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ESTADO DE MATO GROSSO POLÍCIA MILITAR CENTRO DE CAPACITAÇÃO DESENVOLVIMENTO E PESQUISA ACADEMIA DE POLÍCIA

ESTADO DE MATO GROSSO POLÍCIA MILITAR CENTRO DE CAPACITAÇÃO DESENVOLVIMENTO E PESQUISA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR COSTA VERDE

MANUAL BÁSICO DE BASTÃO POLICIAL

MP – 02 -07 - PM

DESENVOLVIMENTO E PESQUISA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR COSTA VERDE MANUAL BÁSICO DE BASTÃO POLICIAL MP –

1

ALBERTO DE BARROS NEVES – MAJ PM

MANUAL BÁSICO DE BASTÃO POLICIAL

MP – 02 -07 - PM

POLÍCIA MILITRAR DO ESTADO DE MATO GROSSO ACADEMIA DE POLICIA MILITAR COSTYA VERDE

2

PORTARIA

Portaria Nº xxx/xxx/xx, de xx / xx/xxxx

O Coronel PM Comandante Geral da Polícia Militar do Estado Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais;

Resolve:

Art. 1º - Aprovar o Manual de Bastão Policial de autoria do Maj PM – Alberto Barros Neves, autorizando a publicação e determinando sua adoção no âmbito da PMMT. Art. 2º- O presente Manual passa a ter classificação MP – 02 – 07 - PM Art. 3º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4º- Revogam-se as disposições em contrário. Publique-se, cumpra-se.

Quartel, em Cuiabá-MT, xx de xxxx de 2007

Antonio Benedito Campos Filho – Cel PM Comandante Geral da Polícia Militar

3

PREFÁCIO

Este trabalho é fruto de pesquisas e de mérito, por que é um Manual que na sua maior parte, incursiona em assuntos práticos, vivenciado no dia a dia da profissão policial, mas que ninguém, este Oficial, tivera a iniciativa de escrever. Os policiais mais velhos e experientes, que tiveram o aprendizado haurido da tradição

e dos conflitos do cotidiano, transmitem os princípios do conhecimento empírico aos mais novos. Porém, não havia nada escrito, um guia para o inicio da aprendizagem, para pesquisa,

e onde procurar os assuntos de natureza dos nossos manuais. Temos por objetivo, padronizar o nivelamento do conhecimento da tropa nas áreas de Policiamento Ostensivo; Ordem Unida; Armamento, Munição e Explosivos; Bastão policial; Redação Oficial; Cerimonial e Protocolo; e a reedição do Manual de Educação Física Policial Militar.

Procurou-se nestes manuais, observar a realidade da tropa, a realidade criminal de nosso Estado, bem como o “Modus Operandi” de nossa Instituição, razão pela qual os instrutores da Academia de Policia Militar Costa Verde, imbuídos de conhecimento, experiência pessoal e profissional que labutam na preservação da Ordem Pública. A riqueza de conteúdo é de utilidade incontestável policial militar. Minhas congratulações ao Ten Cel PM Sampaio; Ten Cel PM Wilquerson; Ten Cel PM Otomar; Ten Cel PM Chaves; Ten Cel PM Celso; Ten Cel PM Serbija; Maj PM Setúbal; Maj PM Cezar Gomes; Maj PM Alberto; Ten PM Wangles; Ten PM Luiz Prado; Ten PM Lavor; pela ousadia de escrever e que continuem nessa trajetória.

Cuiabá, 02 de agosto de 2007

Antonio Benedito Campos Filho – Cel PM Comandante Geral da Polícia Militar

4

AGRADECIMENTOS

Este Manual foi confeccionado pela Academia de Polícia Militar Costa Verde e submetido a apreciação crítica e avaliação do Conselho de Coronéis que tiveram a oportunidade de oferecer sugestões e subsídios, a realidade de nossa Polícia Militar de Mato Grosso. Sua realização só foi possível graças ao empenho dos Oficiais instrutores que lecionam, escrevem, estudam, pesquisam e acompanham a evolução do conteúdo de suas disciplinas na Academia de Polícia Militar Costa Verde:

- Ten Cel PM Sampaio; Ten Cel Wilquerson; Ten Cel PM Otomar; Ten Cel PM

Chaves; Ten Cel PM Celso; Ten Cel PM Serbija; Maj PM Alberto; Maj PM Setubal; Maj PM Cezar Gomes , Ten PM Wangles, Ten Luiz Prado; Ten Lavor.

- Ao Ten Cel PM Catarino, Comandante da Academia de Polícia Militar Costa Verde

por fomentar o conhecimento dentro dos preceitos científicos e de fornecer aos Policiais

Militares os meios necessários para o saber.

- A Prof MSC Lucia Regina de Souza por conduzir estes Manuais dentro de uma

leitura cientifica e de normatização técnica.

- Aos Soldados PM Padovezi, Natalino e Aparecida pela digitação e compreensão da realização e da importância deste trabalho para a Polícia Militar.

Cuiabá, 22 de agosto de 2007

Victor Hugo de Metello de Siqueira- Cel PM Diretor do Centro de capacitação, Desenvolvimento e Pesquisa

5

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

09

1.

CONDUTA TÉCNICA E LEGAL NA ATIVIDADE POLICIAL MILITAR

11

1.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

11

1.2 USO CRESCENTE (ESCALONADO) DE FORÇA

12

1.3 HISTÓRICO DA TONFA

13

2

CLASSIFICAÇÃO DAS ARMAS

18

2.1. ARMAS NATURAIS

18

2.2 ARMAS AUXILIARES

19

2.3 ARMAS BRANCAS

19

2.4 ARMAS QUÍMICAS

19

2.5 ARMAS DE FOGO

19

3.

NOMENCLATURA DO BASTÃO POLICIAL

20

3.1 DESCRIÇÃO DO BASTÃO POLICIAL

21

3.2 TREINAMENTO

22

4

TÉCNICAS PREVENTIVAS

27

4.1 TÉCNICAS DE BASE

27

4.2 FORMA DE JÓQUEI OU CAVALEIRO

27

4.3 FORMA DE ARCO E FLECHA OU ARQUEIRO

27

4.4 FORMA DO FELINO OU GATO

28

4.5 FORMA AJOELHADO

28

4.6 FORMA DE RASTEIRA

28

4.7 TÉCNICAS DE GUARDAS E ESQUIVAS

29

4.7.1 ANDAR

29

4.7.2 VIRAR

29

4.7.3 RODAR

29

4.7.4 ESQUIVAR

30

4.8

TÉCNICAS DE ROLAMENTO

30

4.8.1 Rolamento frontal

30

4.8.2 Rolamento de costas

31

4.8.3 Rolamento progressivo

31

4.8.4 Rolamento regressivo

31

4.8.5 Rolamento com salto em altura

32

4.8.6 Rolamento com salto em distância

32

4.8.7 Rolamento em mergulho

32

4.9

ROTINA DE APLICAÇÃO

33

4.10

TÉCNICAS DE PRESSÃO NO CORPO HUMANO

36

4.10.1 Nível de trauma por áreas vitais e vulneráveis

36

4.10.2 Pontos de pressão no corpo humano

37

6

 

4.11.1 Saque

38

4.11.2 Empunhadura

39

5

TÉCNICAS DEFENSIVAS

40

5.1 FAIXAS DE PROTEÇÃO

40

5.2 POSIÇÕES DE DEFESA COM O BASTÃO

41

5.3 DEFESAS SIMPLES E DUPLAS COM O BASTÃO

42

5.3.1

Defesa alta

43

5.3.2

Defesa baixa

44

5.3.4

Defesa lateral para fora

45

5.3.5

Defesa lateral para dentro

46

6

TÉCNICAS OFENSIVAS

47

6.1

TÉCNICAS BÁSICAS COM O BASTÃO

47

6.1.1 Contra ataque alto

47

6.1.2 Contra ataque baixo

48

6.1.3 Contra ataque duplo

48

6.1.4 Bloqueio de braço (quebramento)

49

6.1.5 Bloqueio de perna (chute)

50

6.1.6 Contra ataque na virilha

51

6.1.7 Rasteira

51

 

6.1.8 Plexo

52

6.1.9 Traquéia

53

6.2 ROTINA DE APLICAÇÃO DO BASTÃO

53

6.3 APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS EM LUTA COMBINADA

56

6.4 TÉCNICAS DE CHAVE DE BRAÇO SEM O BASTÃO

57

6.4.1

Primeira chave

58

6.4.2

Segunda chave

58

6.4.3

Terceira chave

59

6.4.5

Quarta chave

59

6.4.6

Quinta chave

60

6.5

TÉCNICAS DE SAÍDAS DE CHAVE

61

6.5.1 Saída da primeira chave

61

6.5.2 Saída da segunda chave

62

6.5.3 Saída da terceira chave

62

6.5.4 Saída da quarta chave

62

6.5.5 Saída da quinta chave

63

6.6

TÉCNICAS DE CHAVE DE BRAÇO COM O BASTÃO

63

6.6

.1Primeira chave

64

6.6

.2 Segunda chave

64

6.6.3

Terceira chave

64

6.6.4. Quarta chave

65

6.6.5 Quinta chave

66

6.6.6 Sexta chave

66

6.6.7 Sétima chave

67

6.7

TÉCNICAS DE PROJEÇÃO

68

6.7.1

Contra ataque puxando na diagonal

68

7

6.7.3

Travando o cotovelo, calçar a perna e avançar

70

6.8

TÉCNICAS DE ESTRANGULAMENTO

70

6.8.1 Primeiro estrangulamento

70

6.8.2 Segundo estrangulamento

72

6.9

TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO E CONDUÇÃO

73

6.9.1 Pressão na nuca

73

6.9.2 Pressão na traquéia

74

6.9.3 Estrangulamento

74

6.9.4 Chave-de-braço

74

6.9.5 Pressão na axila

75

7

TÉCNICAS DIVERSAS COM O BASTÃO POLICIAL

76

7.1

CONDUÇÃO DE VÍTIMAS

76

7.1.1.

Primeiros socorros

76

7.1.2

Sinais vitais

76

7.1.3.

Ferimentos

77

7.1.4.

Fraturas

77

7.1.5

Técnica de mobilização com o bastão policial

77

7.2 ARREMESSO DO BASTÃO POLICIAL

78

7.3 TIPOS DE BASTÕES E ACESSÓRIOS

78

7.3.1

Bastões de madeira

78

7.3.2

Bastões de policarbonato

79

7.3.4

Bastões telescópicos

80

7.3.4

Outros bastões (curiosidades)

80

7.3.5

Porta bastões

83

8

ORDEM UNIDA COM O BASTÃO POLICIAL

87

8.1

POSIÇÕES COM O BASTÃO EMBAINHADO

87

8.1.1 Descansar

87

 

8.1.2 Sentido

88

8.1.3 Cobrir

88

8.2

DESEMBAINHAR E EMBAINHAR O BASTÃO

89

8.2.1 Desembainhar o bastão

89

8.2.2 Embainhar o bastão

90

8.3

POSIÇÕES COM O BASTÃO DESEMBAINHADO

91

8.3.1 Descansar

91

 

8.3.2 Sentido

92

8.3.3 Cobrir

92

8.3.4 Ombro-arma, partindo do sentido

93

8.3.5 Apresentar-arma, partindo do sentido

94

8.3.6 Cruzar-arma, partindo do sentido

95

8.3.7 Ombro-arma, partindo do apresentar-arma

96

8.3.8 Ombro-arma, partindo do cruzar-arma

97

8.3.9 Apresentar-arma, partindo do ombro-arma

98

8.3.10 Cruzar-arma, partindo do ombro-arma

98

8.3.11 Descansar-arma, partindo do ombro-arma

98

8

8.3.13 Descansar-arma, partindo cruzar-arma

100

8.3.14 Arma-na-mão

100

8.3.15 Ao solo-arma

102

8.3.16 Apanhar-arma

103

8.9 VOLTAS E DESLOCAMENTOS

103

8.9.1 Rompimento da marcha

103

8.9.2 Passo ordinário

104

8.9.3 Sem cadência

105

8.9.4 Acelerado

105

8.9.5 Alto

105

8.9.6 Voltas a pé firme

105

8.9.7 Voltas em marcha

105

8.9.8 Mudanças de posição em marcha

105

8.9.9 Fora de forma

105

9 CONCLUSÃO

105

REFERÊNCIAS

107

9

INTRODUÇÃO

FINALIDADE DO MANUAL

Este manual visa estabelecer normas que padronizem a utilização técnica do bastão policial na atividade policial militar, tendo em vista a missão e os objetivos legais da Polícia Militar.

O policial militar deve saber manejar corretamente todo o armamento e equipamento que conduz, pois, constantemente, vê-se em situações onde é obrigado a entrar em conflito com indivíduos infratores da lei.

Portanto, o policial militar deve, como primeira medida, tentar negociar, mediar e/ou persuadir esses indivíduos a cessarem suas ações. Comunicação é o caminho preferível para se alcançar os objetivos da aplicação da lei.

Porém, os objetivos da legítima aplicação da lei não podem sempre ser atingidos pelos meios da comunicação, permanecendo basicamente duas escolhas: ou a situação é deixada como está, e o objetivo da aplicação da lei não é atingido, ou o policial decide usar a força para alcançar tal objetivo.

Quando o policial militar vê-se obrigado a fazer “Uso da força”, ou até mesmo da “Arma de fogo”, não deve deixar de observar os princípios da Ética, da Legalidade, da Necessidade e da Proporcionalidade, a fim de obedecer o conceito do uso crescente (escalonado) de força.

Para tanto, a Polícia Militar deve desenvolver e fazer uso de técnicas, equipamentos e armas, as mais amplas possíveis, permitindo um uso diferenciado de força e de armas incapacitantes não-letais, restringindo, assim, o uso de meios capazes de causar a morte ou ferimentos graves.

10

A utilização do bastão policial, então, significa considerável redução da necessidade de uso de armas letais, de maneira que o policial militar possa cumprir sua missão constitucional, respeitando os direitos humanos, retirando pessoas nocivas do meio da sociedade e as entregando à justiça.

Da mesma forma, verificamos que a prática da defesa pessoal no meio policial militar é necessária, assim como a utilização do bastão, enquanto arma do Kung Fu, pois já vimos que essa é uma arte militar e, como as artes marciais em geral, proporciona coordenação motora e humildade e dota o policial militar de equilíbrio e autoconfiança para desempenhar suas ações.

OBJETIVOS GERAIS

- Proporcionar

ao

policial

militar

conhecimentos

gerais

priorizando o emprego técnico do bastão policial;

sobre

defesa

pessoal,

- Aprimorar as técnicas de defesa pessoal, de modo a capacitar o policial militar a utilizar-se do bastão, com autoconfiança, eficiência e equilíbrio;

- Desenvolver atitudes e habilidades necessárias ao desempenho das atividades policiais militares; e

- Estimular o policial militar a utilizar o bastão em defesa própria e de outrem, substituindo ou antecedendo o emprego da arma de fogo, baseado no conceito do uso crescente (escalonado) de força.

11

1 CONDUTA TÉCNICA E LEGAL NA ATIVIDADE POLICIAL MILITAR

1.1. Princípios fundamentais

O policial militar somente deve recorrer ao uso da força quando todos os outros meios

para atingir um objetivo legítimo tenham falhado, portanto, o uso da força se justifica quando comparado com o objetivo legítimo.

O policial militar deve ser moderado no uso da força e armas de fogo e agir em

proporção à gravidade do delito cometido.

LEGALIDADE

ÉTICA

à gravidade do delito cometido. LEGALIDADE ÉTICA Conduta correta nas atividades policiais militares

Conduta correta nas atividades policiais militares

ÉTICA Conduta correta nas atividades policiais militares PROPORCIONALIDADE NECESSIDADE a. Ética – a ação deve
ÉTICA Conduta correta nas atividades policiais militares PROPORCIONALIDADE NECESSIDADE a. Ética – a ação deve
ÉTICA Conduta correta nas atividades policiais militares PROPORCIONALIDADE NECESSIDADE a. Ética – a ação deve

PROPORCIONALIDADE

NECESSIDADE

a. Ética – a ação deve obedecer um conjunto de regras e padrões de conduta pessoais, de grupo e profissionais.

b. Legalidade – o poder ou a autoridade utilizados em uma determinada situação deve ter

fundamento na legislação nacional.

c. Necessidade – o exercício desse poder e/ou autoridade deve ser determinado por uma

situação em que fica plenamente caracterizado que sem a utilização da força e/ou de armas de fogo, os objetivos legítimos da lei não seriam alcançados.

12

d. Proporcionalidade – o poder ou a autoridade utilizados devem ser proporcionais à

seriedade do delito e o objetivo legítimo de aplicação da lei a ser alcançado. Portanto, a

reação do policial deve ser proporcional à ação oponente e evitando-se os excessos, bem como essa reação deve ser dirigida especificamente contra os agressores e nunca indiscriminadamente.

1.2. Uso crescente (escalonado) de força

Este conceito é baseado em aspectos técnicos, profissionais e legais, escalonando-se o emprego dos meios que o policial militar deve utilizar para subjugar o infrator da lei, dependendo do tipo de perigo que esse oferece.

A escala obedece a seguinte ordem:

a. Presença física – a simples presença do policial militar faz com que o infrator não ofereça resistência;

b. Comandos verbais – o policial militar mostra ao infrator que está em condições de

empregar armas para quebrar a resistência, ficando em posição de utilizar a arma necessária, ao mesmo tempo em que ordena, com voz clara e firma, que o infrator se coloque em posição para ser revistado e/ou algemado;

c. Uso de força física – se a situação for favorável, ou seja, o infrator não estiver armado e/ou seu porte físico for inferior aos dos policiais militares, e esses estiverem em superioridade numérica e tiverem o treinamento apropriado em técnicas de defesa pessoal, pode-se tentar utilizar a força física para dominar o infrator;

d. Armas não-letais de contato indireto – são as armas que evitam o contato físico

imediato entre o policial militar e o infrator, podendo ser utilizadas a alguns metros de distância. Ex.: Espargidores de gás lacrimogêneo, tasers, granadas de efeito moral ou de agentes químicos, munições de impacto e de borracha;

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e. Armas não-letais de contato direto – são as armas em que há necessidade de contato

físico entre o policial militar e o infrator, exigindo-se distâncias relativamente curtas para o seu emprego. Ex.: Bastões policiais (tonfa, cassetete, bastão telescópico); e

f. Uso de força letal – é a utilização de armas de fogo, das quais o policial militar pode

fazer uso para fazer cessar uma agressão contra si ou contra outras pessoas, desde que os recursos anteriores não possam ser utilizados ou, quando utilizados, não obtiveram êxito.

1.3 HISTÓRICO DA TONFA

A Tonfa tem origem oriental, sendo usada em moinhos de cereais como o arroz e o

milho. Portanto, a Tonfa é uma adaptação de um instrumento agrário sendo utilizado como instrumento de defesa.

A seguir, apresentamos gravuras de moinhos originários da China, em que se observa a

utilização da tonfa.

da China, em que se observa a utilização da tonfa. Como se vê nas gravuras anteriores,
da China, em que se observa a utilização da tonfa. Como se vê nas gravuras anteriores,

Como se vê nas gravuras anteriores, a tonfa era utilizada de duas formas, conforme a necessidade (debulhar, descascar etc.) e o cereal para o qual estava sendo empregada no moinho. Veja os diagramas a seguir:

(debulhar, descascar etc.) e o cereal para o qual estava sendo empregada no moinho. Veja os
(debulhar, descascar etc.) e o cereal para o qual estava sendo empregada no moinho. Veja os

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Moinho de mão com

Moinho de mão com

Obs.: As nomenclaturas da tonfa com terminologias japonesas ou chinesas estão descritas no

empunhadura no “Tsuka”. anexo deste manual.

A China é herdeira de uma civilização com mais de 4 mil anos de história, porém,

somente no século XIII começou a manter contato com o Ocidente, por intermédio de

mercadores como o veneziano Marco Polo.

empunhadura no “Monouchi”.

A Tonfa era chamada de Kwai na antiga China (ou Tonkuwa no chinês falado na ilha

de Okinawa). Durante a Invasão japonesa na China, o Imperador japonês confiscou todas as

armas que estivessem em mãos dos chineses, a fim de evitar possíveis rebeliões.

Até a segunda metade do século XIX, o Japão resiste ao imperialismo ocidental. Em

1874, o Japão envia tropas contra Taiwan, porém, por pressão do Reino Unido os japoneses

retiram suas tropas da China.

O expansionismo japonês volta a se manifestar em 1879 com a anexação das ilhas

Ryukyu, sob protesto chinês. O principal objetivo do Japão, porém, é a Coréia, que ocupa

posição estratégica e possui grandes reservas minerais, especialmente de carvão e ferro. A

China, também busca consolidar sua influência nessa região. Surgem confrontos armados

entre facções coreanas pró-China e as favoráveis ao Japão. Os dois países enviam tropas para

conter o conflito. Os japoneses insistem em permanecer na Coréia, o que a China considera

uma agressão a seus interesses.

A guerra começa em agosto de 1894 com o bombardeio de barcos japoneses pelas

forças navais chinesas. O Japão contra-ataca derrotando o adversário. No início de 1895

invade também a Manchúria e a província de Chan-tung, toma porto Arthur e controla o

acesso marítimo e terrestre a Pequim. A China sofria basicamente um processo de escravidão,

tudo que se produzia naquele país era para benefício do Japão.

A China sofria basicamente um processo de escravidão, tudo que se produzia naquele país era para

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Um dia um jovem agricultor chinês foi agredido em praça pública por um ocupante japonês, cansado de apanhar, não teve outra escolha a não ser tomar a Tonfa das mãos de uma das mulheres que batiam arroz para se defender do “Nunchaco” e do “bo”, usado naquela época pelos xoguns japoneses.

Brilhantemente o rapaz conseguiu se defender do ataque. Foi um fato que jamais saiu da mente dos que presenciaram a cena. Nascia para os chineses que se refugiavam nas lavouras, a esperança de serem livres. Os chineses passaram a se utilizar de várias outras ferramentas agrárias, tais como a vara longa, o tridente, e enxada, além dos remos dos barcos dos pescadores e até mesmo o Nunchaco, como armas para se defenderem dos japoneses. A seguir, apresentamos gravuras de outros instrumentos agrícolas que passaram a ser utilizados como armas de defesa:

1. Bo – bastão longo usado para carregar, pendentes de suas extremidades, grandes bandejas

de cereais ou baldes de água.

grandes bandejas de cereais ou baldes de água. 2. Kai ou Eku-Bo – remo. 3. Kama

2. Kai ou Eku-Bo – remo.

de cereais ou baldes de água. 2. Kai ou Eku-Bo – remo. 3. Kama – foice

3. Kama – foice usada na agricultura.

Eku-Bo – remo. 3. Kama – foice usada na agricultura. 4. Nunchaku – pequenos bastões unidos

4. Nunchaku – pequenos bastões unidos por correntes ou fios resistentes usados para debulhar cereais.

na agricultura. 4. Nunchaku – pequenos bastões unidos por correntes ou fios resistentes usados para debulhar

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O Japão vence a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-1895), em que disputava o controle da Coréia. A paz é selada em 1895 pelo Tratado de Shimonoseki e a China é obrigada a reconhecer a independência coreana e a pagar indenização ao Japão, além de ceder territórios e abrir portos ao comércio japonês. Com a vitória militar, recebe as ilhas de Taiwan (Formosa) e dos Pescadores. Por manter o interesse na Coréia, o Japão entra em guerra com a Rússia (1904-1905) e sai vitoriosos.

Devido a vitória do Japão na Guerra Sino-Japonesa, muitos chineses e coreanos imigraram para o Japão, levando consigo a bagagem do conhecimento das artes marciais e também a história do rapaz que havia vencido um soldado xogun com uma Tonfa.

Durante a Segunda Guerra Mundial o governo militarista japonês alia-se à Alemanha e à Itália em 1940 e ocupa a Indochina francesa no ano seguinte. A expansão militar coloca o Japão em choque com os EUA.

Em dezembro de 1941, os japoneses realizaram um ataque-surpresa e destruíram a esquadra norte-americana ancorada em Pearl Harbor, no Hawaí. O Japão toma o sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, mas é derrotado pelas forças aliadas e retira-se das áreas ocupadas. A rendição só acontece em setembro de 1945, após a explosão das bombas atômicas jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os norte-americanos ocupam o Japão até abril de 1952 e impõem uma Constituição e um sistema de governo nos moldes das democracias ocidentais. O Japão assina em 1954 um tratado de defesa mútua com os EUA, que inclui a instalação de bases militares norte- americanas.

Com o fim da guerra, muitos chineses e muitos japoneses imigraram para a tão sonhada América, dentre eles, os grandes mestres das artes marciais que levaram consigo muitos conhecimentos sobre as artes marciais. Nascia a partir do fim da Segunda Guerra a febre das artes marciais.

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O cinema passou a criar vários filmes nos quais, tinham-se como heróis os dragões das artes marciais, os ninjas, os combates mortais, os grandes torneios, o qual trouxe a grande fascinação de todos por este encantado mundo das artes marciais.

Os grandes mestres foram os maiores responsáveis pela difusão da defesa pessoal e da Tonfa nos Estados Unidos. Um grande exemplo disto foi o lendário Bruce Lee.

Os EUA foi o primeiro país a utilizar a Tonfa na segurança. É muito fácil notar em todas as mobilizações policiais nos EUA, o uso da Tonfa pelos policiais, bem como também nos filmes.

Após alguns anos em teste a Tonfa ganhou um novo nome, um manete aperfeiçoado, e devido a avançada tecnologia ganhou um material mais resistente do que a madeira, ou seja, um material sintético, como por exemplo a fibra de carbono e o polietileno.

Finalmente nos anos 70, a Tonfa substituiu definitivamente o cassetete e passou a ser conhecida como Monadnock, ou Cassetete Americano, iniciando seus primeiros passos pelo mundo da segurança.

Nos anos 80, a Tonfa passou a ser difundida na Europa, como Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, França, dentre outros. Os países europeus foram os primeiros a instituírem uma legislação sobre a utilização da Tonfa. Hoje já existem Tonfas fabricadas com diversos tipos de matérias-primas, as mais usadas são fibra de carbono e polietileno.

Em 1985, a Tonfa finalmente chegou ao Brasil, porém com um tamanho que não se adequava aos padrões de altura dos brasileiros, pois o comprimento dela era de aproximadamente 80 cm, o que tornava impossível alguns movimentos. Para que a Tonfa tenha um tamanho eficiente ela deve ficar aproximadamente de 06 a 08 cm abaixo do cotovelo, dessa forma ela teve a necessidade de ser adaptada aos padrões de altura do brasileiros, passando a ter aproximadamente 60 cm.

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2 CLASSIFICAÇÃO DAS ARMAS

Existem basicamente cinco classes de armas:

2.1 Armas Naturais – as partes do corpo humano.

de armas: 2.1 Armas Naturais – as partes do corpo humano. A- Costas da cabeças D-

A- Costas da cabeças D- Antebraço G- Borda do punho J- Joelho

B- Fronte E- Juntas estendidas H- Dedos (Faca da mão)

L- Dedos, sola e borda do pé e calcanhar

C- Cotovelo F- Cartilagem I- Calcâneo da mão

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2.2. Armas auxiliares

Arma auxiliar é todo o objeto criado ou adaptado para maximizar os potenciais defensivo

e/ou ofensivo do corpo humano e que não se enquadram como armas brancas, de fogo ou químicas. Algumas armas auxiliares são: varas, correntes, cordas, bastões etc.

2.3. Armas brancas

Arma branca é todo objeto constituido de lâmina com capacidade de perfurar ou cortar. Algumas armas brancas são: canivete, faca, facão, navalha, estilete, tesoura, chave-de-fenda, florete, espada, sabre, maça, machado, mangual, punhal etc.

2.4. Armas químicas

Armas químicas são agentes, mais utilizados em controle de distúrbios civis e que podem afetar muitas funções humanas, provocando, choro, náusea, vômito, e algumas vezes dor, na forma de uma sensação de queimadura. Devido a seus longos nomes, são designados simplesmente por duas letras, como Cloroacetofenona (CN) ou Ortoclorobenzilmalononitriolo (CS). Estes agentes podem ser espargidos como vapor ou misturados com água e, embora sejam tóxicos, não se acredita que podem causar dano à saúde em suas limitadas aplicações de pouca persistência. Os sintomas normalmente desaparecem dentro de 24 horas de exposição. Algumas armas químicas são: espargidores de gás lacrimogêneo ou fumígenos, gás pimenta etc.

2.5. Armas de fogo

Arma de fogo é um artefato utilizado para propulsão de projéteis sólidos por meio de uma rápida expansão de gases obtidos pela queima controlada de um propelente, geralmente sólido, que na maioria dos casos é a pólvora, contido em uma câmara fechada por todos os lados exceto por aquele que conduz o projétil (munição) através de um orifício cilíndrico denominado cano ou tubo. Algumas armas de fogo são: revólver, pistola, fuzil, carabina, garrucha etc.

20

CONCEITO: Pode-se definir armas não letais como: sistemas de armas explicitamente desenvolvidos e primariamente empregados a fim de incapacitar pessoas e materiais, enquanto que ao mesmo tempo minimizam mortes, invalidez permanente e danos indesejáveis à propriedade e ao meio ambiente.

3 NOMENCLATURA DO BASTÃO POLICIAL A 2 C III II B I 1
3 NOMENCLATURA DO BASTÃO POLICIAL
A
2
C
III
II
B
I
1

Bases ou Extremidades do Bastão Policial:

1. Base de Estocar ou Cabeça do bastão.

2. Base de Apoio ou Martelo do bastão.

3. Base de Corte ou Ponta do bastão.

3

Partes Rígidas ou Empunhaduras do Bastão Policial:

I. Cabo ou Empunhadura Auxiliar Superior do bastão.

II. Empunhadura ou Empunhadura Principal do bastão.

III. Bastão ou Empunhadura Auxiliar Inferior do bastão.

Áreas de Impacto do Bastão Policial:

A. Área interna do bastão.

B. Área externa do bastão.

21

C. Área lateral do bastão.

3.1 DESCRIÇÃO DO BASTÃO

O bastão policial pode ser confeccionado de várias maneiras, como madeira, plástico,

borracha e até mesmo alumínio, de maneira que irá variar o seu peso, resistência e poder de

absorção de impactos. O bastão policial descrito a seguir é de policarbonato, material muito

resistente, leve e com grande poder de absorção de impactos.

Confeccionado de forma maciça, por extrusão, na cor preta, com uma haste em corpo

único de 60 cm, arredondado nas pontas e com diâmetro de 3,5 cm e peso entre 500 e 600

gramas.

Empunhadura auxiliar superior anatômica à mão, medindo 14 cm, com 15 ou 16 sulcos

transversais formando ressaltos conjugados um ao outro, proporcionando conforto e firmeza

na empunhadura.

Empunhadura principal (martelo do bastão) com 12,5 cm de comprimento e 3,5 cm de

diâmetro, anatômica aos dedos da mão para melhor manuseio do bastão, sendo que a

extremidade possui maior diâmetro (4,5 cm) para evitar que escape da mão, fixado ao corpo

do bastão à aproximadamente 16 cm da extremidade da empunhadura auxiliar superior, com 5

sulcos transversais formando quatro ressaltos conjugados um ao outro, proporcionando

conforto e firmeza na empunhadura.

Gravado com letras em baixo relevo, sentido longitudinal da ponta da empunhadura

auxiliar inferior para a superior, a inscrição: POLÍCIA MILITAR (com 1 cm de altura) e logo

abaixo ESTADO DE MATO GROSSO (com 0,5 cm de altura). 4,5 cm

2,0 cm 3,5 cm 12,5 cm DIÂMETRO 10,5 cm 14,0 cm
2,0 cm
3,5 cm
12,5 cm
DIÂMETRO
10,5 cm
14,0 cm

60 cm

22

3.2 TREINAMENTO

Assim como qualquer atividade física, o treinamento das técnicas apresentadas neste manual deverá ser precedido do devido aquecimento, prevenindo, assim, possíveis lesões musculares e tendinosas e preservando a saúde do policial militar, permitindo, a esse, atingir padrões de desempenho técnico (físico e psicológico) compatível com a funcionalidade operacional desejada na Polícia Militar. É dividido em 03 (três) fases:

Aquecimento – Conjunto de atividades que visam preparar física e psicologicamente o policial militar para uma atividade física mais intensa na execução do trabalho principal. O aquecimento divide-se em 03 (três) fases:

Alongamento – Esta fase deverá ter a duração de 03 (três) a 05 (cinco) minutos, sendo que os exercícios deverão ser realizados de forma lenta, constante e sem balanceios; a respiração deve permanecer natural; e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura tencionada.

e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura
e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura

01

e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura

02

e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura
e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura
03
03
e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura

04

e deve-se permanecer de 15 (quinze) a 20 (vinte) segundos em cada posição, com a musculatura

23

09
09
06 10
06
10

05

07
07

11

12

01 – Hiper-extensão do tronco;

02 – Flexão lateral do tronco;

03 – Extensão do tríceps;

04 – Extensão dos ombros;

05 – Hiper-extensão dos ombros;

06 – Flexão do tronco a frente;

07 – Extensão do quadríceps;

08 – Extensão dos flexores e extensores das coxas;

09 – Extensão da panturrilha;

10 – Flexão e extensão da parte interna da perna;

11 – Extensão da virilha;

12 – Inclinação para trás com joelhos dobrados.

08

Exercício de efeitos localizados – São realizados de forma rítmica e constante, sincronizando-se com a respiração, sendo executados de 04 (quatro) a 08 (oito) repetições, priorizando-se as articulações.

01 – Pescoço

respiração, sendo executados de 04 (quatro) a 08 (oito) repetições, priorizando-se as articulações. 01 – Pescoço
respiração, sendo executados de 04 (quatro) a 08 (oito) repetições, priorizando-se as articulações. 01 – Pescoço

24

02 – Ombros

Circundução

24 02 – Ombros C i r c u n d u ç ã o Circundução

Circundução dos braços para frente

03 – Cotovelos

ã o Circundução dos braços para frente 03 – Cotovelos Flexão e Extensão Circundução dos braços

Flexão e Extensão

dos braços para frente 03 – Cotovelos Flexão e Extensão Circundução dos braços para trás Antebraços

Circundução dos braços para trás

Antebraços fixos na horizontal. Circundução dos braços.

04 – Pulsos

dos braços para trás Antebraços fixos na horizontal. Circundução dos braços. 04 – Pulsos Circundução dos
dos braços para trás Antebraços fixos na horizontal. Circundução dos braços. 04 – Pulsos Circundução dos

Circundução dos pulsos.

25

05 – Coluna – Flexão e Extensão do Tronco

25 05 – Coluna – Flexão e Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de

06 – Cintura – Rotação de Tronco

e Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de Tronco 07 – Quadril – Inclinação

07 – Quadril – Inclinação lateral de Tronco

08 – Pernas

Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de Tronco 07 – Quadril – Inclinação lateral
Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de Tronco 07 – Quadril – Inclinação lateral
Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de Tronco 07 – Quadril – Inclinação lateral
Extensão do Tronco 06 – Cintura – Rotação de Tronco 07 – Quadril – Inclinação lateral

26

09 – Joelhos

26 09 – Joelhos Circundução para a esquerda. Posição inicial. 10 – Tornozelos Circundução dos tornozelos.

Circundução para a esquerda.

26 09 – Joelhos Circundução para a esquerda. Posição inicial. 10 – Tornozelos Circundução dos tornozelos.

Posição inicial.

10 – Tornozelos

para a esquerda. Posição inicial. 10 – Tornozelos Circundução dos tornozelos. Circundução para a direita.

Circundução dos tornozelos.

inicial. 10 – Tornozelos Circundução dos tornozelos. Circundução para a direita. Corrida – É realizada num

Circundução para a direita.

Corrida É realizada num ritmo lento à moderado, com duração de 02 (dois) a 03 (três)

minutos.

Trabalho principal É a fase do treinamento em que são desenvolvidas as qualidades físicas

correspondentes a cada uma das técnicas apresentadas neste manual.

27

Volta a calma É a fase do treinamento em que são realizados exercícios (caminhadas e alongamentos) suaves, visando o retorno gradual do ritmo respiratório e da freqüência cardíaca à normalidade. Portanto, deve ser realizado de 05 (cinco) a 10 (dez) minutos, de maneira que a intensidade sofra um decréscimo progressivo, evitando-se paradas bruscas.

28

4 TÉCNICAS PREVENTIVAS

As técnicas preventivas visam aprimorar e manter a aptidão técnica de bases, guardas e esquivas e rolamentos a fim de defender a integridade pessoal do praticante ou de outrem, desenvolvendo atitudes favoráveis à prática de prevenção pessoal e dar ao policial militar o vigor técnico necessário ao desempenho de suas funções.

4.1 TÉCNICAS DE BASE

As bases, como já diz o nome, são as posições básicas, posturas corretas e fundamentais, que antecedem os movimentos de ataque e defesa, proporcionando ao policial militar a segurança, a firmeza e o equilíbrio necessário para a utilização das demais técnicas.

4.2 Forma de Jóquei ou Cavaleiro – corpo ereto, deixando a coluna reta, pernas abertas e flexionadas numa distâncias igual a duas vezes a largura dos ombros. Apoio central no quadril, proporcionando proteção lateral.

Apoio central no quadril, proporcionando proteção lateral. 4.3 Forma de Arco e Flecha ou Arqueiro –
Apoio central no quadril, proporcionando proteção lateral. 4.3 Forma de Arco e Flecha ou Arqueiro –

4.3 Forma de Arco e Flecha ou Arqueiro – corpo voltado para um dos lados e inclinado

para frente com a coluna reta. Perna da frente flexionada e a de trás esticada, pisando com força, empurrando o peso do corpo para frente.

coluna reta. Perna da frente flexionada e a de trás esticada, pisando com força, empurrando o
coluna reta. Perna da frente flexionada e a de trás esticada, pisando com força, empurrando o

29

4.4 Forma do Felino ou Gato – corpo ereto, perna traseira flexionada, servido como ponto

central de equilíbrio; perna dianteira flexionada sem apoiá-la ao solo.

perna dianteira flexionada sem apoiá-la ao solo. 4.5 Forma ajoelhada – utilizada para fuga, principalmente
perna dianteira flexionada sem apoiá-la ao solo. 4.5 Forma ajoelhada – utilizada para fuga, principalmente

4.5 Forma ajoelhada – utilizada para fuga, principalmente para treinar equilíbrio e aumentar

a flexibilidade da perna.

treinar equilíbrio e aumentar a flexibilidade da perna. 4.6 Forma de rasteira – esta posição facilita
treinar equilíbrio e aumentar a flexibilidade da perna. 4.6 Forma de rasteira – esta posição facilita

4.6 Forma de rasteira – esta posição facilita na fuga e aproximação com aplicação de

rasteira ou início para se aplicar uma tesoura de solo.

posição facilita na fuga e aproximação com aplicação de rasteira ou início para se aplicar uma
posição facilita na fuga e aproximação com aplicação de rasteira ou início para se aplicar uma

30

4.7 TÉCNICAS DE GUARDAS E ESQUIVAS

As Guardas e Esquivas são movimentos de ataque e defesa, educando o policial militar a se comportar em um conflito, sempre partindo de uma Base.

4.7.1 Andar – partindo da posição do gato, alternando pernas e braços, sendo que os pés não se elevam do solo e sim deslizam por ele, parando novamente na posição do gato após cada passo.

parando novamente na posição do gato após cada passo. 4.7.2. Virar – partindo da posição do

4.7.2. Virar – partindo da posição do gato, vira para trás, mudando a perna que estava à frente e o braço, sempre protegendo o centro do corpo.

posição do gato, vira para trás, mudando a perna que estava à frente e o braço,
posição do gato, vira para trás, mudando a perna que estava à frente e o braço,

31

4.7.3. Rodar – partindo da posição do gato, a perna dianteira bate firme com o pé mais a frente; a perna traseira gira por trás da dianteira, parando novamente na posição do gato, voltado para o sentido contrário, com a mesma perna a frente.

32

32 4.7.4. Esquivar – partindo da base do gato, o pé dianteiro bate firme a frente;
32 4.7.4. Esquivar – partindo da base do gato, o pé dianteiro bate firme a frente;

4.7.4. Esquivar – partindo da base do gato, o pé dianteiro bate firme a frente; com um salto a perna traseira gira pela frente da dianteira, parando novamente na posição do gato, voltado para o sentido contrário do que partiu, com a outra perna a frente.

contrário do que partiu, com a outra perna a frente. 4.8 TÉCNICAS DE ROLAMENTO Os rolamentos

4.8 TÉCNICAS DE ROLAMENTO

Os rolamentos são movimentos aplicados basicamente para amortecer as quedas, evitando-se ferimentos ou fraturas mais graves.

4.8.1 Rolamento frontal – rolar para frente, no sentido longitudinal do corpo e em linha reta.

33

33 4.8.2. Rolamento de costas – rolar para trás, no sentido longitudinal do corpo e em

4.8.2. Rolamento de costas – rolar para trás, no sentido longitudinal do corpo e em

– rolar para trás, no sentido longitudinal do corpo e em linha reta. 4.8.3. Rolamento progressivo

linha reta.

4.8.3. Rolamento progressivo – rolar para frente, obliquamente ao corpo, por sobre um

dos ombros. Para treinamento costuma-se rolar alternando-se o ombro.

Para treinamento costuma-se rolar alternando-se o ombro. 4.8.4. Rolamento regressivo – rolamento idêntico ao

4.8.4. Rolamento regressivo – rolamento idêntico ao progressivo, modificando apenas a posição final.

o ombro. 4.8.4. Rolamento regressivo – rolamento idêntico ao progressivo, modificando apenas a posição final.

34

4.8.5. Rolamento com salto em altura – deslocando-se para frente, saltar e, ao cair, efetuar o rolamento frontal ou progressivo. Normalmente utilizado a fim de superar obstáculos verticais.

utilizado a fim de superar obstáculos verticais. 4.8.6. Rolamento com salto em distância – deslocando-se

4.8.6. Rolamento com salto em distância – deslocando-se para frente, saltar e, ao cair,

efetuar o rolamento frontal ou progressivo. Normalmente utilizado a fim de superar obstáculos horizontais.

utilizado a fim de superar obstáculos horizontais. 4.8.7. Rolamento em mergulho – deslocando-se para frente,

4.8.7. Rolamento em mergulho – deslocando-se para frente, saltar e, ao cair, amortecer

com os braços e o quadril, acabando o movimento na posição deitado.

para frente, saltar e, ao cair, amortecer com os braços e o quadril, acabando o movimento

35

4.9 ROTINA DE APLICAÇÃO

A rotina de aplicação destina-se à um treinamento eficiente das técnicas de bases e guardas e esquivas. Todos os movimentos simulam a defesa e o contra ataque, por isso devem ser realizados com rapidez e energia.

os movimentos simulam a defesa e o contra ataque, por isso devem ser realizados com rapidez

01

02

03

os movimentos simulam a defesa e o contra ataque, por isso devem ser realizados com rapidez

04

-

05

06

os movimentos simulam a defesa e o contra ataque, por isso devem ser realizados com rapidez

36

36 10 - 11 12 13 14 15 01) Caichi – posição inicial, corpo ereto, calcanhares

10

-

11

12

36 10 - 11 12 13 14 15 01) Caichi – posição inicial, corpo ereto, calcanhares

13

14

15

01)

Caichi – posição inicial, corpo ereto, calcanhares unidos e pontas dos pés ligeiramente separados (como na posição de sentido). Os braços ligeiramente flexionados, com as mãos fechadas e coladas ao lado da cintura;

02)

Plexo – posicionar-se na base arco e flecha, à esquerda, esticar o braço esquerdo, com a mão aberta e a palma para frente, atingindo o opositor na altura do plexo; o braço direito para trás, com a mão fechada;

37

03)

Defesa baixa – com um passo com a perna direita, rodar o corpo, posicionando-se na base cavaleiro, defendendo, com a mão esquerda, um ataque na altura do quadril (o braço direito simula o ataque), vindo da direita;

04)

Defesa alta – adotar a base arco e flecha à direita, defendendo, com o braço direito flexionado e a mão fechada, um ataque na altura do peito ou cabeça (a mão esquerda segura o braço direito simulando o atingimento do braço do opositor na defesa), vindo da direita;

05)

Plexo – com um passo com a perna esquerda, rodar o corpo, posicionando-se na base arco e flecha, adotando a mesma posição dos braços da 1ª posição de “Plexo” (Tempo

2);

06)

Contra ataque no queixo – Girar o braço direito duas vezes, No 1º giro o braço bate na mão esquerda, simulando a retirada da pegada do opositor, no 2º giro a mão esquerda pára o movimento do braço, simulando golpe no queixo desse;

07)

Chute – desferir um chute com a perna direita (que está atrás), na altura do abdômen do opositor. Ao mesmo tempo a mão esquerda vai a frente, a fim de defender qualquer tentativa de reação, e a direita vai para o lado da cintura;

08)

Defesa baixa – retornar com a perna que deu o chute e posicionar-se na base cavaleiro, defendendo um ataque como no Tempo 3;

09)

Defesa alta – proceder da mesma forma como no tempo 4;

10)

Plexo – idem ao tempo 5;

11)

Contra ataque no queixo – idem ao tempo 6;

38

13)

Soco – avançar com a perna que deu o chute (direita), posicionando-se na base arco e

flecha, desferindo um ataque (soco) com a mão direita. A esquerda posiciona-se ao lado

da

cintura;

14)

Rasteira – saltar e cair na base rasteira, com a perna esquerda esticada;

15)

Caichi – retornar a posição inicial.

4.10

TÉCNICAS DE PRESSÃO NO CORPO HUMANO

As técnicas de pressão no corpo humano, também denominada “Chin-Na”, foram desenvolvidas pelos monges de Shaolin. Chin-Na é a técnica de conhecimento dos pontos de pressão do sistema nervoso para bloqueio temporário do raciocínio, facilitando a imobilização e a condução de detidos.

O “Fen Jin” (divisões musculares) e o “Tsuo Kuo” (deslocamentos ósseos) ocasionam

torções e pressões nas articulações, em grupos musculares e nos tendões.

4.10.1. Nível de trauma por áreas vitais ou vulneráveis

De acordo com a figura a seguir, o corpo humano é escalonado em três áreas vitais ou vulneráveis, conforme o trauma decorrente de aplicação de pressão ou de golpe com ou sem o bastão:

1) ÁREA VERDE

Trauma de nível baixo. Os ferimentos tendem a ser leves e com rápida recuperação, podendo, excepcionalmente, perdurar por tempo moderado.

2) ÁREA AMARELA

39

Trauma de nível médio. Os ferimentos tendem a perdurar por mais tempo, porém, também temporários.

3) ÁREA VERMELHA

Trauma de nível alto. Os ferimentos tendem a ser sérios e de longa duração, podendo, conforme a intensidade do golpe aplicado, ocasionar a inconsciência, a lesão grave ou, em casos extremos, a morte.

4.10.2. Pontos de pressão: (página a seguir)

02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17
02
01
03 04
06
05
07
09
11
13
15
17
(página a seguir) 02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17 08

08

18

19

21

(página a seguir) 02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17 08

20

22

(página a seguir) 02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17 08

23

10

(página a seguir) 02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17 08
12 14 16
12
14
16

24

26

27

28

(página a seguir) 02 01 03 04 06 05 07 09 11 13 15 17 08

25

40

01 – Estenóide

11 – Externo

21 – Tibial Anterior (Canela)

02 – Maxilar

12 – Flutuantes

22 – Trapézio

03 – Etimoidal

13 – Mediano

23 – Axilar

04 – Traquéia

14 – Ilíaco

24 – Nervos Periféricos da Mão

05 – Jugular (Carótida)

15 – Cubital

25 – Tabaqueira

06 – Subclávia

16 – Radial

26 – Ciático

07 – Fúrcula External

17 – Testículos

27 – Fabela

08 – Plexo

18 – Femural

28 – Tibial Posterior

(Panturrilha)

09 – Peitoral

19 – Cutâneo

29 – Tendão de Aquiles

10 – Ulnar

20 – Patela

4.11 TÉCNICAS DE SAQUE E EMPUNHADURA DO BASTÃO

4.11.1. Saque

Este movimento visa aprimorar a técnica de sacar e embainhar o bastão em curto espaço de tempo e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos.

e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos. Fig. 01

Fig. 01

e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos. Fig. 01

Fig. 02

e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos. Fig. 01

Fig. 03

e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos. Fig. 01

Fig. 04

e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em quatro tempos. Fig. 01

Fig. 05

41

Tempo 1 – Tempo 2 –

Segurar com a mão forte a empunhadura principal (Fig. 02); Sacar, girando num ângulo de 360º de sua esquerda para direita,

Tempo 3 –

permanecendo com o bastão ao lado direito do corpo, na altura da cintura e paralelo ao solo; Sem girar o bastão, direcionar sua base de corte ao porta bastão e o

Tempo 4 –

embainhar, ainda empunhando-o (Fig. 04); Soltar o bastão e retornar a posição inicial (Fig. 05).

4.11.2. Empunhadura

Este exercício visa dominar o manuseio do bastão após o saque e embainhá-lo com eficiência, precisão, facilidade e agilidade.

com eficiência, precisão, facilidade e agilidade. Tempo 1 – Tempo 2 – Fig. 06 Tempo 3

Tempo 1 –

Tempo 2 –

Fig. 06

Tempo 3 –

Tempo 4 –

É o saque. Com a mão direita, segurar a empunhadura principal do bastão e sacar, girando-o, da esquerda para a direita, uma única vez, levando-o ao lado do corpo (Fig. 06 – Seta de baixo); É a Empunhadura propriamente dita. Girar o bastão duas vezes, da direita para a esquerda (Fig.06 – Seta de cima) e introduzir a extremidade da base de corte no porta bastão; Embainhar o bastão, permanecendo com a mão direita na empunhadura principal (Fig. 04); Retornar a posição inicial (Fig. 05).

42

5 TÉCNICAS DEFENSIVAS

As técnicas defensivas visam capacitar o policial militar a evitar ou bloquear golpes do adversário, portanto, o bastão policial tem um papel relevante para a manutenção da integridade física de que o porta.

5.1 FAIXAS DE PROTEÇÃO

O bastão policial, com sua resistência e poder de absorção de impactos, maximiza a defesa, de forma que o policial militar deve adotar a concepção de faixas ou zonas de proteção (círculos ou meias-luas) a fim de impedir ou repelir qualquer ataque.

Fig. 07 Faixa 1 Faixa 2
Fig. 07
Faixa 1
Faixa 2

Faixa1 – até 3m, é a faixa da integridade física, na qual o policial militar com movimentos de guardas e esquivas e técnicas básicas defensivas e de chaves e estrangulamentos apresentados nos itens anteriores, consegue desviar-se, bloquear ou ainda contra-atacar um golpe.

43

Faixa 2 – até 7m, é a faixa do controle psicológico, na qual o policial militar deve manter-se alerta, procurando estar consciente do que ocorre a sua volta e pronto para adotar medidas defensivas. 5.2 POSIÇÕES DE DEFESA COM O BASTÃO

Estas posições visam condicionar o ato de se defender em todas as direções, acrescendo as técnicas de bases e guardas e esquivas e, por razões de ordem unida do meio militar, é executado em tempos

de ordem unida do meio militar, é executado em tempos Fig. 08 Fig. 09 Fig. 10

Fig. 08

Fig. 09

Fig. 10

Fig. 11

Fig. 12

Tempo 1 –

É a Empunhadura (item 14.2), com a diferença de que, na execução dos dois giros (Fig. 06), o bastão passa da mão forte para a mão fraca;

Tempo 2 –

Defesa alta, com o bastão protegendo a cabeça e o corpo na base cavaleiro (Fig. 08);

Tempo 3 –

Esquivar para a direita, defendendo um ataque lateral a sua esquerda, finalizando na base de gato (Fig. 09);

Tempo 4 –

Esquivar para a esquerda, defendendo um ataque lateral a sua direita, passando para a base de gato invertida (Fig. 10);

44

Tempo 5 –

Recuar a perna direita, se posicionando na base arco e flecha, com defesa

baixa (defender a perna) (Fig. 11);

Tempo 6 –

Voltar com a perna direita para frente, posicionando-a como na posição

inicial; a mão esquerda trás o bastão ao peito; e a mão direita segura na

empunhadura auxiliar superior;

Tempo 7 – A mão esquerda solta a empunhadura principal e segura a extremidade da

empunhadura auxiliar inferior, mantendo o bastão cruzado em frente ao peito

(Fig. 12);

Tempo 8 – A mão esquerda solta o bastão e segura o porta bastão; a mão direita introduz a

extremidade da base de corte no porta bastão;

Tempo 9 –

Embainhar o bastão, permanecendo com a mão direita na empunhadura

principal (Fig. 04);

Tempo 10–

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

5.3 DEFESAS SIMPLES E DUPLAS COM O BASTÃO

Para as técnicas defensivas, deve-se partir de uma posição inicial, conforme mostrado

nas figuras ao lado:

posição inicial, conforme mostrado nas figuras ao lado: Posição Inicial para Defesa Simples Posição Inicial para

Posição Inicial

para Defesa

Simples

inicial, conforme mostrado nas figuras ao lado: Posição Inicial para Defesa Simples Posição Inicial para Defesa

Posição Inicial

para Defesa

Dupla

45

Fig. 13

5.3.1. Defesa Alta

Fig. 14

Na defesa alta simples o bastão policial é posicionado por sobre o braço do praticante,

protegendo-o. A mão que está empunhando o bastão executa um movimento ascendente a fim

de parar um ataque por cima. A outra mão auxilia na defesa, não envolvendo o bastão com os

dedos, mas com a palma da mão estendida apoiada na base de estocagem.

com a palma da mão estendida apoiada na base de estocagem. Defesa Alta Simples. Fig. 15

Defesa Alta

Simples.

Fig. 15

apoiada na base de estocagem. Defesa Alta Simples. Fig. 15 Fig. 16 Na defesa alta dupla

Fig. 16

Na defesa alta dupla o bastão é posicionado como extensão do braço que o empunha,

sendo preso pela outra mão, sem envolvê-lo, mas sim apoiando com a mão espalmada a base

de corte. Nas defesas altas (simples e dupla), o praticante deve ter o cuidado de afastar a

cabeça da extremidade da base de apoio do bastão.

praticante deve ter o cuidado de afastar a cabeça da extremidade da base de apoio do

Defesa Alta

Dupla.

Fig. 18

46

Fig. 17

5.3.2. Defesa Baixa

Na defesa baixa simples, como já foi visto na alta, o bastão policial é posicionado por

sobre o braço do praticante, protegendo-o. A mão que está empunhando o bastão executa um

movimento descendente a fim de parar um ataque por baixo. A outra mão auxilia na defesa,

não envolvendo o bastão com os dedos, mas com a palma da mão estendida apoiada na base

de estocagem.

com a palma da mão estendida apoiada na base de estocagem. Defesa Baixa Simples. Fig. 19

Defesa Baixa

Simples.

Fig. 19

apoiada na base de estocagem. Defesa Baixa Simples. Fig. 19 Fig. 20 Na defesa baixa dupla

Fig. 20

Na defesa baixa dupla o bastão é posicionado como extensão do braço que o empunha,

sendo preso pela outra mão na extremidade da empunhadura auxiliar inferior. A flexão das

pernas nas defesas baixas (simples e dupla) auxilia na defesa, pois diminui a silhueta do

praticante e facilita o bloqueio de golpes abaixo da linha da cintura.

na defesa, pois diminui a silhueta do praticante e facilita o bloqueio de golpes abaixo da

47

Defesa Baixa

Dupla.

Fig. 21 5.3.3. Defesa Lateral para Fora

Na defesa lateral para fora simples, o bastão policial é posicionado por sobre o braço

do praticante, protegendo-o. Esse braço executa um movimento enérgico de dentro para fora,

tendo como base o corpo do praticante, bloqueando um ataque. O bastão policial deve

permanecer o mais próximo possível da vertical. A outra mão do praticante pode permanecer

em posição que possibilite um contra-ataque ou auxiliar a mão que empunha o bastão.

um contra-ataque ou auxiliar a mão que empunha o bastão. Defesa Lateral Simples (para fora) Fig.

Defesa Lateral

Simples

(para fora)

Fig. 23

o bastão. Defesa Lateral Simples (para fora) Fig. 23 Na defesa lateral para fora dupla ,

Na defesa lateral para fora dupla, o bastão é segurado pela mão forte na empunhado

principal e pela outra mão na extremidade da empunhadura auxiliar inferior, sendo que o

bastão deve permanecer o mais próximo possível da posição vertical. Como na defesa lateral

simples, deve-se executar um movimento enérgico de dentro para fora, tendo como base o

corpo do praticante, bloqueando um ataque.

executar um movimento enérgico de dentro para fora, tendo como base o corpo do praticante, bloqueando

48

Defesa Lateral

Dupla

(para fora)

Fig. 25

5.3.4. Defesa Lateral para Dentro

Na defesa lateral para dentro simples, o bastão policial é posicionado por sobre o braço

do praticante, protegendo-o. Esse braço executa um movimento enérgico de fora para dentro,

tendo como base o corpo do praticante, bloqueando um ataque. O bastão policial deve

permanecer o mais próximo possível da vertical. A outra mão do praticante pode permanecer

em posição que possibilite um contra-ataque ou auxiliar a mão que empunha o bastão.

um contra-ataque ou auxiliar a mão que empunha o bastão. Defesa Lateral Simples (para dentro) Fig.

Defesa Lateral

Simples

(para dentro)

Fig. 27

o bastão. Defesa Lateral Simples (para dentro) Fig. 27 Fig. 28 Na defesa lateral para dentro

Fig. 28

Na defesa lateral para dentro dupla, o bastão é segurado pela mão forte na empunhado

principal e pela outra mão na extremidade da empunhadura auxiliar inferior, sendo que o

bastão deve permanecer o mais próximo possível da posição vertical. Como na defesa lateral

simples, deve-se executar um movimento enérgico de fora para dentro, tendo como base o

corpo do praticante, bloqueando um ataque.

executar um movimento enérgico de fora para dentro, tendo como base o corpo do praticante, bloqueando

49

Defesa Lateral

Dupla

(para dentro)

Fig. 29 6 TÉCNICAS OFENSIVAS

As técnicas ofensivas visam aprimorar a capacidade do policial militar, após uma defesa,

revidar a ação de um opositor, utilizando técnicas ofensivas de contra-ataque, de chave-de-

braço, de estrangulamento ou de projeção, a fim de possibilitar a sua imobilização e/ou a

condução.

6.1 TÉCNICAS BÁSICAS COM O BASTÃO

As técnicas a seguir visam o treinamento e o aprimoramento do policial militar quanto ao

uso e manejo do bastão. No treinamento das técnicas, não se deve olhar para o porta bastão ao

sacar ou embainhar o bastão, a fim de não se perder de vista eventual opositor.

A fim de criar rotina de treinamento das técnicas, essas são apresentadas com tempos

para a sua execução e os movimentos iniciam e terminam na posição de descansar (Fig. 01),

sendo que em cada técnica o “Tempo 1” corresponde à técnica anterior e o “Tempo 2”

corresponde à técnica em exercício no momento.

6.1.1. Contra Ataque Alto

Técnica de manuseio do bastão, executando-se dois golpes cortantes diagonais, da

clavícula à cintura do agressor, formando um “X”.

50

Tempo 1 –
Tempo 1 –

Sacar o bastão, executando um contra ataque, com movimento diagonal, da esquerda para direita e de cima para baixo, iniciando na clavícula direita do opositor; adiantar a perna direita, posicionando-se na base arco e flecha;

Fig. 31

Tempo 2 – Executar um contra ataque, com movimento diagonal, da direita para a esquerda e de cima para baixo, iniciando na clavícula esquerda do opositor. A extremidade da base de corte é introduzida no porta bastão.

Tempo 3 –

Embainhar o bastão, permanecendo na base arco e flecha e com a mão direita na empunhadura principal;

Tempo 4 –

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.1.2. Contra Ataque Baixo

Esta técnica é para a fuga de um ataque, contra atacando as pernas do opositor, na altura da canela e do joelho.

Tempo 1 –

do opositor, na altura da canela e do joelho. Tempo 1 – Tempo 2 – Sacar,

Tempo 2 –

Sacar, contra atacando ao mesmo tempo em que assume a base de joelho, direcionando o bastão na canela do agressor, da esquerda para a direita;

Contra atacar, da direita para a esquerda, em direção à patela do agressor;

51

Fig. 32

Tempo 3 –

Tempo 4 –

6.1.3. Contra Ataque Duplo

Embainhar o bastão ainda na base de joelho;

e

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

Contra atacar a base do agressor e seguindo um ataque ao plexo.

52

52 F i g . 3 4 Tempo 1 – Fig. 33 Sacar, contra atacando a

Fig. 34

Tempo 1 –

Fig. 33 Sacar, contra atacando a base do agressor, na base de joelho (Fig. 33);

Tempo 2 –

Passando da base de joelho para a arco e flecha, atacar o plexo do agressor

(Fig. 34);

Tempo 3 –

Ainda na base arco e flecha, embainhar o bastão;

Tempo 4 –

Retornar à posição inicial (Fig. 05).

Obs.: Os exercícios a seguir visam facilitar as técnicas de imobilização com a

possibilidade de um deslocamento das articulações. Observando que o policial militar, além

de utilizar as técnicas com o bastão, paralelamente utilizará as técnicas de chave, sendo o

bastão, apenas uma arma auxiliar.

6.1.4. Bloqueio de Braço (Quebramento)

utilizará as técnicas de chave, sendo o bastão, apenas uma arma auxiliar. 6.1.4. Bloqueio de Braço

53

Fig. 35

Fig. 36

Fig. 37

Tempo 1 –

Executar o saque (Fig. 35), parando na base arco e flecha;

Tempo 2 –

Defender um ataque (soco) com a mão esquerda, agarrando o braço que o agressor utilizou para atacar, na altura do pulso, e o torcendo, procurando deixar o cotovelo do agressor para cima (Fig. 36). Puxar para sua retaguarda, na base arco e flecha invertido, pressionando o braço do agressor com o bastão, na altura do cotovelo (Fig. 37);

Tempo 3 –

Voltar à base arco e flecha do Tempo 1 e embainhar o

bastão;

Tempo 4 –

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.1.5. Bloqueio de Perna (Chute)

Fig. 39 Fig. 38
Fig. 39
Fig. 38
05) . 6.1.5. Bloqueio de Perna (Chute) Fig. 39 Fig. 38 Fig. 40 Tempo 1 –

Fig. 40

Tempo 1 –

Executar o saque (Fig. 38), parando na base arco e flecha, como no exercício anterior;

54

Tempo 2 –

Defender um chute do agressor, passando para a base de arco e flecha invertido e batendo com bastão em sua perna (Fig. 40);

Tempo 3 –

Voltar a base de arco e flecha do Tempo 1 e embainhar o bastão;

Tempo 4 –

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.1.6.

Contra Ataque na Virilha

Fig. 41
Fig. 41

Tempo 1 –

Tempo 2 –

Tempo 3 –

Tempo 4 –

6.1.7. Rasteira

Executar o saque na base de arco e flecha, como nos exercícios anteriores;

Girar o bastão, de cima para baixo, e desferir um ataque em direção à virilha do agressor (Fig. 41);

Embainhar o bastão;

Retornar a posição inicial.

Fig. 42 Fig. 43
Fig. 42
Fig. 43

55

Tempo 1 –

Executar o saque na base de arco e flecha;

Tempo 2 – Girar 180º o bastão, a base de corte, que está para trás, passa para frente, como um prolongamento do braço (Fig. 42). Girar o bastão por sobre a mão (seta da Fig. 42), passando da empunhadura principal para a empunhadura auxiliar inferior. Dar um passo a frente com a perna esquerda, passando para a base cavaleiro (Fig. 43), encaixando a base de apoio do bastão na perna direita do agressor, por trás do joelho e puxando-a, de baixo para cima, ao mesmo tempo em que a mão esquerda empurra o peito do agressor de cima para baixo, a fim de levá-lo ao solo;

Tempo 3 –

Voltar com a perna esquerda para trás, na base arco e flecha inicial, e embainhar o bastão;

Tempo 4 –

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.1.8. Plexo

Tempo 1 –

Executar o saque na base de arco e flecha, como nos exercícios anteriores;

Fig. 44
Fig. 44

Tempo 2 – Girar o bastão como no exercício anterior, segurando na empunhadura auxiliar inferior. Dar um salto e cair na base de joelho, segurando com a mão esquerda a empunhadura auxiliar inferior e a direita passando para a empunhadura auxiliar superior, desferindo um golpe no plexo do agressor caído (Fig. 44);

56

Tempo 3 –

Voltar com a perna esquerda para trás, na base arco e flecha inicial, e

Tempo 4 –

embainhar o bastão; Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.1.9. Traquéia

Tempo 1 –

Executar o saque na base de arco e flecha;

Tempo 1 – Executar o saque na base de arco e flecha; Fig. 45 Tempo 2

Fig. 45

Tempo 2 – Girar o bastão como no exercício anterior, segurando na empunhadura auxiliar inferior. Saltar e cair na base de joelho invertida, pressionando com a mão esquerda a empunhadura auxiliar inferior

e com a direita a superior, prendendo com

a ponta do pé esquerdo a base de corte do bastão, ficando o pescoço do opositor

Tempo 3 –

(traquéia) preso entre a base de apoio e a de corte (Fig. 45); Voltar com a perna esquerda para trás, na base arco e flecha inicial, e embainhar o bastão;

Tempo 4 –

Retornar a posição inicial (Fig. 05).

6.2 ROTINA DE APLICAÇÃO DO BASTÃO

A rotina de aplicação do bastão destina-se, além do treinamento das bases e guardas e esquivas, ao manuseio do bastão. Todos os movimentos simulam o ataque, por isso devem ser realizados rápida e energicamente.

ao manuseio do bastão. Todos os movimentos simulam o ataque, por isso devem ser realizados rápida

57

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

04

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

05

06

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

07

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

08

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

-

09

57 04 05 06 07 08 - 09 01) - 10 11 12 Cruzar arma –

01)

-

10

11

12

Cruzar arma – posição inicial. Mão direita na empunhadura auxiliar superior do bastão, na altura do ombro, e mão esquerda na auxiliar inferior, na altura da cintura;

58

02)

Ataque queixo – avançar a perna direita, posicionando-se na base arco e flecha; girar o

03)

bastão, movendo a base de corte, de trás para a frente, atingindo o queixo do opositor, de baixo para cima; Ataque clavícula – girar o corpo, posicionando-se na base de arco e flecha invertido; girar o bastão, atingindo a clavícula do opositor;

04) Defesa chute – avançar com a perna de trás (direita), posicionando-se na base cavaleiro, segurando as duas empunhaduras auxiliares do bastão, defendendo um chute do opositor na região da virilha;

05)

Ataque costelas – ainda na base cavaleiro ou passando para a base arco e flecha (esticando a perna direita), golpear a região das costelas do opositor com a extremidade da base de corte do bastão;

06)

Bloqueio chute – recuando a perna direita, posicionar-se na base de joelho e bloquear um chute do opositor;

07)

Rasteira – tirando o joelho direito do chão e esticando a perna esquerda por detrás do agressor, girar o bastão, segurando na empunhadura auxiliar inferior, e golpear a região da canela ou patela, derrubando o opositor;

08)

Plexo solar – voltar para a base de joelho e, segurando a empunhadura auxiliar superior, estocar o plexo do opositor, que está no solo;

09)

Contra ataque – levantar, posicionando-se na base arco e flecha, realizando um movimento de defesa com o bastão na mão esquerda, da direita para a esquerda, posicionando-o ao lado do corpo e contra atacando com um soco com a mão direita;

59

11)

Ataque plexo – atacar o plexo do agressor, com a base de estocar do bastão, ao mesmo tempo em que retorna com a mão direita para o lado do corpo;

12)

Cruzar arma – voltar à posição inicial.

6.3

APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS EM LUTA COMBINADA

A aplicação da rotina com o bastão possibilita um ótimo treinamento das técnicas básicas, anteriormente ensinadas, dando ao policial militar uma noção do poder defensivo e ofensivo do emprego das técnicas com o bastão.

02 01
02
01
03
03
05
05
04
04
06
06

60

07
07
08
08

01)

Saque - O opositor, em um primeiro golpe, ataca com a mão direita em direção a cabeça. Sacar o bastão, posicionando-se na base arco e flecha, contra atacando o golpe;

02)

Defesa - O opositor, em um segundo golpe, ataca com a mão esquerda a cabeça. Defender com a mão esquerda;

03)

Quebramento - Puxar o braço do opositor, posicionando-se na base arco e flecha invertida, e aplicar a técnica de quebramento com o bastão, imobilizando o opositor;

04)

Defesa chute - O opositor ataca chutando com a perna direita. Girar o bastão de cima para baixo e defender um chute do opositor, permanecendo na base arco e flecha invertida;

05)

Contra ataque na virilha - Passar para a base arco e flecha inicial e contra atacar a virilha (região escrotal) do opositor;

61

07)

Plexo - Com o opositor caído, aplicar a técnica de plexo com o bastão na base ajoelhado; e

08)

Traquéia - Invertendo o joelho, aplicar a técnica de traquéia com o bastão.

6.4 TÉCNICAS DE CHAVE-DE-BRAÇO SEM O BASTÃO As técnicas de chave-de-braço sem o bastão possibilitam a imobilização e/ou condução de agressores, conforme a necessidade. As chaves podem ser aplicadas de pé, possibilitando a condução ou a derrubada do opositor, como podem ser aplicadas com o agressor já deitado, para imobilizá-lo e levantá-lo para condução.

6.4.1. Primeira Chave – defesa de um soco, esquivando-se para frente do corpo do

opositor (para dentro), defendendo o soco com a mesma mão que o opositor utilizou para atacar; segurando e torcendo o pulso do opositor; utilizando as técnicas dos pontos de pressão;

fazendo com que o braço do opositor seja forçado para frente do corpo e, por conseqüência, também gire o corpo; imobilizando o opositor de pé; reforçando a pressão sob o pulso com a outra mão (Fig. 46); ou podendo projetá-lo ao solo para imobilizá-lo ou algemá-lo (Fig. 47).

Fig. 46
Fig. 46
Fig. 47
Fig. 47

6.4.2. Segunda Chave – defesa de soco, esquivando-se para o lado do corpo do

opositor (para fora), defendendo o soco com o braço contrário a que o opositor utilizou para atacar, segurando e torcendo, com esse braço, o pulso do opositor (Fig. 48) e, com a outra mão o cotovelo, na região do ponto de pressão mediano ou cubital, forçando o pulso do

62

opositor para baixo a para trás e o cotovelo para cima e para frente, dando um passo em direção do opositor e forçando-o a ir ao solo (Fig. 49), a fim de imobilizá-lo ou algemá-lo. Tanto essa chave, quanto a 1ª, ao levar o agressor ao solo não se deve dobrar a coluna e sim ajoelhar, mantendo a coluna sempre reta.

63

63 Fig. 48 Fig. 49 6.4.3. Terceira Chave – defesa de um soco, esquivando-se para a

Fig. 48

Fig. 49
Fig. 49

6.4.3. Terceira Chave – defesa de um soco, esquivando-se para a frente do corpo do opositor (para dentro), defendendo o soco com o braço contrário a que o opositor utilizou para atacar, segurando e torcendo com esse braço o pulso do opositor e, com a outra mão segurando o cotovelo por cima e puxando-o para frente e, em conseqüência, o corpo do opositor, dobrando o braço puxado e levando-o para trás do corpo, forçando-o para cima. Se o opositor estiver de pé, a mão que está segurando o cotovelo pode soltá-lo e passar a segurar o trapézio ou a traquéia do agressor a fim de conduzi-lo (Fig. 50). Se o opositor estiver deitado a mão continua no cotovelo, pressionando um dos pontos de pressão dessa região (Fig. 51), imobilizando-o ou auxiliando a algemá-lo.

um dos pontos de pressão dessa região (Fig. 51) , imobilizando-o ou auxiliando a algemá-lo. Fig.

Fig. 50

Fig. 51

um dos pontos de pressão dessa região (Fig. 51) , imobilizando-o ou auxiliando a algemá-lo. Fig.

64

6.4.4. Quarta Chave – defesa de um soco, esquivando-se para frente do corpo do opositor (para dentro), defendendo com o braço contrário a que o opositor utilizou para atacar, segurando e torcendo, com esse braço, o pulso do opositor e, com o outro braço, bater e encaixar sua região mediana na mesma região do braço do opositor (Fig. 52), fazendo com que os dois braços dobrem e que o braço do opositor seja virado para trás do corpo, a mão de seu braço que está encaixado com o do agressor segura e pressiona o trapézio do opositor e sua outra mão solta o braço do agressor e segura e pressiona o outro trapézio ou a carótida do opositor, a fim de conduzi-lo (Fig. 53).

ou a carótida do opositor, a fim de conduzi-lo (Fig. 53) . Fig. 52 Fig. 53
ou a carótida do opositor, a fim de conduzi-lo (Fig. 53) . Fig. 52 Fig. 53

Fig. 52

Fig. 53

6.4.5. Quinta Chave – defesa de um soco, esquivando-se para trás e para o lado do corpo do opositor (para fora), defendendo o soco com o braço contrário que o opositor utilizou para atacar, a defesa é feita batendo-se e segurando a região do cotovelo do agressor; dando-se um passo em frente e em direção do opositor, o outro braço desfere um golpe no queixo do opositor, de baixo para cima e com a sola da mão (calcâneo); após o golpe, essa mesma mão segura a nuca e pressiona a carótida do opositor com as pontas dos dedos. Lembrando que o braço passa por baixo do braço do opositor; dando-se outro passo a frente coloca-se atrás do opositor, passando o outro braço por baixo do braço do opositor e cruzando-se os dedos das mãos atrás da nuca do opositor, imobilizando-o (Fig. 54) ou derrubando-o (Fig. 55)

65

.
.

Fig. 54

6.5 TÉCNICAS DE SAÍDA DE CHAVE

Fig. 55
Fig. 55

As técnicas de saída de chave capacitam o policial militar a desvencilhar-se de um opositor, no momento em que esse está lhe aplicando uma chave, a fim de evitar um confronto ou partir para um contra-ataque. As saídas de chave devem ser utilizadas antes que o agressor complete a chave-de-braço.

Fig. 56
Fig. 56

6.5.1. Saída da primeira chave – O opositor aplica a chave (Fig. 56). O policial militar, antes do agressor completar a chave, executa um rolamento frontal se desvencilhando das mãos do opositor (figuras seguintes).

66

Fig. 57

Saída da segunda chave – O Fig. 58
Saída da segunda chave – O
Fig. 58

6.5.2.

opositor aplica a chave (Fig. 58). O policial militar, antes do opositor completar a chave,

executa um rolamento de costas, se desvencilhando das mãos do opositor (Fig.

59).

Fig. 59

6.5.3. Saída da terceira chave – O

opositor aplica a Chave (Fig. 60). O policial militar, antes do opositor completar a chave, gira o seu corpo no mesmo sentido em que o opositor o está forçando a girar, ficando praticamente de frente para esse e, com a mão livre, aplica um golpe no opositor, pressionando o ponto de pressão da traquéia.

frente para esse e, com a mão livre, aplica um golpe no opositor, pressionando o ponto

Fig. 60

frente para esse e, com a mão livre, aplica um golpe no opositor, pressionando o ponto

67

6.5.4. Saída da quarta chave – O

opositor aplica a 4ª Chave (Fig. 62). O policial

militar, antes do opositor completar a chave e ao ter seu braço encaixado com o desse, passa a tentar aplicar a mesma chave no opositor.

6.5.5. Saída da quinta chave – O

opositor aplica a quinta chave (Fig. 64). O policial militar, antes do opositor completar a chave, solta seu peso sobre seu corpo, procurando sentar-se e, ao mesmo tempo, junta as suas mãos a frente de seu corpo, como se fosse “rezar”.

Fig. 62

a frente de seu corpo, como se fosse “rezar”. Fig. 62 Fig. 64 6.6 TÉCNICAS DE

Fig. 64

6.6 TÉCNICAS DE CHAVE-DE-BRAÇO COM O BASTÃO

As técnicas de chave-de-braço com o bastão, assim como as sem bastão, possibilitam a imobilização e/ou condução de agressores, conforme a necessidade. As chaves são aplicadas de pé, possibilitando a condução ou a derrubada do opositor, a fim de imobilizá-lo e levantá- lo para condução.

Demonstraremos, a seguir, 06 (seis) chaves-de-braço com o bastão, sendo que a posição inicial é a mesma para todas elas, assim como, também para todas, a ação inicial é a defesa de um soco, esquivando-se diagonalmente para frente e para esquerda, defendendo o soco com o bastão, que está na mão direita, segurado na parte mediana da empunhadura auxiliar inferior, com a empunhadura principal para frente (Fig. 66), batendo o bastão, da esquerda para direita, na região do pulso do braço que o opositor utilizou para atacar.

68

68 Fig. 66 6.6.1. Primeira Chave – é utilizada na defesa de um soco da mão

Fig. 66

6.6.1. Primeira Chave – é utilizada na defesa de um soco da mão direita do opositor. O

policial militar, partindo da posição inicial e após a adoção da ação inicial já citada, com a

mão esquerda empunha a empunhadura principal do bastão, passando-se o braço esquerdo por

cima do braço direito, prendendo, assim, o braço do opositor entre o bastão e suas duas mãos

(Fig. 67), levando-o ao solo (Fig. 68).

Fig. 67
Fig. 67
Fig. 68
Fig. 68

6.6.2. Segunda Chave – semelhante à primeira chave, esta é a defesa de um soco da

mão esquerda do opositor; novamente parte-se da posição inicial e adota-se a ação inicial; o

braço esquerdo do opositor é preso como na primeira chave (Fig. 69) e, esse, é levado ao solo.

A diferença desta chave para a primeira é que o opositor cai de costas (Fig. 70).

é levado ao solo. A diferença desta chave para a primeira é que o opositor cai

Fig. 69

Fig. 70

69

6.6.3. Terceira Chave – partindo da posição e ação inicial (Fig. 66), esta chave é

utilizada para defender um soco da mão direita do opositor. O braço desse é preso como na

primeira chave. A diferença é que a extremidade da empunhadura auxiliar inferior do bastão é

apoiada na região da articulação de seu braço esquerdo (região do ponto de pressão mediano).

A mão direita, que empunhava o bastão, passa a segurar o braço direito do opositor,

pressionando o ponto de pressão cubital ou mediano (Fig. 71). Esta chave pode ser utilizada

para conduzir o opositor ou para levá-lo ao solo (Fig. 72 e 73).

o opositor ou para levá-lo ao solo (Fig. 72 e 73) . Fig. 73 Fig. 71
Fig. 73 Fig. 71
Fig. 73
Fig. 71

6.6.4. Quarta Chave – partindo da posição e ação inicial (Fig. 66), Fig. esta 72 chave é

utilizada para defender um soco da mão esquerda do opositor. O braço desse é preso como na

segunda chave. A diferença é que a extremidade da empunhadura auxiliar inferior do bastão é

apoiada na região da articulação de seu braço esquerdo (região do ponto de pressão mediano),

como na terceira chave. A diferença é que a mão direita, que empunhava o bastão, passa a

pressionar o braço esquerdo do opositor, na altura do cotovelo, forçando para baixo e agindo

no ponto de pressão cubital. Esta chave pode ser utilizada para conduzir o opositor ou para

70

Fig. 74
Fig. 74
Fig.75
Fig.75

6.6.5. Quinta Chave – partindo da posição e ação inicial (Fig. 66), esta chave é utilizada para defender um soco da mão direita do opositor. O braço desse é preso como na primeira chave. A diferença é que a extremidade da empunhadura auxiliar inferior do bastão é apoiada na região da articulação de seu braço direito (região do ponto de pressão mediano). A mão direita, que empunha o bastão, passa a segurar o braço direito do opositor, pressionando o ponto de pressão cubital ou mediano, como na terceira chave (Fig. 76). Esta chave é utilizada, basicamente, para conduzir o opositor (Fig. 77).

utilizada, basicamente, para conduzir o opositor (Fig. 77). Fig. 77 Fig. 76 6.6.6. Sexta Chave –
utilizada, basicamente, para conduzir o opositor (Fig. 77). Fig. 77 Fig. 76 6.6.6. Sexta Chave –

Fig. 77

Fig. 76

6.6.6. Sexta Chave – partindo da posição e ação inicial (Fig. 66), esta chave é utilizada para defender um soco com a mão esquerda do opositor. O braço desse é preso como na segunda chave. A diferença é que a extremidade da empunhadura auxiliar inferior do bastão é apoiada na região da articulação de seu braço direito (região do ponto de pressão mediano) (Fig. 78). A mão direita, que empunhava o bastão, passa a segurar o braço esquerdo do opositor, na altura do cotovelo, pressionando o ponto de pressão cubital e forçando o braço do agressor

71

71 para baixo do bastão (Fig. 78) . Esta chave pode ser utilizada para conduzir o

para baixo do bastão (Fig. 78). Esta chave pode ser utilizada para conduzir o opositor ou levá-lo ao solo (Fig. 79).

para conduzir o opositor ou levá-lo ao solo (Fig. 79) . Fig. 78 Fig. 79 6.6.7.

Fig. 78

Fig. 79

6.6.7. Sétima Chave – inicia-se segurando o bastão na empunhadura principal (Fig. 80); com a outra mão, defender um golpe do opositor e ao mesmo tempo girar o bastão, de maneira que a base de corte fique para frente como um prolongamento do braço (Fig. 81); ainda segurando o braço do opositor, golpear com o bastão a região mediana do braço, fazendo-o dobrar (Fig. 82); ao dobrar o braço do opositor, torcê-lo para trás do corpo, mantendo-o preso pelo bastão (Fig. 83); finalizando, pode-se travar a extremidade da base de corte do bastão com seu próprio braço, a fim de conduzir o opositor (Fig. 84), ou continuar com o movimento de torção do braço e levá-lo ao solo a fim de imobilizá-lo (Fig. 85).

ou continuar com o movimento de torção do braço e levá-lo ao solo a fim de

Fig. 80

ou continuar com o movimento de torção do braço e levá-lo ao solo a fim de
Fig. 81
Fig. 81
ou continuar com o movimento de torção do braço e levá-lo ao solo a fim de

72

Fig. 82

Fig.83

73

73 Fig. 84 6.7 TÉCNICAS DE PROJEÇÃO Fig. 85 6.7.1. Contra ataque puxando na diagonal Fig.

Fig. 84

6.7 TÉCNICAS DE PROJEÇÃO

Fig. 85
Fig. 85

6.7.1. Contra ataque puxando na diagonal

PROJEÇÃO Fig. 85 6.7.1. Contra ataque puxando na diagonal Fig. 86 Fig. 87 Tempo 1 –

Fig. 86

Fig. 87
Fig. 87

Tempo 1 –

Defender um ataque (soco) com o braço oposto ao que o opositor utilizou, segurando-o na altura do pulso (Fig. 86);

Tempo 2 –

Com sua outra mão, segurar a região do ombro do outro braço do opositor (Fig. 86);

Tempo 3 – Puxar o braço, de baixo para cima, e empurrar o ombro, de cima para baixo, desequilibrando o opositor. A perna pode ser usada para auxiliar no desequilíbrio, dando uma rasteira no opositor;

74

Tempo 4 –

Na queda, soltar o ombro do opositor e segurar seu braço que já está seguro pela outra mão, imobilizando-o no solo (Fig. 87).

6.7.2. Segurando o pescoço, arremessando com o quadril

Fig. 88
Fig. 88
Fig. 89 Fig. 90
Fig. 89
Fig. 90

Tempo 1 –

Defender como no exercício anterior;

Tempo 2 –

Com seu outro braço, envolver o pescoço do opositor (Fig. 88).

Tempo 3 –

Encaixar o quadril no quadril do opositor com as pernas flexionadas;

Tempo 4 – Esticar as pernas, dobrar o quadril e puxar o braço do opositor, tirando-o do chão e fazendo-o girar por sobre seu corpo, projetando-o ao solo (Fig. 89). Pode-se ajudar com a perna, dando uma rasteira no opositor, por fora ou por entre as pernas desse (Fig. 90).

75

6.7.3. Travando o cotovelo, calçar a perna e avançar

75 6.7.3. Travando o cotovelo, calçar a perna e avançar Fig. 92 Tempo 1 – Defender
75 6.7.3. Travando o cotovelo, calçar a perna e avançar Fig. 92 Tempo 1 – Defender

Fig. 92

Tempo 1 –

Defender como no exercício anterior;

Fig. 91

Tempo 2 –

Segurar, com a outra mão, a região da axila do opositor (Fig. 91);

Tempo 3 –

Empurrar a mão do opositor para trás, ao mesmo tempo em que puxa o ombro, fazendo-o deslocar para frente e dar um passo;

Tempo 4 –

Calçar a perna que o opositor utiliza para dar o passo, fazendo-o desequilibrar e cair (Fig. 92).

6.8 TÉCNICAS DE ESTRANGULAMENTO

6.8.1. Primeiro Estrangulamento – O opositor ataca com a mão direita.

76

76 Tempo 1 – Sacar o bastão policial, esquivar o corpo para a esquerda e defender

Tempo 1 –

Sacar o bastão policial, esquivar o corpo para a esquerda e defender o golpe do opositor (Fig. 93);

Tempo 2 –

Com a mão esquerda segurar na altura do pulso direito do opositor e, deslizando o bastão policial por sobre o braço desse, encaixá-lo na altura da traquéia (Fig. 94);

Tempo 3 –

Soltar o pulso do opositor, dar um passo posicionando-se atrás desse e segurar a extremidade da empunhadura inferior (base de corte) do bastão policial, por trás do pescoço do opositor (Fig. 95);

77

Tempo 4 – Soltar a empunhadura principal (base de apoio), passar o braço por baixo do bastão policial e encaixar a mão na nuca do opositor, imobilizando-o (Fig.

96).

6.8.2. Segundo Estrangulamento – O opositor ataca com a mão esquerda.

Estrangulamento – O opositor ataca com a mão esquerda. Fig. 97 Fig. 98 F i g
Fig. 97
Fig. 97
– O opositor ataca com a mão esquerda. Fig. 97 Fig. 98 F i g .

Fig. 98

– O opositor ataca com a mão esquerda. Fig. 97 Fig. 98 F i g .

Fig. 99

com a mão esquerda. Fig. 97 Fig. 98 F i g . 9 9 Fig. 100

Fig. 100

78

Tempo 2 –

Com a mão esquerda segurar na altura do pulso esquerdo do opositor e, deslizando o bastão policial por sobre o braço desse, encaixá-lo na altura da traquéia (Fig. 98);

Tempo 3 –

Soltar o pulso do opositor, dar um passo posicionando-se atrás desse e segurar a extremidade da empunhadura inferior (base de corte) do bastão policial, por trás do pescoço do opositor (Fig. 99);

Tempo 4 – Com uma pressão um pouco maior, encaixar o pescoço do opositor entre o bastão policial, na traquéia, e os dois braços se cruzando na nuca, posicionando-se na base do arqueiro, com as costas do opositor pressionada pelo joelho (Fig. 100), imobilizando.

6.9. TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO E CONDUÇÃO

As técnicas de imobilização e condução com o bastão policial consistem na utilização desse como arma auxiliar para as técnicas de mãos livres, durante a condução de um indivíduo.

Fig. 101
Fig. 101

26.1. Pressão na nuca – com uma das mãos, aplicar uma torção no pulso do conduzido; com a outra, empunhar o bastão policial na empunhadura auxiliar inferior e encaixar a empunhadura principal na nuca do conduzido. Caminhar para frente, forçando-o a andar para trás (Fig. 101).

79

79 6.9.2. Pressão na traquéia – com uma das mãos, aplicar uma torção no pulso do

6.9.2. Pressão na traquéia – com uma das mãos, aplicar uma torção no pulso do conduzido; com a outra, empunhar o bastão policial na empunhadura principal e encaixar a base de corte logo abaixo da traquéia (fúrcula external) do conduzido. Caminhar para frente, forçando-o a andar para trás (Fig. 102).

Fig. 103
Fig. 103

Fig. 102

a

técnica do primeiro estrangulamento deste manual. Caminhar para frente, forçando o conduzido a andar para frente (Fig. 103).

6.9.3.

Estrangulamento

aplicar

para frente (Fig. 103) . 6.9.3. Estrangulamento – aplicar Fig. 104 6.9.4. Chave-de-braço – com uma

Fig. 104

6.9.4. Chave-de-braço – com uma das mãos, aplicar uma torção no pulso do conduzido; com a outra, empunhar o bastão policial na empunhadura auxiliar superior, encaixando o outro braço do conduzido na empunhadura principal e com a base de corte pressionando a coluna desse. Caminhar para frente, forçando-o a andar para frente (Fig.

104).

80

80 Fig. 54 6.9.5. Pressão na axila – com uma das mãos, aplicar uma torção no

Fig. 54

6.9.5. Pressão na axila – com uma das mãos, aplicar uma torção no pulso do conduzido; com a outra, empunhar o bastão policial na empunhadura principal e encaixar a base de corte na axila do conduzido. Caminhar para frente, forçando-o a andar para trás (Fig.

54).

81

7 TÉCNICAS DIVERSAS COM O BASTÃO POLICIAL

7.1 CONDUÇÃO DE VÍTIMAS

7.1.1. Primeiros Socorros

Primeiros Socorros na Polícia Militar são, primordialmente, uma questão humanitária. É

a tentativa do ser humano de evitar maiores danos ao seu semelhante. Por isso, o policial

militar deve prestar ajuda às vítimas no local de uma ocorrência. Essa ajuda será tão eficiente

e precisa quanto maior for o conhecimento de quem a praticar, conhecimento esse que é

possível por meio de leituras, cursos, palestras e filmes, os quais evitarão que, na tentativa de ajudar, cometa-se danos as vezes irreparáveis às vítimas.

Portanto, o policial militar ao prestar Primeiros Socorros deverá ter conhecimento prévio do assunto; manter a calma; assumir o comando; reconhecer prioridades; saber avaliar riscos (para si e para a vítima); e ter noções de responsabilidade civil.

7.1.2. Sinais Vitais

São sinais que indicarão a presença ou não de vida, sendo representados principalmente

por:

)

Reflexos – que dizem respeito à movimentação, respostas a chamamentos e nível de consciência;

2)

Respiração – observada pelo nariz, boca e movimentos do peito;

3)

Pulso – é a sensação obtida pelo tato (palpação) por meio das pulsações arteriais. Podem ser fortes (bom sinal), leves ou ausentes (parada cardíaca). A freqüência normal é entre 70 e 80 batimentos por minuto; e

82

7.1.3. Ferimentos

São lesões em qualquer parte do corpo que causam dor e que podem, dependendo da gravidade, comprometer a vida da vítima. O policial militar, nesses casos, deve: confortar a vítima; estancar a hemorragia (se necessário, com torniquete); limpar e enfaixar o local do ferimento; imobilizar o órgão atingido e só então transportá-la cuidadosamente com o bastão policial.

7.1.4. Fraturas

São lesões causadas em qualquer osso do organismo, quando acontece ruptura de sua estrutura, podendo ser fechadas (com ou sem desvios) ou expostas. O policial militar, nesses casos, deve: não tentar endireitar o local da fratura; imobilizar o local (nas articulações acima e abaixo da fratura); estancar a hemorragia (se for o caso); e só então transportar a vítima cuidadosamente com o bastão policial.

7.1.5. Técnica de mobilização com o bastão policial

Mobilização é o ato de movimentar uma vítima para retirá-la de uma situação de perigo ou para iniciar sua remoção para o atendimento especializado e deve ser executada quando a vítima estiver sem condições de movimentar-se por si só ou inconsciente. A condução deve ser iniciada quando já estiver estancada a hemorragia e/ou imobilizada as lesões, se for o caso.

A mobilização com o bastão policial será realizada por 05 (cinco) policiais militares, sendo 04 (quatro) com o bastão policial, nas posições demonstradas na figura abaixo (espáduas, costas, coxas e panturrilhas) e 01 (um) segurando a cabeça da vítima.

A posição da empunhadura principal do bastão policial é para cima (está de lado somente para ilustração), dessa forma ela impede que o corpo deslize para fora dos bastões.

83

Cada policial militar segura na empunhadura principal de seu bastão e na extremidade da base de corte do bastão de seu companheiro que está do outro lado da vítima.

de seu companheiro que está do outro lado da vítima. 7.2 ARREMESSO DO BASTÃO POLICIAL Essa

7.2 ARREMESSO DO BASTÃO POLICIAL

Essa técnica permite levar ao solo um indivíduo em atitude suspeita que empreenda fuga à ordem de parar. Consta do lançamento do bastão policial, em movimento giratório e paralelamente ao solo, na altura das panturrilhas ou dos calcanhares desse indivíduo, provocando uma queda.

giratório e paralelamente ao solo, na altura das panturrilhas ou dos calcanhares desse indivíduo, provocando uma
giratório e paralelamente ao solo, na altura das panturrilhas ou dos calcanhares desse indivíduo, provocando uma
giratório e paralelamente ao solo, na altura das panturrilhas ou dos calcanhares desse indivíduo, provocando uma
giratório e paralelamente ao solo, na altura das panturrilhas ou dos calcanhares desse indivíduo, provocando uma

84

7.3 TIPOS DE BASTÕES E ACESSÓRIOS

7.3.1. Bastões de Madeira

Utilizado no treinamento de técnicas de artes marciais do Japão (aikido, kempo, karatê- do e Kobudo), da China (kung fu e wushu), da Coréia e das Filipinas, geralmente em pares.

O bastão possui diversas denominações, dentre elas: Tonfa, Tunfa, Tuifa, Tunqua, Tonfwa, Tonkwa, Tunkuwa, Kwai.

O bastão divide-se nas seguintes partes:

Tunkuwa, Kwai. O bastão divide-se nas seguintes partes: (1) Zento / Zen Atama / Gedan Tsukagashira

(1) Zento / Zen Atama / Gedan Tsukagashira (3) Egashira / Tsukagashira (5) Jomen / Shomen

(7) Koto / Ushiro Atama / Ushiro Tsukagashira

7.3.2. Bastões de Policarbonato

(2) Enigiri / Tsuka (4) Monouchi Zoki (6) Sokumen / Soko (8) Monouchi

Este tipo de bastão é o mais utilizado pelas forças policiais, sendo que existem diversos fabricantes, porém com pouca diferenciação entre os modelos. Abaixo, apresentamos dois modelos mais comumente encontrados:

porém com pouca diferenciação entre os modelos. Abaixo, apresentamos dois modelos mais comumente encontrados:

85

Por ser empregado basicamente no policiamento ostensivo, o bastão é utilizado juntamente com outros equipamentos e armamentos, compondo o cinto de guarnição do policial, sendo fixado, nesse, por um porta-bastão.

7.3.3. Bastões Telescópicos Como variação do bastão utilizado pelas forças policiais, algumas instituições
7.3.3. Bastões Telescópicos
Como variação do bastão utilizado pelas forças policiais, algumas instituições adotaram
o bastão telescópico, feito de metal, que possui uma parte expansível para o seu emprego, a
qual permanece embutida para diminuir o seu tamanho e facilitar a sua condução.
parte expansível para o seu emprego, a qual permanece embutida para diminuir o seu tamanho e
parte expansível para o seu emprego, a qual permanece embutida para diminuir o seu tamanho e

86

7.3.4. Outros Bastões (Curiosidades)

Bastão articulado Modelo confeccionado com inspiração no nunchaku.

Bastão Curvado
Bastão Curvado
com inspiração no nunchaku . Bastão Curvado Modelo de bastão policial em testes por forças policias

Modelo de bastão policial em testes por forças policias americanas.

bastão policial em testes por forças policias americanas. Bastão com lanterna Modelo de bastão, composto por

Bastão com lanterna

Modelo de bastão, composto por lanterna em uma de suas extremidades, disponível em empresas especializadas em artigos militares e/ou policiais.

87

87 Bastão com lançador de munição Modelo de bastão composto, em sua base de corte, por

Bastão com lançador de munição

Modelo de bastão composto, em sua base de corte, por um lançador de munição cal.12, com o objetivo de disparar munições não-letais químicas ou de impacto controlado (mecânicas).

de munição cal.12, com o objetivo de disparar munições não-letais químicas ou de impacto controlado (mecânicas).
de munição cal.12, com o objetivo de disparar munições não-letais químicas ou de impacto controlado (mecânicas).

88

7.3.5 Porta Bastões

O bastão deverá possuir o respectivo porta bastão para ser fixado ao cinto de guarnição. No mercado existem diversos modelos, sendo que a exigência é que o porta bastão seja confeccionado em material resistente (preferencialmente do mesmo material e cor do cinto de guarnição ou dos demais equipamentos nele pendentes), com sistema passante para esse cinto (aproximadamente 50 mm) e presilha de fixação da empunhadura principal (martelo do

bastão). A seguir apresentamos modelos de porta bastão:

Porta Bastão com argola e presilha

DE COURO Frente Verso
DE COURO
Frente
Verso
do bastão). A seguir apresentamos modelos de porta bastão: Porta Bastão com argola e presilha DE
do bastão). A seguir apresentamos modelos de porta bastão: Porta Bastão com argola e presilha DE

89

DE NYLON

89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De

Frente

Porta Bastão com argola e ressalto

89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De

Porta Bastão articulado

89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De

De Plástico

89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De
89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De
89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De
89 DE NYLON Frente Porta Bastão com argola e ressalto Porta Bastão articulado De Plástico De

De Nylon

90

91

Porta Bastão com presilha

91 Porta Bastão com presilha Porta Bastão com suporte adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado,

Porta Bastão com suporte adaptável

Bastão com presilha Porta Bastão com suporte adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado, especialmente
Bastão com presilha Porta Bastão com suporte adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado, especialmente

Porta Bastão axilar

Para uso velado, especialmente utilizado por agentes de segurança de dignitários.

adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado, especialmente utilizado por agentes de segurança de dignitários.
adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado, especialmente utilizado por agentes de segurança de dignitários.
adaptável Porta Bastão axilar Para uso velado, especialmente utilizado por agentes de segurança de dignitários.

92

Porta Bastão para tropas de choque Utilizado no escudo de proteção individual.

de choque Utilizado no escudo de proteção individual. Porta Bastão para tropas táticas Utilizado no colete
de choque Utilizado no escudo de proteção individual. Porta Bastão para tropas táticas Utilizado no colete

Porta Bastão para tropas táticas

Utilizado no colete tático / balístico.

de proteção individual. Porta Bastão para tropas táticas Utilizado no colete tático / balístico. Frente Costas
de proteção individual. Porta Bastão para tropas táticas Utilizado no colete tático / balístico. Frente Costas

Frente

Costas

93

8 ORDEM UNIDA COM O BASTÃO

A Ordem Unida caracteriza-se por uma disposição individual e consciente, objetivando a obtenção de padrões coletivos de uniformidade e sincronização, além de praticar e demonstrar a hierarquia e a disciplina administrativa, sustentáculos de qualquer organização que aspire à eficiência e à eficácia em prol do bem comum.

A Ordem Unida objetiva desenvolver o sentimento de coesão a fim de permitir que os policiais militares apresentem-se em público com postura marcial e enérgica, demonstrando que as atitudes individuais devem subordinar-se às atitudes positivas do grupo.

8.1 POSIÇÕES COM O BASTÃO EMBAINHADO

8.1.1 Posição de Descansar

Ao comando de “DESCANSAR”:

1) Desloca-se o pé esquerdo para a esquerda, aproximadamente 30 cm, elevando ligeiramente o corpo sobre a planta do pé direito, para não arrastar o pé esquerdo.

2) O braço direito fica caído naturalmente ao lado do corpo, com a palma da mão voltada para trás.

ao lado do corpo, com a palma da mão voltada para trás. 3) A mão esquerda
ao lado do corpo, com a palma da mão voltada para trás. 3) A mão esquerda

3) A mão esquerda segura na empunhadura auxiliar inferior do bastão (que está embainhado e na vertical), imediatamente

94

abaixo da empunhadura principal (que está presa no porta- bastão e voltada para trás), de maneira que o polegar fique para trás e os demais dedos unidos e distendidos à frente do bastão. 4) Nesta posição, o peso do corpo fica igualmente distribuído sobre as duas pernas.

8.1.2. Posição de Sentido

Ao comando de “SENTIDO”:

1) Deve-se unir os calcanhares com energia, ao mesmo tempo em que se bate com a mão direita à coxa, como na posição de “Sentido” sem armas.

2) A mão esquerda e o bastão permanecem como na posição de “Descansar” com o bastão.

permanecem como na posição de “Descansar” com o bastão. 8.1.3 Posição de Cobrir Ao comando de
permanecem como na posição de “Descansar” com o bastão. 8.1.3 Posição de Cobrir Ao comando de

8.1.3 Posição de Cobrir

Ao comando de “COBRIR”:

permanecem como na posição de “Descansar” com o bastão. 8.1.3 Posição de Cobrir Ao comando de

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1) Partindo da posição de “Sentido”, deve-se estender o braço direito à frente e encostar a ponta dos dedos no ombro de quem está a frente. 2) Se está na “Testa” do grupamento, deve-se estender o braço direito para a direita e encostar no ombro de quem está à direita, com exceção de quem estiver a direita (que permanecerá na posição de “Sentido”).

a direita (que permanecerá na posição de “Sentido”). 8.2 DESEMBAINHAR E EMBAINHAR O BASTÃO Os comandos
a direita (que permanecerá na posição de “Sentido”). 8.2 DESEMBAINHAR E EMBAINHAR O BASTÃO Os comandos

8.2 DESEMBAINHAR E EMBAINHAR O BASTÃO

Os comandos de “DESEMBAINHAR (EMBAINHAR) - ARMA” serão dados com o praticante na posição de “Descansar” e olhando para frente. Sua execução processar-se-á às vozes de “TEMPO UM”, “TEMPO DOIS” e “TEMPO TRÊS”, nos três tempos descritos a seguir.

8.2.1. Desembainhar o Bastão

“TEMPO UM”, “TEMPO DOIS” e “TEMPO TRÊS”, nos três tempos descritos a seguir. 8.2.1. Desembainhar o
“TEMPO UM”, “TEMPO DOIS” e “TEMPO TRÊS”, nos três tempos descritos a seguir. 8.2.1. Desembainhar o
“TEMPO UM”, “TEMPO DOIS” e “TEMPO TRÊS”, nos três tempos descritos a seguir. 8.2.1. Desembainhar o
“TEMPO UM”, “TEMPO DOIS” e “TEMPO TRÊS”, nos três tempos descritos a seguir. 8.2.1. Desembainhar o

96

Tempo 1 – ao comando de “DESEMBAINHAR-ARMA – TEMPO UM”, o praticante inclinará o bastão para frente, segurando na empunhadura auxiliar superior com a mão direita, com as costas da mão para cima.

com a mão direita, com as costas da mão para cima. Tempo 2 – ao comando

Tempo 2 – ao comando de “TEMPO DOIS”, o praticante retirará o bastão do porta-bastão, com energia, cruzando-o a frente do corpo e posicionando a extremidade da base de estocagem na altura do ombro direito e a extremidade da base de corte na altura da cintura (lado esquerdo). Simultaneamente a mão esquerda segura a empunhadura principal do bastão, com a base de apoio ficando na diagonal, voltada para o ombro esquerdo. Tempo 3 – ao comando de “TEMPO TRÊS”, o praticante soltará a empunhadura auxiliar superior do bastão e posicionará o braço direito ao lado do corpo, solto naturalmente como na posição de “Descansar” com o bastão embainhado. Simultaneamente o braço esquerdo, que está empunhando a base de apoio do bastão, será posicionado ao lado do corpo, também

solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar o Bastão

ao lado do corpo, também solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar
ao lado do corpo, também solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar
ao lado do corpo, também solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar
ao lado do corpo, também solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar
ao lado do corpo, também solto naturalmente, com o bastão permanecendo atrás do braço. 8.2.2. Embainhar

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Tempo 1 – ao comando de “EMBAINHAR ARMA – TEMPO UM”, o praticante cruzará o bastão a frente do corpo, com a mão esquerda na empunhadura principal ao mesmo tempo em que segurará a empunhadura auxiliar superior com a mão direita. Mesma posição do Tempo 2 do “Desembainhar Arma”.

Tempo 2 – ao comando de “TEMPO DOIS”, o praticante soltará a empunhadura principal e segurará, com a mão esquerda, o porta-bastão, a fim de auxiliar no embainhamento do bastão. Simultaneamente a mão direita introduzirá o bastão no porta-bastão, permanecendo empunhando a base de estocagem. Mesma posição do Tempo 1 do “Desembainhar Arma”.

Tempo 3 – ao comando de “TEMPO TRÊS”, o praticante soltará a empunhadura auxiliar superior do bastão e posicionará o braço direito caído naturalmente ao lado do corpo. Simultaneamente a mão esquerda voltará com o bastão, já embainhado, para a posição vertical ao lado do corpo.

8.3 POSIÇÕES COM O BASTÃO DESEMBAINHADO

8.3.1. Posição de Descansar Ao comando de “DESCANSAR”, o praticante afastará o pé esquerdo do direito como na posição de “Descansar” sem arma. O braço direito ficará caído naturalmente ao lado do corpo, com a palma da mão voltada para trás. O braço esquerdo ficará caído naturalmente ao lado do corpo, com a mão segurando a empunhadura principal do bastão, de maneira que, esse, permaneça atrás do braço e paralelo ao corpo.

mão segurando a empunhadura principal do bastão, de maneira que, esse, permaneça atrás do braço e
mão segurando a empunhadura principal do bastão, de maneira que, esse, permaneça atrás do braço e
mão segurando a empunhadura principal do bastão, de maneira que, esse, permaneça atrás do braço e

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8.3.2. Posição de Sentido

Ao comando de “SENTIDO”, o praticante juntará os calcanhares e baterá a mão direita na cocha como na posição de “Sentido” sem arma. A mão esquerda, segurando na empunhadura principal, levantará o bastão, mantendo-o inclinado em um ângulo de aproximadamente 45º em relação à vertical, de modo que a base de estocagem do bastão permaneça ligeiramente voltado para baixo; o cotovelo permanecerá colado ao lado do corpo. Essa posição é a mesma do “Descansar-arma”, partindo-se das posições de “Ombro-arma”, “Apresentar-arma” ou “Cruzar-arma”.

partindo-se das posições de “Ombro-arma”, “Apresentar-arma” ou “Cruzar-arma”. 8.3.3. Posição de Cobrir
partindo-se das posições de “Ombro-arma”, “Apresentar-arma” ou “Cruzar-arma”. 8.3.3. Posição de Cobrir
partindo-se das posições de “Ombro-arma”, “Apresentar-arma” ou “Cruzar-arma”. 8.3.3. Posição de Cobrir

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Ao comando de “COBRIR”, que é dado com o praticante na posição de “Sentido”, esse estenderá o braço direito para frente, com os dedos unidos e a palma da mão voltada para baixo, tocando levemente o ombro de quem estiver a frente e colocando-se exatamente atrás dele.

100

100 8.3.4. Posição de Ombro-arma, partindo do “Sentido” Ao comando de “OMBRO-ARMA”, o praticante levantará
100 8.3.4. Posição de Ombro-arma, partindo do “Sentido” Ao comando de “OMBRO-ARMA”, o praticante levantará
100 8.3.4. Posição de Ombro-arma, partindo do “Sentido” Ao comando de “OMBRO-ARMA”, o praticante levantará

8.3.4. Posição de Ombro-arma, partindo do “Sentido”

Ao comando de “OMBRO-ARMA”, o praticante levantará vivamente o bastão, deixando-o paralelo ao solo. As pernas e o braço direito perm