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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO ZONEAMENTO ECONÔMICO, AMBIENTAL, SOCIAL E CULTURAL DE

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO

ZONEAMENTO ECONÔMICO, AMBIENTAL, SOCIAL E CULTURAL DE RIO BRANCO ZEAS

Projeto I BANCO DA AMAZÔNIA

Plano de Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do município de Rio Branco - AC.

Dezembro 2009

Rua Cel. Alexandrino, 301 Bosque Rio Branco AC CEP 69.909-730 Tel. +55 (68) 3211-2200/3211-2246 zeas@riobranco.ac.gov.br

301 – Bosque Rio Branco – AC – CEP 69.909-730 Tel. +55 (68) 3211-2200/3211-2246 zeas@riobranco.ac.gov.br
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Sumário LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS

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Sumário

LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS LISTA DE QUADROS

4

9

10

11

1 INTRODUÇÃO

2 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO

13

18

19

19

19

20

22

23

25

26

27

30

44

4.1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA REDE HIDROGRÁFICA DE RIO BRANCO 44

3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Diagnóstico dos Recursos Naturais

3.1.1 Qualidade de Água

3.1.2 Área de estudo

3.1.3 Coleta das amostras de água

3.1.4 Análises das amostras de água

3.1.5 Prospecção e cartografia dos solos

3.1.6 Métodos de análises de solos

3.1.7 Classificação de solos

3.1.8 Uso da Terra

3.2 DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.2

Diagnóstico Socioeconômico - Seringal São Francisco do Espalha

47

4.2.1 Dados Gerais das famílias pesquisadas

47

4.2.2 Situação da Vulnerabilidade das Famílias

48

4.2.3 Situação da Educação Formal

49

4.2.4 Situação do Conhecimento Profissional e Tradicional

50

4.2.5 Situação do Setor de Saúde

53

4.2.6 Situação do Desenvolvimento Infantil

58

4.2.7 Situação das Condições ambientais

59

4.2.8 Situação das Condições Habitacionais

62

4.2.9 Situação do Acesso aos Recursos Naturais

63

4.2.10 Situação do Capital das Unidades Produtivas Familiares

66

4.2.11 Situação do Desempenho Econômico Renda Bruta Total vs. Custo Total

 

72

4.2.12 Situação do Desempenho Econômico Ocupação da Força de Trabalho

75

4.2.13 Situação do Desempenho Econômico Linha de Dependência do Mercado

76

4.2.14 Situação do Desempenho Econômico Renda Bruta Total vs. Linha de

Dependência do Mercado

78

4.2.15 Situação do Desempenho Econômico Geração de Renda Bruta

80

4.2.16 Situação do Desempenho Econômico Principais Produtos

80

4.2.17 Situação do Desempenho Econômico das Unidades de Produção

82

4.2.18 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) Resultados

83

4.2.19 Avaliação Estratégica - Resultados

84

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 5 Diagnóstico Socioeconômico nos Projetos de Assentamento

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5 Diagnóstico Socioeconômico nos Projetos de Assentamento do Instituto Nacional

de Colonização e Reforma Agrária - INCRA

87

 

5.1 Dados Gerais das famílias pesquisadas

89

5.2 Vulnerabilidade das Famílias

90

5.3 Educação Formal

91

5.4 CONHECIMENTO PROFISSIONAL E TRADICIONAL

92

5.5 SAÚDE

93

5.6 DESENVOLVIMENTO INFANTIL

97

5.7 CONDIÇÕES AMBIENTAIS

98

5.8 CONDIÇÕES

HABITACIONAIS

100

5.9 ACESSO AOS RECURSOS NATURAIS

101

5.10

RENDA BRUTAL TOTAL vs CUSTO TOTAL

110

5.11

RENDA BRUTAL TOTAL vs. LINHA DE DEPENDENCIA DO MERCADO

116

5.12

GERAÇÃO DE RENDA BRUTA

117

5.12

DESEMPENHO ECONOMICO DOS PRINCIPAIS PRODUTOS

119

5.13

5.14

DESEMPENHO ECONOMICO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO FAMILIAR RURAL (IDF-R)

120

122

5.15

VANTAGENS E DESVANTAGENS COMPETITIVAS

124

6

CONCLUSÕES

127

6.1 DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO

127

6.2 DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DOS PROJETOS DE ASSENTAMENTO

ESPALHA

DO INCRA

129

PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO MUNICÍPIO DE RIO

7

133

7.1 Medidas Mitigadoras às Limitações da bacia hidrográfica do município de Rio

 

Branco

134

8

RECOMENDAÇÕES GERAIS

137

9

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

139

ANEXO 1

144

ANEXO 2

145

ANEXO 3

146

 

ANEXO 4

147

ANEXO 5

148

ANEXO 6

149

ANEXO 7

150

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO LISTA DE FIGURAS Figura 1. Localização das

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Localização das principais sub-bacias hidrográficas do município de Rio Branco/AC Figura 2. Localização do município de Rio Branco na América do Sul, no Estado do

12

Acre e seus limites

município de Rio Branco, Estado do Acre, no mês de agosto de 2006

13

Figura 3. Localização das estações de amostragem de água nas bacias e sub- bacias hidrográficas do município de Rio Branco/AC,

18

Figura 4. Rede viária e hidrografia permanente do município de Rio Branco/AC

20

Figura 5. Distribuição dos pontos de obtenção de fotografias de uso da terra no

24

Figura 6. Fluxograma da metodologia para obtenção dos mapas de cobertura do solo do município de Rio Branco, Estado do

25

Figura 7 Composição das famílias por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

42

Figura 8 - Situação das Vulnerabilidades das famílias, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

43

Figura 9 - Educação Formal por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 10 Percentual de Famílias que tem algum membro que recebeu

44

treinamentos e capacitações, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio

Branco, Acre-Brasil Figura 11 Principais tipos de Treinamentos ou Capacitações recebidos por atividade, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil

45

45

Figura 12 Principais profissões relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do

Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

46

Figura 13 Ocorrência de doenças por UPFs (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco,

47

Figura 14 - Principais doenças relatadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

48

Figura 15 Ocorrência de doenças crônicas por UPF (%), Seringal São Francisco do

48

Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 16 – Principais doenças crônicas, Seringal

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Figura 16 Principais doenças crônicas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 17 - Local de tratamento de doenças, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 18 - Situação do Desenvolvimento Infantil por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 19 - Principais destinos do esgoto, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 20 Principais origens da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 21 Principais tratamentos da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 22 Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco,

Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,
Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,
Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,
Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,
Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,
Figura 22 – Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006,

49

50

51

52

52

53

54

Figura 23 Ocorrência dos principais itens de bens duráveis por UPF (%), Seringal

São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

55

Figura 24 Principais formas de acesso a terra, Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

56

Figura 25 Percentual dos principais tipos de uso da terra, Seringal São Francisco

do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

56

Figura 26 Índice mediano de Capitalização (IK) das UPFs, Seringal São Francisco

do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre, Brasil

57

Figura 27 Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos máquinas, equipamentos e ferramentas em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

58

Figura 28 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais circulantes insumos, em

mais da metade das UPFs,

59

Figura 29 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos benfeitorias, em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasi

59

Figura 30 Percentual de UPFs que obtiveram algum tipo de crédito bancário, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

60

Figura 31 Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas entre as UPFs financiadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Figura 32 Principais linhas de Exploração beneficiadas pelos financiamentos obtidos pelas UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco,

60

Acre-Brasil

61

Figura 33 - Relação entre Renda Bruta Total, Custo Total, Seringal São

62

Figura 34 - Ocorrência dos tipos de renda por UPFs (%),Seringal São Francisco do

Espalha, 2005/2006, Rio Branco,

62

Figura 35 Principais componentes do Custo Total (CT) mediano, por UPF, Seringal

São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco,

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 36 - Percentual de ocupação da

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Figura 36 - Percentual de ocupação da força de trabalho familiar, Seringal São

Figura 37 Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre, Brasil

64

65

Figura 38 - Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco do Espalha,

2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

66

Figura 39 - Composição da Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

67

Figura 40 - Relação entre Renda Bruta Total (RB+RA+RT), Custo Total (CT) e Linha

de Dependência do Mercado (LDM), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil

68

Figura 41 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) e seus componentes, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil Figura 42 Percentual de UPFs que têm o dobro de vantagens em relação às desvantagens de ativos e capacitações competitivas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 43 Principais desvantagens competitivas relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

Figura 44 Principais Vantagens competitivas relatadas por UPF (%),Seringal São

72

73

74

Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

75

Figura 45 Composição das famílias por faixa etária, PAs, 2005/2006 e 2006/2007,

Rio Branco, Acre,

77

Figura 46 Situação das Vulnerabilidades das famílias dos PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

78

Figura 47 Educação Formal por faixa etária, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

79

Figura 48 Percentual de famílias que tem algum membro que recebeu treinamentos e capacitações PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-

80

Figura 49 Ocorrência de doenças por UPFs (%),PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio

Branco,

81

Figura 50 Principais doenças comuns relatadas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio

Branco,

81

Figura 51 Ocorrência de doenças crônicas por UPF (%),PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

82

Figura 52 Principais doenças crônicas relatadas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio

Branco,

83

Figura 53 Situação do Desenvolvimento Infantil por UPF (%),PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

84

Figura 54 Principais destinos do esgoto, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

Acre-Brasil

85

Figura 55 Principais tratamentos da água consumida, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

86

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 56 – Ocorrência dos principais itens

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Figura 56 Ocorrência dos principais itens de bens duráveis por UPF (%),PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 57 Principais formas de acesso a terra, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Figura 58 Percentual dos principais tipos de uso da terra, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 59 Índice mediano de Capitalização (IK) das UPFs, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre, Figura 60 Principais componentes do Custo Total (CT) mediano, por UPF, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 61 Percentual de ocorrência dos tipos de capital fixo benfeitorias, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Figura 62 Percentual de ocorrência dos tipos de capital fixo máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-

dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,
dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,
dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,
dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,
dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,
dos tipos de capital fixo – máquinas, equipamentos e ferramentas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

86

87

88

89

90

91

92

Figura 63 Percentual de ocorrência dos principais tipos de capital fixo animais de

trabalho, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

92

Figura 64 Percentual de ocorrência dos tipos de capital circulante insumos, PAs,

2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

93

Figura 65 Percentual de UPFs que pegaram algum tipo de crédito bancário, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

93

Figura 66 Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas

entre as UPFs financiadas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

94

Figura 67 Principais linhas de exploração beneficiadas pelos financiamentos obtidos pelas UPFs, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 68 - Relação entre Renda Bruta Total, Custo Total, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 69 - Ocorrência dos tipos de renda por UPFs (%), PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 70 - Percentual de ocupação da força de trabalho familiar, PAs, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil Figura 71 Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora

94

95

96

97

da UPF, Pólos, 2005/2006, Rio Branco, Acre, Brasil

98

Figura 72 - Linha de Dependência do Mercado, Pólos, 2005/2006, Rio Branco, Acre-

99

Figura 73 - Composição da Linha de Dependência do Mercado, Pólos, 2005/2006,

Rio Branco, Acre-Brasil

100

Figura 74 - Relação entre Renda Bruta Total (RB+RA+RT), Custo Total (CT) e Linha de Dependência do Mercado (LDM), Pólos, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

101

Figura 75 - Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) e seus componentes,

PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 76 – Índice de Desenvolvimento Familiar

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Figura 76 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R), PAs , 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

107

Figura 77 Percentual de UPFs que têm o dobro de vantagens em relação às desvantagens de ativos e capacitações competitivas, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

108

Figura 78 Principais desvantagens competitivas relatadas por UPF (%), PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

109

Figura 79 Principais Vantagens competitivas relatadas por UPF (%), PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco,

110

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Evolução

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Evolução da Geração de Renda Bruta por linha de exploração, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

69

Tabela 2 Evolução do desempenho econômico dos principais produtos, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

70

Tabela 3 Desempenho Econômico mediano por UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

70

Tabela 4 Geração de Renda Bruta por linha de exploração, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

102

Tabela 5 Desempenho econômico dos principais produtos, PAs, 2005/2006 e 2006/2007, Rio Branco, Acre-Brasil

103

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO LISTA DE QUADROS Quadro 1. Localização e

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Localização e descrição das estações de coleta de água por bacia hidrográfica de Rio Branco/AC,

17

Quadro 2. Descrição dos métodos de analise por parâmetro

19

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 1 INTRODUÇÃO Desde o final dos anos

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1 INTRODUÇÃO

Desde o final dos anos 80, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) tem sido destacado como um instrumento estratégico para o desenvolvimento regional sustentável e, também, como meio para enfrentar a ocupação “desordenada” na fronteira amazônica, tais como o desenvolvimento descontrolado, o uso não sustentável de recursos naturais e as invasões de áreas indígenas e de unidades de conservação. No Acre, o Governo Estadual instituiu o Programa Estadual de Zoneamento Ecológico-Econômico, por meio do Decreto nº. 503 de 6 de abril de 1999, diretamente vinculado ao Gabinete do Governador, coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação (SEPLAN/AC), atualmente Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico-Sustentável (SEPLANS), e tendo a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA), atual Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), como Secretaria Executiva.Na primeira fase do ZEE (Fase I), iniciada em abril de 1999, os levantamentos contemplaram a extensão territorial do Estado do Acre, sendo a maior parte deles baseados em dados secundários, aproveitando e sistematizando os diversos estudos realizados no Estado e estabelecendo cooperações técnicas com instituições de governo da esfera federal, estadual e municipal, além de instituições não-governamentais. O ZEE/AC (Fase I) constituiu um referencial importante para o planejamento do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre, como também para a sociedade civil e setor privado. Para apoiar a gestão sustentável e a conservação dos recursos naturais, os estudos do ZEE/AC precisam ser atualizados com maior detalhamento, no âmbito do eixo temático recursos naturais, especificamente no que se refere ao diagnóstico do

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO potencial e limitações de uso das principais

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potencial e limitações de uso das principais bases produtivas do Estado: a floresta, o solo e a biodiversidade. Assim inicia-se a execução da segunda fase do Zoneamento Ecológico- Econômico (Fase II) com o objetivo geral de elaborar o Mapa de Gestão do Estado do Acre, na escala 1:250.000 (Decreto 4.297 de 11 de julho de 2002, o qual

regulamenta o artigo 9º, inciso II, da Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que estabelece critérios para o ZEE do Brasil).

O ZEE/AC (Fase II) assume, como papel fundamental, a elaboração desse

Mapa de Gestão para o Estado do Acre na escala 1:250.000, com indicativo das zonas de uso, sendo definidas para cada uma delas as restrições, potencialidades e

as recomendações de uso. Além disso, o ZEE (Fase II) apóia as iniciativas de ordenamento territorial local em dois municípios: Brasiléia e Rio Branco. Para o município de Rio Branco, a gestão 2005-2008, que exerce seu segundo mandato (2009-2012), estabeleceu em 2006, como prioridade, o restabelecimento da capacidade institucional do poder público para oferecer serviços públicos de qualidade e promover políticas de inserção social, assegurando o resgate da cidadania de grande parte da população de Rio Branco. Os instrumentos para alcançar os objetivos estratégicos estabelecidos foram a elaboração e aprovação, pela Câmara Municipal, do Plano Diretor de Rio Branco e a realização do Zoneamento Econômico, Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco (ZEAS), instituído por meio do Decreto nº1.076 de 10 de março, contemplando a elaboração do Mapa de Gestão do Município, na escala de 1:100.000.

O Zoneamento Econômico, Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco deve

estar baseado numa clara definição de seus objetivos, propósitos e resultados esperados, principalmente em relação a estratégias de desenvolvimento que pretende subsidiar. A execução municipal, tem como ordens de grandeza as escalas 1:100.000, 1:50.000 e 1:20.000, podendo ter enfoque estratégico e tático. Como a área das bacias hidrográficas contempladas neste projeto abrange aproximadamente 86% do território de Rio Branco os estudos foram realizados na

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO escala de 1:100.000 para o município, e

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escala de 1:100.000 para o município, e na escala de 1:50.000 nas áreas estratégicas, como APA’s, Seringal Espalha, Pólos Agroflorestais e Projetos de Assentamento do INCRA. Este documento busca subsidiar os gestores e tomadores de decisões com informações sobre as potencialidades e as limitações das principais bacias hidrográficas do município visando possibilitar a elaboração de programas, projetos e políticas públicas voltadas para a fixação do homem na área rural com melhoria da qualidade de vida e renda da população rural por meio do uso racional e sustentável dos recursos naturais de Rio Branco.

2 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO

O sudeste acriano concentra 71% da população do Estado e 51% de seu território que tem uma área total de 8.658 km 2 . Esta região abrange as regionais do Alto Acre, Baixo Acre e Purus, concentrando a área de maior pressão antrópica (o arco de desmatamento acriano) e forte tendência de ampliação da ocupação humana. Rio Branco está localizado no Baixo Acre e possui uma área de 8.831,44 km2, equivalendo a 6,5% da área total do estado e uma população de 314.127 hab., na proporção de 12% rural e 88% urbana com densidade demográfica em torno de 25,09 hab./km2. A bacia do rio Acre é a mais importante do sudeste acriano, sendo a sub- bacia do Riozinho do Rola sua principal componente (66,07% do território deste município). Esta bacia tem suas cabeceiras na Reserva Extrativista Chico Mendes e concentra vários pontos de ação antrópica intensiva que contribuem para mudanças significativas no regime hidrológico, alteram a qualidade das águas e a sazonalidade do nível dos igarapés, e contribui para enchentes periódicas.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO A Bacia Hidrográfica do Riozinho do Rola

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A Bacia Hidrográfica do Riozinho do Rola está localizada entre os paralelos 10º e 11º S, com sentido de escoamento Oeste-Leste, abrangendo uma área de aproximadamente 780.000 há (setecentos e oitenta mil hectares), cujas nascentes estão localizadas no interior da Reserva Extrativista Chico Mendes, ás proximidades das seguintes coordenadas geográficas, Latitude 10º30’ S e Longitude 69º 20’ W. A maior parte da área da Bacia está dentro dos limites do município de Rio Branco. Ao longo da historia de ocupação do território acriano, os rios e igarapés tem sido utilizados largamente, como via de acesso ao interior da floresta e facilitando o estabelecimento de populações humanas em áreas rurais. A ocupação da bacia hidrográfica do riozinho do Rola ainda segue este modelo, o curso dos rios em direção ao interior da floresta, até as colocações dos seringais. O Seringal São Francisco do Espalha abrange uma área de 88,44 km 2 ou 29.645,98 ha, que correspondem a 3,36% do território do município de Rio Branco. Localizado na bacia do riozinho do Rola, este seringal está situado a sudoeste da sede municipal, localizado em ambas as margens do Igarapé Espalha, zona rural do município de Rio Branco. O Seringal São Francisco do Espalha apresenta a maior parte de sua área com a cobertura vegetal original, com uma mistura de Floresta Aberta com Bambu Dominante (FABD), Floresta Aberta com Palmeira (FAP) e Floresta Aberta com Bambu (FAB). Também compõem a rede hidrográfica deste município os riozinhos do Antimary e do Andirá, além dos igarapés São Francisco, Redenção e Judia, todos fazem parte da bacia do rio Acre e constituem seus principais afluentes dentro deste Município (Figura 1).

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 1. Branco/AC. Localização das principais sub-bacias

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 1. Branco/AC. Localização das principais sub-bacias

Figura 1.

Branco/AC.

Localização

das principais sub-bacias

hidrográficas do

município

de Rio

Baixo Acre, Rio Branco faz limites com os

municípios de Sena Madureira, Bujari, Plácido de Castro, Senador Guiomard,

Capixaba, Porto Acre e Xapuri. (Figura 2).

Situado na regional

do

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 2. Localização do município de Rio

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 2. Localização do município de Rio Branco

Figura 2. Localização do município de Rio Branco na América do Sul, no Estado do Acre e seus limites municipais.

A exemplo da maioria dos municípios da região, como Porto AcreXapuri e

Brasiléia, Rio Branco teve seu processo de ocupação inicial efetuado através do rio

Acre. Esta ocupação inicial fundamentou-se na formação de seringais e no

extrativismo de produtos florestais como a borracha, castanha e madeira.

Posteriormente, com o declínio do setor gomífero, Rio Branco teve suas terras

loteadas em colônias próximas ao já consolidado núcleo urbano.

Segundo o Censo Agropecuário de 2006 (IBGE, 2009a) Rio Branco

possuía 3.076 propriedades ocupando uma área total de 431.387 ha. Destas

propriedades, 2.679 eram próprias, 207 não possuíam titulação definitiva, 10 eram

arrendadas, 5 eram parcerias e 176 eram ocupações. Estes estabelecimentos eram

dirigidos por 87,1% de homens e 12,9% de mulheres, sendo que 45,3% dos

produtores ocupavam suas áreas há mais de 10 anos, apenas 6,9% ocupavam os

estabelecimentos há menos de um ano e 94,3% dos produtores viviam em suas

propriedades.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal

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De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal de 2007 (IBGE, 2009b), o

rebanho bovino do município era de 368.432 cabeças (15,9% do rebanho do Estado). Em 2006, 76% dos estabelecimentos agropecuários com criação de bovinos eram dedicados a agricultura familiar e respondiam por 32% do rebanho (IBGE, 2009a). O desmatamento bruto acumulado no município de Rio Branco em 1988

era de 963km², representando 11% da sua área total. Entre 1994 e 2007, a área desmatada aumentou de 1.397 para 2.377km², passando de 16 para 27% do território do Município. Isto representou um aumento de 981 km² de áreas desflorestadas significando uma perda anual média de 75km² de florestas por ano (SILVA et al, 2008).

O desmatamento concentra-se principalmente na região leste do

município de Rio Branco, no entorno da área urbana, distribuindo-se, também, ao longo das BR-364 (trecho Rio Branco-Porto Velho), BR-317, AC - 090 e AC-040 (Anexo 1). Além disso, há manchas de desflorestamento ao longo dos cursos de rios

e igarapés (SILVA et al, 2008). O clima em Rio Branco caracteriza-se por apresentar um período curto de seca nos meses de junho a agosto; um mês de transição entre seca e chuvas (setembro); um período chuvoso mais prolongado (outubro a abril), sendo de dezembro a março o período mais chuvoso. A precipitação média anual no período de 1970 a 2000 foi de 1994mm (DUARTE, 2005). Os valores mínimos e máximos de temperatura ao longo do ano variaram entre 17,1 e 32,7 °C, embora a temperatura máxima durante o dia possa chegar entre 36 e 37°C (DUARTE, 2006).

De acordo com CARMO et al, 2008, os Argissolos ocupam a maior porção

do município de Rio Branco com 78,7%, seguido pelos Plintossolos e Luvissolos com 11,8% e 8,2% respectivamente, conforme o primeiro componente das unidades de mapeamento das classes de solos. As áreas aptas à mecanização (A) compreendem os solos mais desenvolvidos do município de Rio Branco (Latossolos

e Argissolos Vermelhos), os quais apresentam requisitos favoráveis a esta prática

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO agrícola (Mapa em anexo). Esta classe de

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agrícola (Mapa em anexo). Esta classe de aptidão encontra-se disposta na porção sudeste do Município, margeando parte dos trechos da BR 364 e BR 317 e ocupa 2% (3.863 ha) do total das áreas já convertidas (desmatadas). Para o município de Rio Branco foram identificadas 12 (doze) diferentes tipos de tipologias florestais predominantes, de acordo com os procedimentos adotados para esta identificação (Anexo 3). E apesar da Floresta Aberta com Bambu (FAB) predominar na cobertura do município, em alguns locais ocorre a presença de Floresta Densa (FD) e com mais freqüência a Floresta Aberta com palmeiras (FAP). De acordo com OLIVEIRA (2000), o fato da FAB predominar implica diretamente na estrutura da comunidade florestal reduzindo o número de indivíduos arbóreos e a área basal da floresta, chegando a reduzir 30 a 50% do potencial de armazenamento de carbono. Quanto à biodiversidade florística e faunística, Rio Branco possui fragmentos florestais que abrigam flora e fauna pouco conhecidas e muitas novidades para o Acre, o Brasil e mesmo para a ciência. A riqueza de espécies correspondente a quase 20% da diversidade documentada para o Estado do Acre. Em Rio Branco, as atividades antrópicas têm gerado impactos negativos sobre o meio ambiente e o zoneamento detalhado de parte da bacia do rio Acre irá contribuir para que seja o primeiro município da Amazônia Ocidental a dispor de um instrumento de gestão territorial em escala compatível com o seu território (1:100.000; 1:50.000 e 1:10.000), sendo referência para outros municípios acrianos, estados vizinhos, e mesmo países como Peru e Bolívia.

3 MATERIAL E MÉTODOS

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 3.1 Diagnóstico dos Recursos Naturais Neste tópico

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3.1 Diagnóstico dos Recursos Naturais

Neste tópico são descritas as metodologias empregadas para o levantamento dos recursos naturais realizados nas bacias hidrográficas de Rio Branco.

É pertinente dizer que neste documento não faremos menção aos levantamentos realizados nos Pólos Agroflorestais do município uma vez que há um documento, o Plano de Desenvolvimento Sustentável, especifico para os mesmos. Assim, abordaremos os levantamentos realizados nas bacias hidrográficas enfatizando os estudos realizados nas áreas foco do Programa ZEAS, o Seringal São Francisco do Espalha e os Projetos de Assentamento do INCRA.

3.1.1 Qualidade de Água

Este estudo foi desenvolvido no período das chuvas, com exceção das amostragens na bacia do Riozinho do Rola que foram realizadas nos dois períodos sazonais (cheia e seca), totalizando 30 (trinta) amostragens, distribuídos nas principais bacias hidrográficas localizadas no município de Rio Branco. A seleção dos pontos de amostragem (Quadro 1), foi feita com base nas características de preservação, ocupação e uso do solo na área de estudo, bem como, nas condições de acesso a esses pontos.

3.1.2 Área de estudo

As principais bacias e sub-bacias hidrográficas do município de Rio Branco hora em estudo são: bacia do rio Acre e sub-bacias do riozinho do Rola, igarapés São Francisco, Judia e Redenção. Todos estes mananciais tem suas nascentes em outros municípios, e até países a exemplo do rio Acre, daí sua importância não apenas local como também regional. Em Rio Branco a sub-bacia do riozinho do Rola possui 571.106 ha, a do igarapé São Francisco, 42.036 ha, a do

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO igarapé Judia, 8.557 ha e a do

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igarapé Judia, 8.557 ha e a do igarapé Redenção, 16.064 ha aproximadamente.

Estas sub-bacias fazem parte da bacia do rio Acre e constituem seus principais

afluentes dento do município. Estas bacias compreendem tanto áreas rurais como

áreas urbanas do município, sendo estas, responsáveis pela drenagem dos

efluentes sanitários não tratados da maioria dos bairros da cidade inspirando

cuidados do poder público e da sociedade quanto às atuais formas de uso desses

recursos naturais.

3.1.3 Coleta das amostras de água

A seleção das estações de amostragem (Quadro 1) foi feita com base nas

características de preservação, ocupação e uso do solo na área de estudo, bem

como, nas condições de acesso a esses pontos. Foram realizadas 20 amostragens,

distribuídas nos cinco corpos d`água, entre os meses de abril e junho de 2007

(Figura 3).

Quadro 1. Localização e descrição das estações de coleta de água por bacia hidrográfica de Rio Branco/AC, 2007.

Áreas de Estudo

Estações de Coleta

Descrição dos Pontos

 

1

Igarapé Espalha: Colocação São José: Sr. Aldo Rufino

2

Igarapé Espalha: Antiga Sede do Seringal Espalha:

Sr. Inácio

3

Igarapé Vai-se-ver: Porto do Antonio do Bio

Sub-bacia do riozinho do Rola

4

Igarapé Vai-se-ver: próximo a sua foz

5

Igarapé Caipora: Colônia Oito Irmãos: Sr. José Itamar

6

Igarapé Caipora: próximo a sua foz

7

Riozinho do Rola: Seringal Humaitá. Faz. Do Sr. Mauricio.

8

Riozinho do Rola: Colocação

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO     Macaúba: Sr. José Augusto 9

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Macaúba: Sr. José Augusto

9

Riozinho do Rôla a jusante da foz do igarapé do Vai-se- ver

10

Riozinho do Rola: próximo a sua foz

 

11

Rio Acre: a montante da área urbana

Bacia do rio Acre

12

Rio Acre: área urbana em frente ao mercado municipal

13

Rio Acre: a jusante da área urbana

 

14

Igarapé São Francisco: BR 364, ponte após o Distrito Industrial

Sub-bacia do igarapé São Francisco

15

Igarapé São Francisco:

Ponte da Av. Ant. da Rocha Viana

 

16

Igarapé São Francisco:

próximo a sua foz

Sub-bacia do igarapé Judia

17

Igarapé Judia: Chácara 5C. Sr. Carlos. AC40. Ram. José Carlos.

18

Igarapé Judia: próximo a sua foz

Sub-bacia do igarapé Redenção

19

Igarapé Redenção: estrada do Mutun - sob ponte de madeira

20

Igarapé Redenção: próximo a sua foz

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 3. Localização das estações de amostragem

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 3. Localização das estações de amostragem de

Figura 3. Localização das estações de amostragem de água nas bacias e sub-bacias hidrográficas do município de Rio Branco/AC, 2007.

3.1.4 Análises das amostras de água

Os parâmetros físicos, químicos e biológicos analisados foram: Cor

Aparente, Turbidez, Sólidos Totais Dissolvidos (STD), Potencial Hidrogeniônico (pH),

Oxigênio Dissolvido (OD), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) Demanda

Química de Oxigênio (DQO) e Coliformes Fecais (CF). Foram utilizados

procedimentos amostrais e analíticos padronizados por metodologias de uso

corrente, as quais encontram-se descritas sucintamente na Quadro 2. A discussão

dos resultados também foi realizada com base nas resoluções 274/00 e 357/05 do

Concelho Nacional do Meio Ambirnte - CONAMA, sendo a primeira para definição da

balneabilidade das águas, e a segunda para enquadramento dos corpos d’água.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Quadro 2. Descrição dos métodos de analise

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Quadro 2. Descrição dos métodos de analise por parâmetro utilizado.

Parâmetros

Método de análise

pH *

Phmetro digital Lab. do SAERB

Cor Aparente (uH: mg/L Pt-Co) *

Colorímetro - método eletrométrico Lab. do SAERB

Turbidez (UT) *

Turbidímetro - método eletrométrico Lab. do SAERB

OD (mg/L) *

Método de Winkler modificado Lab. Da UTAL/UFAC

DBO (mg/L) *

Winkler incubação de 5 dias a 20°C Lab. Da UTAL/UFAC

DQO (mg/L) *

Bicromato de Potássio modificado, Lab. da UTAL/UFAC

Coliformes Fecais (NMP/100mL) **

Tubos múltiplos (APHA, 1995) Lab. da UTAL/UFAC

* parâmetros físico-químicos ** parâmetro microbiológico

3.1.5 Prospecção e cartografia dos solos

Para a realização deste trabalho, inicialmente, foi realizada uma revisão bibliográfica com o objetivo de obter informações a respeito da área de estudo e levantar os perfis já descritos para a estruturação do banco de dados. Foi realizada a fotointerpretação preliminar do sensor Shuttle Radar Topography Mission - SRTM de 2002, com pixel de 90 m, do acervo do Núcleo de Estudo de Planejamento de Uso da Terra. Nesta fotointerpretação foram delineados os padrões pedofisiográficos, numa escala de 1:60.000, levando-se em consideração a uniformidade de relevo, geologia, vegetação e tipos de drenagem. O trabalho de campo compreendeu o mapeamento dos solos, por meio de progressões em ramais, caminhos e picadas, realizando a sondagem com trado holandês. As viagens de campo foram pela estrada Transacreana, BR 364, BR 317 e principais ramais que cortam o município de Rio Branco. Além disso, foram utilizadas duas vias fluviais: o rio Acre e o Riozinho do Rola. Em função da

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO distribuição dos rios e igarapés navegáveis e

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distribuição dos rios e igarapés navegáveis e da rede viária (Figura 4) os trabalhos de campo foram executados em várias etapas de forma complementar. Além disso, foram realizados estudos em áreas piloto: pólos agroflorestais e seringal São Francisco do Espalha, em maior grau de detalhe, escada de 1:10.000, de forma a compreender o arranjo pedológico da área.

de forma a compreender o arranjo pedológico da área. Figura 4. Rede viária e hidrografia permanente

Figura 4. Rede viária e hidrografia permanente do município de Rio Branco/AC.

Após as verificações de campo, foram realizadas as fotointerpretações definitivas para ajustes dos limites observados durante os trabalhos de campo, levando-se sempre em consideração os aspectos fisiográficos e a escala final do mapa de solos, permitindo, desse modo, maior segurança e precisão no delineamento das unidades de mapeamento. Durante as observações no campo, foram registradas as características morfológicas de perfis examinados, coletadas amostras de solos para análise em laboratório, necessárias à classificação dos solos, assim como a descrição relativa ao meio ambiente.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO A descrição e coleta de amostras de

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A descrição e coleta de amostras de perfis representativos das classes de solos foram realizadas em trincheiras abertas em locais previamente selecionados, cortes de estrada, barrancos de rios e igarapés representativos. A descrição detalhada das características morfológicas e a nomenclatura de horizontes e coleta de amostras de solos foram baseadas nas normas e definições adotadas pela Embrapa (Embrapa, 1995). As cores das amostras de solos foram determinadas através de comparação com a Munsel Color Chart, (2000). Os solos foram classificados segundo os critérios e definições contidos no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (Embrapa, 1988; Embrapa, 1999; Embrapa, 2006). Após a análise dos resultados, foram feitas alterações e revisões da legenda preliminar e elaboração da legenda final de identificação dos solos, acertos finais no mapeamento, revisão das descrições e interpretação dos resultados analíticos dos perfis, redação e organização do relatório final, assim como a confecção do mapa de solos na escala de 1:100.000.

3.1.6 Métodos de análises de solos

As análises das amostras de solos coletadas nos perfis foram realizadas em laboratório de solos credenciado, segundo metodologia adotada para levantamento pedológico (Embrapa, 1997). As determinações analíticas das amostras deformadas foram realizadas na terra fina seca ao ar (TFSA), proveniente do fracionamento subseqüente à preparação da amostra para análise. As análises físicas referem-se à determinação: da composição granulométrica da terra fina em dispersão com NaOH, nas frações areia grossa, areia fina, silte e argila total. As análises químicas constaram das seguintes determinações: pH em água, por eletrodo de vidro, em suspensão na proporção solo-líquido 1:2,5; cátions trocáveis, representados pelo cálcio e magnésio extraídos com KCl e determinados por absorção atômica; e potássio e sódio extraídos com HCl 0,05N na proporção 1:10 e determinados por fotometria de chama; acidez extraível, incluindo alumínio

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO extraído com KCl 0,01N e titulado com

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extraído com KCl 0,01N e titulado com NaOH 0,025N, indicador azul de bromotimol, hidrogênio e alumínio extraído com Ca(OH)2 N a pH 7,0 e titulado com NaOH 0,06N e indicador fenolftaleína, sendo o hidrogênio calculado por diferença; o fósforo assimilável extraído com HCl 0,05N + H2SO4 0,025N e determinado por colorimetria; o carbono orgânico por oxidação via úmida com K2Cr2O7 0,4N e titulação pelo Fe(NH4)2 + 6H2O 0,1N e indicador difenilamina; o nitrogênio total por digestão com mistura ácida, difusão e titulação do NH3 com HCl 0,01N; óxido de ferro, alumínio e silício por ataque da terra fina com H2SO4. Além das determinações físicas e químicas, foram calculadas as seguintes relações: relação textural B/A; relação silte/argila; relações moleculares K, Kr e Al2O3/FeO3; soma de bases trocáveis (S); capacidade de troca de cátions (CTC e CTCE); saturação por alumínio (m%) e saturação por bases trocáveis (V%).

3.1.7 Classificação de solos

Na caracterização e classificação taxonômica dos solos foram empregadas características diferenciais para distinção de classes de solos e de unidades de mapeamento adotadas pela Embrapa (2006). Essas características possibilitaram a diferenciação de vários níveis de classes, para efeito de distribuição geográfica das unidades de mapeamento. Além disso, são de grande importância, porque evidenciam as características e propriedades dos solos essenciais à interpretação e avaliação de suas potencialidades e limitações para utilização em atividades agrícolas e não agrícolas. Na área, as classes de solos foram separadas tomando-se por base sua importância como fonte de recursos para produção agrícola, sua gênese e características morfológicas, físicas e químicas. Cada unidade foi caracterizada por um conjunto de propriedades mensuráveis e observáveis, que refletem os efeitos dos processos formadores dos solos e que são importantes para prever o comportamento do solo, quando submetido ao uso.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Na classificação dos solos em níveis categóricos

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Na classificação dos solos em níveis categóricos mais baixos, foram consideradas as seguintes características: atividade de argila, álico, alítico distrófico tipo de horizonte A, plíntico, abrúptico, além de outras (Embrapa, 1988; Embrapa, 1999; Embrapa, 2006).

3.1.8 Uso da Terra

Os estudos sobre uso da terra no município de Rio Branco tiveram três etapas complementares:

3.1.8.1.Estudos históricos sobre uso da terra

Foi realizado um levantamento específico sobre informações de cobertura do solo no município de Rio Branco, sendo consultadas cinco base de dados:

Guerra (1955); IBGE (1990); FUNTAC (1990); FUNTAC (1991) e ACRE (2000). Em todos estes trabalhos houve o uso de mapeamento do uso da terra, o que contribui para entender o processo de ocupação do município.

3.1.8.2 OBTENÇÃO DE FOTOGRAFIAS PANORÂMICAS E OBTENÇÃO DE PONTOS DE USO DA TERRA

Foram realizados trabalhos de campo utilizando GPS e câmeras digitais sincronizadas o que permitiu a geração do banco de dados de uso e a localização precisa de amostras das diferentes tipologias de uso da terra. Como forma de complementar a visão do uso da terra no município de Rio Branco foram tomadas fotografias panorâmicas a partir de um sobrevôo de 1,5 hora com um avião, modelo CESSNA 182-Skylane com uma altitude de vôo do nível de referência de 1.000 m. No auxilio da navegação foi utilizado o GPSMAP 190 GARMIN e para aquisição dos pontos de controle internos visando a realização da

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO sincronização utilizou-se GPS GARMIN 12 XL (Figura

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sincronização utilizou-se GPS GARMIN 12 XL (Figura 5). Para a estruturação do

arquivo de pontos de uso foi utilizado o Módulo Arc Map do Arc Gis 9.1, utilizando os

pontos de controle coletados a campo e durante o sobrevôo.

69°0'0"W 68°0'0"W 69°0'0"W 68°0'0"W 10°0'0"S
69°0'0"W
68°0'0"W
69°0'0"W
68°0'0"W
10°0'0"S

Figura 5. Distribuição dos pontos de obtenção de fotografias de uso da terra no município de Rio Branco, Estado do Acre, no mês de agosto de 2006.

3.1.8.3 Estudos de cobertura do solo

As informações referentes à cobertura do solo no Estado do Acre foram

obtidas através da interpretação de imagens digitais em composições coloridas

5R4G3B do sensor Thematic Mapper do satélite Landsat 5 obtidas em 2004 e em

2005.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Os procedimentos para obtenção dos mapas finais

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Os procedimentos para obtenção dos mapas finais de cobertura do solo estão ilustrados na figura 6 e descritos a seguir.

Imagem de Satélite Imagem de Satélite LANDSAT TM 5 LANDSAT TM 5 (2004) (2005) Composição
Imagem de Satélite
Imagem de Satélite
LANDSAT TM 5
LANDSAT TM 5
(2004)
(2005)
Composição
5R4G3B
Correção
Geométrica
Registro
Digitalização em
tela
Cobertura do Solo
Análises da
Desmatamento
distribuição do
total 88/2004
desmatamento

Figura 6. Fluxograma da metodologia para obtenção dos mapas de cobertura do solo do município de Rio Branco, Estado do Acre.

A razão para a correção geométrica de imagens é a existência de distorções introduzidas durante a aquisição das imagens. Portanto, a correção geométrica trata, prioritariamente, da remoção dos erros sistemáticos presentes nas imagens. Outros aspectos importantes são os estudos multi-temporais comuns na área de sensoriamento remoto. Eles requerem que os dados de imagens sejam registrados para que se possam interpretar as respostas para uma posição no espaço.

As imagens foram georreferenciadas utilizando o aplicativo para processamento digital de imagens ENVI e tendo como referência as imagens do

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO mosaico de cobertura da Terra ( geocover

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mosaico de cobertura da Terra (geocover) disponibilizado pela NASA, que já se encontrava georreferenciado e do plano de informação (layer) de drenagem.

A digitalização em tela das feições foi realizada através do modo de edição do ArcMap, módulo do aplicativo de geoprocessamento ArcGIS 9.1. Após o registro das imagens procedeu-se a classificação das imagens que é o processo de extração de informações de imagens para reconhecer padrões e objetos homogêneos com o objetivo de mapear as áreas da superfície terrestre. Foram identificadas sete classes de cobertura do solo:

a) Áreas Urbanas: são as áreas destinadas às concentrações populacionais, as cidades e sedes de municípios. b)

b) Capoeiras: são as áreas já convertidas e abandonadas para regeneração natural, em diferentes estágios de sucessão.

c) Pastagens: são as áreas destinadas à pecuária, normalmente extensas áreas contínuas em formatos geométricos regulares.

d) Agricultura: são áreas ocupadas com agricultura, geralmente com os vestígios do processo de queima.

e) Espelhos d’água: foram quantificados os açudes e a superfície visível dos grandes rios.

f) Praias: nos rios em que as praias eram suficientemente visíveis elas foram individualizadas de forma a se ter uma estimativa da área potencial para o cultivo de várzea.

g) Floresta: área florestal de formação primitiva com diferentes composições.

3.2 DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO

A referência metodológica do presente estudo foi extraída do projeto ASPF, cuja metodologia de avaliação econômica foi consolidada ao longo da última década. A partir dos indicadores utilizados no referido projeto, bem como de outros

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO indicadores pertinentes ao diagnóstico, em particular, os

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indicadores pertinentes ao diagnóstico, em particular, os sociais, desenvolve-se um indicador sintético que possa representar o nível de desenvolvimento das famílias

acerca das dimensões mais básica de condição de vida. Ademais, também foram desenvolvidos indicadores que fornecem uma avaliação das diversas estratégias competitivas implementadas pelas famílias rurais, por intermédio da disponibilidade de recursos (tangíveis e intangíveis) e capacitações.

A seguir descreve-se a metodologia utilizada para o levantamento

socioeconômico realizado nas bacias hidrográficas de Rio Branco, nas áreas prioritárias do Programa ZEAS , Seringal São Francisco do Espalha, pertencente ao

igarapé Espalha, integrante da bacia do Riozinho do Rola, bem como em 11 Projetos de Assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Vale ressaltar que como foi produzido um Plano de Desenvolvimento Sustentável especificamente para os Pólos Agroflorestais do município, os levantamentos relativos a sócioeconomia para os mesmos, estão disponibilizados neste documento.

3.2.1 Indicadores de Avaliação Econômica da Produção Familiar Rural

No projeto ASPF foram construídos vários indicadores para a avaliação

econômica da produção familiar rural no Acre, que vão desde os tradicionais até os

que somente se aplicam à produção familiar rural. Entretanto, no presente estudo serão utilizados especialmente aqueles que são mais adequados para se entender o desempenho específico deste tipo de produção e são descritos a seguir suscintamente 1 .

3.2.2 Determinação de medidas de resultado econômico

1 Para uma descrição completa e detalhada ver: http://www2.ufac.br/projetos/aspf/index.htm

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Medidas de resultado econômico são índices que,

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Medidas de resultado econômico são índices que, dados os custos de

produção, permitem medir o desempenho econômico do sistema de produção. Desempenho econômico é a diferença entre os valores de saída e os de entrada, as diversas relações entre valores de saída e de entrada e as flutuações dos valores de saída do sistema de produção.

1. Resultado bruto

Entende-se por resultado bruto a renda bruta, ou seja, o valor da produção destinada ao mercado, obtido pela fórmula:

RB

da produção destinada ao mercado, obtido pela fórmula: RB Qv.pp sendo: RB = renda bruta Qv

Qv.pp

sendo:

RB = renda bruta Qv = quantidade do produto vendida pp = preço unitário ao produtor

A renda bruta pode ser global e parcial. Determina-se para o conjunto da unidade de produção e para as linhas de exploração individuais. É um indicador de escala da unidade de produção.

2. Resultados líquidos

a) Renda líquida - é o valor excedente apropriado pela unidade de produção familiar, ou seja, a parte do valor do produto que fica com a unidade de produção familiar depois de serem repostos os valores dos meios de produção, dos meios de consumo e dos serviços (inclusive salários) prestados à produção. Neste sentido, ela não consiste em todo o acréscimo de valor que o produtor familiar faz aos meios de produção e de consumo, uma vez que a maior parte deste é apropriada por intermediários na comercialização dos produtos e na compra de insumos e bens de consumo. É calculada pela fórmula:

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO RL RB DE sendo:   RL =

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RL RB DE
RL RB DE

RL RB DE

sendo:

 

RL

= renda líquida

RB

= renda bruta

DE

= despesas efetivas

A renda líquida é o primeiro indicador de eficiência econômica e das possibilidades de reprodução da unidade de produção familiar. Se RL ( 0 a unidade de produção familiar se reproduz sem afetar o seu patrimônio. Se RL < 0 a unidade de produção familiar só se reproduz com perda de patrimônio. Será calculada apenas para o conjunto da unidade de produção familiar.

b) Margem bruta familiar (MBF) é o resultado líquido específico e próprio para indicar o valor monetário disponível para a subsistência da família, inclusive uma eventual elevação do nível de vida, se o montante for suficiente. A sua magnitude incorpora a parcela de valor do produto correspondente ao consumo familiar obtida por via do mercado. Em situações favoráveis, poderá ser suficiente para ressarcir custos fixos, especialmente as exigências mínimas de reposição do patrimônio. Cumpridas estas funções, a disponibilidade restante pode ser usada como capital de giro. A margem bruta familiar pode também ser calculada para as linhas de exploração individuais É calculada pela fórmula:

MBF

de exploração individuais É calculada pela fórmula: MBF RB-(CV-Cftf) sendo: RB = renda bruta CV =

RB-(CV-Cftf)

sendo:

RB

= renda bruta

CV

= custos variáveis

Cftf = custo real da força de trabalho familiar

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO c) - Nível de vida – é

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c) - Nível de vida é a totalidade do valor apropriado pelo produtor

familiar, inclusive valores imputados, deduzidas as obrigações financeiras com empréstimos.

NV

deduzidas as obrigações financeiras com empréstimos. NV (MBF AC Cjicc) AA sendo: Cjicc = juros imputados

(MBF

as obrigações financeiras com empréstimos. NV (MBF AC Cjicc) AA sendo: Cjicc = juros imputados ao

AC

as obrigações financeiras com empréstimos. NV (MBF AC Cjicc) AA sendo: Cjicc = juros imputados ao

Cjicc)

obrigações financeiras com empréstimos. NV (MBF AC Cjicc) AA sendo: Cjicc = juros imputados ao capital

AA

sendo:

Cjicc = juros imputados ao capital circulante. AC = Autoconsumo AA = Amortização anual

É, portanto, o valor que determina o padrão de vida da família.

Medidas de eficiência ou relação

a) Índice de eficiência econômica é a relação que indica a capacidade de a unidade de produção familiar gerar valor por unidade de custo. É um indicador de benefício/custo do conjunto da unidade de produção. Sem embargo de ser um índice mais apropriado para mostrar o desempenho de empresas agrícolas patronais, serve como referencial para comparação de desempenho e verificar a possibilidade de as unidades de produção familiares realizarem lucro e, por conseqüência, acumularem. O índice é determinado pela fórmula:

IEE

acumularem. O índice é determinado pela fórmula: IEE RB/CT IEE > 1, a situação é de

RB/CT

IEE > 1, a situação é de lucro IEE < 1, a situação é de prejuízo IEE = 1, a situação é de equilíbrio.

b) Relação MBF/RB - é a relação mais apropriada para medir a eficiência

econômica da produção familiar, pois mostra que proporção de valor a unidade de

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO produção tornará disponível para a família por

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produção tornará disponível para a família por cada unidade de valor produzido. Em outros termos, que percentagem de renda bruta a unidade de produção é capaz de converter em margem bruta familiar. Uma relação superior a 50% é considerada favorável. Pode ser determinada para a unidade de produção e para as linhas de exploração.

c) Relação MBF/Qh/d - é o índice de remuneração da força de trabalho familiar. Mostra a quantia de margem bruta gerada por unidade de trabalho familiar (1 h/d = 1 jornada de trabalho). O valor deve ser comparado com o preço de mercado da força de trabalho. sendo:

Qh/d = quantidade de força de trabalho utilizada no ciclo produtivo da linha de exploração ou a quantidade total anual de força de trabalho familiar utilizada pela unidade de produção. d) Termo de Intercâmbio (TI) - índice de apropriação da RB pelo mercado

TI = Vbcc/RB

sendo:

TI = termo de intercâmbio

V bcc = valor dos bens de consumo comprados RB = renda bruta total

Resultado Bruto Total

1. Resultado Bruto Total da Unidade de Produção Familiar

A Renda Bruta Total da UPF é o resultado do somatório da Renda Bruta

(RB) da produção com a renda oriunda das transferências de renda (bolsa escola, família etc.) e do assalariamento fora da UPF. A RBT é calculada para o conjunto da UPF e dos membros da família, sendo obtida pela fórmula:

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO RBT = RB + RT + RA

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RBT = RB + RT + RA sendo:

RB = renda bruta

RT = renda das transferências monetárias (municipal, estadual e federal)

RA = renda de assalariamento fora da UPF

3.2.3 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R)

A busca por indicadores que possam identificar o nível de

desenvolvimento humano em todo o planeta culminou com a criação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no início da década de 1990. Esse índice tornou-se referência mundial em termos de comparação entre as diversas regiões, municípios, estados e países, no que diz respeito, essencialmente, à categorização destes em termos de nível de pobreza. Entretanto, considera-se que os indicadores utilizados na composição do IDH são insuficientes para expressar as diversas dimensões das condições de vida e, principalmente, para ordenar diversas situações sociais. O IDH baseia-se em apenas quatro indicadores: educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). Portanto, Paes de Barros, Carvalho e Franco (2003) propõem um outro indicador sintético, denominado Índice de Desenvolvimento da Família (IDF), mais adequado às diversas situações sociais, buscando superar algumas das principais limitações do IDH, especialmente, no tocante à quantidade de indicadores considerados na construção do índice, além do levantamento de informações em nível familiar. A proposição inicial do IDF seria trabalhar com 06 dimensões das condições de vida (vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, disponibilidade de recursos, desenvolvimento infantil e condições habitacionais),

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO perfazendo um total de 48 indicadores. Ademais,

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perfazendo um total de 48 indicadores. Ademais, esse índice foi construído com a intenção de se utilizar os indicadores gerados pela PNAD/IBGE, além do Cadastro Único, implementado pela Caixa Econômica Federal. O presente trabalho busca construir o IDF conforme a metodologia proposta por seus autores. No entanto, busca-se também enquadrá-lo às especificidades locais, adequando os indicadores às peculiaridades da produção familiar rural da região de estudo, construindo um Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R).

3.2.3.1 Aspectos metodológicos do IDF-R

A partir da metodologia do projeto ASPF foram implementadas várias

reuniões de trabalho, com as diversas instituições/pesquisadores que atuam junto às

comunidades rurais de Rio Branco, com o intuito de adequar os indicadores, previstos na construção do IDF, ao contexto da região e construir o IDF-R.

Como o próprio título do índice propõe, a unidade de análise é a Unidade de Produção Familiar Rural (UPF), cuja composição é realizada pela agregação das informações dos integrantes da família que moram na UPF.

O IDF-R varia entre 0 e 1, o que significa que quanto mais próximo de 1,

melhores serão as condições de vida da família.

O IDF original considera seis dimensões básicas das condições de vida,

compreendendo um total de 48 indicadores, sendo adotado um sistema de pesos neutros na composição dos indicadores. Na construção do IDF-R, uma das dimensões originais (acesso ao conhecimento) foi transformada em duas (acesso ao ensino escolar e acesso ao conhecimento profissional e tradicional), além de ser incluída uma dimensão ambiental perfazendo um total de oito dimensões consideradas. Além disso, alguns indicadores foram ajustados ao contexto rural. A neutralidade dos pesos é mantida, ou seja, a síntese dos indicadores de cada

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO dimensão, bem como o IDF-R – resultado

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dimensão, bem como o IDF-R resultado da síntese das dimensões , será

constituída pela média aritmética simples dos referidos indicadores.

Portanto, o IDF-R será representado pela fórmula:

IDF-R = (IV+IE+IC+IT+IR+ID+IH+IA)/8

Sendo,

IV

Índice de ausência de vulnerabilidade

IE

Índice de acesso ao ensino

IC

Índice de acesso ao conhecimento profissional e tradicional

IT

Índice de acesso ao trabalho

IR

Índice de disponibilidade de recurso

ID

Índice de desenvolvimento infantil

IH

IA

Índice de condições habitacionais

Índice de condições ambientais

O

IV será calculado pela fórmula:

IV

= [(V1+V2+V3+V4+V5)/5 + (V6+V7)/2 + (V8+V9)/2 + (V10+V11)/2]/4

Sendo,

INDICADORES DE AUSÊNCIA DE VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS

V1. Ausência de Gestantes

V2. Ausência de Mães Amamentando

V3. Ausência de Crianças (0-6 anos)

Fecundidade

V4. Ausência de Crianças/ Adolescentes (0-14 anos)

V5. Ausência de Crianças/ Adolescentes/ Jovens (0-17 anos)

V6. Ausência de Portadores de Deficiência

Atenção e cuidados especiais com idosos

V7. Ausência de idoso

Dependência econômica

V9. Mais da metade dos Membros Encontra-se em Idade Ativa (16 a 66 anos)

Presença da mãe

V10. Não existe criança no domicílio cuja mãe tenha morrido

V11. Não existe criança no domicílio que não viva com a mãe

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO O IE será calculado pela fórmula: IE

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O

IE será calculado pela fórmula:

IE

= [(E1+E2)/2 + (E3+E4+E5)/3]/2

Sendo,

INDICADORES DE ACESSO AO ENSINO ESCOLAR

Analfabetismo

E1. Ausência de adulto analfabeto (idade igual ou maior de 18 anos)

E2. Ausência de adulto analfabeto funcional

 

E3. Presença de pelo menos um adulto com fundamental completo

Escolaridade

E4. Presença de pelo menos um adulto com ensino médio completo

E5. Presença de pelo menos um adulto com alguma educação superior

O IC será calculado pela fórmula:

IC = (C1+C2+C3)/3

Sendo,

INDICADORES DE ACESSO AO CONHECIMENTO PROFISSIONAL E

TRADICIONAL

Qualificação profissional/habilidade

C1. Presença de pelos menos um trabalhador com alguma profissão ou habilidade especial C2. Presença de pelos menos um trabalhador com alguma profissão ou habilidade especial que atue na

especial

área C3. Presença de pelos menos um trabalhador com algum treinamento ou capacitação

O

IT será calculado pela fórmula:

IT

= (T1+T2+T3)/3

Sendo,

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO INDICADORES DE ACESSO AO TRABALHO   T1.

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INDICADORES DE ACESSO AO TRABALHO

 

T1. Mais da metade dos membros em idade ativa encontra- se ocupada

Disponibilidade de trabalho

T2. Todos os membros em idade ativa estão usando mais da metade de sua disponibilidade de mão-de-obra na produção

T3. Ausência de assalariamento fora da UPF

O IR será calculado pela fórmula:

IR = (R1+R2+R3)/3

Sendo,

INDICADORES DE DISPONIBILIDADE DE RECURSOS

Extrema pobreza

R1. Renda familiar superior à linha de extrema pobreza

Pobreza

R2. Renda familiar superior à linha de pobreza

Capacidade de geração de renda

R3. Maior parte da renda familiar não advém de transferências

O ID será calculado pela fórmula:

ID

=

[(D1+D2)/2

+

(D10+D11+D12)/3]/4

Sendo,

(D3+D4+D5)/3

+

(D6+D7+D8+D9)/4

+

INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 

D1. Ausência de criança com menos de 10 anos trabalhando

Trabalho precoce

D2. Ausência de criança com menos de 14 anos trabalhando

 

D3. Ausência de criança de 7-14 anos fora da escola

Acesso a escola

D4. Ausência de criança de 7-17 anos fora da escola

D5. Ausência de criança de até 14 anos com mais de 2 anos de atraso

 

D6. Ausência de adolescente de 10 a 14 anos analfabeto

Progresso escolar

D7. Ausência de jovem de 15 a 17 anos analfabeto D8. Ausência de jovem de 07 a 17 anos que se evadiram da escola

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO   D9. Ausência de mãe cujo filho

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D9. Ausência de mãe cujo filho tenha morrido

 

D10. Há, no máximo, uma mãe cujo filho tenha morrido

Mortalidade infantil

D11. Ausência de mãe com filho nascido morto

O IH será calculado pela fórmula:

IH = [(H1+H2)/2+H3+H4+H5+H6+H7+H8+(H9+H10+H11+H12)/4]/8

Sendo,

INDICADORES DE CONDIÇÕES HABITACIONAIS

Domicílio

H1. Domicílio próprio

H2. Domicílio próprio ou cedido

Déficit habitacional

H3. Densidade de até 2 moradores por cômodo

Abrigabilidade

H4. Material de construção permanente

Acesso a abastecimento de água

H5. Acesso adequado a água

Acesso a saneamento

H6. Esgotamento sanitário adequado

Acesso a coleta de lixo

H7. Lixo é coletado

Acesso a energia elétrica

H8. Acesso a eletricidade

 

H9. Acesso a fogão e geladeira

H10. Acesso a fogão, geladeira, televisão ou rádio

Acesso a bens duráveis

H11. Acesso a fogão, geladeira, televisão ou rádio e telefone

H12. Acesso a fogão, geladeira, televisão ou rádio, telefone e computador

O

IA será calculado pela fórmula:

IA

= [A1+(A2+A3)/2+(A4+A5)/2]/3

Sendo,

INDICADORES DE CONDIÇÕES AMBIENTAIS

Recursos hídricos

Qualidade da água consumida

Destino da água/esgoto

A1. Presença de recursos hídricos

A2. Presença de origem do abastecimento da água consumida pela família A3. Presença de tratamento da água consumida pela família

A4. Destino adequado da água servida A5. Destino adequado do esgoto

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 3.2.4 Indicadores de Avaliação Estratégica A sustentabilidade

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3.2.4 Indicadores de Avaliação Estratégica

A sustentabilidade dos resultados econômicos da produção familiar rural,

além das alternativas produtivas a serem introduzidas nesse ambiente, depende de

uma correta avaliação das estratégias competitivas utilizadas pelos produtores, pois

a manutenção e/ou implementação das alternativas produtivas dependem do

fortalecimento dos recursos humanos, físicos, financeiros, além dos ativos

intangíveis como, por exemplo, a reputação, e das capacitações ou

habilidades/serviços oriundos da combinação de tais ativos.

O presente trabalho busca realizar uma avaliação estratégica dos ativos e

capacitações disponíveis aos produtores rurais familiares de Rio Branco, como

forma de identificar os possíveis gargalos que possam impactar na sustentabilidade

das estratégias competitivas promovidas nesse ambiente, no sentido de orientar os

gestores do empreendimento acerca dos itens que precisam de uma maior atenção.

3.2.4.1 Aspectos metodológicos

Os indicadores utilizados na coleta de informações sobre estratégias

competitivas estão baseados nos trabalhos de AAKER (1989), que categorizou os

ativos e habilidades que foram identificados como vantagens competitivas

sustentáveis em 248 empresas norte-americanas, conforme descrito a seguir:

Vantagens Competitivas Sustentáveis Hierarquizadas por AAKER (1989):

1. Reputação pela qualidade

2. Serviço ao consumidor/apoio ao produto

3. Reconhecimento do nome/altos lucros

4. Manter boa gestão e quadro técnico

5. Produção com baixos custos

6. Recursos Financeiros

7. Orientação ao consumidor/feedback/pesquisa de mercado

8. Amplitude da linha de produtos

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 9. Superioridade técnica 10.Base instalada de consumidores

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9. Superioridade técnica 10.Base instalada de consumidores satisfeitos

11.Segmentação/focalização

12.Característica do produto/diferenciação 13.Contínua inovação da produção 14.Parcela de mercado (market share) 15.Tamanho/localização da distribuição 16.Oferecimento de baixo preço/alto valor 17.Conhecimento do negócio

18.Pionerismo

19.Produção eficiente e flexível/operações adaptáveis ao consumidor 20.Efetiva força de venda 21.Habilidade total de marketing 22.Visão compartilhada/cultura 23.Objetivos estratégicos 24.Fonte de poder bem conhecida

25.Localização

26.Efetiva Publicidade/imagem

27.Empreendedorismo

28.Boa coordenação 29.Desenvolvimento de pesquisa técnica 30.Planejamento de Curto Prazo 31.Boas relações com distribuidores

Do mesmo modo, Chandler e Hanks (1994) buscam avaliar o desempenho

dos ativos e habilidades das empresas, além das estratégias competitivas, com

indicadores próximos aos identificados por Aaker, porém agrupando-os em três

grupos estratégicos: inovação, qualidade e liderança de custos.

No primeiro grupo se encontram itens, tais como, habilidade em marketing,

desenvolvimento de novos produtos/processos, novas formas de comercialização

etc. Os itens classificados em relação à qualidade são: habilidade gerencial, pessoas

treinadas para o processo produtivo e em oferecer serviços de alta qualidade aos

consumidores etc. Com relação à liderança de custos, os itens constantes são:

disponibilidade de capital, liderança em plantas e equipamentos, acesso a matéria-

prima de baixo custo, acesso a trabalho de baixo custo etc.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obviamente, que não se procurou trabalhar todos

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Obviamente, que não se procurou trabalhar todos esses indicadores para os produtores familiares do ambiente rural do município, visto que os mesmos foram pesquisados em setores urbanos. No entanto, buscou-se levantar os indicadores mais adequados à realidade dessa população, com a ressalva de que, como é uma primeira aproximação, os indicadores podem ser alterados/ajustados com a maturação deste tipo de levantamento.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA REDE HIDROGRÁFICA DE RIO BRANCO

A rede hidrográfica de Rio Branco compreende tanto áreas rurais como áreas urbanas, sendo estas responsáveis pela drenagem dos efluentes sanitários tratados e não tratados da maioria dos bairros da cidade inspirando cuidados do poder público e da sociedade quanto às atuais formas de uso desses recursos naturais.

A qualidade das águas, considerando a Resolução do CONAMA 357/05, quanto aos valores de OD e DBO está distribuída em diversas classes de uso, mas de modo geral indicam ambientes saudáveis com exceção de alguns trechos dos igarapés São Francisco e Judia que mostraram sinais de poluição orgânica, provavelmente provenientes do lançamento de efluentes doméstico in natura. Os dados de DQO revelam que há uma carga elevada de poluição em alguns cursos d`água, principalmente em trechos do rio Acre. De modo geral os indicadores de qualidade das águas desses rios e igarapés demonstraram tanto a existência de áreas num bom estado de conservação, a exemplo da sub-bacia do Riozinho do Rola, como também áreas com graus variados de contaminação, como é o caso da sub-bacia do Igarapé São

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Francisco. É importante salientar que estes corpos

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Francisco. É importante salientar que estes corpos d`água superficiais sofrem influência direta das chuvas fazendo com que o nível de suas águas seja o fator

determinante de sua qualidade ambiental e sanitária, em virtude do efeito de diluição das águas. O principal tipo de solo nas sub-bacias dos Riozinhos do Rola, Antimary, Andirá e Igarapés Judia e Redenção é o Argissolo Vermelho-amarelo com 84,7%, 92,6%, 57,5%, 58,1% e 49,2% respectivamente. Na sub-bacia do igarapé São Francisco o solo mais representativo é o Luvissolo Háplico com 48,8% e o Argissolo Vermelho-amarelo com 41,8% da área desta sub-bacia (Anexo 4 Figura 4). Assim

é possível concluir que grande parte dos solos mapeados em Rio Branco apresenta

restrições nas características químicas e morfológicas em função da fertilidade natural baixa, condicionado, principalmente, pela toxidez de alumínio, baixa profundidade efetiva e pela drenagem deficiente. Nas sub-bacias dos Riozinhos do Rola, Antimary e Andirá o uso e cobertura do solo é homogêneo e ainda a maior parte do território dessas sub-bacias

e coberta por Florestas, cerca de 88,9%, 81,5% e 53,6% respectivamente. Quanto

às sub-bacias dos igarapés São Francisco, Judia e Redenção contidas no território de Rio Branco, estas apresentam um padrão de uso diversificado, ou seja, pouca ou

nenhuma área com floresta, grandes áreas ocupadas com pastagens, solo exposto

e área urbana (Mapa em Anexo). Esta situação se explica pelo fato destas sub- bacias encontrarem-se parcialmente dentro da área urbana da cidade de Rio Branco.

As Áreas de Preservação Permanente APP são protegidas nos termos da Lei Federal nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965 - Código Florestal Brasileiro (BRASIL, 1965). São áreas que possuem a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a biodiversidade entre outros. A APA do São Francisco, com 30.014,34 hectares, apresenta 71% de seu território convertido o que contribui com uma área de 19.036 hectares para o desmatamento municipal. Desta forma, 76 % dos desmatamentos em Rio Branco em

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Unidades de conservação ocorrem na APA do

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Unidades de conservação ocorrem na APA do São Francisco. Além de possuir a maior área convertida das quatro unidades de conservação existentes no município, ainda possui a maior fragmentação apresentando nos seus limites 1.747 fragmentos de ação antrópica.

A APA do Amapá, com 5.213,41 hectares, contribui com 1,4% do

desmatamento municipal e sua participação no desmatamento em unidades de

conservação no município de Rio Branco é de 13%. Esta unidade de conservação apresenta 62% do seu território convertido, e a APA Irineu Serra é a menor Unidade de Conservação do município com 843,05 hectares e destes, 682 hectares já estão desmatados o que representa 81% do território.

A Reserva Extrativista Chico Mentes possui 18% do seu território no

município de Rio Branco que correspondem a 165.453,4 hectares. Desta área apenas 1,3% encontra-se desmatada em 946 fragmentos com uma média de 2,2 hectares por fragmento. Desta forma fica evidente que esta forma de fragmentação está associada a colocações no interior da floresta e as dificuldades de acesso e posição destas áreas em relação ao território da Reserva, contribuem para a baixa taxa de desmatamento. As áreas de Projetos de Assentamento nas diferentes modalidades representam 10,1% do território riobranquense. Possuem uma área total 88.822,5 hectares, dos quais 54,1% já se encontram desmatado. São 48.075,77 de área convertida distribuída em 4.780 fragmentos com uma média de 10,1 hectares. As sub-bacias do Riozinho do Rola e do igarapé São Francisco apresentaram as maiores porcentagens de cobertura do solo com Floresta em APP, cerca de 95% e 80% destas áreas respectivamente. Nas outras sub-bacias é marcante a presença de capoeira e pastagens nas APP’s Nas 07 (sete) sub-bacias do município, apenas 02 (duas) tipologias florestais se destacam pela maior área representativa, a Floresta Aberta com Palmerias + Floresta Aberta com Bambu (FAP + FAB) no riozinho do Rôla com 24,21% e a tipologia Floresta Aberta com Bambu + Floresta Aberta com Palmeira

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO (FAB + FAP) que se destaca nas

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(FAB + FAP) que se destaca nas outras 05 cinco sub-bacias como a mais representativa. Quanto ao desmatamento por sub-bacia constatou-se que há um padrão, ou seja, quanto mais próximas da mancha urbana da cidade de Rio Branco, maior a área desmatada. Em termos percentuais as sub-bacias dos igarapés São Francisco (73,7%), Redenção (87,5%) e Judia (92,0%) são as que possuem a maior parte de suas áreas desflorestadas, enquanto que as sub-bacias dos Riozinhos do Rola e Antimary são as que possuem as menores percentagens de desmatamento com 11,7% e 18,4% respectivamente (Anexo 2 Figura 2). O desmatamento total das unidades de conservação até o ano de 2007 corresponde a 25.032 ha que contribuem com cerca de 10% do desmatamento enquanto que as áreas dos Projetos de Assentamento contribuem com 20,0% (47.596 ha) do desmatamento neste Município. As demais categorias com 69,5% do desmatamento são áreas de particulares e áreas devolutas. As áreas utilizadas para agricultura evoluíram para cerca de 7.197 ha o que corresponde a um incremento de 213%. Além do procedimento metodológico mais rigoroso para o mapeamento houve uma melhor visualização destas áreas em função do número de queimadas no município neste ano.

4.2 Diagnóstico Socioeconômico - Seringal São Francisco

do Espalha

4.2.1 Dados Gerais das famílias pesquisadas

Realizou-se no entorno de Rio Branco pesquisa socioeconômica no Seringal São Francisco do Espalha.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO A composição familiar na área pesquisada aponta,

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A composição familiar na área pesquisada aponta, de forma geral, para uma

população jovem em que metade de seus membros, formada por crianças e adultos,

representa a maioria da população sem substanciais diferenças entre homens e mulheres (Figura 7).

substanciais diferenças entre homens e mulheres (Figura 7). Figura 7 – Composição das famílias por faixa

Figura 7 Composição das famílias por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

A análise geral da composição familiar do Seringal Espalha mostra que a

força de trabalho é balanceada em relação aos homens e mulheres.

4.2.2 Situação da Vulnerabilidade das Famílias

A principal vulnerabilidade a que estão sujeitas as famílias do Seringal

Espalha é a dependência econômica motivada pela composição familiar. De acordo

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO com a figura 8, cerca de 96,3%

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com a figura 8, cerca de 96,3% das famílias que residem no Seringal possuem mais da metade de seus membros fora da idade economicamente ativa, seguido pela presença de crianças (0 a 6 anos) e deficientes em quase 30% das famílias.

(0 a 6 anos) e deficientes em quase 30% das famílias. Figura 8 - Situação das

Figura 8 - Situação das Vulnerabilidades das famílias, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.3 Situação da Educação Formal

Ao avaliar a educação formal no Seringal Espalha constatou-se que a participação escolar é mais freqüente e tem maiores desempenhos entre os jovens que apresentaram índice de analfabetismo zero. No entanto, notou-se que, mesmo tendo ocorrido melhoras de acesso ao ensino formal, o grau de escolaridade é

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO baixo, tendo em vista que tanto os

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baixo, tendo em vista que tanto os jovens quanto os adultos não concluíram ensino fundamental e também apenas 5% dos jovens ingressaram no ensino médio.

e também apenas 5% dos jovens ingressaram no ensino médio. Figura 9 - Educação Formal por

Figura 9 - Educação Formal por faixa etária, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil

4.2.4 Situação do Conhecimento Profissional e Tradicional

Em relação ao conhecimento profissional e tradicional constatou-se que, de modo geral, somente 19% das famíias do Seringal Espalha tiveram acesso a algum tipo de treinamento e capacitação.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 10 – Percentual de Famílias que

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 10 – Percentual de Famílias que tem

Figura 10 Percentual de Famílias que tem algum membro que recebeu treinamentos e capacitações, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Analisando os setores produtivos contemplados pelos treinamentos, observa-se que não foram direcionados adequadamente, capacitações na área de produção agrícola conforme figura 11.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 11 – Principais tipos de Treinamentos

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 11 – Principais tipos de Treinamentos ou

Figura 11 Principais tipos de Treinamentos ou Capacitações recebidos por atividade, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil

Quando considerados o enquadramento profissional da população em estudo, evidencia-se que as principais não estão relacionadas com a atividade produtiva a exemplo das profissões de operador de motosserra, diarista, agente de saúde e vigia (figura 12).

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 12 – Principais profissões relatadas por

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 12 – Principais profissões relatadas por UPF

Figura 12 Principais profissões relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.5 Situação do Setor de Saúde

Como consta na figura 13, cerca de 67% das UPFs pesquisadas ocorreram algum tipo de doença comum. O que evidencia um alto índice, com destaque para malária, que é comum em regiões com rios e igarapés onde se propricia a formação de criadouros de mosquito em suas margens.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 13 – Ocorrência de doenças por

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 13 – Ocorrência de doenças por UPFs

Figura 13 Ocorrência de doenças por UPFs (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Na figura 14 são apresentadas as principais doenças comuns ocorridas no Seringal Espalha em que a gripe apresenta a maior incidência, cerca de 63,2%.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 14 - Principais doenças relatadas, Seringal

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 14 - Principais doenças relatadas, Seringal São

Figura 14 - Principais doenças relatadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Podemos também verificar que a ocorrência de doenças crônicas nas famílias pesquisadas foi relativamente baixa, conforme figura 15, cerca de 19% das UPFs apresentaram algum tipo de doença crônica.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 15 – Ocorrência de doenças crônicas

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 15 – Ocorrência de doenças crônicas por

Figura 15 Ocorrência de doenças crônicas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Das doenças classificadas como crônicas pelo Ministério da Saúde, verifica- se que as mais relatadas no Seringal Espalha foram reumatismo (33,3%), enquanto que as demais ficaram em um mesmo patamar de 16,7%. Ressalta-se que tais tipos de doenças, como hipertensão e diabetes normalmente acontecem em áreas urbanas, em particular tendo em vista o estilo de vida e alimentação. Isso é preocupante quando se verifica em áreas rurais.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 16 – Principais doenças crônicas, Seringal

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 16 – Principais doenças crônicas, Seringal São

Figura 16 Principais doenças crônicas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Conforme a figura 17, de modo geral as famílias tratam seus problemas de saúde em seu próprio domícilio, este fato pode estar relacionado a distância das UPFs com os centros de saúde.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 17 - Local de tratamento de

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 17 - Local de tratamento de doenças,

Figura 17 - Local de tratamento de doenças, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.6 Situação do Desenvolvimento Infantil

No Seringal Espalha, pode-se observar que o problema de maior incidência quanto ao desenvolvimento infantil refere-se à mortalidade infantil, considerando que 18,5% das UPFs apresentaram tal problema. Em seguida estão à dificuldade de acesso à escola e o trabalho precoce ambos, com incidência de 14,8% por UPFs, conforme mostra a figura 18.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 18 - Situação do Desenvolvimento Infantil

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 18 - Situação do Desenvolvimento Infantil por

Figura 18 - Situação do Desenvolvimento Infantil por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.7 Situação das Condições ambientais

destino

predominante no Seringal Espalha, sendo que a fossa negra, que é menos prejucicial ao meio ambiente, corresponde apenas 14,8%.

Como

demonstra

a

figura

19,

o

esgoto

a

céu

aberto

é

o

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 19 - – Principais destinos do

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 19 - – Principais destinos do esgoto,

Figura 19 - Principais destinos do esgoto, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

A água consumida pelas famílias do Seringal Espalha como mostra a figura 20, é originada principalmente de vertentes/nascente/olho d’água, correspondendo a 40,7%, seguida de rios com 37%, cacimba 25,9% e igarapé 7,4%.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 20 – Principais origens da água

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 20 – Principais origens da água consumida,

Figura 20 Principais origens da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

O tratamento da água consumida predominante é a cloração 70,4%, também é utilizada a água coada, decantada ou sentada e água filtrada.

a água coada, decantada ou sentada e água filtrada. Rua Cel. Alexandrino, 301 – Bosque Rio

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 21 – Principais tratamentos da água

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Figura 21 Principais tratamentos da água consumida, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Acre-Brasil 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.8 Situação das Condições Habitacionais

Como não há acesso à energia elétrica convencional, as UPFs do Seringal São Francisco do Espalha têm acesso à energia através de placa solar e gerador.

têm acesso à energia através de placa solar e gerador. Figura 22 – Acesso a energia

Figura 22 Acesso a energia elétrica por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Os principais bens duráveis utilizados pelas UPF, como demonstra a figura 23, são o rádio, o fogão, a máquina de costura, a televisão, dentre outros. É notável que os bens que precisam de energia elétrica para funcionar tem baixa ocorrência, como a televisão, a antena parabólica e o freezer.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 23 – Ocorrência dos principais itens

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 23 – Ocorrência dos principais itens de

Figura 23 Ocorrência dos principais itens de bens duráveis por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.9 Situação do Acesso aos Recursos Naturais

Dentre as principais formas de acesso à terra no Seringal São Francisco do Espalha, destacam-se a posse e compra sem escritura pública, havendo também o acesso pela herança (sem escritura pública), pela compra (com escritura pública) e pela troca.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 24 – Principais formas de acesso

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 24 – Principais formas de acesso a

Figura 24 Principais formas de acesso a terra, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Ao analisar as formas de uso da terra, verifica-se que predomina a floresta, sendo observado, no entanto, que há também áreas destinadas ao pasto, ao roçado, capoeira e também área sem condição de uso.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 25 – Percentual dos principais tipos

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 25 – Percentual dos principais tipos de

Figura 25 Percentual dos principais tipos de uso da terra, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 4.2.10 Situação do Capital das Unidades Produtivas

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4.2.10 Situação do Capital das Unidades Produtivas Familiares

O índice de capitalização (IK) do Seringal São Francisco do Espalha caracterizam os produtores como pequenos produtores simples, enquadrando-os no processo produtivo com intensividade de utilização de mão-de-obra em relação ao uso de máquinas e equipamentos.

em relação ao uso de máquinas e equipamentos. Figura 26 – Índice mediano de Capitalização (IK)

Figura 26 Índice mediano de Capitalização (IK) das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre, Brasil.

O uso de capital fixo no Seringal São Francisco do Espalha, refletido pelo índice de capitalização, é composto por ferrmentas e equipamentos tradicionais, predominantemente manuais.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 27 – Percentual de ocorrência dos

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 27 – Percentual de ocorrência dos tipos

Figura 27 Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos máquinas, equipamentos e ferramentas em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

A ocorrência de insumos pelas UPFs do Seringal São Francisco do Espalha além de ser baixa, é caracterizada pela utilização de instrumentos rústicos, demonstrando a baixa ou falta de inovação tecnológica no processo produtivo.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 28 - Percentual de ocorrência dos

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Figura 28 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais circulantes insumos, em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Os principais investimentos em capital fixo pelas UPFs do Seringal São Francisco do Espalha são destinados à construção de paiol, cerca, chiqueiro e casa de farinha.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 29 - Percentual de ocorrência dos tipos

Figura 29 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos benfeitorias, em mais da metade das UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasi

Como demonstra a figura 30, apenas 11,1% das UPFs do Seringal São Francisco do Espalha pegaram crédito bancário, o que pode justificar a pouca utilização de insumos e equipamentos.

l

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 30 – Percentual de UPFs que obtiveram

Figura 30 Percentual de UPFs que obtiveram algum tipo de crédito bancário, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Foram identificadas duas linhas de crédito que as UPFs do Seringal São Francisco do Espalha tiveram acesso: a principal foi Procera/Basa com 66,7% e o Prorural com 33,3%.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 31 – Percentual de ocorrência das

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 31 – Percentual de ocorrência das principais

Figura 31 Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas entre as UPFs financiadas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Os

recursos

adquiridos

pelas

UPFs

através

de

financiamentos

são

destinados à linha de exploração da borracha e para criação de bois.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 32 – Principais linhas de Exploração beneficiadas

Figura 32 Principais linhas de Exploração beneficiadas pelos financiamentos obtidos pelas UPFs, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.11 Situação do Desempenho Econômico Renda Bruta Total vs. Custo Total

Analisando o desempenho econômico das UPFs do Seringal São Francisco do Espalha, observa-se que os custos totais são maiores que a renda bruta total, configurando a necessidade que os produtores têm de complementar a renda com assalariamento fora da UPF ou através de rendas advindas de transferências governamentais.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obs.: RT – Renda de Transferências Governamentais; RA

Obs.: RT Renda de Transferências Governamentais; RA Renda de Assalariamento; RB Renda Bruta

Figura 33 - Relação entre Renda Bruta Total, Custo Total, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

O tipo de renda das UPFs do Seringal São Francisco do Espalha com maior ocorrência é a Renda Bruta, a qual representa 92,6% das ocorrências, seguida pela Renda de Assalariamento, com 37% e Renda de Transferências Governamentais, com 29,6% conforme a figura 34.

Governamentais, com 29,6% conforme a figura 34. Rua Cel. Alexandrino, 301 – Bosque Rio Branco –

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obs.: RB – Renda Bruta; RA –

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Obs.: RB Renda Bruta; RA Renda de Assalariamento; RT Renda de Transferências Governamentais

Figura 34 - Ocorrência dos tipos de renda por UPFs (%),Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Os custos totais por UPF no Seringal São Francisco do Espalha compõem- se majoritariamente por custos fixos, 83%, como está exposto na figura 36.

por custos fixos, 83%, como está exposto na figura 36. Obs.: CF – Custo Fixo; CV

Obs.: CF Custo Fixo; CV Custo Variável

Figura 35 Principais componentes do Custo Total (CT) mediano, por UPF, Seringal São

Francisco

Branco, Acre-Brasil.

do

Espalha,

2005/2006,

Rio

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 4.2.12 Situação do Desempenho Econômico – Ocupação

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4.2.12 Situação do Desempenho Econômico Ocupação da Força de Trabalho

Observando a figura 37, verifica-se que a força de trabalho familiar disponível está quase totalmente empregada na produção, apresentando nível de ocupação de 93,5%, sendo que há também exploração da força de trabalho além da disponibilidade, ou seja, 37% da força de trabalha disponível é super-explorada. Isso significa dizer que há jornadas de trabalho além das 8 horas, podendo ocorrer também, exploração da força de trabalho infantil e de idosos.

exploração da força de trabalho infantil e de idosos. Obs.: FTFO – Força de Trabalho Familiar

Obs.: FTFO Força de Trabalho Familiar Ocupada; FTFO+ - Utilização da Força de Trabalho Familiar Além da Disponibilidade

Figura 36 - Percentual de ocupação da força de trabalho familiar, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Conforme mostra a figura 38, o alto índice de famílias do Seringal São Francisco do Espalha que tiveram algum membro da família que obteve assalariamento fora da UPF é alto. Isso está associado a questões como a baixa renda advinda da produção.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 37 – Percentual de famílias que

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 37 – Percentual de famílias que tiveram

Figura 37 Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre, Brasil.

4.2.13 Situação do Desempenho Econômico Linha de Dependência do Mercado

Ao analisar a Linha de Dependência do Mercado (LDM), percebe-se que a apropriação de renda por parte das famílias, explicitada pela Margem Bruta Familiar (MBF), encontra-se muito abaixo do necessário para a manutenção das famílias, conforme aponta a figura 39.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obs:MBF – Margem Bruta Familiar;LDM – Linha

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obs:MBF – Margem Bruta Familiar;LDM – Linha de

Obs:MBF Margem Bruta Familiar;LDM Linha de Desenvolvimento do Mercado

Figura 38 - Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

De acordo com a LDM, de aproximadamente R$ 400,00/mês é a remuneração necessária para cobrir as necessidades das famílias tanto com reposição de capital fixo quanto com bens adquiridos no mercado. Verifica-se na figura 39 que apenas 25% das famílias tiveram renda igual ou superior a R$ 400,00/mês, ficando as demais famílias, 75%, com renda inferior à renda necessária. Observa-se também que aproximadamente 60% das famílias do Seringal São Francisco do Espalha não alcançaram a metade da renda calculada para cobrir suas necessidades.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO A principal dependência de mercado do Seringal

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A principal dependência de mercado do Seringal São Francisco do Espalha está representada pelas mercadorias, ou seja, pelos bens comprados no mercado. Isso configura tanto o fato de que a produção não é suficiente para cobrir as necessidades das UPFs como também o fato de que o autoconsumo tende a ser reduzido.

também o fato de que o autoconsumo tende a ser reduzido. Obs.: BCC-M – Bens Comprados

Obs.: BCC-M Bens Comprados no Mercado; BCC-S Serviços Comprados no Mercado; CF Custo Fixo

Figura 39 - Composição da Linha de Dependência do Mercado, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

4.2.14 Situação do Desempenho Econômico Renda Bruta Total vs. Linha de Dependência do Mercado

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Como está demonstrada na figura 41, a

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Como está demonstrada na figura 41, a renda bruta merece atenção redobrada. Com os custos de produção representando, praticamente, o dobro da renda bruta gerada, as famílias não conseguem obter resultado positivo com a atividade produtiva, pelo contrário, os custos ficaram consideravelmente superiores à renda.

os custos ficaram consideravelmente superiores à renda. Obs.: LDM – Linha de Dependência do Mercado; CT

Obs.: LDM Linha de Dependência do Mercado; CT Custo Total; RT Renda de Transferências Governamentais; RA Renda de Assalariamento

Figura 40 - Relação entre Renda Bruta Total (RB+RA+RT), Custo Total (CT) e Linha de Dependência do Mercado (LDM), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil.

Mesmo ao somar a renda de assalariamento e a renda de transferência, em média, a renda total disponível manteve-se abaixo da remuneração ideal para a cobertura com os gastos no mercado. Mais uma vez, é necessário reforçar a atividade produtiva, melhorando a eficiência produtiva e de geração de renda.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO 4.2.15 Situação do Desempenho Econômico – Geração

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4.2.15 Situação do Desempenho Econômico Geração de Renda Bruta

Ao analisar a evolução da geração de Renda Bruta, verifica-se que a criação de animais é a atividade com maior influência, correspondendo à 53,88% da composição da Renda Bruta. Em seguida estão o extrativismo e a agricultura, correspondendo a 28,6% e 17,52%, respectivamente, da geração de Renda Bruta no Seringal São Francisco do Espalha, como mostra a tabela 1.

Tabela 1 Evolução da Geração de Renda Bruta por linha de exploração, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Geração de Renda Bruta (%)

Linha de Exploração

Seringal São Francisco do Espalha

Agricultura

17.866,

17,52%

FEIJÃO

7.440,

7,30%

MACAXEIRA

6.560,

6,43%

OUTROS

3.866,

3,79%

Criações

54.936,7

53,88%

CRIAÇÃO DE PORCOS

16.815,

16,49%

CRIAÇÃO DE BOIS/Leite/Queijo

15.830,

15,52%

CRIAÇÃO DE AVES/Ovos

11.150,

10,93%

CRIAÇÃO DE OVELHAS

10.541,7

10,34%

CRIAÇÃO DE PEIXES

600,

0,59%

Extrativismo

29.166,

28,60%

CASTANHA

20.320,

19,93%

BORRACHA

8.846,

8,68%

4.2.16 Situação do Desempenho Econômico Principais Produtos

Observando a tabela 2, percebe-se que as linhas de exploração que tem maior influência na geração da Renda Bruta, são também as que obtém melhor resultado econômico, identificado pleo Índice de Eficiência Econômica (IEE).

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Em geral, a criação de animais é

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Em geral, a criação de animais é a linha de exploração com melhor IEE, destacando-se a criação de porco com IEE acima de 5, demonstrando que os produtores voltadas a essa linha de exploração vem alcançando resultados econômicos lucrativos. O mesmo não ocorre com a produção agrícola nem extrativista, que apresentam o IEE abaixo de 1, ou seja, o resultado da produção tanto do feijão, da farinha de mandioca, como da castanha, implica prejuízo aos produtores.

Tabela 2 Evolução do desempenho econômico dos principais produtos, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

 

Custo

Preço

(R$)

 

Linha de

Exploração

MBF/Qh/

d (R$)

MBF/R

B

IEE

Unitário

(R$)

Qtde

Pict

Feijão

23,02

0,96

0,78

1,02

0,80

600,00

640,31

Farinha de

mandioca

24,81

0,81

0,59

1,37

0,80

500,00

1780,25

Porcos

216,51

1,00

4,58

8,89

100,00

25,00

3,08

Boi

39,89

0,91

1,24

196,89

200,00

3,00

2,55

Aves

113,66

0,99

2,41

4,16

10,00

55,00

12,36

Ovelhas

0,00

0,86

0,97

17,20

50,00

14,00

4,35

Castanha

21,52

0,95

0,52

15,69

10,00

62,50

125,38

Obs.: MBF/Qh/d - Remuneração diária da força de trabalho familiar; MBF - Margem Bruta Familiar; RB - Renda Bruta; IEE - Índice de Eficiência Econômica;; Qtde Quantidade; Pict Ponto de Igualação dos Custos Totais

Um indicador do desempenho econômico a ser analisado com atenção minuciosa é a remuneração da força de trabalho familiar, (MBF/Qh/d) dos principais produtos do Seringal São Francisco do Espalha que proporcionam um valor superior ao custo de oportunidade (R$ 20,00), destacando-se a remuneração da criação de porcos, aves e ovelhas. Quanto a apropriação da renda bruta, demonstrada pela MBF/RB, esta indica que mais de 90% da renda bruta gerada pelos principais produtos do Seringal

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO São Francisco do Espalha, com exceção da

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São Francisco do Espalha, com exceção da farinha de mandioca, é embolsada pelos produtores, o que aponta boas possibilidades para o investimento em novas tecnologias no processo produtivo.

4.2.17 Situação do Desempenho Econômico das Unidades de Produção

De forma geral, a situação do Seringal São Francisco do Espalha, analisada a partir do IEE, demonstra que as unidades obtêm resultados ineficientes, visto que para cada R$ 1,00 de custo se gera em torno de R$ 0,79 de renda, como aponta a tabela 3, o que ocasiona o desequilíbrio das famílias, tendo em vista que os custos excedem de forma significativa a renda obtida.

Tabela 3 Desempenho Econômico mediano por UPF, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Indicadores Econômicos

Unidade

Agricultura

RB

R$/mês

236,67

RL

R$/mês

134,18

MBF

R$/mês

190,93

AC

R$/mês

244,10

NV

R$/mês

532,62

IEE

und.

0,79

MBF/RB

und.

0,93

MBF/Qh/d

R$/dia

30,49

Obs.: Resultados medianos por UPF; RB Renda Bruta; RL Renda Líquida; MBF Margem Bruta Familiar; AC Autoconsumo; NV Nível de Vida; IEE Índice de Eficiência Econômica; - MBF/Qh/d - Índice de Remuneração da Força de Trabalho Familiar

Diante dos dados, nota-se que nas UPFs há tanto atividades rentáveis como ineficientes, sendo que estas só conseguem subsistir por serem financiadas pelas primeiras. Dessa forma, faz-se necessário um planejamento minucioso das atividades produtivas do Seringal São Francisco do Espalha, que trate de resolver os problemas de ineficiência e fortalecer as atividades rentáveis.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Nota-se que as atividades produtivas remuneram a

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Nota-se que as atividades produtivas remuneram a força de trabalho familiar diariamente em aproximadamente R$ 30,00, estando acima da remuneração local, que gira em torno de R$ 20,00. No entanto, mesmo sendo uma boa remuneração, há ainda a necessidade de se buscar renda fora da unidade produtiva, devido à insuficiência da renda gerada pela produção, como indica a figura 41. Pode-se observar que essa insuficiência de renda está relacionada não só à ineficiência de algumas atividades, mas também está estreitamente ligada à dependência de mercado por parte das famílias nos gastos de consumo, considerando que estes superam a remuneração obtida nas UPFs. O nível de vida é outro indicador que requer atenção, ao observá-lo, percebe-se que em termos monetários, as famílias do Seringal São Francisco do Espalha conseguiram rendimentos em dinheiro e/ou produtos em torno de R$ 532,62 mensais, um valor acima do salário mínimo. Se compararmos esse valor com os rendimentos das famílias que vivem nas periferias urbanas, percebe-se que é indiscutível a recompensa que essas famílias têm em permanecer no seringal, tendo em vista que as condições de vida dessas famílias podem avançar sendo melhoradas muito mais.

4.2.18 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) Resultados

O IDF-R no Seringal São Francisco do Espalha é considerado regular, tendo em vista que se encontra abaixo de 0,5 de acordo com a figura 42.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Obs.: ID – Índice de Desenvolvimento Infantil; IT

Obs.: ID Índice de Desenvolvimento Infantil; IT Índice de Acesso ao Trabalho; IA Índice de Condições Ambientais; IV Índice de Ausência de Vulnerabilidade; IH Índice de Condições Habitacionais; IE Índice de Acesso ao Ensino; IC - Índice de Acesso ao Conhecimento Profissional e Tradicional; IR - Índice de Disponibilidade de Recurso; IDF-R Índice de Desenvolvimento Familiar Rural

Figura 41 Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) e seus componentes, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco Acre-Brasil.

Este desempenho pode ser melhorado a partir do direcionamento de ações para todos os componentes do IDF-R, mostrado na figura 42. Evidencia-se a disponibilidade de rendimentos (IR) como uma das componentes do indicador que deve ser reforçada, tendo em vista que ela indica que a capacidade de geração de renda no Seringal Espalha é apenas regular. Outras dimensões das condições de vida que necessitam de maior atenção são: o acesso ao conhecimento profissional e tradicional, relacionado essencialmente a treinamentos e capacitações; e acesso a educação formal.

4.2.19 Avaliação Estratégica - Resultados

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Do ponto de vista da disponibilidade de ativos e capacitações competitivas, segundo o gráfico 36, de forma geral no Seringal Espalha há mais desvantagens do que vantagens competitivas.

Espalha há mais desvantagens do que vantagens competitivas. Figura 42 – Percentual de UPFs que têm

Figura 42 Percentual de UPFs que têm o dobro de vantagens em relação às desvantagens de ativos e capacitações competitivas, Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Em relação às principais desvantagens, entre os ativos e capacitações disponíveis, apontadas pelos produtores, destacam-se a assistência técnica, além de disponibilidade de capital (próprio) para o processo de comercialização. Se por um lado, a maior parte dos produtores obteve resultados econômicos negativos, por outro lado, demonstram ter conhecimento de suas limitações e do que necessitam para melhorar seu desempenho (figura 44).

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 43 – Principais desvantagens competitivas relatadas

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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO BRANCO GABINETE DO PREFEITO Figura 43 – Principais desvantagens competitivas relatadas por

Figura 43 Principais desvantagens competitivas relatadas por UPF (%), Seringal São Francisco do Espalha, 2005/2006, Rio Branco, Acre-Brasil.

Dentre os ativos e capacitações disponíveis para as UPFs pesquisadas que proporcionam vantagens competitivas aos produtores, destaca-se conhecimento do negócio, reputação pela qualidade, localização e flexibilidade para adaptar a novas tendências do mercado, de acordo com o gráfico 38. Tais vantagens são estratégicas para balizar progressos nas linhas de exploração existentes ou para viabilizar potenciais linhas de exploração na região.

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