido na fêmea) que é sempre mantido ereto. Partes superiores cinza-claras uniformes, bico esbranquiçado; imaturo

.
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780' ORNITOLOGIA BRASILEIRA

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pardacento COm. t-opete ferrugíneo. "tchiríp", rouCO, lembrando o pardal; suave "uit"; canto variado sendo uma cadência de curtos assobios sonoros destacados, como o timbre de um sabiá: "tzilüp-tjüp" repetido, ou "dü-düe-dô- dü-diô": gorjear fluente, estrofes como estas são emitidas conjuntamente pelo casal; canta às vezes a meia voz; em cativeiro imita outros pássaros como, p. ex., sabiás. Vive no campo mesclado com vegetação mais alta, isolados. Ocorre da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil no Rio Grande do Sul e oeste de Mato Grosso (Pantanal) onde se encontra com com o qual parece competir, pois habitam a região aos casais em número reduzido ao contrário de P. que é abundante. Introduzido no Havaí. "Galode-campina" (Mato Grosso), "Cardeal-do-sul?". Substitui geograficamente do. Nordeste do Brasil, com o qual, aliás, cruza em cativeiro, produzindo prole fértil.

mais pesa-do tributo paga ao comércio 'ilegalde aves. silvestres. "Cabeça-vermelha", "Cardeal-do-nordeste".
GALG-DE-CAMPINA-DA-AMAZÔNIA,

.

[16,5cm] Representante amazônico um pouco mais delgado que o anterior. Partes superiores uniformemente 'negras, garganta vermelha, "gravata" negra; bico fino e negro, base da mandíbula branco-rosada, pernas negras. Imaturo com a cabeça e resto das partes superiores pardas, garganta canela, maxila e pernas negras e base da mandíbula branca. "tchãp", "tchelãp" (chamada); canto, bissilábico "tüít-tzíâ" repetido sem pressa; gorjear variado, meIo di os c em andamento rápido; às vezes faz imitações. Vive à beira de rio e mata de várzea. Ocorre das Guianas, Venezuela e Amazônia para o sul até a Bolívia, Acre, noroeste de Mato Grosso (Guaporé) e Pará (baixo Tapajós (jacareacanga), baixo Araguaia, Tocantins), noroeste do Tocantins e Maranhão. "Cardeal", "Tangará", "Cardeal-da-amazôniat" (Amazônia).
CARDEAL-DE-GOIÁS*,

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GALO-DA-CAMPINA,

En En
[16,5cm] De partes superiores e gravata negros, que também se estende até a cabeça, onde apenas o píleo e os "bigodes" são vermelhos de tonalidade bem escura, as penas são brilhantes com a raque branca; bico negro, base da mandíbula mais clara, pernas cinza-escuras. distinta, "tschrik", lembrando estrofe vigorosa, descendente, de assovios roucos "tchük-tchiktchük- tchük" (canto). Vive na mata ribeirinha, a pouca altura sobre a água ou nas copas das árvores em pequenos bandos. Ocorre a oeste de Goiás e Tocantins (rio Araguaia, ilha do Bananal) e Mato Grosso (rio Cristalino, alto Xingu). Parecida tanto com a espécie anterior como com a que se segue; todas três podem ser consideradas alo espécies que compõem uma superespécie.
CAVALARIA,

Pr. 42, 10 17,2cm. Um dos pássaros mais típicos do interior do Nordeste do Brasil. Plumagem da cabeça vermelha, curta e ereta aparentando ser uma pelúcia, sobretudo na nuca do macho; ao contrário das espécies citadas a seguir, não possui gravata negra. Partes superiores cinzentas exceto o dorso anterior que é composto de penas negras no ápice e brancas na base, o que dá ao conjunto um aspecto escamoso de negro e branco. Dorso posterior e coberte iras superiores das asas manchadas de negro; maxila anegrada, mandíbula cinzento-clara. Fêmea com o occipui menos arrepiado, imaturo com as partes superiores pardo-anegradas, barriga branca e garganta ferrugínea. grito grosso "quãík", "djã-djât": ambos os sexos cantam sonora e monotonamente, entoando cerca de 12 assobios consecutivos fortes e monossilábicos, em parte chilreando e em parte emitindo-os à meia voz; gorjear fluente lembrando um estorninho' (Sturnidae) do Velho Mundo. Vive na mata baixa rala e bem ensolarada (caatinga), onde às vezes é o pássaro mais abundante. Para comer anda' e saltita no solo. Ocorre no Nordeste do Brasil, do sul do Maranhão ao interior de Pernambuco e Bahia. Expande sua distribuição ocupando novas áreas (sul da Bahia, 1975 e Minas Gerais, Pirapora, 1973). Os casais escapados do cativeiro podem criar em liberdade, p. ex., no Rio de Janeiro (Niterói, Santa Cruz e Ilha das Enxadas). É uma das espécies que

'-\

[16,5cm] Muito parecido com ris, seu substituto geográfico, mas com todo o bico e as pernas tanto amarelo-claros como cor-de-laranja, cor-de-rosa e esbranquiçados. Habita os pântanos, margens de rio, campo aberto. Ocorre da Bolívia ao oeste de Mato Grosso (Pantanal), Argentina e Paraguai. Comum no Pantanal, onde ocorre em bandos maciços (daí o nome popular de "cavalaria"). "Cardeal", "Galo-de-campina-dooeste", "Cardeal-do-pantanal=". V

EMBERIZINAE

/ CARDINALINAE

781

SUBFAMÍLlA

CARDINA.UNAE

o texto introdutório sobre os Cardinalinae está combinado com o texto relativo à subfamília precedente: / Emberizinae
FURRIEL,

nais do canto (dialetos, v. Introdução). Vive na mata densa, às vezes ao lado de Cissopis (Thraupinae). Ocorre de Pernambuco,Alagoas, Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, Argentina (Misiones) e Paraguai. "Bico-depimenta", "Guaranisinga" (SP).

. Pr. 42, 9
BICO-ENCARNADO*,

17cm. Representante muito característico, amarelo com máscara negra; sua coloração berrante e sua vocalízação poderiam sugerir um traupíneo. assobio forte e curto, pouco melodioso, esganiçado no início "tchri gWi.-glíii."(canto). Em pequenos bandos, freqüentemente associado a outros pássaros, como saíras, quando visita árvores frutíferas. Vive à beira da mata.e pomares. Ocorre do Panamá à Amazônia e Brasil oriental no Ceará e de Pernambuco ao leste de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro (ex-Guanabara, Serra do Mendanha). "Canário-do-mato", "Purriel-canário*" (Espírito Santo). V. fêmea.

19cm. Muito parecido ao anterior, porém, tendo o centro da garganta branca. canto parecido ao do precedente, seqüência bi ou trissilábica "dülid-düdüliddiüii". Ocorre da Nicarágua à Bolívia, Juruá (Acre, Amazonas), baixo Tapajós, leste do Pará e norte do Maranhão. "Bi<!o-de-pimenta-da-amazônia".

TEMPERA-VIOLA,

FURRIEL-DE-ENCONTRO*,

-

[16cm. Habitante das copas e bordas das florestas de terra firme da Amazônia ocidental: Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. No Brasil sua distribuição acompanha para leste, principalmente, a região dominada pelas cabeceiras dos tributários da margem direita do Solimões e Amazonas, P: ex.: alto Purus, Rondônia, noroeste de Mato Grosso e sul do Pará (Carajás).]

19,5cm.,Muito parecido com S. mas tendo todo o lado superior verde inclusive ambas as faces da cauda. Garganta anterior branca; garganta posterior e coberteiras inferiores da cauda ferrugíneas, estria malar e bico negros. suave "zic", "zip", "tin-tin-tin" (metálico - chamada); estrofe curta e suave, de flexão interrogativa em seqüência ascendente, "djülõ-tjíd" que é "respondida" pelo mesmo indivíduo logo depois por uma seqüência descendente "djü-Iü-lo", resultando a reunião das duas partes numa estrofe única bem acabada que pode lembrar c cadências mais prolongadas. Vive à beira da mata e de plantações; forrageia na folhagem em altura média. Ocorre do México ao Paraguai e Brasil central e oriental, para o sul até o Rio de

BICUDO-ENCARNADO,

20cm. Existente apenas na Amazônia, possui bico ainda maior que o da espécie anterior. Plumagem magnífica, macho de cabeça e garganta negros e resto do corpo. cor-de-rosa, um pouco mais claro nas partes inferiores; fêmea de cabeça negra como o macho mas com as partes superiores oliváceas e o lado ventral alaranjado. Vive na mata alta de terra firme a média altura. Ocorre das Guianas e Venezuela ao baixo Amazonas (Belém, Pará). . "Purriel-rosa*". V. e

PIMENTÃO,

Fig.

312

22,5cm. Espécie grande, rabilonga, de bico enorme e vermelho. Plumagem cinza-azulada bem escura, asas e cauda anegradas: pescoço anterior negro no macho e cinzento na fêmea, coberteiras inferiores das asas brancas. estridente "psiã", "ksí", "gaüt", "gsiiii." (chamada, advertência); canto curto, sonoro, freqüentemente bissilábico "drüit-wótju". Ocorrem diferenças regio-

Fig. 312.Pimentão,

ginosus.

782'

ORNITOLOGIABRASILEIRA

Janeiro. "Sabíá-pimenta", "Trinca-ferro", "Sabíá-gongá'; (Pará, Pernambuco), "Estevam" (Bahia). Localmente sintópico com similis (p. ex. na baixada fluminense). Não penetra em regiões serranas. V. S. s e llosus (também de garganta amarela), g (que é campestre).

TRINCA-FERRG-VERDADEIRO,

Pr. 42, 8
20cm. Ao sul da Amazônia o representante mais conhecido do gênero. Bico forte (daí o nome popular "Trinca-ferro" aplicado a todos os e cauda avantajaens, lado da; muito parecido com S. e S. superior verde exceto a cauda, xistácea em ambas as faces; garganta branca (às vezes amarelada no centro), estria malar realçada de branco, bochechas xistáceas. Juvenil de peito e abdômen estria dos de negro. forte "zip", baixinho "gigügü": canto menos suave do que o de S. e muito bem pronunciado, estrofe de cinco assobios límpídos sendo o segundo e penúltimo mais altos, este com forte acento: "dü-di dü- dí-dü" (ex-Guanabara) interpretado como "bom-d ia-seu-chico" (Petrópolis); o fraseado altera-se conforme a região. Juvenil pia um "iü", Vive à beira da mata, tanto nas baixadas (às vezes ao lado de como nas montanhas. Ocorre no Brasil este-meridional (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e central, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. "Esteves" (Bahia), "Ticotico-guloso", "Bico-de-ferro", "Pixarro", "Trinca-terro-de-asa-verde?" .

verdes; o imaturo com partes superiores-verdes eo bico negro. estrofe de quatro pios fortes sendo o terceiro mais alto, canta de agosto em diante (Serra da Bocaina). Vive na orla da mata, jardins, localmente nas altas sert dominante; às ras do Sudeste do Brasil onde é o vezes encontra-se ao lado da espécie anterior. Ocorre do Espírito Santo (Serra do Caparaó) ao Rio de Janeiro (Serra do Itatiaia, entre outras) e daí até o nordeste do Rio Grande do Sul e leste da Argentina. "Botió", "Trinca-ferroos s. bicudo*". V. S.

PATETÃO,

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20cm. Bem parecido com o anterior, mas dele se destacando imediatamente por ter o bico "normal" e não excepcionalmente grosso, com desenho alaranjado na mandíbula; larga estria pós-ocular amarelada, garganta amarela, colar negro atravessando o papo. estrofe curta e ressonante, do timbre daquela de do ini n "tzü-zwíã", "tzip, tzip-tjíã", que é emitida tanto de madrugada como de dia. Vive na mata ribeirinha densa, etc. Ocorre da Argentina à Bolívia, Peru, Paraguai e Brasil, Mato Crosso do Sul e Rio Grande do Sul. Parece hibridar-se naturalmente com a espécie anterior em Corrientes, Argentina. "Trinca-ferro-patetão*".

BICO-DE-PIMENTA,

ollis
I.

SABIÁ-GONGÁ,

20cm. Espécie de larga distribuição, muito se assemelha com os dois anteriores. Distingue-se de ambos contudo pela cor escura quase sem tintas verdes na parte superior; cauda anegrada, garganta com vestígio de amarelo e abdômen ferrugíneo. Juvenil de costas e peito esverdeados e bico com manchas 'cinzentas. estrofe de 4 - 5 ou pouco mais assobios fortes lembrando o galode-campina: "djub djub djub-dàõ": às vezes canta em dueto com a fêmea que emite estrofe mais simples, seqüências de grosseiras "tchap, tchap, tchap", Vive à beira de rio, pântanos e campos sujos. Em qualquer estrato arbóreo. Desce aos capinzais. Ocorre do México à Bolívia, Argentina, Uruguai e Brasil (Amazônia, Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Mato Grosso). "Trincaferro-da-amazônia", "Gonga*".

20cm. Elemento campestre inconfundível pela máscara e pescoço anterior negros e pelo bico laranja-averme lha do; partes superiores cinza-pardacentas, partes inferiores cinza-amareladas claras, juvenil com as partes superiores, cabeça e pescoço anterior pardos, bico anegrado e partes inferiores estriadas. fino "pist", "biditz" (chamada, diagnóstica para a espécie lembrando um tuim, canto: curta estrofe estereotipada "zibele-bízewi", tanto emitida durante um vôo horizontal, que o indivíduo dá, entre uma árvore e outra, como entoada em companhia de mais dois ou três parceiros pousados próximos uns dós outros sem se mostrarem agressivos; realizam gritarias coletivas com vários espécimens durante as horas matinais, quando então vocalizam um "buit", Possui comportamento diferente do de outros lt to . Habita o cerrado e paisagens abertas correspondentes, desce no solo e nas estradas, arrebita e aciona a cauda para baixo. Ocorre no Paraguai, Bolívia e Brasil, de Mato Grosso e Goiás ao interior da regiãoleste e Nordeste. "Batuqueiro". Seu comportamento recorda mais o de um traupíneo como hocelus do que o de um .

r

BICO-GROSSO,

19,5cm. Chama a atenção pelo bico muito grosso, alto e amarelo na base. Partes superiores cinza-escuras quase sem verde, sobrancelha branca iniciando-se na base do bico, partes inferiores ferrugíneas; fêmea de costas

AZULINHO,

s

e

e

14,Scm. Espécie meridional, quase que uma miniatura do azulão, mas menos robusta, de pernas mais longas e de bico relativamente pequeno, negro na maxila e

EMBERIZINAE

/ CARDINALINAE

783

branquicento na mandíbula. Macho azulado com tonalidades cinzentas ou verdoengas, faltam-lhe as áreas azuis brilhantes destacadas na cabeça e asas que encontramos no azulão. A fêmea distingue-se daquela do azulão mais pelo que pela coloração. "psit", "djãt" (advertência); canto fluente de andamento rápido, sem modulações apreciáveis. O timbre suave pode lembrar aquele de (o qual pode às vezes coabitar os mesmos locais). Vive à beira da mata baixa, arbustos em baixadas úmidas ribeirinhas, pântanos, ilhas fluviais (p. ex. no alto rio Paraná). Às vezes ao lado de Ocorre da Argentina e Uru-guai até o oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pa. "Azulínho-do-sul'". [Um macho, raguai. V possivelmente em movimento migratório, foi observado em julho de 1989 na região de Patrocínio, MG (R. Parrini).] .

o

te ao Rio Grande do Sul, Brasil central (Coiáa.Mato Grosso até o rio das Mortes e Cuiabá). Bolívia, Paraguai e Argentina. Também no norte da Venezuela e Colômbia. "Azulão-bicudo", "Curundi-azul", "Tiatã", "Azulão-donordeste", "Azulão-do-sul". Aproxima-se, em Mato Grosso, da região ocupada por e op oides. Antes conhecida por é por decisão da C.I.N.Z. (Conselho Internacional de Nomenclatura Zoológica) citada como para evitar homonímia com , Indigo g, espécie norte-americana, que migra para o nosso continente. V e V também o item "Hibridação".

CAMPATI;JHA-AZUL,

AZULÃO-DA-AMAZÔNIA,

16cm. No Brasil dá-nos a impressão de ser"o substituto amazônico da espécie citada a seguir, com a qual se parece muito, diferindo pelo bico um pouco mais longo e menos intumescido. A fêmea distingue-se bem daquela da espécie seguinte por ser parda mais escura, sobretudo nas partes inferiores. forte "spit" (advertência); canto inteiramente diferente do da espécie seguinte, p. ex.: uma seqüência de 4 a 6 pios claros e monótonos seguidos por um pio mais baixo, menos pronunciado: tzü-zülü". Vive à altura média no interior da mata, capoeírão, vegetação ribeirinha, mata de igapó. Ocorre do. México ao norte da América do Sul e daí até a Bolívia, norte do Mato Grosso (alto Xingu), leste do Pará (onde é relativamente comum em formações secundárias) e norte do Maranhão, "Azulãoda-mata"".

13cm ..Espécie campestre de porte delgado com o bico fino, cônico e cor-de-laranja, pernas averrnelhadas. Macho azul-escuro uniforme, fêmea de partes superiores pardo-avermelhadas e de partes inferiores branco-pardacentas estriadas de pardo. muito alta e metálica, o canto é um tilintar, que lembra o de Habita o campo e o 'cerrado aberto; corre no solo entre as pedras e o capim ralo; voa bem, pousa em galhos altos para cantar. Ocorre na Bolívia e Brasil, do Maranhão e sudeste do Pará ao Piauí, Bahia, oeste de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Ma to Grosso. "Azulinho-de-bico-d eouro".

REI-DO-BOSQUE,

VS

AZULÃO, AZULÃO-VERDADEIRO,

Pr. 43, 1
lS,Scm. Espécie bastante conhecida no Sudeste do Brasil através do comércio de aves. De bico avantajado e negro; macho totalmente azul-escuro com a fronte, sobrancelhas, máculas do loro e parte das coberteiras superiores da asa azuis brilhantes. A fêmea e o imaturo . são pardos uniformes um pouco mais claros nas partes inferiores. "djãt", "quâ" (chamada, advertência). Canto sonoro e melodioso, bastante intenso, fluente e extenso, alterna cadências mais altascom algumas mais baixas; emite um canto diverso no crepúsculo e pela madrugada. Vive nas brenhas e beira de pântanos, formações secundárias espessas, plantações. Sobe ao topo de arbustos e árvores de altura 'média para cantar; se excitado arrepia as penas da cabeça. Ocorre do Nordes-

20cm. Partes superiores, cabeça, garganta e papo negros, ventre amarelo, asas e cauda com desenho branco.-Imaturo pardo, em vez de negro, e com os lados inferiores manchados. suave "guíp"; seu canto lembra o . Vive na mata, no topo das aquele do cardeal árvores. Ocorre da Venezuela à Bolívia, Argentina e Paraguai. Apenas no extremo sudoeste do Brasil (oeste de Mato Grosso, Cáceres, Miranda, agosto). Aparece ocasionalmente no comércio clandestino de aves silvestres, pois é bom cantor.

P APA-CAPIM-AMERICANO,

VN

12,Scm. Migrante setentrional que, quando aqui chega, porta a plumagem de descanso reprodutivo, lembrando então uma pardoca (fêmea de destacando-se desta contudo por uma dragona castanha e pelo peito amarelado. Vive nos campos. Inverna no norte da América do Sul, inclusive no Brasil, em Roraima (março). É o Di el dos americanos (nome onomatopáico). V introdução e Do (Icterinae).

784

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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Andrade, Nobel.

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de Schauensee,

104 153-96.

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R 1952. . taxonomia)

de

Meyer de Schauensee, R 1970a. s , distribuição) Miller, A. H. & V. D. Miller. 1968. hábitos)

pi

,

ono ich

ICTER1NAE

785

CHOPIM, PÁSSARO-PRETO, JAPU, CORRUPIÃO e afins:

SU13FAM1UAlcTERINAE

(37)'

Oscines exclusivos do Novo Mundo, de origem norte-americana, imigraram cedo para a América do Sul e hoje se distribuem do Ártico à Terra do Fogo, com a maior diversificação neste continente, Recentemente 01 1983) incluído na grande Família Emberizidae, ao lado de Parulinae, Coerebinae, Thraupinae, Cardinalinae e Emberizinae. Fósseis do Pleistoceno da Flórida e do Brasil, Minas Gerais, Aparentados aos Emberizinae, de origem americana. A nossa observação de que um garibaldi, Agelaius cruza com fêmeas de canários-do-reino demonstra vivamente a afinidade com os Carduelinae do Velho Mundo. Soubemos ainda de um cruzamento entre e (Rio Grande do Sul; em cativeiro); o casal produziu dois filhotes, um deles se desenvolvendo normalmente. Os Icteríneos são Oscines de nove primárias (v.também sob Oscines). Os Icteríneos se assemelham aos estorninhos (Sturnidae), do Velho Mundo, o que parece ser resultado de uma evolução análoga". Os Icteríneos nada têm em comum com os tecelões (Ploceinae) da África, ao contrário da opinião de leigos, que têm em vista os ninhos tecidos de vários Icteríneos, como o japu. Pode-se porém dizer que, ecologicamente, corresponde ao ploceídeo Euplectes, enquanto (incluindo corresponde ao motacilídeo africano (Fry 1983).

Grupo heterogêneo em tamanho e colorido. Comum a todos os Icteríneos é o bico cônico e liso, em muitos casos notavelmente pontiagudo, tomando a forma de uma pinça ou de um compasso. Em (incluindo e Cacicus, a base superior do bico é intumescida e prolongada sobre a fronte. Nos joões- . congos existe uma área nua vermelho-clara abaixo do olho. É vantagem para todos os Icteríneos não terem plumagem alta em frente ao olho, para não obstruir a vista durante o hábito singular destas aves de perscrutarem a área entre as pontas das mandíbulas abertas durante o ato de "espaçar" (v. alimentação). Em Icteríneos evoluiu uma adaptação do crânio à técnica de espaçar, DO sentido de que o olho fique na altura da comissura do bico e não acima dela. O bico de lembra o dos Emberizinae, mas o comportamento dos é típico para os Icteríneos. Não há cerdas em torno do bico nesta família. Pernas e dedos fortes. No colorido dominam o negro e o amarelo. O ama-

relo é freqüentemente localizado nas coberteiras superiores das asas, na "dragona": pode ser restrito às coberteiras pequenas, próximas ao braço, sendo então apenas revelado quando o pássaro estica as asas (p. ex. pode ser mais extenso (p. ex. ou pode abranger as coberteiras médias em ambos os casos bem visível até durante o descanso. O amarelo da cauda, quando existe (japus, xexéu), torna-se bastante visível quando as retrizes são expandidas ou em vôo. Alguns, como os figuram entre as aves de colorido mais berrante deste continente. Em cativeiro o amarelo vivo desbota, mas sua coloração pode ser reativada na próxima muda por doses de cantaxantina. Ocorre esplêndido escarlate (polícia inglesa, etc.). Nos e aparece um desenho transversal na cauda e nas secundárias internas. completa o seu belo traje de núpcias, negro e vermelho, por desgaste de penas pertencentes à plumagem de descanso. A abrasão torna-se, portanto, processo desejável no sentido de um embelezamento. O contrário (perigo da abrasão para a plumagem) se nota no caso das rêmiges de ave terrícola muito exposta ao constante desgaste por capim cortante. Essa situação levou à evolução de um prologamento das secundárias internas (terciárias) que chegam a cobrir a ponta da asa, pois a abrasão atua mais de cima para baixo; um desgaste excessivo prejudica a capacidade de vôo, Nestas espécies há a necessidade de mudar as terciárias duas vezes por ano. A ponta da cauda, à qual falta uma proteção, quebra sucessivamente em larga extensão (v. também O triste-pia, pássaro que executa migrações extremamente longas, muda duas vezes por ano a plumagem toda (incluindo portanto rêmíges e retrizes), ocorrendo uma dessas mudas (a muda pré-nupcial) durante a sua estadia na América do Sul. O macho subadulto de é preto, coberto de bordas pardas em grau variável, correspondendo, ao que parece, ao "pintão" do tiziu, (Emberizinae). Os japus têm um topete nucal; e penas endurecidas brilhantes no píleo. A plumagem é espessa e lisa. Exalam cheiro típico, semelhante ao da barata. A água na qual tómam banho se cobre com uma camada mal cheirosa. É curioso que Fernão Cardim há 400 anos anotou que o japu tem "um 'cheiro muito forte quando se irrita". Todos os Icteríneos têm esse cheiro, que é o cheiro típico da família. O cheiro vem das penas e nãoda pele. Mesmo uma ~ colônia pequena de Icteríneos produz cheiro forte, atra-

49 O estorninho-vulgar, (família Sturnidae), do VelhoMundo, introduzido nos EUA e nas Antilhas, onde se tomou praga, já alcançou a Venezuela,como passageiro clandestino, porém desapareceu (Sick1968).Ao que parece começa a conquistar a área de BuenosAires,Argentina.Ainda não foi registrado no Brasil.

-

786

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

indo assim insetos. Os filhotes ainda-nús"1:heiram pouco, pelo menos para o nosso olfato fraco, mas suficiente para exercer forte atração sobre as moscas parasíticas. Observamos num ninho de tico-tico que um filhote de estava cheio de larvas de enquanto os meio-irmãos-tiquinhos não foram molestados pelas moscas. O cometário de Cardim de que o cheiro é.mais forte quando o pássaro se irrita, pode ser uma conclusão antropomórfica: igualar o cheiro da ave ao suor das pessoas. Em vários casos atrai a atenção a cor da íris, p. ex. amarelo-esbranquiçada azul-clara ou vermelha a cor da íris muda com a idade e há também diferenças entre os sexos. Há algumas espécies muito parecidas vivendo uma ao lado da outra, como e M. os e . A determinação das numerosas espécies negras requer o máximo de atenção; o conhecimento da voz, nem sempre facilita a pesquisa. Os sexos são desiguais no colorido, como no , representantes paludícolas ou campestres, ou e semelhantes, como nas espécies nacionais de (nas espécies norte-americanas deste gênero há dimorfismo sexual acentuado). As várias raças geográficas de são reconhecíveis apenas no sexo feminino (heteroginia, v. Formicaridae). O macho do joãocongo, tem na base inferior da mandíbula um churnaço nu que, com a penetração do sangue, torna-se violáceo. Há grandes diferenças de tamanho entre os sexos em espécies nas quais macho e fêmea têm colorido seme, e as quais lhante, como são polígamas, os primeiros vivendo em colônias na floresta, o último um parasito. O macho pode pesar o dobro da fêmea. Verificamos que a diferença do tamanho é interpretada pelos índios do Brasil central e da Amazônia como sinal de casta: os pequenos (as fêmeas) são os trabalhadores, os grandes são os capitães ou caciques ("cacique" = chefe, do taino, língua das tribos Aruaque, de Hispaniola, Caribe, com vários representantes no Brasil setentrional). Achamos provável que o nome científico dado em 1799 por Lacépêde, se deriva da denominação "cacique", transmitida pelos primeiros naturalistas viajantes em relação a estas aves. O nome tornou-se usadonas várias línguas, p. ex., Wied, 1831 die en (compreendendo e e, - em inglês, (apenas para , e outros As fêmeas e os imaturos de são de modesto colorido pardacento e estriado, difícil de se descrever em poucas palavras. Ocorrem na natureza exemplares mutantes cor-de-canela p. ex., em , e foram também registrados albinos, na natureza, p. ex. em (Minas Gerais), e indivíduos

com penas brancas isoladas, p, ex. pnl (Xingu, Mato Grosso) e (v. P~. 39, 2). Quase não há pássaros semelhantes de outras famílias. O triste-pia Doli pode passar por um emberizinae. O gaudério lembra um tiê-preto ou um boiadeiro jovem ambos considerados traupíneos. A polícia-inglesa, de garganta escarlate, lembra em plumagem masculina adulta. É notável que o nosso pedro-celouro, icteríneo marcante, é muito parecido a um carninheiro africano, eus, da família dos motacilídeos: evolução convergente, tendo ocorrido em paisagens correspondentes - campos e savanas, respectivamente.

,
A voz da maioria consiste em assovios; e estão entre os pássaros de vozes mais melodiosas deste país, razão pela qual os reinóis chamaram de "rouxinol", designação correta para a ave mais canora da Europa que, entretanto no aspecto e na voz é completamente diferente. É impossível transmitir uma impressão convincente desses cantos por meio de descrições gráficas, pode-se apenas chamar a atenção para alguns elementos característicos que possibilitam reconhecer a espécie. Os exemplares engaiolados e selvagens, às vezes, imitam vozes de outras aves e mamíferos com a maior perfeição, separando as imitações umas das outras, não as misturando, P: ex., C cicus Incluem às vezes vozes de aves noturnas e acontece de "reunirem" espécies aparentadas, imitando p. ex. um tucano e depois um araçari. Os machos de umà colônia de têm o mesmo tipo de canto, diferente de outras colônias (Feekes 1977). A fêmea de várias espécies canta também, mas não alcança sempre a sis, porém, às maestria do macho; a de vezes canta até melhor do que o macho. Tomam as posições mais grotescas durante o canto, fazem reverências e ficam às vezes até pendurados sob o poleiro, sacodem as asas violentamente, produzindo ruído intenso (música instrumental). É freqüente um esticar vertical do pescoço, no qual a ave pode tocar a garganta com o bico. Tais demonstrações são muito características da família, e se repetem, com certas modificações, em várias espécies, sugerindo parentesco mais íntimo de certos grupos, p. ex., dos "pássaros-pretos", us, aos quais se reuniria o ira-tauá, espécie em grande parte amarela. Estas cerimônias, na sua maioria, procuram fazer o indivíduo parecer maior do que é. Em cativeiro o corrupião aprende qualquer tom, reproduzindo também música, como o hino nacional. Muda, às vezes bruscamente, a altura e a tonalidade da voz e também o ritmo do canto, a ponto de se ter a impressão de que são dois pássaros cantando ao mesmo tempo. São também capazes de cantar a meia-voz;' P:

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ICTERINAE

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ex., A voz tem às V~eS um tom singular, nasal paré\ o nosso ouvido, resultando de certos harmônicos coexistentes. tem um canto notável de madrugada. As espécies paludícolas e campestres, como e cantam amiúde durante o vôo; suas vozes costumam dominar varjões e pântanos. Cantam também no pouso coletivo, P: ex., uma moita de taquara, reunidos às centenas, fazendo um barulho estonteante, cantando e gritando (p. ex. As vozes de chamada e advertência de muitas espécies são bem parecidas. O tipo de alar: me-numa colônia é diferente do que é dado fora de sua área. Ao alarme de japus reagem também outras aves que moram perto das respectivas colônias. Existem pios emitidos apenas por filhotes após terem saído do ninho, facilitando sua localização pelos adultos que os alimentam v.

-

Alimento misto, variando até entre indivíduos da mesma espécie e dependendo da época do ano. Extraordinária é sua técnica para localizar comida oculta: introduzem o bico pontiagudo fechado, p. ex., numa fruta, em material elástico (ou fofo) como brotos, folhas enroladas, flores, favos e pau podre ou abaixo de casca, e depois abrem as mandíbulas, forçando o material inspecionado, técnica que chamamos "espaçar", fazendo assim um buraco que serve para olharem por dentro da cavidade e, eventualmente, retirarem o alimento procurado ou chuparem o sumo. Essa atividade implica uma posição diferente dos olhos. Os sofrês mansos forçam assim a abertura de dedos e lábios fechados do seu dono, demonstrando-nos com que força notável aplicam essa técnica, grande invenção da natureza, usada também na confecção do ninho. São dotados de adaptação muscular especial: aumento e inserção diferente do depressor mandibular (Beecher 1950, Zusi 1959).A finalidade deste bico extremamente pontiagudo não é portanto servir simplesmente como pinça. martela igual a um pica-pau, sobre vegetais fofos, depois "espaça" e tira a comida porventura encontrada. O estorninho da Europa (Sturnidae em geral), os corvídeos, cerebíneos e outros Passeriformes não-brasileiros possuem a mesma técnica. Entre os frutos mais procurados por eo sofrê, estão os cocos maduros do buriti, . O mesmo adora a seiva contida nas flores do mandacaru cactácea arborescente típica do Nordeste e come as flores do ipêamarelo: gosta também das grandes frutas vermelhas do mandacaru que abre com seu bico pontudo, facilitando a exploração posterior por outras aves como pombinhas e o galo-de-campina. procura enconas flores do algodão-do-brejo, Hibiscus

tramas nos molhos floridos de ervade-passarinho, i Cremos que icteríneos, como os traupíneos, contribuem em alto grau com a polinização. come além de sementes e insetos também brotos de plantas herbáceas. vira pequenas pedras, cata carrapatos, pousando sobre porcos, vacas e cavalos, come no lixo e acompanha o gado para se aproveitar de insetos afugentados, à maneira de anus e gaudérios. Os últimos pousam sobre ovelhas para ampliar o horizonte na caçada, e tiram, ocasionalmente, insetos da pelagem grossa desses animais. andando por um pasto lamacento, revira qualquer torrão de terra mais saliente, enfiando o bico por baixo dele, levantando-o e jogando-o para o lado com o propósito de descobrir alimento. Gaudério, melro e gostam de remexer nos excrementos de gado ("vira-bosta"), talvez à procura de grãos não digeridos pelos bovinos e não em busca de larvas de moscas. thilius e . inspecionam folhas flutuantes coma técnica típica de abrir o bico, "espaçando" os vegetais. e apanham insetos atropelados nas estradas. pega às vezes insetos em vôo, como faz um papa-moscas. [apus, xexéus e saqueiam às vezes ninhos de pássaros; apanham cupins sobre os cupinzeiros ou no ar, não despreza nem mesmo centopéias; gostam de frutas da ernbaúba, etc. Os dedos são às vezes usados para segurar uma presa, inclusive flores, antes de comê-Ia (joão-congo, políciainglesa).

Voam bem, produzem sussurro sonoro com as rêmiges, atraindo muito a atenção, p. ex. e A algumas batidas segue-se um apertar das asas ao corpo. voa com certa dificuldade. No solo andam de postura ereta; os sobretudo M. correm e pulam no chão, de cauda meio levantada. Os correm sobre plantas flutuantes e trepam no taboal segurando-se em colmos separados, à feição de saracuras ou socós. Sobre a importante e singular técnica empregada durante a busca de alimentos, etc., o "espaçar", v. sob Morfoiagia e Alimentação. . É surpreendente que , que devido ao seu colorido predominantemente amarelo parece ser aparentado ao grupo dos tenha hábitos que se assemelham mais aos de certos "pássaros-pretos". A !~ndência gregá~!a dentro da espécie de vários Icteríneos sobressai mais nos representantes paludícolas, que confluem às vezes às centenas e mesmo aos milhares a um determinado ponto, durante certas épocas. torna-se localmente (p. ex. no Rio Grande do Sul) o pássaro mais numeroso. Em certas re.giões os bandos de não s~o meno-

788.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

res.As diversas espécies de icteríneos geralmente mantêm seus bandos separados, mas às vezes um bando se associa a outro, p. ex., 80 gaudérios, 20 e6 (Rio Grande do Sul). . Os bandos dos "pássaros-pretos" que assolam os arrozais mostram o que se chamou "mimetismo social" (Moynihan 1960), que é uma associação de espécies de aves que têm colorido e padrão de desenho semelhante (v. o nosso "Cada qual com seu igual", . Essas aves, vivendo no mesmo hábitat, são geralmente aparentadas e adaptadas a um alimento semelhante. Aos icteríneos negros se associa o tiziu, um emberizíneo. '. Na Amazônia, ao cair da tarde, os bandos de japus oferecem um espetáculo grandicso quando voam sobre a floresta rumo ao lugar de pernoite c91etivo, que pode situar-se em ilhas fluviais, emitindo então um certo pio a curtos intervalos; esses vôos lembram as atividades correspondentes de papagaios e araras. No Espírito Santo registramos, durante a época da reprodução, intenso deslocamento de que à tardinha, se dirigiam em vôo baixo, rasante, para certos tabuais, vol- . tando de madrugada para as matas. No lugar do pernoite, que podem ser também pirisais e juncais, se encontram várias espécies de icteríneos.

.ex,

Os companheiros arrumam-se reciprocamente a plu.magem (p. ex. Há cerimônias pré-nupciais notáveis. Vimos cortejos entre duas espécies, p. ex., um provavelmente macho, cumprimentando um , aparentemente uma fêmea, a qual porém não atendeu ao galanteio. A reprodução dos icteríneos é sobremaneira interessante, pois oferece a maior variação. Pode se observar toda a escala entre condições normais; abrangendo espécies monógamas e polígamas, até dentro do mesmo gênero: enquanto é monógamo, M. vive em promiscuidade. Podemos distinguir três fases: (1) espécies que fazem seu ninho onde criam; (2) espécies que não constroem ninho, mas ocupam ninhos alheios onde então criam normalmente; (3) espécies parasitas que perderam tanto a habilidade e fazer um ninho próprio como o instinto de cuidar da prole. 1. Espécies. que ninho onde . Existem quatro tipos de nidificação: 1.1- Fazem uma cestinha aberta, funda, bem forra.. adiciona lodo), posta numa for quilha a pouca altura ou a alguns metros do solo, às vezes num penacho de coqueiro (p. ex. , o ninho pode ser. arrumado no capim (p.

às vezes sobre a ãguaIp. ex. e s têm a tendência de formar colônias; da Califórnia reúnem muitos milhares de casais. eistes constrói na macega no chão uma tigela rasa, aberta em cima mas bem protegida por e às vezes faz um capim debruçado. Consta que, ninho semicoberto ou coberto, com acesso lateral. Estes pássaros serniterrícolas recorrem ao ardil de despistar do ninho possíveis inimigos. 1.2- O ninho de de formato elipsóide, com uma pequena entrada lateral, consiste em um trançado de palha afixado ao junco um metro acima da água. 1.3 - Tecem uma bolsa suspensa num galho ou nas extremidades de folhas de palmeiras. As várias espécies se distinguem pelo comprimento e largura do saco, for- . ma e localização de entradas, material usado e acabamento. O ninho de Ic , p. ex., é relativamente curto e frouxo, feito de talos largos, secos, que se destacam pelo seu colorido amarelo. O ninho, também cus é longo e densamente solitário, de tecido de "crina vegetal" negra (hifas do cogumelo 50 ou barba-de-pau usneoides). Como entrada serve uma fenda na estreita parte superior - ao contrário de ninhos de bolsa de certos tiranídeos, como cujo acesso é por baixo e cujas paredes são coladas em vez tecidas. E interessante a comparação com os ninhos dos tecelões africanos, parentes do pardal. Os ninhos dos japus são feitos também de barba-develho e alcançam dois metros de comprimento; na funda bolsa há uma almofada de folhas secas, etc.; necessitam de duas a três semanas para terminar a construção de Pode acontecer de dois ninhos encostarem superficialmente um no outro e neste caso são entrelaçados pelas respectivas donas. e achamos três niAnalisando os nhos firmemente reunidos em toda extensão: um ninho normal, os dois outros de entrada por baixo, presumivelmente servindo apenas como dormitórios. Vedam melhor a entrada quando começa a entrar chuva. Costumam fazer um novo ninho para cada postura, freqüentemente ao lado do velho (cujo fundo às vezes se abre), o que se nota mais facilmente em espécies não coloniais como cicus . Consertam também ninhos usados. Os ventos fortes derrubam os ninhos contendo ovos ou filhotes. Soubemos de casos em que os pais continuaram a alimentar seus filhotes que estavam num ninho caído ao solo. Os ninhos são destruídos por chuva pesada, importante fator-limite da época de nidifieação. '.. ' colius faz duas a três posturas anuais (Rio de Janeiro). Consta que na Amazônia peruana, a s amarra seus ninhos nas folhas ocolius l

n thilius). Os os ge

e

50

s, "crina vegetal", um fungo, é usado também por muitos pássaros na África (Collias & Collias 1964).

ICTERINAE

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-

Fig. 313. Material de construção do ninho de Passeriforsp.), tirada de um mes. "Crina vegetal" ninho de soldado, Minas Gerais; chapéu com os esporos do fungo, aumento maior. B, usneoides), Teresópolis,Rio "Barba-de-pau" de Janeiro; b, hastilha viva, com uma flor (c); d, hastilha morta, a parte verde raspada, resultando aspecto mais fino da hastilha (seg. Sick 1957).

de urna árvore; as folhas e junto com elas os ninhos caem periodicamente, após a reprodução das aves (Koepcke 1972). . Os (excluindo C. e C. e japus formam colônias. Cada uma destas costuma ser confinada a uma única árvore, p. ex., um buritizeiro (Mato Grosso, joão-congo). O tamanho das colônias varia muito. Registramos p. ex. 59 ninhos de guaxe, não contando os velhos (Espírito Santo). Há colônias bem maiores de xexéus e de japus. Marcgrave (1648) relata sobre uma colônia de no Nordeste brasileiro, com mais de 400 ninhos numa única árvore. Ocorrem colônias mistas, associando-se p. ex. alguns a um grupo de ou a ocupando geralmente cada espécie certa parte da árvore, ficando os mais concentrados. No meio dessas colônias é comum haver um grande vespeiro, um ninho de abelhas ou vários formigueiros (v. figo 228, Tyrannidae); as abelhas i Meliponidae) não têm ferrão, mas são bastante agressivas. Essa simbiose, parecendo de explicação tão fácil e evidente, tem, em última análise, uma causa menos aparente: salvar os filhotes dos icteríneos de um parasitismo duplo que constitui o maior perigo de vida para eles. Por causa do cheiro forte dessas aves as moscas são atraídas em quantidade incalcu-

lável. Pode-se observar até 30 dessas moscas voando-ao redor de um ninho. Uma fêmea coloca quatro ovos ou larvas vivas sobre o ninhego, e mais: os são parasitados por ácaros que então passam para os pássa- agravando a situação dos ros - um ninhegos, que em muitos casos morrem (Smith 1978 e muitas outras publicações). Descobriu-se que a presença dos himenópteros reduz a penetração das , insna colônia dos Icteríneos a um mínimo. As taladas em cupinzeiros arbóreos, circulam o dia inteiro ao redor da respectiva copa, não deixando aproximarse outros insetos, muitos deles possíveis predadores dos ninhos dos himenópteros. Uma perseguição ativa das pelos himenópteros não foi contudo registrada. Quando o vespeiro é abandonado ou retirado das proximidades da colônia, os icteríneos abandonam o local. Não deve ser por acaso que as aves que se associam a himenópteros fazem seus ninhos fechados. Os ninhegos são tão pouco imunes quanto os adultos aos ataques de insetos. Sem dúvida a cobertura do corpo por penas é uma boa proteção mas as penas dos icteríneos não constituem uma proteção melhor contra picadas do que as penas de outras aves, como p. ex. tucanos. Quando estes querem predar os ninhos dos icteríneos são afugentados pelos himenópteros. Estes atacam também os icteríneos quando estão construindo seus ninhos, mas não chegam a ser capazes de expulsar os novos vizinhos. Embora sejam as aves qUe procuram a vizinhança dos himenópteros, estes podem aferir uma certa vantagem: proteção contra aves consumidoras e predadoras odon de mel e larvas (como os gaviões e , que são atacados pelos himenópteros mas. também, até certo ponto, pelas aves associadas, sobretudo o briguento tiranídeo inquili. Na América Cenno certo de tantas colônias de tral onde Neal Smith trabalhou, associou-se aos Icteríneos também . Icteríneos (e outras aves) escolhem com freqüência árvores de tronco liso e alto e colocam seu ninho na ponta de um galho para se proteger melhor contra macacos, gambás e outros predadores. Outro meio de defesa dos consiste em instalarem-se sobre a água. Às vezes os ninhos são afixados em posição tão baixa que nas cheias quase são alcançados pela água Espírito Santo). Na Amazônia são atrativas as árvores existentes nas numerosas ilhas fluviais qUe dão uma melhor proteção contra cobras. Nas espécies florestais que vivem em colônias (japus, xexéus, guaxes), a fêmea costuma encarregar-se sozinha da construção do ninho (v. figo 316).e dos cuidados aos filhotes. Nesses icteríneos reina a poligamia (poÜginia), sobretudo nos casos onde há dimorfismo sexual acentuado: os machos são bem maiores e em número mais reduzido do que as fêmeas (o que é patente nos japus). O número de machos encontrados nas colônias não é constante, sendo maior durante o começo da ocupação

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da colônia. O controle da relação numérica dos sexos nas colônias é dificultado pela participação de machos que não são reconhecíveis como tais, pois não são nitidamente maiores e têm o mesmo colorido da plumagem que as fêmeas. Anilhamento colorido começou a relevar alguns detalhes da complicada hierarquia dessas colônias. Os machos tornam-se adultos dominantes com 3 a 4 anos (eles vivem 5 à 6 anos). As fêmeas maiores dominantes reclamam para os seus ninhos os locais mais seguros dentro da colônia, enquanto as fêmeas menores mais fracas têm que nidificar na periferia. As-colônias pequenas, p. ex., de três ninhos do guaxe, podem ser atendidas por três casais, os machos ajudando um pouco na confecção dos ninhos e participando na alimentação dos filhotes. Tais colônias muito pequenas, que carecem de boa defesa, são abandonadas, ..as aves se associam a colônias maiores. Não há dúvida; quanto mais ninhos, maior a proteção. A atividadedos grandes machos dos japus nas colônias é principalmente a função de sentinela; não faltam investidas agressivas contra intrusos, também do lado das fêmeas. Um grupo de ninhos de japus, balançando numa árvore altaneira, é um dos espetáculos mais atraentes oferecidos pelas matas neotropicais, que encontramos descrito já nos primeiros relatos sobre o Brasil, entre os quais o de Fernão Cardim, no século XVI. 1.4 - O melro reproduz-se geralmente em buracos, mas consegue adaptar-se a várias . condições. Chega a acomodar-se em paredões de arenito .corroídos pela erosão, como existem em Vila Velha, Paraná. Em alguns casos acolchoa a câmara com boa quantidade de material, em outros <;ompouca ou quase nada; parece estar em vias de perder o instinto de construir seu próprio ninho, aproximando-se às espécies tratadas no item seguinte.

58 espécies diferentes de pássaros molestados pelo gaudério. A ação deste parasitismo é muito diferente da do cuco europeu, cujo parasitismo evoluiu independentemente. Uma das diferenças básicas é que o gaudério recém-saído do ovo não tem o instinto furibundo que faz o cuco esvaziar o ninho e carregar para fora tudo o que nele há, sejam ovos ou filhotes. Comparadas com a perfeição que evoluiu no parasitismo do cuco verdadeiro, as adaptações dos são poucas. O jovem gaudério é criado não raras vezes junto com os meioirmãos, mas o mais comum é estes morrerem por falta de espaço e por pedirem alimento com menos vigor; o filhote de desenvolvendo-se mais rapidamente do que os filhotes dos hospedeiros, ganham desde o começo. O gaudério é polígamo e se distingue por excesso de machos. Há, no Brasil, uma segunda espécie parasita do gênero: Seu parasitismo é seletivo. No Sul, no centro da sua área de ocorrência, põe no ninho de (v. item 2). Verificamos que, no Paraná, parasita o melro, chopi. Existe mais uma espécie parasita, a iraúna, que se especializou em pôr nos ninhos de bolsa dos xexéus e japus, comportandose portanto de modo seletivo.

e
Os ovos são de forma alongada e de casca bem grossa, tanto nas espécies não parasitas como nas parasitas . A casca do ovo de é 30% mais espessa que seria esperado visto o tamanho do ovo (Spaw & Rohwer 1987). Sobre o campo alva cento há marmorização de cor vermelho-violácea, em parte desbotada (japu, dois ovos, Rio de Janeiro). Ocorrem ovos de cor cinza-az ulad a com pouco desenho negro geralmente postura de 4 ovos). põe ovos azul-claros, pintalgados de negro; semelhantes aos ovos recentemente descobertos de A incubação, executada pela fêmea sozinha, é de 14 dias no caso do melro. O macho do melro ajuda a fêmea a cuidar dos filhotes. O tempo de permanência no ninho varia; enquanto o gaudério, como parasito, necessita apenas 11 a 12 dias, constam 18 dias para o melro e 30 ou mais dias para espécies grandes como o joão-congo. O ninhego do gaudério não tem o instinto de se salvar: se mexermos, p. ex., num ninho de ticotico, os tiquinhos pulam do ninho, o gaudério fica. Os ninhos de e p. ex., são atendidos the nest). às vezes por vários indivíduos

2. Espécies que

ninho

Alguns icteríneos aproveitam-se do ninho de outro pássaro onde criam sua prole ("nidoparasitismo" ou "cleptoparasitismo", a última palavra é mais usada para roubo de alimento, v. p. ex. tesourão, Figuram entre estes o sofrê, e Ambos preferem os grandes ninhos de gravetos de fumarídeos, como Consta que é capaz de construir o próprio ninho. I. se comporta às vezes de modo agressivo para com as aves cujo ninho ocupa, enxota-as e chega até a retirar-lhe os filhotes, lançando-os ao solo, ao depositar no ninho os seus ovos; incuba, às vezes, ovos do gaudério. G. T. Mattos viu em duas regiões de Minas Gerais, I. alimentar um filhote de . Foi surpresa que Anita Studer observou em Alagoas um casal de levar capim para construir seu ninho num buraco de uma palmeira . . 3. Espécies . É bem conhecido que o gaudério ou chopim, põe seus ovos no ninho do tico-tico. No Brasil foram registrados até agora

A maior concentração de icteríneos ocorre no noroeste do continente: 23 espécies. Há um outro centro nas regiões campestres e paludícolas do Rio Grande do Sul

ICTERINAE

791

-

Fig.314.Distribuição do joão-congo, e aliados, superespécie (modificado a partir de Haffer 1974b).Círculos abertos e Círculos tracejado vertical: b. fechados e barras verticais: . b. Círculos semicheios e pontilhado: . b. (zona híbrida entre . b. e Triângulos abertos: . Triângulos fechados: . Tracejadohorizontal: . (registrosnão estão plotados). Símbolos assinalam localidades de registros.

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e Uruguai: 17 a 18 espécies. No Rio de Janeiro (ex-Estado da Guanabara), registramos 7 espécies. A distribuição de icteríneos através de vastas regiões deste continente e a separação de populações em conseqüência de alterações climáticas e fitogeográficas, levaram à evolução de raças geográficas bem distintas, como em . e eistes i Algumas populações, bastante alteradas durante um isolamento prolongado, entraram mais tarde de novo em contato, misturando-se em extensas áreas. Isto aconteceu, P: ex., com dois representantes do inhapim, no centro do continente, e com os joão-congos, c no sul do Amazonas, o último caso sendo, até certo ponto, fenômeno correspondente ao que aconteceu com dois tucanos, ao sul e ao norte do Amazonas. Em evoluíram raças geográficas distinguíveis apenas nas fêmeas e nos imaturos, enquanto os machos adultos correspondentes são de cor negra uniforme em todas as regiões ("heteroginia", v.Formicariidae). Testemunho de uma invasão recente da América do Norte é o caso de cujas populações, hoje residentes no norte deste continente, incluindo o Brasil setentrional; são extremamente semelhantes ao representante da América do Norte oriental: fenômeno zoogeográfico interessante, extensivo a várias aves de arribação que vêm para a América do Sul e nas quais predominam também aquelas que são procedentes da parte oriental da América do Norte e não da ocidental; como talvez seria de se esperar. As espécies de e são beneficiadas pelo desmatamento: alargam constantemente sua área de dispersão.

Os ("carretão", etc.) são considerados os representantes mais primitivos da família, os s (japus) passam por ser os mais evoluídos. , espécie parda, parece ser um tipo ancestral comparado com os congêneres pretos: ensis e M. O mais interessante é que o jovem M. tem padrão de plumagem muito parecido ao dos M. ius adultos que o criam.

- As espécies residentes no Sul, como , procuram, durante e o inverno, outras regiões (v.p. ex.: A tendência dos Icteríneos de deslocar-se torna-se patente quando, p. ex., um bando de ruficapillus aparece numa ilha oceânica, como as das Moleques do Sul, Santa Catarina (Lenir A. Rosário). O triste-pia, visitante da América do Norte durante o inverno setentrional, cruza o Mar das Antilhas e vem da costa da Venezuela diretamente ao Brasil central e à Argentina, uma das migrações mais extensas registradas de Passeriformes, regressa à sua pátria nos EUA e Canadá para reproduzir, após uma ausência de meio ano. Deslocamentos à hora de recolher v. sob Hábitos.

Os filhotes são freqüentemente infestados por moscas: os bernes de passarinhos. Num único ninho de ticotico, no qual foram criados um gaudério e dois ticos, encontramos 52 larvas desse díptero

792.

ORNITOLOGIA

BRAS1LEIRA

encrisaladas no fundo do ninho (Rio de IaneírojJvo município do Rio de Janeiro os filhotes de gaudério em ninho de tico-tico são às vezes tão severamente parasitados pelas referidas larvas hematófagas que morrem. Desta maneira os ninhos do tico são liberados dos gaudérios introduzidos, podendo os tiquinhos se desenvolver normalmente, pois são pouco ou não parasitados pelo berne. Achamos num ninho dé tico-tico. no município do Rio de Janeiro, um filhote de gaudério já s crescido, parasitado por 14 larvas de o seu irmão de criação não apresentou larg va nenhuma. Supomos ser o cheiro dos gaudérios que atrai as moscas. Consta que os filhotes de tiram os ovos e larvas de bernes dos seus irmãos de criação, podendo até salvar a vida deles (Smith 1968). Encontramos também muitos bernes de passarinho em filhotes de xexéu, guaxe e joão-congo. 'Os últimos costumam ter ácaros na pele da cabeça. À noite são incomodados por mosquitos. Achamos freqüentemente nematódeos por baixo das pálpebras do joão-congo, talvez transmitidos por mosquitos. Do olho de e foi descrita no olho de vive ceph lopte Não há fauna nidícola rica e específica nos ninhos de bolsa de Icteríneos, pois este tipo de ninho é bem menos duradouro que p. ex.,.' os burgos compactos dos furnarídeos, Achamos em ninhos do guaxe inquilinos casuais, como percevejos reduvídeos (E sp.), formigas e pererecas, animais para os quais o ninho do pássaro é simples extensão do seu hábitat natural nos galhos.

Entre os inimigos que saqueiam os ninhos de bolsa de xexéus, etc., estão, cobras, macacos, araçaris e o gavíão-carijó, . Ficamos admirados em verno Piauí como os filhotes da graúna , em ninhos localizados altamente sobre o chão em buracos de buritizeiros, foram saqueados por duas cobras não venenosas: a canínana s) e a jararacuçu-do-brejo Consta que toda uma colônia de japus investe às vezes contra agressores, aos gritos, rumores de asas e bicadas. Nós vimos pouca defesa, P: ex., no caso de ataque por tucanos. Quando os machos dos japus dão o alarme, as fêmeas abandonam os ninhos e precipitam-se ao estrato inferior da mata. Observamos um guaxe perseguir um urubu que passava voando. Os guaxes toleram o canárioda-terra que ocupa um ninho velho na periferia da colônia. A tendência dos icteríneos coloniais cicus ce de agregar alguns ninhos, entre eles velhos, pode tornar-se vantagem contra predadores que desistem do assalto quando encontram ninhos vazios. Num levantamento sobre no Peru apenas 406 de 1.129 ninhos, 36%, foram destruídos; considerada uma perda baixa (Robinson 1985).

Neal Smith tem chamado a atenção para o fatoque abelhas e vespas são a melhor defesa para a colônia. Ele tem visto estes insetos atacarem gaviões P: ex.: D ius. Eles também atacam os icteríneos, mas estes não são incomodados o suficiente para abandonar a colônia. Problemas sérios criam as visitas da iraúna, id , parasita notório, que vem para pôr seu ovo num dos ninhos. Curioso é que os filhotes da phidu tiram ovos e larvas de também de seus meioirmãos. Fraga (1984) observou que um filhote de s tirou os bernes do seu meio-irmão-pa. A retirada de bernes pelas próprirasita M. as aves é, talvez, mais difundido. Foi encontrado em filhotes de s retirados do seu grande ninho fechado por A. Studer, vestígios de orifícios deixados na pele por larvas de berne, que só podiam provir de larvas maduras que saíram e se deixaram cair no fundo do ninho para empupar - ou de larvas extraídas pelos próprios pássaros, no caso provavelmente pelos pais. tus leuc s, Diferente é o caso do tiranídeo inquilino "regular" nas colônias de xexéus e japus: não é parasita no sentido da iraúna, mas ~cupa um dos ninhos para nele Criar (nidoparasitismo). eg s não se contenta com um ninho velho, exigindo um novo, no qual um icteríneo põe ou choca; sua impertinência é tão grande que chega a expulsar toda uma pequena colônia (fig. 238, Tyrannidae). É notável a indiferença da maioria das espécies vítimas do gaudério para com esse parasito perigoso: não reconhecem nele o perigo imediato. Do outro lado ensis mostra-se agressivo, ataca p. ex. um carrapateiro que aparece por perto; como fazem outros Passeriformes. Numa colônia de lius vimos uma fêmea de i inspecionar bi três ninhos sem nenhum japu reagir. n com o A freqüente associação de tiranídeo o aguarda ainda uma interpretação razoável. Após nosso registro desse fenômeno em 1966, no Rio Grande do Sul, seguiram observações sistemáticas de W. Belton (Belton 1985: 172) durante vários anos. Não descobrimos qualquer interação entre as duas espécies, como, p. ex., comer juntos. Con. firmou-se que é que procura Hete o o

e
Um macho de garibaldi, g s us, vivendo em cativeiro no Rio de Janeiro com duas fêmeas de canário-do-reino, foi capaz de produzir vários descendentes, num total de sete, no período de oito meses. O canário-do-reino pertence aos Carduelinae. Cinco dos filhotes morreram pequenos, com 2 a 27 dias. Um sexto filhote, com a aparência de canário, mas mal proporcionado, morreu com quase oito meses. Somente um filhote, que se assemelhava a uma fêmea de l us pillus, desenvolveu-se muito bem. Posteriormen-

ICTERINAE

793

te, comprovou-se ser o mesmo realmente uma fêmea, ao ser acasalado com um macho de canário-do-reino (Flávia S. Lobo). Da primeira postura deste casal nasceu um filhote, sendo provada assim a fertilidade da fêmea mestiça. Soubemos de mais cruzamentos entre e com emberizíneos, em cativeiro, P: ex., com os cardeais e P e com o canário-da-terra (Oliveira 1984). Ocorrem cruzamentos entre duas espécies de no México em natureza (Olson 1983). Uma tal hibridação não chega a ser surpreendente quando se consideram as afinidades dessas aves, indicadas por análises eletroforéticas e de hemoglobina (Sibley 1970).

Principalmente mas também . alguns (sobretudo e outros causam danos nos arrozais, plantações de sorgo e lavouras de cereais em geral; também em milharais recém-plantados, arrancando brotos. Fala-se muito no interior de "pássaros-pretos", referindo-se a várias espécies negras, pragas da lavoura, como e Seus bandos fazem lembrar os bandos malquistos dos estorninhos na Europa e nos EUA, os quais são afugentados (não eliminados!) pela irradiação dos seus gritos de alarme por meio do aparelho eletrônico automático, sucessor moderno de vigias bulhentos (garotos) que permanecem o dia todo no arrozal. Necessitamos de
mais observações e análises estomacais para conhecer

das dos japus para confeccionar seus diademas; várias tribos, p. ex. Kajabi, Mato Grosso, e índios do rio Branco, usam peles inteiras de icferíneos (p. ex. como pendentes. Sofrê, melro e outros tomam-se perfeitamente mansos, cantam sobre o dedo do dono; parecem adotar uma certa pessoa como substituto de um indivíduo da própria espécie; não procuram fugir. O corrupião pode viver 23 anos em cativeiro. Há uma lenda que se refere à associação das vespas aos ninhos dos icteríneos. Os xexéus tinham inimigos que quebravam seus ovos e matavam seus filhotes quando eles saíam do ninho em busca de alimento. Os xexéus solicitaram às vespas que fossem madrinhas dos seus filhos e assim as vespas construíram sua casa perto dos ninhos dessas aves para velar pelos filhotes das mesmas. Na gíria: se fala de "ninho de guaxe", deparando-se com uma balbúrdia, referindo-se à aparência da superfície do ninho desses icteríneos - aos olhos do naturalista uma obra admirável.

dos
Não se enquadram , e nem as fêmeas e imaturos de algumas espénesta lista

melhor a dieta dessas aves. É possível que a grande quantidade de insetos (incluindo insetos considerados praga) consumida por representantes como o compense os estragos que causam na lavoura. O e outras aves se aproveitam bem do arroz esparramado e perdido no chão, após a safra. [apus danificam às vezes frutas de cacau e bananas. No Rio Grande do Sul a reprodução de que Belton (1985) julga ser agora a ave mais numerosa naquele estado, está bem sincronizada com o desenvolvimento do arroz; os filhotes são alimentados com insetos (Fallavena 1988). Já foi apontado, o dano que o gaudério faz exterminando o tico-tico, situação freqüentemente mal-interpretada, culpando-se o pardal pelo desaparecimento do tico. Pagam seu tributo, pois são caçados, pela sua carne (japu) ou para entrarem no comércio ilegal de pássaros, devido ao qual melro e inhapim já se tornaram escassos ao redor de cidades como o Rio de Janeiro. Ao longo da rodovia Rio-Bahia estão acabando com os sofrês: capturam centenas e milhares, p. ex. na região de Mata Verde e Divisópolis, e levam-nos, já moribundos, a centros como Cândido Sales, ltaobim e Vitória da Conquista; a maioria morre nos gaiolões, de subnutrição, antes de serem vendidos. Os índios apreciam muito as penas caudais doura-

cies como e 1. Grandes, tamanho de gralha, lados da cauda amarelos: (Pr. 39, 1-2). 2. Negro uniforme: (Pr. 39, 3) e M. (o último v. também item 3), Scaphidura (fig. 321), (bico esbranquiçado), , chopi (fig. 319), (Pr.-39, 5) e (no imaturo, a cor é mais pardo-anegrada; adulto v. próximo item). 3. Negro e vermelho: , (Pr. 39, 6), e (v. também 'item 2). 4. Negro com sinais amarelos: (Pr. 39, 4),

thilius,
em vez de amarela) e 5. Negro com áreas

(a "dragona"

pode ser marrom

.
amarelas extensas: (pr. 39, 8) e I. (Pr. 39, 7),

,

e

JAPU-DE-RABO-VERDE\

31-34cm. É espécie do Alto Amazonas, com a base da maxila intumescida, plumagem negra, vértice, lados do pescoço e as costas marrons, lados da cauda na base amarelos. Vive na mata. Ocorre do Equador e Peru ao [uruá, Amazonas.

794.

ORNITOLOGIABRASILEIRA

UAPU-DE-CAPACETE,

JAPU-VERDE,

30cm (macho), 23cm (fêmea). Representante da Amazônia ocidental. Assinalado no Brasil pela primeira vez em 1992:Eirunepé, alto [uruá, Amazonas (A. Whittaker). Conhecido anteriormente apenas para o leste do Equador e Peru e mais recentemente também para a Bolívia (Parker et 1991).]

JAPU, REI-CONGO,

Pr. 39,2
34-45cm, 155-360 g. Representante mais conhecido dos icteríneos grandes, atraindo a atenção com sua longa cauda amarela que caracteriza todas as espécies do gênero; o macho é especialmente maior. o , ô suave" gué" (chamada, em vôo); canto "go, go, go-zjíogo, go, gó", à parte, no meio, um som ventríloquo estridente, quando termina a estrofe se inclina para frente e sacode violentamente as asas, produzindo forte sussurro. Vive aos bandos, faz grandes ninhos em forma de bolsa, alguns, às vezes muitos, juntos, em árvores altaneiras, semelhante a outros japus. Ocorre do Panamá ao norte do continente, à Bolívia e Argentina, e em todas as regiões do Brasil exceto no Rio Grande do Sul. É escasso ou não existente onde falta mata alta. "Japu-gamela" (Bahia), "[apu-preto", "Fura-banana" (Minas Gerais).

[36-51cm] Espécie amazônica, colorido semelhante (que é maior), mas de costas ao de P bi c verdes (em vez de castanhas), o bico esbranquiçado com ponta encarnada, faltando-lhe a área nua atrás da mandíbula. "quat" (advertência); baixinho "quoa" (chamada); canto parecido com o da precedente, combinado com violenta cerimônia fazendo às vezes uma cambalhota em volta do galho. Ocorre das Guianas e Venezuela até o sul do Amazonas: do [uruá ao médio Tapajós, Belém e Maranhão. "João-congo".

JAPU-PARDO,

[34,5-49cm] Encontrado apenas no alto Amazonas, grande como as precedentes, pardo-acastanhado, exceto a cabeça que é verde; as retrizes laterais com vexilo externo pardo; o bico negro. Ocorre da região do Solimões e Juruá, até a Bolívia e Venezuela. Nidifica às vezes em colônias de P a parte superior do seu ninho é mais larga que a do P. [A espécie mais comum do gênero nas florestas de várzea do Mamirauá, médio Solimões, "[apó-marrom" (J. F. Pacheco).]

JAPUAÇU, JOÃO-CONGO,

Pr. 39, 1
37-50c:;m.A maior espécie, de vasta distribuição no c substituída no alto Amazonas (P. leste do Pará por este menor, 45cm, cabeça, pescoço e peito negros, manto; barriga e calças castanhos, bico negro, sua ponta e a área nua atrás da mandíbula são vermelhas. Diferença muito acentuada no tamanho dos sexos (fêmeas pequenas). 'cerimõnias: forte "tác" (advertência); sonoro "drrót" (chamada); suave "dwot" (voando, também a voz típica quando se dirigem aos bandos para o lugar de dormida, v. Vocalização); um vozeirão ressonante, o, o, o, o, o, o, o", termina com profunda inclinação para a frente e um sacudir barulhento de asas e cauda. Vive associ. ado em grandes grupos, às vezes junto comP Ocorre da Venezuela à Bolívia, parte ocidental da Amazônia brasileira, até o norte de Mato Grosso e oeste do Pará (P. do lado esquerdo do baixo Tocantins ao norte do Maranhão (P. Há uma grande zona de cruzamento entre P. c do lado esquerdo do eP baixo Tapajós e em todaregião do Xingu, até oAraguaia; nei é um desses produtos híbridos (v. figo314). "Japude-bico-encarnado" (P

XEXÉU, JAPIM,

Pr. 39, 4

s , cerimôFig. 315. [apu-pardo, nia pré-nupcial do macho (seg. E. Schãfer 1957).

22-29cm, 60-98 g. Espécie muito conhecida, exceto no Sul. Hábito robusto, o macho bem maior; o imaturo é

. ICTERINAE

795

GUAXE, JAPlRA,

23-26cm. Negro com brilho de aço, uropígio e coberteiras superiores da cauda vermelhos, bico amareloesverdeado claro; imaturo cor de fuligem, uropígio apenas avermelhado. rouco "guaxe", misturado com assovios; estridente "tchalp" e bufando "ft-ft-ft" (voan.do); canto barulhento "quát, quát-prrrío ío-tík-ío quát, quát ..."; não registramos imitações; o cerimonial é menos elaborado do que o de a localização das colônias varia: baixo sobre a água, alto em árvores no meio da mata ou em palmeiras na orla da floresta. O material do ninho é constituído de vários vegetais. Prefere baixadas quentes com florestas (p. ex. Espírito Santo, Rio de Janeiro). Ocorre do norte do continente, através da Amazônia, localmente até o Juruá, baixo Tapajós e Belém (Pará), Brasil oriental e centromeridional, também Pernambuco, sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul; Paraguai e Argentina. "[apiim-do-mato", "[apilm-de-costas-vermelhas", "Japim-guaxe*".

SOLDADO, TECELÃO,

Fig. 316. Xexéu,

construindo seu ninho.

, ruide cor de fuligem em vez de negra. doso "chârp": o canto do indivíduo é tão variado que não raro causa a impressão de um coro de vários exemplares; ventríloquo; é comum os indivíduos selvagens imitarem perfeitamente aves e mamíferos, p. ex., tucanos, araçaris, papagaios, periquitos, gaviões , marfim-pescador e pássaros como e nos mamíferos, notamos a imitação da ariranha (alto Xingu, Mato Grosso, 1947); durante o canto se abaixa, de asas meio caídas, e eriça a plumagem do uropígio, exibindo o amarelo berrante, alterando tanto seu aspecto que não se sabe mais qual é a parte anterior e qual a parte posterior do corpo. Sobre dialetos v. Vocaas colônias pequenas ou grandes inslização. i talam-se freqüentemente em árvores baixas do cerrado na orla da mata de galeria, muitas vezes em galhos cobertos com ninhos de formigas e alguns vespeiros (v. figo 228, Tyrannidae). O ninho, feito de folíolos de palmeiras, é uma bolsa relativamente curta e larga; os ninhos costumam estar bem juntinhos. Na Amazônia é uma das aves cujos bandos mais despertam a atenção, principalmente nas várzeas e beiras de rio. Ocorre do Panamá ao norte do continente, até a Bolívia, Mato Grosso do Sul, Goiás e sul da Bahia. "[apuíra", "Joãoconguinho", "[apim-xexéu?".

20,5cm. Espécie meridional delgada, de cauda longa; negra, coberteiras superiores médias das asas amarelas cor de enxofre (bem visíveis), também uropígio; bico cinzento-azulado claro, íris branca ou pardo-clara. nasal "quã-à" (advertência); canto melodioso de grande beleza, timbre lembrando corrupião, p. ex. "dü, dülió-dí di", repetido sem pressa; imita, p. ex., quando canta fica às vezes pendurado sob o galho, semelhante a certas espécies de japu; quando canta sobre o galho faz reverências ("melromonjolo"). faz um ninho de bolsa, com crina vegetal preta v. Reprodução), tecido com a precisão de uma máquina, o comprimento do ninho é de 58cm (Minas Gerais). Vive solitário, aos casais, ao contrário dos precedentes, no interior da mata. Ocorre da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e Sudeste do Brasil, até o Rio de Janeiro (restrito às regiões serranas, Itatiaia, ete.) e Mato Grosso do Sul (mata ribeirinha). "Pega" (Mato Grosso), "Melro", "Nhapim", "[apim-soldado?".

.. lRAÚNA-DE-BICO-BRANCO,

23-27cm. Menos robusto do que o guaxe, com ensaio de topete, rabudo, negro uniforme, sendo bastante visívelo bico branco-esverdeado, íris parda, não se destaca. forte "qusã": canto variado, p. ex. "üit, üit, üit...", seguido por um gorjear tão diferente que parece provir de um outro indivíduo: imita bem, p. ex., o martim-pescador, seu vizinho (arremedado também pelo xexéu, no i ç o ninho é uma mesmo local, Pernambuco).

796

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

bolsa comprida (p. ex. 80cm; a maior largura, embaixo, 13cm), muito bem trabalhada de material flexível amarelo, capim e talos, afixada, p. ex., num pé de não vive em colônias. É geralmente pouco comum, vive em mata alagada, traindo-se pela voz. Ocorre da Venezuela à Bolívia e ao sul do Amazonas (baixo Tapajós, Pará), Marajó, Nordeste, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Paraguai, Uruguai e Argentina. "Bauá" (pernambuco), "Bom-é" (Ceará), "Japimpreto*". Mais aparentada com a espécie precedente. V.

tar veementemente, pendurado por baixo do poleiro, expandindo asas e cauda. constrói seu ninho em bolsa no miriti, amarrando-o nos folíolos de palmas secas, tombadas, que pendem verticalmente. Vive na mata de galeria e palmares. Ocorre das Guianas e Venezuela até os altos rios Negro e Brans co. Cruza localmente, na região do Solimões, com o qual substitui na parte setentrional do alto Amazonas. Pode ser considerado raça geográfica de 1. "Corrupião-do-rio-negro*".

~ i
-." I

I

JOÃO-PINTO-AMARELO, lNHAPIM, ENCONTRO,

21cm, 43 g. Corpo delgado, cauda longa, bico fino e curvo; é negro, a dragona varia na cor, conforme a região: 1. Dragona amarelo-enxofre: Amazônia, "Primavera", "Rouxinol-de-encontro-amarelo", L v. também item 4. 2. Dragona castanha: Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, Rio Grande do Sul, "Encontro", 1.

20,Scm. Apenas ao norte do Amazonas, mais delgado que o precedente, amarelo, pequena máscara, garganta, as asas e cauda negras, asa com bordas brancas, íris escura. canto melodioso. constrói ninho de bolsa pendente. Vive nos pântanos e à beira de rios. Ocorre das Guianas e Venezuela até Roraima. "Corrupião-amarelo*" .

~I
I

.
3. Dragona amarelo-laranja, sem amarelo por baixo das asas: sul de Goiás, oeste de Minas Gerais, oeste de São Paulo, sudeste de Mato Grosso do Sul, "Pega", "Soldado",1. constitui uma população mista, proveniente do cruzamento entre I. . e 1. e como tal não merece uma designação própria, portanto, o nome I. entra na sinonímia de 1. nome mais antigo. A designação de tal híbrido seria: c. x c. 4. Dragona amarelo-enxofre, da mesma cor são as coberteiras inferiores das asas e as calças: Brasil oriental, Maranhão ao Rio de Janeiro, "Inhapim", "Xexéu-debanana", "Pega" "Soldado", "Encontro", 1. . . "tjíc" (chamada,lembrandoMimus rouco canto ressonante, melodioso, ou estacado ou fluente, motivos como "dlüid-trrrã", às vezes imitações de outras aves como Chama a atenção com . movimentos bruscos da cauda. solitário, faz um ninho largo, de bolsa. Vive na orla da mata, em cocais, etc. Ocorre da parte setentrional do continente à Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, e em todas as regiões do Brasil. V. a seguinte. .

CORRUPIÃO, SOFRÊ,

Pr. 39, 8

ROUXINOL-DO-RIO-NEGRO,

[20,S-21cm] Parecido com o precedente porém com mais áreas de amareloouro: boné (prolongado nos lados), uropígio e uma faixa sobre o crisso. "pit", "tchat"; canto mavioso, mais suave que o do corrupião, rico em imitações; pode can-

c

23cm. Uma das aves mais lindas e, em matéria de voz, das mais dotadas deste continente, representada no Brasil em duas formas geográficas, consideradas geralmente espécies diversas: (1) "Sofrê", "Concriz", j. , cabeça e dorso negros . "Corrupião", Ocorre do Maranhão à Bahia, Minas Gerais;v. prancha. s, (2) "João-pinto", "Rouxinol", alto da cabeça e costas cor de laranja. Ocorre do norte do continente e da Amazônia até os rios Paraguai e Piquiri, Mato Grosso. "críc" (chamada, advertência); canto claro e sonoro, de plangente maviosidade, ou entonação melancólica, freqüentemente motivos bissilábicos, repetidos, como "tjü-tjô, tjü-íjõ, tjü-tjõ", ressonantes "tõtõtô ...", "ió, ió, ió...", "kon-kri". A vocalizapode assemelhar-se bastante à da ção de I. j. cambaxirra sua vizinha na caatinga. Emitem também gritos ventríloquos e roucos e imitações; os exemplares que vivem em regime de semi-dornesticação ou em gaiolas aprendem a arremedar até trechos de música (v. Vocalização); tomam posições grotescas quando cantam, ficam de cabeça para baixo ou esticam o pescoço exageradamente para cima, "gelando",levantam a cauda. Têm sussurro forte de vôo, soando como "toló-toló-toló ...". . Ocupa os ninhos fechados de s e gravetos secos de fumarídeos: às vezes aproveita um ninho de xexéu do bentevi e até do joão-de-barro (Bahia). Tem casos em que ele mesmo constrói v. Reprodução. É o ornamento mais típico da caatinga e das zonas descampadas secas, gosta de pousar p. ex. sobre altas cactáceas. Ocorre da Guiana e Venezuela à Bolívia, Paraguai e Brasil. Introduzido na

r

r

r

ICTERINAE

.

797

j

ilha de ltamaracá, Pernambuco, por volta de 1928. ryIuito procurado como pássaro de estimação, torna-se aprazível pela mansidão e vivacidade, nem foge quando tirado da gaiola, aprende diversos truques. Ave nacional da Venezuela. Tem muita semelhança com o dos EUA, este porém de dimorfismo sexual acentuado. [Geralmente considerada conspecífica com mas difere em voz, hábitat e plumagem (Hilty & Brown 1986:571).]

e o imaturo são estriados e orla dos de pardacento, também reconhecíveis pela dragona quando abrem as asas. o "djak" (chamada); canto melodioso um pouco esganiçado, de baixa intensidade, p. ex. "s ... no capim. Vive nos pântanos, tabuais, regiões campestres sem árvores, corre sobre plantas flutuantes. Ocorre do Chile e Argentina até o altiplano da Bolívia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

lRATAUA-PEQUENO,

PASSARO-PRETO-DE-VESTE-AMARELA,
21cm, 43 g. Espécie meridional não comum, cabeça e todo o lado inferior amarelo-vivo, também dragona, uropígio e lado inferior das asas, peito cambiando para cor de caramelo; resto da plumagem negra; fêmea por cima pardacenta estriada de negro, sobrancelha, dragona e uropígio amarelos, também o lado inferior. bissilábico "tjüp-tjap" (chamada); "dwat-dwat" (advertência); canto chiado pouco ressonante, estrofe curta e simples: "tzi-di-di-tzi". o ninho é uma cestinha funda, colocada no capim. Aos casais, em brejos no campo, pousam em arbustos e nos altos Da Argentina ao Paraguai, Uruguai e Brasil meridional: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Pequenos bandos associados freqüentemente ao tiranídeo é quase regra que os dois pássaros, tão diferentes um do outro, apareçam juntos. Nessa associação é a parte ativa, procurando o tiranídeo. "Veste-amarela *" .
lRATAuA-GRANDE,

17cm. Negro, exceto a cabeça e o papo que são amarelos; a fêmea é oliváceo-anegrada, manchada, reconhecível pelo boné, sobrancelha e garganta amarelos. "tchak" (voando); canto: seqüência de pios Iímpidos, ressonantes, terminando num prolongado "tzi-tzri". faz uma cestinha aberta numa forquilha. Vive nos pântanos, várzea, onde é localmente comum. Ocorre das Guianas até o Amazonas, Amapá, Belém, bab<o Tapajós, [uruá, rio Negro, Colômbia e Peru,

CARRETÃO,

.

Pr. 39,5

Pr. 39, 7
27-31cm. Espécie grande da Amazônia, lembra na plumagem os possui, porém, o comportamento dos "pássaros-pretos" , etc.). Máscara e lados da garganta nus de cor negra; nos imaturos cinzentos, estes de boné negro. grito que lembra uma gralha; metálico "tic", "tílili", "tchülülü": canto ressonante, um tanto monótono, "djõpdjõ, djõ, djõ-djõp, djõp", arrepiando a plumagem do corpo. O ninho é uma cesta numa forquilha; instala-se também no penacho de uma palmeira. Anda no solo, remexe estrume de gado, como fazem os . Vive em campos úmidos, praias lodosas, mata alagada e ribeirinha, comum na região da foz do Amazonas, como em Marajó. Das Guianas à Amazônia, para o sul até os baixos Tapajós e Tocantins.
SARGENTO,

19,5cm. Negro uniforme com brilho de seda; fêmea e imaturo com lado superior pardo-anegrado, estriado de oliváceo e marrom, asas com bordas ferrugíneas, lado inferior amarelo sujo, um tanto rajado de negro (no Amapá e Maranhão de cabeça e peito negros, . c. bico acentuadamente pontiagudo, caráter di. "djep" (chamaagnóstico com da, lembra a voz do precedente e do pardal). Canta de cauda expandida e plumagem arrepiada, também em vôo; certas estrofes podem lembrar a vocalização de (Troglodytidae) às vezes seu vizinho, "íe, íe, íe, íe, íe, íe, íe, pousado, dirigindo o bico para cima. Quando amedronta um rival se dirige obliquamente para frente, em silêncio (comportamento diferente de . . Brejos. Ocorrência local, geralmente pouco freqüente, pode ser sintópico com a espécie seguinte. Ao norte do baixo Amazonas, Maranhão, Bahia, Minas Gerais (Teófilo Otoni), Rio de Janeiro (estado e município), sistema do Paraná: São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraguai, Bolívia e Argentina. Raças geográficas reconhecíveis apenas no sexo feminino (heteroginia). V.

.
. GARIBALDI,

.

thilius

17cm. Encontrado apenas no sul, quando pousa aparece negro uniforme, porém tem "dragona" e coberteiras inferiores das asas amarelas cor de enxofre: a fêmea

17,5cm. Espécie paludícola comum, de vasta distribuição, negro-azulado reluzente, boné ferrugíneo-acastanhado, também garganta e peito; a fêmea pardoolivácea, o lado inferior mais claro, barriga e lado superior estria dos de negro e pardacento-claro, garganta amarelada (ao contrário de jovens de , bico "normal", curto, caráter diagnóstico g Macho' subadulto preto.mancha-

798

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

do de pardo (v. Morfología). Q, chamada "püt", "tzjü", "tchat"; canto um canto monótono mas melodioso e puro, do timbre do canário-do-reino, p. ex. "tzi-tzjs-dü, dü, dü dü, dü", "di, di, di di-di, di, di, di, di" ("dó-ré-mi"), às vezes uns roucos "ga" e outros elementos não suaves; a algazarra durante as reuniões crepusculares lembra aquela dos pardais. Canta freqüentemente em vôo, ao descer planando de asas e cauda bem esticadas, a parte anterior do corpo aprumada, plumagem eriçada; no poleiro emite estrofe curta, "si, si, sigra", também em posição ereta, arrepiando as-'penas e vibrando as asas. ninho em forma de cestinha b-em estofada de lã, etc., numa forquilha de arbusto no brejo ou numa árvore ou palmeira. O macho e a fêmea são capazes de construir, molham a palha usada antes de aplicá-Ia no ninho. Um macho, vivendo num viveiro junto com duas fêmeas de canário-belga com as quais cruzou (v. Cruzamentos interfamiliares), fez um ninho ao lado do ninho da fêmea com a qual era casado na ocasião. Muito sociável, em regiões paludosas extensas forma bandos de centenas, torna-se ali a ave mais numerosa, sua voz maviosa domina aquelas paisagens. Da Guiana Francesa à foz do Amazonas e Maranhão, Nordeste ao sul de Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, sudoeste de Mato Grosso e regiões adjacentes, também Rio de Janeiro e São Paulo. Ave meio nômade, pode se tornar praga. "Casaca-de-couro" (Bahia), "Doremi" (Minas Gerais).

abundante, às vezes porém escasseia mais tarde ou desaparece. Espalha-se também por outros países, como a Colômbia. "Papa-arroz" (Amapá), "Baieta" (Marajó), "Pipira-do-campo" (Pará).

POLÍCIA-INGLESA-DO-SUL ",

supe

s

POLÍCIA-INGLESA-DO-NORTE*,

Pr. 39, 6
17-19cm. Ave paludícola amazônica; as asas largas logo indicam a espécie, sem que se destaque qualquer cor, cauda curta. O macho, durante a reprodução, tem o colorido muito vivo; o vermelho das coberteiras superiores pequenas das asas destaca-se em vôo, quando a ave é vista por trás; o negro quase uniforme do lado superior é provocado por abrasão de uma orla pardacenta das penas; no lado inferior há processo semelhante; a fêmea é parda, o peito com vestígio de vermelho, larga faixa supra-ocular creme; o imaturo é parecido com a fêmea mas sem o vermelho, lado inferior com alguma estriação negra-pode lembrar o imaturo de Sobre a abrasão como perigo à conservação das rêmiges v. Morfologia. rouco "pschi". [Ocorre nas áreas não florestadas da Amazônia brasileira, incluindo as ilhas com vegetação pioneira rala dos rios principais. Chega a pastos recentemente criados e que ainda estão ilhados pelas regiões ainda densamente florestadas da região do Solimões . (Pacheco 1995). Também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, norte do Peru, além da Costa Rica e Panamá.] Consta que no começo do nosso século ocupou os campos artificiais na foz do Xingu, Pará. Na maioria desses casos torna-se dentro de pouco tempo

18cm. A plumagem do macho copia o representante is, mas apresenta uma nítida faixa setentrional, L. pós-ocular branca. A fêmea é no campo indistinguível da forma do norte. penetrante "í" (chamada mais usada); pio parecido, ainda mais penetrante, "pist" (alarme, aviso da presença de gavião); "tchit-tchit", "tcha", "quác"; canto esganiçado, "zi-Ii-li-í", amiúde em vôo, desce pairando, de asas e cauda bem abertas. idi c ç o ninho é uma cestinha aberta, no chão, escondido por baixo do .capim. amplia constantemente sua área, aproveitando-se do tremendo desmatamento, invade campos de cultura, aeroportos, aterros, etc., às vezes até lugares secos. Era desconhecido no Rio de Janeiro ainda na década de 50, registramo-Ia em 1960 em Cabo Frio; em 1961 na Lagoa Feia; imigrou em 1961 para a região do rio Itabapoana, em 1962 para Itaguaí, às portas do ex-Estado da Guanabara; em 1964 já era comum em Jacarepaguá, em 1969 apareceu no aeroporto Santos Dumont e na praia do Flamengo. Ao mesmo tempo imigrou para o leste de São Paulo (Caraguatatuba, por volta de 1960, S. Sebastião, 1964; Hélio F. A. Camargo). Habita o varjão e os campos úmidos de vegetação rasteira. Ocorre da Argentina ao sul do Peru e em quase todo o Brasil extra-amazônico. "Puxa-verão", "Cheque" (Ceará), "Flamengo" (Rio de Janeiro). Na morfologia (plumagem juvenil) e no comportamento (em bandos, canto em vôo) se assemelham mais a ge us.

PEITO-VERMELH0-GRANDE,

VS Am
22,5cm. Observado apenas no extremo sul, parecido com um indivíduo subadulto do precedente, porém bem mais robusto, de bico longo como uma pinça, longa lista supercilíar esbranquiçada, passando para vermelho entre o olho e o bico, encontro e lado inferior vermelhos, exceto os lados e o abdômen que são cinzentos e negros, lado inferior da asa preto, igual a . "chip", "ta, ta, ta" (chamada); canta em vôo de maneira semelhante ao precedente. Vive nos campos secos de grarníneas em touceiras, e nos campos de cultura. Ocorre da Argentina ao Uruguai e Brasil meridional: Rio Grande do sui, Paraná esporadicamente. [A utilização ell is para esta espécie ausaqui do nome tral conforme adotado por Sibley & Monroe (1990) e Collar et (1992), envolvendo um curioso problema nomenclatural, carece de explicações para ser melhor i is de Linné (1758) é a decompreendida.

ICTERINAE

799

(chamada). Canto: estrofe curta, melodiosa, ondulada, P: ex. "djü-djilediâ-dâ", "zü-zí-delã-dü-dõ", í ic ç no chão. Corre no solo, esconde-se atrás de touceiras de capim, quando desconfiado levanta o bico obliquamente. Vive em campo limpo. Residente no norte do continente, até o Amazonas (Uaupés), Roraima, Amapá, Marajó e baixo Tocantins (Cametá, Pará); América Central e América do Norte oriental (não ocidental) até o Canadá: "Eastern Meadowlark". "Peito-amarelocelouro*".

\

.

CHOPIM -DO-BREJO,

Fig. 317. Pedro-celouro,

.

nominação original e mais antiga da nossa polícia-inglesa-do-norte, (v. acima); por outro lado, de Linné (1771) baseado num "estorninho" preto evermelho do "estreito.de Magalhães", descrito a parte, refere-se atualmente a espécie habitualmene . te conhecida entre nós como O segundo nome de Linné foi utilizado por muito tempo, por engano, para uma terceira espécie, igualmente meridional (descrita do Chile, figurando antes como até o artigo de Short (1968). Nele, Short esclareceu a identidade das espécies envolvidas reunindo todas no gênero Stumella, bem corno sugeriu o tratamento de espécie independente para a polícia-inglesa-do-sul, (v. acima). Como.o código internacional de nomenclatura zoológica (v. LCZ.N. 1985) estabelece que duas espécies não podem ter o mesmo nome quando partes de um mesmo gênero, neste caso o nome de Linné (1771) foi suprimido por ser homônimo a de Linné (1758), respeitando também outro preceito do mesmo código, "a lei da prioridade" (cronológica). A espécie meridional e ameaçada aqui tratada manteve o nome S. até recentemente, quando o desimpedimento na utilização do nome de Linné (1771) surgiu com o retomo da polícia-inglesa-do-norte ao gênero conforme sugerido por Remsen & Parker (1987) e adotado por Sibley & Monroe (1990).]

24cm. Espécie do Brasil central e meridional, pardoanegrada, dorso cambiando para oliváceo, dragona, uropígio, barriga e lado inferior das asas amarelos. "tac-tac" (chamada, voando); assobiar forte um tanto rouco, fraseado esquemático como "gruíp-gruit-gruit", repetido, exibindo o uropígio arrepiado; é comum alguns indivíduos cantarem juntos, pousados a um palmo de distância um do outro; cantam também em vôo quando o bando muda para outro lugar. o ninho é uma cesta aberta; no interior do fundo do ninho se acha boa quantidade de barro que dá ao ninho um peso surpreendente. Habita o varjão. Ocorre da Argentina, Uruguai e Paraguai ao Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, apreciado localmente como elpássaro de gaiola devido ao seu canto melodioso. ro-amarelo", "Melro-d'angola", "Melro-mineiro", "Pássaro-preta-soldado" (Minas Gerais, todos esses nomes). "Dragão-do-brejo*". V o seguinte.

,

I
I

i

DRAGÃO,

[23,5cm] Peso 74 g. Parecido com o precedente, mais esbelto, falta-lhe o amarelo no uropígio; os lados do corpo são pardos, bico mais longo. "tá, ta, ta", "psíü" (advertência, chamada), "tzaka-zfà", repetido pelo bando todo em vôo; curto gorjear, começando com "zíã". Vive no pântano e no campo. Ocorre da Argentina e Uruguai a Santa Catarina; geralmente não se associa à espécie precedente; localmente (sul" do Rio Grande do Sul) é a única espécie do gênero. "Dragão-do-banhado?".

,.

CARDEAL-DO-BANHADO,

.
PEDRO-CELOURO,

Fig. 317

20,5cm._Espécie terrícola setentrional, descendente dos americanos, de bico ainda mais longo do que a precedente, pés grandes; com o lado superior estria do de negro, castanho e esbranquiçado, lembrando uma codorna, uma faixa pós-ocular e outra no vértice brancas; lado inferior amarelo, papo atravessado por um colar negro; lados da cauda brancos. "tjit, fjit"

23cm. Espécie paludícola singular, de bico extremamente pontiagudo, asas largas (vôo pesado), cauda com- .. ",-, prida. Negro, cabeça, peito e calças escarlates; jovem cor de fuligem uniforme, trai-se pela forma peculiar do bico. "tjac", "tjat-tjat": pio fortíssimo "uiit"; assobiar límpido, saltos para grave de uma oitava e mais, p. ex. "hílili-hólolo". faz um ninho fechado com entrada lateral. Sobre a técnica peculiar de usar o bico

800'

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

MELRO, GRAÚNA,

chopi

Fig.319

Fig.318.Ninho do Anumará, forbesi, pendendo entre galhos. O suporte situado abaixo do ninho é desnecessário (seg. Studer & Vieilliard1988). .

pontiagudo v. Alimentação. Pântanos com água profunda, tabuais e juncais, beira de canais e rios com densa vegetação paIudícola. Da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso (Pantanal), também Gurupi (Estado de Tocantins). "João-pinto-do-brejo", "Doremi*".

ANUMARÁ,

En

Espécie facilmente confundida com chopi, porém de mandíbula lisa, não sulca da, o culmen é achatado. Pele nua atrás da mandíbula coberta de verrugas. A plumagem é preto-fuliginosa, sem brilho azul, as penas estreitas do píleo possuem as raques . mais brilhantes, estas aparecendo também no peito e no dorso. A asa é mais curta e redonda, cobrindo apenas o uropígio.Abre freqüentemente o bico, mostrando a boca vermelha, chamando muito a atenção tem boca preta).' Sempre em pequenos grupos, também durante a reprodução. Até a década de 60 era uma ave misteriosa. Foi estudada na natureza (Alagoas) pela primeira vez por Anita Studer de 1981 em diante (Studer & Vielliard 1988). completamente diversa da de emite um trissilábico "pi-li-lit". O canto é um estranho bufar forte na beira da mata e brejo; na copa de P: ex. mangueiras onde constrói um cesto bem acabado (fig, 318); põe 3 a 4 ovos azul-claros com pouco desenho preto. Em Alagoas os ninhos foram de 64% até 100% parasitados por (Studer & Vielliard 1988), privando a espécie de constituir descendentes. São conhecidas duas áreas isoladas de ocorrência: Nordeste_ (Pernambuco e Alagoas) e Minas Gerais (Raul Soares, Parque do Rio Doce, Barra do Piracicaba). A outra espécie do gênero, ocorre. no sul do Chile e da Argentina, possui um canto agradável sendo procurado como pássaro de gaiola, consta até que aprende palavras, semelhante aos papagaios.

22cm.

21,5-25,5cm. Negro uniforme com brilho de seda, penas da cabeça estreitas e pontudas, bico negro com profundos sulcos na base. Os exemplares do Nordeste ("graúna", "graúna-verdadeira", "melro", chopi são consideravelmente maiores e mais reluzentes do que os exemplares do sul ou do Brasil central ("pássaro-preto", "melro", "vira-bosta", "vira-cam, po", "graúna", G. chopi chopi, peso 66 a 85 g). baixinho "kát"; assovio agudo, "íü-djüp", "tüp-i" (chamada); canto composto de assovios ressonantes e maviosos bem variados, em parte mais prolongados e repetidos, misturados com curtos tons roucos, p. ex. i, i-djülid, djülid, ziürrr", "chopí-chopí; costuma começar com pios monossilábicos espaçados, passa para assovios bissilábicos e só depois entoa o canto, desenvolvido com todo o vigor; há transliterações do canto, como "Planta Joaquim, planta Joaquim, eu arranco, arranco"; é um dos cantos mais melodiosos e fortes de pássaros deste país, ainda mais impressionante quando cantam vários indivíduos, como freqüentemente acontece em distritos rurais, no interior. Canta em posição ereta, vibrando as asas. A fêmea também canta, mas costuma faltar-lhe o "ziürrr". nidifica em árvores ocas, também em troncos de palmeiras e em ninhos de pica-pau, freqüentemente bem no alto, mas também em lugar baixo, p.ex. em mourões, por dentro do penacho de coqueiros e nas densas copas dos pinheiros; instala-se no montão de galhos que o jaburu junta como ninho (Mato Grosso) ou rrurn ninho abandonado do joãode-barro (Minas Gerais). Ocupa buracos em barrancos (Minas Gerais) e cupinzeiros terrestres esburacados. Às vezes cria num ninho aberto situado numa forquilha de um galho distante do tronco de árvore densa e alta como o guapuruvu, aproveitando-se provavelmente do ninho velho de um outro pássaro (Paraná). Vive nos campos de cultura, pastos e plantações com 'árvores isoladas, mortas, remanescentes da mata, palmares (também buritizais), região dos pinhais, etc. Ocorre no Brasil nãoamazônico: Nordeste, leste, Sul eCentro-Oeste, até a Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. "Pássaro-preto", "Chupão" (Mato Grosso), "Arranca-milho", "Chopim"; a designação "chopi" é nome indígena onomatopéico,

Fig. 319.Graúna,

chopi

,

I

ICTERINAE

801

-

usado ainda na Argentina, etc.; "gra-una", etimologia: guira-una = ave preta. É muito procurado pelos matutos como ave canora, já se tornando escasso nas regiões mais povoadas. V. , e e cos

lRAÚNA-vELADA *,

23cm. Parecido com porém, de bico mais curto, plumagem na parte anterior da cabeça como pelúcia, íris marrom, pés pequenos; é mais rabudo do que Vive em bandos à beira dos rios; ocorre do Guaporé e Madeira ao [avari, rio Negro até Venezuela.

nal no bico que não existe no M. ill e M. ensis (Fraga 1979, região de Buenos Aires). O filhote de M. torna-se maior do que o de M. . Costuma aparecer em bandos de 4 a 6. Habita as paisagens abertas com árvores isoladas e capões, carnaubais e caatinga. Ocorre do Nordeste ao interior de Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul e países adjacentes, às vezes até o Chile. Pode lembrar um pardal, um fumarídeo ou a fêmea de um tiê-preto; muito semelhante ao jovem da espécie que se segue.

CHOPIM-AZEVICHE,

lRAÚNA-DA-GUIANA*,

27cm. Negro, bases das penas do uropígio brancas, axilares amarelas. Ocorre de Roraima à Venezuela e Guianas.

lRAÚNA-Do-NORTE,

23cm. Encontrado apenas ao norte do Amazonas, é do tamanho de de cauda mais longa, graduada, com as bordas elevadas como uma calha, bico longo um pouco curvo, pés grandes; é negro uniforme com brilho azul, íris amarela ou branca. penetrante "ksãik.ksãik ...", "squit... faz um cesto profundo, aplicando alguma lama. Vive em bandos ao redor de casas e vilas, às vezes junto com . Ocorre das Antilhas ao Amapá. "Iraúna-do-caribe*".

ASA-DE-TELHA,

17cm. Pardo, lados da cabeça e bico anegrados, asas com largas bordas acastanhadas, centro das penas negro, cauda pardo-anegrada. Os sexos iguais. guinchando "châit", "tchap" (chamada); série de assovios melodiosos ("tordo-músico", Argentina) que podem lembrar o canto da graúna, destacando-se às vezes um estridente freqüentemente alguns machos cantam em conjunto, participam também as fêmeas. O assovio "tzrí" ou tem um papel especial como canto de madrugada (Rio Grande do Sul, janeiro). não é parasito, cria normalmente, instala-se nos grandes ninhos de grave tos entrelaçados de furnarídeos como (Rio Grande do Sul), e e (Mato Grosso) e (Bahia), acolchoando a câmara com capim, etc., ou constrói seu próprio ninho, aberto (tigela frouxa)", numa forquilha. O macho constrói também. Consta que às vezes duas ou até mais fêmeas de M. põem no mesmo ninho. É parasitado regularmente por . O filhote pequeno de M. se distingue de M. il por possuir uma mancha escura subtermi-

18-21cm, 47-63 g. Representante meridional, muito parecido com a espécie adiahte descrita, um pouco maior, de cauda mais longa e bico mais curto, plumagem quase sem 'brilho; uma parte das coberteiras inferiores das asas e axilares castanhas, difícil de ver (só macho); sexos semelhantes, mas fêmea menor; jovem e imaturo são muito diferentes, de plumagem considerada ancestral, parda, indiscernível de quando sai do ninho (o que se dá após aproximadamente 12 dias); não demora, porém, a começar a mudar para a plumagem negra no corpo e na cabeça, traindo-se, nessa plumagem mista, facilmente como representante desta 'espécie. ce grito rouco, "kschrr", "tschâ", muito diferente da voz de M. , trai imediatamente canto do macho em frente à fêmea, ambos pousados: "zilít-zchâ", o macho espalhando asas e cauda horizontalmente e esticando a cabeça para a frente como que fazendo uma reverência, portanto cerimônia bem diferente da que M. ensis executa. O macho exibe a axila vermelha. em casais (parece ser monógamo) e pequenos bandos. Parasito como , flagela, ao que parece, apenas (Argentina). Os ovos são extremamente variáveis: avermelhados, azulados, esverdeados, cinzentos, amarelados ou brancos, sem demonstrar uma tendência de mimetismo aOS ovos do hospedeiro (Argentina, Fraga 1983). Tempo . No de choco 12 a 13 dias em ninho de Paraná (Rolândia), onde imigrou , o "chopimhá alguns anos e onde não vimos M. marrão", um dos nomes usados para M. s, parasita o melro, Gno chopi, que cria os parasitos junto com os seus filhotes, como o faz M. b dius. Registramos em 1973 (Rolândia) a criação de 3 M. e1 juntos, num segundo caso 1 M. e 3 M. num terceiro caso 1 M. , 3 M. sis e.1: há casos em que o melro apenas cria "chorões". Campos com árvores esparsas, fazendas. Da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia ao sul de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná, excepcionalmente mais ao norte: Rio de Janeiro (28 de agosto de 1959, dois imaturos); um registro de Pernambuco mencionado na pri-

I:
I.

I

802

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

meira edição refere-se a M. (Paraná), "Chorão" (Paraná), "Ch~pim", pícumã?". Pode assemelhar-se a pardo lembra a fêmea de

"Namura" "C.hopimo imaturo

e

, tus,

.

CHOPIM, GAUDÉRIO, MARIA-PRETA,

Pr. 39, 3
16,5-21,5~m, 42-52 g. Pássaro bem conhecido em todo o Brasil. Macho azul-violeta fortemente brilhante, asas esverdeadas reluzentes; fêmea menor, marrom-fuligem, de 'dorso negro; há muita variação em tamanho (também dos machos) e colorido, ocorrem fêmeas totalmente negras porém menos reluzentes do que os machos adultos; 'os imaturos são de lado superior negro sem brilho (macho) ou pardacento manchado (fêmea), lado inferior em ambos mais ou menos rajado de esbranquiçado e negro; o sexo é reconhecível já na plumagem jucevenil: macho anegrado, fêmea marrom-fuligem. alto e estridente, "spitititi ..." (advertência); baixinho .':djóc"; bufa quando briga; canta pousando em frente à fêmea "prro-prro-prro-zlíjü", com a seguinte .c'erimônia: estica-se verticalmente, aplicando o bico à garganta e arrepiando toda a plumagem; canto: um tilintar apressado, muitas vezes prolongado, emitido em vôo, ou então quando voa em tomo ~a fêmea pousada. o ciclo reprodutivo de da América do Norte (parente próximo de M. pesquisado em todos os detalhes (Scott & Ankney 1983), é ininterrupto durante três meses (há cá1culós de mais meses de produtividade), possibilitando que 'o parasita. se aproveite de qualquer oportunidade para pôr num dos ninhos das suas vítimas. Tal imensa produtividade, que é típica para a galinha doméstica não é conhecida para outros Passeriformes. Nesses parasitas reina franca poligamia. Aparentemente há mais machos do que fêmeas integralmente de outras aves para cuidar dos seus ovos e filhotes. Quanto a M. há, no Brasil, documentação sobre 58 espécies, representantes de 9 famílias de Passeriformes em cujos ninhos foram encontrados ovos do gaudério ou que foram observados alimentando seus filhotes. Apenas os representantes da segunda categoria (alimentando enteados) podem ser designados "hospedeiros" do gaudério. Segue a lista total das espécies atingidas pelo gaudério no Brasil". "Furnariidae (5):
-e-.

Troglodytidae (1): Mimidae (1): Turdidae (1): Motacillidae (1): Emberizinae (10):

lutescens , ,
e
C.

, ,
Cardinalinae Thraupinae R. (2): (13):

, , ,

e

. e ,

Parulinae

(2):

Vireonidae (2): Icterinae (9):

chioi, chopí,

poicilotis ,
(cri-

ando

no ninho

de

Passeridae (1): Em toda área de ocorrência de são registradas 201 espécies (Friedmann & KiÍf 1985) (até uma pombínhal) em cujos ninhos foram achados ovos do gaudério. Muitas dessas espécies não criam o parasito, pois os ovos de são abandonados pelos hospedeiros (v. também o saci, Cuculidae). Foram achados ovos do gaudério até em ninhos de sp. (os respectivos ninhos foram abandonados). Naquele total de mais de 200 há muitas espécies que ocorrem também no Brasil, .onde ainda não foram registradas como vítimas do gaudério. Com mais observações, a lista de pássaros parasitados neste país deverá ser muito ampliada, somado ao fato de que o . gaudério, beneficiado pela expansão agrícola, penetra em regiões onde encontra "novos" hospedeiros em potencial. Temos porém a impressão que, no Brasil, a concentração do parasito em certas espécies, sobretudo o tico-tico, limita o número de hospedeiros. Na região austro-oriental do Brasil (como também na Argentina e no Uruguai) o gaudério procura como hospedeiro principalmente o tico-tico, neste país, em geral, o únic,o pássaro conheci~o n por todos como responsável pela criação de Num total de 95 ninhos desse emberizíneo

us,

Tyrannidae

(Ia):

51 A documentação sobre muitos desses casos se acha nas publicações de H. Friedmann, mais recentemente em Friedmann & Kiff1985,e de H. Sick 1958;quase todos os dados mais recentes são tirados do diário do autor.

ICTERINAE

803

Fig.320.Tico-tico,

alimentando um filhote de gaudério,

.

na Ilha Grande (Rio de Janeiro), encontramos 57 (60%) molestados pelo parasito. As estimativas para as outras partes do Brasil, p. ex. Viçosa, Minas Gerais, fazem a percentagem subir a 75%, estatística que deve valer também para outros estados meridionais como o Paraná. A percentagem sobe até mais, como verificamos no Rio de Janeiro (estado e município), onde quase não se acha um ninho de tico-tico que não contenha um ou mais ovos do parasito. É óbvio que, nessas condições, a diminuição ou até a eliminação do tico é obra do gaudério e não do pardal. Há, porém, lugares onde os filhotes do gaudério, criados por tico-ticos, são controlados por excesso de larvas de bernes de passarinhos. A multiplicação do gaudério pode ser tanta que numa área empobrecida em aves, como p. ex. a Quinta da Boa Vis-. ta no Rio de Janeiro, não pode haver número suficiente de ninhos para esse parasita depositar seus ovos. Outras espécies são atingidas apenas excepcionalmente. No Sudeste do Brasil o gaudério é criado não raras vezes por sanhaços. Na área de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, o icteríneo põe com tanta freqüência nos ninhos do tiê-sangue, que este praticamente não consegue salvar os próprios filhotes. Na região de Pirapora, Minas Gerais, o gaudério é criado , em com alguma freqüência pelo sofrê, ninhos abandonados do joão-de-pau, o hospedeiro principal do parasito é ali também o tico-tico. Consta que na Amazônia s põe regularmente no ninho da viuvinha, le pássaro palustre. No norte da Argentina o joão-de-barro é a espécie mais castigada; quanto ao Brasil, temos apenas uma confirmação do Rio Grande do Sul sobre o parasitismo do gaudério para com o joãode-barro. Na área de Buenos Aires, Fraga (1985) achou 78,1 % dos ninhos de parasitados pelo gaudério. Um dos últimos acréscimos à nossa lista dos hospedeiros do gaudério é o pardal, (Rio de Janeiro, São Paulo). Esperava-se até que.o

pudesse manter sob controle a população de pardais em Ribeirão Preto e Rio Claro, São Paulo (Warwick E. Kerr); supomos que, nesse caso, influi o local de nidificação dos pardais, possivelmente mais facilmente acessível para os chopins, e a pré-adaptação de gaudérios já criados em ninhos de pardais. Durante os nossos levantamentos sobre o gaudério na Ilha Grande; Rio de Janeiro, 1943/44, estranhamos às vezes que este não parasitasse maior número de ~)Utras espécies. Um sabíá-poca, p. ex., fez seu ninho dois anos seguidos no mesmo ponto, onde os gaudérios não podiam ter deixado de o notar, e não foi importunado. O pedinchar 'do filhote de ensis se dirige a qualquer pássaro que se aproxime e induz também vizinhos a participarem da ceva do insaciável; normalmente os filhotes de pássaros pedincham apenas para seus pais, como faz também o jovem que não.é parasito. , dos os ovos de são extremamente variáveis. Há dois tipos básicos de forma oval e redondo, às vezes quase esférico. A casca pode ser sem brilho ou lustrosa. A coloração, em muitos casos (p. ex. no Rio de Janeiro), é de um tom geral vermelho-claro ou verde, coberto de manchas e pintas. Apareceram também ovos uniformemente branco-esverdeados (Bahia, Rio Grande do Sul). Em cada região dominam certos tipos. Embora haja, ovos de chopim que muito se pareçam, p. ex., com os do ticotico, do sabiá-do-campo ou até de um furnarídeo (de cor branca pura), encontram-se por toda a parte todos os tipos. Os hospedeiros geralmente aceitam todos esses diferentes ovos, em flagrante contraste com o parasitísmo altamente seletivo dos cuculídeos mais evoluídos no Velho Mundo: onde os hospedeiros aceitam apenas ovos perfeitamente similares aos seus próprios ovos. Tal adaptação notável evoluiu pela atitude seletiva da espécie poedeira: ela põe apenas em ninhos da . sua própria cria doura ou mãe-substituta. Existem ovos miméticos no icteríneo . ninus na

804

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

Argentina joga fora quase todos os ovos brancos do gaudério (Fraga 1985). Embora os ovos de várias fêmeas do mesmo local possam ser bem semelhantes uns aos outros, o quociente de Rey (multiplica-se o comprimento do ovo pela largura do mesmo, em milímetros, dividindo em seguida o produto pelo peso da casca vazia, em miligramas) revela diferenças signiticativas entre os indivíduos e prova a quase homogeneidade dos ovos de uma determinada fêmea, permitindo desta maneira a classificação dos ovos segundo a poedeira G. Ottow, in Sick, 1958)52. Chegamos assim à conclusão que uma gaudéria não põe mais de-um ovo em cada ninho, mas que até 7 gaudérias visitaram o mesmo ninho do tico~tico, num certo caso 4, no decorrer de uma só madrugada. As fêmeas não se excluem numa certa área; a área de uma fêmea é de 21 a 48 ha (Fraga 1983). Os ninhos podem ficar abarrotados de ovos; já contamos 6 num ninho de tico-tico (Rio de Janeiro, Minas Gerais); com dois ovos de gaudério e dois a três do tico o ninho já está cheio. No ninho folgado de foram registrados até 14 ovos de gaudério, postos possivelmente por 14 fêmeas; o recorde é de 37 ovos de gaudério num ninho de joão-de-barro (Argentina). Consta que o potencial por postura de uma gaudéria é de 4 a 5 ovos ou até mais, havendo apenas um intervalo de dois a três dias entre as posturas. O número de posturas deve variar conforme a região. Uma fêmea de (América do Norte) põe anualmente, em . seis semanas, 40 ovos, a maior produtividade conhecida em Passeriformes. Ela vive apenas dois anos reproduzindo, portanto põe um total de 80 ovos na vida (Scott & Ankney 1980). Os ninhos sobrecarregados são abandonados pelo legítimo dono. Visto que as gaudérias costumam bicar os ovos que encontram (ato praticado também por machos que participam na busca de ninhos, parece inclusive que chupam às vezes um pouco do conteúdo), cada visita de um parasito aumenta o perigo para todo o conteúdo . Talvez o do ninho, inclusive para os ovos de tipo redondo de ovo de M. e a sua espessura maior dêem certa proteção contra o perigo de ser furado. As gaudérias lançam às vezes ovos fora do ninho. Acontece ainda, embora não seja ocorrência comum, de gaudérias porem seus ovos em ninhos velhos, abandonados. Há portanto tremenda perda de ovos do parasipostos em to. De um total de 94 ovos de . . 83 ninhos de tico eclodiram 41 (44%), levando pequena vantagem sobre os ticos, que atingiram apenas 41 % (Sick 1958). Em BuenosAires, Fraga (1985) notou que 102 ovos de gaudério resultaram em apenas 6 filhotes que voaram. .

A incubação do ovo do gaudério em ninho de ticotico leva 11 a 12 dias, portanto menos um dia que os ovos do hospedeiro, adaptação vantajosa do parasito. A deposição antecipada dos ovos do parasito no ninho do hospedeiro, isto é, no dia ou mesmo antes que o tico ponha seu primeiro ovo é de máxima importância. Verificamos que normalmente os ticos não continuam a incubar, a não ser por três dias depois que o primeiro ovo eclodiu. Os gaudérios, às vezes, saem do ovo simultaneamente com os ticos. Não notamos quaisquer vestígios de terem os gaudérios ninhegos tentado eliminar o conteúdo do ninho. Pode acontecer de um filhote de gaudério sentar em cima de um meio-irmão menor, "sem querer"; os chopins pedincham com mais insistência do que os tiquinhos; sua alimentação consiste de insetos, apenas depois de ter saído do ninho os gaudérios tornam-se granívoros. O interior da boca dos gaudérios é vermelho, como o dos ticos. Não é tão raro um gaudério e um ou dois ticos se desenvolverem juntos; às vezes vingam dois chopins, excepcionalmente três, ou dois chopins e dois ticos. Foi achado um ninho de contendo um pequeno filhote (3 g) de e um filhotão de (25 g); no final ambos voaram (A. Studer). Verificamos que pode criar 4 M. de uma vez (Paraná). Registramos que, de 51 ninhos 25 (49%) tiveram êxito, proparasitados de duzindo 24 gaudérios e 15 ticos que tomaram vôo. Dos gaudérios eclodidos chegaram a voar 59%, o sucesso dos parasitos atingiu 26%, o dos ticos nem 24%. Após terem abandonado o ninho, os filhotes acompanham ainda por duas semanas os padrastos, cuja atenção chamam por meio de um fino "klip" que nada tem a ver com o pedinchar grosseiro durante ou antes da alimentação (fig. 320). Acontece de um jovem gaudério perseguir ainda sua madrasta quando ela já começa a incubar outra postura. Possivelmente o fortíssímo.pedínchar do insaciável é um fator importante na eliminação de filhotes de por gaviões como e , habitam paisagens meio abertas, campos de cultura e pastos. Associam-se ao gado sobre o qual pousam para ampliar seu horizonte. Os bandos de gaudérios tornam-se problema para a lavoura; invadem periodicamente cidades, descem nas relvas e pernoitam em árvores de parques e ruas, junto com pardais. Ocorre do Panamá e das Antilhas, através da maior parte da América do Sul, até li Argentina e o Chile, e em todas as regiões do Brasil. "Vira-bosta", "Iraúna" (Amazônia), "Azulão", "Papaarroz", "Parasita", "Anu" (Rio Grande do Sul), "Mariapreta", "Engana-tico", "Grumará" (Espírito Santo),

L

52 Levantamentos minuciosos sobre a cambaxirra, , mostraram que os ovos de uma mesma fêmea têm dimensões muito semelhantes; a variação existente é menor do que aquela que ocorre entre fêmeas diversas (Kendeigh 1975).A forma dos ovos, postos pela mesma fêmea, pode ser diferente, p. ex. nos cracídeos (mutum). . ,.,

ICTERINAE

805

Fig. 321. Iraúna-grande, cerimônia do macho diante da fêmea. Xavantina, Mato Grosso, 1947.Original, H. Sick.

"Chopim-gaudério*". A alcunha de "chopim" para o povo significa o marido malandro e preguiçoso que vive à custa do trabalho da mulher. V as duas seguintes.

=

ÁREA DE INVERNADA

lRAÚNA-GRANDE,

30-35cm, 130-176 g. O maior dos icteríneos; negrouniforme, brilhante, de cauda comprida, pescoço engrossado por prolongamento das penas, razão pela qual a

Fig. 322.As migrações do Triste-pia, Da sua área de reprodução na América do Norte migra ao centro da América do Sul. A direita macho em plumagem de núpcias, à esquerda plumagem de descanso reprodutivo (seg. LincoIn1950).

cabeça apa~ece pequena, bico forte, negro, a fêmea ima- . tura já é mais corpulenta do que a graúna, o macho maior do que o anu, cor da íris castanha, verde ou esbranquiçada. grita "tche-tchetche"; um miado; "dak" baixinho; geralmente calado; estrofe estridente mas melodiosa: "tjüli, tchi, tchi, tchi, tchi", o pássaro entufando o pescoço e baixando o bico. A cerimônia diante da fêmea lembra a de bo estica o pescoço para cima apontando o bico à garganta, inflando ao mesmo tempo a farta plumagem do pescoço (fig. 321). Vive solitário ou em pequenos bandos, anda de postura ereta nos pastos, perto do gado, cavalos ou porcos (tira carrapatos), pousa sobre capivaras semi-submersas (Pantanal, Mato Grosso), locomove-se nas praias de rios ou sobre rochas dentro de rios, vira pedras, pousa em árvores altas isoladas. Vôo singular, barulhento. põe nos ninhos bolsiformes de outros Icteríneos e C. ovo verde com manchas negras. Existem ovos de campo azul-claro e outros de campo branco (Suriname). Na América Central ocorrem ovos muito bem adaptados ao colorido dos. hospedeiros. Os ovos do parasito são bem maiores do que os de Consta que a incubação dos ovos de pode ser 5 a 7 dias mais curta do que nos

hospedeiros. Habita áreas campestres onde se alimenta, na orla do arvoredo onde vivem as aves em cujos ninhos põe. Ocorre do México a Bolívia e Argentina e em todas as regiões do Brasil; fora da Amazônia pouco comum. "Melrão" (Rio de Janeiro), "Rexenxão", "Graúna", "Chico-preto", "Vira -bosta -grande", "La u -na -ná" (Iuruna, Mato Grosso). V .

TRISTE-PIA,

VN

16cm. Registrado apenas corno visitante da América do Norte, lembra na sua plumagem de descanso reprodutivo, quando 'vem ao Brasil pelo fim do ano, urna pardoca ou a fêmea de , porém de cauda rígida e unha traseira longa, faixa branca superciliar realçada por urna faixa anegrada pós-ocular e outra ao lado do vértice; lado inferior amarelado. Entre janeiro e março, antes de regressar à sua pátria no extremo norte (Canadá, norte dos EUA), muda toda a plumagem. O macho adquire então o traje de núpcias: cabeça anterior e todo 'lado inferior negro-uniformes (freqüentemente as penas com barras amarelas), lado superior com grande v branco. monossilábico "pink", tilintante ou

806

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

metálico, emitido em vôo, também durante a migração, à noite; traindo sua presença. No Brasil não registramos o seu canto. Vive nos pântanos, plantações de arroz e sorgo, campos, muitas vezes associado a loth us e ge . Observado, p. ex., no Amazonas (rios Negro e Juruá, outubro), Mato Grosso (novembro, março), Rio Grande do Sul (dezembro); ocasionalmente no Brasil oriental no verão, em pequenos grupos. Também capturado, p. ex. na Marambaia e em Cabo Frio, Rio de Janeiro, oferecido como pássaro de gaiola. Vai até a Argentina, Paraguai e Bolívia. (Argentina). Um dos

pássaros mais populares na América do Norte ice i . Na sua plumagem de descanso escapa facilmente ao registro. Os anilha dores norte-americanos estão marcando os obolin com 6 marcas pintadas diferentes na cauda que identificam a ave; qualquer pessoa que localizar um desses indivíduos deve escrever para nding b., l MD 20708 Estados Unidos. o O obo está entre as aves terrestres que executam as migrações anuais mais extensas conhecidas nas Américas, cobrindo mais de 20.000 quilômetros, ida e volta (fig. 322).

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Síck, H. &

J.

808.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

FAMÍLIA

FRINGILLIDAE

PINTASSILGOS

e afins:

SUBFAMfLIA

CARDUELINAE

(2)

Os Fringillidae formam uma família tipicamente paleártica, do Velho Mundo, de onde colonizaram o Novo Mundo, a África, etc. A designação "fringilídeo", foi aplicada à qualquer passarinho canoro granívoro da subordem Oscines, podendo pertencer a várias famílias e subfamílias de descendência diferente (v. acima sob Emberizidae). Sob o ponto de vista sistemático o nome "Fringillidae" foi usado, até recentemente, para o agrupamento dos atuais Emberizinae e Cardinalinae da família Emberizidae. Os Fringillidae, no sentido atual, estão representados na América do Sul apenas pela subf amília Carduelinae, isto é os píntassílgos." Os Carduelinae são um grupo grande (mais de 120 espécies) de larga distribuição na América do Norte e no Velho Mundo de onde se originaram. Destaca-se o canário-do-reino (v. apêndice Fringillidae). Ocorrem cruzamentos com Icterinae (v. Icterinae, cruzamentos 'interfamiliares). No nosso continente existe um total de 12 espécies de Carduelinae, todas do gênero , residindo so, bretudo no domínio dos Andes, vivendo em parte em altitudes consideráveis. Os Carduelinae encontraram nos Andes, que podiam colonizar facilmente vindo daAmérica Central, um clima semelhante a das plagas das quais vieram. Chegaram a Terra do Fogo; invadiram também algumas regiões de clima subtropical e tropical. O gênero Carduelis é bastante homogêneo, tanto na morfologia (há variação na forma do bico, indicando uma alimentação diferente), como na vocalização que tem um padrão típico, reconhecível em qualquer parte do mundo onde existem pintassilgos, seja o Brasil, os Andes ou a Europa. No Brasil existem apenas duas espécies. A existência da coroinha, , tanto no nordeste brasileiro como no nordeste venezuelano, parece comprovar a extensão contínua do ecossistema da caatinga (ou paisagens correspondentes) do nordeste brasileiro até a Venezuela, nos períodos áridos pleistocênicos, área que veio a ser interrompida pelas embocaduras do Orinoco e do Amazonas.

abrir sementes de dicotiledôneas de casca mais dura, é empregado pelos Carduelinae (fig. 323) sendo mais elaborada a movimentação; a mandíbula afiada como uma faca, executa movimentos de trás para adiante cortando o alimento que a ave fixa apertando-o de encontro ao palatino (que possui estrutura diversa), através da línelis corgua, ao bico fino e relativamente longo de s alimenresponde uma língua longa e estreita. tam sua prole apenas com sementes. Eles não levam alimento no bico diretamente aos filhotes e sim engolem e digerem parcialmente no papo as sementes para depois regurgitá-Ias em forma de papa e administrá-Ias.

É especialmente característico nos Carduelinae (o gêuelis no nosso caso) quando para assustar um nero inimigo assume uma posição agachada, abrindo as asas e mantendo o bico meio aberto.

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B Fig. 323.Movimentos do bico no preparo de uma semente em representantes dos Carduelinae (píntassílgo, C elis). , modo de cortar: , aspecto de lado, c de frente. B, modo de descascar: d, e.]. aspecto de frente; g, de lado. A chapa pontilhada corresponde à posição da maxila imóvel, as flechas brancas indicam a direção do movimento da mandíbula; a tômia da maxila é deixada em branco para ser mostrada a posição da semente dentro do bico (seg. Ziswiler 1965).

Os Cardtielinae seriam o grupo de pássaros granívoros mais especializado dentre os Passeriformes, que parecem ser originalmente consumidores de bagas e artrópodes. O processo de seccionar, adequado para

53 A outra subfamília, Fringillinae, pequeno grupo paleártíco, à qual pertence o tentilhão, populares da Europa, não ocorre neste continente.

gilI coelebs, um dos pássaros mais ._,

FRINGILLIDAE 809

COROINHA, PINTASSILGO-DO-NORDESTE,

10,Scm. Pássaro do Nordeste, se distingue do pintassilgo comum por ter apenas o boné negro, sendo os lados da cabeça e todo lado inferior amarelos, como é o uropígio e as coberceiras superiores da cauda; fêmea sem o chapéu preto. gorjear rápido, tilitante. Ceará, Pemambuco, Alagoas e norte da Bahia onde, na década de 1970, ainda não era rara; também nordeste da Venezuela. Está ameaça da pelo fato de ser muito limitada sua área de ocorrência. "Pintassilvio" (pemambuco), "Pintassilgo-baiano". Lembra superficialmente o gold americano, que não vem a este continente.

PINTASSILGO,

.

Fig. 324
Fig. 324. Pintassilgo, macho.

llcm. Espécie de vasta distribuição neste continente, bem conhecida no Brasil meridional como pássaro de gaiola; cabeça e pescoço anterior negros, dorso verde, lado inferior, duas faixas na asa e uropígio amarelos; fêmea de cabeça e lado inferior oliváceos, mais facilmente reconhecível pelas faixas amarelas da asa que são iguais às do macho. "djâ-s", "dsüãr" (chamada); "djãt-djãt" (voando); gorjear fino bastante variado em andamento rapidíssimo, estrofes longas intercalando imitações de outras aves como advertência de ticotico, etc.; canta também em vôo. Temperamento muito inquieto, sacode as asas e a cauda, vôo extremamente ondulado. Vive na mata secundária aberta, árvores em plantações e quintais, pinhais (regiões serranas do Sudeste, "pintassilgo-dos-campos-de-altitude"), cerrado, etc., nidifica tanto nas copas das araucárias mais altas como em cafeeiros, aparece nas paisagens mais diversas durante suas migrações invernais, depois sumindo por completo. Ocorre no norte e noroeste do continente, muitas vezes em populações isoladas, P: ex. alto Rio Branco (RR); ao sul da Amazônia, localmente do Brasil este-meridional e centro-ocidental até a Argentina (província Rio Negro). "Pintassilva", "Pintassilgo-mineiro", "Pintassilgo-de-cabeça-preta*". Os machos de e C. são cruzados com a fêmea do "Canário-do-reino", escolhendo-se fêmeas pequenas deste último. O híbrido obtido, o "Pintagol", é muito procurado por suas virtudes como excelente cantor.

"Canário-do-reino", "canário-belga", pássaro domesticado há mais de 300 anos no mundo todo; é descendente do canário silvestre, procedente do arquipélago das Canárias. Graças a técnicas de criação e cruzamento foi possível produzir inúmeras variedades de cor, tipo de plumagem e canto deste pássaro. A facilidade de cruzamento do canário-do-reino com os pintassilgos americanos explica-se pelo fato de pertencerem ambos à mesma subfarnília, oriunda do Velho Mundo, ao contrário do "canário-da-terra" nacional que pertence à Emberizinae, subfamília americana. O "pintassilgo-da-virgínia" ou "pintassilgo-davenezuela", belíssima espécie vermelha e negra, é cruzado com o canário-do-reino para produzir os canários de cor, designados também por "pintagol", sendo estes férteis. é espécie procedente da Venezuela e Colômbia que se encontra em declínio considerável; o nome "Virgínia" se explica pelo fato de ter o comércio com estes pássaros estado em mãos de americanos. C. é reproduzido em cativeiro no hemisfério setentrional com facilidade; cruza com C. , sendo os descendentes férteis.

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1
810' ORNITOLOGIA BRASILEIRA

f
(1)

t

PARDAL:

FAMíLIA

PASSERIDAE

Grande família de Oscines do Velho Mundo (África, Eurásia, Malásia, etc.), aparentada aos tecelões, Ploceidae. Considerada antes subfamília dos ploceídeos: Passerinae, abrangendo vários gêneros com um bom número de espécies. No Brasil o pardal foi introduzido da Europa.

Bico forte e cônico, próprio para esmagar sementes. Comem também insetos, sendo o pardal onívoro. Voz rouca, barulhenta, canto pouco desenvolvido, ao contrário dos emberizídeos, dos quais diferem também pelas cerimônias pré-nupciais, pela falta de rivalidade entre os machos, por não estabelecer um território em torno do ninho (defendem apenas o próprio ninho) e por confeccionar um ninho coberto, exceção nos emberizídeos. Movimentam-se sobre os galhos e no solo, pulando; têm tarso e dedos curtos. São gregários, nidificam geralmente em colônias. V também apêndice: Subfamília Ploceinae (tecelões).

PARDAL,

Fig. 325

14,8cm, 30g. O macho adulto se distingue pela "gravata" e bico negros e pelo píleo cinzento uniforme, sem riscos pretos (ao contrário do tico-tico) que nunca forma um topete; bico negro, tornando-se amarelado durante o descanso reprodutivo; fêmea ("pardoca") e imaturo são mais semelhantes ao tico, sendo mais corpulentos, de bico mais grosso e faltando o topete; plumagem pardacenta, faixa pós-ocular clara, lado inferior branco-sujo uniforme, bico pardo. Ocorrem às vezes indivíduos com penas brancas, existe uma mutação canela e uma lutina.

grossa e ruidosa, chamando mais a atenção quando se reúnem à tarde no lugar de dormida coletiva. É notável como nesta última ocasião, o chilrear dos numerosos pardais reunidos se ordena num ritmo regular, quase uníssono (v.anu-coroca). Ocorre também forte gritaria coletiva de dia (v. sob Reprodução). Existe um canto, embora modesto, em prolongado, em "piano", intercalando um pio suave "rrrü-rrrü"; registramos esse canto de machos adultos de bico preto, e de machos juvenis (ex-Guanabara). o macho corteja a fêmea pulando em torno dela, com as asas caídas, cauda arrebitada e gritando; essa vozeria chama mais machos e leva então a uma confusão geral até a fêmea fugir. Consta que os casais ficam acasalados pela vida inteira. Nidifica, no Brasil, em beirais e outras partes de construções humanas que oferecem cavidades e fendas, geralmente em boa altura. A verticalização moderna das cidades dificulta a acomodação do pardal nas construções e diminui seu número no centro das metrópoles. É capaz, porém, de achar novas possibilidades para esconder ~eu ninho, p. ex. paredes esburacadas, no interior de lâmpadas de mercúrio e até em armaduras da sinalização de trâfego ("semáforos"). Aproveita-se de pombais. O ninho do joão-de-barro deve ser para o pardal reminiscência mais sugestiva de uma cavidade em construções de pedras (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais). Instala-se às vezes em ocos de árvores e palmeiras mortas ou na base dos penachos de coqueiros, p. ex. da macaúba e na parte superior do fuste do dendê. Ocasionalmente ocupa os burgos de gravetos do cochicho, que podem acomodar até alguns casais de pardais (RJ, RS); usa também nii (Minas nhos do joão-garrancho Gerais). Há, excepcionalmente, ninhos arborícolas sobre galhos (vistos por nós em Nova Friburgo, RJ), mostrando uma construção esférica mal arrumada, meio

B

A

Fig. 325. Pardal, d. macho (A) e fêmea (B).

esticus,

PASSERIDAE

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grande e com entrada lateral, sendo tão pouco tecidos como os ninhos de dentro de cavidades que ostentam apenas ensaio de um teto. Os ninhos postos livremente sobre galhos podem lembrar o ninho do trogloditídeo . O pardal, sobretudo o macho, é muito propenso a reunir vultoso material de construção que "empilha" num monte frouxo e desordenado, no que difere inteiramente dos "tecelões", dos verdadeiros Ploceidae (v. apêndice); providencia rico estofamento com capim, algodão e farrapos, às vezes em tal excesso que chega a sair pelo orifício e entupir calhas, etc.; ata peta o interior da câmara com penas, às vezes com confete, em tempos de carnaval (ex-Guanabara). O ninho quente protege o pardal nas regiões frias para onde também imigrou (atravessou até o círculo polar). O ninho é utilizado mais de uma vez. Os ovos (4, ex-Guanabara) são densamente manchados, seu colorido varia, às vezes, consideravelmente dentro da mesma postura. São incubados 12 dias pelo casal. Os filhotes nascem nus (ao contrário dos emberizídeos que ostentam plumas) e são alimentados pelos pais que, no começo, dão a ceva em forma de pequenas bolas, aglomerando o alimento. Mais tarde, a comida, quase exclusivamente pequenos artrópodes e suas larvas, é carregada pelos pais no bico. A. Ruschi observou uma pardoca que tirou larvas-bernes dos filhotes, comendo algumas e dando outras como alimento aos filhotes. Quando os filhotes abandonam o ninho, com 10 dias ou mais, passam para uma dieta mais vegetariana. Há limpeza do-ninho pelos pais; os adultos tomam banho tanto n' água como na poeira. Os filhotes freqüentemente regressam ao ninho paterno para dormir nele durante algum tempo. Há várias posturas por período de reprodução. Sobre os casos em que o pardal é parasitado pelo gaudério, há pouca informação, refletindo o fato de que os ninhos dos pardais geralmente não são alcançáveis pelo icteríneo. Existem registros do Rio de Janeiro (1929, 1969 e 1981, Sick 1971), de Rio Claro e de Ribeirão Preto, São Paulo (W. E. Kerr, desde 1962). A situação em Rio Claro revelou perspectivas de vir o pardal a ser controlado pelo gaudério. Em Ribeirão Preto os pardais reproduziram na varanda aberta -sobre vigas do Colégio "Vita e Pax" (W. Engels, nos anos de 1973/74); os ninhos dos pardais, visíveis de longe, foram visitados regularmente por gaudérios; o fechamento da varanda pôs fim a essa particularidade que poderia repetir-se em qualquer outro lugar. Dois filhotes pequenos de retirados de um ninho

da graúna colocados experimentalmente num ninho de pardais, foram criados nórmalmente por estes. , no é pássaro de cidade, elemento tipicamente sinantropo que se adapta melhor ao ambiente das cidades que qualquer outra ave. O cen. tro de disseminação do pardal se situa no Oriente Próximo; habita hoje boa parte da região paleártica e da Ásia. Na América do Norte e Cuba foi introduzido já em 1850, na Argentina em 1872. Agora existe da Terra do Fogo e Chile até a costa do Peru e do Equador, além de Colômbia e Bolívia. No Brasil chegou quase ao equador. É vantagem para a irradiação do pardal, neste continente, o fato de que, ao contrário p. ex. da África (onde foi também introduzido), não existem congêneres de exigências bióticas semelhantes: o pardal encontrou aqui um "nicho" aberto. Foi também introduzido na Austrália. Dis no Consta que o pardal foi introduzido no Rio de Janeiro em 1906 por Antônio B. Ribeiro, que trouxe de Leça da Palmeira, Portugal, 200 indivíduos, para soltá-Ios no Campo de Santana, tendo a aprovação do prefeito Pereira Passos; alegaram colaborar com Oswaldo Cruz na sua campanha de higienização da cidade pois os pardais eram considerados inimigos dos mosquitos e outros insetos transmissores das enfermidades que então grassavam no Rio (Sick-1971).54 Na subseqüente expansão dos pardais pelas terras do Brasil houve também muita transferência propositada, tanto com o intuito de ser solto no novo destino, como para negociar com esse pássaro que era desconhecido para a população do interior. A ocupação do país pelo pardal é portanto um processo mais artificial do que natural. Decisiva foi a construção de estradas, sobretudo após a fundação de Brasília (1957)55e o subseqüente aumento de tráfego. Antes desse_desenvolvimento moderno, a disseminação do pardal seguiu sobretudo as poucas estradas de ferro existentes e também os rios como importantes caminhos de comunicação no interior. Vimos em Pirapora (1973) como o pardal viaja nas grandes embarcações, na parte mineira do rio São Francisco, como passageiro clandestino; é possível que assim tenha alcançado Petrolina e Cabrobó (Pernambuco, 1971) na margem setentrional deste rio. Existe em Alagoas e Rio Grande do Norte. Foi levado também de navio de um porto ao outro na costa. Apenas assim pode ter alcançado Belém (Pará), o que se deu há 40 anos; mais recentemente.foi transportado p. ex. de Santos (SP) para Recife. Não falta absolutamente iniciativa própria no pardal para conquistar novas áreas; apa.')

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54 Consta, outrossim, que foi Garcia Redondo que mandou vir pardais da Europa, considerados "muito proveitosos, sendo insetívoros por excelência" e soltou-os no Rio, em setembro de 1907. Ainda em 1964 foi recomendado por um grande jornal do Nordeste "importar pardais para embelezar os parques e jardins!' e para liquidar com as "lacerdinhas" que infestam praças. Outro jornal do Nordeste, sob o tema Ecologia, apresenta o pardal como "mau caráter". 55A citação de ano, neste capítulo, se refere à data na qual o pardal foi registrado por nós ou por nossos colaboradores no respectivo local; em muitos casos ele chegou ali já antes.

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ORNITOLOGIA BRASILEIRA

rece p. ex. em fazendas distantes de núcleos urbanos, como registramos no Rio das Mortes e no Pantanal (Mato Grosso). Houve também outras introduções da Europa, p. ex. da França, tratando-se sempre da raça típica Uma das regiões mais densamente povoadas pelo pardal neste país é o Rio Grande do Sul onde a ocupação se processou entre 1910 e 1923. Em Belo Horizonte (Minas Gerais) o pardal já era comum em 1912,tendo sido levado para a cidade recém-fundada mesmo antes de 1910; para Uberaba veio em 1930, para Poços de Caldas em 1934. Em Mato Grosso o pardal penetrou vindo do Paraguai; em 1925 já se aproximava das cabeceiras do Araguaia. Em Cuiabá, ponto central geográfico do continente, apareceu apenas em 1952 e, no mesmo ano, no Rio das Mortes (Araés, MT), em 1954 em Aragarças (Goiás). Vinte anos mais tarde tinha ocupado todas as microrregiões de Goiás, sendo a região mais densamente povoada, a de Goiânia; de 157 questionários enviados às prefeituras municipais, foram recebidos 156 com respostas positivas, afirmando a presença do pardal; apenas um teve resposta negativa (Lemos 1976). O pardal atingiu também o alto Xingu (MT, núcleo Fontoura, 1972, W Bokermann), ligado desde algum tempo por uma estrada com a região do rio Araguaia. . Foi introduzido por diversos particulares em 1959 em Brasília (Distrito Federal) e, acompanhando a estrada Belém-Brasília, já chegou a Marabá (Tocantins, Pará, "onde nidificou em 1964), Estreito e ltinga (divisa Maranhão/Pará, 1973, a 450km ao sul de Belém); foi registrado também em ltupiranga, Pará, ao norte de Marabá (Smith 1974): Uma implantação do pardal em Belém (PA) por volta de 1928 fracassou. Indivíduos nascidos à beira da Belém-Brasília talvez possam ser previamente adaptados, para agüentar melhor o clima equatorial do que pardais trazidos do sul, soltos em clima amazônico. Em dezembro de 1977 encontramos o pardal em Capitão Poço, PA, e até em Salinópolis, PA (na costa, ao norte de Belém, 70km ao sul do equador). Finalmente em novembro de 1978 o pardal foi registrado em Belém (Smith 1980), alcançando essa área, subespontaneamente, vindo do leste (Zona Bragantina) e não do sul, ao que parece. Em 1985 estava bem estabelecido em Belém (F. C. Novaes). Em 1982 pardais foram encontrados no Colégio do Carmo, Balbína, rio Urubu, perto de Manaus, Amazonas. Em Manaus mesmo foi registrado apenas em 1987. [No Amapá, existe em pequeno número na capital Macapá e na vizinha cidade de Santana, janeiro de 1994 . "(f.'"F. Pacheco, C. Bauer).] Embora levado para Vitória (Espírito Santo) já em 1928, demorou em sua expansão ao norte do rio Doce, Córrego Bley em 1959. Apenas em 1969 foi encontrado na Bahia (Potiraguá), em 1971 também em Jequié e Itabuna, outrossim em Vitória da Conquista (1973), Xique Xique (1974), Governador Valadares (1961) a outras ci-

. dades (A. G. M. Coelho). Achamos o pardal em Barreiras e Formosa do Rio- Preto, noroeste da Bahia, em 1974 (fora introduzido lá já há alguns anos). Hoje se encontra em quase toda parte do Recôncavo Baiano. Sobre sua introdução na cidade de Salvador recebemos apenas recentementeuma informação positiva (1981, J. Davidson). Existe pouca documentação sobre a introdução do pardal nas ilhas oceânicas brasileiras. O pardal ainda não apareceu em Fernando de Noronha (informes recentes de janeiro de 1990). Na mesma época também a ilha de Trindade a presença do pardal foi negativa; pa- rece que lá houve um registro do pardal em 1984. Foi uma grande surpresa encontrar pardais no Atol das Rocas, ilhas sem água potável (250km do continente, 150km a oeste de Fernando de Noronha), em março de 1971, observando-se um casal junto às ruínas da casa do faroleiro, c?m a plumagem em péssimo estado. Conseguiram sobreviver, oportunistas que são, comendo pequenas beldroegas-da-praia (Portulacaceae?) e pulgões-da-praia (minúsculos crustáceos). Reproduziram-se e dez anos depois (1985) foram contados 16 indivíduos, aparentemente em estado razoável de saúde (P. T. Z. Antas). . Os pardais devem ter chegado lá como passageiros clandestinos, procedentes de Natal, Rio Grande do Norte, onde estão ac1imatados. Em fevereiro de 1990 foram registra dos ainda, em número reduzido (P T. Z. Antas). A umidade excessiva é fator lirnitante para a existência do pardal, como sabemos p. ex. da África. Foi registrado no Brasil que os temporais causam a mortandade de pardais (ex-Guanabara, Rio de Janeiro, São Paulo), assim como a chuva de granizo (Nova Friburgo, RJ) . que é um acontecimento raro neste país. Por curiosidade mencionamos que um pardal morto foi achado na ilha King George, ilhas Shetland do Sul (Antártica) em janeiro de 1984, provavelmente um passageiro clandestino de avião (M. Sander). , os ninhos de pardais podem abrigar o barbeiro, transmissor da doença de Chagas. Recentemente (Forattini 1971) foram s did , afixaencontradas ninfas do barbeiro, das nas penas de pardais em São Paulo. Foi registrado no Uruguai que o percevejo i que ocorre nos ninhos do joão-de-barro, se instala em ninhos de pardais. O pardal é um dos poucos Passeriformes brasileiros nos quais foi confirmada a presença de gondii, micróbio causador da toxoplasmose (Giovannoni 1954) v. também sob pombo. Os pardais poderiam ser disseminadores do vírus da peste aviá ria e da doença de Newcastle. Nos seus ninhos vivem muitos ácares. Num único filhote de pardal, no Rio, foram encontradas 18 larvas de berne-de-passarinho sp.) que aparentemente foram a causa da morte do pássaro já saído do ninho. O total das larvas pesou no final1,5g, mais de 10% do peso do filhote (14,5 g). As larvas que haviam se instalado nas asas, pernas, dorso e regiões

PASSERIDA~

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malares da avezinha, abandonaram sua vítima, cevada pelos pais até a última hora, logo após da sua morte (L P. Gonzaga). todos estão de acordo sobre os prejuízos que o pardal causa nas hortas e pomares, danificando sementeiras'e as culturas de milho, arroz, mudas de árvores, etc., quando estão brotando. Além-mar o pardal seguiu o cultivo do trigo, na América acompanha as culturas de arroz e milho, além de seguir a criação de animais domésticos como a suinocultura. É extraordinário como o pardal descobre sempre novas fontes de alimento graças à observação atenta, verificando logo se há vantagem de um novo prato. Aprende p. ex. a beber nos vidros alimentadores para beija-flores, agarrando-se nos bicos dos frascos. Está entre os fregueses regulares dos cocos da palmeira dendê. Descobriu sementes de essências florestais depositadas em caixas (abertas) dentro de compartimento fechado, acessível apenas pelo beiral do telhado (Rio de Janeiro, J. Lanna). Revolve o solo com rápidos movimentos laterais do bico (o tico se utiliza das pernas) para tirar alimento escondido pelo vento ou chuva. Consta que pardais devoraram uma saca de arroz num armazém (não foram ajudados por ratos?), para citar mais uma estripulia (Minas Gerais). Costumam também procurar restos de comida nas latas e montes de lixo. Em compensação destroem insetos em quantidades consideráveis durante o tempo da reprodução; incluindo insetos nocivos, como piolhos-de-plantas, lacerdinhas, lagartas e aranhas. Apanha às vezes cupins e formigas em revoada e pequenas borboletas, mantendo-se em vôo por algum tempo. Aproveita-se ocasionalmente da ação das formigas-de-correição pegando artrópodes em fuga (ex-Guanabara). Baseado num questionário distribuído em Goiás, Lemos (1976) concluiu que: (1.) o pardal causa danos à agricultura e à horticultura, (2.) o pardal tem preferência pelo arroz, seguindo-se o milho, hortaliças, grãos e frutas, (3.) o pardal contribui para a limpeza das cidades, exterminando insetos e alimentando-se de resíduos e lixos das casas. Nos EUA foi pesquisada a alimentação do pardal baseando-se no conteúdo estomacal de 8.004 indivíduos: 19,64% útil (sobretudo ingestão de insetos daninhos), 24,78% neutro e 55,58% nocivo à economia humana. A comida dos ninhegos foi de 59,38% útil (Kalmbach 1940). Outra acusação é que o pardal afugenta pássaros nacionais. Isto é verdade no caso de espécies que possuem modo semelhante de nidificar (instalação em cavidades de construções humanas), como canários-da-terra, andorinhas e cambaxirras. Foi visto perseguir um joão-de-barro, em vôo, bicando-o na cabeça. No mesmo local o pardal não enxotou o joãode-barro do seu ninho o que foi feito, porém, por um casal de tuins (M. I. Ferolla). Vimos em Goiás o pardal expulsar pássaros residentes em coqueiros (1959). A fêmea do pardal é mais agressiva do que o macho.

Não há tal competição entre pardal e tico-tico pois este tem outras exigências para instalar seu ninho. Um ticotico é, por temperamento, mais agressivo do que o pardal e costuma afugentar o intruso se este não chega em bando. Vimos até um tico novo, alimentado ainda pelos pais, enxotar um pardal e urna pombinha do comedouro. , A acusação de que o pardal expulsa outros pássaros do comedouro é verídica quando p. ex. alguns pardais descem ao solo onde os canários-da-terra se alimentam. A simples presença de pardais, sua gritaria e suas atitudes petulantes ameaçam e incomodam outros pássaros e podem acabar por afastá-Ios de vez, à medida que o número de pardais aumenta. A quantidade de pardais existente num certo local é melhor indicada pela algazarra que fazem antes de dormir, nas copas cerradas das árvores. Ali às vezes o gaudério junta-se a eles. O pardal possui grande potencial biótico e, numericamente, passa por ser a segunda ou terceira ave do Mundo; a ave mais numerosa é a galinha doméstica, vindo a is, outra espécie inseguir o estorninho, vasora. O pardal foi capaz de multiplicar sua área de dispersão no mundo, durante cem anos, aproveitandose do homem como quarteleiro. , longe entre os inimigos naturais do pardal, que não são poucos no Brasil, estão ratos, gambás (Didelphis sp.) e possivelmente vampiros (Des que habitam os mesmosforros de casas e igrejas. A suindara apanha pardais no local da dormida coletiva nas árvores. Os ninhos dos pardais são às vezes saqueados pelo anu-branco e pelo chimango o Rio Grande do Sul e Chile). É raro o gaudério ou chopim descobrirem o ninho do pardal para pôr seu ovo, contribuindo para a dizimação desse intruso. Nos quintais move caça aos pardais. A mortalidade de indivíduos no seu primeiro ano de vida é muito alta (45 a 70%, calculado na Europa). Foram registrados pardais de cinco, sete e 13 anos de idade no seu hábitat natural na Europa e em cativeiro foram até 23 anos. Os métodos de combate ao pardal encontram as mais variadas dificuldades, a começar com a inteligência desse pássaro: o pardal está sempre atento e desconfiado, nunca se torna manso. Percebe imediatamente quando é perseguido e some. Essa atitude levou o pardal a um sucesso incomparável no mundo das aves: resistir a qualquer perseguição e ocupar sempre novas áreas. O meio mais eficiente de combate, o emprego de trigo envenenado, envolveria a matança de tico-ticos, canários e outras aves granívoras, ameaçando também crianças e animais domésticos. Empregam-se no hemisfério setentrional meios sonoros: transmissão por altofalante de gritos de pavor e de alerta, gravados em fitas magnéticas quando era mostrado um gato a um bando de pardais engaiolado. Mas, assim, os pardais são apenas transferidos para outro ponto. Solução elegante seria o uso de um antifertilizante adicionado ao trigo oferecido aos pardais como alimento, método aplicado em

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ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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pombos nos EUA: os indivíduos atingidos põem e incubam normalmente, mas os ovos não eclodem. Esse método, porém, implica em inconvenientes semelhantes ao do trigo envenenado: de eliminação de outros pássaros granívoros e o custo elevado. Restam, portanto, os meios simples menos drásticos: extirpar ninhos, ovos e filhotes e capturar ou afugentar os adultos, tudo isso, porém, sem ajuda de crianças. Achamos prematuro promover urna "Semana de Combate ao Pardal", corno foi proposto em 1972, visto que a população freqüentemente confunde o pardal com outros pássaros, corno o tíco-tico. O pardal foi posto pelo Ministério da Agricultura (portaria n° 1 de 5-1-1957) na lista de animais nocivos deste país, figurando em primeiro lugar, seguido por morcegos hematófagos, ratos e cobras peçonhentas, etc. Essa atitude foi comentada, em 1965, pelo saudoso Vivaldo Coaracy: "Não haverá nisso muito preconceito, talvez até um pouco de xenofobia, por ser o pardal ave importada?".

O pardal já se tornou inexterminável. Assim sendo, vamos pelo menos alegrar-nos com a bonita aparência deste pássaro e não nos esqueçamos de que nós mesmos o introduzimos de além-mar. "Pardaldoméstico?".

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Os "tecelões", membros da subfamília Ploceinae, são criados em viveiros no Brasil, p. ex. a viúva-do-paraíso, (v. Tyrannidae, sob . Não ocorrem em estado selvagem neste país. Alcançam um grau de perfeição na construção do ninho que dificilmente é atingido por outras aves. A aparência dos ninhos dos tecelões lembra remotamente os ninhos de bolsa dos icteríneos nacionais, p. ex. o guaxe. A nidificação dos Ploceidae é, portanto, muito diferente da dos Passeridae aos quais pertence o pardal. V. também Estrildidae .:

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ESTRILDIDAE

815

BICO-DE"'LACRE:

FAMíLIA

ESTRILDIDAE

(1)

,

"colonião"

Oscines do Velho Mundo (África,Austrália, etc.) que somam cerca de 120 espécies; uma delas, o bico-de-Iacre, foi introduzida no Brasil. Aparentados aos Ploceidae. O parentesco com o pardal é reduzido.

gosta de capim alto, sementífero como o ou "murumbu", variedades de gramíneas introduzi das da África, como o próprio "bico-de-lacre", que vem da parte meridional do continente negro. O adulto vive exclusivamente de sementes desse capim. Bebem "sugando", semelhante às pombas. Associam-se em bandos de meia dúzia ou mais. IgSão geralmente pássaros de porte franzino. O distinnoram emberizíneos como coleirinhas quando se encontivo morfológico mais proeminente são as protuberântram nos capinzais à procura de sementes. Não há, porcias branco-resplandecentes na base da maxila e da mantanto, conflito com pássaros nacionais. Apesar de serem díbula dos filhotes. Essas partes refletem a luz, apareoriundos de clima extremamente quente parecem não cendo como fosforescentes no interior escuro do ninho emigrar por ocasião do inverno de regiões como São (que é fechado, com acesso pequeno e lateral), orientanPaulo (capital) e Porto Alegre (RS); devem passar então do os pais na localização das cabeças dos filhotes quana alimentar-se de modo diferente. Ocorrem deslocamendo querem cevá-I os (fig. 326). O interior da boca, princitos, pois desaparecem depois de terem criado os filhopalmente o pala tino, dos filhotes ostenta pontos e linhas tes e após o término da frutificação dos capinzais locais; negro-azulado, vermelhos, etc., conforme a espécie. As os bandos aumentam e diminuem periodicamente. Consprotuberâncias secam depois que os filhotes deixam o ta que em Brasília desaparece no período seco. ninho mas permanece o desenho na boca. A plumagem o macho canta em frente à fêmea, e o bico dos adultos têm colorido vivo. genufletindo e agitando a cauda para os lados, às vezes segurando no bico uma panícula de capim cortado, cerimônia que pode ser interpretada como ritual de consBrCO-DE-LACRE, Pr. 39,9 truir o ninho. O canto das Estrildidae é parte integrante 10,7cm, 7,5g. Pássaro campestre gregário, porte sedas cerimônias pré-nupciais, não sendo usado para melhante ao dos papa-capins. Cauda relativamente lonanunciar e defender um território; os machos não se ga e larga, bico e máscara encarnados (bico como que agridem. O casal constrói em conjunto em arbustos felacreado). Os sexos são parecidos, crisso e coberteiras chados, inclusive buganvílias e cercas vivas; o ninho é inferiores da cauda negros no macho, pardo-escuros na esférico ou oval, de paredes grossas e resistentes, que fêmea; imaturo de bico negro, quase sem a ondulação .. não são tecidas, sendo compostas de hastes de capim da plumagem. "tzã, tzã, tzâ" (chamada); o canto é (as mesmas espécies de gramíneas das quais se alimenuma estrofe curta, estereotipada, repetida algumas veta) e algumas penas de galinha ou algodão. O ninho é zes: "gli, gli, dâ-hía". acessível por um tubo estreito, redondo, protegido por um toldo dirigido obliquamente para- baixo que dificulta achar a entrada. Constrói às vezes um pequeno sobreninho frouxo de paredes finas e entrada lateral larga, visível de longe, servindo como base o teto plano do ninho de baixo {figo 327). Podemos facilmente convencer-nos que esta construção adicional é um ninho fictício; que atrai a atenção de qualquer observador, portanto, também de um predador perigoso, desviando do acesso verdadeiro que conduz à câmara incubatória. Consta que o macho de que na África constrói também um sobreninho, usa este às vezes para dormir à noite. O macho do nosso bico-de-lacre costuma dormir no ninho de baixo, junto com a fêmea; v. também sob . O bico-de-lacre preparq às vezes uma entrada superior do ninho, bem no ápice do mesmo; tais ninhos são abandonados pouco depois. Alguns ninhos podem unir-se parcialmente. Há ninhos pequenos oviformes Fig. 326.Bico-de-Iacre, filhote de nove mal acabados, servindo, como parece, apenas como dordias, mostrando as protuberâncias resplandecentes na mitórios. Ovos (3 minúsculos) branco-uniformes, choboca. Desenho de Raul Garcia (seg. uma fotografia de J. Nicolai). cados pelo casal durante 11 dias. Os filhotes não pedín-

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816

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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cham alçando-se verticalmente, ma-s sim de pescoço dei_o tado, virando apenas a boca para cima ostentando desenho característico (v. Morfología): são alimentados pelos pais com pequenas bolas, regurgitadas e transferi das num processo prolongado. Tais bolas contêm durante a primeira semana insetos. Costuma reinar perfeita limpeza no ninho (o ,.que não vale sempre para o gênero Os filhotes ficam um longo tempo no ninho (17 a 19 dias). no Segundo vagas referências foi trazido para o Brasil em navios negreiros durante o reinado de D. Pedro L Certo é que, por volta de 1870, José TorreRossmann soltou bicos-de-lacre em vários lugares do interior de São Paulo. É provável que algum tripulante tenha trazido a espécie diretamente da África a Santos, onde o pai da citada pessoa era um grande ship (A. R. Carvalhaes). Entretanto o bico-de-lacre foi levado a outros estados, pois sua distribuição é ainda menos espontânea do que a do pardal, devido a sua capacidade de vôo ser mais reduzida. Existe apenas nos arredores de algumas cidades. Por volta de 1918 já vivia solto em Lins de Vasconcelos, em 1924 não era raro em Santa Teresa (ex-Guanabara); existe hoje também em ilhas da Baía de Guanabara. Ocorre no Rio em vários lugares, como Niterói e Petrópolis. Em Vitória (ES) apareceu em estado livre depois de 1940, em Salvador (BA) apenas a partir de 1953. Em Recife (PE) o vimos em 1967, e no mesmo ano em Manaus (AM) para onde foi levado de avião. No . Nordeste (Pernambuco) o nome "bico-de-lacre" é usado para designar um rato silvestre local, Em Brasília (DF) ocorre desde 1964; de um gaiolão com 100 indivíduos escapou a metade. Foi introduzido em 1968 em Campo Grande (Mato Grosso), é encontrado também em Minas Gerais, p.ex., Nova Lima (desde 1950) e vários outros lugares, como Belo Horizonte (1967). Foi registrado em Londrina, Paraná, 1973 e solto em Florianópolis (Santa Catarina) entre 1928 e 1930 por Adolfo Kínder, de lá conquistando a costa do continente adjacente. Em Blumenau apareceu entre 1940 e 1945. Ocorre em Porto Alegre, RS, introduzido antes de 1965, quando foi trazido de Santa Catarina. Visto pela primeira vez em Belém, Pará, em 1977 (F. C. Novaes). "Beijo-de-moça" (Minas Gerais). "Bico-de-lacre-comum"". Introduzido na Ilha da Trindade.

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Fig. 327. Ninho do bico-de-lacre, Acima do ninho principal foi construído um pequeno sobrenínho, servindo, provavelmente, ao macho para dormir. Rio de Janeiro, janeiro, 1982. Original, H. Sick.

Continua a ser vendido e, possivelmente, tem havido novas introduções de além-mar. A espécie forma diversas raças geográficas na África que se misturam em cativeiros. Há .uma outra espécie, (antigamente bem parecida com porém de coberteiras inferiores da cauda brancas e de retrizes externas marginadas de branco; é também vendida no Brasil, porém mais raramente do que por enquanto parece não existir em liberdade neste país. Existem outros estrildídeos, oferecidos no comércio e reproduzidos em cativeiro no Brasil, não ocorrendo aqui em estado selvagem. São freqüentemente de colorido esplêndido, como o Diamante-de-gould, de cauda pontiaguda, da Austrália. Representante grande, de bochechas brancas e bicão vermelho, é , doo calafate, pada ou pardal-de-java, mesticada durante os séculos, como o canário-do-reino e o periquito-da-austrália.

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(56 Os jtens bibliográficos acompanhados de asterisco não constavam dos originais e foram inseridos pelo coordenador edição. O mesmo procedimento foi utilizado na bibliografia específica das famílias.]
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ORNITOLOGIABRASILEIRA

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................ ..........

501 321 478 477 722 722 721 722 722 533 575 535 209 481 481 374 375 374 375 374 374 402 205 487 486 487 326 252 250

o

794 795 795 795 237 321 320 320 320 321 320 320 320 464 236 . 181 663 517 517 517 517 603 4~6 456 589 589 589 692 691 491 491

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C C C C C l C . lgus hi lgus i ulgus nig escens uulus
rufus

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419 419 420 418 419 420 420 418 418 419 610 809 809 305 661 662 781 781 625 625 204 777 329 224 ., 224

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íNDICE

DE ESPÉCIES

839

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Chiroxiphia

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229:. 703 704 703 319 514 514 515 514 514 515 515 515 666 213 543 544 543 544

Cich/ Cichlopsis

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544
544 544 544 544 544 571 571 474 430 430 429 429 429 429 430 550 550 550
550

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316 316 316 316 778 242 489 328 646 645 335 460 475 474 474 475 749 746 650 460 460 248 417 417 417 417 417 458 461 403 404

703 g 219 Cinclodes fuscus : , 565 Cinclodes 564 255 , , 256 Cissopis 737 pl , 692 C/ 348 Ç/ is 348 l toides 574 C 537 462 fuscatus " , 617 Cnipodectes , 614 C 387 387 C h us 387 387 387 387 388 C cochl 210 Coe l 725 513 C os 513 513 457 C de , , , 457 se 458 Colinus ,..,.. , ..,.. 283 colonus , ,..,.. .. 622 ennensis , 345 , , 345 344 345 345 Columba plumbea , 346 ,.. 345 346 C 347 C i ,,347 C 347 picui 348 C / 348 Coniopti/on 663 Coni 750 Coni 751 specios , 750 629 628 C pe 556 , , 556 C l 556 556 , 556 g 556 736 Conoth 736 Coniopus ,617 Contopus 617 Contopus 617 , 617 Coniopus 617 Contopus ens 617 C 224 C 648 C 779 ..................................... 574

t

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840'

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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779 779 610 610 235 662 662 662 662 299 285 572 572 572 572 571 572 572 572

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281 280 280 280 388

cl ocincl ptes i ocol ptes ho nsi oco ocol ptes s cg n oc bicolo Dend idu De Dend oic sc Dend oi Dend i i De c s Di cinct

749 749 749 180 264 264 585 585 586 584 585 585 587 587 587 587 234 234 234 723 723 723 723 380 540

389
165 164 164 163 164 164 164 163 165 163 165 165 163 164 607 800 750 750 749 743 685 686 686 686 685 687 686 686 368 715 235 533 533 694 429 429 429 428 736

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sosto o Dio ed ul ns Dio ede e Diopsit nobilis Discosu longi Diuc diu Do/ichon o o us Dolospingus ingilloides Don bius c Do osp D jo o ococ p oninus D ococc p i nellus o d illei hi e gin o genei phil D phil oc o g D op D ophil D nis D ocopus g e D ocopus line D sith us lis D s s stictotho opt s Dio Dio ed chlo nchos
176 176 176 176 176 176 369 459 766
805

C
Crvpturellus taiaupa

Culici es eus niiidus s

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ellus gon spi ensis e c s ,

777 692 766 452 390 390 543 542 542 543 543 542 543 585 515 515 537 537 537 537

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749 749

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205 205 205 605 605 605 604 605 605 ~ 605

íNDICE

DE ESPÉCIES

841

e e

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Eleot e oides g long pl tensis illii oni

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Empidonomus

Eubucco Eubucco s penic Eudoci e
Eudromias

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Euphonia

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Euphonia . Euphonia

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Euphonia Euphonia Euphoni
Euphonia Euphonia

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605 605 604 605 604 247 247 477 420 769 769 769 769 617 629 815 491 491 739 213 316 188 187 456 746 745 744 745 745 744 745 745 746 744 745 744 745 304
608

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608

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Gl uc~d~ . ucidi minutissimum Gl cis do nii Gl ucis sui o chus u Gno chopi G eludens i gu lensis n ellus pel elni s s se Gu g oub Gube c st t Gub net~s gUl gis G G G odents o c it s leuc pis nopi s gul s s l ini . s io oc

481 481 482 482 483 482 481 483 482 482 482 322 322 300 284 247 335 564 564 721 349 349 349 250 256 .. 327 403 403 403 453 453 585 800 552 552 551 721 376 629 369 779 624 389 571 337 667 797 548 548 548

H

H i bi H tode s

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741 664

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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310 181 766 248 248 254 254 464 249 578 463 463 464 464 464 302 464 738 738 738 611 612 611 612 612 612 612 611 612 612 612 611 ,.. 611 611 611 612 693 262 540 541 541 541 541 541 540 541 541 651 651 239 619 325 624 682 682 315

, /us nneiceps /ophi/us h eiceps i/us is poici/otis ,

.. 552 - ..
717 718 718 717 718 717

.. , ..

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717 717 717 549 549 549 621 546 546 546 546 533

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796 796 796 796 249 248' 648 606 606 663 663 663 208 209

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220 481 483 307

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420 586 586 587 586 461 461 461 578 575 552 552 552

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333

.. 334

"íNDICE DE ESPt:CIES

843

ipennis pipi lus /us llus llus t eule í tes e l t pl t t l cus is l ~ t cu
l

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322

is h Ilis dol/ei l/is tes

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i

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648 605 628 537 579 516 516 515 515 523 457 238 524 524 213 574 263 264 263 263 696 694 694 694 488 299 541 264 265 709 709 709 608 608 608 739 281
282

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ch l gouldii nis o in t t iccus t u eulophotes l

523 664 664 664 579 459 459 459 459 459 402 610 610 610 417

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649 650 624 534 534 801 179 179 420 488 488 488 487

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281 801 802 801 478 488 489 488 488 254 192 624 619 219 627 627 627 627 616 616 721 721 629 629 604 604 604 604 616 616 373 610

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I

844.

ORNITOLOGIA

BRASILEIRA

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610 628 628 628 628 548 547 548 548 548 548

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547 548 548 547 546 546 546 546 540 549 552 552 539 540 538 540 539 539 539 538 538 539 538 539 539
540

., leucoph lu o chi/us leucus igi/ n i lis e behni l l l u l gi longipennis iesii ino o sunensis unicol ~ ,

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651 651 ........... ....................................... 650 736 l is t 619 237 t 236 l 488 l 488 488 .488 486 486 tectus 486 282 166 166 166 681 321 ius 321 286 l 207 e 410 b 410 410 seus 410 leucop. 410 c nvcticorax 207 c l 309 418 418 418 487 s 487 487 l 487

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184 184 618 284 284 284 692 615 287 724 735 603 277 277 277 277 277 277 277 739 369 , 776 776 776 401 400 402 402 670 . 239

íNDIéE

DE ESPÉCIES

845

t

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239

euciicius i licto h til pti/ h h h h be/ i t t phus t us phus po lidus idis ,
181 181 631 632 632 632 632 632 632 631 258 430 251 780 780 779 780 780 720 810 783 783 782 193 277 278 278 277 278 279 277 547 547 547 547 547 781 666 573 573 572 574 603 680 722 189 189 454 454 455 456 454 456 456 453 455 454 455 455 455 454 455 453 335 194 325

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469 783 660 627 321 576 576 577 577 577 577 577 577 577 213 550 550 567 176 177 669 669 228 227 227 602 603 603 603 602 609 609 610 609 608 609 609 . 609 609 609 609 609 609 672 388 388

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514 514 513 514 514 512 512 512 511 512 512 512 512 513 512 512 512 511 512 207 375 375

s

,

nebulosus e is s sp ilog

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lidus nis supe iliosus

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,

846.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

iono t itt

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...........

642 645 645 644 645 643 642 : 644 644 644 743 669 669 741 742 741 741 627 548 781 781 704 704 615 615 615 615 615 215 315 315 418 173 174 612 612 571 571 698 698 698 698 265 463 607 607 461 461 767 767 767 766 766 459 299 662 783

ocell oce ocni ocn ocn nudicollis ne ogne est ne subis op ollis c n oco/ius gusti ns oco/ius bi s /ius dec s oco/ius l co/ius o~e s t is eudocolopt i s eudocolopte s ei seudoleistes g o seudoleistes escens udose c udoseisu lophotes ilo phus gutt tus h epii sop le opte sop u is d oni n b o s eo h eo ince eo lessonii te o o te oglossus oglossus us h us bito qu tus e oglossus c t notis t lossus insc s te glossus e oglossus s oglossus nus lis inus s inusg iseus s lhe i nus inus u eni ld s icill t ptil stell len gle leuconot igle leucopte e hoco ceps c ue de illei eg eg leucotis el nu olin pe

s tinic lbicollis i nt cti lis ci e

l

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300 300 298 298 181 181 667 668 667 680 680 680 369 369 794 794 794 793 794 794 607 607 799 799 575 575 524 293 293 293 180 180 181 180 181 181 499
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-

..

..

h

500 500 499 499 500 499 499 182 182 182 182 182 402 402 537 545. 544 545 617 665 737 371 371 373 372 372 373 372 372

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íNDICE

DE ESPÉCIES

847

Q
Quis lug ,

665 801

c/e /e c e

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nig guinolentus toco e e/us c e ·

on igon i eg g eg g c c/us

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sociabi/is

297 297 297 296 501 502 502 501 697 742 742 742 453 614 614 614 431 168 549 549 549 549 549 404 545 614 165 626 626 681 173 575 249 670 251 339

o s indigoticus opus n s c opus ps ho pus lopus spe e no ensis elenide c e gouldii e s ele e .., g euc g nig ns g subc g c
Sica/is

c is c lis eol c s luieo ops uc e stes sibil iseic e onoic to c niscus etus o s s i ophil bou euil ophi/ bou onides ophi/ c escens oo nei is o cinn o ophi/ col/ o c o is il o o ophi po ophi oo inte edi o ophil leuc ophi/ lineol luctuos e/ ste o i nops o ophil nig ol/is nig o o p lust is ophil o ollis o schis e t c ipensis opus colo gidopte collis e o di tus is l l ndi e o ius longic o s
ec us

ides ge s icus

s

e s luctuosus e escens o s

tos l c s escens l o n g ophil

535 535 535 535 782 782 782 782 781 782 224 237 624 805 348 652 652 652 736 736 568 569 547

e te

i doug

579 579 579 579 579 526 525 526 525 724 500 500 500 500 500 737 606 606 606 724 767 767 768 768 576 626 585 550 568 403 187 783 255 255 255 773 772 774 772 773 775 775 772 771 770 775 775 771 774 772 773 776 773 775 772 774 775 771 775 771 406 325 . 681 743 458 330 329 329 336 336

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848.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

eu g undi

336.

335 te n hi 335 n i 336 e 335 is 337 en i 336 t 336 e it 336 g toides 606 tig .......................................... ........... 606 e ne biscut 428 _ e is 428 lophil 404 t nell g 799 ll ili 798 t ph lo s i 541 ubleg tus odestus 603 l~ tu~ o .. 603 sut 603 l t 191 le ste 192 l 191 scens 570 ll gu e 570 l 570 che 571 ll s 570 on s 569 . ll is nsis 570 ll 570 in 569 connelli 570 h l is q 570 is l 569 ís 570 ll is 570 l spi i 569 l is hit 569 l l 576 g sibil i 207

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ng ng st niscus nus pe e spilus h stictus ee ee iccus e lis t s

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e ee ~~o~iopti e ui lu u g opis nes desi eus s e esius es inus nes sehist nus h ophilus thiops ophilus. us nophilus e eseens e ptoleueus ophilus h lus insignis ilus inus cine eus lus tus ophilus punct tus hilus c ophilus schist ceus nophilus to qu s isticus escens he tus ci hl popsis i upis bo ensis upis h is episcopus upis is enetes le ipoph ipoph o s otho otho otho us t u g g c lin tu c s juscieeps co g s g iseus us leucotis long o o o o

,

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g cus e leueo o c o us s luctuosus c us e us phoenicius h honus e us us h honus i us c g» g n ng chilensis g nicollis g c nocep te t ng des esti ng g g ng i ,

606 173 679 679 740 739 740 739 740 740 740' 740 749 748 746 748 747 748 747 747 746 747 748 746

748 748 747 747 747 748 748 747 166 389 462 534 616 543 543 543 543 751 460 460 460 538 537 538 538 536 536 536 536 535 537 536 536 535 536 536 536 536 213 213 327 737 743 743 742 743 743 742 453 572 572 692 692 693 693 693 693

778
208 208

~&~~: ius ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~i ~~':dÚ guit
s jo n us s ius n t o n j inquisi se i odi so o
163 162 162 162 632 633 633 613

.............................

íNDICE

DE ESPÉCIES

849

o di osn u d t ost cu/ pict po/ioceph t d odi ost ol ol i i l sulph ilis n lus

613 613 614 613 613 613 613 614 613 613 614 614 614 614

v
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llus chi/ensis l s i íis~ iloquus

leucotis

1~;~Ef::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::J~~ g ouit l 375 ~~:~ ..l:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~J:~~.~~ : ~~; icho upis 740
i

315 516 517 517 516 516 516 717 716 716 716 716 715 770 223

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l i l ulus .
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724

380 319 319 319 693 693

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h

797 650

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u l us ..~ ites sub llis .. u dus lbicollis u dus linus tus h lli ignobitis dus l nudigenis dus ol nt us l nneutes stol nneutes i sul nulus lbogul nus . el licus nnus nnus l

470 470 470 471 470 321 707 705 706 7q6 706 706 705 706 705 705 704 652 652 630 604 631 631 630 630 631 393

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::::::J~i
579 631 586 586 586 586 663 662
662

588 587

necopinus obsoletus lotus i c picus .,

587 588

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588 588 587 588 618 619

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209 346 603 316 764

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348

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- J

NOMES VERNÁCULOS

A

Abre-asa-da-mata Abre-asa-de-cabeça-cinza Açanã-preta Acauã ; Acrobata Acurana

:

:

608 608 298 262 S74 420

Águia-pescadora Agulha-de-garganta-branca Albatroz-arisco Albatroz-de-cabeça-cínza Albatroz-de-nariz-amarelo Albatroz-de-sobrancelha Albatroz-gigante Albatroz-real Alegrinho Alegrinho-balança-rabo Alegrinho-de-garganta-branca Alegrínho-do-chaco Alegrinho-do-rio Alma-de-gato Alma-de-mestre Amarelinho Anacã Anambé-azul Anambé-branco-"de-bochecha-parda Anambé-branco-de-mãscara-negra Anambé-branco-de-rabo-preto Anambé-de-asa-branca ; Anambé-de-cara-preta Anambé-de-coroa Anambé-de-peito-roxo Anambé-de-rabo-branco Anambé-fusco Anambé-militar Anambé-pombo Anambé-pompadora

~::~~~~~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~ 258
481 176 176 176 176 176 176 606 606 605 606 606 388 184 606 380 662 633 633 632 663 663 663 662 662 663 664 667 662

, :

:

~:â~::~~~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Anambezinho Andarilho Andorinha-azul Andorinha-de-bando Andorinha-de-coleira Andorinha-de-dorso-acanelado Andorinha-de-sobre-branco Andorinha-do-barranco Andorinha-do-campo Andorinha-do-mar-preta Andorinha-do-rio Andorinha-do-sul Andorinha-doméstica-grande Andorinha-morena Andorinha-pequena-de-casa 663 564 680 682 681 682 679 681 680 337 679 680 680 681 681

,

,

;

Andorinha-serrador Andorinhão-de-Chapman Andorinhão-de-coleira, Taperuçu Andorinhão-de-coleira-falha Andorinhão-de-rabo-curto Andorinhão-de-sobre-branco Andorinhão-de-sobre-cinzento Andorinhão-do-temporal Andorinhão-estofador Andorinhão-migrante Andorinhão-preto-da-cascata Andorinhão-serrano Andorínhão-velho-da-cascata Anhuma Anu-branco Anu-coroca Anu-preto Anumará Apuim-de-asa-vermelha Apuím-de-cauda-amarela Apuim-de-cauda-vermelha Apuim-de-costa-azul Araçari-banana Araçarí-castanho Araçari-de-bíco-branco Araçari-de-bico-de-marfim Araçari-de-bico-marrom Araçari-de-cinta-dupla Araça~-d~pe.scoço-vermelho Araçari-miudínho Araçari-miudinho-de-bico-riscado Araçari-mulato : Araçari-negro Araçari-poca Aracuã-de-barriga-branca Aracuã-de-cabeça-avermelhada Aracuã-de-sobrancelhas Aracuã-do-pantanal Aracuã-escamoso Aracuã-pequeno Aracuã-pintado Arapaçu-assobiador Arapaçu-barrado . Arapaçu-beija-flor : Arapaçu-canela Arapaçu-da-taoca Arapaçu-de-barriga-píntada Arapaçu-de-bico-branco Arapaçu-de-bico-comprido Arapaçu-de-bico-curvo Arapaçu-de-bíco-de-cunha Arapaçu-de-bíco-torto Arapaçu-de-bico-vermelho Arapaçu-de-garganta-amarela Arapaçu-de-garganta-branca

"

681 429 428 428 430 430 429 430 430 429 429 430 428 242 389 389 388 800 375 375 375 375 501 499 499 500 500 499 500 499 499 500 ,.. 500 500 277 277 277 277 277 277 277 588 587 589 586 585 587 587 586 589 585 589 586 587 ;: 586

--

I

íND1CE DE ESPÉCIES

851

Arapaçu-de-garganta-pintada Arapaçu-de-listras-brancas Arapaçu-de-loro-cinza Arapaçu-de-spix Arapaçu-do-campo Arapaçu-do-cerrado Arapaçu-do-nordeste Arapaçu-elegante Arapaçu-escamado Arapaçu-ferrugem Arapaçu-grande Arapaçu-liso Arapaçu-listrado Arapaçu-marrom Arapaçu-meio-barrado Arapaçu-ocelado Arapaçu-pardo Arapaçu-platino Arapaçu-rabudo Arapaçu-rajado Arapaçu-riscado Arapaçu-uniforme Arapaçu-verde Arapaçu-vermelho Arapapá Araponga, Ferreiro -, Araponga-do-horto Araponga-do-nordeste, Guiraponga Arara-azul-de-Lear Arara-azul-grande Arara-azul-pequena Arara-canga Arara-de-barriga-amarela, canindé Arara-vermelha-grande Ararinha-azul Ariramba-acobreada Ariramba-da-mata Ariramba-de-barba-branca Ariramba-de-bico-amarelo Ariramba-de-capoeira Ariramba-de-cauda-verde Ariramba-do-paraíso Ariramba-grande-da-mata-virgem Ariramba-preta Ariramba-vermelha Ariramba-violácea Arirambinha Arredio Arredio-de-papo-amarelo Arredio-do-rio Arredio-meridional ~

:

585 589 586 588 586 588 586 588 588 587 587 585 588 587 587 588 584 585 585 ::. 588 588 586 585 586 210 667 , 670 668 366 366 367 368 368 368 368 482 482 482
v

B
Bacurau-cauda-barrada .: Bacurau-da-praia Bacurau-da-telha Bacurau-de-asa-fina Bacurau-de-cauda-branca Bacurau-de-lajeado Bacurau-de-tepui Bacurau-do-são-francisco Bacurau-norteamericano Bacurau-ocelado Bacurau-pequeno Bacurau-rabo-branco Bacurau-rabo-de-seda Bacurau-rabo-maculado Bacurau-tesoura Bacurau-tesoura-gigante Bacurauzinho Bacurauzinho-da-caatinga 418 417 418 417 419 420 419 417 417 418 420 419 418 419 420 420 417 420

,

~:f~;~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Balança-rabo-canela Balança-rabo-da-copa Balança-rabo-de-bico-torto Balança-rabo-de-chapéu-preto Balança-rabo-de-garganta-preta Balança-rabo-de-máscara Balança-rabo-leitoso Bandeira-do-campo Bandeirinha Bandoleta Barbudinho ._ Barbudinho-do-tepui Barbudo-de-coleira Barbudo-de-pescoço-ferrugem Barbudo-pardo Barranqueiro-camurça Barranqueiro-de-coroa-castanha Barranqueíro-de-olho-branco Barranqueiro-de-roraima Barranqueiro-de-topete Barranqueiro-escuro Barranqueiro-ferrugem Barranqueiro-pardo Barulhento Bate-bico Bate-pára Batuira-bicuda Batuíra-de-bando Batuíra-de-coleira Batuíra-de-coleíra-dupla Batuíra-de-esporão Batuíra-de-papo-ferrugíneo Batuíra-de-peito-tijolo Batuiruçu Batuiruçu-de-axila-preta Beija-flor-azul-de-rabo-branco Beija-flor-brilho-de-fogo Beija-flor-cinza Beija-flor-da-costa-violeta Beija-flor-de-banda-branca Beija-flor-de-barriga-branca Beija-flor-de-barriga-verde Beija-flor-de-bico-preto Beija-flor-de-bico-virado Beija-flor-de-bochecha-azul Beija-flor-de-cauda-dourada Beija-flor-de-garganta-azul : : : 453 698 453 698 453 698 698 623 459 736 608 610 488 488 488 578 578 577 578 577 578 577 577 608 567 625 316 316 316 316 315 316 316 315 315 457 463 462 460 462 462 462 462 458 464 461 460

482

:

482 482 483 483 481 481 483 475 572 572 572 572

, -:

Asa-branca, pombão Asa-de-sabre Asa-de-sabre-canela Asa-de-telha Assanhadinho Assanhadinho-de-cauda-preta Assobiador-do-castanhal Atobá,Alcatraz Atobá-australiano Atobá-de-pé-vermelho Atobá-grande Avoante, pomba-de-bando Azulão.Azulão-verdadeiro Azulão-da-amazôriia Azulinho Azulona

~~~e;~~.~~.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~! 345
, 456 456 801 616 616 715 192 192 191 191 346 783 783 782 162

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852.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

... "

".,-rBeija-flor-de-garganta-verde Beija-flor-de-gravata-verde Beija-flor-de-gravata-vermelha Beija-flor-de-orelha-violeta Beija-flor-de-peito-azul Beija-flor-de-topete ................................. Beija-flor-de-veste-verde : Beija-flor-dourado Beija-flor-dourado-de-bico-curvo Beija-flor-estrela Beija-flor-grande-do-mato Beija-fior-marrom-de-orelha-azul Beíja-flor-píntado Beija-flor-preto _ Beija-flor-preto-e-branco Beija-flor-roxo Beija-flor-rubi, Papo-de-fogo Beija-flor-safira Beija-flor-tesoura-verde Beija-flor-verde : Betja-flor-verde-e-branco Beija-flor-vermelho Beija-flor-violeta Benedito-de-testa-amarela Benedito-de-testa-vermelha Bentevi, Bentevi-de-coroa Bentevi-barulhento Bentevi-da-copa Bentevi-de-barriga-sulfúrea Bentevi-de-cabeça-cinza Bentevi-do-gado Benteví-pequeno Bentevi-pirata Benteví-rajado Bentevizinho-de-asa-ferrugínea Bentevizinho-do-brejo Bentevizinho-penacho-vermelho Besourão-cínza Besourão-de-rabo-branco Besourão-de-sobre-amarelo Besourão-do-bico-grande Besourinho Besourinho-da-mata Besourínho-de-bíco-vermelho Bichoita Bico-assovelado Bico-assovelado-de-coleíra Bico-chato-amarelo Bico-chato-da-copa Bico-chato-de-cabeça-cinza Bico-chato-de-orelha-preta Bico-chato-de-rabo-vermelho Bico-chato-grande Bico-de-agulha-de-rabo-vermelho Bico-de-brasa Bico-de-brasa-de-testa-branca Bíco-de-lacre Bico-de-lacre ,Bico-dé-lança , Bico-de-pimenta Bico-de-veludo Bico-encarnado Bico-grosso Bico-reto-azul Bico-reto-cinzento Bico-reto-de-banda-branca Bico-roxo : ; Bico-virado-carijó Bico-virado-da-caatinga Bico-virado-da-copa

462 463 463 458 462 ............... 458 458 461 ; 461 463 453 457 461 458 457 461 462 : 461 460 461 462 458 457 515 515 627 628 629 629 628 624 628 629 629 628 627 628
454

Bico-virado-fino Bico-virado-miúdo ; Bicudinho Bícudínho-do-brejo Bicudo, Bicudo-verdadeiro Bicudo-encarnado Bigodinho Biguá Biguatinga ; Birro, Melanerpes candidus Bobo-escuro Bobo-grande Bobo-grande-de-sobre-branco Bobo-pequeno Boininha Bonito-do-campo Borboletinha-baiano Borboletinha-do-mato Borboletinha-guianense Borralhara Borralhara-assobiadora Borralhara-do-norte Borralhara-ondulada Brilhante-veludo Buraqueira, coruja-do-campo

;

:

,

:

579 578 776 541 776 781 772 194 196 516 182 181 182 182 568 746 609 609 609 534 534 534 534 463 403

c

:

:

453 455 453 456 455 460 569 697 696 614 614 614 614 614 614 482 488 488 488 815 452 782 736 781 782 464 464 464 239 578 579 579

Cabeça-branca ..: Cabeça-de-ouro Cabeça-de-prata Cabeça-encarnada Cabeça-seca, Passarão Cabecínha-castanha .Cabeçudo Caboclinho Caboclinho-de-barriga-preta Caboclínho-de-barríga-vermelha Caboclínho-de-chapéu-cinzento Caboclinho-de-faixa Caboclinho-de-papo-branco : Caboclinho-de-sobre-ferrugem Caboclinho-do-sertão Caboclínho-Iindo Caboclínho-peraguai , Caburé Caburé-acanelado Caburé-da-amazônia Caburé-miudinho Caçula Caga-sebínho-penacho Cais-cais Calandra-de-três-rabos Calcinha-branca Cambacica, Mariquita Cambada-de-chaves, Celeiro-de-bando Cambaxirra-cinzenta Caminheiro-de-barriga-acanelada Camínheiro-de-espora Caminheiro-de-unha-curta Caminheiro-grande Caminheiro-zumbidor Campainha-azul Canarinho-rasteiro Canário-da-terra-verdadeiro Canário-do-amazonas Canário-do-brejo Canário-do-campo Canário-do-mato : ~ Canário-sapá

:.,'

643 642 644 642 219 737 608 774 776 775 775 775 775 775 774 775 775 403 404 403 403 610 610 745 709 681 725 746 692 712 713 712 713 712 783 767 768 767 769 769 721 737

íNDICE

DE ESP~CIES

853

Cancã : , 687 Caneleirinho-de-chapéu-preto 669 Caneleiro 625 Caneleiro 631 Caneleiro-bordado 632 Caneleiro-cinzento 632 Caneleiro-de-chapéu-negro 632 Caneleiro-de-guiana 632 Caneleiro-enxofre 625 Caneleiro-pequeno ..................................................... 632 Caneleiro-preto 632 Caneleiro-verde 631 Cantador-amarelo 546 Capacetinho 767 Capacetinho-do-oco-do-pau 767 Capitão-castanho 625 Capitão-de-bigode-carijó 491 Capitão-de-bigode-de-boné-vennelho 491 Capitão-de-bigode-de-cinta 491 Capitão-de-bigode-lirnão ., 491 Capitão-de-colar-amarelo 491 Capitão-de-peito-marrom 491 Capitão-de-saira 625 Capitão-de-saira-amarelo 625 Capitão-do-mato : 486 Capitão-do-mato-pequeno 486 Capororoca 235 Cara-dourada 609 Cara-pintada 609 Caracará 265 Carachué 706 Carachué-bico-preto 706 Carachué-de-bico-amarelo : 706 Caracoleiro : 248 Caramujeiro 249 Caranguejeiro 253 Carão 290 Caraúna, Tapicuru 215 Cardeal 779 Cardeal-amarelo 779 Cardeal-de-goiás 780 Cardeal-do-banhado 799 Carqueja-de-bico-amarelo 301 Carqueja-de-bico-manchado 300 Carqueja-de-escudo-roxo 301 Carrapateiro 264 Carretão 797 Carretão ................ ..................................................... 737 Casaca-de-couro 575 Casaca-de-couro-amarelo 566 Casaca-de-couro-da-lama 566 Catatau, Garrinchão 691 Catirumbava 739 Catraca , ; 611 Caturrita 373 Cauré 268 Cavacué 378 Cavalaria 780 Chauá 378 Chibante 660 Chibum : 605 Chifre-de-ouro cav 464 . Chimango 265 Chincoã-de-bico-vennelho 388 Chincoã-pequeno 388 Choca-barrada 535 Choca-bate-cabo 536 Choca-canela 536 Choca-cantadora 537 Choca-d'água , 535
õ

Choca-da-mata Choca-de-asa-vermelha Choca-de-cauda-pintada Choca-de-chapéu-vermelho Choca-de-crista-preta Choca-de-garganta-preta Choca-de-olho-vermelho Choca-de-roraima Choca-do-bambu Choca-do-nordeste Choca-lisa Choca-listrada Choca-murina Choca-pintada Choca-preta Choca-preta-e-cinza Choca-selada Chocão-carijó Chopim, Gaudério, Maria-preta Chopim-azeviche Chopim-do-brejo Choquinha-carijó Choquinha-chumbo Choquinha-cinzenta Choquinha-da-garganta-pintada Choquinha-da-serra Choquinha-da-várzea Choquinha-de-alagoas Choquinha-de-asa-comprida Choquinha-de-asa-ferrugem Choquinha-de-asa-lisa Choquinha-de-barriga-parda Choquinha-de-barriga-ruiva Choquinha-de-bico-curto Choquinha-de-cauda-ruiva Choquinha-de-coroa-listrada Choquinha-de-dorso-vennelho Choquinha-de-flanco-branco Choquinha-de-garganta-amarela Choquinha-de-garganta-carijó Choquínha-de-garganta-cínza Choquinha-de-garganta-clara Choquinha-de-ihering Choquinha-de-olho-branco Choquinha-de-peito-pintado Choquinha-de-peito-riscado Choquinha-de-rabo-cintado Choquinha-do-oeste Choquinha-do-tapajós Choquinha-estriada Choquinha-flurninense Choquinha-lisa Choquinha-miúda Choquinha-omada Choquinha-pequena Chora-chuva-de-bico-amarelo Chorão Choró-boi Chorona-cinza Chororão Chororó-cinzento . -Chororó-de-goiás Chororó-de-manu Chororó-didi Chororó-do-pantanal Chororó-do-río-branco Chororó-escuro Chororó-negro

: :

s,

:

536 536 535 536 535 537 : 536 537 :.. 533 535 536 535 536 537 537 536 536 533 802 801 799 543 537 538 538 542 540 538 540 537 540 538 539 539 539 539 543 538 539 539 540 539 540 539 537 539 539 539 539 538 538 537 539 539 538 489 774 534 626 164 543 544 544 544 544 544 544 544

~~~~~~~~~t~~:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::.:'::::::::: ~!~

854.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

Chororozinho :: Chorozinho-de-asa-vennelha Chorozinho-de-bico-comprido Chorozinho-de-boné Chorozinho-de-cabeça-pintada Chorozinho-de-cauda-píntada Chorozínho-de-chapéu-preto Chorozinho-de-costa-manchada Chorozinho-de-papo-preto Chorozinho-de-roraima Chupa-dente Chupa-dente-de-capuz Chupa-dente-de-cinta Chupa-dente-do-peru - Chupa-dente-grande Cigana Cigarra-bambu Cigarra-do-campo Cigarra-do-coqueiro Cigarra-verdadeira ; : Cigarrinha-do-carnpo Cigarrinha-do-norte ; Cisne-de-pescoço-preto Cisqueiro Cochicho Cocoruta Codorna doméstica _ Codorna-comum, Perdizinho , Codornà-do-nordeste Codorna-mineira, Buraqueira Colegial, Negrito Coleirinho, papa-capim Coleiro-do-brejo : Colhereiro.Ajajá Combatente Condor-dos-andes Coperete Corcovado Corneteiro-da-mata Coroa-de-fogo ; Corocochó ................................... ............................... Corocoró Coroinha, Pintassilgo-do-nordeste Corredor-crestudo Corruíra, Cambaxirra Corruíra-do-campo Corruíra-do-tepui Corrupíão, Sofrê Corta-água, talha-mar Corta-ramos-de-rabo-branco Corucão Coruja-de-carapuça Coruja-do-mato Coruja-listrada Coruja-orelhuda Coruja-preta Corujão-orelhudo, jacurutu Corujinha-do-mato Çorujinha-do-sul Corujinha-orelhuda Corujinha-sapo Cotínga-azul C0t!n9a-de-garganta-encamada Crejoá Cricrió, Tropeiro Cricrió-de-cínta-vermelha Cuitelão Cuiú-cuiú Cujubi .' Curíango, bacurau : :

164 540 541 541 541 541 540 541 541 541 556 556 556 556 556 287 766 736 778 : 771 765 771 235 574 574 604 285 166 166 166 619 773 772 216 321 223 575 284 523 651 661 213 809 574 693 692 693 796 339 672 418 402 404 404 404 403 402 400 402 402 401 662 662 662 664 664 481 376 279 418

Curiango-do-banhado : Curica, Papagaio-do-mangue Curica-caica : Curica-de-bochecha-laranja Curica-urubu Curica-verde Curicaca Curió, avinhado Curriqueiro Curutié Cuspidor-de-máscara-preta

420 379 376 376 376 376 213 776 564 571 556

D

Dançador-de-cauda-graduada Dançador-de-coroa-dourada Dançador-de-crista Dançador-do- Tepui Dançarino-de-crista-amarela Dançarino-de-garganta-branca Dançarino-olivâceo Diablotim Diglossa-grande-do-Roraima Diuca Douradinha Dragão

:

643 644 643 644 651 648 650 181 750 766 747 799

E

Ema, Rhea americana Enferrujadinho Enferrujado Entufado : Entufado-baiano Esmeralda-de-calda-azul Esmerilhão Estalador Estalador-do-Norte Estalinho Estrela-de-garganta-violeta Estrela-do-norte Estrelinha, tesourinha Estrelinha-preta

168 650 617 524 524 460 268 :
610

610 609 463 772 464 571

F

Faigão Falaropo-de-bico-grosso Falcão-de-coleira Falcão-de-peito-vermelho Falcão-peregrino Felipe-do-tepuí Ferrelrínho-da-capoeíra Perreirinho-de-cara-canela Ferreirinho-de-cara-parda Ferreirinho-de-sobrancelha Ferreirínho-de-testa-parda Ferreirinho-estriado Ferreirinho-ferrugem Ferreirinho-pintado Ferro-velho Fi-fi grande : : ; ;..;;;:.; Fi-fi verdadeiro, Vivi Figuinha-amazônica Figuinha-de-rabo-castanho Figuinha-do-mangue Filipe Flamingo Flamingo-chileno Flamingo-Grande-dos-Andes

: :

:

:

::

181 325 268 267 265 616 613 613 614 613 613 613 614 613 746 745 744 751 750 750 616 227 227 228

íNDICE

DE ESPÉCIES

855

Flau\:ÍIIL. , Flautim-marrom

:.: ;

652 652

::~:=f::~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Flautista-do-tepui Fogo-apagou Fonnigueiro-chumbo Pormígueíro-cínza Formigueiro-da-serra Formigueiro-de-asa-pintada Formigueiro-de-barriga-branca Formigueiro-de-barriga-cinza Fonnigueiro-de-barriga-preta Formigueiro-de-cabeça-negra Pormígueiro-de-cabeça-preta Pormigueiro-de-cara-preta Fonnigueiro-de-cauda-castanha Pormigueíro-de-cauda-ruiva Fonnigueiro-de-goeldi Formigueiro-de-peito-preto Formigueiro-de-taoca Pormigueiro-do-bambu Pormígueiro-do-caura Formigueiro-do-litoral Formigueiro-do-nordeste Formigueiro-ferrugem Pormígueíro-grande Formigueiro-liso Formigueiro-preto-e-branco Frango-d'água-azul Frango-d'água-carijó Frango-d'água-comum Frango-d'água-pequeno Freirinha-amarelada Freírínha-de-cabeça-castanha Freírinha-de-coroa-castanha Fruchu-de-barriga-arnarela Fruchu-do-carrasco Fruxu Fruxu-baiano Pruxu-do-cerradão Fura-barreira Fura-buxo-de-capuz Fura-flor-escamado Fura-mato Furriel Furriel-de-encontro Fuselo 694 348 548 547 542 547 547 548 542 542 547 546 548 547 548 548 548 547 547 542 542 547 548 546 546 300 299 300 300 488 488 488 651 651 651 651 _ 651 578 180 750 371 781 781 322

:

G

Gainambé, Araponga-da-Amazônia Gaivota rapineira-pomarina Gaivota-alegre Gaivota-de-cabeça-cinza Caivota-de-Delaware Caívota-de-Pranklin Gaivota-de-rabo-preto Gaivota-maria-velha Caivota-rapineíra-comum Gaivota-rapineira-grande Gaivotão Calinha-d' angola Galinha-do-mato Galinha-doméstica 'Calinho-da-serra Galito Galo-da-campina Galo-da-serra Galo-de-campina-da-amazônia

,

667 329 334 334 333 334 333 334 : 329 329 334 286 551 284 779 623 780 670 780

Garça-azul Garça-branca-grande Garça-branca-pequena : Garça-caranguejeira Garça-da-mata Garça-real Garça-real-européia Garça-roxa Carça-tricolor Garça-vaqueira Garibaldi Garrincha-chorona Garrincha-cinza Garrincha-do-oeste Carríncha-dos-lhanos ..: Garrinchão-coraia Garrinchão-de-barriga-vermelha Carrínchão-de-bico-grande Garrinchão-pai-avô Gaturamo-anão Gaturamo-capim Caturamo-de-barriga-branca Gaturamo-de-bico-grosso Gaturamo-do-norte ................. Gaturamo-preto Gaturamo-rei Gaturamo-verdadeiro Gaturamo-verde Gaúcha d'água Gaúcho-chocolate Gavião-asa-de-telha Gavião-azul Gavião-belo Gavião-bombachinha Gavião-bombachinha-grande Gavião-caboclo Gavião-caburé : Gavião-carijó Gavião-da-cabeça-cinza Gavião-de-anta Gavião-de-asa-larga Gavião-de-cara-preta Gavião-de-cauda-curta Gavião-de-penacho Cavíão-de-rabo-barrado Gavião-de-rabo-branco Gavião-de-sobre-branco Gavião-do-igapó Gavião-do-mangue Gavião-rnateiro Gavião-miudinho Gavião-miúdo Gavião-papa-gafanhoto Gavião-pato : Gavião-pedrês Gavião-pega-macaco Gavião-pernilongo Gavião-pomba Gavião-pombo-da-amazônia Gavião-pombo-grande Gavião-preto Gavião-real, Uiraçu-verdadeiro Gavião-relógio Gavião-tesoura Gavião-vaqueiro Gaviãozinho Gemedeira Gibão-de-courc Gola, Coleira-do-norte Golinho, Brejal

2Q5

204 205 ; 207 _ 207 207 204 204 205 205 797 568 693 693 692 692 693 693 692 744 744 745 _ : 745 ............................... 745 746 745 744 745 619 619 251 252 252 248 249 252 263 251 248 264 251 252 251 255 250 250 251 249 255 263 249 250 251 255 251 255 256 252 251 252 254 254 263 247 252 247 349 624 772 . 773

:

I

I

856'

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

Gralha-azul Gralha-da-guiana Gralha-de-nuca-azul Gralha-do-campo Gralha-do-pantanal

: :. '

685 686 686 686 685

.t:~~~;~~~.::::::::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Jacu-estalo-de-asa-vermelha Jacu-estalo-de-bico-vermelho [acu-estalo-escarnoso Jacucaca Jacuguaçu, Jacuaçu Jacumirim [acupernba Jacutinga [andaia [aó [aó-do-sul, Zabelê [apacanim, Batuquira Iapu, Rei-congo [apu-de-capacete [apu-de-rabo-verde [apu-pardo Japu-verde [apuaçu, [oão-congo [oão-baiano João-barbudo João-bobo, Dormião [oão-botina João-chique-chique João-corta-pau [oão-da-canarana João-de-barba-grisalha João-de-barriga-branca João-de-barro João-de-bico-pálido João-de-cabeça-cinza João-de-pau João-de-peito-escuro [oão-de-Roraírna [oão-do-araguaia .: João-do-pantanal [oão-do-tepuí [oão-escamoso : 391 391 391 278 277 278 277 279 370 163 164 692 794 794 793 794 794 794 569 487 487 573 571 418 571 571 570 565 566 572 572. 570 575 570 570 572 572

g~~:~~:~fÍ~~~ ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Gralhão Gravatazeiro Graveteiro Grazina Crazina-de-bico-curto Grazina-de-cabeça-branca Grazina-mole - Grimpeirinho Grimpeiro Gritador : Guácharo Guará Guaracava-de-barriga-amarela Guaracava-de-bico-pequeno Guaracava-de-crista-branca Guaracava-de-olheiras Guaracava-de-penacho-amarelo Guaracava-de-topete-uniforme Guaracava-de-topete-vermelho Cuaracava-do-rio Guaracava-grande Guaracava-serrana Guaracavuçu Guarda-floresta Guarda-várzea Guaruba Guaxe, Japira : 264 545 573 337 180 181 181 568 567 626 406 213 604 605 605 604 604 605 605 605 604 605 617 549 549 369 795

: :

:

:

I

Inhambu-carapé Inhambu-chintã Inhambu-chororó Inhambu-de-cabeça-vermelha Inhambu-de-coroa-preta Inhambu-de-pé-cínza Inhambu-de-perna-vermelha Inhambu-galinha Inhambu-guaçu Inhambu-listrado Inhambu-preto Inhambu-relógio Inhapim, Encontro ; Ipecuá Iratauá-grande Iratauá-pequeno Iraúna-da-guíana Iraúna-de-bico-branco Iraúna-do-norte Iraúna-grande Iraúna-velada -Trerê Irrê

:

;

166 165 165 162 164 164 164 163 163 165 163 165 796 537 797 797 801 795 801 805 801 234 627

:::::::::::::::::::::::::::::~::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
João-grilo João-liso João-pintado João-pinto-amarelo [oão-platino João-pobre João-porca João-teneném [oão-tenenérn-becuá [oão-tenenérn-castanho [oão-teneném-da-mata Joãozinho Iunqueíro-de-bico-curvo J~~ueiro-de-bico-reto [uriti [uriti-safira [uriti-verrnelha Juruva Juruviara Juruviara-barbuda Iuruviara-de-noronha [uruviara-norte-americano [uruviara-verde-amarelada 570 572 572 796 568 606 579 569 570 570 570 567 567 567 349 349 349 477 716 717 716 716 716

J

[aburu, Tuiuiú [acamim-de-costa-branca [acamim-de-costa-cinzenta [acamim-de-costa-verde [açanã, piaçoca , [acu-de-barriga-castanha . [acu-de-cocuruto-branco

,

220 293 293 293 307 278 279

L

Lavadeira-de-cabeça-branca Lavadeira-de-cara-branca Lavadeira-do-norte

,..;

622 621 621

íNDICE DE ESPÉCIES

857

.Lavadeira-mascarada Lenheiro Lenheiro-da-serra-do-cipó LiInpa-folha-coroado LiInpa-folha-de-asa-castanha LiInpa-folha-de-bico-virado Limpa-folha-de-cauda-ruiva Límpa-folha-de-sobre-ruívo Límpa-folha-do-breio Limpa-folha-do-burití Limpa-folha-do-nordeste Limpa-folha-miúdo Límpa-folha-ocrãcea Limpa-folha-picanço Limpa-folha-riscado Lírnpa-folha-testa-baia Limpa-folha-vermelho

:

:

622 568 568 576 577 576 577 577 576 575 577 576 577 575 : 575 577 577

Maria-branca,

PriInavera

618

~~:~:~:rk~~~::::::::::::::::::::::~::.::::.::::.::::::::'::::::::::::::: ~~~.
Maria-cavaleira Maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado Maria-cavaleira-pequena Maria-corruíra Maria-da-campina Maria-da-copa ; Maria-da-praia Maria-da-restinga Maria-de-cauda-escura Maria-de-olho-branco Maria-de-olho-claro Maria-de-peito-machetado Maria-de-testa-preta Maria-do-madeira Maria-do-nordeste Maria-faceira Maria-fibiu Maria-fiteira 627 627 627 608 612 604 618 609 614 612 611 612 609 613 612 207 617 610

:

M

Maçaricão Maçaricão-de-bico-virado Maçarico-acanelado Maçarico-branco Maçarico-de-asa-branca Maçarico-de-bico-fino Maçarico-de-colete Maçarico-de-papo-vermelho Maçarico-de-pema-amarela Maçarico-de-sobre-branco Maçarico-do-campo Maçarico-esquimó Maçarico-grande-de-perria-amarela Maçarico-pernilongo Maçarico-píntado Maçarico-rasteirinho Maçarico-real Maçarico-solitárío Maçariquinho Macuco Macuquinho Macuquinho-baiano Macuru Macuru-de-peito-marrom Macuru-papa-mosca Mãe-da-lua-gigante Mãe-da-lua-parda Mãe-da-taoca-arlequirn Mãe-de-taoca : Mãe-de-taoca-avermelhada Mãe-de-taoca-bochechuda Mãe-de-taoca-cabeçuda Mãe-de-taoca-cristada Mãe-de-taoca-de-cara-branca Mãe-de-taoca-de-cauda-barrada Mãe-de-taoca-de-garganta-vermelha Mãe-de-taoca-dourada Mãe-de-taoca-papuda Maguari, João-Grande Maitaca-de-cabeça-azul, suia Maitaca-de-Maxímiliano Maitaca-roxa Maracanã-de-cabeça-azul Maracanã-de-cara-arnarela Maracanã-de-colar Maracanã-do-buriti Maracanã-guaçu Maracanã-nobre Maria-bicudinha Maria-bonita ,'

321 322 321 321 319 320 320 320 :.. 319 320 321 321 319 321 319 320 213 319 320 162 526 526 488 486 488 410 410 549 550 550 548 549 549 549 548 548 550 549 219 376 :. 377 377 369 369 369 369 369 369 612 612

~:~:~~.::::::::::::::::::::::::::::::::: ~i~
Maria-pechim 604

~~:~~:~:~~.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~ María-pícaça 612
Maria-preta-acinzentada 621 Maria-preta-de-bico-azulado 620 Maria-preta-de-cauda-ruiva 620 Maria-preta-de-garganta-vermelha 620 Maria-preta-de-penacho 619 Maria-preta-do-nordeste 620 Maria-preta-do-sul 621 Maria-preta-ribeirinha 620 Maria-sebinha 612 Maria-te-viu : :.. 604 Maria-topetuda 610 Marianinha 375 Marianinha-amarela 610 Maríanínha-da-cabeça-preta 375 Mariquita 720 Mariquita-amarela 723 Mariquita-azul 723 Mariquita-boreal 724 Mariquita-cinza 721 Mariquita-de-cabeça-parda 721 Mariquita-de-connecticut 724 Mariquíta-de-perna-clara 723 Mariquíta-de-rabo-vermelho 724 . Mariquita-do-canadá : 724 Mariquita-papo-de-fogo 723 Marreca parda 236 Marreca-arrebio 236 Marreca-caneleira : 234 Marreca-colhereira 236 Marreca-colorada 236 Marreca-cricri 236 Marreca-de-asa-azul 236 Marreca-de-cabeça-preta 239 Marreca-de-coleira 236 Marreca-oveira 235 Marreca-pardinha :.:.: 235 Marreca-pé-na-bunda 239 Marreca-toicinho : 236 Marrecão 236 Martim-pescador-pequeno 474 Martím-pescador-da-mata 475 Martím-pescador-grande 474 Martim-pescador-verde, Ariramba-verde ..,.. ...........474

858.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

Matracão : Maú, Pássaro-boi

~ ::: ::

533 666

~~~~!~~.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~ Mergulhão 174
Mergulhão-de-cara-branca Mergulhão-grande, chorona Mergulhão-pequeno Mineirinho Miudinho 'Mocho-diabo Mocho-dos-banhados Murucututu Murucututu-de-barriga-amarela -Mutum-cavalo Mutum-de-penacho Mutum-do-nordeste Mutum-do-norte MutuIn-do-sudeste Mutum-fava Mutum-poranga 173 173 173 778 610 404 404 402 402 281 280 281 282 280 280 281

: :

N

Não-pode-parar Narceja, batuíra Narceja-de-bico-torto Narceja-de-costas-brancas Narcejão, galinhola Negaça : Negrinho-do-mato Neinei, Bentevi-de-bico-chato Noívínha Noivinha-branca Noivinha-coroada Noívínha-de-rabo-preto

:

t ..

..............

609 322 309 322 322 747 777 628 619 619 619 619

o
p

Olho-falso

,

611

Painho-de-barriga-branca Painho-de-barriga-preta Papa-cacau Papa-capim-americano Papa-capim-cinza Papa-capim-de-coleira Papa-capim-do-bananal Papa-capim-preto-e-branco Papa-formigas-barrado : Papa-formigas-cantador Papa-formigas-de-bando Papa-formigas-de-grota Papa-formigas-de-sobrancelha Papa-formigas-de-topete Papa-formigas-do-igarapé Papa-formigas-pardo Papa-formigas-vermelho Papa-lagarta Papa-lagarta-cinzento Papa-lagarta-de-bico-preto Papa-lagarta-de-Euler , Papa-lagarta-de-papo-ferrugem Papa-lagarta-do-mangue Papa-lagarta-norte-americano Papa-moscas-canela Papa-moscas-cinzento Papa-moscas-de-costas-cinzentas

:

:

:

184 184 378 783 771 777 773 773 533 546 541 547 546 548 547 541 541 387 387 387 387 388 387 387 607 617 607

Papa-moscas-de-olheiras ::Papa-moscas-do-campo : Papa-moscas-do-sertão Papa-moscas-estrela Papa-moscas-uirapuru Papa-piri Papa-taoca Papa-taoca-da-bahia Papa-taoca-do-sul Papagaio-campeiro Papagaio-da-serra Papagaio-de-bochecha-azul Papagaio-de-cara-roxa Papagaio-de-peito-roxo Papagaio-dos-garbes Papagaio-galego Papagaio-moleiro Papagaio-verdadeiro Papinho-amarelo Papo-branco Papo-branco : Pararu .: Pardal Pardal Pardela-cinza Pardela-da- Trindade Pardela-de-asa-larga Pardela-de-bico-de-pato Pardela-pequena Pardela-preta Pardelão-gigante : Par~~lão-prateado , Pann Pássaro-preto-de-veste-amarela .Patativa-da-amazônia Patativa-verdadeira Patetão Patinho Patinho-de-coroa-branca Patinho-de-coroa-dourada Patinho-escuro Patinho-gigante Pato-corredor Pato-do-mato ............................ .................................. Pato-mergulhão : Paturi-preta Pavão-do-mato Pavãozinho-do-pará Pé-vermelho,Ananaí Pedreiro Pedreiro-dos-andes Pedro-celouro Peitica Pe~tica-d~-chapéu-preto Peito-carijó Peito-pinhão Peito-vermelho-grande Peitoril Peixe-frito-pavonino Peixe-frito-verdadeiro Pelicano-pardo Peneira Perdiz, Perdigão Perdiz-do-mar Periquitão Periquitão-maracanã Periquito-da-caatinga Periquito-de-asa-branca Periquito-de-bochecha-parda ................................... Periquito-de-cabeça-preta

609 607 606 611 616 606 544 545 545 379 377 378 378 379 379 378 379 378 669 461 535 348 810 810 181 180 182 181 182 181 179 179 349 797 777 771
782

615 615 615 615 615 235 237 238 237 665 304 237 564 565 799 629 629 462 766 798 681 390 390 193 247 165 327 370 370 371 374 . 371 371

íNDICE

DE ESPÉCIES

859

Periquito-de-cabeça-suja Periquito-de-encontro amarelo Periquito-do-tepui Periquito-rei, Periquito-estrela

:?Zl
374 375 371

~:~~~~~i~~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::~~~
Petrel-gigante-do-norte Petrirn Pia-cobra Piau-de-costa-c1ara 179 569 721 177

~~~~~~~~o.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Pica-pau-amarelo Pica-pau-anão-barrado Pica-pau-anão-carij6 Pica-pau-anão-creme Pica-pau-anão-da-caatinga Pica-pau-anão-da-várzea Pica-pau-anão-de-Pemambuco Pica-pau-anão-de-pescoço-branco Pica-pau-anão-de-pintas-amarelas Pica-pau-anão-do-Amazonas Pica-pau-anão-dourado Pica-pau-anão-escamado Pica-pau-anão-fusco Pica-pau-anão-pintalgado Pica-pau-anão-vermelho Pica-pau-barrado Pica-pau-bufador Pica-pau-chocolate Pica-pau-chorão Pica-pau-de-banda-branca Pica-pau-de-barriga-preta Pica-pau-de-barriga-vermelha Pica-pau-de-cabeça-amarela Pica-pau-de-cara-amarela Pica-pau-de-colar-dotirado Pica-pau-de-coleira
Pica-pau-de-garganta-branca

Pica-pau-de-peito-pontilhado Pica-pau-de-sobre-vermelho Pica-pau-de-testa-branca Pica-pau-de-topete-vermelho Pica-pau-do-campo Pica-pau-dourado Pica-pau-dourado-escuro Pica-pau-lindo Pica-pau-louro Pica-pau-oliváceo Pica-pau-rei Pica-pau-verde-barrado Pica-pauzinho-anão Pica-pauzinho-avermelhado Pica-pauzinho-chocolate Pica-pauzinho-de-testa-pintada Pica-pauzinho-verde-carij6 Pichochó Pichororé Pimentão Pinguim-de-magalhães Pinguim-de-penacho-amarelo P~gu~-d~testa-amarela Pinguím-rei
Pintadinho

:

Pintassilgo Pinto-d'água Pinto-d:~gua-av~::nelhado Pinto-d agua-carlJo Pinto-d'água-comum Pinto-da-mata-de-cara-preta

515 511 512 512 513 512 512 511 512 512 512 512 512 512 512 515 513 514 517 515 517 517 514 515 517 515 514 513 517 516 517 513 514 514 515 514 514 517 513 516 516 514 516 516 770 569 781 187 188 187 187 543 : 809 298 299 299 298 551

Pinto-da-mata-de-fronte-ruiva Pinto-do-mato : : Pinto-do-mato-carij6 .::: ::: Pintor-verdadeiro Pipira vermelha Pipira-azul Pipira-da-taoca Pipira-de-asa-branca Pipira-de-bico-vermelho Pipira-de-máscara Pipira-de-natterer Pipira-olivácea Pipira-parda Pipira-preta Piru-piru Písa-n'água Pitiguari : Piu-piu Piui-boreal Piui-de-topete Piui-preto Piui-queixado Piui-verdadeiro Poaieiro-de-sobrancelha Poiaeiro-de-cabeça-cinza Poiaeiro-de-pata-fina Poiaeiro-do-grotão Poiaeiro-do-sul Poiaeiro-serrano Poiaeiro-verde Polícia-do-mato

, :

,., :

:

:

Polícia-inglesa-do-norte Polícia-inglesa-do-sul

Pomba de-espelho Pomba-amargosa Pomba-amargosa-da-Amazônia Pomba-antártica Pomba-de-coleira-branca Pomba-da-Cabo Pomba-do-orvalho Pomba-galega Pomba-trocal Pombo, pombo-doméstico Pretinho Pretinho-do-igap6 Prião-azul Puco-puco-menor Pula-pula Pula-pula-assobiador Pula-pula-de-duas-fitas PuIa-pula-de-sobrancelha Pula-pula-ribeirinho Puruchém Putrião, Pato-de-crista

:

551 552 549 746 742 743 739 739 737 742 739 739 739 740 . 310 325 715 540 617 617 617 617 617 603 603 603 603 602 603 602 721 798 798 348 346 346 328 345 180 345 : 345 345 344 650 620 181 327 722 722 722 722 722 571 237
'1'

I

"
t

Q
R

Quem-te-vestiu Quero-quero Quete Quiriquiri

766 315 767 268

Rabo-amarelo Rabo-branco-amarelo Rabo-branco-de-barriga-fulva Rabo-branco-de-bico-preto Rabo-branco-de-cauda-larga Rabo-branco-de-garganta-cinza

................

,

572 454 455 454 455 456

.. .. ---~

'-"1

I
í

860.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

Rabo-branco-de~garganta-escura R~bo-bril.,1.co-de-garganta-rajada Rabo-branc~de-sobre-amarelo Rabo-branco-do-rupununi Rabo-branco-miúdo ...................... ............................. Rabo-de-arame t : Rabo-de-espinho :;.== Rabo-de-junco-preto Rabo-de-palha Rabo-de-palha-de-bico-Iarania Rabo-mole-da-serra ................................................ .. Rabudinho ; Rapazinho-carijó Rapazinh~de-boné-vermeJho _Rapazinho-de-colar Rapazínho-do-chaco Rapazinho-dos-velhos Rapazínho-estríado Rei-do-bosque Relógio, Ferreirinho : Rendadinho Rendeira Ripina : Risadinha Rola, rolinha Rola-vaqueira Rolinha-branca , Rolinha-cinzenta Rolinha-de-asa-canela Rolinha-do-planalto Rouxinol-do-rio-negro

456 454 . 455 455 454 645 459 330 189 189 769 568 487 486 487 487 487 487 783 613 549 648 248 603 348 348 348 347 347 347 796

s

Sabiá-barranco Sabiá-bicolor : Sabiá-castanho Sabíá-cíca Sabiá-coleira, Carachué-coleira Sabiá-da-mata , Sabiá-da-praia Sabiá-de-cabeça-preta Sabiá-de-cara-çinza Sabiá-de-óculos Sabiá-do-banhado Sabiá-do-campo,Arrebita-rabo Sabiá-ferreiro Sabiá-gongá Sabiá-Iaranjeira Sabiá-norte-americano Sabiá-pirnenta Sabiá-poca Sabiá-preto : Sabiá-una Saci Saí-amarelo Saí-andorinha Saí-azul, saíra Saí-azul-de-pernas-vermelhas, Saí-de-barriga-branca Saí-de-bico-curto Saí-de-máscara-preta Saí-de-pema-amarela Saí-de-pernas-pretas Saí-verde, Tem-tem Saíra-amarelo Saíra-apunhalada Saíra-carijó Saíra-da-mata Saíra-de-barriga-amarela

:

;

Saíra-beija-flor

: .

705 706 703 380 707 706 . 709 705 704 703 769 709 704 782 705 703 662 705 704 704 389 749 751 749 750 749 749 749 750 749 749 748 738 748 738 747

Saíra-dé-cabeça-ââuf Saíra-de-cabeça-castanha Saíra-de-cabeça-preta : Saíra-de-chapéu-preto Saíra-de-papo-preto Saíra-diamante Saíra-galega Saíra-lagarta Saíra-mascarada Saíra-militar, Saíra-lenço Saíra-opala : Saíra-ouro Saíra-pintada Saíra-sapucaia Sanã Sanã-amarela Sanã-carijó Sanã-de-cabeça-castanha Sanã-de-cara-ruiva Sanã-zebrada : Sanhaço-cinzento Sanhaço-da-amazônia Sanhaço-de-asa-branca Sanhaço-de-coleira .............................. Sanhaço-de-encontro-amarelo Sanhaço-de-encontro-azul Sanhaço-de-fogo Sanhaço-do-coqueiro Sanhaço-escarlate Sanhaço-frade Sanhaço-papa-laranjas Sanhaço-pardo Sanhaço-vermelho Saracura-carijó Saracura-da-praia Saracura-de-asa-vermelha Saracura-do-mato Saracura-sanã Saracura-sanã-dos-mangues Saracuraçu ; Saracurinha-da-mata Sargento Saripoca-de-bico-castanho Saripoca-de-coleira Saripoca-de-Gould Saudade,Assobiador Saudade-de-asa-cinza Saurá Saurá-de-pescoço-preto Sauveiro-do-norte : Savacu Savacu-de-coroa Sebinho-de-olho-de-ouro Sebinho-rajado-amarelo Seriema Sertanejo Sertanejo-escuro , Sete-cores Sete-cores-da-amazônia Siricora-rnirim Soc6-boi Soc6-boi-baio Socó-boi-escuro Soc6-grande Socoí-amarelo Socoí-vermelho Socoí-ziguezague Socozinho Soldadinho Soldado, Tecelão

748 748 748 738 738 748 738 747 748 747 749 747 747 748 296 298 298 298 298 299 742 742 742 ..................... 736 743 743 741 743 741 743 743 735 741 297 297 298 297 297 297 297 297 797 500 500 .: 500 661 661 669 669 249 207207 611 611 305 603 603 747 746 299 208 209 208 204 209 . 208 209 206 645 ::'795

: ::;

:

~I

j
~

I

r

íNDICE DE ESpfCIES

861

Solta-asa ................................. ..... : Solta-asa-do-norte ~ Sovela-vermelha Sovi Suindara, coruja-da-igreja Suiriri Suiriri-cinza Suírirí-cinzento Suiriri-de-garganta-branca suírtrí-de-gargante-rajada

;

546 546 481 248 393 630 631 603 631 630

Supi, Abre-asas Surucuá-açu Surucuá-de-barriga-amarela Surucuá-de-barriga-vermelha Surucuá-de-cauda-preta Surucuá-de-coleira Surucuá-de-peito-azul Surucuá-grande-de-barriga-amarela Surucuá-mascarado Surucuá-miudinho

~:~~~~~~~~~~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~i
608 469 470 471 469 470 470 470 470 471

T

Tachã Tachuri-campainha Tanatau : Tangará, Dançador Tangará-falso Tangará-rajado Tangarazinho Tapaculo-de-brasília Tapaculo-de-colarlnho Tapaculo-pintado Tapaculo-preto , Taperá-de-garganta-branca Tapereira Taperuçu-de-coleira-castanha Taperuçu-do-tepui Tapicuru-de-cara-pelada Tartaranhão-cinza Tatac Tauató-pintado Tem-tem-de-crista-amarela Tem-tern-de-dragona-branca Tem-tern-de-dragona-verrnelha Tem-tem-de-topete-ferrugíneo Tempera-viola Teque-teque,Ferreirinho ; Tesoura Tesoura-cinzenta Tesoura-de-fronte-violeta Tesoura-do-brejo Tesourão Tesourão, Rabo-forcado, João-grande Tesourão-grande Tesourão-pequeno Tesotirinha Tesourínha-da-mata Téu-téu-da-savana Tico-tico Tico-tico-cantor Tico-tico-do-banhado Tico-tico-do-campo Tico-tíco-do-campo-verdadeiro .; Tico-tico-do-mato-de-bico-amarelo Tico-tíco-do-mato-de-bico-preto Tico-tico-do-tepui Tico-tico-rei

242 611 264 646 645 650 648 525 523 524 525 429 184
429

429 213 256 569 249 740 740 740 740 781 613 630 624 460 624 456 198 199 200 431 660 326 764 778 766 779 765 778 778 778 779

Tiê-bicudo Tiê-de-topete : Tiê-do-mato-grosso TIê-galo Tiê-preto : Tiê-preto-e-branco TIê-sangue Tietê-de-coroa TIetinga TIjerila ]' -barriga-amarela Tmguaçu-ferrugem TIo-tio TIpio Tiriba-de-cara-suja Tiriba-de-cauda-roxa Tiriba-de-orelha-branca Tiriba-de-testa-azul Tiriba-de-testa-vermelha Tiriba-fogo Tiriba-fura-mata Tiriba-pérola Tiriba-rupestre Tiririzinho-do-mato ...................... .............................. TIziu Topázio-de-fogo Topetínho-do-brasíl-central Topetinho-pavão Topetinho-vermelho Torom-carijó Torom-de-peito-pardo 'Iorom-do-nordeste Torom-torom _ Tovaca-campainha Tovaca-cantador Tovaca-de-rabo-vermelho Tovaca-estriada Tovaca-patinho Tovacuçu Tovacuçu-corujínha : Tovacuçu-xodó Tovaquinha Trepador-coleira 'Irepador-quiete Trepador-sobrancelha Trepadorzinho Três-potes Tricolino Tricolino-dourado Trinca-ferro-verdadeiro : 'Irinta-réis-anão Trínta-réis-antártico Trinta-réis-ártico 'Irinta-réis-boreal Trinta-réis-das-rocas Trinta-réis-de-bandoTrinta-réís-de-bico-amarelo Trinta-réis-de-bico-preto Trinta-réis-de-bíco-verrnelho Trinta-réis-de-coroa-branca 'Irinta-réis-de-Porster Trinta-réis-grande ............................................... ........ 'Irinta-réis-miúdo

736 740 741 739 740 736 742 663 737 631 625 625 574 768 372 373 372 373 372 371 373 372 373 611 770 463 459 459 459 552 552 552 552 550 550 550 550

552

551 557552 540 576 576 578 578 297 607 607 782 336 336 335 335 336 337 336 335 335 336 336 335 336

~~:~~::~~~ft'~.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ~~~
Trinta-réis-real Trinta-réis-róseo Triste-pia Trombeteiro Tropeiro-da-serra : ;:, 336 336 805 213 664

862.

ORNITOLOGIA BRASILEIRA

Trovoada 542 . Trovoada-de-bertoni , 542 Trovoada-listrada , " : 543 Tucaninho-de-nariz-amarelo 499 Tucaninho-verde " .., ,.." '.., 499 Tucano-de-bico-preto , ', 501 Tucano-de-bico-verde ,.." ,..",.""", 501 Tucano-grande-de-papo-branco : , 502 Tucanuçu " ,.., " , """"" : 502 'fucão , , ~ 605 Tufinho-verde , , 459 Tufinho-vermelho , , , 459 'Tuim , , : 374 Tuim-de-bico-escuro , , " 374 l'uim-santo 374 Tuipara-de-asa-azul , ,.., ", 374 Tuipara-de-asa-laranja , 375 Tuipara-estrelinha , 375 Tuju : , 417 Tuque , ,.; 605 Tuturim,Sururina , , 163 Turuturu , : 299

- -

Uru-do-.campo Urubu-da-mata " ,.", , , Urubu-de-cabeça-amarela .,: , Urubu-de-cabeça-preta, Urubu-comum Urubu-de-cabeça-vermelha .., Urubu-rei Urubuzinho.Andorinha-do-mato .' Urumutum Urutau , Urutau-de-asa-branca Urutau-ferrugem ,

. 283
224 , 224 224 , 224 224 489 282 , 410 ,.. 410 410

j
---I

I

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I

v

u

Udu , ,., .' 478 Udu-de-bico-largo , , , , 477 Udu-de-coroa-azul , , 478 Uipí , 570 Uiraçu-falso ,....................................... , 254 Uirapuru-azul",., " 538 Uirapuru-cigarra ,., 649 Uirapuru-de-asa-branca , 694 Uirapuru-de-chapéu-azul ,.,., 643 Uirapuru-de-chapéu-branco , , 645 Uirapuru-de-garganta-preta " 538 Uírapuru-de-peito-branco " 693
Uirapuru-estrela .' , , 644

Verão, Príncipe : 'Verdinho-coroado , Verdinho-da-várzea , Vira-folha-de-bico-curto " ..,.., Vira-folha-de-garganta-cinza , Vira-folha-de-peito-vermelho , Vira-folha-pardo , , Vira-folhas , Vira-pedras , " , Vissiá " ,' , Vissiá-cantor , , , , Vite-vite " , Vite-vite-camurça Vite-vite-de-barriga-amarela ,.." Vite-vite-de-cabeça-cinza , "., Vite-vite-de-cabeça-marrom " " Vite-vite-de-olho-cinza , : " Vite-vite-do-tepui ", , "" Vite-vite-uirapuru , , Viúva." Viuvinha , , Viuvinha-de-óculos

617 ".,."" , 717 " " , 717 "" ,., , 579 ".,., .., ,.',." .. 579 , " .., 579 ,..,.."." , 579 , 579 , 319 , ".,.", 626 , ,..,.". 626 , , 717 , , 717 , , 718 , ". 717 , ,.., 718 " ,., , 717 " , 717 , , 718 " , 743 "., 622 " 621

-\
I

Uirapuru-laranja , , , Uirapuru-selado Uirapuru-veado , " .Uirapuru-verdadeiro, Músico Uirapuru-vermelho Uirapuruzinho Uirapuruzinho-do-norte , Uru, Capoeira Uru-de-topete , ,

, : , ,

,

645 538 694 694 645 652 ,. 652 284 ' 284

x z

Xexéu, [apim

;:94

Zidedê , Zidedê-de-asa-cinza Zidedê-de-encontro Zidedê-do-nordeste

, ", ,.,

, , ,..,

,..,., " , , , ,

543 543 543 543

.~

-

--':-

PRANCHAS

I

1

I

I'

8

PRANCHA

1

Tinamidae I. jVlacucó, gu tus Ct ptll e/llIs
ti.

l7

2. Inhambu-galinha, 3. Inhambu-guaçu,

s. sol/ t nu s

o. obsoletus 4. Jaó, llus

tt/ldul

ls

Zabelê. noc i 6. Inhambu-relógio. O ptu elllls macho 7. Inhambu-carapé, us

e/e. fêmea
iguloslts,

/ cuios 9. Inhambu-chororó, O)p t e//us parvirosrris 10. Perdiz, Perdigão, RIZJ'ncllO/lIs . nrfoscens

8. Codorna-comum,

1

. I1

í

- .>=:-

-~

PRANCHA

2 Diomedeidae

(4), Sulidae (5), Phalacrocoracidae

(2), Anhingidae

(1), e Fregatidae

(3) ste 5a. ao mar

1. BiguJltinga,'An/lI1lga a. fêmea 2. Biguá, c . imaturo

3. Tesourão, lll(lgnijicel1s, macho adulto; 3a. imaturo 4. Albatroz-de-sobrancelha, D d s, adulto

5. Atobá, teu lançando-se

4 5

PRANCHA

3
(1,2,4,8), Cochleariidae (3), Threskiornithidae
4. Maria-faceira,

Ardeidae

(5-7), e Aramidae

(9)
7. Colhereiro,

L Socó-boi, imaturo

ig isol7lo /n, adulto;

Ia.

2. Garça-da-mata,

i 3. Arapapá, C coeI!I nus

tus c.

gl71 slbt 5. Curicaca, e c. c 6. Guará, Etldocillltls , macho fora do tempo da reprodução

e j adulto durante a reprodução ~. Socozinho, lI/o ides s. g. l

9. Carão,

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1

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3
PRANCHA

4
(2,3). Ciconiidae .l c/e
(I).

Ardeidae

Threskiornithidae

(4)

1. Cabeça-seca. no

2. Garça-branca-pequena, Eg / 3. Socoí-vermelho. ilis, macho

4. Corocoró,

e

inibis

~

chus

I

-..,f

,....

-

PRANCHA

5 (5). Anatidae (1-4) 3. Pé-vermelho, voando: pousada
/Jmsi/iensis,

Anhimidae

. 1. Asa-branca,

Delldm(I~[(II(/ autUI11I1{tI/S c% 2. Pato-corredor. Neochr!11

one macho 3a. fêmea

4. Pato-mergulhão,
octosetaceus,

Mergus

pousado; voando 5. Tachã, Chollno

macho 4a. fêmea
lor'quota

~I

PRANCHA

6
(1-3), Pandionidae (6), Falconidae (4,5) nus ls p. p/ nclls 5. Carrapateiro, clll 6. Águia-pescadora, i /lIs .

Cathartidae

1. Urubu-de-cabeça-preta, . s 2. Urubu-de-cabeça-vermelha, t es li(jiCO//t

3. Urubu-rei, 4. Caracará,

O~l

imaturo

L,

I

_

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I

,
I1

PRANCHA

7
(1-5,7). Falconidae (6,8) 4. Sovi, !c/tili p/1I1l1 , imaturo S. Gavião-do-mangue, bl lli, fêmea adulta Fa/co 6. Falcão-peregrino, p tts ssp. 7. Caramujeiro,
sociabtlis Ros/dzamus

Accipitridae

1. Gavião-tesoura.
forficatus

E !Ioides

2. Gavião-carijó, RlfjJomis ni s is 3. Gavião-pomba, Lellcop/el'lll:r /

8. Carrapateiro,

l adulto

2

"I

~.

6

PRANCHA

8
(1,2,4), 'Falconidae o is nipllll7li.s b. blde lls etotl7 c. imaturo (3,5-9) 4. Gaviãozinho, 5. Gavião-caburé. icolli.s 6. Gavião-relógio, , C // p /c s.
I:

Accipitridae

1. Gavião-carijó, 2. Ripina, H 3. Acauã, H

/c s. imaturo

7. Falcão-de-coleira, f subadulto 8. Quiriquiri, /co s us e, macho; 8a. fêmea 9. Cauré, jigul i.s

--..;.:

-

1

4

-

',,"",

PRANCHA

9

Accipitridae l.--Gavião-de-penacho, o. subadulto 2. Gavião-pega-macaco. i imaturo 3. Caracoleiro, Cho 6. Ga vião-de-rabo-branco, uteo us 7. Gavião-real, H pi

ancoraras

,

4. Gavião-caboclo, t/teog s l s 5. Gavião-pernilongo, Ge ospi scens ctlis

i

~I
I
i

~

.....

PRANCHA

10
(1-7), Phasianidae (8), Opisthocomidae (9)
7. Jacutinga,

Cracidae

1. Míitum-cavalo, 2. Urumutum,

4. Jacuguaçu,

3. Mutum-de-penacho, fasciolara, macho; 3a. fêmea

.

enelope obscu S. Jacupemba, enelope supe cui is j 6. Aracuã-pintado, is g. gl t

j til1go 8. Um, opho s c. e 9. Cigana, OpisthoCOI7

5

5a

7

PRANCHA

11
(1), Rallidae (2-6). Eurypygidae (7) 6. Frango-d' água-comum, C us ga/eara 7. Pavãozinho-do-Pará, Eu 1. /ie

Psophidae

1. Jacamirn-de-costas-verdes, v. dis 2. Sanã-carijó, o . lbico/lis ides c. 3. Três-potes, c /

4. Pi nto-d' água-comum, 1Il. e . Frango-d'água-azul, / l uuc . adulto: imaturo, nadando

6 :.\

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~; PRANCHA

12
(4). Scolopacidae
Húllt7ll(ojJlIs 1IIe1(7Ill/rllS

Haematopodidae 1. Pernilongo,

(2,5,6), Recurvirostridae

(I), Phalaropidae 5. Maçarico-pintado, Actitis cu descanso 6. Maçarico-branco, Ca!tdris alba, descanso

-\

2. Maçarico-de-perna-amarela.
Tringa jlall/iJes.

3. Pisa-n' água, Steganop/ts co/ , descanso 4. Piru-piru, Hoem%plfs
palliattls

---l
,..J.

plumagem de descanso reprodutivo

. ..J.: .J

I

PRANCHA

13
(1-5). Scolopacidae (6.7) 3. Batuíra-esporão. Hoplo.n 4. Baruíra-de-coleira. ls 5. Batuíra-de-bando, , 6. Maçaricão, ellius ph pus huds icus 7. Maçarico-rasteirinho, C l,d,.is pusillo, descanso Ch imaturo s

Charadriidae

1.' Batuiruçu. l plumagem de descanso 2. Quero-quero. clulensú

1

.1

t )..

_____

---".l.\\.

PRANCHA

14
(1), Laridae (2-6), Caprirnulgidae (7)

Stercorariidae

J
1. Gaivota-rapineira-cornurn. 4. Trinta-réis-real, 6. Trinta-réis-anão,

ec
imaturo

nus p
P/wefllsa dOll/illicmlf/s

2. Trinta-réis-grande, si
3. Gaivotão,

, plumagem de descanso S. Trinta-réis-de-bico-verrnelho, Srema /linmdillacea, em plumagem de reprodução; Sa. imaturo

ci/i

,

plumagem

de reprodução 7. Bacurau-da-praia,

eiles
J

s

2a

1

PRANCHA

15
(1-5), Cuculidae e u /. (6-10) 4. Rola-vaqueira, s .i t Cocc us i co hus 9. Peixe-frito-pavonino, o oco p inus 10. Jacu-estalo, o g. geo.

Columbidae LJuriti, 2. Rolinha,

8. Papa-lagarta,

o
fêmea, 3. Avoante, c -

macho; 2a. irritada c e

5. Pornba-trocal, C speci macho 6. Alma-de-gato, o 7. Saci, /I.

1
1

,"

8

I
7
f.

L
I

10
PRANCHA

Ita, 9. Marianinha, tes f Ieuco te 10. Apuim-de-cauda-amarela, out! s 11. Tuipara-de-asa-Iaranja, o pte us

16

Psi ttacidae 1. .Arara-azul-de-Iear. chus 2. Ararinha-azul, C 3. Arara-azull7 grande, 4. Maracanã-de-cara-arnarel t 5. Maracanã-nobre, D nooü/s cu 6. Canindé, . 7. Arara-vermelha-grande, 8. Guaruba, G u oub

t psi

I

intlúnlls

P . .B.

PRANCHA

17

Psittacidae I. Papagaio-verdadeiro, . 2. Papagaio-de-peito-roxo.
v/nacea 6. Curica-urubu, Piol/opsirra I'ulrurina 7. Maitaca-de-rnaximiliano. Pio!l"s Illaxilllilial/i .r/r 8. Jandaia-verdade ira, Ararll/ga .rolsrtiialú jal/dam 9. Periquito-rei, Arar/nea aurea 10. Tiriba-de-testa-verrne lha. Pyrrllllra jivl/ralls c/lfi-tiJepe I I. Tiri ba-de-orelha-branca, Pvrr/urra ! Ieucoris 12. Tuirn, ForjJlIs .r. gius

1 .1

3. Curica,

.

oni

4. Chauá,
5. Anacã, Derop~ms a.
accip,tri/llls

13. Periquito-de-encontroamarelo, Br%gerú

c/liriri

I.

8

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PRANCHA

18
(1-5), Nyctibiidae (6), Caprimulgidae (7,8) /1Íllopt n. 7. Curiango, / c . icollis 8. Bacurau-tesoura-g igante, ops is c e

Strigidae

,l. Coruja-listrada, t lop/ul 2, Corujinha-do-rnato, O c. cho 3 . Murucu tutu-de- barrigai amarela, is veja o texto

4. Coruja-orelhuda, c o Caburé, G cldiu
si/i

1
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5a. fase

ferrugínea 6. Urutau, tlbitts g iseus

"

--J

~.

-

PRANCHA

19 Caprimulgidae

(1.2), Apodidae

(3,4), Hirundinidae

(5) 4. Andorinhão-de-coleira, e 5. Andorinha-de-sobre-branca, c I.

1. Bacurau-tesoura, Hl b sili macho adulto; Ia. fêmea

2. Bacurau-de-asa-fina, . acuripennis 3. Andorinhão-do-temporal, e

-..,

I

PRANCHA

20

Trochilidae 1. Tesourão, , macho 2. Tesoura-de-fronte-violeta, g! is, macho; 2a. fêmaa 3. Beija-flor-de-bochecha-azul, Heliot . macho 4. Rabo-branco-de-sobreamarelo, 7. Estrelinha, C !! macho; 7a. fêmea 8. Papo-de-fogo,
rubricauda,

s. Topetinho-vermelho,
magrufica,

C l macho; 8a.

_ macho; 5a. fêmea 6. Beija-flor-brilho-de-fogo, I macho

fêmea

I

I

I

PRANCHA

21

10
4. Papo-branco, eucoc/tlo s co!!is 5. Beija-fIor-de-orelha-violeta, s o s 6. Beija-fIor-preto, t cot ni macho; 6a. fêmea 7. Beija-fIor-roxo, H ! c nus i i , macho; 7a. fêmea

~.B.

Trochilidae 1. Beija-flor-vermelho, macho 2. Besourinho-de-bicovermelho, , macho; 2a. fêmea 3. Beija-fIor-de-topete, te is l l dt, macho; 3a. fêmea 8. Beija-flor-de-garganta-verde, tli n 9. Beija-fIor-cinza, ch ci och!o 10. Bico-reto-de-banda-branca, He/ st s

s,

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1

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1

PRANCHA

22
(1-3), A1cedinidae (4-5), Momotidae (6) 5. Arirambinha, Chlo macho 6. Juruva, le
I;

Trogonidae

1. Surucuá-grande-de-barrigaamarela, ogon indis, macho; Ia. fêmea 2. Surucuá-açu, / p oninus, macho

3. Surucuá-de-coleira, gon c. c s, macho; 3a. fêmea 4. Martim-pescador-grande, C le fêmea

.

PRANCHA

23
(1,2), Bucconidae (3-6), Capitonidae (7)
6. Macuru.

Galbulidae

1. Ariramba-grande-da-rnatavirgem, . , macho 2. Bico-de-agulha-de-rabovermelho, G lbu! ruficauda rufovindis, macho

3. João-barbudo, srr/ara 4. João-bobo.

5. Rapazinho-carijó, l -

ls c/racurir cco

O u 7. Capitão-de-bigode-carijó, n. Iliger, macho; 7a. fêmea

PRANCHA

24
. -'.

Ramphastidae I. Tucano-grande-de-papobranco, cu ie 2. Tucano-de-bico-verde, dico/o 3. Tucano-de-bico-preto, s/os tle//úllIs
4. Tucanuçu,

os l ls

5. Araçari-castanho,
Prerog/ossus casrauor/s 6. Araçari-rnulato,

7. Araçari-banana, i/lontus illont 8. Araçari-poca. l7lde s is, macho; 8a. fêmea

nel

7

1

5

PRANCHA

25

10

Picidae I. Picapau-de-banda-branca, 2. Benedito-de-testa-amarela, fêmea; 2a. macho 3. Picapau-do-carnpo, c. , macho 4. Picapau-rei, 1s I: s , macho Picapau-chocolate, Celeus e macho 6. Picapau-de-cabeça-arnarela, . macho 7. Picapau-chorão, icoides mrxrus, macho 8. Picapau-verde-barrado, , macho; 8a. fêmea

s.

9. Picapau-bufador, icúlus . , macho; 9a. fêmea 10. Picapauz inho-de-testapintada, ili is . macho; lOa. fêmea 11. Picapau-anão-barrado, macho; l l a. fêmea

,

1

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PRANCHA

26

Dendrocolaptidae 1. Arapaçu-de-bico-cornprido, I o is 2. Arapaçu-de-gárganta-branca, . lbicollis 3. Arapaçu-de-gargantaamarela, nc g 4. Arapaçu-grande, Dend ocol tes p. ost is 5. Arapaçu-de-bico-de-cunha, Gl spi u 6. Arapaçu-de-bico-torto, s 7. Arapaçu-liso, j Dend oci . 8. Arapaçu-de-bico-branco, p. picus 9. Arapaçu-rajado, eptdocol ptes s te 10. Arapaçu-verde, s ptilus

6

PRANCHA

27

Furnariidae 1. Andarilho, G tes poeciiopte 2. João-de-barro, n ius u. tls ius 3. João-tenenérn, ll is s. sp 4. Bichoita, oenioph p ph 5. Arredio-pálido, o/eu i 6. João-pau, e 11. Trepador-sobrancelha, Cichloco/ ieucop 12. Limpa-folha-ocrácea, ht! lichún 13. Bico-virado-miúdo, enops n s 14. Vira-folhas, s.

7. Casaca-de-couro, c. 8. Trepador-quiete, _ l t 9. João-porca,

i

n.

10. Barranqueiro-de-olhobranco, o /

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PRANCHA

28

Formicariidae 1. Choca-bate-cabo, ilus punc stictu us, macho 2. Choquinha-de-peito-pintado, D t us s t/to . macho; 2a. fêmea 3. Choquinha-de-dorsovermelho, D oc g macho; 3a. fêmea 4. Choquinha-de-flanco-branco, macho; 4a. fêmea 5. Papa-formigas-vermelho, ci .n macho; 5a. fêmea 6. Chorozinho-de-asavermelha, H us I: i , macho; 6a. fêmea 7. Papa- formigas-de- grota, i macho; 7a. fêmea 8. Guarda-floresta, H och macho

~ ----

PRANCHA

29
(1-4), Rhinocryptidae (5), Tyrannidae 3. Mãe-taoca, / (6) h/egopsis 5. Tapaculo-pintado, 6. Estalador, /

Formicariidae

I. Tovacuçu, i to 2. Galinha-do-mato, n

4. Cuspidor-de-rnãscara-preta,

macho; 4a. fêmea

1

..

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PRANCHA

30
(1-6), Tyrannidae ci C (7-9) 4. Crejoá, Co cul macho 5. Anambé-azul, Cotin macho; 5a. fêmea 6. Anambé-de-asa-branca, op 7. Caneleiro-verde, us n 8. Caneleiro, 9. Capitão-de-saíra,
J.(

Cotingidae L

carrufex,

macho 2. Corocochó,

indis us

il

3. Tesourinha-da-rnata, is, macho

1

PRANCHA

31
(1-5), Tyrannidae (6) 3. Anambé-una, macho; ia. 4. Anambé-militar, to macho (!ue macho s, 5. Pássaro-boi, macho 6. Chorona-cinza,

Cotingidae

1.. Ga1o-da-serra, fêmea 2. Pavão-do-mato, macho

s.

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PRANCHA

32
(l), Pipridae (2-14) 4. Uirapuru-Iaranja, f s , macho adulto; 4a. fêmea 5.. Cabeça-de-prata, i macho 6. Cabeça-encarnada, macho adulto; 6a. fêmea 7. Uirapuru estrela, se . macho 8. Uirapuruzinho,
f.B.

Cotingidae

1. Caneleirinho-de-chapéupreto, pile tus. macho 2. Tangará-rajado, op I: s, macho 3. U irapuru -de-chapéu -azul, / 3a. c. machos adultos

9. Fruxu-baiano, i macho adulto 10. Tangará, macho 1 I. Tangarazinho, li/ i is. macho 12. Coroa-de-fogo, H us, macho 13. Rabo-de-arame, i macho 14. Soldadinho,

,
-,..

I

9a

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PRANCHA

33
(1,2), Pipridae (3,4), Tyrannidae (5-9) 7. Benteviz inho-de-asaferrugínea, i 8. Suiriri, 7
9. Verão,

Cotingidae

I. Araponga-do-horto, uncus ist us 2. Papinho-arnarelo, ües c/ /o 3. Eri.ferrujadinho, opipo
4. Flautim,

5. Maria-preta-de-bico-azulado, nipo/eglts , fêmea 6. Maria-cavaleira-de-raboenferrujado, . hus u/us e

escens

/us I: ubinus, macho; 9a. fêmea

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PRANCHA

34

Tyrannidae 1. Berítevi-pequeno, Conopi g 2. Barulhento, us elo 3. Tricolino, colopte se 4. Alegrinho, s ist Guaracava-de-penachoamarelo, -6. Guaracava-de-barri ~amarela, E l 7. Risadinha,
oàso/erum

ga-

t ll) l

8. Piolhinho,
fasctarus

9. Cabeçudo, c 10. Abre-asas, . ,

11. Teque-teque, odi p 12. Ferreirinho-de-cara-canela, i os plu beiceps 13. Caçula, i s tus 14. Papa-piri, s ub 15. Papa-moscas-uirapuru, e

______

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7

PRANCHA

35

Tyrannidae I. Enferrujado, La/llro/ricclIs 6. Patinho, Pla!l"nirclws vsraceus 7. Gibão-de-couro, Hinllld/Ílea jérmgillea 10. Maria-leque, Onyclzo h 1"11 c/ras c. coronarus 11. Papa-moscas-de-olheiras, P/~j/loSC{l/1esous 12. Mari ani nha-amare la, Capsielllpisj1aveola 13. Bico-chato-de-orelha-preta, TolmO/llJ'las slIlp/71/rescens

eu/
Pirallgus slI/p/llIra/lIs Myiobills barba/as masraca/is 4. Filipe, Myiopllobtls fasciatus, macho 5. Caga-sebinho-penacho, o ccus ga/ea/lIs 2. Bentevi,

3. Assanhadinho,

8. Bico-chato-de-rabo:
yermelho, Ra/1/p//o/ni{oll mficallda Sebinho-rajado-arnarelo, He/1/t/!'lccllS s/ria/icol/is

9.

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5

PRANCHA

36 Hirundinidae 4. Andorinha-do-rio, cines 5. Ca1cinha-branca, t. IÍ 6. Andorinba-serrador, elgldo . 7. Andorinha-morena,
Alopochelidon fucata

1. Andorinha-pequena-de-casa, iochebdon c. no 2. Andorinha-domésticagrande, gne ic 3. Andorinha-do-campo, eop ogne

on

8. Peitoril, . c 9. Andorinha-de-bando, H t 10. Andorinha-do-barranco, .

s

'1 I

PRANCHA

Corvidae

37 (1,2), Troglodytidae C

(3), Turdinae

(4-8) Cichlopsis 7. Sabiá-poca,
8. Sabiá-barranco,

. 1. Gralha-azul, 2. Cancã,

4. Sabiá-castanho,

opogon 3. Japacanim,

.

leucogen Sabiá-da-mata, . 6. Sal'íiá-laranjeira,

f.
.

l

leú

-.

38 Troglodytidae
PRANCHA

(1-7), Sylviinae

(8),

Estrildidae

(9) 8. Bico-assovelado, lllpl lllts uste s 9. Bico-de-lacre, Es/ /d , macho, pousado numa panícula de capim colonião, Pan/cum
117 a.x un li 111

1:-'Uirapllru-de-peito-branco,
Herucormna Ieucosticra

4. Ui rapuru-veado,
171. 1II00gil7a/lIs

2. Garrinchão-de-barrigavermelha, te c/lls 3. Uirapuru-verdadeiro. s n . u/o s

lls

5. Corru íra-do-carnpo, Ci s p. ensis 6. Cambaxirra, /es . 7. Catatau. C / ssp.

I

i'
I

PRANCHA

39

Icterinae I. Japuaçu, oco/i b(/ i es 2. Japu, s oco/ius decumanus culosus 3. Chopim, %th s b. bo macho adulto; 3a. fêmea
4. Xexéu,

c/cus c. 5. Carretão, c. c nopus, macho

7. Iratauá-grande, 8. Corrupião, /c us j c

subadulto;

5a. fêmea

6. Polícia-inglesa-do-sul, eistes supe c macho: 6a. fêmea

-

PRANCHA

40
(6-8), Parulinae (9-12), Coerebinae (2), Thraupinae (1,3-5) 9. Mariquita, 10. Pia-cobra, Geo hs pÍllo u i 4. Saí-azul, D C. , macho; 4a. fêmea 5. Figuinha-de-rabo-castanho,

Vireonidae

1. Saíra-beija-flor, C ne es c. c , macho; 1a. fêmea 2. Carnbacica, Coe eb eol c lo , querendo furar flor de iscus eus varopendul para obter o nectar 3. Saí-verde, Chlo op . spi macho

Coni
macho; 5a. fêmea C. c 6. Juruviara, í 7. Verdinho-coroado, H lop/ultts p. poictlo 8. Pitiguari, c glijOIle/lsis oc/uocepn

, macho 11. Pula-pula, i cuiici eucus 12. Polícia-do-mato, /e/lus p. peizein), macho; l2a. fêmea

1

2

4a

II

PRANCHA

41

Thraupinae 1. Saí-andorinha, i , macho, 1a. fêmea 2. Bonito-do-campo, c. ne macho 3. Fi-fi verdadeiro, Eup/lOll 4. Ferro-velho, EUp/loll pect lis, macho, 4a. fêmea 5. Saíra-diamante, ng e e/ macho 6. Negaça, p. pu/rcrara 7. Saír~-militar, c. c e macho 8. Saíra-amarelo, c. c n , macho .9. Sete-cores, se!edon, macho 10. Sanhaço-de-encontro-azul, pis c opt 11. Sanhaço-do-coqueiro, p. p

c

s is,

macho, 3a. fêmea

---,
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PRANCHA

42

P.S.

Thraupinae

(1-7), Emberizinae /lOce/lIs , macho,

(10-11),

Cardinalinae 4. Viúva,

(8-9)
deo n. macho 8. Trinca-ferro-verdadeiro, s. stÍ71ilis 9. Furriel, o stes densis 10. Galo-da-campina, ini 11. Cardeal-amarelo, Gube c ist

-l. Tiê-sangue,

no 5, Tiê-preto,

Ia. fêmea 2. Saíra-da-mata, He th o lpis c , macho, 2a. fêmea 3. Sanhaço-de-fogo, / fiava s , macho, 3a. fêmea

c.

, fêmea 6. Bico-de-veludo, clustoc / tl/us . 7. Pipira-de-asa-branca, macho subadulto, 7a. fêmea

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PRANCHA

43 Emberizinae (2-11), Cardinal inae (I) 5. Tico-tico-do-rnato-de-bico.preto, on t. t s 6. Quete, osp/ « I. 7. Mineirinho, Ch eu 8. Tico-tico-rei, COl)p/lOspingus cucu tus bescens, macho 9. Canário-da-terra-verdadeiro, lis lleolo b iensis, macho, 9a. fêmea 10. Tico-tico-do-campos verdadeiro, hUl . 11. Canário-do-campo, E b ide. he co

I. Azulão, sse b ~ macho, I a. fêmea 2. Curió, o s . /ensis, macho, 2a. fêmea 3. Caboclinho-paul ista, o pile to, macho, 3a. fêmea 4. Tico-tico, on

,

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PRANCHA

44
(10), Psittacidae . (4,5,7,8), Nyctibiidae (1), Galbulidae (2), Capitonidae (3), Picidae (6)
4. Papagaio-de-cara-roxa,

Rallidae (9), Columbidae 1. Urutau-de-asa-branca, bius Ieucopt 2. Cuitelão,

3. Capi tão-de- bigode-de-cin ta, C tlo dayi, macho, 3a. fêmea

5. Sabiá-cica, c l macho 6. Picapau-de-cara-amarela, . macho, 6a. fêmea 7. Guaruba.

8. Tiríba-pérola, penara 9. Saracura-da-praia, 10. Rolinha-do-planalto, C bi macho

es

.

4a

7

PRANCHA

45

Trochilidae (l,fi,7), Rhinocryptidae (12), Formicariidae (4,9-11), Fumariidae (8), Pipridae (3), Cotingidae (2), Thraupinae (5) 1. Beija-flor-de-gravata-verde, t s , macho 2. Tietê-de-coroa, c st t macho, 2a. fêmea 3. Dançador-de-coroa-dourada, /I . macho, 3a. fêmea 4. Formigueiro-de-cabeçanegra, notos, macho. 4a. fêmea . 5. Saíra-apunhalada, 6. Rabo-branco-de-cauda-Iarga, llOe/llOl7lisgOltllellei 7. Balança- rabo-canela, C is do . macho 8. Bico~virado-da-caatinga, 9. Zidedê-do-nordeste, e ll Si~Á:I~macho, 9a. fêmea 10. Chororó-cinzento, C i macho 11. Gravatazeiro, hopol7lis macho 12. Tapaculo-de-brasília, pit

PRANCHA

46

PLUMÁRIA

INDÍGENA

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Colar de uma índia Kaapor (Urubu) da região do rio Gurupi. Maranhão. A porção do colar que se dispõe ao reelor elo pescoço é feita de penas da parte superior do peito do tucano-de-bico-preto, RO/l/pllOSIOS I'r'tellill/ls. O "medalhão" ou "pingente" em forma de inseto é confeccionado no centro por retrizes do saurá, PllOeflicirclfS canufe», delineado' por rêrniges e pequenas penas da garganta do anarnbé-azul. COlitrga . Todas estas três espécies de aves são e uvontrudus na Arnaz ôui a.

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PRANCHA

47'

MAPA MUNDI DE ALBERTO CANTINO,

Reprodução de uma porção do nHIP.a mostrando a costa brasi le ira. Este mapa, desenhado por exploradores portugueses foi roubado em Lisboa pelo italiano, Alberto 'Cantino, a mando do Duque de Ferrara, Hercules d'Este. O original está depositado atualmente na Biblioteca Estense em Modena, na ltália. Esta cópia foi feita cio famoso livro: História da Colonização Portuguesa do Brasil, Vol. 1, 1921, Porto, Portugal: Litografia Nacional.

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