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Manual de Tomate

Manual de Tomate

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1.Introdução Dentre as espécies que compoem a família das Solanáceas, neste manual estaremos abordando a cultura do Tomate. A espécie cultivada, Lycopersicon esculentum, originou-se da espécie andina, silvestre - Lycopersicon esculentum var. cerasiforme, que produz frutos tipo "cereja". O centro primário de origem do tomateiro é um estreito território, limitado ao norte pelo Equador, ao sul pelo norte do Chile, a oeste pelo oceano Pacífico e a leste pela Cordilheira dos Andes. Antes da colonização espanhola, o tomate foi levado para o México - centro secundário - , onde passou a ser cultivado e melhorado.

Tomate cereja - Produtor Orgânico Dário - SP

Foi introduzido na Europa, através da Espanha, entre 1523 e 1554. Inicialmente, foi considerado planta ornamental, sendo seu uso culinário retardado, pôr temor de toxicidade. Atualmente, o tomate é produzido e consumido em numerosos países, ao natural ou industrializado. O tomate é uma boa fonte de vitaminas e minerais, tais como beta-caroteno (próvitamina A) e ácido ascórbico (vitamina C). No Brasil, foi introduzido pôr imigrantes europeus no final do século XIX. A maior parte da colheita nacional destina-se à mesa; porém, a produção destinada às agroindústrias vem crescendo, especialmente na região dos cerrados. Devido à origem próximo à linha do Equador terrestre em altitudes superiores a 1000 m, o tomate adapta-se melhor ao cultivo em clima tropical de altitude, com o das regiões serranas ou de planalto e também em clima subtropical ou temperado, seco e com luminosidade elevada. A tomaticultura é problemática em climas tropicais úmidos. O tomateiro é exigente em termoperiodicidade diária, ou seja, requer temperaturas diúrnas amenas e noturnas menores, com diferença de 6-8 ° C entre elas. No Brasil, sob alt a luminosidade, as temperaturas ótimas são 21-28 ° C, de dia, e 15- 20 ° C, de noite, variando em razão da idade da planta e da cultivar. Temperaturas excessivas, diurnas ou noturnas, consistem em fator limitante da tomaticultura, prejudicando a frutificação e o pegamento dos frutinhos. Temperaturas diúrnas amenas favorecem a polinização e a produtividade. Efeito negativo também se observa sob baixas temperaturas, que retardam a germinação, a emergência da plântula e o crescimento vegetativo. A qualidade dos frutos é sensivelmente afetada pela temperatura, especialmente a coloração, e o licopeno - pigmento responsável pela coloração vermelha - tem sua formação inibida sob temperaturas elevadas. Entretanto, nessas condições, continua a formação do pigmento caroteno, conferindo coloração amarelada, indesejável.

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A elevada pluviosidade e umidade do ar são muito prejudiciais, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas e bacterianas. O granizo e a geada são também altamente prejudiciais. No centro-sul do Brasil tem sido praticada a tomaticultura tutorada ao longo do ano, com melhores resultados em altitudes superiores a 800 m. Em regiões baixas e quentes, a época propícia se restringe aos meses de clima mais ameno, no outono-inverno. Também a cultura rasteira é semeada nesses meses, independentemente da altitude, já que a ocorrência de chuva durante a maturação prejudica a qualidade da matéria-prima. No período seco (outono - inverno) as temperaturas são propícias, há ausência de chuvas excessivas e o teor adequado de água no solo é assegurado pela irrigação. O controle fitossanitário é facilitado, com menor exigência em pulverizações com defensivos, além de menor incidência de plantas invasoras, reduzindo-se as capinas e outros tratos culturais. Dessas facilidades resulta um custo de produção menor. No período chuvoso (primavera-verão) a cultura oferece maior desafio, com umidade e temperaturas elevadas, no ar e no solo, o que cria problemas fitossanitários às vezes insolúveis. A maior exigência em pulverização e em tratos culturais onera o custo de produção e dimunui o número de produtores. Também é menor a produtividade e a qualidade dos frutos é precária, frequentemente. Uma alternativa é a produção em cultivo protegido - estufas, as quais protegem a cultura das chuvas, reduzindo problemas fitossanitários. Essas estufas quando possuem sistemas de controle de temperatura e umidade do ar, possibilitam maior produtividade e qualidade dos frutos, contudo aumentando o custo de produção

Estufa com tomate caqui - produtora orgânica Maria Aparecida PR

2. Características botânicas O tomateiro é uma solanácea herbácea, com caule flexível e incapaz de suportar o peso dos frutos e manter a posição vertical. A forma natural lembra uma moita, com abundante ramificação lateral, sendo profundamente modificada pela poda. Embora sendo uma planta perene, a cultura é anual: da semeadura até a produção de novas sementes, o ciclo varia de quatro a sete meses, incluindo-se 1-3 meses de colheita; em estufa, o ciclo de colheita podem prolongar-se. A floração e a frutificação ocorrem juntamente com o crescimento vegetativo.

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A planta apresenta dois hábitos de crescimento distintos, que condicionam o tipo de cultura. Assim, o hábito indeterminado é aquele que acontece na maioria das cultivares apropriadas para a produção de fruto para mesa, que são tutoradas e podadas, com caule atingindo mais de 2,5 m de altura. O crescimento vegetativo da planta é vigoroso e contínuo, juntamente com a produção de flores e frutos. O hábito determinado ocorre nas cultivares criadas especialmente para a cultura rasteira, com finalidade agroindustrial. As hastes atingem apens 1 m, apresentam cacho e flores na ponta. Há crescimento vegetativo menos vigoroso, as hastes crescem mais uniformemente e a planta assume a forma de uma moita. As flores agrupam-se em cachos e são hermafroditas, o que dificulta a fecundação cruzada. A planta é normalmente autopolinizada, apresentando baixa incidência de frutos originários de cruzamento, quando são plantadas cultivares diferentes lado a lado. Os frutos são bagas carnosas, suculentas, com aspecto, tamanho e peso variados, conforme a cultivar. Na maioria das cultivares, os frutos são de um vermelho vivo, quando maduros, resultante da combinação da cor da polpa com a película amarela. A coloração vermelha deve-se ao carotenóide licopeno - um agente anticancerígeno, no homem. 3. Cultivares Atualmente, o lançamento de novas cultivares tornou obsoletas as cultivares tradicionais, uma vez que têm sido desenvolvidas cultivares com resistência genética a uma gama variada de doenças e anomalias. Os problemas fitossanitários são o ponto mais importante na produção de tomate orgânico. O uso de cultivares tolerantes ou resistentes pode propiciar aos produtores uma grande vantagem no manejo de pragas e doenças limitantes. Houve também a incorporação da característica "longa vida" aos frutos, o que permite que eles sejam colhidos maduros e que se conservem à temperatura ambiente. Criou-se assim, um novo patamar de exigência da parte do consumidor. 3.1 Tomate para mesa A – Caqui • Carmem: híbrido longa vida, crescimento indeterminado, rústico, resistência à murcha de verticílio raça 1, murcha de fusário raça 1 e 2 e vírus do mosaico estirpe 1. Diana, Monalisa e Sheila (sugestão para teste): híbridos longa vida, crescimento indeterminado, precoce, resistentes ao vírus do mosaico estirpe 1, murcha de verticílio raça e murcha de fusário raça 1 e 2;

• Raísa N: híbrido longa vida, crescimento indeterminado, rústico, resistência à murcha de verticílio raça 1, murcha de fusário raça 1 e 2, vírus do mosaico estirpe 1 e nematóide. • Séculus e Thaty (sugestão para teste): híbridos longa vida, crescimento indeterminado, rústico, resistência à murcha de verticílio raça 1, murcha de fusário raça 1 e 2 e vírus do mosaico estirpe 1 e ao geminivírus.

• Sweet Million: híbrido. verticilium. • Delta: híbrido longa vida. fusário raças 1 e 2 e nematóide. recomenda-se colheita individual. de baixa consistência e ocos. murcha de fusário raça 1 e 2 e nematóide. ótimo desempenho em regiões quentes e frias. stenfilio e nematóide. e portanto mais indicado para regiões quentes com maior susceptibilidade às viroses. stenfilio e nematóide. • Débora: híbrido longa vida. verticílio. C – Italiano • Andrea:híbrido longa vida. possui resistência ao vírus do mosaico. com plantas vigorosas e frutos tipicamente alongados. resistência a murcha de verticílio raça I.Salada ou Santa Cruz • Bônus: híbrido longa vida. crescimento indeterminado. apresenta suceptibilidade à requeima. precoce. fusário raças 1 e 2 e nematóide. com ampla capacidade de adaptação. tem-se disponível três cultivares Débora VFN. com crescimento indeterminado. • • • • Saladete: híbrido. . resistência ao vírus do mosaico. fusário raças 1 e 2. resistência ao vírus do mosaico. crescimento indeterminado. inclusive sob temperatura elevada. resistência à viroses. cladosporium. D . resistente à murcha de verticilium. destaca-se pelo excelente sabor. Plus e Max. resistência ao vírus do mosaico. San Marzano: variedade de origem italiana. verticílio. fusário raça 1 e 2 e nematóide. Rita (DRC 107) . possuindo melhor desempenho em regiões quentes e secas. cachos com 40 frutos ou mais. Sahel: híbrido.4 B – Cereja • Sindy (DRC-110): híbrido longa vida.sugestão para teste: híbridos longa vida. verticílio. fusário raças 1 e 2. crescimento indeterminado. • Renata (DRC 101). com crescimento indeterminado. crescimento indeterminado. resistência ao vírus do mosaico. crescimento indeterminado. fusárium raças 1 e 2 e nematóride (somente o DRC 101). possui baixo índice de frutos rachados. altamente produtivo. com maior resistência à requeima do que o Débora à requeima. sendo mais indicado para plantio em regiões mais frias e úmidas. verticílio. pode ser colhido em pencas ou individualmente. com crescimento indeterminado. Colibri: híbrido.

maior será o rendimento industrial e menor o gasto de energia no processo de concentração da polpa. catchups. Entretanto. além de ser uma característica genética da cultivar. molhos. em determinadas condições. Acidez Além de influenciar no sabor.5 ºBrix). para se ter um produto final de qualidade superior. Sólidos solúveis É uma das principais características da matéria-prima. ocasionando maior consumo de energia e maior custo de processamento. Os valores médios de Brix na matéria-prima recebida pelas indústrias no Brasil têm sido bastante baixos (4. Como o pH. Nos produtos derivados de tomate mede-se. mesmo que seja em detrimento de altos teores de sólidos.2 Tomate Industrial Na escolha de uma cultivar. Em termos práticos. valores próximos de 6. Viscosidade aparente ou consistência É um fator importante de qualidade dos produtos industrializados (sucos. na verdade. é influenciado pela adubação. Valores superiores requerem períodos mais longos de esterilização. deve-se levar em consideração as seguintes características: Ciclo A maior parte das cultivares listadas nos catálogos das firmas de sementes possuem ciclo de 95 a 125 dias. O fruto deve apresentar cor vermelha-intensa e uniforme. . apresentando. temperatura e irrigação.0 ºBrix . para evitar a proliferação de microrganismos nos produtos processados. Embora o teor de sólidos afete diretamente o rendimento da produção de derivados de tomate. a acidez total influencia o sabor. Esse parâmetro é expresso em concentração de ácido cítrico. O teor de sólidos solúveis no fruto.5 3. Coloração A cor é um parâmetro essencial para classificar o produto industrializado. existem cultivares que possuem maior potencial genético. externa e internamente. Acidez total Mede a quantidade de ácidos orgânicos (acidez total) e indica a adstringência do fruto. Em geral.5 para impedir a proliferação de microrganismos no produto final. Quanto maior o teor de sólidos solúveis (ou ºBrix). a "viscosidade aparente" ou consistência. há um incremento de 20% no rendimento industrial. para cada aumento de um grau Brix na matéria-prima. sopas e pastas) e mede a resistência encontrada pelas moléculas ao se moverem no interior de um líquido. algumas indústrias preferem matériaprima com maior consistência. é desejável um pH inferior a 4. Frutos apresentando valores de ácido cítrico abaixo de 350 mg/100g de peso fresco requerem aumento no tempo e na temperatura de processamento. a acidez da polpa interfere no período de aquecimento necessário para a esterilização dos produtos.

A tolerância à Xanthomonas campestris pv. mancha-bacteriana. Vesicatoria. Nessas cultivares. Tolerância aos isolados de Xanthomonas campestris pv. a concentração da maturação dos frutos tornouse uma característica importante a ser considerada na escolha da cultivar. Resistência a doenças As cultivares devem apresentar tolerância ou resistência ao maior número de doenças possíveis. o pedúnculo permanece aderido à planta quando o fruto é destacado. embora possuindo resistência à pinta-bacteriana. pinta-bacteriana. menores que 3 cm de diâmetro. que comumente é feito a granel. A maioria das cultivares plantadas no Brasil possui resistência pelo menos ao fusário. Para produção de polpa concentrada o formato não é relevante. . vesicatoria (mancha-bacteriana) é uma característica bastante desejável. geminivírus. não são recomendadas. por ocasionarem menor rendimento durante o processo de colheita. Retenção de pedúnculo Em algumas cultivares. quando cultivadas sob condições de precipitação pluvial elevada e irrigação por aspersão. A concentração de maturação também é influenciada pelas condições climáticas. principalmente em regiões mais quentes e com solos arenosos. facilitando a operação de colheita manual e evitando o trabalho de remoção dos pedúnculos na linha de processamento. As novas cultivares. mancha-deestenfílio. A forma dos frutos é importante na caracterização de cultivares. teor de umidade no solo e época de paralisação da irrigação. A resistência a nematóides é uma característica bastante importante. etc.6 Firmeza A firmeza do fruto confere resistência a danos durante o transporte. tem sido observada na cultivar Ohio 8245. As cultivares com frutos do tipo periforme e oblongos são as preferidas para produção de frutos pelados inteiros e também para produção de tomate em cubos. presentes na Região Centro-Oeste. tospovírus. tais como: murcha-de-fusário. sofrem grande desfolhamento por causa do ataque da manchabacteriana. existe certa preferência por determinados formatos de fruto. nematóides. Cultivares com frutos muito pequenos. o pedúnculo não se destaca facilmente da planta por ocasião da colheita devido à ausência de uma camada de abcisão no mesmo. murcha-de-verticílio. ao verticílio e aos nematóides. principalmente as de difícil controle. Concentração de maturação Com a utilização da colheita mecanizada. Formato e tamanho do fruto Dependendo do tipo de produto processado a que se destina o tomate.

9 a 5. Características de algumas das principais cultivares a híbridos de tomate para processamento industrial que estão sendo plantados e/ou testadas no Brasil.5 a 5.5 4.0 a 5. Pst = Resistência a Pintabacteriana (Pseudomonas syringae pv.7 Tabela 1.5 4.3 a 4. N = Resistência a Nematóides spp.8 a 5. Fol-1 = Resistência a Fusarium raça 1. IPA-6 Viradoro 120 a 125 100 a 120 1 2 5.0 5.6 Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst (*) ICM = Índice de concentração de maturação de frutos (1 = alta concentração.1 Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst Ve-1 Fol-1 Fol-2 N St Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst St Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst Cmm Ve-1 Fol-1 N Ve-1 Fol-1 Fol-1 N Pst Ve-1 Fol-1 Ve-1 Fol-1 Fol-2 N Pst Heinz 9992 100 a 120 1 5.8 Fol-1 Fol-2 N Ve-1 Fol-1 N St VC IPA Embrapa/ IPA Seminis Heinz Heinz Ap533 Heinz 9553 Heinz 9665 115 a125 110 a 120 120 a 125 2 2 1 5. .5 4.0 a 5.0 a 5. Cmm = tolerância a cancro bacteriano (Clavibacter michiganense).0 a 5.4 4.3 Heinz H 7155N Hypeel 108 Malinta Calroma 100 a 110 120 a 125 110 a 120 110 a 120 2 2 1 2 4... Fol-2= Resistência a Fusarium raça 2. 4 = baixa concentração.3 a 4. VC = Resistência ao vira-cabeça.4 a 4.6 Heinz Seminis Sakata United Genetics Rogers United Genetics RPT1570 Calmazano 100 A 115 120 a 122 2 2 5. St = Resistência a Stemphyllum spp.5 4. tomato).0 a 5. Ve1 = Resistência a Verticillium raça 1.1 4.9 a 5.

Preparo do solo e manejo orgânico: igual ao recomendado nos capítulos posteriores. • Variedades: Bocaina. bastam 24 horas de fermentação. qualidade dos frutos e resistência a doenças. dois dias. Produção de sementes A produção de sementes de tomate não é uma prática muito comum em variedades para mesa e sim para as variedades destinadas à indústria. num recipiente de louça ou de plástico pôr. bem maduros. Épocas de semeadura: recomenda-se de fevereiro-março. no máximo. IPA-6 e Rio Grande (para indústria). naturalmente. os quais não são adequados para multiplicação de sementes. IAC Santa Clara. ou seja. Deixa-se o material fermentar. ou o ano todo em regiões com temperaturas diurnas entre 21 e 28° C e noturnas entre 15 e 20° C.7 m. uma vez que as características comerciais requeridas em tomates para mesa como "longa vida". Roquesso e San Marzano (para mesa) e IPA-5. com o auxílio de uma colher de café.8 4. Não usar latas ou vasilhas de ferro. • • • • Espaçamento: 1 x 0. Em regiões com temperatura elevada. Extração de sementes: os frutos selecionados são cortados ao meio e. retiram-se as sementes juntamente com a substância gelatinosa. pois • . Os frutos devem ser colhidos quando se apresentarem vermelhos. somente ocorrem nos híbridos. A colheita inicia-se aos 85 dias da semeação ou aos 50 dias da floração e dura de dois a três meses. Colheita dos frutos: marcar as melhores plantas pela produtividade.

as sementes são lavadas com o auxílio de uma peneira de crivos finos (malha 20).9 o suco ácido do tomate ataca o material e as sementes ficam escuras. a seguir são espremidas com as mãos para retirar o excesso de umidade e colocadas para secar à sombra. ou em recipientes de vidro. • Armazenamento: após a secagem. as sementes devem ser acondicionadas em saquinhos de papel e mantidas em local sem umidade. o isolamento varia de 50-100 m. para retirar a mucilagem restante. Para que a fermentação seja uniforme. a taxa de cruzamento com outras variedades é baixa. bem fechadas. • . Pôr isso. Isolamento: sendo uma espécie predominantemente de autopolinização. apenas para evitar a mistura mecânica entre sementes de variedades diferentes. os quais podem ser guardadas em geladeira ou em local seco.

além disso a cultura tem todo seu ciclo no campo. Este método tem com desvantagem o elevado gasto em sementes: 400 gramas a 3 kg pôr hectare. a semeadura direta e mecânica também representa sensível economia de mão-de-obra. irrigação e pulverização). porém de custo elevado. existe uma raríssima oferta de semente de tomate orgânica no mercado e que deve ser testada na sua região. o que possibilita maior controle das condições climáticas. o que permite melhor aproveitamento de sementes híbridas. 5. pôr meio de semeadeiras. No sistema orgânico é proibido o uso de sementes convencionais com tratamento de agrotóxicos ou transgênicas.10 5. . dificultando a ocorrência de doenças de solo como fusário e verticílio. Normalmente. Também se ganha precocidade. O uso de sementes convencionais com tratamento de agrotóxicos poderá ser autorizada pela Certificadora. Semeadura 5. além disso causa o aprofundamento das raízes. pois quase não provoca danos às raízes. resultando em melhor aproveitamento da água e nutrientes. dificultando a penetração de doenças de solo. em estufas com cobertura de plástico transparente. Outra vantagem deste método é que cada grama de semente rende maior número de mudas em condições de plantio.1. reduzindo o custo de implantação. As bandejas ficam até o transplante para o campo. exigindo-se o desbaste das plantinhas em excesso . tem sido o método utilizado em culturas rasteiras com finalidade agroindustrial. • Semeadura em bandejas Este método é amplamente empregado para produção de tomate para mesa. A Isla comercializa sementes de tomate orgânico italiano cultivar San Marzano. Sementes de Tomate Priorize utilizar sementes orgânicas.operação manual difícil e onerosa. Contudo. dificultando os tratos culturais iniciais (capina. A principal vantagem da semeadura direta é a ausência de danos às raízes. no caso da não disponibilidade de sementes orgânicas ou não tratadas verificada pelo produtor. finalmente ocasiona a precocidade na colheita. dependendo da precisão da semeadeira utilizada. gastam-se 80-120 gramas de sementes pôr hectare. e preferencialmente próprias.2 Semeadura de Tomate • Semeadura direta A semeadura em linha diretamente sobre o terreno. Não havendo sementes orgânicas disponíveis. utilize sementes convencionais não tratadas quimicamente. È um método bom . de alto valor genético.

SP No caso de semeadura em bandejas: . danifica as raízes e a produção é prejudicada.Se for usar algum híbrido.Irrigue todos os dias. Escolhendo a Área para o Plantio Preferir as áreas com as seguintes características: se a área é protegida de ventos fortes e frios se é exposta ao sol durante todo o dia não deve ser em baixadas. porque se atrasar na bandeja.Produtor José Messias . mantendo o substrato úmido. deixando-o “afofado” mas firme.No momento em que as raízes estiverem com o torrão formado ela deve ir imediatamente para o campo (20-30 dias no verão e 30-45 dias no inverno. ou a rotação com cana . recomenda-se plantar tomate após rotação com gramíneas. . após a semeadura). especialmente pastagens.Plante de uma a duas sementes por célula . . Receita de substrato orgânico para tomate: 7 litros de composto ou húmus peneirado 3 litros de vermiculita ou casca de arroz queimada 100 gramas de farinha de ossos ou termofosfato yoorin 100 gramas de cinza 10 g de trichoderma 6. numa rotação longa. use apenas uma semente pois costumam ser caros. .Preencha as células com o substrato de forma bem homogênea. pois esse tipo de terreno é muito encharcado deve-se dar preferência a solos de textura média (areno-argilosos) e com boa drenagem não deve ser plantado em rotação com culturas que receberam muito esterco a rotação de culturas é indispensável.Use bandeja de isopor com 128 células. .11 Viveiro de Mudas Orgânicas .

Severiano Pereira. segundo as orientações técnicas do Agrônomo responsável. ou ainda uma rotação com cereais com função econômica e adubação verde.SP - Escolher áreas de encosta e de preferência face Norte ou Nordeste. Correções de acidez e fósforo Após a análise de solo realize..Caso não seja possível separar os lotes na mesma área. sorgo. pelo menos. após a devida correção de acidez e teores de fósforo a rotação com outras culturas (não solanáceas) durante três a cinco anos. 7. . antes da adubação verde ou pelo menos 2 meses antes do plantio do tomate: Correção dos níveis de fósforo: só aplicar se o teor de P2O5 estiver menor do que 80 ppm e no máximo 1 tonelada/hectare de termofosfato magnesiano ou farinha de ossos. evitando excessos para a planta. Correção da acidez (Ph): só aplicar calcário se o pH em CaCl estiver menor do que 4 e utilizar no máximo 1 tonelada/hectare. . Noroeste não é adequada e Sul é inviável. Utilização de Adubos Verdes antes do Plantio A adubação verde é importante pois além de melhorar muito a estrutura do solo.). é uma medida de controle fitossanitário eficiente. equilibra os teores de nitrogênio do solo.12 - durante 5 anos. jiló. pois assim previne-se a propagação de eventuais doenças e pragas para os lotes mais novos. quiabo.Evite plantar mais de um lote na mesma área. Adubos verdes recomendados antes do plantio de tomate: . Importante: . aveia e centeio. pepino.Não plante próximo a culturas que favoreçam o aparecimento de pragas (berinjela. Havendo necessidade de calagem. fazer a fosfatagem primeiro com pelo menos 30 dias de antecedência. Produção de tomate orgânico Prod.. como milho. - 8. plante duas linhas de milho para separar os lotes de idade diferente. as correções abaixo relacionadas.

após adubação verde com gramíneas.5 Esp. após adubação verde com gramíneas e com teor de matéria orgânica maior do que 2. ou seja. Neste caso. recomenda-se o plantio em canteiros. deixando os canteiros prontos pelo menos 15 dias antes do plantio. Os processos de subsolagem e gradagem irão depender das condições da área. entre linhas 20 Cm 20 Cm 100 Cm 80 Cm Plantio Mar a Mai Mar a Mai Set a Dez Set a Dez A massa verde formada. lenvantar os canteiros com a rotoencanteiradeira.Natural Art Ins. 11. se o teor de matéria orgânica na análise de solo estiver menor do que 2% utilizar 4 litros de composto pôr m² distribuídos em área total. na fase de florescimento. Preparo do Solo O preparo do solo tem como principal objetivo deixar o solo em condições favoráveis para a semeadura ou transplante e desenvolvimento das mudas. . Montagem dos canteiros para tomate Os canteiros devem ser projetados sempre em nível. 9. deverá ser incorporada ao solo com 120 dias após o plantio.5%. o qual favorece os tratos culturais e a colheita. Correção de matéria orgânica Em áreas novas. Em áreas com manejo orgânico há mais de 1 ano. Incorporar imediatamente com grade ou enxada rotativa. Produção de Composto .5 1 0. com acidez e fósforo corrigidos. 10. Caso não tenha sido possível fazer adubação verde antes do plantio de tomate. de acordo com a área que se está trabalhando. aplicar 1 litro/m² de cama-defrango ou 2 litros/m² de esterco curtido de vaca. roçar as gramíneas. não há necessidade de correção adicional de matéria orgânica. fazer uma "compostagem superficial". e 30 dias antes do plantio. ou seja. Portanto deve ser feito de forma cuidadosa.5 3.13 Espécies Aveia preta Centeio Milho Sorgo Kg de semente por 500 m² 3. sobre a palhada e pulverizar calda de EM sobre tudo. Na cultura rasteira ou tutorada.

A utilização do plástico oferece diversas características físicas. o ar que fica dentro do plástico queimará a muda. Preparo do solo .14 Distribuir a adubação de plantio de forma homogênea sobre o canteiro. 12. confere uma série de vantagens: . ao mesmo tempo fornece matéria orgânica para a microvida do solo. Para cobertura com palha pode-se utilizar palhas de gramíneas picadas.A qualidade dos frutos torna-se maior. os canteiros devem ser deixados arredondados. beneficia a ventilação do solo.O teor de umidade adequado é mantido no solo Dica: Para que a aplicação do plástico seja feita de forma adequada. A desvantagem da cobertura plástica em relação à palha é que esta facilita a infiltração da água. biológicas e estruturais vantajosas para a produção de tomate.Estufa Issamu Higa .PR 12. já que não existe o contato com o solo . cuja dosagem deverá ser confirmada pelo seu agrônomo de acordo com as suas condições de solo: • Adubação de plantio: 300 gramas/m² de canteiro ou 100 gramas/cova de bokashi 1 A incorporação da adubação de plantio poderá ser feita manualmente ou mecanizada (repassando a roto-encanteiradeira) . que recebam bastante sol. O uso do plástico prata-preto.A incidência de viroses é reduzida . Cobertura com plástico O plástico é mais recomendado para regiões úmidas onde o manejo do mato e preparo do solo é mais difícil. 12.1. Utilização de Cobertura Morta Para conservar a estrutura e a fertilidade do solo devermos mantê-lo sempre coberto com vegetação ou cobertura morta (palha ou plástico).2.A luz refletida repele insetos transmissores de doenças (pulgões e trips) . caso contrário. Cobertura com palha A cobertura com palha é recomendada para locais de face Norte ou Nordeste. Esticando o Plástico .

. Espaçamentos Os espaçamentos a serem utilizados vão variar muito em relação a cultivar escolhida e à qualidade do solo.Para esse procedimento prefira os dias com temperaturas mais quentes . apesar de não ser complicado. A perfuração poderá ser feita através de uma lata de ferro adaptada na ponta de um maçarico.Prenda uma das extremidades do plástico com bambu ou arame. Marcação e Perfuração do Plástico Antes de furar. arames ou bambu. 13.Evite esticar o plástico em dias com ventos muito fortes .15 Esse processo é bem trabalhoso. e comece a desenrolar o plástico A cada dois metros. já que o plástico tem um custo considerável. mas apenas o suficiente. Instale a irrigação . e deve ser realizado com cuidado.Irrigue o canteiro antes de esticar o plástico . o plástico deverá ser marcado com o espaçamento adequado a cultivar escolhida. e deverá ser desligado/ligado freqüentemente. prenda os dois lados do plástico com ferrinhos. para que não esquente muito.

ao longo do ciclo da cultura. irriga-se até o fim da colheita. com o solo em "ponto de murcha". que ocorrem simultaneamente. em plantios agroindustriais. para que se eleve o teor de sólidos solúveis. Tomatais tutorados. inclusive a redução de anomalias fisiológicas. Transplante de mudas de tomate umedeça as mudas antes de transplantá-las a campo (facilita a retirada do torrão da célula sem despedaçá-lo).50 x 0.30 m (1 linha/canteiro) Tomate industrial: 0.20 m. até o seu pleno estabelecimento em campo.40 m (1 linha/canteiro) Tomate cereja ou industrial ou salada: 1. embora haja um sério inconveniente de deixar a planta susceptível à doenças foliares.5 x 0. têm sido irrigados com gotejamento com bons resultados. no campo.4 x 0. transplante uma planta por cova. Irrigação pôr gotejamento Produtor Orgânico Issamu Higa . uma razão à sua adaptação à esse sistema de plantio. Extensas culturas rasteiras são irrigadas pôr aspersão.30 m (2 linhas/canteiro) Sem canteiro: Tomate industrial: 1. parar a irrigação pôr até 7 dias para forçar o aprofundamento do sistema radicular. inclusive durante a colheita. As raízes necessitam encontrar um teor mínimo de 80% de água útil no solo.4 x 0.90 x 0. realizar irrigação 2 a . aumentando substancialmente durante a fase de vegetação e frutificação.PR Em seguida. antes do transplante ou da semeadura. Após o estabelecimento da muda em campo. Irrigue após o transplante da muda duas a três vezes ao dia. suspende-se a irrigação dias antes da completa maturação dos frutos. no entanto.16 Com canteiro: Tomate caqui ou italiano: 1. a germinação da semente ocorre. 15. 14. irrigue o canteiro com o plástico. Também na fase inicial a necessidade de água é pequena. Irrigação do tomate A irrigação influencia a produtividade e a qualidade dos frutos. No caso de semeadura direta. Em culturas destinadas à produção de frutos para mesa.

com poucas folhas duras e com as bordas voltadas para cima. Os frutos podem apresentar podridão apical. cuja continuidade dependerá de avaliação da necessidade. Carvalho Santos 16. Em condições de clima quente e as plantas apresentando deficiência de Nitrogênio. normalmente não se faz adubação de cobertura. adicionar 25 gramas/planta de torta de mamona ou 100 gramas de cama-de-frango junto com o Bokashi 1. utiliza-se para tomateiro estaqueado: 50 gramas de bokashi 1 / planta a cada 15 dias. sinalizando uma boa umidade no solo.Eng. Adubação de Cobertura A adubação de cobertura deverá ser realizada após a identificação da sua necessidade depois de uma avaliação a campo feita conjuntamente com seu agrônomo. que devem estar ativas (com terra grudada). Luiz G. a partir do transplante das mudas até a primeira colheita. verificando as raízes menores. Agr.aspersão ou 3 vezes de 20 minutos gotejamento) conforme avaliação da necessidade. através da observação da umidade do solo. . com fins industriais. Normalmente. Em tomateiro rasteiro. Tomateiro com sintoma de deficiência de Nitrogênio ou Excesso de potássio: plantas inteiramente amareladas. Observação de raízes .17 3 vezes pôr semana (40 minutos pôr vez .

Recomenda-se pulverizar preventivamente: - Bio 08 (1 litro) + CaB2 (100 ml)/ 20 litros de água em uma semana e na outra Bio 8 + Nitrex . Também ocorrem frutos ocados e/ou com podridão apical. o qual pode ser aumentado progressivamente até 60 ml/planta. a qual promove a disponibilização temporária excessiva de Nitrogênio. 17. bem como falta de água no solo. Em caso de constatação de desequilíbrios nutricionais: • Deficiência de Nitrogênio ou Excesso de potássio: neste caso substituir o Bio 8 pôr Bio 5 ou Supermagro. principalmente em solos de pouco tempo de cultivo orgânico. folhas com as bordas voltadas para baixo e moles. Tomateiro com sintoma de deficiência de Potássio e excesso de Nitrogênio: plantas com excessivo crescimento vegetativo.18 Em condições de entrada de frente fria com chuva. acompanhado de complentação de adubação de cobertura com fontes de Nitrogênio. até o desaparecimento dos sintomas. Caso não desapareçam os sintomas. Também pode ser feita via fertirrigação. além disso. fazer aplicação de biofertilizante puro direto no pé da planta: • 10 ml/planta de Bio 09 semanal. Excesso de Nitrogênio e Deficiência de Potássio: neste caso manter o Bio 8 acompanhado de complementação de aplicação de Bio 9 diretamente no pé da planta com pulverizador manual ou fertirrigação. até o desaparecimento dos sintomas. pode-se complentar pulverizando-se a cada 3 dias cálcio • • . até o desaparecimento do sintoma de deficiência de potássio.MS3 (100 gramas)/20 litros de água. Nessa condições a planta fica suceptível a ocorrência de pragas e doenças foliares. estioladas. o fornecimento adicional de micronutrientes aumenta muito a resistência das plantas a viroses. Deficiência de Cálcio: pode ser induzida pelo desequilíbrio de Nitrogênio (excesso) ou Potássio (excesso). Adubação foliar As adubações foliares têm pôr objetivo complementar nutricionalmente as plantas. Inicialmente deve-se promover o reequilíbrioda planta em Nitrogênio e Potássio e água. e pôr sua vez a deficiência de Potássio.

com redução na sua longevidade. . Pode-se corrigir com a pulverização foliar de Sulfato de Magnésio (30 gramas/ 20 litros de água) semanal. Deve-se neste caso manter o Bio 08 foliar e complementar com a aplicação de 20 ml/planta de Bio 08 puro diretamente no pé da planta com pulverizador manual ou via fertirrigação. • Deficiência de Boro: as folhas ficam com desenvolvimento prejudicado e amareladas da base para a ponta.19 quelatizado (30 gramas)/20 litros de água dirigidos o jato às pencas e não às folhas e/ou via fertirrigação aplicar 3 ml/lplanta de CaB2. chamado popularmente de "amarelo baixeiro". chamado de "lóculo aberto". que iniciam-se de baixo para cima. até o desaparecimento dos sintomas. • Deficiência de Fósforo: a planta apresenta desenvolvimento geral prejudicado. como as do tipo Caqui. Algumas cultivares são mais predispostas à ocorrência de lóculo aberto. ocorre a exposição da placenta. Sintomas de deficiência de Cálcio nos frutos. até o desparecimento dos sintomas. Previne-se com a aplicação semanal de CaB2 junto com o Bio 08. Nos frutos. • Deficiência de Magnésio: a planta apresenta manchas amareladas entre as nervuras das folhas. O principal sintom são a haste e as folhas do ponteiro arroxeadas. e se necessário complementar com a aplicação adiconal de 30 gramas de Bórax junto com o Bio 08 + CaB2.

até o desaparecimento dos sintomas. 18. • Deficiência de Zinco: Ponteiros ficam "engruvinhados" e deformados. Também pode ocorrer a diminuição excessiva da distância de entre nós nas plantas. Podese corrigir o problema. As cultivares com hábito de crescimento indeterminado precisam ser tutoradas. . A condução do tomateiro pode ser realizada de duas formas distintas: A – Cerca Cruzada A cerca cruzada é utilizada quando se desejam 2 linhas por canteiro. Estaqueamento do Tomateiro O caule flexível do tomateiro somente se mantém na vertical se amarrado a um suporte. 1) Faça buracos fundos com uma cavadeira e finque os esteios. com a aplicação semanal de Sulfato de Zinco (30 gramas/ 20 litros de água).20 Sintomas de deficiência de Boro nas folhas e nos frutos.

para deixá-los mais firmes. amarrando-o nos esteios.21 2) Escore os esteios. encostados no arame. ele deverá ser feito em formato de “oito”. 7) Faça o amarrio das plantas. 4)Estique bem o arame. 6) Prenda os bambus ao fio com pedaços de arame. 3) Coloque os esteios num espaçamento de. de forma inclinada. 10 metros. dois a dois. . 5) Coloque bambus de tutoramento ao pé das plantas. Cuidado para não machucar o caule. no máximo. ou travas de bambu. de modo que formem um “V” invertido. B – Tutoramento com Fitilho O modo de tutoramento por fitilho é utilizado para apenas uma linha de plantas por canteiro.

8 metros do solo. não são podadas. a uma distância de 20 cm do solo. Portanto. Aquelas com crescimento "determinado". Podas: Desbrota e Capação A cultura tutorada é exigente em alguns tipos de poda. aumentam o tamanho e melhoram a qualidade de frutos destinados à mesa. porém aqueles já formados desenvolvem maior tamanho e peso unitários. há redução no número de frutos produzidos. que promovem melhor equilíbrio entre a vegetação e a frutificação. segundo o espaçamento da cultura. puxando-se e quebrando-se tais brotos manualmente. . em cultura rasteira com finalidade agroindustrial. . conduzidos com tutoramento.SP . . A "Capação" é o corte do broto terminal da haste.estique um fio de arame N° 14.Produtor Orgânico Severiano . não devendo ser praticado.PR 19. estique um outro N° 20. utilize suportes para dar uma maior sustentação à cultura) . O corte com canivete. logo que apresentem comprimento suficiente para serem agarrados. As podas são praticadas em cultivares de crescimento "indeterminado". a uma distância de 1. Tomate tutorado com fitilho .ou com a unha.vá enrolando a planta no fitilho. dissemina bacterioses e viroses.amarre os fitilhos nos arames. sustendo-se o crescimento vegetativo e diminuindo o número de cachos. Tomate tutorado com fitilho .paralelo ao primeiro fio. A "Desbrota" consiste no arranque frequente e sistemático dos brotos laterais.22 finque dois esteios nas extremidades de cada canteiro. na medida em que for se desenvolvendo.Produtor Orgânico Issamu . (para distâncias superiores a 10m.

. 20. Manejo Orgânico de Pragas e Doenças Através do equilíbrio obtido com o manejo orgânico. não proporcionando danos econômicos significativos. neste caso deixar desenvolver o primeiro broto acima da primeira penca. 21. devese retirar o excesso de mato próximo ao tomateiro com a mão e apenas roçar as ruas entre as linhas de plantio ou canteiros.23 Caso hajam falhas no canteiro. No cultivo com uso de cobertura morta. o nível de incidência das principais pragas e doenças no tomate tem diminuído muito. Principais Pragas Lagarta Rosca e Formiga Lavapés A lagarta rosca é responsável pelo corte de plântulas recêm germinadas ou transplantadas e assim a ocorrência de falhas no stand. deixe a planta ao lado com 2 hastes para compensar a falha. Capina Na fase inicial da cultura. após o transplante ou emergência o tomateiro é especialmente sensível à concorrência pôr parte das plantas invasoras.

mosca branca e trips são viroses. Para o controle. Placas azuis normalmente atraem trips. Para vaquinha. caule e frutos.150 ml pôr 20 litros de água. coar e diluir em 20 litros de água e pulverizar imediatamente. Pulgões. .24 As formigas lava-pé são responsáveis pôr danos no sistema radicular e hastes de plantas novas. coroe as plantas com 10g de calcário de conchas ou cinza. Mosca Branca e Trips As vaquinhas são responsáveis pôr danos nas folhas. Placas amarelas atraem vaquinhas e mosca branca. responsáveis pela transmissão de Deve-se utilizar preventivamente placas adesivas coloridas para diminuir ou monitorar a ocorrência dessas pragas. e no dia do transplante e uma semana após. as quais podem ser destruídas após ficarem cheias do inseto. faça uma pulverização com: Dipel – 60 g em uma bomba de 20 litros. Pode-se também repelí-las com a elaboração de um nosódio. Para o controle. Existem colas entomológicas no mercado as quais são utilizadas para pincelar as placas adesivas. Vaquinha. Como também bater-se 100 vaquinhas/1 litro de água no liquidificador. em caso de clima seco. em áreas pequenas pode-se distribuir armadilhas com uma cucurbitácea atrativa a "cabaça" ou "purunga". Pulgões. utilize: Extrato de pimenta do reino + extrato de alho – 200 ml de cada em 20 litros de água ou óleo de neem .

que ocorre das 13:00 as 15:00 horas. frutos e hastes das plantas. Para seu controle. Após o início da florada. que capturam os adultos. Traça do tomateiro A traça do tomateiro é responsável pôr danos nos ponteiros do tomateiro e nos frutos. conforme a incidência da praga. pode-se fazer o controle biológico com a soltura do micro himenoptero Trichograma. Broca dos Frutos É a principal responsável pôr prejuízos econômicos nos frutos. o qual parasita o ovo da traça.25 Ou em caso de clima úmido: Metarril + Boveril – 60 g de cada em uma bomba de 20 litros. O controle biológico também é feito com a pulverização de Dipel (60 gramas ou 20ml/ 20 litros de água) nas horas em que o adulto sobrevoa a lavoura. utilize Dipel (60 g ou 20 ml/ 20 litros). O seu controle ou monitoramento pode ser inciado com a instalação na lavoura de armadilhas luminosas. . Principais Doenças Requeima A requeima provoca graves danos folhas.

. Até a planta equilibrar-se nutricionalmente e/ou as condições climáticas melhorarem. sendo mais comum no verão. e o ataque normalmente. A planta com excesso de Nitrogênio também fica suceptível a ocorrência de pinta preta. A planta com excesso de Nitrogênio também fica suceptível a ocorrência de pinta preta. se restringe a elas. já recomendada anteriormente. o qual predispoem as folhas baixeiras à doença. O seu controle consiste inicialmente em equilibrar a planta nutricionalmente com adubação de cobertura e/ou foliar apropriada. frutos e hastes das plantas.26 È uma doença fúngica. Septoriose É uma doenças fúngica que provoca desfolha no tomateiro. È uma doenças fúngica que ocorre em condições de temperatura e umidade do ar elevadas. Esta doença sempre inicia nas folhas inferiores. Sua prevenção e controle são idênticos ao recomendado para Requeima. o qual se manifesta em condições de baixa temperatura e alta umidade do ar. Em caso de conhecimento antecipado da previsão do tempo. È doença que ocorre sob temperatura e umidade do ar elevadas. deve-se paralisar o desenvolvimento da doença com pulverização com intervalos de 7 dias. Sua prevenção e controle são idênticos ao recomendado para Requeima. uma vez que impede o respingo de chuva com terra. com: Calda Bordaleza com pH 8 (100 gramas)/20 litros de água Pinta Preta A pinta preta provoca graves danos folhas. O uso de cobertura morta nos canteiros reduzem muito a doença. A planta fica mais suceptível quando encontra-se com excesso de Nitrogênio. devese pulverizar preventivamente Rocksil (100 gramas/20 litros de água).

conforme recomendado no item Adubação foliar. Dessa forma. Manter um teor adequado de água junto às raízes. ou concentração excessiva de sais no solo. Fazer adubação equilibrada. controle desses vetores. além da predisposição de algumas cultivares contribuem para a ocorrência da anomalia. A virose conhecida como Vira-Cabeça. Anomalias fisiológicas Podridão Apical É a anomalia mais comum. Fazer a correção do solo com calcário antes do plantio. pulgões e trips. quando os frutinhos da primeira penca apresentarem o sintoma inicial.27 Viroses As viroses provocam o subdesenvolvimento das plantas. pode ser controlada preventivamente com a pulverização 2 vezes/ semana desde a fase de muda até a capação com Extrato de Primavera ou Maravilha. Medidas curativas consistem em fazer pulverização foliar conforme recomendado anteriormente. controlando a irrigação. portanto para controlar as viroses. 22. ou deficiência hídrica. com os tratamentos já indicados anteriormente. danos nas folhas e frutos. especialmente em frutos do tipo Salada ou Santa Cruz. . Entre elas temos: Utilizar cultivares com resistência à anomalia. O desequilíbrio nutricional excesso de Nitrogênio ou Potássio. Também deve-se acrescentar micronutrientes junto com a aplicação de biofertilizantes. As viroses são transmitidas pelos mosca branca. medidas preventivas objetivando aumentar a concentração de Cálcio no solo e sua disponibilidade para a planta devem ser adotadas. A causa básica é a carência localizada de Cálcio (Ca) no tecido da porção estilar do fruto.

e quanto maiores os frutos maior a incidência da doença. cujas causas não estão ainda bem determinadas pelos pesquisadores. Além disso manter a cultura com irrigação adequada. Frutos rachados Flutuações acentuadas no teor de água no solo ocasionam variações na turgescência. dada a sua elevada exigência em cultivares do tipo Caqui. bem como falta de luminosidade adequada. deve-se fazer a correção de boro no plantio com 2 gramas de bórax/planta. constando-se em análise de solo a sua deficiência. Frutos com escaldadura A escaldadura ocorre quando o fruto é exposto diretamente à luz solar intensa. Também temperaturas extremas calor e frio .28 Lóculo aberto Esta doença se restringe.impedem a boa formação interna do fruto. Frutos ocados A formação de frutos de tomate que apresentam espaços no interior é ocasionada pôr excesso de Nitrogênio e/ou deficiência de Potássio. A carência de Boro é uma das causas mais frequentes apontadas. Dessa forma além de utilizar cultivares com resistência á anomalia. em tomateiros tutorados e podados. provocando rachaduras radiais e concêntricas nos frutos. O uso de cultivares resistentes á rachadura e a munutenção de um teor de água favorável e constante no solo pelo controle da irrigação são medidas de controle. Adubações de plantio. Trata-se de uma anomalia desafiadora. Teores extremos de água no solo também predispoem a planta a essa anomalia. Outros apontam a causa da anomalia com a ocorrência de baixas temperaturas durante o desenvolvimento da muda. ou com pulverizações foliares conforme já recomendado anteriormente. e a região afetada torna-se esbranquiçada e enrugada. três semanas antes da abertura da flor e durante a formação dos frutinhos. . próximo à colheita. Tais alterações repentinas são comuns durante a primavera -verão. é mais frequente nas duas primeiras pencas justamente aquelas mais produtivas. em condições de campo. cobertura e/ou foliar a fim de equilibrar o Nitrogênio e o Potássio conforme já recomendado anteriormente são medidas de controle. quando a um período seco seguem-se chuvas torrenciais. aos frutos de tomate tipo Caqui. A ocorrência.

5 cm. . Pôr isso. uma adubação equilibrada conforme recomendado anteriormente contribuirá para o controle da anomalia. sempre utilizando-se plantas da mesma espécie. bem como à nematóides. simultaneamente. um excesso de Nitrogênio na planta motiva a continuação de um vigoroso crescimento vegetativo. em detrimento da floração e da frutificação. por conferir a cultura enxertada resistência a doenças e problemas no solo que usualmente ocorrem nessas condições. Queda de Flores e Frutos Numerosos fatores ocasionam a queda de flores e frutos ainda em formação. 23. corte a porção de cima de modo a deixar dois pares de folhas. ocasiona clorose nas folhas e perda de frutinhos. • Quando as mudas apresentarem a grossura um pouco menos que um lápis. em seguida faça um corte de 1. No tomateiro ocorre o crescimento vegetativo. a floração e a frutificação. no estabelecimento de frutos e no desenvolvimento destes. Também a deficiência de Nitrogênio. em localidades de baixa altitude. ocasionando baixa produtividade durantes o verão. contribuem para a perda de flores e frutos. a parte das raízes de outra (porta-enxerto). doenças fúngicas e bacterianas. quando a planta apresenta pesada carga de flores e frutos em desenvolvimento. Ao ser iniciada a formação de botões florais. contribui para expor os frutos. a enxertia é usada para dar a planta uma certa resistência às principais doenças da cultura. Também carências ou desequilíbrios nutricionais. O controle consiste em equilibrar a planta nutricionalmente a fim de manter uma boa quantidade de folhas para proteger os frutos e menor predisposição á ocorrência de pragas e doenças. bem como insetos. Esse processo consiste a união da parte aérea de uma planta (enxerto). O fornecimento de Nitrogênio interfere na floração. No Tomateiro. Enxertia em Tomate O processo de enxertia é usado geralmente para a produção em estufas.29 A desfolha intensa provocada pôr doenças ou pragas. A temperatura noturna elevada é um deles.

24. a porção radicular da primeira muda. limpos e sem danos. e no dia seguinte retire todo o plástico. O corte deve ser feito em "V" (Bissel). coloque-as em uma câmara úmida que pode ser feita com plástico e sombrite 50%. dentro da fenda de 1. Após sete dias a muda enxertada estará pronta para ser transplantada.exigida pelos consumidores de produtos industrializados e também o máximo sabor e de aroma. sem pedúnculo.5 cm. Os frutos são colhidos quando se apresentarem maduros. una a porção aérea da segunda muda. deixando 2 pares de folhas e o ponteiro. medido na polpa pôr meio de refratrômetreo. .5. O teor de sólidos solúveis. de modo a encaixar o corte em "v".30 • Prepare a muda a ser enxertada. Com 10 dias. Colheita e Pós-colheita • Tomate para a Agroindústria È imprescindível que os frutos completem a maturação nas plantas. para desenvolverem intensa coloração vermelha . mas mantenha o sombrite. cortando-a. • Em seguida. Deixe a união bem justa. abra o plástico parcialmente. dever ser igual ou superior a 5° Br ix e o pH entre 4 e 4. ainda firmes. Utilize clipes para enxertia ou tubos flexivéis para auxiliar na união. Depois de prontas as mudas enxertadas.

Produção orgânica de tomate para indústria .Produtor Cooperado da Coagrosol .SP . ou seja. incia-se a colheita aos 85-125 dias da semeadura direta. 40 toneladas pôr hectare.Itápolis . Os frutos maduros são recolhidos em caixas plásticas apropriadas. para transporte até a fábrica. A primeira. dentro de 15 dias.31 Normalmente são realizadas duas colheitas manuais. Tais caixas são empilhadas no caminhão. Se o transporte é feito a granel. Dependendo da cultivar. o carregamento e o descarregamento é rápido. A produtividade média esperada no manejo orgânico é de 4 kg/m². quando 70-80% dos frutos se apresentam completamente maduros e a Segunda. comportando 20-23 kg.

Verduras e Legumes para Supermercados no Brasil e Exterior. Já temos pequenas agroindústrias parceiras que compram tomate industrial orgânico.Horta & Arte. E acondicionados em caixas plásticas limpas e secas. Italiano e Salada em estufa: 5 a 8 kg/m² • Tomate Cereja a campo: 2.32 A colheita pode ser mecanizada.5 a 6 kg/m² Após a colheita os frutos devem ser selecionados no barracão e apenas limpos com uma flanela. Com bom pegamento de flores e frutos. localizada em Borborema-SP. Acondicionamento em caixas plásticas para o transporte: . italiano e salada ou se inicia aos 90 a 120 dias da semeadura. Tomate Salada ou Santa Cruz Tomate Caqui Tomate Cereja A colheita dos frutos de tomate caqui. seco e fresco até o transporte. colhendo-se quando a maioria dos frutos estiver maduros. entre elas recomendamos a Fruto do Sol.4. Faça a colheita quando 25% do fruto estiver vermelho. provocando o apodrecimento dos frutos durante o transporte. sendo desejável o plantio de cultivares com maturação mais uniforme.5 . acondicionadas em local limpo. efetuada de uma só vez. associação parceira que comercializa Frutas.5 kg/m² • Tomate Cereja em estufa: 4. espera-se as seguintes produvidades médias: • Tomate Caqui. Italiano e Salada a campo: 4 a 5 kg/m² • Tomate Caqui.110 dias após a semeadura. Os frutos após colhidos não devem ser umidecidos de forma alguma. • Tomate para Mesa Realize a colheita diária ao final da tarde dos frutos que estiverem dentro do padrão da APO . tomate cereja se inicia aos 80 . Pois seu umedecimento provoca o desenvolvimento de doenças pós colheita.

1987. Lembrando que a capacidade total de uma caixa normal (2) é considerado como até a parte de baixo do vão de suporte da caixa para as mãos (3) 1 2 3 • Tomate caqui.33 • Tomate Cereja: Os tomates deverão ser acondicionados dentro de caixas próprias quando possível. italiano e salada Deve-se colocar os tomates no máximo até a altura dos vãos das caixas para colocar as mãos (1) É fundamental colocar os produtos dentro das caixas. as caixas devem ser lacradas e identivicadas com os dados do produtor. 1 Qde máxima de tomate por caixa. devidamente forrada com papel para evitar danos mecânicos como mostra a foto abaixo (2). . Literatura Consultada DOMINGOS GALLO eta al. Manual de entomologia agrícola. Parte mais baixa do vão da caixa para as mãos 2 No caso de transporte via freteiro ou transportadora. estando estas devidamente forradas com papel como mostra a foto abaixo (1) . São Paulo: ed. 25. é possível usar caixas comuns mas com quantidades de tomates cereja colocadas somente até a metade da sua capacidade total. Agronomica ceres. No caso da indisponibilidade de caixas apropriadas.

Cultivo de Tomates para Industrialização. NAGAI. Estabelicimento das hortaliças no campo Brasilia: SENAR. Campinas: Instituto Agronômico. 2ª parte. Versão 1. 342 p. Manual Técnico de Hortaliças Orgânicas da Horta & Arte. dos.C.coordenador geral. D. Sakama. 402 p.O. Viçosa: UFV. SANTOS. J. 1985. 1994. NANNETTI. Olericultura especial.Brasília: EMBRAPA CNPH: EMBRAPA . Trabalhador na olericultura básica. 1999. 1999.Doença das plantas cultivadas.36 Pg.com. Departament of Evironment and Natural Resources. 1. Catálogos de sementes Feltrin. 172 p.R.R. Luiz Geraldo de Carvalho Santos.M. Agronomica Ceres Ltda. MALTA.Guaíba: agropecuaria. Campinas.takii. 92 p. Vol II Ed.November 1992. Dos tratos culturais a comercialização Brasilia: SENAR. Horticeres. ed. Brasília: SENAR.http://www.E. F. A. D. Versão Eletr. E atual.http://www. 61 p. et all. Goiânia: Universidade Federal de Goiás. Produção de sementes de hortaliças em pequenas áreas. Prod. 1. Ver. 2000.C. NANNETTI.com. et all. 1980. 3. Girberto Raimbault . v. Sakata.G. . Manual de fitopatologia . A. P. Soil and Water Conservation (SWC) Technologies and agroforestry Systems International Institute of Rural Reconstruction. et all. V. Doenças do tomateiro. 1995.br Imagens da Takii Seed .64 Pg. F. .com Imagens da Sakata Seed . Trabalhador na olericultura básica. Nova agricultura: a fascinante arte de cultivar com os plásticos 5. 01/03 Manual de informações técnicas Show Field Hortec 1998. 1999. Ford Foundation . 184 p (apostila). v. Isla. Imagens Kokopelli – Manual de sementes em português – http://www. 2000 (apostila) SGANZERLA. L.kokopelli-seed-foundation. & SANTOS. 2.SPI. Instalação da horta. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna de produção e comercialização de hortaliças. Embrapa Sist.34 - FILGUEIRA. EDILIO.sakata. LOPES.br - - - - - - - - - - - - - - Fotos Engenheiros Agrônomos Álvaro Jum Guibu.W.C.A. Grande ABC editora e gráfica. 3 ed. Escola de Agronomia. Hortec. GALLI. . . HIROSHI et all. São Paulo. 17 p. Ed. Trabalhador na olericultura básica. SONNENBERG. Marcelo Scolari Gosh e Mauro Kayano. Luciana Gomes de Almeida. . C. Hotiflores Comercial Ltda.92 Pg. . 1994.

tecnico@hortaearte.br 4) Sementes Isla: 0800512331 / 0800051 6172 www.br .APO .com. (16) Fone: 16 3266 2535/ 91038589 3) Natural Art Insumos Orgânicos (11) 47171800 naturalorg@ig.35 26.com.Horta & Arte www.com.com.br Boa Safra!!! .isla.hortaearte.com.br . contato@frutodosol.br . Endereços úteis 1) Associação de Produtores Orgânicos . juca@frutodosol.br . (11) 4717 1242 ou 4717 1246 2) Fruto do Sol (Agroindústria de Molho de Tomate).com.

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