4 | U Prìmeìro de [aneìro Ierça·Ieira, 24 de |ulho de 2û12

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de Estado estrangeiros, a sua execuçäo é obrigatoria depois de ouvi-
do o hino do país representado.
A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais de
Portugal na constituiçäo de 1976, constando no artigo 11.°, n.º 2, da
Constituiçäo da República Portuguesa (Símbolos nacionais e língua
Alfredo Cristiano Keil (Lisboa, 3 de Julho de 1830 - Hamburgo,
4 de Outubro de 1907) foi um compositor de música, pintor, poe-
radicados em Portugal. A sua educaçäo basica deu-se na Alemanha,
berço do romantismo. Estudou desenho e música em Nuremberga.
Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressa a Portugal. Em
1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiraçäo para a com-
posiçäo do canto patriotico ¨A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Men-
donça. Era um pintor de paisagens, mas também de interiores requintados, como o
quadro Leitura de uma Carta, trazido a público em 1874. Em Portugal, sua presença
como pintor foi ofuscada pelo brilhantismo com que se destacou na música e na po-
esia. Foi na música, sobretudo, que ele obteve seu maior sucesso, havendo composto
o hino patrio A Portuguesa, com letra do poeta e dramaturgo Henrique Lopes de
Mendonça, aprovada em 1911, apos a proclamaçäo da República no ano anterior.
Ironicamente, ele tinha morrido exactamente três anos antes do primeiro dia da Re-
voluçäo.
hfNkIquf lûPfS ûf MfNûûNÇA
Henrique Lopes de Mendonça (Lisboa, 12 de Fevereiro de 1836 - 24 de Agosto de
1931) foi um militar, historiador, arqueologo naval, professor, conferencista, drama-
turgo, cronista e romancista português. .Em Agosto
de 1889 foi nomeado para proceder à elaboraçäo de
uma obra onde se historiassem metodicamente os
feitos da Armada Portuguesa. Como fruto dessas
investigações do seu consequente interesse pela ar-
queologia naval, publicou uma obra que designou
Estudos sobre Navios Portugueses dos séculos XV e
XVI.
Por ocasiäo do Ultimato Inglês de 1890, escreveu,
com música de Alfredo Keil, a marcha A Portuguesa
que, em 1910 o Governo da República adoptou como
Hino Nacional, sendo depois em 1916 agregado à co-
missäo nomeada pelo governo para propor as ver-
e banda do Hino. Em 1922 foi nomeado presidente da comissäo destinada a perpetu-
ar a Viagem Aérea Lisboa-Rio de Janeiro.
Epílogo deste tema ¨Os símbolos nacionais" - Quando me propus abordar o tema
em causa, incluindo-o na série «Orgulho português», tive por objectivo praticar um
acto de cidadania que me pareceu oportuno, para despertar junto de muitos, o nobre
sentimento do ¨culto" da nossa bandeira e do nosso hino, tanto mais, que tinha a
sensaçäo que haveria näo so, um conhecimento bastante incompleto dos nossos sím-
bolos, mas também que haveria um desconhecimento de muitos pormenores. Ora,
durante o meu trabalho de pesquisa, fui recordando umas coisas, e aprofundando
outras, e aproveitando para trocar impressões com pessoas de varios estratos sociais,
sobre o que sabiam dos nossos símbolos. E foi aí, que me apercebi que havia em mui-
sobre o tema em causa, e uma ignorancia de muitos pormenores. Tal situaçäo, so veio
reforçar a motivaçäo que tinha, pelo que foi com satisfaçäo que trouxe à estampa
este trabalho, convicto da utilidade que ele tera junto de muitos que o vierem a ler e
depois a transmitir a outros.
PORTUGAL, A NOSSA PATRIA, GRANDE POVO E NAÇAO VALENTE QUE
¨DEU NOVOS MUNDOS AO MUNDO".
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hINû NACIûNAl - A Pûk1u6ufSA
A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Por-
tugal (o seu hino nacional), nasceu como uma cançäo de cariz
patriotico em resposta ao ultimato britanico para que as tropas
portuguesas abandonassem as suas posições em Africa, no deno-
minado ¨Mapa cor-de-rosa".
hIS1ûkIA
Em Portugal, a reacçäo popular contra os ingleses e contra
o governo português, que permitiu esse género de humilhaçäo,
manifestou-se de varias formas. ¨A Portuguesa" foi composta em
1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de
Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriotico
mas também republicano. Alias, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada
de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta cançäo
ja aparecia como a opçäo dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu,
efectivamente, quando, apos a instauraçäo da República a 3 de Outubro de 1910,
a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de
Junho de 1911.
A Portuguesa, proibida pelo regime monarquico, que originalmente tinha uma
letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas altera-
ções) - onde hoje se diz ¨contra os canhões", dizia-se ¨contra os bretões", ou seja,
os ingleses - veio substituir o Hymno da Carta, entäo o hino nacional desde Maio
-
seillaise, também ele um símbolo revolucionario (ver
revoluçäo francesa). O hino é composto por três partes,
cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro
versos), seguidas do refräo, uma quintilha (estrofe de
cinco versos). E de salientar que, das três partes do
hino, apenas a primeira parte é usada em cerimonias
-
cerimonias nacionais, civis e militares, onde é prestada
homenagem à Patria, à Bandeira Nacional ou ao Presi-
dente da República. Do mesmo modo, em cerimonias
Henrìque coyctto`
Letra
Data: 1890 (com alterações de 1937)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
Herois do mar, nobre povo,
Naçäo valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
O Patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avos,
Que ha-de guiar-te à vitoria!
As armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
As armas, às armas!
Pela Patria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira
A luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal näo pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!
As armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
As armas, às armas!
Pela Patria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
Säo como beijos de mäe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
As armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
As armas, às armas!
Pela Patria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
Alfredc Keil
*Criador da petição Metro para a Trofa

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