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o que são atletas fundo e meiofundo

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Published by: Felipe de Souza on Jul 17, 2012
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PROVAS DE VELOCIDADE: Até 400m. PROVAS DE MEIO-FUNDO: 800m. até 3000m PROVAS DE FUNDO: 5000m.

em diante A) MORFOLÓGICAS Os corredores de velocidade são geralmente altos e possuem um elevado nível de massa muscular . Os corredores das provas de meio-fundo e fundo, principalmente as últimas, são geralmente mais baixos e mais leves, comparados com os corredores de velocidade. Possuem geralmente 10 a 15Kg menos que a altura em cm. para os homens e 10 a 12Kg a menos para as mulheres. Devido ao peso reduzido dos corredores de meio-fundo e fundo, estes também possuem um baixo percentual de gordura. B) IDADE A idade na qual ocorrem as melhores performances é proporcional a distância da prova. Isto justifica-se pelo longo processo pelo qual deve passar um fundista para desenvolver ao máximo suas capacidades, principalmente no que se refere ao volume de trabalho, que cresce progressivamente. Já os velocistas, em sua maioria, são atletas mais jovens, no entanto isso não quer dizer que atletas de idades um pouco mais avançadas não possam ter um ótimo desempenho nestas provas. Exemplo disto é a velocista Merlene Page que aos 37 anos de idade conquistou a segunda melhor marca de todos os tempos nos 100 metros, com 10’’79. C) FISIOLÓGICAS a) O consumo de O2 O consumo de oxigênio cresce à medida que aumenta a distância da prova. Corredores de longa distância tem um alto consumo de O2 relativo, já que o peso corporal diminui com as especialidades mais longas. Embora não seja de fundamental importância para atletas de velocidade possuir uma elevada capacidade aeróbica, é conveniente que tenham uma capacidade aeróbica adequada que lhes permitam cumprir melhor as tarefas de treinamento. Atletas com boa capacidade aeróbica recuperam-se mais rápido para realizar um novo esforço. b) Limiar anaeróbico O limiar se trata de, por um lado, manter o mais alto consumo de oxigênio durante um tempo prolongado, e por outro lado, que a mais alta velocidade corresponda a um consumo menor. O nível do limiar é mais metabólico que cardíaco e determina a capacidade de realizar esforços superiores aos 10 minutos de duração com uma percentagem alta do VO2 Máx., ou de manter uma velocidade o mais elevada possível sem superar o limiar anaeróbico em esforços de 30 segundos a 6 minutos. O limiar em indivíduos destreinados se situa em torno de 40 – 60% do VO2 Máx. e nos indivíduos treinados chega a superar 90%, mas situa-se em valores médios de 70 – 80%. c) Tipos de fibras Atletas corredores de meio-fundo e fundo tem predominância de fibras lentas (ou vermelhas, ou tipo I), com tempos de contração longos. Seu metabolismo predominante é de caráter aeróbico. Velocistas tem predomínio de fibras rápidas (ou brancas, ou do tipo II) subdivididas em A,B e C com contrações rápidas. O metabolismo predominante é de caráter anaeróbico. As fibras rápidas tem maior capacidade , porém com tempo curto de duração , pois entram em fadiga rapidamente, ao contrário das fibras de contração lenta.

D) CAPACIDADES MOTORAS Até 800m a velocidade é primordial, acima desta distância, a resistência passa a ter papel decisivo na qualidade dos atletas. Quanto mais longa é a prova mais é solicitada a capacidade de resistência em detrimento da velocidade, potência e flexibilidade. Estas qualidades são importantes para corredores de meio-fundo e fundo, mas em menor grau do que para velocistas, por exemplo, nas quais são imprescindíveis. A flexibilidade é importante à medida que produz benefício quanto à mecânica da corrida e economia de energia (favorece o relaxamento). E) TÉCNICAS Nas corridas de velocidade os atletas, principalmente os de 100 e 200m, devem percorrer a distância à maior velocidade possível, portanto os esforços devem ser máximos, pois como as distâncias são curtas não pode-se economizar energia . Já nas corridas de meio-fundo e fundo a característica é a economia

apresenta uma estabilização da amplitude no decorrer da prova e um posterior aumento da mesma no final ao passo que a freqüência. Ação de membros inferiores A ação dos membros inferiores é mais acentuada nas corridas de velocidade. com o objetivo de manter o equilíbrio do corpo. Somente no início das corridas de velocidade é que o olhar não está dirigido para a frente (horizontalmente) e nem o tronco na vertical. CARACTERÍSTICAS DO PERCURSO DE CADA PROVA O atleta de 100m buscará alcançar a máxima velocidade o mais cedo possível e tratará de manter esta velocidade durante o maior tempo. pode-se dizer que mantém uma regularidade.de energia para correr uma determinada distância com um gasto mínimo de energia. porém vai elevando-se paulatinamente até chegar a uma verticalidade adequada para a corrida de velocidade. O passo do velocista deve ser ativo. Quanto ao contato do pé com o solo. As passadas muito amplas passam a ser anti-econômicas à medida que aumenta a distância. sem que haja um decréscimo significativo na fase de desaceleração da corrida. A ação dos meio-fundistas e fundistas é mais moderada. com a borda externa do pé. A seguir serão apresentadas algumas características técnicas que poderão diferenciar as corridas de velocidade das corridas de meio-fundo e fundo: Tronco e cabeça O velocista deve correr com o tronco praticamente ereto ( 80 a 90 graus com a horizontal). O corredor de meio-fundo e fundo também deve correr com o tronco relativamente erguido. o que é inconveniente para esforços de longa duração. estabiliza-se no decorrer da prova e decresce na fase de desaceleração da mesma. Os movimentos são amplos nas corridas de velocidade. o velocista apóia primeiro a parte anterior. o corpo do atleta está inclinado para frente. tendo pouca ou nenhuma inclinação (85 a 95°). elevando-se menos nas corridas de meio-fundo e fundo. quanto à necessidade ou não de um sprint final etc. sem movimentos exagerados. devido à posição inclinada do corpo. terá que ter uma maior . além disso. Salienta-se que o pé deve apontar para a direção da corrida tanto nas provas de velocidade quanto nas provas de meio-fundo e fundo. maratonistas 1. não importando que se movam em paralelismo com o corpo ou que cruzem ligeiramente para dentro.90-2. o corredor de maratona com o calcanhar e os meio-fundistas com a parte média do pé. como por exemplo às características relacionadas as passadas: os velocistas possuem tanto a freqüência quanto a amplitude das passadas maiores que os corredores de meio-fundo e fundo.50 a 1. até os 20 metros iniciais. Nestas corridas. estando a coxa paralela (ou quase) ao solo. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DURANTE O PERCURSO Nas corridas de velocidade. Nas corridas de meio-fundo e fundo. que apresenta pouca amplitude e freqüência no início da prova. em ambas as provas. Quanto a freqüência e amplitude da passada durante o percurso. A cabeça em linha com o tronco e o olhar é dirigido horizontalmente na direção da corrida e não para baixo. que não é tão grande no início. sem jamais ultrapassar o plano sagital. e o aumento ou diminuição de ambos pode depender de fatores como a posição dos adversários. como se estivesse “tracionando” o solo por debaixo de si mesmo. onde a mão vai à frente até a altura da face e atrás até o lado do quadril ou um pouco mais. A passada. Algumas caracterísiticas técnicas exprimem este comportamento.0m. A amplitude das passadas.60m enquanto a dos velocistas quase sempre ultrapassa os 2m (convém ressaltar que a amplitude da passada também está relacionada com o comprimento dos membros inferiores). assim como os movimentos amplos dos braços. pela frente dele. O atleta corredor de 200m tem que estar muito bem preparado para se dar ao luxo de correr 200m a uma velocidade similar ao de uma corrida de 100m. como as saídas são realizadas sem o uso do bloco (saída baixa). os calcanhares tangenciam as nádegas durante a fase de recuperação das corridas de velocidade. pois ocorre um despêndio muito grande de energia. Alguns metros após a largada o olhar dirige-se para frente e por volta dos 20 metros o tronco assume a vertical. A perna livre é mais elevada. assim como a freqüência das mesmas é maior nas corridas de velocidade. já que o percurso é maior. as passadas dos oitocentistas podem chegar a 1. Em média. Ação de membros superiores Os braços dos corredores de velocidade devem mover-se junto ao corpo. os braços auxiliam ritmicamente o movimento de avanço. e também não é errado envolver os ombros neste movimento. os atletas assumem a posição de corrida logo em seguida ao início da prova.

O fator resistência somente. para que possa ser cumprida num menor tempo. alta resistência anaeróbica e sentido de distribuição do esforço.resistência de velocidade. À medida que aumenta a distância aumenta também a prioridade da resistência em relação a velocidade.Nos 800m o principal elemento para a obtenção de marcas aceitáveis é conseguir manter a velocidade durante todo o percurso. não permite que sobre esta distância se obtenham marcas de grande valor. correndo a distância com adequada distribuição de energia. nas quais não deve haver economia de energia. No entanto. TÁTICA DAS CORRIDAS DE VELOCIDADE E MEIO-FUNDO E FUNDO Podemos dizer que nas corridas de velocidade a tática não tem considerável importância. principalmente as primeiras. já que o tempo de duração é curto. nas provas de meio-fundo (800m até 3000m) a tática . Deve-se ao fato de que estas são provas de distâncias curtas. sendo necessário imprimir uma velocidade de acordo com cada distância. economizando energia para que a fadiga apareça o mais tarde possível. Para as corridas de 400m exige-se velocidade de base. ao contrário das corridas de meio-fundo e fundo.

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